Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2016, 'Eu, Daniel Blake' ganhou um novo trailer, especial para o Festival americano de Sundance, capitaneado pela Lenda Robert Redford.
Assista:
Na trama, após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação.
Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo governo, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital.
Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter.
Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.
Dirigido por Ken Loach, o longa estreia no próximo dia 21 de outubro no Reino Unido - ainda não temos data de estreia brasileira.
Aos 65 anos, Clara (Sonia Braga) é uma jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos.
Ela mora em um apartamento defronte para o mar, na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida.
Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram comprar todos os apartamentos do prédio - menos o dela.
Agora, por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.
CRÍTICA:
Nos últimos anos, nossos cinemas ficaram lotados de comédias brasileiras, estreladas pelos mesmos Leandro Hassum e Ingrid Guimarães de sempre.
Todas são sucesso de bilheteria - o que não quer dizer que sejam bons filmes, muito ao contrário, a esmagadora maioria é ruim de dar dó.
Nesse deserto de bons longas, é de se louvar o que o estado de Pernambuco tem feito, entregando sempre os melhores filmes brasileiros da atualidade e surpreendendo ao se tornar referência de vanguarda, com produções como 'Febre Do Rato', 'Baixio Das Bestas', 'Cinema, Aspirinas E Urubus' e 'O Som Ao Redor', bem-sucedido suspense de Kléber Mendonça Filho.
Agora, Mendonça Filho retorna com 'Aquarius', em exibição em 80 salas em todo o Brasil, muito elogiado no último Festival de Cannes e que vem ganhando importantes prêmios em outros festivais mundo afora.
Sonia Braga é a protagonista Clara - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imagem Filmes
Se causou polêmica no festival francês, depois do elenco protestar contra o presidente golpista Michel Temer com cartazes perante a mídia global presente, o tema não é o foco do longa, mesmo com a crítica social ainda muito presente.
Em seu melhor papel no cinema em anos, Sonia Braga faz aqui uma interpretação madura, carismática, muito segura e sensível da jornalista e crítica musical Clara, viúva que vive sozinha num apartamento do prédio Aquarius, à beira-mar da capital pernambucana .
Foi nesse imóvel que ela teve as melhores lembranças de sua vida, onde criou seus três filhos - hoje já adultos - e superou um câncer de mama.
Entretanto, o prédio é cobiçado por uma empreiteira, que quer modernizá-lo, mas Clara se nega a vender o apartamento, se tornando a única moradora do condomínio e travando uma batalha contra a empresa.
Ela é uma mulher à frente de seu tempo, em todos os sentidos: se recusa a abaixar a cabeça para a vida, seja quando se nega a vender seu apartamento, seja quando enfrenta o discurso conservador dos filhos, uma bem vinda personificação de resistência nesses tempos bicudos do Brasil.
Cena do longa
Na juventude, ela deixou os filhos com o pai para focar em sua carreira - tabu até para os dias de hoje - e agora, viúva, ela faz questão de ter uma vida social e sexual ativa, contratando até os serviços de um garoto de programa.
O longa não se resume apenas ao talento de Sonia e à valorização da memória.
Assim como fez em 'O Som ao Redor', o diretor espalha vários comentários e situações ácidas que tão bem representam a hipocrisia existente na convivência diária entre classes sociais no país.
O próprio conceito de ética é também trabalhado em relação ao mercado, pela forma como os representantes da construtora se comportam a partir das seguidas recusas de Clara.
Há ainda o olhar absolutamente natural sobre a sexualidade, como algo decorrente da existência humana - inclusive, chama a atenção o contraponto criado da primeira memória sexual surgir justamente durante uma pacata reunião familiar.
Cena do longa
Com um olhar extremamente afetuoso em Clara e a partir dela, o filme ainda brilha pela trilha sonora, repleta de referências emocionais e históricas ao que é ser brasileiro.
A fotografia solar também merece destaque, ressaltando as várias fases e a beleza da praia de Boa Viagem e também a amplitude do apartamento em que Clara vive.
Além disto, há certos enquadramentos que impressionam, seja por criar falsas expectativas sobre o que está por vir ou simplesmente pela sequência de eventos tão díspares exibidos com um mero movimento de câmera.
Lidando com a linha tênue entre a nostalgia e a memória, o longa é um belíssimo estudo sobre o Brasil atual e suas idiossincrasias, apontadas com olhar clínico e sem lantejoulas pelo diretor, muitas vezes de forma bastante política.
O melhor exemplo é a discussão ocorrida sobre a falta de caráter humano, de uma importância abissal para a própria vida e que poderia ser facilmente encaixada em vários outros absurdos cotidianos do nosso país.
No longa, Kléber opta por uma narrativa linear e bastante clara, dividindo-a em três partes e abusando do recurso do flashback em sua composição.
A marcação temporal se dá nas roupas, no visual e no tom da fotografia, com exceção da vitrola, que se mantém presente, mesmo dividindo espaço com o MP3 e o streaming, provando que a moderno e o antigo, como o próprio edifício Aquarius, podem coexistir no mesmo espaço.
Cena do longa
Em uma das cenas, após sua filha se referir ao prédio como velho, Clara a questiona:
"Quando você gosta é vintage, mas quando não gosta é velho?"
O filme acabou recebendo classificação etária de 18 anos, com todos tendo a certeza de que o governo golpista fez isso justamente para retaliar o longa, seu diretor e seu elenco pelo protesto em Cannes.
A Vitrine Filmes, distribuidora do longa, chegou a entrar com um recurso para diminuir a idade, mas esse primeiro pedido foi negado, levando o elenco e demais membros da classe artística a protestarem.
No site do órgão, a classificação do filme tinha sido justificada pelas cenas de "uso de drogas" e "sexo explícito".
Entretanto, as escassas cenas de sexo e a ausência de palavrões fazem com que essa decisão fosse descabida.
Depois da chiadeira geral, finalmente na tarde desta quinta (1), o ministério da Justiça foi obrigado a voltar atrás e reduziu a idade permitida para 16 anos - menos mal.
No longa, tudo deixa a impressão de que não se trata apenas de um embate entre o mais forte e o mais fraco, sistema e oprimido.
É, sim, um questionamento sobre modernização ser sinônimo de apagarmos o passado.
Filme simples, catalizador, que conta uma boa história, bem dirigido, com fotografia inspirada e direção e elenco absolutamente seguros.
Lógico, não vai ter a mesma bilheteria dessas comediazinhas sem vergonha, que semana sim, semana também, ocupam, mal, o já escasso espaço do cinema brasileiro nas salas de cinema - hoje estreia mais uma, pavorosa, com a onipresente Ingrid Guimarães.
Mas é zilhões de vezes melhor.
Um filme marcante e necessário, especialmente para uma época sombria de relações humanas tão degradadas.
Melhor filme brasileiro de 2016, disparado.
PRÊMIOS RECEBIDOS ATÉ AGORA:
Festival de Sidney - Melhor Filme
Festival de Transatlantyk - Melhor Filme
Festival de Lima - Prêmio do Júri e Melhor Atriz (Sonia Braga)
Festival de Amsterdã - Melhor Filme
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'AQUARIUS':
Gênero:
Drama, suspense
Direção e Roteiro:
Kleber Mendonça Filho
Elenco:
Buda Lira, Carla Ribas, Daniel Porpino, Fernando Teixeira, Humberto Carrão, Irandhir Santos, Julia Bernat, Maeve Jinkings, Paula De Renor, Pedro Queiroz, Rubens Santos, Sonia Braga, Thaia Perez
'A Moça Que Dançou com o Diabo', de João Paulo Maria Miranda, foi aclamado pela quebra de padrões de representação social
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Aclamado pela crítica internacional quando estreou no Festival de Cannes, o brasileiro "Aquarius" saiu sem nenhum prêmio da cerimônia de premiação neste domingo (22).
A derrota brasileira já podia ser sentida antes de a cerimônia começar, já que nem a protagonista Sonia Braga, nem o diretor Kleber Mendonça, foram vistos no tapete vermelho para a cerimônia.
A Palma de Ouro foi para o drama social britânico "I, Daniel Blake", de Ken Loach, sobre um operário doente que não consegue receber seu seguro-desemprego devido à imensa burocracia do sistema social no Reino Unido.
Confira o trailer de "I, Daniel Blake":
Loach aproveitou para criticar veementemente o crescimento dos governos de direita pelo mundo.
"A política neoliberal trouxe a miséria, da Grécia a Portugal, com um pequeno número de pessoas que enriquecem com isso", afirmou.
"Defendo um cinema de protesto, que coloca os fracos contra os poderosos. Um outro mundo não é só possível, mas necessário".
Ken Loach recebe a Palma de Ouro de Mel Gibson e do presidente do júri, George Miller - Reuters
É a segunda vez que o diretor britânico vence a Palma de Ouro – a primeira foi com "Ventos da Liberdade", há dez anos.
A filipina Jaclyn Jose, do drama "Ma'Rosa", tirou as chances de Sonia Braga e levou a Palma de melhor atriz.
Ela vive a mãe do título, uma mulher que vende drogas para sustentar os filhos e acaba indo presa.
Jaclyn Jose (à esquerda, segurando o diploma) se emociona com a filha, Andi Eigenmann, e o diretor Brillante Mendoza pela Palma de melhor atriz - Reuters
Como grande surpresa, o Grande Prêmio do Júri (segundo melhor filme da competição) foi para o canadense Xavier Dolan, 27, com o drama "Juste la Fin du Monde" (Apenas o Fim do Mundo), sobre um rapaz que volta para casa depois de muitos anos longe para anunciar à família que vai morrer em breve.
Menino-prodígio criado por Cannes, com cinco de seus seis filmes exibidos no festival, ele já havia sido premiado com um Prêmio do Júri por "Mommy" (2014).
"Prefiro a loucura dos pacientes à sabedoria dos indiferentes", disse Dolan, ao receber o prêmio.
Xavier Dolan recebe o Grande Prêmio do Júri (segundo melhor filme da competição) - Montreal Gazette
O prêmio mais polêmico foi o de direção - para o francês Olivier Assayas pelo suspense "Personal Shopper", com Kristen Stewart, muito vaiado em sua primeira sessão.
A vaia se repetiu na sala de imprensa quando o prêmio foi anunciado.
Olivier Assayas posa com Kristen Stewart, protagonista do seu longa 'personal Shopper', em Cannes - AFP
O prêmio de direção foi dividido com o romeno Cristian Mungiu, por "Graduation" – o diretor já ganhou a Palma de Ouro por "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias".
O cineasta alertou para o pouco espaço dado ao cinema de autor no mundo hoje.
"American Honey", com Shia Laboeuf, sobre jovens americanos que vendem revistas viajando os EUA numa van enquanto levam uma vida selvagem de sexo e drogas, levou o Prêmio do Júri.
Confira o trailer e comentários de "American Honey":
O iraniano "The Salesman", de Asghar Farhadi – o mesmo de "A Separação", vencedor do Oscar –, que foi incluído por último na Competição, levou dois prêmios: melhor roteiro e ator para o iraniano Shahab Hosseini pelo professor que precisa lidar com uma provável tentativa de estupro da mulher.
O Brasil, que tinha muita expectativa de levar algum prêmio com o longa "Aquarius" na disputa pela Palma de Ouro, levou um prêmio menor, uma menção especial do júri (um segundo lugar) para o curta "A moça que dançou com o diabo", de João Paulo Miranda Maria.
Ao narrar o périplo de uma jovem criada em seio religioso para buscar seu próprio Paraíso, o diretor de 'Command Action' (2015) quebra padrões de representação social, construindo uma reflexão irônica.
A Palma de Ouro na categoria foi para um curta espanhol, "Time Code".
Antes do início da cerimônia, o júri deu a entender que a decisão dos prêmios foi difícil e cheia de discordâncias.
"Foi muito difícil. Mas aqui estamos", disse o ator dinamarquês Mads Mikkelsen, astro da série "Hannibal".
"Não foi muito fácil", declarou o húngaro Laszlo Nemes, diretor de "O Filho de Saul".
A cerimônia de premiação tentou imitar o Oscar e apresentou números musicais, tudo muito chato, tão chato quanto o prêmio americano.
Na apresentação, um grupo de músicos no palco tocavam músicas da trilha sonora de filmes vencedores da Palma de Ouro, como "Pulp Fiction" e "Dançando no Escuro".
Ken Loach recebe a Palma de Ouro em Cannes neste domingo - Reuters
CONFIRA OS VENCEDORES DO FESTIVAL DE CANNES 2016:
Palma de Ouro
"I, Daniel Blake", de Ken Loach (Reino Unido)
Grande Prêmio do Júri
"Juste la Fin du Monde" (Apenas o Fim do Mundo), de Xavier Dolan (Canadá/França)
Melhor diretor
Olivier Assayas, por "Personal Shopper" (França), e Cristian Mungiu, por "Graduation" (Romênia) (empate)
Melhor atriz
Jaclyn Jose, por "Ma' Rosa", de Brillante Mendoza (Filipinas)
Melhor ator
Shahab Hosseini, por "The Salesman", de Ashgar Farhadi (Irã)
Melhor roteiro
Asghar Farhadi, por "The Salesman" (Irã)
Prêmio do Júri
"American Honey", de Andrea Arnold (Reino Unido/EUA)
Prêmio Caméra d'Or (melhor primeiro filme)
"Divines", de Houda Benyamina (Afeganistão)
Melhor curta-metragem
"Time Code", de Juanjo Gimenez (Espanha)
Menção especial – curta-metragem
"A Moça que Dançou com o Diabo", de João Paulo Miranda Maria (Brasil)
Palma de Ouro Honorária
Jean-Pierre Léaud, ator dos filmes de François Truffaut como "Os Incompreendidos"
'Un Certain Regard' (Um Certo Olhar), Mostra paralela mais importante do Festival de Cannes, chegou ao fim neste sábado e consagrou 'The Happiest Day In The Life of Olli Mäki', do estreante Juho Kuosmanen
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O filme em preto e branco acompanha Olli (Jarkko Lahti), aspirante a boxeador em sua busca pelo sucesso nos anos 60.
Confira o trailer de 'The Happiest Day In The Life of Olli Mäki':
Já o desenho animado 'The Red Turtle', do holandês Michael Dudok De Wit, ficou o com o Prêmio Especial do Juri.
Confira o trailer de 'The Red Turtle':
Já a comédia alemã 'Toni Erdmann', da diretora Maren Ade, ganhou o Prêmio da Crítica do Festival, concedido pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci).
Na trama, um pianista trapalhão se disfarça para poder se aproximar de sua filha - a produção já está na mira de Hollywood para ser refilmada.
Confira o trailer de 'Toni Erdmann':
Este sábado ainda contou com a entrega do prêmio do Júri Ecumênico (voltado para questões humanitárias), entregue ao drama familiar 'Juste La Fin Du Monde', do canadense Xavier Dolan.
Confira o trailer de 'Juste La Fin Du Monde':
Amanhã, conheceremos o vencedor da Palma de Ouro de Melhor Filme, diretor e roteiro e das Palmas de Ator e Atriz.
Na disputa estão dois brasileiros: 'Aquarius', de Kleber Mendonça Filho, que traz a atriz para Sonia Braga como uma das favoritas ao prêmio de atuação e o curta-metragem 'A Moça Que Dançou Com o Diabo', de João Paulo Miranda Maria.
OS PRIMEIROS VENCEDORES DE CANNES 2016:
Melhor Filme Un Certain Regard
The Happiest Day in The Life of Olli Mäki, de Juho Kuosmanen
WARNER BROS. CRIA DIVISÃO DE FILMES DA DC E ZACK SNYDER PODE PERDER CONTROLE CRIATIVO
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WARNER TRABALHA EM FILME SOLO PARA A ARLEQUINA
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'STAR WARS - EPISÓDIO 8': MESTRE YODA TERÁ PARTICIPAÇÃO NO FILME, AFIRMA SITE
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'HOMEM-ARANHA HOMECOMING': POSSÍVEL ROTEIRO, VILÃO CONHECIDO E UNIFORME CLÁSSICO
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JAMES BOND: JORNAL BRITÂNICO DIZ QUE DANIEL CRAIG RECUSOU OFERTA MILIONÁRIA PARA VIVER 007 POR MAIS DUAS VEZES
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FESTIVAL DE CANNES: ÚNICO FILME BRASILEIRO NA MOSTRA COMPETITIVA, 'AQUARIUS' FEZ O MAIOR SUCESSO
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Veja:
WARNER BROS. CRIA DIVISÃO DE FILMES DA DC E ZACK SNYDER PODE PERDER CONTROLE CRIATIVO
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Apesar da senhora esvaziada no poder de Snyder, estúdio afirma que liberdade dos seus diretores será mantida
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A Warner decidiu organizar suas produções da DC e criou uma divisão muito semelhante com a que existe dentro da Disney para os filmes da Marvel.
Segundo informações do Hollywood Reporter, a DC Films deve reunir todos os projetos criados com base nos quadrinhos da editora e dessa forma, esse pode ser o golpe final que faltava para que Zack Snyder perca de vez o controle criativo das produções.
Depois de ter dirigido dois filmes - 'O Homem de Aço' e 'Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça' - muito menos falados pelos fãs e massacrados pela crítica do que a trilogia vitoriosa de Chris Nolan para o Batman, Snyder vem dia a dia perdendo seu poder dentro do estúdio.
Já acertado para dirigir 'Liga da Justiça - Parte 1', atualmente em pré-produção, o diretor teve de engolir na semana passada a presença de Ben Affleck ao seu lado - além de interpretar novamente o Batman, Affleck agora vai dar o rumo que o longa precisa ter, juntamente com seu roteirista favorito, Chris Terrio, Oscar por 'Argo', dirigido por Affleck.
Antes, até de uma maneira atabalhoada, a Warner não só confirmou Affleck como protagonista, como deu a ele a direção, o roteiro e todo o controle criativo de 'The Batman', novo filme solo do Homem-Morcego e que será pensado como uma nova trilogia.
Complexo de estúdios da Warner Bros. em Burbank, grande Los Angeles - Divulgação
Assim, o anúncio dessa semana é a puxada de tapete final no poder que Zack Snyder tinha antes, já que o cargo de CEO na DC Films - que é ocupado por Kevin Feige na Marvel - ficará sob responsabilidade de Jon Berg (produtor executivo de 'Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça') e Geoff Johns (que trabalha com Ben Affleck na construção do filme solo de Batman).
E mesmo ainda não tendo sido confirmado, se seguir o modelo realmente seguir o que a Disney faz com a Marvel, eles serão também responsáveis pelo controle criativo dos longas.
A Warner Bros. já disse que deve manter a liberdade de cada diretor nos filmes da DC - aliás a principal característica do estúdio, desde que ele foi criado pelos irmãos Harry, Albert, Sam e Jack Warner em em 4 de abril de 1923.
A meu ver, Snyder é um bom diretor - mas cada herói deve ter uma abordagem.
Por exemplo: fotografia escura e sem brilho fica ótima num filme do Batman, jamais num filme do Superman ou da Mulher-Maravilha, por exemplo.
Zack Snyder posa com Jason Momoa, o Aquaman, no setor de figurinos de 'Liga da Justiça', no Pinewood Studios de Londres - The Guardian
No entanto, é de se esperar que Jon Berg e Geoff Johns trabalhem muito para salvar as produções futuras do universo DC do risco de receber tantas críticas negativas como recebeu com 'Batman Vs Superman'.
Enquanto isso, já em Londres para dirigir 'Liga da Justiça - Parte 1', Zack Snyder mantém um providencial silêncio.
Vamos aguardar.
WARNER TRABALHA EM FILME SOLO PARA A ARLEQUINA
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Mesmo antes de aparecer em 'Esquadrão Suicida', personagem de Margot Robbie já é muito querida pelos fãs
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A vilã mais legal da DC só estreia no cinema em 'Esquadrão Suicida' em agosto, mas também pode aparecer sozinha nas telonas.
Segundo o Hollywood Reporter, a Warner pode produzir um longa só com ela, tamanha é sua repercussão nos trailers do filme.
Margot Robbie como a Arlequina, em cena de 'Esquadrão Suicida' - Warner Bros.
Segundo o site, além da vilã, outras personagens do universo DC também devem aparecer, não só as heroínas, mas as bandidas também.
A ideia é ter a Batgirl comandando a equipe de 'Birds of Prey', entre outras.
Ainda não se sabe mais detalhes, mas é praticamente certo que teremos mais Margot Robbie como a inimiga maluquinha do Homem-Morcego.
O THR conta ainda que já há um roteirista (nome não divulgado) trabalhando no longa - só revela que Margot está muito empolgada com sua personagem e teria indicado a pessoa - que pode ser uma mulher - para desenvolver o roteiro.
'STAR WARS - EPISÓDIO 8': MESTRE YODA TERÁ PARTICIPAÇÃO NO FILME, AFIRMA SITE
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Título do longa pode ter sido vazado
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Segundo o site Indie Revolver, ao menos a voz de Yoda estará presente em 'Star Wars: Episódio 8'.
O site afirma que Frank Oz - mestre dos bonecos e que interpretou o mestre jedi na saga - só gravou algumas falas do personagem, mas não fez nenhum tipo de trabalho de interpretação, o que pode sugerir que o personagem aparecerá agora feito em computação gráfica, não mais como boneco manipulado/computadorizado como antes.
Mestre Yoda, em banner promocional - Disney
Vale lembrar que Oz já havia gravado falas para 'Star Wars: O Despertar Da Força', mas que o material não foi utilizado.
Agora é esperar para ver se dessa vez o personagem realmente irá voltas à saga.
Nessa semana, um pôster apareceu na 'Star Wars Celebration' na Europa e ele pode ter revelado o nome do longa.
Como dá para ver aí abaixo, o título do 'Episódio 8' deve ser 'Star Wars: Fall of the Resistance' (em português, 'A Queda da Resistência').
Divulgação
Mas vale lembrar: ainda não temos confirmação nenhuma por parte de ninguém.
'Star Wars 8' já está sendo filmado no Pinewood Studios em Londres e tem Benicio del Toro, Laura Dern e Kelly Marie Tran no seu elenco - ainda não se sabe quem eles vão interpretar.
Fora isso, retornam todos os atores principais do sétimo longa, como Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong´o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie e Andy Serkis.
A direção e o roteiro são de Rian Johnson e a estreia acontece em 15 de dezembro de 2017.
Antes disso, a franquia ganhará seu primeiro spin-off, 'Rogue One: Uma História Star Wars', em dezembro deste ano.
'HOMEM-ARANHA HOMECOMING': POSSÍVEL ROTEIRO, VILÃO CONHECIDO E UNIFORME CLÁSSICO
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Muitas novidades sobre o primeiro filme solo do Cabeça de Teia na parceria Sony/Disney
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O Homem-Aranha deu o que falar em sua aparição em 'Capitão América: Guerra Civil' e agora as expectativas dos fãs estão nas alturas para 'Spider-Man Homecoming', primeiro longa solo depois do acordo entre Disney-Marvel e Sony, que fez com que ele entrasse no MCU.
Nessa semana, no site Reddit, um dos usuários publicou o que pode ser o roteiro completo do longa solo em um dos fóruns.
ALERTA DE SPOILER
O longa começa com o Homem-Aranha impedindo um assalto a banco logo pela manhã.
Ele derruba todos os criminosos, exceto um que ameaça matar um refém.
Nesse momento, o Cabeça de Teia usa seu sinal aranha e ameaça chamar todas as aranhas, o que faz assaltante se assustar e se entregar.
Peter, então, reúne as fotos que tirou do caso e as entrega no 'Clarim Diário' depois da aula.
O longa ainda mostrará um pouco da rotina do personagem na escola.
Lá ele é excluído e praticamente invisível, exceto para Harry e seus amigos que insistem em trata-lo como um perdedor.
Mesmo não sendo popular, Liz Allen, que namora Flash Thompson, parece ter uma quedinha por Peter.
Ainda nessa semana e depois da confirmação de que o longa terá Robert Downey Jr. como Homem de Ferro e o boato não confirmado de que Chris Evans também possa aparecer como o Capitão América, surgiu um novo rumor.
Segundo o site Screen Geek, o ator Vincent D'Onofrio pode fazer parte do elenco, repetindo no longa seu vilão Wilson Fisk, o Rei do Crime, que interpreta na série 'Demolidor', primeiro projeto da parceria entre a Marvel e a Netflix.
Se isso realmente acontecer, será mais um crossover de um personagem das séries da Marvel no cinema - e vice e versa, como Jaimie Alexander, que repetiu sua Lady Sif dos filmes do Thor na série 'Agents of SHIELD'.
Vincent D'Onofrio como o Rei do Crime na série 'Demolidor' - Netflix
Também nessa semana, o site JoBlo afirmou ter novas informações sobre o filme.
O site confirma que o Abutre será o vilão principal, mas alega que o Consertador (The Tinkerer) também estará no filme.
O segundo antagonista ajudaria Abutre a construir sua roupa usando tecnologia Chitauri, descoberta após a Batalha de Nova York.
Ainda de acordo com o JoBlo, o uniforme do amigão da vizinhança será atualizado por Tony Stark, ficando melhor do que aquele que o inventor fez para Peter em 'Guerra Civil'.
A nova versão trará Asas de Teia (ativáveis sempre que necessário), deixando o visual ainda mais próximo do icônico traço de Steve Ditko.
Capa de 'Amazing Spider Man' desenhada por Steve Ditko mostra o Aranha enfrentando o Abutre com suas Asas de Teia retráteis - Marvel Comics
Finalmente, a Variety afirma que Michael Keaton ainda pode ser o vilão do longa.
O ator tinha deixado as negociações de lado por não estar feliz com o valor oferecido - o estúdio temia não ter como pagar ele e Robert Downey Jr., mas uma vez que o acordo com o eterno Tony Stark foi fechado, as conversas com Keaton - que deve viver o Abutre - foram retomadas.
'Homem-Aranha - Homecoming' terá roteiro da dupla John Francis Daley e Jonathan M. Goldsteine e direção de Jon Watts, do independente 'Cop Car'.
No elenco, já estão confirmados Tom Holland (Peter Parker), Robert Downey Jr. (Tony Stark), Marisa Tomei (Tia May) e Zendaya (Michelle).
O longa deve estrear em julho de 2017.
JAMES BOND: JORNAL BRITÂNICO DIZ QUE DANIEL CRAIG RECUSOU OFERTA MILIONÁRIA PARA VIVER 007 POR MAIS DUAS VEZES
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Enquanto isso, pesquisas com fãs mostram que eles querem Tom Hiddleston no papel quando Craig sair
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Tudo indica que Daniel Craig não será mais o espião mais famoso do cinema.
Segundo o jornal britânico "Daily Mail", o ator teria dito 'não' a uma proposta milionária de 68 milhões de libras (equivalente a R$ 352 milhões) para fazer mais dois filmes de do Agente 007, que Craig vem interpretando desde 2006.
Numa das entrevistas para promover o filme mais recente da mais antiga cinessérie do cinema, "007 Contra Spectre", Craig disse a famosa frase de que preferira "cortar os pulsos" a interpretar o espião novamente.
Mais tarde, ele disse que não era bem assim, que a frase foi retirada do contexto, mas há quem diga que a decisão está amadurecida.
Daniel Craig em foto promocional de 'Spectre' - Sony Pictures
"O Daniel não quer mais, simplesmente assim. Ele já avisou aos produtores e à Sony/MGM. Eles já ofereceram um caminhão de dinheiro para ele, mas não é o que ele quer. A dupla de produtores já tinham sido avisados durante a produção de 'Spectre' que ele sairia, mas eles acharam que valeria a pena mais uma investida forte após um período, só que ela foi recusada", afirmou uma fonte próxima aos produtores Barbara Broccoli e Michael G.Wilson, da Eon Productions, ao "Daily Mail".
Ainda no campo dos rumores, os produtores já teriam um 'plano B': o também ator inglês Tom Hiddleston, que se tornou conhecido ao viver o vilão Loki, irmão de Thor nos filmes do universo Marvel.
Tom Hiddleston recebe o MTV Movie Awards de Melhor Vilão por seu desempenho como Loki - MTV
O astro teria sido visto em um encontro informal em Londres com o diretor Sam Mendes - responsável pelos dois últimos 007 - e com a produtora Barbara Broccoli.
Questionado sobre a possibilidade, Hiddleston desconversou e disse que não havia recebido qualquer proposta.
Entre outros nomes ventilados - como os britânicos Idris Elba e Damian Lewis - Hiddleston segue como o favorito do público para assumir o icônico papel.
Tanto que gerou uma situação bem inusitada: casas de apostas londrinas tiveram que fechar essa disputa, devido ao grande aumento no apoio ao intérprete de Loki.
Vamos aguardar.
FESTIVAL DE CANNES: ÚNICO FILME BRASILEIRO NA MOSTRA COMPETITIVA, 'AQUARIUS' FEZ O MAIOR SUCESSO
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Crise política brasileira e "divisão de elites" dominam debate do longa em Cannes
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Com os protestos históricos do diretor e elenco contra o impeachment da presidente Dilma que tomaram a sessão de gala, a entrevista coletiva de "Aquarius" no Festival de Cannes não pôde fugir do assunto.
Segundo o correspondente do UOL, Thiago Stivaletti, havia quase metade da sala cheia de jornalistas, bastante para um filme sem estrelas americanas ou francesas.
Com exceção de uma, todas as perguntas vieram dos jornalistas estrangeiros, curiosos para entender um pouco mais do atual momento no Brasil.
"Foi muito importante aproveitar essa plataforma para expor o que está acontecendo no Brasil. Em outros movimentos, como o protesto pelo fim da ditadura, as pessoas estavam unidas por uma mesma causa. Hoje, também por conta da mídia manipulada, há um país dividido. E há muitos deputados corruptos no Congresso", respondeu a estrela do longa, Sonia Braga.
O diretor Kléber Mendonça Filho também aproveitou a oportunidade.
"Essa divisão está trazendo o pior dos dois lados, especialmente da direita, com atitudes fascistas. Há deputados que dizem no Congresso que uma mulher não deve trabalhar porque engravida."
Ele também criticou o fim do Ministério da Cultura.
"Foram fundos e editais transparentes que financiaram este filme que está agora na Competição de Cannes."
Kleber explicou um pouco como surgiu a ideia do protesto.
"Gostamos da ideia de fazer alguma coisa, mas que não fosse barulhenta ou inadequada para a cerimônia. Daí pensamos em pegar pedaços pequenos de papéis com frases curtas que expressassem a situação do país. Cannes tem muitas câmeras e lentes poderosas", observou.
Elenco e diretor de 'Aquarius' fazem protesto contra impeachment em Cannes, que repercutiu mundo afora - AFP
Mas a pergunta que melhor resumiu a incompreensão do mundo sobre o Brasil veio de uma jornalista americana do site Huffington Post: se Clara, a crítica de música do filme interpretada por Sonia Braga, protesta contra as construtoras que querem demolir o edifício Aquarius mas também faz parte da elite, como entender a diferença entre uma elite cultural e outra financeira no país?
"Sim, existe uma divisão entre essas duas elites hoje. Agora no Brasil elas são muito diferentes, apesar de virem do mesmo estrato social. Clara vem de uma certa burguesia, mas escrevi o roteiro tendo em mente que ela poderia ser ao mesmo tempo a cliente ideal para comprar um apartamento dessa construtora", explicou o diretor.
Numa das cenas do filme, Clara briga com o jovem engenheiro encarregado de despejá-la e diz:
"O problema do Brasil não é a falta de educação dos pobres. É a falta de educação dos ricos."
"Vivo no Rio, uma cidade que virou um galpão destinado ao negócio das empreiteiras. Estou acostumado com essas pessoas", disse o ator Humberto Carrão, mais conhecido das novelas da Globo como "Sangue Bom", que vive o jovem engenheiro.
Veja cena de 'Aquarius', com Sonia Braga e Irandhir Santos:
Nesta quarta (18), a imprensa estrangeira confirmou a aclamação crítica ao filme.
No quadro da revista "Screen", que faz a média de avaliação de 11 dos maiores críticos do mundo todo, "Aquarius" aparece como o terceiro mais bem avaliado até agora, com 13 filmes avaliados – faltam oito até o final da competição.
O longa só aparece abaixo da comédia alemã "Toni Erdmann" e do drama americano "Paterson", de Jim Jarmusch, mas com nota melhor que diretores consagrados como o espanhol Pedro Almodóvar e o britânico Ken Loach.
O jornal "Libération", um dos três principais diários franceses e o mais lido durante o festival, dedicou a "Aquarius" a matéria principal de uma página e meia de seu suplemento de oito páginas sobre o evento, dando a ele mais espaço do que a filmes como "Julieta", de Pedro Almodovar, e "Personal Shopper", com Kristen Stewart.
"Kleber Mendonça tece o magnífico retrato de uma sociedade brasileira doente e uma mulher que resiste de pé à selvageria capitalista. Sonia Braga brilha", diz a abertura do artigo do crítico Julian Gester.
Enquanto isso, aqui no Brasil, personagens importantes (sic) da cultura, como o ator Alexandre Frota, fazem campanha contra 'Aquarius', pedindo para o público não assistir - um momento triste da caça às bruxas e a volta ao passado pelo qual o Brasil atualmente vive.