Mostrando postagens com marcador Bill Nighy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bill Nighy. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de maio de 2017

'PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR': REPETITIVO E ENTREGANDO MAIS DO MESMO, LONGA PROVA QUE SE VOCÊ VIU UM, VIU TODOS

SINOPSE:

O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp).

Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra.

Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

CRÍTICA:

Quem viu um 'Piratas do Caribe' viu todos e assim, quem gosta, vai continuar gostando e quem não gosta, vai continuar desgostando, porque nada mudou com o novo filme, 'Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar', que estreou hoje em 1164 salas em todo o Brasil.

Se o longa é diversão garantida com Jack Sparrow (Johnny Depp), cheia de ação, aventura, maldições e clichês, para os nostálgicos, o longa ainda traz o retorno de Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e apresenta o filho do casal: Henry (Brenton Thwaites).

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Johnny Depp
Johnny Depp é o capitão Jack Sparrow - Fotos dessa postagem: Divulgação/Walt Disney do Brasil
A trama acompanha o jovem Henry Turner em sua busca por Jack Sparrow, pirata que pode ajudá-lo a encontrar o Tridente de Poseidon, artefato mitológico capaz de quebrar a maldição de seu pai, Will, pirata condenado a viver no mar a bordo do Holandês Voador - mesmo navio que aparece em 'O Baú Da Morte' e 'No Fim Do Mundo' e é comandado pelo terrível Davy Jones (Bill Nighy).

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Orlando Bloom
Orlando Bloom e (Brenton Thwaites, em cena do longa
Paralelamente, Henry foi o único a sobreviver ao ataque de Salazar (Javier Bardem), um pirata morto-vivo preso a uma caverna que só quer vingança contra Sparrow.

Ele logo conhece a cientista considerada bruxa, Carina (Kaya Scodelario, a melhor coisa do longa), que está em busca do mesmo tesouro.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Johnny Depp, Kaya Scodelario
Kaya Scodelario é Carina
Todos se encontram, Salazar evidentemente é libertado e pode perseguir Sparrow e seus novos amigos.

Além disso, a coroa inglesa quer prender todos eles, mas não faz a menor ideia dos perigos que enfrentará para isso.

Ah sim, Barbossa (Geoffrey Rush) também volta, claro.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Geoffrey Rush
Geoffrey Rush como Barbossa
A qualidade da produção continua inegável e as atuações continuam as mesmas.

Destaque para os novatos Thwaites e Scodelario, boas adições para a trama.

Já Depp desce a ladeira: está cada vez mais caricato como Sparrow e, algumas vezes, chega a incomodar de tão repetitivo, mas ainda deve ser a grande atração para quem curte a franquia.

E mesmo Bardem também parece atuar no automático ao viver o vilão do longa.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Javier Bardem
Javier Bardem é o capitão Salazar
O longa possui uma narrativa truncada, com muitas coincidências para fazer a trama evoluir e os personagens se relacionarem.

Os exageros não se resumem ao roteiro, algumas cenas de ação vão além do bom senso, mas sem ousadia, apenas servem para cansar o espectador, como é o caso da fuga após o roubo de um banco.

A correria desenfreada continua como marca registrada, a música não para e a quantidade de informações jogadas no espectador ajudam a esconder os furos enormes de roteiro e problemas, igualmente grandes, de direção.

Com visual sempre arrebatador e produção de arte inspirada, a franquia chega ao seu quinto filme com uma fórmula óbvia, capaz de trazer retornos financeiros, mas que não permite que nenhuma das sequências chegue nem perto da qualidade do filme original.

Dá pra ver - mas que já viu um, já viu todos.

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:
PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR
Título Original:
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MEN TELL NO TALES
Gênero:
Aventura
Direção:
Espen Sandberg, Joachim Rønning
Roteiro:
Jay Wolpert, Jeff Nathanson, Stuart Beattie, Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco:
Adam Brown, Ben O'Toole, Brenton Thwaites, David Wenham, Finn Ireland, Geoffrey Rush, Golshifteh Farahani, Goran D. Kleut, Javier Bardem, Jessica Green, Johnny Depp, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Mahesh Jadu, Martin Klebba, Nico Cortez, Orlando Bloom, Paul McCartney, Robert Morgan, Stephen Graham, Travis Jeffery, Zoe Ventoura
Produção:
Jerry Bruckheimer
Fotografia:
Paul Cameron
Montador:
Leigh Folsom Boyd, Roger Barton
Trilha Sonora:
Geoff Zanelli
Duração:
129 min.
Ano:
2017
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
25/05/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Walt Disney Pictures
Estúdio:
Jerry Bruckheimer Films / Walt Disney Pictures
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 29 de março de 2013

'JACK - CAÇADOR DE GIGANTES': OVERDOSE DE EFEITOS ESPECIAIS MUITO MAL GASTOS



Hoje, a matéria de capa do caderno 'Ilustrada' da 'Folha' - escrita por Rodrigo Salem - fala justamente sobre a overdose de efeitos especiais presentes nos filmes de uns tempos para cá, e do desconforto que os grandes atores tem de contracenar com fundos azuis ou verdes, marcados com "x" ou mesmo com bolas de tênis - como foi o caso de Ewan Mcgregor em 'Jack: O Caçador de Gigantes', filme dirigido por Bryan Singer e que estreia hoje aqui no Brasil, depois de uma semana campeã nos EUA, onde foi o Top 1 da semana passada.

Afinal, transformar contos de fadas em filmes de ação se tornou a bola da vez para os cofres de Hollywood, com produções como o fraquíssimo 'João e Maria – Caçadores de Bruxas', o bom 'Branca de Neve e o Caçador' e o regular 'A Garota da Capa Vermelha', que reinventam histórias clássicas, procuram agradar o público jovem com visual e linguagem modernos, além de belos protagonistas apaixonados.

O que pega em todos eles é o excesso, a overdose de efeitos especiais e 3D.

Se dois grandes mestres das telonas - Martin Scorsese e Win Wenders - já tinham recentemente nos dado obras magníficas em 3D e com efeitos especiais na medida certa - 'Hugo Cabret' e 'Pina', respectivamente - e dado um norte aos outros diretores, aqui,
Singer usa linguagem mais infantil e cartunesca do que outros do mesmo gênero, tudo recheado com uma overdose de efeitos de fazer o péssimo 'Lanterna Verde' - também da Warner -  parecer traque de festa junina.

A narrativa, baseada na história de 'João e o Pé de Feijão', apela, de forma rasa, para o estilo 'capa e espada', criando entretenimento apropriado para todas as idades, com mais apelo entre as crianças.

Na trama, o camponês Jack (Nicholas Hoult, bom ator que é a cara do eterno Superman, Christopher Reeve) e a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) cresceram ouvindo histórias sobre os gigantes, seres sedentos por sangue que vivem entre o céu e a terra.

Nicholas Hoult como Jack, em cena do filme - Fotos dessa postagem: Divulgação/Warner Bros.

Após invadirem os reinos humanos há milhares de anos, as criaturas foram vencidas por um rei que tinha um artefato criado a partir do coração de um dos monstros.

Após a vitória, o monarca mandou cortar o enorme pé de feijão que ligava os dois mundos, só que a lenda vira pesadelo quando Jack troca o cavalo de seu tio por feijões mágicos e, inadvertidamente, recria a ligação entre os mundos, colocando a princesa em perigo.

Mesmo com a overdose de efeitos especiais e considerando o orçamento de US$ 175 milhões, o trabalho é pífio, com os gigantes parecendo todos iguais, fazendo da legião de monstrengos uma massa cinza e sem vida.

Eleanor Tomlinson interpreta a princesa Isabelle

Eles não são nem bizarros nem realistas o bastante, parecem deslocados no mundo à sua volta e somente o líder dos colossos - interpretado pelo ótimo Bill Nighy pela técnica de captura de movimentos - vale a pena.

O visual dos gigantes é tão ruim quanto sua falta de personalidade e a forma ridícula como podem ser vencidos.

Eles são tão dispensáveis à trama a ponto de o real vilão nem mesmo ser um deles e sim Lorde Roderick (Stanley Tucci, em seu pior papel no cinema), conselheiro real, líder do exército e noivo de Isabelle, que não procura esconder nem por um minuto suas intenções de usar os monstros para conquistar o mundo.

Se o diretor Singer esteve presente no set, deve ter sido pra ficar tomando cafezinho, pois interpretações exageradas e caricatas estão presentes em todo o elenco - até mesmo nos experientes Ewan McGregor e Ian McShane, acentuando a linguagem que eu chamo de "Momento Teletubbie" - ou seja,  tudo infantil demais.

Lorde Roderick, interpretado por Stanley Tucci, em seu pior papel no cinema

Diálogos simples e piadas idiotas - como o cozinheiro limpando o nariz antes de enrolar Elmont (McGregor) em massa de pão, além das roupas e penteados modernos (nada a ver com cenários de fantasia), deixam o longa um tormento para quem já passou dos dez anos de idade.

Com tanto infantilismo, o que acaba sendo o mais curioso é ver a produção pesar a mão nas cenas violentas, onde os gigantes comem humanos de formas grotescas e partes de corpos voam - sem sangue - pela telona! - lembrei do tiranossauro do 'Jurassick Park'.

Salvam-se os cenários - criados em CGI - belíssimos: afinal, a grana toda tinha que ir para algum lugar...

Apesar de tudo, Bryan Singer foi esperto o suficiente para manter o bom ritmo do longa na montagem e acaba entregando um projeto bem melhor do bombas tipo 'João e Maria - Caçadores de Bruxas'.

Os gigantes: todos iguais

Apesar de não ter o charme das obras originais dos irmãos Grimm ou das versões da Disney, o longa serve como opção para quem gosta de contos de fadas 'modernos'.

Ah, sim: quem tem menos de dez anos de idade vai gostar - pena que a classificação seja 'a partir de dez anos'...

Pessoal da Warner Bros. precisando urgentemente encontrar novos sucessos como as sagas 'Batman' e 'Harry Potter' - com filminhos como esse, tá difícil.

Confira o trailer do filme:


*****
'JACK: CAÇADOR DE GIGANTES'
Título Original:
Jack the Giant Slayer
Diretor:
Bryan Singer
Elenco:
Nicholas Hoult, Stanley Tucci, Bill Nighy, John Kassir, Ewan McGregor, Ian McShane, Warwick Davis, Eddie Marsan, Eleanor Tomlinson, Ewen Bremner, Ben Daniels e outros
Produção:
Neal H. Moritz, David Dobkin, Patrick McCormick
Roteiro:
Christopher McQuarrie, Darren Lemke, Dan Studney
Fotografia:
Newton Thomas Sigel
Trilha Sonora:
John Ottman
Duração:
114 min.
Ano:
2012
País:
EUA
Gênero:
Aventura
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
New Line Cinema / Legendary Pictures / Bad Hat Harry Productions / Original Film / Warner Bros. Pictures
Classificação:
10 anos
Cotação do Klau: