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sexta-feira, 6 de abril de 2018

MICHAEL CAINE JUNTA-SE À LISTA DE ATORES QUE SE RECUSAM A TRABALHAR COM WOODY ALLEN

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Michael Caine é mais um grande nome na crescente lista de atores que se recusam a trabalhar com Woody Allen novamente
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Embora Caine tenha ganhado um Oscar por sua participação com o diretor no filme “Hannah e Suas Irmãs” (1986), ele diz não se arrepender da colaboração, mas aparentemente, a relação de trabalho acabou.

Allen foi acusado de abuso sexual por sua filha adotiva Dylan Farrow - então Caine decidiu não colaborar mais com o diretor:

“Eu sou parte da NSPCC [Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças, por sua sigla em inglês] e tenho opiniões muito fortes sobre pedofilia “, disse o ator britânico, em uma entrevista para o “The Guardian”.

Michael Caine em cena de “Hannah e Suas Irmãs”: dirigido por Allen, longa lhe deu um Oscar - Fox Film

“Eu não posso fazer a pazes com as acusações. Amei Woody muito, eu o apresentei a Mia [Farrow]. Não me arrependo de ter trabalhado com ele, o que fiz com total inocência, mas não o faria novamente, não. ”

Caine se junta a outros atores como Colin Firth, Greta Gerwig, Rebecca Hall e Ellen Page, entre muitos outros, o que causou uma certa incerteza para o próximo filme de Allen - afinal, quem vai querer trabalhar com um diretor caindo em desgraça?

Fotos do Topo: Montagem/Variety

quinta-feira, 6 de abril de 2017

'DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO': MORGAN FREEMAN, MICHAEL CAINE E ALAN ARKIN SENSACIONAIS EM ROTEIRO INSPIRADO E NOSTÁLGICO


SINOPSE:

Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) são amigos há décadas.

Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros.

Quando Willie testemunha um assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto.

É a vez dos velhos se rebelarem contra a exploração dos bancos.

CRÍTICA:

Nesses tempos de pura hipocrisia, onde Hollywood se perde cada vez mais em superproduções bilionárias, quase sem humanidade e a maioria dando mais prejuízo do que lucro, voltadas somente para tirar a grana da mesada da molecada, é muito bom sabermos que filmes como 'Despedida em Grande Estilo', que estreou hoje em em 115 salas em todo o Brasil, ainda são feitos.

Apesar de ser uma refilmagem (de 1979) – neste caso aqui funciona, justamente por refazer uma obra desconhecida do grande público.

O longa, entre outros acertos, valoriza seus protagonistas, todos atores veteranos já na terceira idade, dentro de uma indústria que raramente dá protagonismo para eles.

Afinal, os estúdios ainda mantém um pé na sanidade, sabem que filmes desse tipo ainda possuem seu público e que novas investidas em roteiros como este – que vêm se tornando quase um subgênero (com filmes como 'Antes de Partir', 'Última Viagem a Vegas', 'Ajuste de Contas' e 'Amigos Inseparáveis', por exemplo) – continuam a interessar aos espectadores.

Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin são os protagonistas Willie, Joe e Albert - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Warner Bros.

Melhor: o remake supera o original por acrescentar mais conteúdo ao núcleo principal da trama, centrando o roteiro na atualidade e, assim, servindo como reflexo de problemas atuais da política norte-americana e mundial.

Aqui, continuamos seguindo os três amigos inseparáveis Willie, Joe e Albert, agora interpretados pelas lendas vencedoras do Oscar Morgan Freeman ('Menina de Ouro'), Michael Caine ('Hannah e Suas Irmãs' e 'Regras da Vida') e Alan Arkin ('Pequena Miss Sunshine'), substituindo os atores igualmente lembrados pela Academia Lee Strasberg (indicado por 'O Poderoso Chefão II'), George Burns (vencedor por 'Uma Dupla Desajustada') e Art Carney (vencedor por 'Harry, o Amigo de Tonto'), nos mesmos papeis respectivos.

A principal e bem vinda diferença é que enquanto na versão original, os velhinhos decidem roubar um banco apenas para rechear o fim de suas existências de adrenalina e assim se sentindo vivos novamente, nessa refilmagem o crime é cometido por um motivo bem mais nobre, vingança – ou justiça fora da lei.

Cena do longa
O trio passa seus dias finais, apenas contemplando a morte, até que seu tapete é puxado com força debaixo de seus pés.

Willie (Freeman) não possui economias suficientes para ir visitar sua filha e neta em outra cidade; Joe (Caine) precisa dar respaldo para a filha e a neta, vivendo sob seu teto e o rabugento Al (Arkin) cultiva sua empatia com gosto.

Na cena de abertura - em uma visita ao banco onde é avisado que pode perder a casa - o personagem de Caine presencia um assalto realizado com extremo requinte e eficiência.

Para piorar a situação, entra em jogo o mote da trama e elemento mais urgente: os três, que por mais de 30 anos trabalharam para a mesma empresa e coletam dela seus cheques de aposentadoria, assim como muitos outros funcionários presentes na fatídica reunião, são avisados de que a companhia está fechando as portas nos EUA e se mudando para um país asiático, terminando assim suas pensões também - fato que os aposentados brasileiros, e a polêmica envolvendo o tempo de contribuição de trabalho para a aposentadoria em nosso país, estão vivenciado nesses dias.

Assim, Joe junta um mais um e ao lado de seus inseparáveis cúmplices decidem roubar seu próprio banco e sair do vermelho.

O interessante deste inspiradíssimo roteiro - de Theodore Melfi, indicado ao Oscar pelo recente e cativante 'Estrelas Além do Tempo', baseado no texto original de Edward Cannon - é justamente acrescentar mais à mistura, dando credibilidade de sobra para a motivação dos infratores idosos, assim como encaixar comentários sociais e políticos relevantes, em especial ao que diz respeito à forma com que os idosos são (des)tratados – mesmo num país de Primeiro Mundo como os EUA.

Despedida em Grande Estilo : Foto Alan Arkin, Ann-Margret
A diva Ann-Margret retorna às telonas ainda em ótima forma
Apesar destas pinceladas de criatividade, o longa segue a fórmula de filme seguro e sem grandes reviravoltas ou novidades em sua jornada.

Só que, quando essa jornada é feita por um trio de Lendas do cinema, tudo parece ser mais verdadeiro e prazeroso e, assim, o longa ganha muito ao inclui-los e, principalmente, dar espaço a eles para fazerem o que sabem de melhor.

É lógico que com um trio de protagonistas desse, coadjuvados por estrelas do naipe da diva Ann-Margret, Christopher Lloyd e até Matt Dillon, o diretor precisaria ser no mínimo competente e dar conta do recado.

Surpreendentemente, quem comanda tudo é Zach Braff, ator da série 'Scrubs' e diretor de produções indie - como os aclamados 'Hora de Voltar' (2004) e 'Lições em Família' (2014).

Aqui, trabalhando pela primeira vez para um grande estúdio, a Warner, num filme com elenco estelar, o cineasta não faz feio e entrega uma obra redonda, com bom ritmo, alívios cômicos eficientes e uma mensagem importante.

Numa era de filmes barulhentos, cenários computadorizados e de montagens aceleradas, o longa surge como opção do bom cinema à moda antiga, com atores à moda antiga e diversão à moda antiga.

Vale ser visto por todo tipo de público, em especial os nostálgicos.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Despedida em Grande Estilo : Poster
'DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO'
Título Original:
GOING IN STYLE
Gênero:
Comédia Dramática
Direção:
Zach Braff
Roteiro:
Theodore Melfi
Elenco:
Alan Arkin, Ann-Margret, Christopher Lloyd, Denise Scilabra, Dillon Mathews, Doris McCarthy, Gina Diaz, Jen Ponton, Joey King, John Ortiz, Josh Pais, Katlyn Carlson, Lolita Foster, Maria Dizzia, Matt Dillon, Melanie Nicholls-King, Michael Caine, Morgan Freeman, Olli Haaskivi, Peter Serafinowicz, Siobhan Fallon Hogan
Produção:
Donald De Line
Fotografia:
Rodney Charters
Montador:
Myron I. Kerstein
Trilha Sonora:
Rob Simonsen
Duração:
96 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
06/04/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / Village Roadshow Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 20 de maio de 2015

FESTIVAL DE CANNES 2015: CONFIRA TUDO O QUE DE MELHOR ACONTECEU - DE DOMINGO A QUARTA


A 68º edição do Festival de Cannes, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, começou na Riviera Francesa na última quarta (13).

Nessa postagem, você vai conferir o que de melhor aconteceu - de domingo (17) a hoje (20).

Confira:
'AMY': A VOZ DE WINEHOUSE EMOCIONA CANNES
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FESTIVAL TEM SESSÕES GRATUITAS DE FILMES, EXIBIDOS NA PRAIA
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'DIVERTIDA MENTE' EMPOLGA PÚBLICO E CRÍTICA EM CANNES
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'LOUDER THAN BOMBS' TEM BOA RECEPÇÃO EM CANNES
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USO OBRIGATÓRIO DE SALTO ALTO NO RED CARPET CAUSA POLÊMICA
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'YOUTH': NOVO LONGA DE SORRENTINO, COM MICHAEL CAINE E JANE FONDA DIVIDIU A CRÍTICA
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Veja:
'AMY': A VOZ DE WINEHOUSE EMOCIONA CANNES

‘Amy‘, documentário sobre a cantora britânica Amy Winehouse, que morreu em 2011 aos 27 anos, foi um dos filmes mais comentados do Festival de Cannes.

Nele, o pai da cantora, Mitch, aparece como um homem capaz de tudo para explorar a fama da filha.

O que não se esperava, porém, era ver uma Amy tão frágil, tão doce e tão desprotegida.

A cantora de voz marcante parece não ter encontrado um ombro amigo que a salvasse do submundo de drogas, álcool e depressão.

O cineasta britânico Asif Kapadia (que também dirigiu o documentário sobre Ayrton Senna) constrói a imagem de uma Amy Winehouse ciente de sua voz poderosa, mas totalmente vulnerável diante da fama iminente.

Um dos momentos mais tocantes do filme é quando a cantora, aos 23 anos, está entregue ao álcool e às drogas, mas o pai não a ajuda, e ainda insiste para que ela não fosse internada numa clínica de reabilitação, porque a cantora se preparava para concretizar a sua primeira grande turnê pelos Estados Unidos.

Foi por causa dessa situação que Amy escreveu 'Rehab', que se tornaria seu maior sucesso.

A inteligência e sensibilidade fora do comum da cantora ficam claras quando um de seus produtores afirma que ela compôs letra e melodia de 'Black to Black' em cerca de 10 minutos.

Depois dessa informação, uma das melhores composições de Amy fica ainda mais forte quando a ouvimos no filme.

O pôster do documentário:

Asif Kapadia fez mais de 100 entrevistas ao longo dos últimos anos, e usou as letras das canções como fio condutor do filme, além de muitas imagens de arquivo de amigos, colegas músicos da cantora e de alguns familiares.

O resultado é um dos melhores documentários sobre música dos últimos tempos, páreo duro com o também emocionante ‘Cobain: Montage of Heck‘ (exibido no Festival de Berlim, em janeiro).

O crítico do jornal britânico The Guardian, Peter Bradshaw, se referiu ao documentário como “uma obra-prima trágica”.

Confira o trailer de 'Amy':


‘Amy‘ não tem previsão de estreia no Brasil.

FESTIVAL TEM SESSÕES GRATUITAS DE FILMES, EXIBIDOS NA PRAIA

Um dos espaços mais disputados da pequena cidade no sul da França é a praia.

Por isso, o Festival de Cannes promove sessões noturnas diárias, gratuitamente.

O Cinéma de la Plage já virou tradição, e ano passado teve seu maior público quando apresentou ‘Pulp Fiction‘, com direito a Quentin Tarantino e Uma Thurman ao vivo e a cores - o filme foi exibido para comemorar os 20 anos desde que ele que ganhou sua Palma de Ouro.

Para este ano, é aguardada a presença - ainda não confirmada - da lenda Arnold Schwarzenegger, para a sessão de ‘O Exterminador do Futuro‘. 

Outro filme que está programado para ser exibido no Cinéma de la Plage é ‘Os Suspeitos‘, de Bryan Singer.

A entrada do Cinéma de la Plage, em Cannes - AFP

O longa foi exibido fora de competição em Cannes em 1995, e assim iniciou uma carreira de sucesso, que culminaria com dois Oscar: melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante para o até então desconhecido Kevin Spacey (que hoje brilha na série 'House of Cards').

Curiosamente, um dos protagonistas de ‘Os Suspeitos‘ está em Cannes concorrendo (com chances) ao prêmio de melhor ator: Gabriel Byrne, que na noite de segunda, 18, passou pelo red carpet com o elenco do filme 'Louder than Bombs'.

'DIVERTIDA MENTE' EMPOLGA PÚBLICO E CRÍTICA EM CANNES

Em uma sessão pouco concorrida na segunda (18), a nova animação da Disney/Pixar, ‘Divertida Mente‘ (Inside Out) foi ovacionada por jornalistas e convidados, na première mundial do longa no Festival de Cannes.

Quem não foi perdeu não só o melhor filme do Festival, como deixou também de se divertir.

O filme é, de longe, o melhor realizado pelo estúdio, e pode ser comparado – sem nenhum medo de ser pretensioso – a já clássica trilogia ‘Toy Story‘.

Confira o trailer:


Com um roteiro inteligente e criativo, ‘Divertida Mente‘ conta a história da pequena Riley, uma garota alegre que fica com seus sentimentos confusos quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal para viver em São Francisco.

Dentro do cérebro de Riley convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo (representados por bonequinhos fofos, coloridos e extremamente simpáticos).

As emoções precisam trabalhar para não se misturarem e, assim, fazer com que Riley se adapte bem a sua nova realidade.

As risadas da platéia e os aplausos entusiasmados ao final da sessão resumem bem o que é o filme - e um dos segredos está na direção competente de Pete Docter, responsável por outro sucesso do estúdio, o também sensacional ‘Up – Altas Aventuras‘ (que, não por acaso, abriu o Festival de Cannes em 2009 e entrou para a história como o primeiro 3D do evento).

Docter e sua equipe souberam criar uma história que encanta crianças de todas as idades, como também fizeram um filme de mensagem muito simples: sem tristeza, não há alegria (não é a toa que elas estão sempre juntas no filme).

Para quem acha que o Festival de Cannes não tem nada de comercial, e que por aqui só filme de arte é que faz sucesso, ‘Divertida Mente‘ veio para mostrar que o cinema mudou, Cannes também, e que atualmente as animações tem roteiros melhores – e conseguem ser superiores – a muitos filmes com ‘atores de carne e osso’.

‘Divertida Mente‘ estreia no Brasil em 16 de junho.

'LOUDER THAN BOMBS' TEM BOA RECEPÇÃO EM CANNES

O drama ‘Louder than Bombs‘, do norueguês Joachin Trier, foi bem recebido pela imprensa que está acompanhando o Festival de Cannes.

O filme, estrelado pela francesa Isabelle Huppert e pelo americano Gabriel Byrne, conta ainda com Jesse Eisenberg no elenco - ele não veio a Cannes porque está filmando ‘Batman vs Superman‘, onde interpreta o vilão Lex Luthor.

O longa de Trier narra a história de uma família que tenta superar suas crises.

O pai (Gabriel Byrne) esconde de um dos filhos (Devin Druid) os verdadeiros motivos da morte da mãe (Isabelle Huppert), uma fotógrafa de guerra.

Já o filho mais velho (Jesse Eisenberg) acaba descobrindo que a mãe tinha muito mais segredos do que ele podia imaginar.

No meio dessas revelações, a relação do pai e filhos vai sendo questionada.

Jesse Eisemberg e Isabelle Hupppert, em cena do longa - Divulgação

Um dos grandes destaques do filme é o roteiro enxuto, bem amarrado, que sabe delinear os personagens e envolver o espectador em uma trama que envolve, basicamente, as lembranças de cada um, e como eles lidam com a morte da esposa e mãe.

Com atuação impecável, Byrne entra para a disputa de melhor interpretação masculina, que até o momento tinha Géza Röhrig, do húngaro ‘O Filho de Saul‘, como favorito.

Na coletiva de imprensa que aconteceu na manhã da segunda (18), Joachin Trier explicou como chegou ao elogiado roteiro.

“Nós não começamos com uma trama a qual você pode descrever com duas frases. Passamos um ano nos reunindo e discutindo ideias que, às vezes, eram de natureza visual, e outras, apenas sobre os personagens. Então, tentamos estruturar a história”, disse.

USO OBRIGATÓRIO DE SALTO ALTO NO RED CARPET CAUSA POLÊMICA

Desde que vazou a notícia de que mulheres foram barradas no red carpet do Festival de Cannes,  por não estarem usando sapatos de salto alto, diversos veículos internacionais estão publicando extensas reportagens sobre o assunto.

Sabe-se com certeza que algumas idosas e uma produtora (que não possui dois dedos do pé e não pode usar salto) foram barradas por estarem de sapatilha.

Salto alto no red carpet - AFP

A direção do Festival nega que isso tenha acontecido, mas o cineasta Asif Kapadia, diretor do documentário ‘Amy‘, disse em uma rede social que sua esposa foi ao tapete vermelho sem salto alto e foi barrada - só depois de muita conversa com os seguranças ela conseguiu entrar.

A atriz Emily Blunt, que está em Cannes lançando ‘Sicario‘, um dos concorrentes à Palma de Ouro, reclamou publicamente da situação e ainda disse que prefere tênis a salto alto.

“As mulheres lutam pela igualdade e ainda precisam passar por isso”, criticou.

'YOUTH': NOVO LONGA DE SORRENTINO, COM MICHAEL CAINE E JANE FONDA DIVIDIU A CRÍTICA

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ano passado com ‘A Grande Beleza‘ – exibido em Cannes em 2013 – o italiano Paolo Sorrentino conseguiu lotar, pela primeira vez, a sessão matutina para imprensa neste Festival de Cannes.

Seu novo filme ‘Youth‘ (La Giovenezza, em italiano) é falado em inglês e conta com um elenco de estrelas, liderados por Michael Caine e Jane Fonda.

Caine interpreta um maestro aposentado, que está hospedado em um hotel de luxo com a filha (Rachel Weiz) e um amigo cineasta (Harvey Keitel).

Ele começa a repensar sua vida e suas escolhas, enquanto a filha vive uma desilusão amorosa e o amigo tenta terminar um roteiro.

Confira o trailer:


Com uma interpretação magistral, Michael Caine aparece com chances de ganhar o prêmio de melhor ator em Cannes.

Sua atuação, e a participação luminosa da Diva das Divas Jane Fonda (como uma atriz decadente que quer abandonar o cinema para fazer TV e, assim, "comprar uma casa em Miami”) foram as unanimidades do filme.

Sim, porque todo o resto, desde a supostamente arrogante direção, considerada pretensiosa, fez com que o longa fosse muito questionado - tanto, que, ao final da sessão de imprensa, parte dos jornalistas aplaudiu e a outra parte vaiou o longa.

Tecnicamente, o filme chama a atenção por sua fotografia deslumbrante, a edição perfeita e a trilha sonora inesquecível, mesclando música clássica e pop.

Provavelmente foi o melhor conceito visual já apresentado em Cannes este ano, e isso não é pouco, porque a média da mostra competitiva tem sido boa.

Não será surpresa se ‘Youth‘ for reconhecido pelo júri, mesmo dividindo opiniões – ou justamente por causa disso.

Poucos cineastas no mundo são capazes de tantas ousadias como Sorrentino, considerado por parte da imprensa uma fraude, e por outra um gênio - resta saber de que lado o Festival de Cannes vai ficar.
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Tudo sobre o Festival de Canner - com trailers, fotos das estreias e do red carpet e muita informação - você confere no site oficial do evento.

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Texto Base: Janaina Pereira - site CinePop
Texto Final e inserção de trailers: Blog de Klau

terça-feira, 12 de maio de 2015

FESTIVAL DE CANNES 2015 COMEÇA AMANHÃ COM FILME FRANCÊS NA ABERTURA E DE OLHO NOS SERVIÇOS DE STREAMING


Um filme protagonizado pela grande Diva do cinema francês Catherine Deneuve abrirá amanhã (13) a  68ª edição do Festival de Cannes.

Nesse ano, outra Diva das telonas será homenageada: a atriz sueca Ingrid Bergman (1915 - 1982) é o rosto do cartaz oficial da edição deste ano, que terminará no dia 24 de maio, com o anúncio da Palma de Ouro - prêmio máximo de Cannes.

Hoje, inclusive, um enorme cartaz, de 11 por 24 metros, foi instalado na fachada do Palácio do Festival na Croisette, badalada avenida à beira-mar da linda cidade da costa azul francesa e onde acontecem as principais exibições e também as premiações.

O sorriso de Ingrid Bergman -  atriz que trafegou muito bem entre o cinema europeu e os grandes filmes de Hollywood, como 'Casablanca' (1942) e que receberá um tributo especial pelo centenário de seu nascimento - dará as boas-vindas a dezenas de estrelas e cineastas.

Cartazes oficiais, com o rosto da Diva Ingrid Bergman, decoram o Palácio do Festival- Benoit Tessier/Reuters

Ao contrário dos anos anteriores, quando o festival começou com filmes repletos de glamour  - como "Grace de Mônaco" ou "O Grande Gatsby" -  os organizadores optaram desta vez por um longa-metragem de temática social, "La Tête Haute", onde Catherine Deneuve, 71, interpreta uma juíza da vara de menores que tenta reabilitar um delinquente.

Pela primeira vez em mais de 30 anos, o filme de abertura - que não integra a mostra competitiva - é  dirigido por uma mulher, a francesa Emmanuelle Bercot.

"Estou muito honrada e muito intrigada, porque é uma escolha totalmente inesperada. Sinto-me bastante comovida de que um filme como este ganhe tanto destaque, de maneira tão prestigiosa, na abertura do festival", confessou à AFP a cineasta, de 47 anos.

Outros filmes de temática social estão entre os 19 que disputam a Palma de Ouro ou nas mostras paralelas de Cannes - o cinema francês, com quatro filmes na mostra oficial, e o italiano, com três, são os destaques da edição 2015.

Apenas um filme latino-americano, "Chronic", do mexicano Michel Franco, concorre à Palma de Ouro.

O badalado balneário, que recebe dezenas de iates luxuosos para o festival, também dá os retoques finais aos espaços provisórios erguidos na praia para as festas noturnas.

A superprodução de "Mad Max: Estrada da Fúria" montou sua gigantesca tenda diante da fachada do hotel Carlton para a estreia, em 14 de maio.

Também já estão presentes os caçadores de autógrafos e outros fãs, que todos os anos acampam perto das barreiras de proteção, diante do tapete vermelho.

A polícia reforçou o dispositivo de segurança após os atentados jihadistas de janeiro em Paris e para enfrentar a onda de assaltos registrada todos os anos na cidade.

As estrelas de cada filme devem caminhar pelo red carpet, de 60 metros de comprimento por quatro de largura.

Os organizadores (franceses) recomendaram um limite às selfies, que consideram de mau gosto - mas fã que é fã não está nem aí para a recomendação.

Francesa, Catherine Deneuve entrou na batalha anti-selfies e ironizou os "famosos" com milhões de seguidores nas redes sociais que "nunca fizeram nada".

"Uma estrela é alguém que deve mostrar-se pouco e permanecer reservada", disse a Diva, imortalizada por Luis Buñuel em "A Bela da Tarde".

"La Tête Haute" (Standing Tall), de Emmanuelle Bercot, será o filme de abertura do festival e o primeiro a ter uma mulher na direção a abrir o evento desde 1987. No filme, Catherine Deneuve é uma juíza de menores que tenta intervir na vida de um adolescente - Divulgação

Passarão pelo red carpet nas próximas duas semanas estrelas como Cate Blanchett, Benicio del Toro, Matthew McConaughey, Michael Fassbender, Marion Cotillard, Colin Farrell, Michael Caine, Jane Fonda, Salma Hayek e Gerard Depardieu.

No total, a organização encomendou 83 rolos de tapete vermelho para os 26 mil metros quadrados das diversas instalações do festival, incluindo os 8.000 que cobrem os 24 degraus da entrada principal do Palácio dos Festivais.

Trinta e seis salas de projeção, que vão de seis a 2.300 lugares de capacidade, programaram 1.500 sessões, incluindo a sala principal, totalmente reformada para a 68ª edição, que celebra os 120 anos da invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière.

Outros dois irmãos famosos da sétima arte, os cineastas americanos Joel e Ethan Coen, presidem o júri de nove integrantes responsável por definir o vencedor da cobiçada Palma de Ouro, um dos prêmios mais importantes do cinema mundial.

Em um momento em que espectadores do mundo todo trocam os filmes de autor por séries sofisticadas - como "Mad Men" e "Downton Abbey" - e no qual se pode baixar os filmes na internet meses antes de estrearem em seu país, qual é o papel de um festival como Cannes, plataforma de estreias mundiais, de um cinema mais autoral?

Os organizadores do festival não parecem interessados em responder, mas o Mercado de Cannes, onde os filmes são comprados e vendidos, tomou a pergunta para si.

Tanto que um dos eventos mais aguardados do ano não é nenhum filme da competição pela Palma de Ouro, mas uma palestra que Ted Sarandos, diretor de conteúdo do serviço de streaming Netflix, que vai falar sobre como as novas formas de distribuição de filmes (leia-se "via internet") estão afetando o financiamento e a produção dos longas.

É a primeira vez que um executivo da empresa fala em um festival dedicado ao velho cinema.

É fato que Cannes precisa dos filmes mais pop para atrair a mídia, mas os estúdios americanos temem que uma crítica negativa em massa recebida no festival prejudique seus filmes.

Os organizadores negam, mas tudo indica que a Warner Bros.  não quis abrir o festival com "Mad Max: Estrada da Fúria" com medo de uma reação negativa como a que "Grace de Mônaco", mesmo estrelado por Nicole Kidman, teve no ano passado.

Para segurar os olhos do mundo, os filmes mais aguardados por um grande público estão fora da competição pela Palma de Ouro: as animações "Divertida Mente", da Pixar, e "O Pequeno Príncipe" - do diretor de"Kung Fu Panda"; o novo Woody Allen com Joaquin Phoenix, "Homem Irracional"; o aguardado documentário sobre Amy Winehouse, que já tem causado polêmica com a família da cantora e "Love", do francês Gaspar Noé, que promete as cenas em 3D mais picantes do ano.

"Amy", de Asif Kapadia: em sessão especial, o aguardado documentário sobre a cantora Amy Winehouse será exibido no festival, com muitas cenas inéditas e de bastidor - Reprodução

Mas cinco filmes de dentro da Competição devem fazer de Cannes plataforma para uma bela estreia internacional, lançando-os ao Oscar: "The Sea of Trees", primeira parceria de Gus Van Sant com o astro Matthew McConaughey; "Sicario", novo filme de Denis Villeneuve (do elogiado "Os Suspeitos"), com Josh Brolin e Benicio del Toro duelando no narcotráfico mexicano.

"The Sea of Trees", de Gus Van Sant: Matthew McConaughey e Ken Watanabe são dois homens que estão prestes a tirar a própria vida e se encontram por acaso no Japão em um lugar chamado "floresta do suicídio" - Integra a competição oficial - Divulgação

Há ainda "Youth"(Juventude), primeiro filme do italiano Paolo Sorrentino após o Oscar por "A Grande Beleza" - que promete atuações memoráveis de Michael Caine, Harvey Keitel e da Diva das Divas Jane Fonda - e "Carol", de Todd Haynes, que deve render mais uma indicação a Cate Blanchett como uma mulher casada nos anos 1950 que é objeto da paixão de uma moça mais jovem (Rooney Mara).

Michael Caine, em cena de "La Giovinezza" (Youth), de Paolo Sorrentino: no longa, o ator é um maestro de orquestra aposentado que recebe um convite para se apresentar para a rainha Elizabeth II - Divulgação

Michael Fassbender e Marion Cotillard também são bons candidatos à Palma, encarando Shakespeare no "Macbeth" do australiano Justin Kurzel.

Outra forte tendência que deve se repetir cada vez mais nos próximos anos: nunca o festival teve tantos diretores de língua não inglesa rodando seus filmes em inglês, numa pressão crescente dos produtores para chegar mais forte ao mercado americano e internacional.

Além de Sorrentino, é o caso de outro italiano, Matteo Garrone ("O Conto dos Contos"), do grego Yorgos Lanthimos ("The Lobster") e do mexicano Michel Franco ("Chronic").

Para os fãs do cinema com "C" maiúsculo, a lista nunca decepciona: o melhor diretor do mundo hoje é chinês, se chama Jia Zhangke e é seríssimo candidato à Palma com seu novo filme, "Mountains May Depart".

Tem ainda o taiwanês Hou Hsiao Hsien (de "A Viagem do Balão Vermelho"), o francês Jacques Audiard (de "Ferrugem e Osso"), o italiano Nani Moretti (de "Habemus Papam") e o japonês Hirokazu Kore-Eda (de"Pais e Filhos").

Pode-se dizer que Pierre Lescure, o novo presidente do festival, fez algumas escolhas ousadas para a Competição: preferiu tirar da disputa principal e jogar para a mostra  paralela 'Un Certain Regard/Um Certo Olhar' nomes que já competiram pela Palma, como o tailandês Apichatpong Weerasethakul ("Tio Boonmee..."), a japonesa Naomi Kawase ("OSegredo das Águas") e o filipino Brillante Mendoza ("Lola").

Mas a beleza de Cannes é que a grande surpresa do ano pode estar numa das mostras paralelas, a Semana da Crítica ou a Quinzena dos Realizadores, como o francês "O Pequeno Quinquin" ou o polêmico "A Gangue" no ano passado.

É torcer para que as surpresas sejam muitas - e, se não merecerem uma boa tela grande no Brasil, que cheguem pelo Netflix ou por outros canais numa TV ou computador nas nossas casas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

'INTERESTELAR': CHRISTOPHER NOLAN SUPERA KUBRICK, SCOTT E CUARÓN E FAZ LONGA ESPACIAL DEFINITIVO


SINOPSE:

O planeta Terra está à beira do colapso.

Boa parte de suas reservas naturais acabaram e um grupo de astronautas recebe a missão de encontrar um planeta para receber a população mundial, possibilitando a continuação da espécie.

Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos.

Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa.

CRÍTICA:

O diretor americano Christopher Nolan é um dos poucos que conseguem juntar atualmente direções seguras, boas histórias, elencos fantásticos e concepções visuais estonteantes, que resultam sempre em filmes, se não magníficos, ao menos melhores do que a maioria feitos na atual Hollywood.

Em seu primeiro trabalho após o fim da 'trilogia Batman', Nolan foi ainda mais ambicioso e decidiu fazer seu próprio '2001: Uma Odisseia No Espaço'.

O resultado é 'Interestelar',uma ficção científica que estreia hoje em 250 salas em todo o Brasil e que é capaz de impressionar, com mais verdade e grandiosidade, do que o clássico de 1968 - dirigido por Stanley Kubrick -  e seus correlatos mais recentes.

Se a trama é recheada de teorias científicas que podem confundir o espectador desavisado, o longa vai muito além da ciência, sendo capaz de emocionar e divertir com belas imagens, enquanto conta uma grande história sobre o que é ser humano e as consequências de nossas escolhas.


Anne Hathaway e  Matthew McConaughey, em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/Warner Bros.
Para um projeto tão grande e tão ambicioso, Nolan cercou-se de inúmeros cuidados: primeiro, a  super produção só foi feita graças à uma inédita parceria entre a Warner Bros. e a Paramount Pictures.

Depois, o diretor escalou como protagonista nada menos que Matthew McConaughey, em sua primeira aparição nas telonas desde o Oscar de Melhor Ator por 'Clube De Compras Dallas' e após dois anos de interpretações soberbas, no cinema e na TV.

No papel de Cooper, homem que enfrenta o dilema moral de abandonar sua família para tentar salvar a humanidade, McConaughey mais uma vez entrega ao expectador, absolutamente extasiado, outra grande atuação, dando intensidade e credibilidade até nos momentos mais clichês do roteiro e cercado por um elenco de atores consagrados - como Anne Hathaway, Michael Caine e Jessica Chastain.


Mackenzie Fox e Matthew McConaughey, em cena do longa
Assim, o longa entrega um trabalho espetacular de ambientação, criando uma Terra moribunda absolutamente realista, na qual o protagonista, ótimo piloto e engenheiro, é obrigado a trabalhar como fazendeiro para tentar alimentar o que restou da humanidade.

A desesperança é tanta que os livros de história foram reescritos para desmentir até a ida à Lua - tudo para impedir crianças de sonhar.

Como consequência, a Terra é tão diferente da que conhecemos que se torna tão interessante quanto planetas alienígenas visitados pela equipe.

Visualmente, o longa é um dos mais impressionantes dos títulos recentes e precisa - eu disse PRECISA - ser visto em Imax.


Cena do Longa
Nolan, fã da captação de imagens em Imax, é mestre no uso de efeitos especiais, principalmente efeitos práticos e não apenas por computação gráfica.

A forma simples, como ele mistura esses elementos é absolutamente impactante e reforça a habilidade do cineasta - o mais esteta do cinema atual.

Além disso, músicas épicas - compostas pelo sempre soberbo Hans Zimer - alternadas com momentos de silêncio - como acontece no recente 'Gravidade' - ajudam a criar uma atmosfera de tensão poucas vezes vista - e sentida - numa sala de cinema.

O longa impressiona com uma imaginativa fábula espacial, repleta de elementos raros de serem vistos no cinema e, paralelamente, possui grande carga emocional, capaz de arrancar lágrimas ou, ao menos, criar empatia com os personagens.


Anne Hathaway  em cena do longa
Algumas teorias científicas são distorcidas para se adequarem às necessidades e certos personagens tomam atitudes inexplicáveis para gerar tensão, mas nada que comprometa o resultado final e mesmo com o clímax sendo o momento mais problemático da produção.

Muitas das prioridades dos personagens mudam radicalmente e as decisões parecem aleatórias ou convenientes demais, problemas pequenos, se comparados à grandiosidade do longa, que não evita temas complexos, na verdade os abraça com segurança e os explora de forma comprensivel e cinematográfica.

A ótima construção dos personagens e do mundo que os cerca garantem elementos primordiais para tornar essa fantástica história absolutamente verdadeira.

Questões filosóficas também estão presentes no questionamento sobre o lugar da humanidade no universo e a necessidade de sobrevivência a todo custo, não só como indivíduos, mas também como espécie.


Matthew McConaughey, em cena do longa
É uma obra que, no final das contas, vai dialogar com cada espectador de forma diferente e, por isso mesmo, precisa ser vista e revista.

Juntando tantos elementos convincentes, 'Interestelar' é mais bem construído e bem melhor resolvido que outros dramas especiais - aí incluídos o já citado '2001' e também 'Alien' e 'Gravidade'.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'INTERESTELAR'
Título Original:
INTERSTELLAR
Gênero:
Ficção Científica
Direção:
Christopher Nolan
Roteiro:
Christopher Nolan, Jonathan Nolan - baseados nas teorias do físico Kip Thorne
Elenco:
Alexander Michael Helisek, Andrew Borba, Anne Hathaway, Benjamin Hardy, Bill Irwin, Casey Affleck, Collette Wolfe, David Gyasi, David Oyelowo, Ellen Burstyn, Elyes Gabel, Francis X. McCarthy, Jeff Hephner, Jessica Chastain, John Lithgow, Kristian Van der Heyden, Leah Cairns, Lena Georgas, Liam Dickinson, Mackenzie Foy, Mark Casimir Dyniewicz, Marlon Sanders, Matt Damon, Matthew McConaughey, Michael Caine, Timothée Chalamet, Topher Grace, Wes Bentley, William Devane, William Patrick Brown
Produção:
Christopher Nolan, Emma Thomas, Linda Obst
Fotografia:
Hoyte Van Hoytema
Montador:
Lee Smith
Trilha Sonora:
Hans Zimmer
Duração:
169 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
06/11/2014
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Lynda Obst Productions / Paramount Pictures / Syncopy / Warner Bros. Pictures

COTAÇÃO DO KLAU: