O longa é dirigido por Wes Anderson e tem elenco estelar
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Confira:
Ambientado na redação de uma revista americana em uma cidade fictícia francesa do século XX, o filme apresenta uma coleção de histórias publicadas na The French Chronicle, a revista em questão.
O Pôster:
Escrito e dirigido por Wes Anderson, o filme é estrelado por Benicio del Toro, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Timothée Chalamet, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Mathieu Amalric, Lyna Khoudri, Stephen Park, Owen Wilson e Bill Murray.
Inicialmente programado para outubro deste ano, o longa foi adiado por tempo indeterminado.
Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim.
Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente.
Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.
CRÍTICA:
“Elas são bruxas!”, diz uma perturbada Patricia (Chlöe Moretz), em visita ao terapeuta.
É curioso como o novo filme Suspíria - A Dança do Medo - estreia dessa semana - escancara, desde a primeira cena, algo que o clássico dirigido por Dario Argento em 1977 demorava cerca de 90 minutos para revelar.
“Elas querem entrar em mim”, reclama a jovem dançarina, enquanto toca o próprio sexo.
Chloë Grace Moretz em cena como Patricia - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Amazon Studios
Em sua adaptação pós-moderna do terror italiano, o diretor Luca Guadagnino parece ter abraçado o desafio de explorar a mesma premissa - uma jovem dançarina atormentada por fenômenos estranhos numa academia de balé - para nos entregar um filme oposto.
Assim, o cenário multicolorido e teatral da produção original é trocado por uma academia escura e cinzenta; as insinuações de sexualidade e perversão femininas são escancaradas; o caráter fabular é substituído por um recorte histórico preciso (a Guerra Fria e os resquícios da Segunda Guerra Mundial).
Dakota Johnson é Susie Bannion
Mesmo a dança, praticamente ausente no filme da década de 1970, é utilizada em diversas cenas, adquirindo um papel narrativo fundamental.
Pode-se dizer que o novo filme decide retirar do clássico sua aura fantástica para se aproximar de um ultrarrealismo no qual datas, locais históricos e efeitos visuais verossímeis são fundamentais para provocar o espectador.
O começo dessa jornada “em seis atos e um epílogo”, como afirma o letreiro, é muito bem-sucedido.
A trama constrói um forte senso de ambientação através de movimentos de câmera agressivos e da investigação do corpo das atrizes durante os ensaios.
Madame Blanc (Tilda Swinton), em cena do longa
Guadagnino explora a noção de desgaste físico para justificar uma estafa mental indispensável à introdução dos delírios e paranoias.
Uma cena em que a dança da novata Susie Bannion (Dakota Johnson) condiciona outra dança aterrorizante, numa sala distante, constitui o melhor momento do filme: em poucos minutos, o projeto resume a ideia de passar entre o controle e o descontrole, entre a dedicação e o sacrifício, entre o esforço e a tortura.
A construção psicológica inicial é fascinante, ajudada pelo trabalho cru das luzes frias e montagem brusca.
No entanto, a narrativa é conduzida por um cineasta que jamais se ateve ao domínio das sugestões: ele gosta de deixar seus significados claros, suas simbologias explícitas.
Para um filme de terror, essa abordagem implica numa narrativa inchada de signos sem desenvolvimento pleno, sucedendo-se uns aos outros pelo simples prazer do acúmulo.
Sara (Mia Goth), em cena do longa
São muitos flashes de pesadelos aterrorizantes, muitas luzes claras passeando pelos cômodos, muitas imagens de cabelos longos e noticiários sobre a busca por terroristas na cidade dividida de Berlim.
O longa consegue ser ao mesmo tempo lacônico e redundante: por um lado, sua metáfora política nunca se desenvolve a contento, por outro lado, ela é mencionada tantas vezes que ocupa um tempo excessivo na trama.
Mesmo as interpretações do próprio filme ficam a cargo do terapeuta Klemperer (Tilda Swinton), que explica o significado de alucinações, descreve o fenômeno das “três mães”, justifica a crença em mitos.
Cena do longa
O aspecto “intelectual” do filme se converte numa auto leitura aborrecida, por impedir ao espectador chegar às mesmas conclusões sozinho.
Mas nada se compara ao terço final, quando Guadagnino aposta numa extravagância sangrenta e operística, não muito distante do desejo de destruição de Mãe!, de Darren Aronofsky.
O filme aposta que mais é melhor, embora o tratamento do grotesco se leve tão a sério que beire a paródia.
Talvez esta seja a principal deficiência dessa versão contemporânea: não perceber seu caráter inerentemente alegórico, colocando a Guerra Fria e uma reunião de bruxas no mesmo patamar de seriedade e realismo.
Apesar de sua grandiloquência (ou por causa dela), nenhuma cena do novo projeto consegue alcançar o nível de terror da simples perseguição ao pianista e seu cachorro na produção original: enquanto Dario Argento trabalhava o poder da sugestão, o diretor italiano aposta num jogo em que todas as cartas estão claras.
Cena do longa
Ao menos, o longa é marcado por uma produção competente, refinada, além de um trabalho uniformemente bom do elenco.
As atrizes foram escolhidas pelos traços que vêm demonstrando em produções recentes: Tilda Swinton pelo poder camaleônico de mentora, Dakota Johnson pela fragilidade ocultando uma libido aflorada, Chlöe Moretz pela figura de adolescente perturbada.
Infelizmente, a dança tão bem retratada no início se converte numa decepcionante apresentação do espetáculo “Volk”, em montagem tão fragmentada que mal se enxerga o corpo das dançarinas em movimento.
Por fim, os espectadores terão conhecido a trama original numa versão deslumbrada com sua própria produção, seus recursos, sua possibilidade de ser maior e mais chamativo.
A comparação entre os dois filmes também permite enxergar o valor da forma em relação ao conteúdo: a partir de premissas idênticas, Argento e Guadagnino chegam a resultados totalmente distintos, cada um fruto de seu tempo e de uma crença específica no valor da linguagem cinematográfica.
Vale uma olhada - principalmente pelas performances das atrizes.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'SUSPÍRIA - A DANÇA DO MEDO'
Título Original:
SUSPIRIA
Gênero:
Terror
Direção:
Luca Guadagnino
Elenco Principal:
Dakota Johnson, Tilda Swinton, Mia Goth, Chloë Grace Moretz
Roteiro:
David Kajganich, baseado na obra original de Dario Argento
A PlayArte divulgou o trailer legendado do terror 'Suspíria - A Dança do Medo', remake do clássico de Dario Argento.
Confira:
O longa foi dirigido por Luca Guadagnino, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme com o drama 'Me Chame pelo Seu Nome'.
Na trama, uma jovem americana dançarina de balé viaja até uma prestigiada escola de dança na Europa, apenas para descobrir que existe algo mais sinistro e sobrenatural.
Ela se torna cada vez mais assustada conforme uma série de assassinatos terríveis acontece - e segredos sombrios da escola vêm a tona.
O Pôster:
Playarte
O elenco ainda inclui Dakota Johnson, Chloe Grace-Moretz, Tilda Swinton, Mia Goth, Sylvie Testud, Angela Winkler, Małgosia Bela, Lutz Ebersdorf e Jessica Harper.
O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 28 de março.
Remake do clássico de Dario Argento estreia em novembro nos EUA
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O remake de 'Suspiria', clássico de horror de Dario Argento, está aos poucos se consolidando como um dos filmes mais promissores da temporada 2018/2019.
O primeiro trailer completo foi divulgado ontem e carrega um clima ainda mais sombrio e tenso do que o teaser revelado em junho.
Confira:
Dirigido por Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome) e estrelado por Dakota Johnson, Tilda Swinton e Mia Goth, o longa explora os mistérios de uma companhia de dança onde "dar o sangue" pela arte pode ter um sentido mais literal do que em outros lugares.
O filme está previsto para estrear nos Estados Unidos em novembro, mas ainda não ganhou data para chegar ao Brasil.
O remake do clássico de terror 'Suspiria' teve o seu primeiro trailer revelado
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Assista:
Na trama, Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim, Alemanha.
Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente.
Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras - a escola é, na verdade uma reunião de bruxas.
A direção do remake é de Luca Guadagnino.
'Suspiria' tem data de estreia brasileira agendada para 02 de novembro.
O longa é protagonizado por Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal
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"Peguei a natureza e a ciência, e sintetizei!", afirma Tilda Swinton nas primeiras imagens do teaser de 'Okja'.
Assista:
Depois de interpretar a vilã em 'Expresso do Amanhã' (2013), ela volta a trabalhar com o diretor sul-coreano Bong Joon-Ho no filme produzido pela Netflix.
Aparentemente, ela continua vilã: Swinton interpreta Nancy Mirando, representante de uma empresa multinacional que pode representar um risco a Okja, um animal gigantesco e melhor amigo da garotinha Mija (Seo Hyun An).
O grande elenco ainda traz nomes que não foram vistos neste teaser, como Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Giancarlo Esposito e Lily Collins.
O vídeo também serve para nos ensinar a pronúncia do nome "Okja" - difícil para os ouvidos brasileiros.
O filme "sobre a relação entre homens e animais, e sobre o animal que nos habita" estreia na Netflix em 28 de junho.
Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião.
Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas.
Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, em Katmandu, Nepal.
Lá, descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade.
Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.
CRÍTICA:
Depois de filmes sofríveis nos anos 70 e 80 e depois de finalmente acertar a mão com 'Homem de Ferro' e conseguir criar uma seleção de filmes estupendos, que levassem até 'Os Vingadores - The Avengers', a Marvel decidiu arriscar um pouco mais e investir em personagens menos famosos dos seus quadrinhos - como em 'Homem-Formiga' e 'Guardiões da Galáxia'.
O resultado, todos sabemos foi espetacular - 'Guardiões' inclusive foi campeão de bilheterias.
Hoje, aproveitando o feriado nacional de Finados, a Disney (que controla há anos a Marvel) decidiu antecipar e estrear aqui no Brasil seu longa 'Dr.Estranho', personagem clássico dos quadrinhos da editora. O longa está sendo exibido em 921 salas brasileiras.
A médica Christine Palmer (Rachel McAdams) e o Dr. Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), em cena do começo do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Disney
Desde 'Thor', a Marvel vem inserindo elementos mais fantasiosos e místicos em suas histórias e 'Guardiões' foi um pouco neste caminho, ao introduzir as Joias do Infinito.
Agora, com as estreia de hoje, as tramas da Marvel entram no universo fantástico de vez.
Todo o trabalho anterior foi importante para deixar o espectador preparado para o que estava por vir, mas isso não deixa de fazer o novo longa um marco significativo no universo cinematográfico da Marvel.
Se temos aqui, sim, um filme de origem de um personagem que promete ser muito importante nas franquias da companhia, temos também uma introdução a algo maior, já que agora não temos apenas muitos planetas e galáxias - temos dimensões e universos inimagináveis, tudo em cenários e grafismos que remetem a caleidoscópios e psicodelias.
Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um médico neurocirurgião de sucesso, que está sempre buscando casos raros que aumentem seu prestígio - e seu ego.
Metódico e arrogante, não faz questão de se dar bem com os colegas - uma exceção é a ex-namorada e também médica Christine Palmer (Rachel McAdams).
A bordo de sua Lamborghini e indo receber mais um prêmio pelo carreira, Dr. Strange sofre um grave acidente e acaba sofrendo grande danos nas mãos, que o impedem de exercer a profissão.
Arrasado, ele deixa Nova York em busca todo tipo de ajuda e acaba em Catmandu, no Nepal, onde lhe seria oferecida uma espécie de cura espiritual.
Só que ele logo percebe que o local acaba se revelando um espaço diferente, com uma Anciã e Mestres que protegem a Terra de ameaças místicas.
Além de tentar recuperar seu corpo, Strange treina sua mente e, como as outras pessoas no local, acaba adquirindo poderes mágicos - tudo é mostrado de forma ágil e interessante.
Assim como vários projetos da Marvel, a produção acaba pecando um pouco no que diz respeito ao vilão.
O ótimo ator dinarmaquês Mads Mikkelsen vive Kaecilius, um sujeito que passou pelo mesmo treinamento de Strange, mas que traiu a Anciã e se aliou com forças obscuras de motivações misteriosas.
Por melhor que seja o ator, o desenvolvimento do personagem é falho e não chega a ser tão ameaçador quanto deveria. Mikkelsen metia mais medo como o Dr. Lecter da série 'Hannibal', do que aqui, com certeza.
Mads Mikkelsen como Kaecilius
O herói, no entanto, se torna excelente na telona, graças ao trabalho de composição impressionante de Cumberbatch, que se sai bem nas cenas de ação, nos momentos mais dramáticos e, é claro, nas sequências em que deve demonstrar aquele tom meio sarcástico, meio arrogante - que já conhecemos de seu Sherlock e do vilão Khan, que ele tão bem interpretou em 'Star Trek'.
Mas o longa chama mesmo a atenção pela diversidade, já que personagens da HQ aqui aparecem muito diferentes.
Se na HQ temos um Ancião, aqui ela é Anciã, vivida magnificamente por Tilda Swinton.
Já Chiwetel Ejiofor é um de seus mestres, Mordo, um sujeito honrado e fiel, mas pouco transigente em suas convicções - um papel opaco, mas que o ator de '12 Anos de Escravidão' interpreta com dignidade.
A Anciã (Tilda Swinton) e Mordo (Chiwetel Ejiofor)
Depois de Cumberbatch, é Tilda quem tem uma ótima presença em cena, sempre ameaçadora, impondo sua presença em todo momento em que aparece.
Sem querer esconder os elementos sobrenaturais, o filme já mostra a que veio nas primeiras cenas, repletos de efeitos visuais interessantes e muito bem elaborados.
Como na maioria dos filmes do estúdio, aqui boa parte da ação acontece de dia, em ambientes claros e assim, os efeitos mais impressionam do que incomodam.
Como de costume, temos um divertido 'cameo' de Stan Lee (num ônibus) e cenas pós-créditos.
Sim, elas são duas, uma no meio e uma no final dos créditos - e são cenas importantes, uma ligando esse longa com 'Thor 3: Ragnarok' e outra deixa para 'Doutor Estranho 2', que ainda não foi confirmado, mas que tem tudo para acontecer.
Cumberbatch, já como o Mago Supremo da Marvel
Com boas cenas de ação, o filme vale mais pela boa introdução do universo da magia do que por momentos de combate, embora seja bem empolgante a utilização da magia nas lutas, fruto da direção extremamente competente de Scott Derrickson.
Com mais um sucesso finalmente disponibilizado nas telonas, agora só nos resta esperar para conferir os próximos passos da Marvel, para vermos como oDr. Estranho irá se sair contracenando com os personagens regulares, como os Vingadores. No mais, é diversão garantida.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'DOUTOR ESTRANHO'
Título Original:
Doctor Strange
Gênero:
Fantasia, Ação
Direção:
Scott Derrickson
Roteiro:
Jon Spaihts, Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer
Produção:
Kevin Feige
Produtores Executivos:
Victoria Alonso, Louis D'Esposito, Stan Lee
Elenco:
Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Amy Landecker, Benedict Wong, Chris Hemsworth
'Doutor Estranho' estreia na quarta (2) e nessa postagem, você confere as últimas novidades sobre o longa
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A pré-venda de 'Doutor Estranho' já começou nos sites das redes de cinema de todo Brasil, onde estreia na quarta, 02 de novembro, aproveitando o feriado nacional do Dia de Finados.
Dirigido por Scott Derrickson, o filme traz em seu elenco Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Tilda Swinton, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Benjamin Bratt, Michael Stuhlbarg e Benedict Wong.
O filme segue a história do neurocirurgião Dr. Stephen Strange que, em sua busca pela cura após um terrível acidente de carro, descobre a magia em um lugar misterioso conhecido como Kamar-Taj.
A partir daí, ele se torna o Mago Supremo.
Confira agora as últimas informações a respeito do longa:
OS VILÕES:
O maior mistério do filme está em torno do vilão enfrentado pelo mago supremo da Marvel.
O dinamarquês Mads Mikkelsen vive Kaecilius, um antagonista que parece ter o poder de manipular as realidades de forma psicodélica e distorcê-la para cumprir suas necessidades - só que ele não parece ser o único inimigo presente na produção.
Nas HQs, um personagem de mesmo nome aparece como um discípulo do Barão Mordo, clássico vilão de Doutor Estranho (que está no filme de forma diferente, mas já chegaremos lá), porém, a verdade é que o antagonista do cinema não parece ser o mesmo dos quadrinhos e isso deixou muita gente perdida.
A resposta parece ter sido parcialmente revelada numa HQ especial que serve de prelúdio para o filme.
Mads Mikkelsen vive Kaecilius
Nessa história, Kaecilius foi um poderoso mago e mestre das Artes Místicas.
Ele lutava ao lado de Wong (Benedict Wong), da Anciã (Tilda Swinton) e Mordo (Chiwetel Ejiofor), grupo do qual Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) fará parte posteriormente.
Ele é o único desse grupo a usar duas adagas ao invés de bastões como arma, algo que o diferencia dos companheiros logo de cara.
Cena da Hq que serve de prólogo para o filme - Marvel Comics
Quando precisa investigar o roubo de um artefato, consegue acessar novos níveis de poder e passa a pretender manipular as dimensões para trazer sua esposa e filho de volta dos mortos, algo proibido pela Anciã.
Com isso, Kaecilius começa a sentir que a ordem da qual faz parte falhou em sua promessa de ajudá-lo a encontrar um sentido para as mortes trágicas de seus familiares, ele então se rebela e forma um grupo focado em aprender a usar as artes místicas que a Anciã escondia dele.
O seu real objetivo, porém, ainda é um mistério - mas em uma das cenas divulgadas para imprensa ele afirma querer "destruir o universo".
Aí entramos em outra questão do filme: a suposta amizade entre Stephen e Mordo, um dos maiores vilões dos quadrinhos.
A grande pergunta é: Mordo e Stephen Strange serão realmente amigos?
Chiwetel Ejiofor, intérprete de Mordo, falou ao Collider sobre a jornada do personagem.
"Não acho que ele é uma entidade invejosa. Ele é muito mais puro que isso", comentou.
"Nos quadrinhos, a motivação dele para se tornar vilão é mais bidimensional, aqui tentamos criar uma pessoa que se vira contra seus amigos graças a um senso de lealdade ao que o Kamar-Taj representa, a o que a Anciã representa. Ele vê uma ameaça e quer eliminá-la".
Isso já entrega um pouco que talvez a reviravolta aconteça ainda nesse filme, mas é impossível ter certeza até os eventos se desenrolarem nas telonas.
Mas quem é Mordo?
Benedict Cumberbatch e Chiwetel Ejiofor, nas filmagens em NY - Collider
Nos quadrinhos, é um nobre da Transilvânia e aprendiz das artes místicas que pretende matar seu mestre, o Ancião (Anciã no filme).
Stephen Strange descobre o plano e interfere, forçando Mordo a agir contra ele.
Ancião usa então essa oportunidade para convencer Strange a se tornar seu aprendiz.
Mordo é exilado, abraça de vez a magia negra e passa a invocar demônios para lutar abertamente contra sua antiga ordem.
Entretanto, as mudanças serão muitas extensas no cinema e sua origem e desenvolvimento do personagem mudam completamente.
"Ele está diferente neste filme. É um defensor de Strange no começo do filme. O Ancião não vê potencial em Steven como Mordo vê. Mordo é aquele que conversa com o ancião para que o ensine. Mordo será um parceiro e mentor do Doutor Estranho. Isso era algo que queríamos fazer diferente dos quadrinhos porque...Tem algumas coisas que são óbvias demais para a audiência moderna. O rival invejoso que se vira contra o amigo quando este passa a mostrar sinais de talento? Não queríamos isso" - explicou Kevin Feige, chefão da Marvel, ao Comicbook.
Mas ainda existe outro elemento que pode ser revelado ainda nesse filme, uma entidade de energia e, talvez, inimigo mais poderoso de 'Doutor Estranho':
Dormammu nasceu há milhões em Faltine, dimensão caótica, onde ele é capaz de adquirir e manipular energia mística.
Eventualmente, Dormammu encontra a Dimensão Negra, que estava em paz por vários milênios, incitando uma rebelião local para destronar o soberano local, Olnar.
Na Dimensão Negra, Dormammu continuou a adquirir energia, assumindo sua popular aparência demoníaca.
O vilão se interessou pela Terra e fez diversas incursões contra o planeta, mas sempre era impedido graças a uma barreira mística estabelecida nos primórdios do planeta ou banido por Doutor Estranho.
Influente, o vilão chegou a criar alguns seres que espalhariam o caos na Terra, como Jack, o Estripador.
O vilão Dormammu na sua versão das Hqs - Marvel Comics
Na Terra, ele fez uma aliança com Barão Mordo para que este matasse o Ancião, permitindo sua entrada no plano.
É bem possível que essa entidade esteja por trás dos eventos do filme, tanto que, em uma das cenas divulgadas do filme, um ser que se assemelha a Dormammu aparece na Dimensão Negra, mas não existe confirmação de que ele esteja no longa.
Há boas chances de ele aparecer apenas como mandante distante dos eventos do primeiro filme - como Thanos aparece em 'Guardiões Da Galáxia' e 'Os Vingadores - The Avengers'.
Também é bem possível que toda essa conspiração esteja presente, mas Kaecilius seja o vilão do primeiro filme, Mordo do segundo e Dormammu do terceiro.
Isso caso o longa ganhe continuações, claro.
ENTREVISTA - SCOTT DERRICKSON:
O diretor Scott Derrickson é mais conhecido pelos seus filmes de terror - como 'O Exorcismo De Emily Rose', 'Livrai-nos Do Mal' e 'A Entidade'.
O site brasileiro Cineclick conversou por telefone com Derrickson, que além de falar sobre essa mudança de gênero, comentou a semelhança do longa com outras produções da Marvel e revelou os motivos que o levaram a escolher a atriz Tilda Swinton para interpretar O Ancião, personagem originalmente asiático e masculino.
Começando pelas comparações, Derrickson foi perguntado sobre o tom do longa, já que a Marvel é frequentemente "acusada" de ser colorida demais, em comparação com os filmes da DC Comics, por exemplo.
"[Doutor Estranho] é mais próximo de Soldado Invernal, bem mais obscuro, mas também é colorido em alguns momentos e traz situações bizarras bem parecidas com as que vimos em Guardiões da Galáxia. É um filme sério, mas também é engraçado", afirmou Derrickson.
Para criar o universo mágico de 'Doutor Estranho', o cineasta bebeu em diversas fontes, mas suas principais inspirações foram as HQ'S.
"A base foi, sem dúvida, a obra de Stan Lee e Steve Ditko, que é cheia de imagens fantásticas e idéias ambiciosas. Dei uma boa pesquisada nas últimas HQ's e também no trabalho de Escher, do qual eu gosto muito".
Maurits Cornelis Escher, a quem o diretor se refere, é um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras e litografias, sempre retratando construções impossíveis - como as escadas que não dão a lugar nenhum - e cenários surrealistas e coloridos - definitivamente, a cara de 'Doutor Estranho'.
Tilda Swinton como a Anciã, em cena do longa - Disney
Uma das maiores polêmicas envolvendo o filme foi a escolha da atriz Tilda Swinton para interpretar a figura do Ancião, que nos quadrinhos é um mentor para Stephen.
Não é a primeira vez que a excêntrica atriz interpretou um personagem masculino - em 2005 ela viveu o Anjo Gabriel em 'Constantine', encarando um visual andrógino.
"O Ancião era um personagem muito estereotipado nos quadrinhos. Eu achei que essa ideia de um velho asiático era clichê e não funcionaria tão bem com o público do cinema. Ter uma mulher no papel seria a melhor forma de fazer isso. Mas queríamos escolher uma pessoa que não seguisse o padrão jovem, de roupas sexys e justas, mas sim uma figura misteriosa, fascinante. Eu queria que ela fosse o oposto das HQ'S".
A atriz até chegou a elogiar a diversidade do elenco, em entrevista recente:
"O filme da Marvel se desvia do material de origem de várias maneiras. E, como uma artista que trabalhou desde o início dentro de uma estética não convencional, sei como é sempre bem vinda a urgência de representatividade", explicou.
"A escolha deles foi positivamente diversa: O Ancião deste filme nunca foi visto como um velho tibetano como nos quadrinhos. O Barão Mordo, um cara caucasiano e vindo da Transilvânia, é interpretado por Chiwetel Ejiofor. Benedict Wong tem um papel significante como Wong, que é um personagem bem menor nos quadrinhos", completou.
Ainda assim, a escolha de Swinton foi acusada de "white washing" - termo em inglês usado quando uma pessoa ou personagem não-caucasiano é substituído por outro, de visual mais europeu.
O ator Chiwetel Ejiofor, o diretor Scott Derrickson e o protagonista Benedict Cumberbatch, nas filmagens em externa em Nova York - Comic Book Movie
Mesmo com a imensa experiência no terror, Derrickson garante que a mudança não foi drástica.
O diretor, que sempre quis comandar um filme de super-heróis, acredita inclusive que foi seu currículo o responsável pela escolha da Disney.
"Não foi uma grande transição, como você deve imaginar, até porque o Doutor Estranho é um personagem místico e sobrenatural. Foi exatamente por isso que eu aceitei o convite. Minha habilidade de lidar com esse universo é provavelmente a razão pela qual fui contratado".
Os fãs já sabem que sair da sala depois da sessão de um filme da Marvel antes do final dos créditos é pedir para perder um grande easter egg de outro longa.
Como já é de costume, os filmes da editora sempre trazem pelo menos uma cena inédita após os filmes e com 'Doutor Estranho' não será diferente.
Derrickson não quis revelar muito sobre a sequência e se limitou apenas a dizer que devemos "esperar para ver".
Entretanto, o site ScreenCrush revelou a suposta descrição das cenas, sim, serão duas! - leia abaixo.
AS CENAS PÓS-CRÉDITOS:
Em uma das cenas, a do meio dos créditos, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) encontra Thor (Chris Hemsworth) no Santuário de Nova York e questiona a presença dele e do irmão, Loki (Tom Hiddleston) na cidade.
Para que os dois vão embora logo do planeta, promete ajudá-los a encontrar Odin (Sir Anthony Hopkins).
No entanto, o Mago dá uma condição: que eles voltem para Asgard definitivamente depois disso e isso pode significar que veremos Strange em 'Thor 3: Ragnarok'.
Mordo (Chiwetel Ejiofor) em cena do longa - Comic Book Movie
Já na outra cena, realmente a do final dos créditos, quem aparece é Mordo (Chiwetel Ejiofor).
Ele se encontra com um personagem secundário vivido por Benjamin Bratt, o responsável por colocar Stephen Strange no caminho da magia.
Mordo então o ataca e afirma que descobriu o problema do mundo: "há feiticeiros demais".