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terça-feira, 17 de março de 2020

FRAMBOESA DE OURO 2020: 'CATS' É ELEITO O PIOR FILME DO ANO

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A cerimônia da premiação foi cancelada, o troféu símbolo apareceu no logo com uma máscara devido ao coronavírus - mas os "ganhadores" foram revelados
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Cats foi o grande "vencedor" do Framboesa de Ouro 2020, evento que elege os piores filmes de 2019.

De acordo com o Hollywood Reporter, os ganhadores da premiação foram anunciados após o cancelamento da cerimônia, que ocorreu para prevenir a infecção de coronavírus.

Mesmo assim, a organização tratou de providenciar um logo onde a framboesa do troféu aparece de máscara, devido à pandemia.

Além do longa de Tom Hooper ter levado como o Pior Filme, mais seis estatuetas foram garantidas pela produção.

Outro projeto que saiu com duas "vitórias" foi Rambo - Até O Fim, como Pior Continuação ou Remake e Maior Desrespeito Impulsivo Pela Vida Humana ou Propriedade Privada.

John Travolta e Hilary Duff também foram devidamente laureados como piores do ano.

CONFIRA TODOS OS 'VENCEDORES':

PIOR FILME
Cats [GANHOU]
Rambo: Até o Fim
The Hauting of Sharon Tate
Um Funeral em Família
The Fanatic

PIOR ATOR
David Harbour (Hellboy)
Sylvester Stallone (Rambo: Até o Fim)
James Franco (Zeroville)
Matthew McConaughey (Calmaria)
John Travolta (The Fanatic e Trading Paint) [GANHOU]

PIOR ATRIZ
Rebel Wilson (As Trapaceiras)
Anne Hathaway (As Trapaceiras e Calmaria)
Hilary Duff (The Hauting of Sharon Tate) [GANHOU]
Francesca Hayward (Cats)
Tyler Perry (Um Funeral em Família)

PIOR ATOR COADJUVANTE
James Corden (Cats) [GANHOU]
Seth Rogen (Zeroville)
Tyler Perry (Um Funeral em Famíla - Joe)
Bruce Willis (Vidro)
Tyler Perry (Um Funeral em Família - Tio Heathrow)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Rebel Wilson (Cats) [GANHOU]
Jessica Chastain (X-Men: Fênix Negra)
Judi Dench (Cats)
Cassie Davis (Um Funeral em Família)
Fenessa Pineda (Rambo: Até o Fim)

PIOR COMBO DO CINEMA
John Travolta e qualquer roteiro que ele aceite
Qualquer meio-felino/meio-humano de (Cats) [GANHOU]
Sylvester Stallone e sua fúria impotente (Rambo – Até o Fim)
Tyler Perry e Tyler Perry (ou Tyler Perry) (Um Funeral em Família)
Jason Derulo e sua "protuberância" neutralizada com CGI (Cats)

PIOR DIREÇÃO
Neil Marshall (Hellboy)
Tom Hooper (Cats) [GANHOU]
Fred Durst (The Fanatic)
James Franco (Zeroville)
Adian Grunberg (Rambo: Até o Fim)

PIOR ROTEIRO
Cats (Lee Hall e Tom Hooper) [GANHOU]
The Hauting of Sharon Tate (Daniel Farrands)
Hellboy (Andrew Cosby)
Um Funeral em Família (Tyler Perry)
Rambo: Até o Fim (Matthew Cirulnick e Sylvester Stallone)

PIOR CONTINUAÇÃO OU REMAKE
X-Men: Fênix Negra
Godzilla II: Rei dos Monstros
Rambo: Até o Fim [GANHOU]
Hellboy
Um Funeral em Família

MAIOR DESRESPEITO IMPULSIVO PELA VIDA HUMANA OU PROPRIEDADE PRIVADA
Dragged Across Concrete
The Hauting of Sharon Tate
Hellboy
Coringa
Rambo: Até o Fim [GANHOU]

TROFÉU REDENÇÃO
Eddie Murphy (Meu Nome É Dolemite) [GANHOU]
Keanu Reeves (John Wick 3 e Toy Story 4)
Adam Sandler (Joias Brutas)
Jennifer Lopez (As Golpistas)
WIll Smith (Aladdin)

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

'CATS': CONFIRA TRECHO DA CANÇÃO DE TAYLOR SWIFT E ANDREW LLOYD WEBER PARA O MUSICAL

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A versão do musical ‘Cats‘ para o cinema ganhou um novo vídeo, que traz detalhes do processo criativo da canção original 'Beautiful Ghosts', escrita por Taylor Swift e Andrew Lloyd Webber para o filme
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Ao longo do material, ainda é possível ouvir um pequeno trecho da canção.

Confira:


Tom Hooper (O Discurso do Rei, Les Miserábles e Garota Dinamarquesa) dirige.

No elenco estelar, veremos Jennifer Hudson, Dame Judi Dench, Taylor Swift, James Corden, Idris Elba, Rebel Wilson e Sir Ian McKellen.

Um dos mais assistidos musicais da Broadway, ‘Cats‘ teve sua estreia mundial no West End, em Londres, em 1981 – onde ficou em cartaz por 21 anos, contabilizando quase 9 mil apresentações.

A produção inovadora foi vencedora do Olivier e do Evening Standard Awards (mais antiga premiação de teatro do Reino Unido) de Melhor Musical.

Relembre o trailer:


Na trama, uma tribo de gatos chamada Jellicles todo ano precisa tomar uma grande decisão em uma noite especial: escolher um dos gatos para ascender para o Heaviside Layer e conseguir uma nova e melhor vida. Cada um dos gatos conta a sua história para seu líder, o velho Deuteronomy, na tentativa de ser o escolhido.

A produção chegará aos cinemas brasileiros no dia 19 de dezembro.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

'CATS': LONGA BASEADO NO ACLAMADO MUSICAL DA BROADWAY GANHA DATA DE ESTREIA

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A adaptação tem a cantora pop Taylor Swift no elenco
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Nessa semana, foi anunciada a data de estreia da adaptação cinematográfica de 'Cats', quarto musical com o maior tempo de exibição na Broadway.

O longa chegará aos cinemas no dia 20 de dezembro de 2019 e as filmagens começam ainda neste ano, na Grã-Bretanha.

O projeto será comandado por Tom Hooper, o mesmo diretor de 'Os Miseráveis'. (via ComingSoon)

No elenco, nomes como Jennifer Hudson, Sir Ian McKellen, James Corden e a cantora pop Taylor Swift estrelarão o longa.

Hudson assumirá o papel de Grizabella, uma ex-gata glamurosa relegada ao ostracismo pelos outros Jellicles.

Sir McKellan será o Velho Deuteronomy, um ancião líder da tribo e Swift está cotada para ser a sedutora gata vermelha Bombalurina.

A Cantora pop Taylor Swift - Rolling Stone Brasil

O filme conta a história de uma tribo de gatos conhecida como Jellicles.

Um desses gatos será o escolhido para ir ao Heavside Layer – tido como um lugar melhor e que oferece uma nova oportunidade de vida.

Vamos aguardar.

Foto do Topo: Divulgação

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

'A GAROTA DINAMARQUESA': EDDIE REDMAYNE E ALICIA VIKANDER SOBERBOS EM FILME MEDROSO E CONSERVADOR


SINOPSE:

Lili Elbe (Eddie Redmayne) nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero.

A trama foca o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.

Baseado em fatos reais.

CRÍTICA:

Se hoje, felizmente, a transexualidade é um tema que, aos poucos, vem sendo debatido com mais frequência, essa realidade era muito mais obscura nos anos 1920.

É essa a época em que é situada a trama de 'A Garota Dinamarquesa', novo longa de Tom Hopper ('O Discurso Do Rei'), baseado no romance homônimo de David Ebershoff e que está em exibição em 58 salas em todo o Brasil.

Lili Elbe (Eddie Redmayne) nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero.

O enredo é centrado no relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) até sua decisão de assumir completamente sua identidade feminina.


A Garota Dinamarquesa : Foto Alicia Vikander, Eddie Redmayne
Eddie Redmayne e Alicia Vikander, em cena do começo do longa - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Universal Pictures Brasil
O filme mostra os dois como um casal a frente de seu tempo, característica comum no meio artístico da época.

Os dois buscavam ascender como pintores e ocupar as paredes das grandes galerias com seus quadros, mas esse plano fica em segundo lugar quando Einar começa a se descobrir como mulher.

Isso deixa exposto o preconceito que estava impregnado até nos ambientes mais libertários - e como o casal lida com a situação é um dos pontos altos do drama.

Apesar do tema controverso, Hopper faz aqui a sua mais conservadora direção, sem riscos e com uma montagem tradicional, com saídas melodramáticas fáceis, e sem muitas reviravoltas no roteiro.

Ainda bem que Redmayne e Vikander, sempre soberbos, passam na medida ao espectador a fragilidade da situação retratada, além de possuírem uma química incrível, expressa nos olhares de cumplicidade entre os dois.


A Garota Dinamarquesa : Foto Eddie Redmayne
Já como Lilli Elbe
O longa também erra ao retratar Lili Elbe de forma erotizada no início, como se sua decisão de mudar de gênero estivesse apenas ligada a uma fetichização da figura feminina - esse tom é derivado do próprio livro e foi bastante criticado na época de seu lançamento, sob acusações de não retratarem a realidade.

Infelizmente, Hooper, que podia mudar isso no filme, não o fez.

Apesar de tudo, a direção de arte de Tom Weaving é primorosa e conduzida com muito cuidado.

Os cenários e os figurinos têm inspirações na art nouveau e nas pinturas do artista Vilhelm Hammershøi e variam de acordo com as fases percorridas pelo protagonista.


A Garota Dinamarquesa : Foto Alicia Vikander, Eddie Redmayne
Vikander e Redmayne em cena do final do longa
O filme é bastante consistente, mas esse mérito se deve mais pela falta de ousadia de sua construção do que pela direção acertada.

A impressão que fica é a de que Tom Hopper, acreditando que o tema era suficientemente polêmico, não quis se comprometer e fez algo seguro em todos os aspectos.

O lado bom é que a simplicidade da trama proporciona maior espaço para Eddie Redmayne e Alicia Vikander mostrarem porque são os atuais queridinhos de Hollywood.

Vale uma olhada e uma reflexão.

INDICAÇÕES AO OSCAR 2016:
Melhor Ator (Eddie Redmayne)
Melhor Atriz Coadjuvante (Alicia Vikander)
Melhor Figurino
Produção de Arte (Tom Weaving)

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'A GAROTA DINAMARQUESA'
Título Original:
THE DANISH GIRL
Gênero:
Drama
Direção:
Tom Hooper
Roteiro:
David Ebershoff, Lucinda Coxon
Elenco:
Adrian Schiller, Alicia Vikander, Amber Heard, Ben Whishaw, Cosima Shaw, Eddie Redmayne, Emerald Fennell, Ida Emilie Krarup, Jeanne Abraham, Matthias Schoenaerts, Ole Dupont, Rebecca Root, Richard Dixon, Sebastian Koch, Victoria Emslie
Produção:
Anne Harrison, Eric Fellner, Tim Bevan
Fotografia:
Danny Cohen
Montador:
Melanie Oliver
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Duração:
120 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos / Reino Unido
Cor:
Colorido
Estreia:
11/02/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Universal Pictures
Estúdio:
ELBE / Harrison Productions / MMC Independent / Pretty Pictures / Senator Film Produktion / Working Title Films
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

'OS MISERÁVEIS': OBRA PRIMA E UM DOS MELHORES MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS


Tom Hooper ('O Discurso do Rei') tomou para si seu maior desafio como diretor: apresentar aos espectadores de hoje 'Os Miseráveis', obra clássica de Victor Hugo - levada às telonas e à Broadway diversas vezes.

Um dos romances fundamentais da história da Humanidade, a versão 2012 de Hooper - um musical, todo cantado, sem nenhum diálogo - consagra o acima da média Hugh Jackman (mais conhecido por interpretar o super-herói Wolverine no cinema) interpretando o protagonista Jean Valjean, preso e condenado ao trabalho escravo por roubar um pão para alimentar sua irmã na França pós Revolução Francesa - começo do século 19.

Hugh Jackman como Jean Valjean - fotos dessa postagem: Divulgação/Paramount Pictures do Brasil

Quando ganha a liberdade, Valjean comete outro crime que poderia lhe custar a vida, mas, diante da inesperada bondade de um padre, passa a construir uma nova história, onde aparece Fantine (Anne Hathaway), uma das funcionárias de sua tecelagem.

Se não estivesse ocupado tentando fugir mais uma vez do inspetor Javert (Russell Crowe) - que o persegue desde que Valjean era escravo - poderia ter feito o  trágico destino da jovem ser diferente.

Jackman entrega-se de corpo e alma ao personagem, o melhor e um marco na sua consagrada carreira.

A Fantine de Anne Hathaway - que acaba de aparecer nas telonas como a gostosíssima Mulher Gato - emociona ao cantar a fragilidade de uma mãe vivendo no inferno, já que, para enviar dinheiro à filha, vende seu cabelo, seus dentes, seu corpo.

A transformação física da sempre sadia atriz é uma das mais impressionantes dos últimos tempos: muito magra - Anne perdeu 20 quilos para dar veracidade a Fantine - e de cabelos raspados, ela é a imagem do desespero, de quem está no fundo do poço.

Anne Hathaway como Fantine

Se Anne pratica um pouco do chamado "over acting" - Jackman soube dosar melhor - isso não compromete em nada sua soberba interpretação, sua melhor performance na telona até aqui.

O retorno surpreendente de Fantine à trama gera uma das sequências mais emocionantes do filme, onde Valjean promete resgatar e cuidar de sua filha, Cosette, que está sob a guarda de um casal - interpretados por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, a experiente dupla dá vida a personagens caricatos e excêntricos, donos de uma adega e de um humor negro simplesmente sen-sa-cio-nal.

Ao ter Cosette ao seu lado, Valjean encontra sentido para viver e superar o ódio de muitos anos, só que, quando a pequena torna-se adolescente, essa relação parece ameaçada.

Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, com Isabelle Allen, que vive Cosette na infância

Novamente, uma redenção quase divina emerge do personagem, que ajuda Marius (Eddie Redmayne) a ficar ao lado da pupila.

Amanda Seyfried interpreta Cosette jovem de maneira primorosa, no tom exato do drama - a atuação de Isabelle Allen, que vive Cosette na infância, também é muito boa.

Com uma reconstituição de época, fotografia, direção de arte e batalhas épicas entre estudantes e policiais na França do século 19 simplesmente primorosas, o longa só peca por contar uma fabulosa história em pouco mais de duas horas - o tempo é muito escasso para uma obra desse calibre e vários eventos poderiam ganhar maior destaque, mas não são aprofundados.

Amanda Seyfried interpreta Cosette jovem

Tratando-se de um musical - gênero difícil para transmitir naturalidade - o longa fica ainda mais saboroso quando agora se sabe que o elenco utilizou pontos eletrônicos pelos quais ouviam uma pianista tocar ao vivo a canção a ser interpretada e filmada, ali, na hora, sem playback - situação inédita para esse estilo cinematográfico e que dá maior liberdade de atuação e emoções aos intérpretes.

Com tudo isso,'Os Miseráveis' seguramente entrará para uma seleta lista dos musicais mais lembrados do Cinema, pela acertada escolha do elenco, dos detalhes da produção ou da história em si e onde o dilema proposto por Victor Hugo - entre prezar pelo próprio bem ou lutar pelo bem de todos - permanece incrivelmente atual.

Russell Crowe interpreta o inspetor Javert

O longa segue cotadíssimo para levar as principais estatuetas douradas no Oscar 2013 - foi indicado a Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Canção Original, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Melhor Ator (Hugh Jackman) e Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway) - pois já ganhou os Globo de Ouro  de Melhor Filme - Comédia ou Musical, Ator - Comédia ou Musical (Hugh Jackman), Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway) e também o SAG Award de Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway).

Aproveite a classificação etária e leve os pequenos com 10 anos ou mais para verem essa obra prima - no futuro, eles vão te agradecer.

Filmaço.

Confira o trailer do filme:

*****
'OS MISERÁVEIS'
Título Original:
Les Misérables
Diretor:
Tom Hooper
Elenco:
Hugh Jackman, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Russell Crowe, Eddie Redmayne, Samantha Barks, Aaron Tveit, Colm Wilkinson, Ella Hunt e outros
Produção:
Eric Fellner, Debra Hayward, Cameron Mackintosh
Roteiro:
William Nicholson, baseado na obra de Victor Hugo
Fotografia:
Danny Cohen
Trilha Sonora:
Claude-Michel Schönberg
Duração:
157 min.
Ano:
2012
País:
Reino Unido
Gênero:
Musical
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
Working Title Films / Cameron Mackintosh Ltd.
Classificação:
10 anos
Cotação do Klau:

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

OSCAR 2011: UM RESUMO DA NOITE E OS GANHADORES

O tradicional desfile de astros e estrelas no mais famoso tapete vermelho do mundo - o do Prêmio da Academia de Hollywood - já dava o tom da festa - fazia tempo que eu não via desfiles e entrevistas tão chochos.

Nos bastidores, a repórter da ABC perguntou a James Franco, apresentador da festa e concorrente a melhor ator por "127 Horas" como ele tinha se sentido ao filmar a cena que sua personagem amputa o braço direito, estragando assim algo de surpresa para quem ainda se interessava em ver o monótono e pesado filme dirigido pelo monótono e pesado Danny Boyle - o filme, aliás, não levou nenhuma estatueta.

Até que Franco e Anne Hathaway - apresentadores oficiais - tentaram ser espirituosos, mas o texto das várias aparições do casal, decididamente, não ajudou, tanto que dois ex-apresentadores do Oscar - Billy Cristal e Bob Hope, este já morto faz tempo - roubaram a cena.

Nem quando ela apareceu vestida com smoking - e trocou vários figurinos ao longo da noite - e ele de Marylin, o astral melhorou.

Fotos: Getty ImagesAnne Hathaway e James Franco, na noite de ontem

As músicas desse ano estiveram abaixo da crítica, e a que ganhou é mesmo a melhor.
Por falar em música, a Academia precisa acabar com essa fixação pela cantora canadense Celine Dion: chata de galochas, ela assassinou uma música, na sempre aguardada homenagem aos membros da indústria, mortos no ano anterior.
Com essa gritaria, é bem capaz de Tony Curtis e Mario Monicelli - dois dos mortos - terem se virado no caixão, só de raiva.

Chato também foi ver que Chris Nolan - "A Origem" - não foi indicado para melhor diretor, e David Fincher o foi - por "A Rede Social".

E o prêmio de melhor fotografia para "A Origem", filme com 90% do seu visual final conseguido com efeitos especiais, foi um escândalo.

Enfim, entre mortos, feridos e gritarias, o grande ganhador da noite foi mesmo o filme britânico "O Discurso do Rei" - que levou quatro estatuetas.

Colin Firth foi escolhido o melhor ator, e recebeu sua estatueta das mãos da vencedora do ano passado, Sandra Bullock, com muito bom humor, confessando que ali no palco já estava sentindo algo parecido com uma dança na barriga.



Colin Firth, Melhor Ator

A produção britânica levou ainda os prêmios de melhor filme, melhor diretor para Tom Hooper e melhor roteiro original.



Tom Hooper, Melhor Diretor

Em seu discurso, Hooper agradeceu principalmente à sua mãe, que descobriu o roteiro do filme, levou para o filho e lhe disse: "Você deve filmar isso!"
Ganhou tudo de mais importante.

Outra favoritíssima, Natalie Portman levou o Oscar de melhor atriz por "Cisne Negro".

A atriz recebeu sua estatueta das mãos do melhor ator de 2010, Jeff Bridges, e se emocionou ao agradecer aos pais por deixá-la começar a trabalhar como atriz quando ainda era criança.
Ainda falou rapidamente das dificuldades para interpretar sua personagem Nina no filme, e fez uma declaração apaixonada ao marido e à filha - está no quinto mes de gestação.


Jeff Bridges entrega o Oscar de Melhor Atriz para Natalie Portman

Portman deve sumir por uns tempos - para curtir esses 4 meses que faltam de gravidez - mas em breve a veremos nas telonas novamente, no principal papel feminino de "Thor".

"A Origem", dirigido por Christopher Nolan, dominou os prêmios técnicos da noite, levando os Oscars de efeitos visuais, fotografia (!), mixagem e edição de som.

"O Vencedor" ficou com os prêmios de melhor atriz coadjuvante para Melissa Leo e melhor ator coadjuvante, para o favorito Christian Bale.

Melissa recebeu sua estatueta das mãos de uma lenda hollywoodiana, Kirk Douglas, ainda muito lúcido e muitíssimo bem humorado do alto de seus noventa e tantos anos.
Douglas estava tão à vontade que deu para se ver o desespero da produção nos bastidores, na ânsia para que ele terminasse logo sua participação.


A Lenda Kirk Douglas entrega o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Melissa Leo

Melissa agradeceu aparentemente emocionada e surpresa por ter ganho.

Já Bale foi contido e econômico nas palavras: com uma imensa barba e já com seu peso normal, ele não lembrava mais em nada o boxeador decadente e viciado em crack que lhe deu a estatueta.



Bale recebe seu Oscar de Melhor Ator Coadjuvante

"O Discurso do Rei", com quatro prêmios, superou o favorito da crítica, "A Rede Social", que levou três - nenhum nas principais categorias.

"Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, e a animação "Toy Story 3" - que também concorria a melhor filme - ficaram com dois prêmios cada.

O faroeste dos irmãos Coen, "Bravura Indômita", indicado em dez categorias, não foi premiado em nenhuma - eu apostava na menina Hailee Steinfeld para atriz coadjuvante.

A noite se encerrou com Steven Spielberg entregando o Oscar de melhor filme para o diretor, produtores e elenco de "O Discurso do Rei" - todos subiram ao palco.

Em seguida, um coral de crianças de uma escola pública de Nova York ocupou todo o palco, para cantar "Over the Raibow", música ícone de "O Mágico de Oz" (1939), eternizada na voz da Diva Judy Garland.

O recado da Academia: os jovens são nosso público alvo, são os espectadores mais assíduos dos cinemas, e gastam bastante em ingressos, pipocas, refrigerantes, jogos, bonecos, livros, Hqs e toda sorte de derivados dos filmes que Hollywood sabe fazer como ninguém.


Diretor, elenco e produtores recebem a estatueta de Melhor Filme para "O Discurso do Rei"

Confira todos os ganhadores da 83a. Edição dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood:

Melhor Direção de Arte
Stefan Dechant, por "Alice no País das Maravilhas"

Melhor Fotografia
Wally Pfister, por "A Origem"

Melhor Curta de Animação
"The Lost Thing"

Melhor Longa de Animação
"Toy Story 3", da Disney Pixar

Melhor Roteiro Adaptado
Aaron Sorkin, por "A Rede Social"

Melhor Roteiro Original
David Seidler, por "O Discurso do Rei"


O roteirista David Seidler levou o primeiro prêmio para "O Discurso do Rei", dedicando-o a todos os gagos do mundo e agradecendo à Rainha por "não prendê-lo na Torre de Londres" pelo filme.


Melhor Filme Estrangeiro
"Em um Mundo Melhor", de Susanne Bier (Dinamarca)

Melhor Trilha Sonora Original
Trent Reznor e Atticus Ross, por "A Rede Social"

Melhor Mixagem
Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick, por "A Origem"

Melhor Edição de Som
Richard King, por "A Origem"

Melhor Maquiagem
Rick Baker, Dave Elsey, por "O Lobisomem"

Melhor Figurino
Colleen Atwood, por "Alice no País das Maravilhas"

Curta-Metragem
"No More Strangers"

Melhor Curta-Metragem
"Deus de Amor"

Melhor Documentário
Trabalho Interno - Charles Ferguson

Melhor Efeito Visual
Franklin Paul, Chris Corbould, Andrew Lockley e Bebb Pedro, por "A Origem"

Melhor Montagem
Kirk Baxter e Angus Wall, por "A Rede Social"

Melhor Canção Original
Randy Newman, por "We belong Together", de "Toy Story 3"

Melhor Diretor
Tom Hooper, por "O Discurso do Rei"

Melhor Atriz Coadjuvante
Melissa Leo, por "O Vencedor"


Melissa Leo


Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, por "O Vencedor"



Christian Bale


Melhor Atriz
Natalie Portman, por "Cisne Negro"




"É uma loucura", disse Natalie Portman.
A atriz agradeceu pela "oportunidade de trabalhar" pelo Oscar de melhor atriz e todos que a ajudaram em 18 anos de carreira


Melhor Ator
Colin Firth, por "O Discurso do Rei"


Sempre tímido, contido e emocionado, Colin Firth agradeceu aos "súditos" que o apoiaram em "O Discurso do Rei" - Oscars de melhor filme, ator, diretor e roteiro original.


Melhor Filme
"O Discurso do Rei"
E para encerrar, veja a matéria do programa "Metrópolis" da Tv Cultura:


E você pode conferir todas as postagens do Blog relativas ao Oscar 2011.

É só clicar no link:
http://blogdeklau.blogspot.com/search/label/Oscar%202011

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ATÉ 2012!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BERLIM TEVE HOJE O PRINCIPAL CANDIDATO AO OSCAR, UMA COMÉDIA AUSTRÍACA SOBRE O NAZISMO, UM FILME BRASILEIRO E UMA REVELAÇÃO SURPREENDENTE

O favorito ao Oscar "O Discurso do Rei" fez sucesso hoje na Berlinale, com direito às presenças do diretor e atores, todos indicados ao prêmio da Academia.

Antes, pela manhã, Helena Bonham Carter participou da exibição e entrevista de outro filme em que trabalhou: "Toast", onde aparece loira numa trama ambientada nos anos 60.

Tivemos também um filme brasileiro e uma comédia austríaca, que tem o nazismo - tema tabu na Alemanha - como pano de fundo.
Mas a surpresa veio na edição especial da Berlinale da revista Variety - a mais importante revista americana de cinema: o ditador Adolf Hitler já fazia filmes no formato 3D na década de 1930!

Confira como foi o dia em Berlim:


HELENA BONHAM CARTER EM BERLIM: "CONFIAR NO DIRETOR É ESSENCIAL"

O ano começou a mil para a atriz Helena Bonham Carter: além de receber indicações em premiações importantes do cinema - entre elas o Oscar, no qual concorre a melhor atriz coadjuvante por "O Discurso do Rei" - a atriz participa do Festival de Berlim com dois filmes, ambos exibidos fora de competição, em sessões especiais - o próprio "O Discurso..." e "Toast".

Pascal Le Segretain/Getty Images

A atriz britânica Helena Bonham Carter participa da exibição de "Toast", hoje pela manhã em Berlim

Em "Toast", produção da BBC dirigida por S. J. Clarkson, ela aparece loira e interpreta uma mulher dos anos 1960 chamada Sra. Potter.

O protagonista da trama é o ator adolescente Freddie Highmore, mais conhecido por papeis infantis, como o Charlie de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" - também estrelado por Helena, e dirigido por Tim Burton, marido da atriz na vida real.

Na entrevista coletiva de "Toast", a atriz disse ser coincidência o fato de trabalhar em duas produções britânicas no mesmo ano.
"Quando escolhi fazer estes filmes não sabia onde um deles seria filmado. Mas não me atenho a este tipo de detalhe. Se estão me pagando, vou para onde me pedem".

Confira o trailer de "Toast":


Sobre a escolha dos papeis, afirmou que a empatia com o personagem e a confiança no diretor são essenciais.
"Decido muito rápido [em fazer o filme] quando leio o roteiro. Com diretores, gosto de trabalhar com gente que sabe o que está fazendo, especialmente em filmes que envolvem crianças, que são um pouco mais difíceis. Se a produção é grande ou se é pequena não me importa. Importa se o diretor é competente".

HITLER 3D

Filmes rodados em 3D, na Alemanha nazista, foram encontrados nos arquivos federais de Berlim.
A surpreendente informação foi divulgada hoje, pela edição da revista "Variety" - que circula especialmente na Berlinale.

Segundo a publicação, dois filmes de 30 minutos cada, em preto-e-branco, foram encontrados pelo diretor australiano Philippe Mora, que está preparando um documentário sobre o uso das imagens no nazismo.

Divulgação

Cena do documentário de Philippe Mora está produzindo, mostra Adolf Hitler e sua amante Eva Braun cercado de crianças

O que mais surpreendeu Mora, neste caso, foi a tecnologia usada nesses filmes de propaganda - o 3D, na década de 1930, não era usado sequer em Hollywood.

O formato da moda no século 21 começou a ser testado pela indústria norte-americana - e chegou até a ser muito popular, principalmente em filmes "B" e de ficção científica - somente na década de 1950.

"Eles foram feitos por um estúdio independente para o ministério da propaganda comandado por Goebbels", contou o cineasta à Variety.

As imagens, logicamente, serão incoporadas ao documentário de Mora, e o achado só comprova, mais uma vez, o quanto a ciência da Alemanha nazista estava à frente do seu tempo.



"SÁTIRA NAZISTA" SURPREENDENTEMENTE É APLAUDIDA EM BERLIM

E por falar em Hitler, uma "sátira nazista" - feita por um diretor austríaco sobre um judeu que veste o uniforme de um oficial das SS para salvar a si mesmo e a mãe do holocausto - foi surpreendentemente bem recebida nesta quarta (16) na Berlinale.

"My Best Enemy", estrelado por Moritz Bleibtreu, um dos atores mais populares da Alemanha, é uma comédia que assume riscos - ao tocar em um tema angustiante e tabu ainda hoje para os alemães - mas foi aplaudido em uma sala lotada durante exibição especial para a imprensa.

O diretor Wolfgang Murnberger, de 50 anos, explicou ter consciência de que caminhava na corda bamba com a sua abordagem dos horrores da era nazista, mas disse acreditar que o público está pronto para uma nova visão da história.
"Eu achava que este tema só pudesse ser abordado da forma como foi em 'A Lista de Schindler' em um filme de ficção porque é o jeito politicamente correto", afirmou a jornalistas, em alusão ao 'oscarizado' filme de Steven Spielberg.

"Mas, depois, eu vi que era possível fazer mais do que mostrar judeus atrás de cercas de arame farpado em uniformes de campo de concentração - a ideia foi que em uma história como esta, o judeu pode ser o herói".

Divulgação

O ator Moritz Bleibtreu - à esquerda - em cena de "My Best Enemy"

Bleibtreu interpreta Victor Kaufmann, o descendente dos donos ricos de uma galeria vienense, que ainda acreditam que podem usar sua influência para escapar da máquina de matar nazista.

Mas um amigo de infância, Rudi Smekal, que cresceu em uma vila da família Kaufmann, enquanto sua mãe trabalhava como governanta, vê sua chance chegar com a ascenção do Terceiro Reich.

Ele entra para a SS e trai a família ao prometer entregar uma inestimável gravura de Michelângelo mantida por Kaufmann, que a Itália, parceira da Alemanha no eixo, exige.

Os nazistas se apropriam da gravura e deportam a família, mas quando chega a hora da entrega para os italianos, um especialista determina que a peça confiscada é uma falsificação.

Eles exigem que Smekal tire Kaufmann do campo de concentração e o obrigue a revelar a localização do original.

Mas seu avião cai na Polônia e no caos subsequente, Kaufmann engana Smekal e consegue que ele lhe entregue seu uniforme.

Quando as tropas alemãs chegam, Kaufmann inicia um jogo perigoso no qual ele precisa se fazer passar por um nazista para salvar a própria vida e a de sua mãe.
"Foi difícil manter o equilíbrio entre a comédia e a tragédia. Eu queria mostrar relances da história real, por exemplo os prisioneiros em um campo de concentração, como o pano de fundo de uma história fictícia", disse Murnberger.

"Sou um diretor austríaco, talvez por isso tenha me atrevido a fazer este filme. Estou curioso para ver como será recebido na Alemanha", acrescentou.

Vale lembrar que, no cinema alemão, abordagens mais leves do período nazista demostraram ser um projeto arriscado.

No ano passado, "Jud Suess", que trazia o mesmo Bleibtreu no papel do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels, foi vaiado ao ser apresentado na mostra competitiva do Festival de Berlim, e em 2007, "My Fuehrer - the Really Truest Truth About Adolf Hitler" - que apresentou o líder nazista como um bebê chorão - recebeu uma saraivada de críticas.

Apesar disso, "A Vida é Bela" (1997), do comediante italiano Roberto Benini, ambientado no Holocausto, conquistou três prêmios da Academia e foi um sucesso de bilheteria.

"My Best Enemy" é exibido como 'hors-concours' no Festival.


FILME BRASILEIRO É VISTO POR PLATEIA ENTUSIASMADA E INTERESSADA

Segundo longa-metragem brasileiro da seleção oficial do Festival, "Os Residentes" foi exibido pela primeira vez nesta quarta (16) dentro da mostra "Fórum", destinada aos filmes experimentais e que investigam formas de narração alternativas.

O diretor mineiro Tiago Mata Machado e parte da equipe de produção estiveram presentes à sessão, e responderam às perguntas dos espectadores após o término da projeção.

Exibido na sala 8 do CineStar, dentro do moderníssimo Sony Center, o filme foi visto por uma plateia não muito numerosa, mas entusiasmada com o que viu e interessada em saber mais do cineasta.

Dividido em episódios que dialogam entre si, o filme acompanha um grupo de jovens artistas engajados, que ocupa uma casa prestes a ser demolida e a transformam em uma espécie de zona autônoma.

Eles declaram guerra a um mundo em que a poesia e a utopia foram jogadas no lixo e passam os dias planejando ações, performances e recitais.

Divulgação

Cena do filme "Os Residentes", do diretor mineiro Tiago Mata Machado

De acordo com Mata Machado, trata-se de uma crítica à indústria cultural.
"Esses personagens foram inspirados por palavras de ordem, gestos e posturas praticadas praticadas na arte e na política dos anos 1960 e 70".

"A repetição de todos esses elementos é uma forma de resgatar uma parte da força desses movimentos."



"O DISCURSO DO REI" TAMBÉM FOI A BERLIM

Exibido dentro da seção "Berlinale Special", "O Discurso do Rei" foi a atração do dia em Berlim.

O diretor Tom Hooper, o ator Colin Firth e a atriz Helena Bonhan Carter - que já havia defendido o filme "Toast" pela manhã - fizeram o auditório do hotel onde se realizam as coletivas de imprensa do festival lotar, no final desta tarde.

Vestidos para a sessão de gala desta noite, eles falaram aos jornalistas sobre o filme, o personagem de Firth, o personagem de Helena, a realeza, e também sobre as expectativas para o Oscar.

A coletiva de imprensa foi mais uma prova de que Hollywood e o Festival de Berlim não nasceram um para o outro, e teve um quê de encontro sem pé nem cabeça a breve entrevista que eles deram - parte do resultado se deve às perguntas; parte, provavelmente, a uma certa preguiça dos astros.

Não há, porém, como condenar Helena, quando ela gargalha ao ouvir a pergunta "exclusiva", sobre "como é interpretar uma rainha duas vezes".
"Eu faço os papeis, só isso. Não sei explicar. Mas as rainhas, bom, elas são muito diferentes das pessoas comuns", respondeu a atriz ao jornalista sem noção que fez a tal pergunta.

Hooper disse que é maravilhoso fazer parte da Academia e participar do prêmio como indicado.
"O que quer que aconteça já é uma grande coisa para mim", disse ele, acanhado com a pergunta.
"Mas não posso esconder que pensei na possibilidade de ganhar", ao que Firth respondeu: "Eu também!"

E Helena fez coro, para depois soltar uma de suas sonoras e características gargalhadas: "Idem!"

AP

O diretor Tom Hooper, Helena Bonham Carter e Colin Firth, hoje à tarde em Berlim

Descontraídos e bem humorados, Firth e Helena responderam às perguntas sobre a realização do filme com seriedade, mas, sempre que aparecia a possibilidade, brincavam um com o outro.

Quando questionada sobre o que pensa da realeza, e se sua opinião mudou ao interpretar a mãe da rainha Elizabeth II, disse que sempre teve respeito por eles como indivíduos.
"Obviamente, minha opinião mudou. Aprendi a respeitá-los ainda mais pelo trabalho que fazem. Foi educativo."
Ao ensaiar um novo discurso, Firth a interrompeu: "Basta", disse ele, com um sorriso sarcástico no rosto.
"Podem ter certeza de que não fiz isso por mal, é que eu conheço ela!"

Firth contou que uma de suas sequências preferidas no filme é o momento em que o seu personagem conta ao terapeuta - interpretado por Geoffrey Rush - um trauma de sua infância.
"Com um roteiro que tem tantas facetas, um dos momentos que mais fala ao meu coração é o que ele fala sobre a infância. Se caísse no sentimentalismo, seria uma catástrofe. Mas seria muito pior se tivessemos usado outro recurso. Mas acho que era importante informar o público sobre isso. E a maneira como Tom fez essa cena ficou perfeito."

O filme convenceu o público - em um de seus últimos momentos marcantes antes da noite do Oscar, onde chega como grande favorito, com 12 indicações - que recebeu o elenco e a equipe de produção com aplausos calorosos.

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Com Agências Internacionais, site oficial da Berlinale e UOL
Redação Final: Cláudio Nóvoa