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domingo, 27 de março de 2011

BIERBOXX: SE VOCÊ QUISER CERVEJA BOA A PREÇOS MÓDICOS, O LUGAR É ESSE!



O site Bierboxx, especializado em venda de cervejas, abriu seu primeiro bar em um simpático sobrado em Pinheiros - zona oeste de São Paulo - onde oferece uma carta que tem, 200 rótulos em média.


São marcas de diversas partes do mundo - que variam semanalmente, de acordo com a disponibilidade - divididas em claras, escuras, de trigo e outras características.


Para se decidir entre belgas, holandesas ou inglesas, vale pedir ajuda aos garçons, treinados com afinco para informar sobre os diferentes sabores.


Cláudio Nóvoa/Folhapress

Fachada do Bierboxx, bar despojado que possui carta com cervejas de diversas partes do globo

Fachada do Bierboxx, bar despojado que possui carta com cervejas de diversas partes do globo


Entre os destaques, há o chope La Trappe - R$ 18; 300 ml - um tipo encorpado bem exclusivo, produzido apenas por monges da Bélgica e da Holanda.


Outra boa investida é a cerveja inglesa Fuller's 1845 - R$ 23; 500ml - do tipo ale (fermentada em alta temperatura), que faz boa companhia ao pernil com ervas e molho de cerveja - a unica falha é aqui: o cardápio não traz dicas sobre harmonização, é preciso acionar os garçons, e pedir sugestões.


É inevitável a comparação entre o novo boteco e o Melograno, na vizinha Vila Madalena, também especializado em cervejas.


Entretanto, apesar de semelhantes, o Bierboxx é mais despojado, com cara e jeito de boteco mesmo, indicado para o público jovem.


Bierboxx Espaço & Bar

Endereço: R. Fradique Coutinho, 842 - Pinheiros - Telefone: 3805-0151.

Aceita os cartões MasterCard, Visa.

Preço: R$ 19,80 (cerveja short neck Duvel - 330 ml).

Tem área para fumantes.

Aceita cheques.

Faz entrega em domicílio.

Aceita reservas.

Não tem ar-condicionado.

Tem acesso muito bo para deficiente.

Tem simpáticas mesas ao ar livre.

Tem conexão wi-fi com boa velocidade.

60 lugares.

Quando:

terça a sexta, das 17h à 1h

sábado e domingo: a partir das 13h

O KLAU FOI E GOSTOU!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ENQUANTO CHER E CHRISTINA AGUILERA NÃO VEM...

Enquanto Cher e Christina Aguilera chegam ao cinema com o musical "Burlesque", conheça artistas que fazem cabarés sexy e tiram a roupa com glamour em palcos da cidade:

Cheesecake

Allex Ferreira/Folhapress
Stripper Cheesecake, que se apresenta no At Nine
Stripper Cheesecake, que se apresenta no At Nine


Nome real: não gosta de revelar
Idade: 28 anos
Onde se apresenta: toda semana no At Nine Cocktail Bar, nos Jardins, e em festas no Club A, no Itaim
Por que não revela seu nome? Sempre fui bailarina, trabalhei em companhias de dança. No mundo da dança, acadêmico, não aceitam a mudança pro burlesco. Pra eles, é uma heresia. Acham absurdo eu tirar a roupa: "Você estudou tanto pra quê?"
E a família encara bem? Minha avó assistiu ao vídeo e adorou. Por causa do cabelo, das roupas antigas...
Por que Cheesecake? Queria um nome de comida ou drinque e davam esse apelido pras pinups.
Um cheesecake tem apelo sensual? Sim. É uma sobremesa gostosa que não é erótica. Não é apelativa nem sem gosto.
Você faz striptease completo? Não, fico com adesivo no peito e calcinha cor da pele. É pra família toda assistir.
Tirar a roupa é o mais difícil? Pra mim, foi o mais fácil.
Pode se dizer que esse é um talento seu? É, eu acho que tenho talento para tirar a roupa. É do que eu mais gosto. Quando o Celso [assessor] fala pra mim: "Nesse número, a gente não vai tirar a roupa", eu falo: "Aaaah! Eu quero".
Quem é o público? A maioria é mulher. É inspirador pra elas, como se eu dissesse: "Olha como eu tiro a meia e faz igual hoje à noite".
Como você se prepara? Além da formação de bailarina, agora treino com a Evita Peikert, uma alemã que trabalhou como dominatrix e sabe tudo de fetiche. Sou simpática demais no palco e, pra trabalhar com fetichismo, você não pode ser muito legal.

Fascinatrix

Allex Ferreira/Folhapress
A artista Fascinatrix, que faz performances no Sonique
A artista Fascinatrix, que faz performances no Sonique


Nome real: Karina Raquel
Idade: 37 anos
Onde se apresenta: estreia temporada no bar Sonique, às sextas-feiras
O que fazia antes de virar dançarina? Sou formada em hotelaria, tinha uma vida normal. Estudei dança, mas também trabalhei em loja, escritório, como assistente comercial.
O que a atraiu pra esse mundo? Comecei a usar espartilho pra diminuir a cintura em 2004. Acho que a mulher fica muito mais feminina com cintura fina. Nessa época, conheci o trabalho da Dita Von Teese [a mais pop das divas burlescas] e achei superglamouroso. Em 2006, a dona do Loveland, que era um cabaré, queria um show burlesco e ninguém fazia por aqui. Virei a pioneira.
Perdeu muita cintura usando espartilho? Tinha parado de usar e agora voltei. Em um mês, perdi cinco centímetros.
O público confunde burlesco com strip? Lá fora, o burlesco é comum. A gente não teve essa cultura. Aqui, as pessoas veem e pensam: "Nossa, ela vai ficar pelada". No burlesco, a mulher normalmente não fica completamente nua e mostra sensualidade sem ser vulgar.
Isso funciona no Brasil? O problema é que, aqui, coloca pena, vira Carnaval. Põe plumas, cadê o sambista?
Como tem coragem de tirar a roupa? Sem segurança, você não faz. Tem que se desprender e se sentir a mulher mais linda do planeta. Se a Gisele Bündchen estiver aqui me assistindo, nesse momento, eu sou mais bonita que ela.
Me ensina esse truque? Não é truque [risos]. A sensação é incrível, uma confiança que não sei explicar.
Recebe muita cantada? Não. Essa é a diferença de quando se faz burlesco, striptease ou "pole dancing". As pessoas veem que o objetivo não é o sexo, que não vou fazer "lap dance".
Burlesco nas telas

"Burlesque", que estreia em São Paulo nesta sexta (11), não recebeu comentários empolgados da crítica.
O filme até ganhou indicação a melhor comédia ou musical no Globo de Ouro, mas Cher não foi poupada pelo Framboesa de Ouro e disputa a categoria de pior atriz coadjuvante pela atuação na trama.
A grande atração do filme não deve ser mesmo o enredo, "menina do interior vai trabalhar em boate", mas a presença da diva pop Cher e o vozeirão de Christina Aguilera.

Burlesco na noite

At Nine
O bar agora investe no clima de cabaré. Cheesecake faz shows às terças e quintas-feiras. Shows a partir das 21h.

Sonique
Fascinatrix estreia suas performances no bar da rua Bela Cintra nesta sexta-feira (11).

Kitsch Club
O clube acaba de estrear a festa Carroussell, com stripper, hostess burlesca e dança indiana.
Sábados, às 23h.

Trixmix
O famoso espetáculo de cabaré traz artistas burlescos, de circo e dança. Quartas, às 21h30.
*****
Matéria da "Revista da Folha" de domingo (06.2)

sábado, 1 de janeiro de 2011

CINCO CLUBES QUE VÃO "BOMBAR" EM 2011

Sou um consumidor exigente, e, para sair de casa - onde tenho absolutamente tudo pra me divertir, da Tv LCD de 42'', ao blu-ray, à comida, amigos, aos amantes e bebida de primeira - procuro perguntar a quem já foi para ao menos tentar não cometer o erro de perguntar para um grupo de deslumbrados novos ricos se um lugar "da moda" é bom - os deslumbrados, que adoram sofrer com preços abusivos e infra estrutura de quinta, me fizeram cair do cavalo outro dia, em Itapeva/SP.

Aqui por Sampa e região, como o buraco é mais embaixo, o público que paga exige qualidade bom atendimento e conforto, e é isso que novas casas prometem.

Conheça algumas delas:

Container

Situada na região do Baixo Augusta, a casa investe em performances de dança e teatro sem deixar de ser uma balada.

Por volta da 1h, dançarinas de "pole dance", mágicos e atores fazem espetáculo na pista de dança.

No som, o ótimo DJ Benjamin Ferreira põe todo mundo pra dançar.

Onde: R. Bela Cintra, 483, Consolação, centro, São Paulo, SP.
Tel.: 0/xx/11/4305-0131
Lotação: 350 lugares
Ambiente: Agradável e clean
Ar Condicionado: Perfeito
Estafe da Casa: Muito bom
Proibido para: menores de 18 anos
Qui. a sáb.: a partir das 22h30.
Ingressos: R$ 60 a R$ 90 - é necessário fazer reserva.
Estacionamento: R$ 15
Ingressos pelo tel: 4305-0133


Country Beer

Muita madeira e referências ao velho-oeste compõem os ambientes da casa, outro reduto para curtir uma noitada de música sertaneja, com jovens fãs do estilo.

A aposta é, mais uma vez, nos shows.

Onde: R. Goitacazes, 33, Centro, São Caetano do Sul, SP.
Tel: 0/xx/11/4225-1314.
Lotação: 820 pessoas
Ambiente: Agro country, para fãs ou não
Ar Condicionado: Bom
Estafe da Casa: Bom
Proibido para: menores de 18 anos.
Terças e de quinta a dom.: a partir das 22h.
Ingressos: R$ 25 a R$ 50.
Valet: R$ 20

Opium Solarium


A casa é a nova queridinha dos jovens playboys.

Com pé-direito altíssimo, tem diversos camarotes, espalhados pelo mezanino e pelos andares superiores.

No som, DJs de música eletrônica como Ricardo Menga e Fernando Moraes.

Onde: Pça. Prof. José Lannes, 46, Cidade Monções, zona sul, São Paulo, SP.
Tel: 0/xx/11/5505-1999
Lotação: 500 lugares
Ambiente: Kitsh chique
Ar Condicionado: Excelente
Estafe da Casa: Bom
Ter., sex. e sáb.: a partir das 23h30
Ingressos: R$ 50 a R$ 200
Valet: R$ 20

Maria do Carmo/Folhapress

Nova queridinha dos jovens playboys, a boate Opium Solarium (foto) tem pé-direito altíssimo e camarotes

Interior da Opium Solarium


Rocker Club


Depois de quase cinco meses funcionando em esquema "soft opening", a casa abriu as portas oficialmente no dia 17 último.

O clube tem um "lounge" bem decorado, com referências a astros de rock.

No subsolo fica o palco - sujo e pequeno.

Onde: R. Augusta, 901-G, Consolação, centro, São Paulo, SP.
Tel: 0/xx/11/3129-5588
Lotação: 350 pessoas
Ambiente: Decadente, e isso numa casa nova!
Ar Condicionado: Ruim
Estafe da Casa: Precisa de Ajustes, principalmente quanto à limpeza
Qua. a sáb: 22h às 5h.
Dom: 18h às 2h
Ingressos: R$ 5 a R$ 20

Wood's


Na casa, a decoração kitsch, típica dos clubes de música sertaneja, não tem vez.

O ambiente "clean" agrada aos mauricinhos, que podem assistir a shows de duplas famosas de música caipira, além de artistas da nova geração.

E olha que a Vila Olímpia já teve muito lugar bom...

Onde: R. Quatá, 1.016, Vila Olímpia, zona oeste, São Paulo, SP.
Tel: 0/xx/11/3849-6868
Lotação: 1.000 pessoas
Ar Condicionado: Podia ser melhor, principalmente na pista
Ambiente: Bom
Estafe: Correto
Proibido para: menores de 18 anos
Quarta a sábado: a partir das 23h
Couvert artístico: R$ 20 a R$ 50.
Estacionamento c/ manobrista: R$ 20

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"THE SQUARE PUB" EM ITAPEVA - FUJA DE LUGARES COMO ESSE

Ontem à noite, fui conhecer um lugar novo aqui em Itapeva/SP , na intenção de assistir a mais uma apresentação da banda Pink Big Balls, esse grupo de notáveis meninos itapevenses que fazem um rock de primeiríssima qualidade.

Melhor seria se não tivesse ido.

O The Square Pub tem a pretensão de ser um point diferenciado da moçada que tem grana, nessa cidade com pouco mais de 96 mil habitantes onde a maioria esmagadora é composta de gente que mal ganha um salário mínimo por mês.

O lugar fica numa ladeira, de esquina - lá cabem no máximo 100 pessoas confortavelmente instaladas, só que, lá dentro, tinham umas 500, todas sofrendo conjuntamente da falta de um ar condicionado minimamente decente.

Mas o pior é a pretensão de se ter numa cidade pequena e sem uma elite mínimamente informada, uma carta diferenciada de vinhos, cervejas importadas e quetais.

Depois de uma muvuca inacreditável à porta, fui atendido por um serviçal que poderia ser chamado de tudo, menos de garçom - essa classe voluntariosa, que prima em nos bem atender - já que, se assim o chamasse , cometeria o pecado de nivelar o bom nível desses profissionais à falta de profissionalismo de um serviçal que lá estava, ao que parece, caído de para-quedas.

Pedi ao atrapalhado uma cerveja GELADA; recebi uma quente, como se tivesse sido tirada àquele instante da boca de um vulcão.

E o preço?
No afã de se colocar mais e mais gente pra dentro - e surpreendente disposta a passar calor coletivo e ser mal atendida só para ver e ser visto no "point da moda" - os preços do cardápio são estratosféricos - a tal cerveja quente me custou R$ 25, fora os R$ 20 só para poder colocar meus pés lá dentro.

Apesar de ter ido munido de todos os meus cartões de crédito internacionais na esperança de que aquilo fôsse um lugar decente, preferi sair depois de permanecer na casa por longos - para minha paciência - 20 minutos.

Nesse meio tempo, ouvi várias reclamações das mesas, principalmente quanto á demora nos pedidos.

Um pub inglês serve cerveja da maneira que o cliente pede, os bartenders são atenciosos, e o dono é sempre simpático, porquê sabe que a maior fonte do seu sustento são os turistas.

Os pubs australianos preferem dar atenção aos seus clientes habituais, sem deixar de premiar o visitante com um serviço cortês e digno, a preços convidativos.

Em São Paulo, se o estabelecimento comporta 100 pessoas, e se 100 são as pessoas lá dentro, só é permitida a entrada de mais clientes se clientes que estão lá dentro sairem.

Não é o caso desse estabelecimento, que prefere cobrar preços escorchantes, aliado à uma superlotação que compromete, inclusive, a segurança dos frequentadores da casa - com a palavra a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Itapeva.

Na cidade que eu amo de paixão, já tive oportunidade de conhecer bares muito bons, outros nem tanto.

Mas, pior que esse "Pub", nunca.

E o que mais me apavorou é que tem gente que se espreme, à porta e lá dentro, só para ver e ser visto - e pagando uma nota preta por isso - situação que pensei que não veria mais em lugar nenhum, por acreditar que isso é provinciano e rasteiro demais.

Pagar caro e não ter um serviço, um lugar, uma refrigeração e uma bebida decentes?
Sinto, mas isso eu deixo para os novos ricos e deslumbrados que devem achar que grana dá em árvore.

O proprietário precisa para ontem definir a diretriz da casa: ou é um estabelecimento diferenciado, que atente todos os dias que abre, com um mínimo de organização e respeito a quem quer lá frequentar, ou é mais uma "baladinha da moda", que tem como objetivo fazer dinheiro rapidamente, e só.
Os dois, não dá.

Se você vir a Itapeva/SP, a cidade vai receber-lo com boa gastronomia, hotéis razoáveis, bares muito bons, ruas limpíssimas e gente acolhedora.

Um lugar pretencioso, caótico, e que trata tão mal quem lá vai, Itapeva, definitamente, não precisa - nem merece.

THE SQUARE PUB
Onde:
Rua Teófilo David Muzel, n º 100 - Centro - Itapeva - SP
O que é: Um bar comum, "da moda", pretencioso, que pratica preços escorchantes aliado a um péssimo serviço
Lotação: no máximo 100 lugares, mas, no dia em que fui, parecia ter 5 X mais que isso
Ambiente: Um festival de informações, que vai das motos aos agroboys - nada mais cafona
Estafe da Casa: Péssimo
Ar Condicionado: Se tem, estava desligado
Preços: R$ 20 - entrada - R$ 25 - cerveja quente
Estacionamento: Não tem
Valet: também não
COTAÇÃO DO KLAU: