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sábado, 13 de outubro de 2012

A SEMANA ILUSTRADA


Encerrando as postagens da semana, as foto charges exclusivas do Blog de Klau, que retratam com muito humor os fatos que deram o que falar nessa semana.

Confira:














quinta-feira, 5 de julho de 2012

A CURA GAY, POR CONTARDO CALLIGARIS


Na sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, o psicanalista Contardo Calligaris faz hoje uma lúcida análise sobre o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), da bancada evangélica, que pede, por decreto legislativo, que os psicólogos sejam autorizados a "curar" os homossexuais que desejem se livrar de sua homossexualidade.

Merece ser lido e guardado.

"Em 1980, a homossexualidade sumiu do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais". Em 1990, ela foi retirada da lista de doenças da Organização Mundial da Saúde.

Médicos, psiquiatras e psicólogos não podem oferecer uma cura para uma condição que, em suas disciplinas, não é uma doença, nem um distúrbio, nem um transtorno. Isso foi lembrado por Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia, numa entrevista à Folha de 29 de junho.

No entanto, o deputado João Campos (PSDB-GO), da bancada evangélica, pede que, por decreto legislativo, os psicólogos sejam autorizados a "curar" os homossexuais que desejem se livrar de sua homossexualidade.

Um pressuposto desse pedido é a ideia de que os psicólogos saberiam como mudar a orientação sexual de alguém (transformá-lo de hétero em homossexual e vice-versa), mas seriam impedidos de exercer essa arte --por razões ideológicas, morais, politicamente corretas etc.

Ora, no estado atual de suas disciplinas, mesmo se eles quisessem, psicólogos e psiquiatras não saberiam modificar a orientação sexual de alguém --tampouco, aliás, eles saberiam modificar a "fantasia sexual" de alguém (ou seja, o cenário, consciente ou inconsciente, com o qual ele alimenta seu desejo).

Claro, ao longo de uma terapia, alguém pode conseguir conviver melhor com seu próprio desejo, mas sem mudar fundamentalmente sua orientação e sua fantasia.

Por via química ou cirúrgica (administração de hormônios ou castração real --todos os horrores já foram tentados), consegue-se diminuir o interesse de alguém na vida sexual em geral, mas não afastá-lo de sua orientação ou de sua fantasia, que permanecem as mesmas, embora impedidas de serem atuadas. A terapia pela palavra (psicodinâmica ou comportamental que seja) tampouco permite mudar radicalmente a orientação ou a fantasia de alguém.

O que acontece, perguntará João Campos, nos casos de homossexualidade com a qual o próprio indivíduo não concorda? Posso ser homossexual e não querer isso para mim: será que ninguém me ajudará?

Sim, é possível curar o sofrimento de quem discorda de sua própria sexualidade (é a dita egodistonia), mas o alívio é no sentido de permitir que o indivíduo aceite sua sexualidade e pare de se condenar e de tentar se reprimir além da conta.

Por exemplo, se eu não concordo com minha homossexualidade (porque ela faz a infelicidade de meus pais, porque sou discriminado por causa dela, porque sou evangélico ou católico), não posso mudar minha orientação para aliviar meu sofrimento, mas posso, isso sim, mudar o ambiente no qual eu vivo e as ideias, conscientes ou inconscientes, que me levam a não admitir minha orientação sexual.

Campos preferiria outro caminho: o terapeuta deveria fortalecer as ideias que, de dentro do paciente, opõem-se à homossexualidade dele. Mas o desejo sexual humano é teimoso: uma psicoterapia que vise reforçar os argumentos (internos ou externos) pelos quais o indivíduo se opõe à sua própria fantasia ou orientação não consegue mudança alguma, mas apenas acirra a contradição da qual o indivíduo sofre. Conclusão, o paciente acaba vivendo na culpa de estar se traindo sempre --traindo quer seja seu desejo, quer seja os princípios em nome dos quais ele queria e não consegue reprimir seu desejo.

Isso vale também e especialmente em casos extremos, em que é absolutamente necessário que o indivíduo controle seu desejo. Se eu fosse terapeuta no Irã, para ajudar meus pacientes homossexuais a evitar a forca, eu não os encorajaria a reprimir seu desejo (que sempre explodiria na hora e do jeito mais perigosos), mas tentaria levá-los, ao contrário, a aceitar seu desejo, primeiro passo para eles conseguirem vivê-lo às escondidas.

O mesmo vale para os indivíduos que são animados por fantasias que a nossa lei reprova e pune. Prometer-lhes uma mudança de fantasia só significa expô-los (e expor a comunidade) a suas recidivas incontroláveis. Levá-los a reconhecer a fantasia da qual eles não têm como se desfazer é o jeito para que eles consigam, eventualmente, controlar seus atos.

Agora, não entendo por que João Campos precisa recorrer à psicologia ou à psiquiatria para prometer sua "cura" da homossexualidade. Ele poderia criar e nomear seus especialistas; que tal "psicopompos"? Ou, então, não é melhor mesmo 'exorcistas'"?
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Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. 
Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. 
Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). Escreve às quintas na versão impressa de "Ilustrada".

sábado, 16 de junho de 2012

A SEMANA ILUSTRADA



Agora fechando a semana aqui no Blog de Klau, as foto charges exclusivas e que abordam o que foi assunto nessa semana.

Tem Advogado, Rainha LGBT, Neymar, Caio Castro, Brunette Fraccarolli, Lula, Maluf, Evangélico, Católico, Namorado...

Confira:















terça-feira, 3 de agosto de 2010

MALAFAIA, DESCENDO A LADEIRA

No começo de abril, Silas Salafrária, quero dizer, Malafaia, lançou em parceria com outro "pastor" norte-americano, Mike Murdock, um plano para arrecadar R$ 1 bilhão.

E ele se ferrou...


O dinheiro seria empregado em "evangelização" em todo o mundo e manutenção de programas de TV em pelo menos 140 países.

Malafaia batizou o plano de "Clube de 1 milhão de Almas", onde cada fiel que aceitasse colaborar teria de doar R$ 1 mil.

Por causa do plano, o pastor recebeu severas críticas de setores não só da Assembleia de Deus - a seita a que ele e a tia Marina pertencem - mas também de outras seitas evangélicas, e por causa das críticas, o pastor teria se afastado da AD.

Quatro meses depois, o tal plano é um fracasso numérico e financeiro.

Até ontem, menos de 5.000 pessoas tinham aderido ao programa, embora Malafaia esteja fazendo propaganda ostensiva em horários que adquire na TV e no rádio.

Pelo andar da carruagem, o "pastor" levará 330 anos para completar o milhão de almas pretendido, e o acordo que ele disse ter fechado para exibir programas em outros países é válido apenas para este ano.

O "sócio" de Malafaia no mirabolante plano, o tal Murdock, é pregador conhecido nos EUA como ferrenho defensor da teologia da prosperidade - aquela que prega que o fiel pode obter ganhos financeiros e materiais única e exclusivamente através de sua fé, e que essa fé deve ser demonstrada com uma espécie de generosidade para com a igreja com que ele, fiel, frequenta.

Ao doar parte do que tem, o fiel teria uma contrapartida divina garantida, já que "Deus é fiel" - em seu acordo com os humanos.

É o mesmo discurso da Igreja Universal do Reino de Deus - do Edir Macedo - e da Renascer em Cristo - do casal de bandidos internacionais Sônia e Estevão Hernandes - usam para tomar uma grana no mole de quem as frequenta.

Esse tipo de seita lança constantemente "desafios" para seus seguidores, que, quase sempre, resultam na doação de dinheiro para esta ou aquela "causa" da "igreja".

A Universal atualmente está pedindo - e recebendo - dinheiro dos tontos, quero dizer, fiéis, para construir uma réplica do templo de Salomão, e a Renascer pede grana dos otários, quero dizer, fiéis, para reconstruir sua sede na Avenida Lins de Vasconcelos, aqui em Sampa.

Quanto ao Malafaia, só posso ficar contentíssimo em ver um explorador contumaz da fé alheia se ferrar.

Afinal, "DEUS TARDA, MAS NÃO FALHA".

Fonte: Coluna do Ricaldo Feltrin - UOL
Texto final: Cláudio Nóvoa

domingo, 27 de dezembro de 2009

RETROSPECTIVA 2009 - TELEVISÃO


E o que foi que eu gostei de ver na telinha em 2009?

'Caminho das Índias' estreou em janeiro com péssima audiência, e com um par romântico - Juliana Paes e Márcio Garcia - sem química nenhuma.
A autora Glória Perez mudou quase tudo: apostou no exotismo e no nonsense - a Norminha de Dira Paes e a Yvone de Letícia Sabatella foram ótimas - colocou Rodrigo Lombardi como o galã da Juliana, deu força aos personagens de Tony Ramos, Laura cardoso e Lima Duarte, viu a audiência subir e ainda terminou o ano tendo sua obra premiada com o Emmy Internacional de melhor novela do mundo!
Ela merece.
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As séries da Globo foram um deleite pra quem gosta de boas histórias e boas interpretações. 'Maysa' 'Som & Fúria' , 'Ó Pai Ió' , 'Aline', e 'Cinquentinhas', foram ótimas.

Pena que a série baiana só teve quatro episódios, Ficou um gostinho de 'quero mais'.

E para 2010, teremos 'Dalva e Helivelton'!

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O jornalismo da Globo acertou o tom, ao fazer seus âncoras serem mais coloquiais e seus jornais mais dinâmicos.


O 'Jornal Nacional' é um exemplo disso. Voltou a ser um jornal gostoso de se ver, com matérias especiais e mais entradas ao vivo dos correspondentes no exterior.


Para 2010, o time será reforçado com Glória Maria, que retorna em matérias para o 'JN' e 'Globo Repórter'.

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O SBT acertou também ao colocar a ótima série 'Sobrenatural' ,desde o primeiro episódio, diáriamente no horário nobre!

As histórias dos dois irmãos caçando vampiros, fantasmas e demônios por todo o território americano, deu uma boa levantada na audiência do horário, e ainda contou com a sorte: o elenco da 'Fazenda 2' na Record é inferior ao da 'Fazenda 1', a novela da Globo no horário é devagar, quase parando, e a Band vai de R.R. Soares, só pra citar alguns dos concorrentes.

Como está sendo exibida diáriamente, a série voltará a ser inédita em fevereiro. Será substituída no horário - dizem - pela também ótima 'Smallville'. Só espero que 'Sobrenatural' continue num horário acessível, e não volte a ficar escondida nas madrugadas.

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A Record inovou ao fazer um reality com semifamosos confinados no campo. 'A Fazenda' já está na segunda edição, com grande sucesso, apesar do elenco número 2 ser inferior ao do número 1.

Pelo menos, esses confinados trabalham, não ficam o dia inteiro mostrando a bunda, o pau ou enchendo o saco dos companheiros, como no BBB da Globo.

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As melhores séries americanas continuam na Record, num horário bom de se ver - por volta da meia noite, de segunda a sexta.

Os três 'CSI', e 'Dr. House' são os destaques.

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Quanto à apresentação de programas de auditório, ninguém se saiu melhor em 2009 do que Rodrigo Faro.

Com a difícil missão de substituir Márcio Garcia no comando do 'O Melhor do Brasil' aos sábados da Record, graças ao seu grande talento, Faro revitalizou o programa apostando no bom humor.


Sua sacada de fazer uma dancinha quando os casais do quadro 'Vai dar Namoro' se beijam é, de longe, o melhor da Record em 2009. Engraçado na medida certa, sem baixarias. Grande Rodrigo!

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Silvia Popovic voltou para a Band. Primeiro, apresentou um jornal só para SP no começo da tarde.

Agora, comanda o matinal 'Dia a Dia', para toda a rede.

Gosto muito dela, e da sua forte presença na telinha.

Pena que o programa é uma cópia sem os mesmos recursos dos que a Ana Maria Braga - na Globo - e o pessoal do 'Hoje em Dia' - na Record - fazem.

A Band ainda precisa dar um programa à altura e talento da Silvia.

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Ainda na Band, o destaque no esporte fica para o comentarista Neto.

O ídolo corinthiano apareceu bastante, faz comentários excelentes - de quem entende profundamente futebol -, não tem o rabo preso com ninguém e tem um bom humor incrível.

Foi a melhor coisa na tela da Band no ano.

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Marcos Mion saiu da MTV e foi pra Record, fazer um programa de humor aos sábados à noite.

Pelo formato e pelo elenco que ele conseguiu reunir, 'Legendários' deve ser a grande novidade da TV em 2010.




E aqui, o que me aborreceu profundamente nesse 2009:

O troca-troca entre Record e SBT foi forte, e virou guerra declarada.

Assim que Gugu foi para a Record por R$ 300 milhões,Silvio Santos contra-atacou e trouxe Eliana de volta ao SBT, e ainda levou o Roberto Justus de brinde, para alegria da colônia judaica.

Mas não basta fazer troca-troca: tem de fazer programas novos e com conteúdo. Gugu foi pra Record fazer o mesmo que fazia no SBT. Eliana, idem.

E eu conheço dúzias de bons roteiristas com boas idéias...

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O ano de 2009 ficará lembrado como o ano em que José Luiz Datena deixou que o sucesso subisse à cabeça.

O âncora da Band foi grosseiro no ar com a produção e colegas de tela, peitou entrevistados gratuitamente, e deu seguidas vezes um espetáculo de arrogância e prepotência.


Triste, pois o cara é bom.
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Manoel Carlos está véinho, e pior, escrevendo a sua pior novela em todos os tempos.


'Viver a Vida' é arrastada, os personagens são inverossímeis e caricatos e a coitada da Thaís Araújo - excelente atriz - faz a pior Helena de todas.


O ótimo elenco ainda fica à mercê do véio, que não usa colaboradores, escreve a novela sózinho, e entrega os capítulos em cima da hora, dando trabalho extra para a equipe, que muitas vezes grava cenas que irão ao ar no mesmo dia.


Se todo esse trabalhão ainda desse resultado... mas não. Você pode ficar sem ver trocentos capítulos. Quando você volta, a toada é a mesma.

Dá sono.
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Mesmo com a volta ao ar dos ótimos Cristina Rocha, Ratinho e Justus ao vídeo, alguma coisa está errada no SBT.

Perdeu audiência, lançou um quadro de pegadinhas - feitas a mais de trinta anos nos países do leste europeu - de péssimo gosto, e até o seu Silvio apelou para a grosseria pura e simples, ao constranger a dançarina Carla Perez no ar - perguntou se ela tinha ensino fundamental, e ao maltratar aquela menina chata e sem sal que apresenta um infantil e que fazia um quadro com ele - só ele acha alguma graça nela.

Tudo bem, a menina é um purgante e chatérrima, mas não precisava aterrorizar a menina no ar.

Isso sem contar o que o seu Silvio fala pra uma moça chamada Lívia Andrade, que trabalha na 'Praça é Nossa', e participa de um quadro de perguntas e respostas no programa dele.

O véio surtou de vez.

Pra mim, esse é o pior ano do SBT.
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Foi o pior ano do 'Pânico na TV' também, apesar da boa audiência.


Quadros escatológicos, os longos minutos perdidos com um drogado/lesado sem graça que só ganhou notoriedade ao criar sem querer um bordão também sem graça, e os cansativos personagens do Carioca - 'Amaury Dumbo' - e do Vesgo e Silvio, fizeram com que eu nem me preocupasse mais em ver mais esse lixo da emissora.


Só se salvaram o Evandro Santo, agora fazendo entrevistas com celebridades, e a Sabrina Sato entrevistando políticos em Brasília. E olhe lá. Esses dois podem render muito mais, pois tem talento pra isso. O resto foi um lixo, de tão ruim.

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A Rede TV! fez um auê danado, ao fazer toda a sua programação em HD e inaugurar novos estúdios.

No dia da inauguração, o presidente Amilcare Dallevo fez um discurso, dizendo que a programação iria melhorar e ter melhor qualidade. Na hora pensei: A mulher do sócio - Luciana Gimenez, o Nelson Rubens, o pessoal do Pânico, a Sônia Abrão e o Dr. Hollywood perderam o emprego!

Que nada. Eles vão fazer um seriado e continuar enchendo os programas com zilhões de merchandisings em 2010. Só.

Começaram com uma programação diferenciada. Agora, a apelação é quem manda.

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E por falar neles, os merchandisings parecem gremlins: onde você molha, aparece um!

Será que os anunciantes pensam , na real, que as pessoas ficam defronte à tv e prestando a maior atenção nos 'merchans' do cogumelo, da cinta elástica ou da panela elétrica, produtos ' indispensáveis' para o dia a dia delas?

Só pode ser piada. Tomo minha mãe por base: é começar o 'merchan', e ela já começa a zapear.

A TV Gazeta - aqui de Sampa -, não contente em rechear seus programas com intermináveis ações de merchandising, agora inventou um site - Best Shop TV - que nada mais é do que horas e horas martirizantes de 'merchans', apresentando uma leva de produtos defasados tecnologicamente, e vendidos a preços absurdos.


Têm a coragem de vender uma panela por R$ 100,00. A mesma, você encontra por R$ 15,00 no mercadinho da esquina. E parece que estão ganhando uma boa grana com isso.


Coitado do Cásper Líbero: primeiro a Fundação que leva seu nome, e que seria o seu legado para as futuras gerações, fechou os jornais 'A Gazeta' e 'A Gazeta Esportiva', que ele colocou no testamento como perpétuos.

Enganaram o povo, dizendo que o site 'Gazeta Esportiva.Net' é a mesma coisa. Não é.

Agora, viraram mercadores de sucata tecnológica.

Seu Cásper deve ter se virado no caixão.
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Qualquer ogro sabe que fazer boa televisão, bons programas e com boa produção, significa gastar muita grana.

O que não se compreende é a maioria das tevês - exceto SBT e Globo - venderem grande parte dos seus horários para a praga bíblica dos gafanhotos, que são as igrejas evangélicas.

A Universal ocupa toda a madrugada na Record.A Band práticamente arrendou o Canal 21 para outra. A Rede TV! tem o R.R. Soares à tarde - diáriamente-, e nos finais de semana, o casal de larápios internacionais Sônia e Estevam Hernandes passam horas a deitar falação.

Todos pagam milhões e milhões para arrendar esses espaços.

A Band diz que vai tomar outro rumo, e o contrato do missionário que arrenda seu horário nobre, findo em 31 de dezembro,não será renovado. Ponto pra ela, que vai ter de inventar algo criativo e que agregue audiência pra pôr no lugar.

Está na hora do Ministério Público tomar providências. Televisão é concessão pública, e não comércio de arrendamento. Principalmente religioso.

Sugestão: as tevês poderiam abrir espaço para produções independentes, cobrando menos pelo horário e ganhando na comercialização.

Os telespectadores brasileiros agradecem!