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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

'O ESCÂNDALO': LONGA BASEADO EM FATOS REAIS GANHA TRAILER

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Longa é protagonizado por Nicole Kidman, Charlize Theron e Margot Robbie
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Assista:


O longa foca no caso Bombshell, de 2016, quando graves denúncias foram feitas contra o então presidente executivo-chefe da Fox News, Roger Ailes.

O cineasta Jay Roach (Trumbo - Lista Negra) assina a direção.

A estreia no Brasil acontece em 30 de janeiro de 2020.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

'TRUMBO - LISTA NEGRA': ATUAÇÃO SOBERBA DE BRYAN CRANSTON DESNUDA A PARANOIA ANTI COMUNISTA NOS EUA


SINOPSE:

O roteirista Dalton Trumbo tem uma história singular em Hollywood: apesar de ter escrito algumas das histórias de maior sucesso da época, como 'A Princesa e o Plebeu' (1953), ele se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso e acabou preso e proibido de trabalhar.

Mesmo quando saiu da prisão, Trumbo demorou anos para vencer o boicote do governo, enquanto sofreu com vários problemas envolvendo familiares e amigos.

CRÍTICA:

Cinema americano e comunismo são como água e óleo - nunca se misturam.

Mesmo desde antes de virar uma das mais importantes indústrias americanas, um sem número de produções em que os Estados Unidos aparecem como uma nação soberana que derrota o vilão comunista, russo, coreano ou chinês já foram feitas.

Mas se a paranoia anticomunista dos EUA é motivo de piada hoje, houve uma época - durante e após a Segunda Guerra - que ela estava no auge e quem ousasse ter uma posição política voltada à esquerda era execrado.

É nessa paranoia extremada que se apoia 'Trumbo - Lista Negra', novo filme de Jay Roach baseado na biografia do aclamado roteirista escrita por Bruce Cook e que está, a partir de hoje, em exibição em 28 salas em todo o Brasil.

Trumbo: Lista Negra : Foto Bryan Cranston
Bryan Cranston como Dalton Trumbo, em cena do longa - Fotos dessa Postagem; Divulgação: Califórnia Filmes
Após a criação do Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso em 1938, muitos diretores e roteiristas de cinema - bem como outros profissionais ligados à mídia - tiveram seus movimentos cuidadosamente vigiados pelo governo a fim de identificar qualquer atividade capaz de ameaçar a "democracia soberana" dos Estados Unidos.

Uma dessas pessoas foi o roteirista Dalton Trumbo ( vivido no longa por Bryan Cranston).

Abertamente comunista e defensor da liberdade de expressão, ele se recusou a cooperar com as investigações do comitê e acabou preso e proibido de exercer sua profissão.

Trumbo não foi o único.

Trumbo: Lista Negra : Foto Bryan Cranston, Dean O'Gorman
Dean O'Gorman interpreta a lenda Kirk Douglas
Junto com uma série de roteiristas, ele fez parte dos "Dez de Hollywood", uma espécie de lista negra que boicotava aqueles que teriam uma ligação com o comunismo.

Com isso, o governo pretendia fazer uma verdadeira "limpeza" no conteúdo vendido ao público americano e, ao mesmo tempo, castigar os escritores por sua 'desobediência'.

Só que Trumbo conseguiu uma forma de burlar esse sistema.

Para pagar as dívidas pessoais e sustentar a família, ele resolveu escrever roteiros para produções de baixo custo, usando pseudônimos como forma de proteção.

Com a grande demanda, alguns de seus companheiros da "lista negra" também assumiram alguns roteiros e assim, aos poucos, todos eles já estavam na ativa novamente - sem que o comitê tomasse conhecimento.

Até a sua grande amiga Hedda Hopper (Dame Helen Mirren), a maior fofoqueira de Hollywood todos os tempos, foi leal e nada disse sobre a forma que Trumbo burlava a censura. 

Foi com essa estratégia que o roteirista escreveu grandes sucessos como 'A Princesa e o Plebeu', longa protagonizado por Marilyn Monroe e Sir Laurence Olivier e que acabou sendo vencedor do Oscar.

Pena que, como não podia aparecer, Trumbo acabou não recebendo a estatueta.

Logo, o comitê descobriu o esquema criado por Trumbo, mas era tarde demais para pará-lo e a "lista negra" acabou perdendo a credibilidade, principalmente depois do apoio do ator Kirk Douglas (aqui interpretado por Dean O'Gorman) e do diretor Otto Preminger (aqui, Christian Berkel), os primeiros darem os créditos ao roteirista no espetacular 'Spartacus'.

Trumbo: Lista Negra : Foto Bryan Cranston, Helen Mirren
Dame Helen Mirren interpreta Hedda Hopper, uma das maiores colunistas de fofocas de Hollywood
Apesar do tom político, o filme foge de maniqueísmos e em nenhum momento vemos o protagonista mostrado como um herói sem defeitos, já que algumas sequências mostram que o excesso de trabalho e comprometimento com a causa o fizeram entrar em conflito com a família e até com outros roteiristas de seu grupo.

Essa imparcialidade é importante e muito bem vinda, em se tratando de uma cinebiografia.

A atuação soberba de Bryan Cranston faz o espectador mergulhar de cabeça na trama, mantendo-a firme em seu propósito.

O ator - que conseguiu se desvencilhar completamente de qualquer maneirismo do carismático e inescrupuloso Walter White, da série 'Breaking Bad' - consegue interpretar um personagem interessante e com um humor sarcástico e afiado - obra e graça do roteiro de John McNamara, bem construído e que não apela para frases de efeito.

'Trumbo - Lista Negra' é um filme otimista, sem dúvidas.

Mas o espectador sai do cinema com uma sensação de medo interior, se perguntando: e se, nesses tempos de crescimento do conservadorismo, essa realidade venha nos amedrontar novamente?

Filmaço.

INDICAÇÕES AO OSCAR 2016:
Melhor ator (Bryan Cranston)

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'TRUMBO - LISTA NEGRA'
Título original:
TRUMBO
Gênero:
Drama
Direção:
Jay Roach
Roteiro:
John McNamara - baseado no livro 'Dalton Trumbo', de Bruce Cook
Elenco:
Alan Tudyk, Bryan Cranston, Christian Berkel, Dan Bakkedahl, Dane Rhodes, David James Elliott, David Maldonado, Dean O'Gorman, Diane Lane, Helen Mirren, James DuMont, Jason Bayle, John Getz, John Neisler, Johnny Sneed, Joseph S. Martino, Laura Flannery, Louis C.K., Madison Wolfe, Michael Stuhlbarg, Peter Mackenzie, Richard Portnow, Rio Hackford, Roger Bart, Toby Nichols
Produção:
Janice Williams, John McNamara, Kevin Kelly Brown, Michael London, Monica Levinson, Nimitt Mankad, Shivani Rawat
Fotografia:
Jim Denault
Montador:
Alan Baumgarten
Trilha Sonora:
Theodore Shapiro
Duração:
124 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
28/01/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Califórnia Filmes
Estúdio:
Groundswell Productions / ShivHans Pictures
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

'OS CANDIDATOS': SHOW DE INTERPRETAÇÃO DE WILL FERRELL E ZACH GALIFIANAKIS EM COMÉDIA SOBRE OS BASTIDORES DA POLÍTICA AMERICANA - OU NÃO


Em tempos de eleições - aqui no Brasil e lá nos EUA - a comédia "Os Candidatos" estreia hoje por aqui com uma "disputa" muito legal por risadas entre os comediantes Will Ferrell e Zach Galifianakis, que incorporam os bastidores e os trejeitos da política norte-americana, na produção dirigida por Jay Roach.

Assim como seu personagem no filme, Ferrell encontrou uma pedreira, já que Galifianakis, ótimo ator, consegue perfeitamente interpretar uma pessoa boazinha demais para se lançar na política, mas que endurece e apodrece conforme a corrida eleitoral se torna mais agressiva.

Imagens dessa postagem: Divulgação - Warner Bros.
Will Ferrell como Cam Brady

Entregando o que se espera de uma boa comédia, com risadas garantidas e referências ao mais escandaloso da política norte-americana - como partes pudentas expostas em público e mensagens de sexo enviadas por engano - Ferrell deita e rola como o profissional e macaco véio Cam Brady, um homem que vive pelo lema "Deus, armas e América" e que tenta agora oficializar sua quinta candidatura ao Congresso.

Rei das gafes, o político nem pisca ao usar argumentos sem noção para se defender de deslizes - como uma mensagem imprópria na secretária eletrônica da sua casa, onde sua família é surpreendida durante o jantar pelo fogo sexual de Brady, que errou de número ao mandar um recado para a amante.

Acostumado a não ter adversários em seu distrito no estado da Carolina do Norte, Brady se surpreende quando o doce Marty Huggins - interpretado por Galifianakis - resolve apresentar sua candidatura.

Zach Galifianakis, como Marty

Manipulado pelos irmãos Motch (John Lithgow e Dan Aykroyd), raposas felpudas que mudaram de lado após terem ajudado o próprio Brady em sua trajetória política, o novato entra na disputa para atender aos interesses da dupla, ou seja, abrir as portas da região para a aplicação do modelo de salários baixos e horas extras de fábricas chinesas dentro do solo norte-americano.

Se Brady só fala bobagens, Huggins aparece com agasalhos estampados, cãezinhos pug e chazinho gelado com canudinho, um cara inofensivo, enfim.

Só que Huggins vai deixar o experiente congressista preocupado de verdade quando os poderosos Motch contratam Tim Wattley (Dylan McDermott), um agressivo coordenador de campanha que vai ensaiar as respostas e trocar as roupas cafonas do novato.

John Lithgow e Dan Aykroyd, em cena do longa

A partir daí, a guerra está declarada, as piadas ganham mais força e os candidatos passam a querer revidar cada investida do oponente de forma cada vez mais baixa.

E tome bebês sendo socados, dormir com a mulher do adversário e enganar o filho do rival.

Os efeitos da campanha na família dos candidatos também rendem boas risadas - as ridículas confissões dos filhos de Huggins e da mulher Mitzi (Sarah Baker) à mesa são exemplos.

Outro destaque vai para a empregada do pai de Huggins, um conservador nato que gosta de lembrar dos "bons tempos", forçando sua criada de ascendência oriental a adotar um sotaque típico das mulheres negras do interior norte-americano - sen-sa-cio-nal.

O slogan de Huggins na campanha: "traga as vassouras pois está uma bagunça", traz, principalmente aos brasileiros que já passaram dos 60 anos, a lembrança do jingle de campanha de Jânio Quadros à presidência, o "Varre, varre, vassourinha/ varre, varre a bandalheira"....

Os dois protagonistas, em cena do longa

Mesmo não pegando pesado na crítica mordaz e séria à política americana, "Os Candidatos" acerta a mão ao mudar seu foco para a interpretação dos comediantes.

Ferrell, cada vez mais credenciado para interpretar políticos conservadores após o sucesso de sua imitação de George W. Bush em "Saturday Night Live" e Galifianakis, astro em ascensão, dão veracidade a um roteiro bem amarrado e com risadas garantidas até o fim.

Confira o trailer do filme:

*****
"OS CANDIDATOS"
Título Original:
The Campaign
Diretor:
Jay Roach
Elenco:
Will Ferrell, Zach Galifianakis, Jason Sudeikis, Dylan McDermott, Brian Cox, John Lithgow, Dan Aykroyd, P. J. Byrne, Katherine LaNasa, Josh Lawson, Amelia Jackson-Gray, Late Lang Johnson
Produção:
Will Ferrell, Zach Galifianakis, Adam McKay, Jay Roach
Roteiro:
Shawn Harwell, Chris Henchy
Fotografia:
Jim Denault
Duração:
115 min.
Ano:
2012
País:
EUA
Gênero:
Comédia
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Everyman Pictures / Gary Sanchez Productions
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau: