Mostrando postagens com marcador Quércia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quércia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ORESTES QUÉRCIA, O MELHOR GOVERNADOR QUE SÃO PAULO JÁ TEVE

Natural de Pedregulho (SP), onde nasceu em 18 de agosto de 1938, Orestes Quércia começou sua vida pública no movimento estudantil, quando era aluno da Escola Normal Livre de Campinas.

Em seguida, cursou direito na PUC de Campinas, tendo dirigido o jornal do centro acadêmico.
A partir de 1959, começou a trabalhar nos jornais e rádios da cidade.

Lalo de Almeida - 20.jul.2010/Folhapress
Orestes Quércia morre aos 72 anos em São Paulo
Orestes Quércia


Formou-se em direito em 1962 e, no ano seguinte, foi eleito vereador na legenda do Partido Libertador.
Assumiu o mandato em 1964. Com a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, Quércia filiou-se MDB, pelo qual foi eleito deputado estadual em 1966.

Escolhido vice-líder da oposição, foi eleito prefeito de Campinas em novembro de 1968 - pouco antes da edição do AI-5.

Em sua gestão, desenvolveu trabalhos em parceria com a Unicamp: abriu avenidas, pavimentou ruas, construiu uma estação de tratamento de água, construiu casas populares.

Conseguiu eleger seu sucessor nas eleições municipais de 1972, numa conjuntura em que o MDB sofreu grande derrota no país, e começou então a articular sua candidatura ao Senado.

Na convenção do partido, em 1974, derrotou o presidente do MDB paulista, Lino de Mattos, e o deputado Freitas Nobre, obtendo mais de 80% dos votos dos convencionais.

Em novembro, competindo contra o senador e ex-governador Carvalho Pinto, candidato do regime militar, obteve uma vitória impressionante: 4,6 milhões de votos contra 1,6 milhão.

Assumiu o mandato em 1975 e, no ano seguinte, passou a criticar a política econômica de Ernesto Geisel e a desnacionalização da economia.

Em 1977, porém, foi acusado de corrupção na prefeitura - houve rumores de que seria cassado pelo AI-5, mas isso não se consumou.

Em 1979, fundou um jornal em Campinas, que foi incorporado em 1981 pelo "Diário do Povo", do qual se tornou sócio.

No ano seguinte, perdeu a indicação para ser candidato a governador pelo PMDB para Franco Montoro, mas ficou com a vaga de vice.

Quércia tinha pequena influência no governo - indicou dois secretários e poucos diretores de estatais - e não conseguiu impedir a escolha de Fernando Henrique Cardoso para presidente do PMDB paulista, nem a indicação de Mário Covas para prefeito de São Paulo, em 1983.

Também não conseguiu emplacar Almino Affonso como candidato a prefeito da capital, em 1985.

Dedicou-se então a fortalecer suas bases no interior: criou trezentos diretórios municipais do partido e, em 1986, já tinha o controle de 70% da legenda no Estado - na convenção regional do PMDB, Covas e FHC aceitaram concorrer ao Senado.

Apesar disso, sofreu fortes pressões dentro do partido para que desistisse da disputa ao governo: inicialmente mal posicionado nas pesquisas de intenção de voto, Quércia assumiu a liderança após o início do horário eleitoral gratuito, quando consolidou sua identificação com o PMDB e o Plano Cruzado.

Venceu a eleição com 5.578.795 votos (36,1% dos votos totais) graças ao interior - perdeu na capital para Antonio Ermírio, do PTB.

GOVERNADOR

No governo paulista, destacou-se por suas obras, que eu, pessoalmente, vi acontecer: duplicação de várias rodovias, construção do metrô sob a av. Paulista, modernização da Fepasa, construção da usina de Três Irmãos...

Em 1988, viu a ala do PMDB liderada por Montoro, Covas e FHC - as "três tias véias invejosas da janela" - deixar o partido para criar o PSDB.

No ano seguinte, não quis arriscar uma candidatura à Presidência, apesar das pesquisas que o apontavam como um dos favoritos, e acabou abandonando o postulante de seu partido, Ulysses Guimarães - no segundo turno, não apoiou, nem Lula, nem Collor.

Em 1990, conseguiu eleger seu sucessor um "poste" - seu vice Luiz Antonio Fleury Filho - com dificuldade no segundo turno.

Assumiu a presidência do PMDB em 1991, mas se desgastou em razão das muitas acusações contra ele e seus principais auxiliares, jamais comprovadas.

Em 1994, conseguiu ser escolhido candidato do PMDB à Presidência, derrotando Roberto Requião numa prévia, da qual o coroné Sarney desistiu de participar.

Na campanha, porém, teve um desempenho ruim: obteve apenas 2.771.788 votos (4,4% dos válidos), ficando em quarto lugar --chegou atrás de Enéas Carneiro, do minúsculo Prona (7,4% dos válidos).

No mesmo ano, seus antigos adversários Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas conseguiram ser eleitos, respectivamente, presidente da República e governador paulista.

Enfraquecido, começou a ver seus aliados --como Alberto Goldmann e Aloysio Nunes Ferreira-- trocarem o PMDB pelo PSDB - em 1998, tentou novamente o governo paulista, mas obteve apenas 4,3% dos válidos , com Covas reeleito, e Maluf em segundo lugar.

Quatro anos depois, aliou-se a Lula, mas não conseguiu voltar ao Senado: obteve 5.552.875 votos (15,8%), mas ficou atrás de Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB).

Em 2006, voltou a tentar o governo do Estado, mas obteve 4,6% --977.695 votos - o tucano Serra Nomuro foi eleito no primeiro turno, com Mercadante em segundo.

Em 2008, aproximou-se de Serra e apoiou a candidatura de Bolinha Kassab a prefeito de São Paulo, e neste ano, voltou a tentar o Senado, com o apoio de Serra Nomuro,

Era, juntamente com Marta Suplicy, um dos favoritos, mas desistiu quando descobriu que o câncer de próstata, diagnosticado havia dez anos, tinha voltado.

Desde então, seguia internado no Hospital Sírio Libanês, onde morreu hoje de manhã, aos 72 anos.

Para mim, Orestes Quércia foi um dos melhores políticos que eu tive a alegria de votar e acompanhar seu trabalho.

Foi o melhor governador que o estado de São Paulo já teve, disparado.

Muito acusado de toda sorte de falcatruas, nunca teve nada provado, seja pelos fatos, seja pela justiça, que nunca o condenou a nada.

Orestes Quércia, um político audaz e ficha limpíssima, vai nos - me - fazer muita falta.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

BISCATES EM DESFILE!

Evangélicos e sanguessugas, unidos na roubalheira; STF não se entende sobre a Lei da Ficha Limpa; o vazamento na Receita ainda está na ordem do dia; Dona Marisa Primeira, a Muda, agradece; Soninha Francine continua sem noção; Tuma não larga o osso...

Essas, e muitas outras, no resumo semanal de notícias da Política, sempre com muito humor.

Confira:


EVANGÉLICOS E SANGUESSUGAS: TUDO A VER

A Procuradoria da República em São Paulo apontou em denúncia à Justiça que ex-deputados federais e um vereador de Ribeirão Preto ligados à Igreja Universal do Reino de Deus cometeram fraudes em parceria com integrantes da "máfia dos sanguessugas" e desviaram cerca de R$ 2 milhões dos cofres do Ministério da Saúde.

Segundo a acusação formal, os envolvidos usaram uma entidade também ligada à Universal - ABC- Associação Beneficente Cristã - , sediada em São Paulo, para cometer as fraudes.

A denúncia tem como base uma auditoria realizada pelo Ministério da Saúde e pela CGU - Controladoria Geral da União - que apontou irregularidades em quatro convênios assinados entre 2002 e 2005 para compra de sete ambulâncias e equipamentos médicos e odontológicos.

O modo de atuação dos acusados é o mesmo descrito em outros processos sobre a "máfia dos sanguessugas".

De acordo com a Procuradoria, os ex-congressistas Vandeval Lima dos Santos e João Batista Ramos da Silva, que à época eram chamados de "bispos", Marcos Roberto Abramo, que usava o título de pastor, e Wagner Amaral Salustiano aprovaram emendas para liberar recursos para os convênios entre o Ministério da Saúde e a ABC.

A acusação aponta que os diretores da ABC informaram ao ministério que a entidade possuía equipes médicas e leitos para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde, mas os dados eram falsos.

Após a receber os repasses, cabia à ABC realizar licitações para a compra dos veículos segundo as exigências previstas nos convênios.

Porém, os dirigentes da ABC Saulo Rodrigues da Silva, bispo da Universal e vereador em Ribeirão Preto, e Randal Ferreira de Brito fraudaram as licitações e contrataram empresas do esquema da "máfia dos sanguessugas, de acordo com a denúncia.

As empresas vencedoras das licitações eram controladas por Darci José Vedoin, pela esposa dele, Clélia Vedoin, pelo filho do casal, Luiz Antônio, e por Ronildo Pereira Medeiros, que já são acusados em ações em outros Estados por comandar a "máfia dos sanguessugas".

Silva disse que na gestão dele na ABC não houve irregularidades e o advogado dos Vedoin afirmou que eles respondem pelos crimes em Mato Grosso (veja abaixo).

A auditoria do ministério indica que as ambulâncias compradas foram encontradas sem os equipamentos previstos nos convênios e estavam em mau estado- algumas nem bateria tinham.

Os ex-deputados ligados ao esquema receberam uma comissão de 10% sobre os valores desviados, conforme confissões dos Vedoin e interceptações telefônicas feitas em outras ações, de acordo com a Procuradoria.

O órgão pede que eles sejam condenados pelos crimes de corrupção passiva e estelionato.

Os Vedoin e Medeiros foram acusados por corrupção, fraude à licitação e estelionato contra a União, e os ex-dirigentes da ABC cometeram fraude à licitação e estelionato, segundo a acusação.

Se a denúncia for aceita pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, os acusados passarão a ser réus em ação penal.

Está na hora de o Ministério Público agir mais e melhor contra esse "comércio religioso" que assola o país.

Não é possível um despossuído doar todos os meses uma parte do seu parco salário, só para enriquecer mais e mais os Macedos, Mafalaias e Soares da vida.

A Constituição diz que o Brasil tem liberdade religiosa, e é nesse princípio constitucional que bandidos usam a religião para enriquecer à custa dos crentes, através das ofertas, dízimos e casamentos em igrejas católicas que custam os olhos da cara.

Alguém precisa dar um basta nisso.

FICHA LIMPA DIVIDE O STF

O plenário do STF está dividido sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a ser examinada em data ainda indefinida.
Quem conversa com os ministros já fala de que pelo menos dois pontos do texto correm o risco de não sobreviver: a aplicabilidade nas eleições deste ano e o caráter retroativo.
Os ministros Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e José Antonio Toffoli tenderiam a impor algum tipo de limitação.
Do outro lado estariam Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Carmen Lúcia e Joaquim Barbosa, e o voto de Ellen Gracie ainda é dúvida.
Candidatos já barrados no TSE aguardam ansiosamente.


TUCANOS INSISTENTES

Dois novos fatos estimulam a tucanada a insistir na tentativa de levar à Justiça Eleitoral o caso da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra Nomuro: a descoberta da filiação ao PT de dois personagens da violação, e a suspeita de queima de arquivo na sede do diretório petista em Mauá (SP).
Em uma das representações que protocolou no Ministério Público, a coligação tucana argumentará que já existem indícios de que o vazamento de dados na Receita Federal transcende o limite dos crimes comuns, afeta o equilíbrio na corrida presidencial e merece apuração antes do pleito.

NADA A VER

O PT considera o elo do caso da Receita com a campanha "descabido".
Os acessos feitos na agência de Formiga (MG) aos dados do tucano Eduardo Jorge foram em abril de 2009, "momento totalmente desconectado do calendário eleitoral", conforme a direção petista sempre faz questão de afirmar.

FRESCURA

Ante o festival de puxassaquismo do último "7 de setembro" de Luiz Inácio como presidente - com direito à execução do tema da vitória de Ayrton Senna em homenagem ao presidente - só autoridades no palanque foram borrifadas com vapor d'água.
Debaixo de sol, 40 mil pessoas testemunhavam sem refresco o desfile militar na capital, onde não chove há 103 dias.
A cara de Dona Marisa Primeira, a Muda, agradece!

É O FIM

Soninha Francine deu corda ao pedido do PPS - seu partido - de colocá-la na disputa pelo Senado, em substituição a Orestes Quércia.
"Se a coligação concordar, eu topo", declarou a desocupada, que atualmente ficou mais desocupada ainda, porquê perdeu espaço na campanha de internet do Serra Nomuro para o tal guru indiano.
A resposta dos tucanos? NÃO.
É impressionante como essa senhora é sem noção!

TELA MORNA

A campanha de Serra Nomuro já implorou - mais de uma vez - à tucanada de Minas que o incluam na propaganda de TV de Anastasia, candidato ao governador.
Um dos apelos foi feito pelo próprio Nomuro, sem resultado.

SÓ OS DOIS

Em meio ao desânimo que tomou conta da sua campanha, Serra Nomuro é só elogios para dois candidatos tucanos a governador: Geraldo TFP Alckmin (SP) e Beto Richa (PR).
Diz que ambos, líderes nas pesquisas, têm lhe dado todo o apoio.

OSSO DURO DE LARGAR

Presidente do PTB-SP, o deputado Campos Machado manifesta disposição de levar adiante a candidatura de Romeu Tuma ainda que o senador, doente e afastado praticamente desde o início da campanha oficial, não compareça a nenhum evento até 3 de outubro.
É nessas horas que vemos os valores de cada um.
Quércia, íntegro, não só afastou-se, como renunciou à campanha por causa da saúde.
Tuma está pior, muito pior de saúde do que Quércia, e insiste em não largar o osso.
Impressionante!

SENADO IMPONDERÁVEL

Com o deslocamento de intenções de voto a pleno vapor na eleição para o Senado em São Paulo, já existe petista preocupado com a hipótese de Dona Marta chegar atrás de Netinho de Paula Maria da Penha (PC do B).
Além da renúncia de Orestes Quércia (PMDB) e dos problemas de saúde que impedem Romeu Tuma (PTB) de fazer campanha, há outro fator que só agora começa a ser pensado: os votos de Ciro Moura (PTC), ainda na casa dos dois dígitos, vão debandar na medida em que for desfeita a confusão do público com o xará famoso.
Tudo isso se transforma agora num elemento imponderável na reta final da disputa pelo Senado em SP.
O PT enxerga no novo quadro a chance da consolidação da dianteira da dupla Marta - Netinho.
Já o PSDB avalia que Aloysio Nunes tem condições de obter apoio de quercistas e tumistas, eleitorado mais próximo do tucano.
Tomara.
A Marta eu ainda engulo, mas o Netinho, é dose pra nenhuma Maria da Penha botar defeito.

MAIS UMA OBRA DE MALUF

Aviso de Paulo Maluf (PP) aos interessados no apoio de Celso Russomanno num eventual segundo turno em São Paulo: a decisão caberá apenas à Executiva estadual do partido, presidida... pelo próprio Maluf!

O "TRANCO"

O comando da campanha de Dona Dilma dizia ontem que Luiz Inácio não fará nova aparição no programa eleitoral para tratar da reação tucana às violações de sigilos na Receita, a não ser que surja "fato novo".
Ao comunicar a seus auxiliares a decisão ir ao programa de Dona Dilma no último dia 7 de Setembro, para responder às acusações dos adversários, Luiz Inácio disse: "Deixa eu dar um tranco neles".
O presidente achou que deveria "dar uma sacudida" no cenário eleitoral.
No PT, foi levado em conta que:
1) era preciso mudar a agenda da campanha, tirando Dona Dilma da defensiva;
2) o recado de Luiz Inácio mobiliza a "tropa de choque petista", já que a militância
a-do-ra este tipo de "reação".
Depois, ainda tem a coragem de dizer que o candidato da oposição é que é chegado numa baixaria.

*****

FRASES

"O povo está com o presidente. E, se Lula vai à TV defender seu governo das baixarias do Serra, o povo entende bem o recado."
DE CÂNDIDO VACCAREZZA (PT-SP), líder do governo na Câmara, sobre a aparição do presidente, anteontem, no programa de Dona Dilma, para protestar contra as "calúnias" de que sua candidata seria vítima.
*****

"Não sofro assédio de partidos, mas das pessoas. Quando saio às ruas, não consigo andar nem alguns metros sem ser abordado".
DO DEPUTADO CELSO RUSSOMANNO (PP-SP), rejeitando a especulação de que poderia vir a abandonar a disputa pelo governo paulista.
*****
"É triste ver uma campanha presidencial baseada em pegadinhas e armadilhas. Uma hora o eleitor descobrirá que essa briga entre PT e PSDB é um grande teatro."
DO EX-DEPUTADO LUCIANO ZICA (PV-SP), um dos coordenadores da campanha de Marina Silva, sobre a profusão de dossiês e quebras de sigilo fiscal.
*****
"Esses computadores devem ter problema com bichos. Só ligam sozinhos quando percebem um tucano voando por perto."
DO DEPUTADO FEDERAL GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), sobre explicação dada pela servidora Adeildda Leão dos Santos, suspeita de acessar dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB. Segundo ela, seu computador, embora desligado ao final do expediente, "ligava sozinho" no início do dia seguinte.
*****
"Quando brinca com a quebra de sigilo, o presidente faz chacota com as pessoas. Demonstra que no PT sempre se admitem crimes, mas nunca criminosos."
DO SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR), sobre discurso no qual Luiz Inácio abordou, em tom irônico, a preocupação do candidato tucano à presidência, Serra Nomuro com a violação do sigilo fiscal de sua filha Verônica na Receita Federal.
*****
"Para vir a público dizer que vazamento de dados fiscais é algo normal, era preferível que o ministro tivesse ficado em silêncio. Ao menos teria o benefício da dúvida."
DO DEPUTADO FEDERAL WALTER FELDMAN (PSDB-SP), sobre a manifestação de Guido Mantega a respeito da violação do sigilo de Verônica Serra.
*****

HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR

Para se diferenciar dos partidos que recrutam cabos eleitorais pagos, o PSOL resolveu oferecer a seus militantes uma camiseta com os dizeres "Não recebo um real, estou na rua por ideal".
Junto a um grupo deles, o deputado Chico Alencar panfletava no Rio quando foi abordado por um funcionário de outro candidato:
-Quanto você está pagando?
-Nada. Aqui todos são voluntários, você não viu o que está escrito na camiseta?
-Eu li, mas achei que era brincadeira com o Garotinho. No governo dele não era tudo por um real?
*****

ATÉ QUINTA!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BISCATES EM DESFILE!

Os dossiês contra adversários voltaram; petistas franciscanos preocupados; o guru indiano do Serra Nomuro; Mercadante assedia Russomanno...

Essas, e muitas outras, no resumo semanal das notícias políticas, sempre com muito humor.

Veja:

A REPÚBLICA DOS DOSSIÊS

Já disse aqui: acho essa história de dossiês contra inimigos políticos o supra sumo da canalhice.
É a política levada à sargeta e ao esgoto, no seu grau máximo.

E não é que nessa semana começaram a pipocar novos casos de quebra de sigilo de dados da receita Federal, desde tucanos de alta plumagem à filha de Serra Nomuro?

É o fim.
Todos sabemos que por R$ 500, você consegue comprar um CD com esses mesmos dados da Receita Federal nas calçadas da Rua Santa Efigênia, no centro de Sampa, um conhecido porto sem lei, e onde a polícia é régiamente paga para que ninguém mexa com a bandidagem, instalada por lá há muitos anos.

Outra coisa, completamente diferente, é usar dados roubados para a confecção de dossiês que visem ataques abaixo da cintura do candidato da oposição.

Pior, nem precisava de tanta baixaria: a própria campanha da tucanada, de tão ruim, faz com que Serra Nomuro despenque dia a dia em todas as pesquisas.

Além de tentar demonstrar que a campanha de Dona Dilma está enfiada até o pescoço na violação do sigilo fiscal de personagens ligados ao PSDB, a estratégia jurídica de Serra Nomuro no TSE é a tese de que o governo age deliberadamente para protelar a investigação, de modo a concluí-la apenas depois da eleição.

No entender da tucanada, a própria Receita Federal forneceu os indícios que materializariam o abuso de poder político em favor da candidata petista.

"Não é só falsificação e bandidagem. Está claro o uso da máquina pública para acobertar o caso", disse Ricardo Penteado, advogado da coligação tucana.

Enquanto isso, no Planalto, a ordem é que as quebras de sigilo sejam tratadas como "caso de governo", e não de campanha.

O Planalto vai pregar que quem está sendo atacada é a Receita Federal - e não Dona Dilma, já que, na visão oficial, não haveria prova que ligue o caso à candidatura da petista.

Só que o discurso é uma coisa, e a realidade, outra: ontem, o dia foi agitado no Planalto, e Guido Mantega (Fazenda) chegou a ser escalado para falar sobre o caso, mas foi Otacílio Cartaxo, secretário da Receita, quem colocou a cara pra bater.
Se na semana passada ele se estendeu ao tratar do tema, ontem se limitou a ler curta declaração.

No ninho tucano, há quem garanta que os episódios de violação de sigilo não param nos já divulgados, e com o escândalo na ordem do dia, petistas e aliados silenciaram nos blogs e microblogs ontem.
As postagens dos tuiteiros, principalmente ministros e deputados governistas, eram sobre o centenário do Corinthians.
Só faltaram assobiar.

E só para constar: quem examinou o dossiê produzido no "núcleo de inteligência" da campanha do PT em junho, já concluía na ocasião que os dados de Verônica Serra e Gregório Preciado - que constavam do material - foram obtidos por violação de sigilo.

SITUAÇÃO DELICADA

Infelizmente - e a fonte é segura - é delicadíssimo o estado de saúde de Orestes Quércia (PMDB-SP), que ontem divulgou nota suspendendo as atividades da campanha diante da necessidade de submeter, segundo o texto, a "exames médicos aprofundados".
Outro candidato ao Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), também enfrenta problemas nessa área.

PARTIDO FRANCISCANO

Em novo esforço para afastar a ideia de que já estaria "repartindo o pão" do eventual governo de Dona Dilma, o PMDB - nosso querido partido puteiro - aproveitou a reunião do conselho político da campanha, na última terça, e escalou o líder de sua bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), para fazer uma pregação contra as "intrigas" em curso.
Numa ação combinada com Michel Temer - presidente do partido, vice na chapa de Dona Dilma e mordomo de filme de terror - o deputado recomendou "que todos se vacinem".
Alves negou a existência de qualquer discussão sobre cargos.
"Não somos de bloco A, B, ou C. Nosso bloco é o da Dilma e do Michel".
Ele pensa que está enganando quem?

CAMINHO DAS ÍNDIAS

Essa é sen-sa-cio-nal!
A campanha de Serra Nomuro agora conta com um guru para internet.
Isso mesmo, um guru indiano!
Ravi Singh foi incorporado à campanha por sugestão da filha do candidato, Verônica.
No seu trabalho anterior, ele assessorou Juan Manuel Santos, recém-eleito presidente da Colômbia.
Dono da empresa ElectionMall, nascido nos EUA e de origem indiana, o guru exibe coloridos turbantes no hotel Grand Hyatt, em SP, desde a semana passada.
Seus serviços à campanha estão orçados em US$ 500 mil, e a meta é conseguir 40 mil adesões por dia à candidatura, por meio de ferramenta que cadastra eleitores e multiplica colaboradores nas redes sociais.
E ele já chegou botando banca: redesenhou todas as páginas do site do Nomuro, e tirou poderes da Soninha Francine, que cuidava dessa parte - mídias eletrônicas.
Como resultado, o site ficou três dias completos fora do ar.
Depois, disseram que foi um "problema técnico".
Sei. A Soninha deve ter tirado um cabo da tomada, só de raiva.

ASSÉDIO NA CARA DURA

Em declínio nas pesquisas, mas vital para a possibilidade de segundo turno em São Paulo, Celso Russomanno (PP) é assediado por petistas e tucanos.
Com o PT, ele tenta aparecer ao lado de Dona Dilma.
Já o PSDB prevê a hipótese de sua renúncia - o que daria num mano a mano entre Geraldo TFP e Capacho Mercadante.
Sonhar é bom, né?

TIA REPAGINADA

O programa de Tia Marina Silva Clorofila Malafaia finalmente mudou para melhor: agora, ela aparece mais, e faz um apelo ao eleitor.
"Os (outros) dois candidatos fazem chantagem emocional (...). Criam duas novelas. Numa o Brasil é todo azul, na outra é cor de rosa.No Brasil real, a coisa é muito diferente.Confio em você pra gente decidir esta eleição num segundo turno, com tempo igual pros candidatos".
Tudo se deve à avaliação de que a queda de Serra Nomuro e o "já ganhou" de Dona Dilma criam uma janela de oportunidade para a Tia.
Desde o final da semana passada, a senadora martela em eventos públicos o discurso de que haverá segundo turno "entre duas mulheres".
Ficou bem melhor, mais humana e menos "Discovery Channel".


JOGANDO SUJO

E não são só os petistas que jogam sujo nesses eleições: a campanha de Geraldo TFP Alckmin vem tentando desqualificar o mandato de Aloizio Capacho Mercadante no Senado.
Os tucanos turbinam acervo com o que chamam de "deslizes" do petista à frente do cargo.
Essa é o tipo de política que o Geraldo a-do-ra fazer.
Por isso é que, para mim, ele NUNCA me enganou.

MANO A MANO

Apelidada inicialmente de "Mercamanno", a dobradinha formada pelos candidatos do PT - Mercadante - e do PP - Russomanno - para fustigar o líder Geraldo TFP nos debates ganhou novo nome: "Mano a Mano", pois o petista subiu no Datafolha à custa de votos do parceiro.
Ao final de agosto de 2006, Mercadante tinha 18% no Datafolha.
Hoje, são 20%. Naquele ano, o petista perdeu no primeiro turno com 32% dos votos válidos.


SURFE PAULISTA

O novo Datafolha sobre a sucessão paulista, que mostra Geraldo TFP estável na liderança isolada e Capacho Mercadante em ascensão, devida à queda de Maluf Russomanno , foi um alívio para os tucanos.
A campanha de Alckmin entrou em alerta máximo com a pesquisa na qual Dona Dilma aparece pela primeira vez à frente de Serra Nomuro no Estado.
A tucanada reconhece que ninguém sabe o tamanho da onda na qual surfa a candidata de Luiz Inácio, e que, se ela for capaz de carregar Capacho Mercadante até o segundo turno, o risco será grande.

FRASES

"Essa quebra de sigilo é uma brutalidade, uma agressão aos princípios da administração pública."
DO SENADOR FRANCISCO DORNELLES (PP-RJ), pedindo que a Receita Federal intervenha em duas delegacias do ABC paulista, onde ocorreram os acessos aos dados fiscais de Verônica Serra e de outros dirigentes tucanos e pessoas ligadas ao PSDB.
*****
"Se é pra fazer placar, o Mercadante recebeu 400 prefeitos em Brasília durante o mandato, mas sem a caneta na mão".
DO DEPUTADO ESTADUAL ANTONIO MENTOR, líder do PT na Assembleia Legislativa paulista, sobre o ato com 350 prefeitos que o PSDB promove hoje em apoio às candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin.
*****
"Agora dá para entender melhor a ênfase de Dilma Rousseff ao pregar a criação do ministério de micro e pequenas empresas."
DO DEPUTADO GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), sobre o passado da candidata do PT como sócia de uma loja de bugigangas importadas do Panamá. O negócio fechou depois de um ano e cinco meses.
*****
"Anastasia é uma espécie de Dilma do Aécio. Ele sobe nas pesquisas em Minas na esteira do prestígio de seu padrinho."
DO CIENTISTA POLÍTICO RUBENS FIGUEIREDO, sobre a ascensão do candidato tucano ao governo a partir do início da propaganda de televisão.
*****
"O Mercadante deve ter ficado "tiririca" da vida com a pesquisa Datafolha. Nem com a overdose de Lula e Dilma ele decolou".
DO DEPUTADO ESTADUAL SIDNEY BERALDO (PSDB), coordenador da campanha de Alckmin, sobre a mais recente pesquisa para o governo estadual, que mostra subida de quatro pontos percentuais nas intenções de voto do petista.
*****

HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR

Dona Dilma concedia uma entrevista coletiva ao ar livre, no último final de semana, quando foi surpreendida por um casal de papagaios no jardim da casa onde funciona seu escritório político em Brasília.
-É uma arara? Não, gente, é um papagaio... Olha lá, são dois!- encantou-se a candidata.
Uma jornalista resolveu brincar:
-Será que são tucanos?
A petista sorriu e desconversou:
-Você sabe que isso tem em Brasília, né? Outro dia eu estava gravando e apareceu uma família de micos.
Devem ser os micos da Receita Federal...
*****

ATÉ QUINTA!

domingo, 20 de junho de 2010

A SEMANA ILUSTRADA!

Como foi criada a Vuvuzela, essa atrocidade africana aos nossos ouvidos? A zebra passeia na copa; Tuminha levou um pé na bunda; o pedido do Luiz Inácio pra Santo Antônio; Dona Dilma em Paris, e muito mais, nas fotocharges feitas especialmente para o blog.

Divirta-se:

















domingo, 13 de junho de 2010

A SEMANA ILUSTRADA!

Pessoal:

A semana está bem variada!

Tem o frangaço de Green - goleiro da Inglaterra, Quércia e Salafrária, quero dizer, Malafaia, juntos no palanque, o que o Luiz Inácio vai fazer em 2011, mais um bandido na campanha da Dona Dilma, Carmen Miranda faz sucesso no rádio de hoje, e muito mais!

Confira: