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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

OSCAR 2019: CONFIRA OS FILMES BRASILEIROS CANDIDATOS À PREMIAÇÃO

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A Secretaria do Audiovisual divulgou a lista dos representantes do Brasil na disputa pela indicação ao Oscar 2020, incluindo dois títulos premiados em Cannes: ‘Bacurau’, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, de Karim Aïnouz
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No total, os 12 inscritos incluem dez ficções e dois documentários, que concorrem à indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional, antes intitulado Melhor Produção em Língua Estrangeira pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

O escolhido será anunciado no próximo dia 27, após a reunião da comissão avaliadora formada pela diretora Anna Muylaert, pelas produtoras Sara Silveira e Vânia Catani, pelo crítico Amir Labaki, e pela diretora artística do Festival do Rio, Ilda Santiago.

Confira a lista:
‘Bacurau’, de Kleber Mendonça Filho

‘Los Silencios’, de Beatriz Seigner

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz

‘Sócrates’, de Alex Moratto

‘A Última Abolição’, de Alice Gomes

‘A Voz do Silêncio’, de André Ristum

‘Bio’, de Carlos Gerbase

‘Legalidade’, de Zeca Brito

‘Humberto Mauro’, de André Di Mauro

‘Espero tua (re)volta’, de Eliza Capai

‘Chorar de Rir’, de Toniko Melo

‘Simonal’, de Leonardo Domingues

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

OSCAR 2019: BRASIL FORA DA LISTA DOS PRÉ CLASSIFICADOS A FILME ESTRANGEIRO

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América Latina está representada por  'Roma' e 'Pássaros de Verão'
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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou a lista de semifinalistas para nove categorias do Oscar 2019 - entre elas a de Melhor Filme Estrangeiro.

O longa brasileiro O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, ficou de fora da lista, mas a América Latina segue representada por Roma (México) e Pássaros de Verão (Colômbia).

Relembre o trailer do longa brasileiro:


Confira os pré indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro:

Pássaros de Verão, Colômbia

Culpa, Dinamarca

Never Look Away, Alemanha

Assunto de Família, Japão

Ayka, Cazaquistão

Capernaum, Líbano

Roma, México

Guerra Fria, Polônia

Em Chamas, Coreia do Sul

Os indicados serão revelados em 22 de janeiro.

Já a 91ª cerimônia do Oscar acontecerá em 24 de fevereiro.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

OSCAR 2019: 'O GRANDE CIRCO MÍSTICO' REPRESENTARÁ O BRASIL NA PREMIAÇÃO

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O longa dirigido por Cacá Diegues foi escolhido entre 22 produções brasileiras
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A Academia Brasileira de Cinema anunciou ontem (11) durante uma coletiva de imprensa que 'O Grande Circo Místico' foi o longa-metragem brasileiro escolhido para concorrer a uma vaga entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019.

A presidente da comissão de seleção, Lucy Barreto, comemorou a escolha e disse que o Brasil precisa de poesia e elogiou a beleza do longa dirigido por Cacá Diegues.

O evento contou com a presença de Bárbara Paz, Flavio Ramos Tambellini, Jeferson De, Hsu Chien Hsin, Katia Adler e Claudia Da Natividade.

Estavam presentes também Frederico Maia Mascarenhas, Secretário do Audiovisual, e Jorge Peregrino, Presidente da Academia Brasileira de Cinema.

'O Grande Circo Místico' é estrelado por Bruna Linzmeyer (foto acima - Divulgação), Vincent Cassel, Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes e Antônio Fagundes e conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo.

As aventuras e amores da família Kieps, do seu auge a sua decadência com um final surpreendente é mostrada em um filme que mescla realidade com fantasia num universo místico.

Confira o trailer do longa, que estreia em 15 de novembro nos cinemas brasileiros:


O longa concorreu com 22 produções brasileiras que incluíam 'Ex-Pajé', de Luiz Bolognesi, 'Ferrugem', de Aly Muritiba, 'Entre Irmãs', de Breno Silveira e 'Benzinho', de Gustavo Pizzi, que era uma das grandes apostas para concorrer à estatueta.

O Oscar 2019 será realizado em 24 de fevereiro.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

OSCAR 2O18: 'BINGO' FICA DE FORA DA LISTA DOS INDICADOS

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Longa protagonizado por Vladimir Brichta foi o indicado do Brasil à categoria de melhor filme estrangeiro
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Não foi dessa vez.

'Bingo - O Rei Das Manhãs', o representante Brasileiro, ficou de fora da disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os nove filmes que seguem para a próxima etapa da votação e o longa brasileiro não está entre eles.

A indicação para o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira é feita em duas etapas. 

No total, 92 filmes concorriam.

Os indicados finais ao Oscar serão anunciados em 23 de janeiro de 2018 e a premiação acontece no dia 4 de março.

Protagonizado por Vladimir Brichta, 'Bingo - O Rei Das Manhãs' é uma cinebiografia disfarçada de Arlindo Barreto, um dos artistas que interpretou o palhaço Bozo na década de 1980.

Relembre o trailer:


Confira os nove filmes que seguem na disputa para uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro:

* A Fantastic Woman, de Sebastián Lelio, do Chile

* In the Fade, de Fatih Akin, da Alemanha

* On body and soul, de Ildikó Enyedi, da Hungria

* Foxtrot, de Samuel Maoz, de Israel

* The insult, de Ziad Doueiri, do Líbano

* Loveless, de Andrey Zvyagintsev, da Rússia

* Felicité, de Alain Gomis, do Senegal

* The Wound, de John Trengove, da África do Sul

* The Square, de Ruben Óstlund, da Suécia

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

OSCAR 2018: 91 LONGAS COMPETEM NA CATEGORIA DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO

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'Bingo - O Rei das Manhãs' representa o Brasil na disputa
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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nessa semana que 91 países apresentaram filmes que irão concorrer na indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O número marca um novo recorde e registro para a categoria.

Entre os primeiros participantes estão Haiti, Honduras, Moçambique, Senegal e Síria.

'O Vendedor', de Asghar Farhadi, ganhou o prêmio na cerimônia do Oscar em fevereiro deste ano.

O diretor se recusou a participar da cerimônia em protesto contra a proibição de viagem de Donald Trump em vários países predominantemente muçulmanos.

Em seu lugar, o engenheiro iraniano-americano Anousheh Ansari aceitou a honra.

Os competidores de alto nível na corrida deste ano incluem filmes como o brasileiro 'Bingo - O Rei Das Manhãs', de Daniel Rezende - 'Primeiro Eles Mataram Meu Pai', de Angelina Jolie - 'Thelma', de Joachim Trier - 'Loveless', de Andrey Zvyagintsev.

Relembre o trailer de 'Bingo':


Confira a lista completa dos concorrentes às cinco vagas do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro:
Afganistão: A Letter to the President, de Roya Sadat
Albânia: Daybreak, de Gentian Koçi
Algéria: Road to Istanbul, de Rachid Bouchareb
Argentina: Zama, de Lucrecia Martel
Armênia: Yeva, de Anahit Abad
Austrália: The Space Between, de Ruth Borgobello
Áustria: Happy End, de Michael Haneke
Azerbaijão: Pomegranate Orchard, de Ilgar Najaf
Bangladesh: The Cage, de Akram Khan
Bélgica: Racer and the Jailbird, de Michaël R. Roskam
Bolívia: Dark Skull, de Kiro Russo
Bósnia e Herzegovina: Men Don't Cry, de Alen Drljevi?
Brasil: Bingo – O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
Bulgária: Glory, de Petar Valchanov & Kristina Grozeva
Camboja: First They Killed My Father, de Angelina Jolie
Canadá: Hochelaga, Land of Souls, de François Girard
Chile: A Fantastic Woman, de Sebastián Lelio
China: Wolf Warrior 2, de Wu Jing
Colombia: Guilty Men, de Iván D. Gaona
Costa Rica: The Sound of Things, de Ariel Escalante
Croácia: Quit Staring at My Plate, de Hana Juši?
República Tcheca: Ice Mother, de Bohdan Sláma
Dinamarca: You Disappear, de Peter Schønau Fog
República Dominicana: Woodpeckers, de Jose Maria Cabral
Equador: Alba, de Ana Cristina Barragán
Egito: Sheikh Jackson, de Amr Salama
Estônia: November, de Rainer Sarnet
Finlândia: Tom of Finland, de Dome Karukoski
França: BPM (Beats Per Minute), de Robin Campillo
Georgia: Scary Mother, de Ana Urushadze
Alemanha: In the Fade, de Fatih Akin
Grécia: Amerika Square, de Yannis Sakaridis
Haiti: Ayiti Mon Amour, de Guetty Felin
Honduras: Morazán, de Hispano Durón
Hong Kong: Mad World, de Wong Chun
Hungria: On Body and Soul, de Ildikó Enyedi
Islândia: Under the Tree, de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson
Índia: Newton, de Amit V Masurkar
Indonésia: Turah, de Wicaksono Wisnu Legowo
Irã: Breath, de Narges Abyar
Iraque: Reseba – The Dark Wind, de Hussein Hassan
Irlanda: Song of Granite, de Pat Collins
Israel: Foxtrot, de Samuel Maoz
Itália: A Ciambra, de Jonas Carpignano
Japão: Her Love Boils Bathwater, de Ryota Nakano
Cazaquistão: The Road to Mother, de Akhan Satayev
Quênia: Kati Kati, de Mbithi Masya
Kosovo: Unwanted, de Edon Rizvanolli
Quirquistão: Centaur, de Aktan Arym Kubat
Laos: Dearest Sister, de Mattie Do
Letônia: The Chronicles of Melanie, de Viestur Kairish
Líbano: The Insult, de Ziad Doueiri
Lituânia: Frost, de Sharunas Bartas
Luxemburgo: Barrage, de Laura Schroeder
México: Tempestad, de Tatiana Huezo
Mongólia: The Children of Genghis, de Zolbayar Dorj
Marrocos: Razzia, de Nabil Ayouch
Moçambique: The Train of Salt and Sugar, de Licinio Azevedo
Nepal: White Sun, de Deepak Rauniyar
Holanda: Layla M., de Mijke de Jong
Nova Zelândia: One Thousand Ropes, de Tusi Tamasese
Noruega: Thelma, de Joachim Trier
Paquistão: Saawan, de Farhan Alam
Palestina: Wajib, de Annemarie Jacir
Panamá: Beyond Brotherhood, de Arianne Benedetti
Paraguai: Los Buscadores, de Juan Carlos Maneglia & Tana Schembori
Peru: Rosa Chumbe, de Jonatan Relayze
Filipinas: Birdshot, de Mikhail Red
Polônia: Spoor, de Agnieszka Holland & Kasia Adamik
Portugal: Saint George, de Marco Martins
Romênia: Fixeur, de Adrian Sitaru
Rússia: Loveless, de Andrey Zvyagintsev
Senegal: Félicité, de Alain Gomis
Sérvia: Requiem for Mrs. J., de Bojan Vuletic
Cingapura: Pop Aye, de Kirsten Tan
Eslováquia: The Line, de Peter Bebjak
Eslovênia: The Miner, de Hanna A. W. Slak
África do Sul: The Wound, de John Trengove
Coreia do Sul: A Taxi Driver, de Jang Hoon
Espanha: Summer 1993, de Carla Simón
Suécia: "The Square, de Ruben Östlund
Suíça: The Divine Order, de Petra Volpe
Síria: Little Gandhi, de Sam Kadi
Taiwan: Small Talk, de Hui-Chen Huang
Tailândia: By the Time It Gets Dark, de Anocha Suwichakornpong
Tunísia: The Last of Us, de Ala Eddine Slim
Turquia: Ayla: The Daughter of War, de Can Ulkay
Ucrânia: Black Level, de Valentyn Vasyanovych
Reino Unido: My Pure Land, de Sarmad Masud
Uruguai: Another Story of the World, de Guillermo Casanova
Venezuela: El Inca, de Ignacio Castillo Cottin
Vietnã: Father and Son, de Luong Dinh Dung

A 90ª cerimônia do Oscar está marcada para o dia 4 de março de 2018.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

OSCAR 2017 BATE RECORDE DE CONCORRENTES PARA MELHOR FILME ESTRANGEIRO

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84 filmes concorrem com o brasileiro 'Pequeno Segredo'
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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pelo Oscar, divulgou a lista dos 85 filmes que lutam por uma das cinco indicações ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017, surpreendendo pela quantidade de inscritos, novo recorde para a categoria.

A marca anterior era 83 inscrições em 2014.

Não custa lembrar que cada país indica apenas um filme e o concorrente brasileiro é 'Pequeno Segredo', escolhido em meio a muita polêmica, especialmente devido a 'Aquarius', melhor filme brasileiro do ano, ter sido deixado de lado pela comissão do Ministério Golpista da Cultura de Michel Temer.

Foi uma evidente vingança ao ato público que diretor e elenco fizeram contra a deposição de Dilma no red carpet do último Festival de Cannes.


Confira os filmes estrangeiros que disputam uma das cinco indicações ao Oscar 2017:

Albânia: Chromium, de Bujar Alimani
Algéria: The Well, de Lotfi Bouchouchi
Alemanha: Toni Erdmann, de Maren Ade
Argentina: El ciudadano ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat
Austrália: Tanna, de Bentley Dean e Martin Butler
Áustria: Stefan Zweig: Farewell to Europe, de Maria Schrader
Bangladesh: The Unnamed, de Tauquir Ahmed
Bélgica: The Ardennes, de Robin Pront
Bolívia: Sealed Cargo, de Julia Vargas Weise
Bósnia e Herzegovina: Death in Sarajevo, de Danis Tanovic
Brasil: Pequeno Segredo, de David Schurmann
Bulgária: Losers, de Ivaylo Hristov
Camboja: Before the Fall, de Ian White
Canadá: Juste la fin du monde, de Xavier Dolan
Chile: Neruda, de Pablo Larraín
China: Xuan Zang, de Huo Jianqi
Colômbia: Alias Maria, de José Luis Rugeles
Costa Rica: About Us, de Hernán Jiménez
Croácia: On the Other Side, de Zrinko Ogresta
Cuba: The Companion, de Pavel Giroud
República Checa: Lost in Munich, de Petr Zelenka
Dinamarca: Land of Mine, de Martin Zandvliet
República Dominicana: Sugar Fields, de Fernando Báez
Equador: Such Is Life in the Tropics, de Sebastián Cordero
Egito: Clash, de Mohamed Diab
Estônia: Mother, de Kadri Kõusaar
Finlândia: The Happiest Day in the Life of Olli Mäki, de Juho Kuosmanen
França: Elle, de Paul Verhoeven
Geórgia: House of Others, de Rusudan Glurjidze
Grécia: Chevalier, de Athina Rachel Tsangari
Hong Kong: Port of Call, de Philip Yung
Hungria: Kills on Wheels, de Attila Till
Islândia: Sparrows, de Rúnar Rúnarsson
Índia: Interrogation, de Vetri Maaran
Indonésia: Letters from Prague, de Angga Dwimas Sasongko
Irã: The Salesman, de Asghar Farhadi
Iraque: El Clásico, de Halkawt Mustafa
Israel: Sand Storm, de Elite Zexer
Itália: Fire at Sea, de Gianfranco Rosi
Japão: Nagasaki: Memories of My Son, de Yoji Yamada
Jordânia: 3000 Nights,de Mai Masri
Cazaquistão: Amanat, de Satybaldy Narymbetov
Kosovo: Home Sweet Home, de Faton Bajraktari
Quirguistão: A Father's Will, de Bakyt Mukul e Dastan Zhapar Uulu
Letônia: Dawn, de Laila Pakalnina
Líbano: Very Big Shot, de Mir-Jean Bou Chaaya
Lituânia: Seneca's Day, de Kristijonas Vildziunas
Luxemburgo: Voices from Chernobyl, de Pol Cruchten
Macedônia: The Liberation of Skopje, de Rade Šerbedžija e Danilo Šerbedžija
Malásia: Beautiful Pain, de Tunku Mona Riza
México: Desierto, de Jonás Cuarón
Montenegro: The Black Pin, de Ivan Marinovi?
Marrocos: A Mile in My Shoes, de Said Khallaf
Nepal: The Black Hen, de Min Bahadur Bham
Holanda: Tonio, de Paula van der Oest
Nova Zelândia: A Flickering Truth, de Pietra Brettkelly
Noruega: The King's Choice, de Erik Poppe
Paquistão: Mah-e-Mir, de Anjum Shahzad
Palestina: The Idol, Hany Abu-Assad
Panamá: Salsipuedes, de Ricardo Aguilar Navarro e Manolito Rodríguez
Peru: Videophilia (and Other Viral Syndromes), de Juan Daniel F. Molero
Filipinas: Ma' Rosa, de Brillante Ma Mendoza
Polônia: Afterimage, de Andrzej Wajda
Portugal: Cartas de Guerra, de Ivo M. Ferreira
Romênia: Sieranevada, de Cristi Puiu
Rússia: Paradise, de Andrei Konchalovsky
Arábia Saudita: Barakah Meets Barakah, de Mahmoud Sabbagh
Sérvia: Train Driver's Diary, de Milos Radovic
Singapura: Apprentice, de Boo Junfeng
Eslováquia: Eva Nová, de Marko Skop
Eslovênia: Houston, de We Have a Problem! Žiga Virc
África do Sul: Call Me Thief, de Daryne Joshua
Coreia do Sul: The Age of Shadows, de Kim Jee-woon
Espanha: Julieta, de Pedro Almodóvar
Suécia: A Man Called Ove, de Hannes Holm
Suíça: My Life as a Zucchini, de Claude Barras
Taiwan: Hang in There, Kids!, de Laha Mebow
Tailândia: Karma, de Kanittha Kwunyoo
Turquia: Cold of Kalandar, de Mustafa Kara
Ucrânia: Ukrainian Sheriffs, de Roman Bondarchuk
Reino Unido: Under the Shadow, de Babak Anvari
Uruguai: Breadcrumbs, de Manane Rodríguez
Venezuela: From Afar, de Lorenzo Vigas
Vietnã: Yellow Flowers on the Green Grass, de Victor Vu
Iêmen: I Am Nojoom, Age 10 and Divorced, de Khadija Al-Salami

Os cinco finalistas do Oscar 2017 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro serão anunciados em 24 de janeiro e a cerimônia de entrega das estatuetas acontece em 26 de fevereiro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

'HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO' É O FILME BRASILEIRO ESCOLHIDO PARA CONCORRER NO OSCAR 2015


O Ministério da Cultura anunciou  hoje o escolhido para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2015.

‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, longa-metragem baseado no curta 'Eu Não Quero Voltar Sozinho' e também dirigido por Daniel Ribeiro, foi o escolhido.

Na trama, Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar.

Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe.

Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio.

Porém a chegada de Gabriel (Fabio Audi), um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo.

O cartaz do longa - Divulgação

Essa trama simples fez do último trabalho do roteirista e diretor Daniel Ribeiro um dos longas mais aguardados do ano e que já começou sua trajetória ao fazer um sucesso absurdo no último Festival de Berlim, de onde saiu com o prêmio da Firepresci (Federação da Crítica Internacional) na seção Panorama e também com o 'Teddy Bear', Urso de melhor longa com temática gay.

O  curta-metragem de 2010, que inspirou o longa,  já havia levado os prêmios do júri oficial, da crítica e do público no Festival de Paulínia.

Sabendo que a história poderia render bem mais, Ribeiro dirigiu com extrema ternura o que é para mim o melhor filme brasileiro do ano, de roteiro impecável e com interpretações do jovem elenco muito acima da média, de colocar medalhões do nosso cinema no chinelo de tão boas.


Destronando medalhões como 'Getúlio', 'Praia do Futuro', 'Serra Pelada' e 'Tatuagem', entre outros, 'Hoje eu Quero Voltar Sozinho' era o meu longa favorito da lista com 18 obras divulgada no começo da semana para concorrer a Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2015.

Filme simples e singelo, tem tudo para fazer bonito em Hollywood.

Estamos na torcida, Daniel!

+ Relembre o trailer do longa:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

'TROPA DE ELITE 2' FICA FORA DA DISPUTA PELO OSCAR DE FILME ESTRANGEIRO


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou nesta quarta (18) os nove finalistas que concorrem a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Representante brasileiro na disputa e filme de maior bilheteria da história, "Tropa de Elite 2" , dirigido por José Padilha e estrelado por Wagner Mouraficou de fora.

Os eleitores, membros da Academia tem até o dia 20 ( próxima sexta feira)  para chegar aos cinco filmes que disputarão a estatueta - o anúncio será feito dia 24 de janeiro, no Samuel Goldwyn Theater.

A cerimônia de entrega das estatuetas do Oscar será realizada dia 26 de fevereiro, no teatro Kodak, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para mais de 225 países.

Confira a lista de finalistas e seus países de origem:

Bullhead, de Michael R. Roskam (Bélgica)

Monsieur Lazhar, de Philippe Falardeau (Canadá)

Superclásico, de Ole Christian Madsen (Dinamarca)

Pina, de Wim Wenders (Alemanha)

A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)

Footnote, de Joseph Cedar (Israel)

Omar Killed Me, de Roschdy Zem (Marrocos)

In Darkness, de Agnieszka Holland (Polônia)

Warriors of the Rainbow: Seediq Bale, de Wei Te-sheng (Taiwan)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

OSCAR 2011: CONFIRA OS INDICADOS A MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quatro dramas e uma "quase" ficção científica brigam pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com destaque para o mexicano "Biutiful" e o dinamarquês "Em um Mundo Melhor".

De fato, "Biutiful", o esperado quarto filme de Alejandro González Iñárritu, que conseguiu um grande número de indicações nos festivais internacionais, está menos cotado após sua derrota no Globo de Ouro e no Bafta.

A surpreendente vitória de "Em um Mundo Melhor", da dinamarquesa Susanne Bier, no Globo de Ouro, pode agora se repetir em Hollywood, onde outro cotado à consagração é o grego "Dente Canino", de Giorgos Lanthimos.

No entanto, tanto o argelino "Fora da Lei", de Rachid Bouchareb, como o canadense "Incêndios", de Denis Villeneuve, chegam com alguma chance graças à boa recepção por parte do público.
Confira as chances de cada um:

"Biutiful": Um drama sem resquício para a esperança

Este é o quarto longa de Iñárritu que entra na disputa por Oscars.

"Amores Brutos" foi indicado em 2001 à estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, mas perdeu para "O Tigre e o Dragão".

Três anos depois, "21 gramas" (2003) rendeu indicações para Naomi Watts (Melhor Atriz) e Benicio del Toro (Melhor Ator Coadjuvante), que não levaram os prêmios.

Já "Babel", apesar de suas sete indicações em 2007, faturou apenas a estatueta de Melhor Trilha Sonora.
Com um esquema muito diferente de suas produções anteriores, "Biutiful" se foca principalmente em Uxbal - Javier Bardem -, e não em vários personagens e diversas linhas narrativas.

A história de "Biutiful" é a de um pai de dois filhos que vive em uma ensurdecedora e sórdida cidade europeia, Barcelona, e sofre os primeiros sintomas de um câncer que descobriu quando já era terminal.

Tudo o que lhe cerca, desde uma mulher psicótica que o trai com seu irmão, dos corruptos policiais à dilaceradora sobrevivência de imigrantes africanos e chineses em apartamentos e porões insalubres, tudo, absolutamente tudo, é sujeira e desolação.

"Em Um Mundo Melhor": Por que a violência não serve para nada

Com roteiro da própria diretora, Susanne Bier, e de Anders Thomas Jensen, "Em um Mundo Melhor" fala sobre as relações humanas, do contato entre pais e filhos e entre pessoas de diferentes culturas ou classes sociais, removendo medos, frustrações e vinganças para demonstrar que a violência não tem lugar nelas.

Esta não é a primeira vez que um filme de Bier concorre ao prestigioso prêmio - "Depois do Casamento" foi um dos finalistas em 2006 -, mas sim a primeira na qual conta com verdadeiras chances de ganhar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, como ficou comprovado ao receber o Globo de Ouro.

Bier disse que não quer "dar respostas" com seu filme, mas colocar perguntas sobre como resolver conflitos que levam a uma escolha entre a vingança e o perdão.

"Incêndios": O conflito do Líbano visto por uma mulher

O canadense Denis Villeneuve leva neste ano ao Oscar "Incêndios", seu nono longa-metragem, que apresenta um olhar feminino sobre o horror de uma guerra que representa a ocorrida no Líbano.

Baseada em obra de mesmo título do dramaturgo libanês Wajdi Mouawada, o diretor canadense descreve neste drama o percurso de dois irmãos gêmeos desde o Canadá, onde morreu sua mãe, até o Líbano de suas origens, viagem que ambos iniciam para realizar um último desejo expressado em seu testamento.

Esta é só uma desculpa para que "Incêndios" aborde às claras os confrontos civis entre cristãos e muçulmanos de mesma nacionalidade que transformaram o país, nos anos 70, em um cenário trágico, marcado pelo estigma do ódio entre irmãos com a religião como elemento de distorção.

Embora o filme não tenha passado pelo crivo dos júris do Bafta e do Globo de Ouro, recebeu amplo apoio de público nos 12 países onde entrou em cartaz.

"Fora da Lei": Nunca houve bons e maus

O filme do diretor francês de origem argelina Rachid Bouchareb recebeu críticas ferozes de políticos direitistas e de ex-veteranos franceses da Segunda Guerra Mundial, que o acusaram de desonrar a memória das "vítimas francesas" da guerra da Argélia e dos massacres de Setif.

Mas o cineasta pretendia ir à frente.

Queria que "Fora da Lei" fosse, segundo suas palavras, um filme que provocasse um debate sobre o passado colonial da França na Argélia, mas não um protesto violento.

O filme mostra as barbaridades cometidas tanto pelo lado francês como pelo argelino, e descreve sem ponderações os massacres de uns e outros, e dos argelinos entre si. "Fora da Lei" é a segunda incursão de Bouchareb em Hollywood após "Dias de Glória", indicado ao prêmio em 2007.

"Dente Canino": Uma mordida surrealista

Vencedor do prêmio "Um Certo Olhar" no último Festival de Cannes, "Dente Canino" ("Kynodontas'', título original) é uma mordida implacável de bom cinema por parte do diretor grego Giorgos Lanthimos, que explora a extinção do núcleo familiar.

Trata-se de uma narração "quase" de ficção científica, cheia de simbolismos, na qual alguns pais que pensam que a família está em perigo de extinção decidem criar um mundo dentro de sua própria casa, mostrada desde uma estética bonita, luminosa, aberta e cheia de gente bonita, mas com um fundo bem obscuro.

É de se destacar a presença em Hollywood do grego Lanthimos que, com este terceiro filme, se transformou em um dos mais novos talentos do cinema europeu e porta-bandeira de um país onde o cinema, segundo ele mesmo, "praticamente não existe".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OSCAR 2011: CONFIRA OS CONCORRENTES DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Foi divulgada a lista de países que disputam uma vaga para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro em 2011.

Ao todo, serão 65 países, incluindo alguns que nunca estiveram presentes na lista, como Etiópia e Groenlândia.

O Brasil disputa a vaga com o filme "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto.

As indicações completas do Oscar serão anunciadas no dia 25 de janeiro de 2011, e a cerimônia de entrega acontece no dia 27 de fevereiro.

Veja abaixo a lista completa.

Albânia
"East, West, East", de Gjergj Xhuvani

Algéria
"Hors la Loi" ("Outside the Law"), de Rachid Bouchareb

Argentina
"Carancho", de Pablo Trapero

Áustria
"La Pivellina", de Tizza Covi e Rainer Frimmel

Azerbaijão
"The Precinct", de Ilgar Safat

Bangladesh
"Third Person Singular Number", de Mostofa Sarwar Farooki

Bélgica
"Illegal", de Olivier Masset-Depasse

Bósnia-Herzegovina
"Circus Columbia", de Danis Tanovic

Brasil
"Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto

Bulgária
"Eastern Plays", de Kamen Kalev

Canadá
"Incendies", de Denis Villeneuve

Chile
"The Life of Fish", de Matias Bize

China
"Aftershock", de Feng Xiaogang

Colômbia
"Crab Trap", de Oscar Ruiz Navia

Costa Rica
"Of Love and Other Demons", de Hilda Hidalgo

Croácia
"The Blacks", de Goran Devic e Zvonimir Juric

República Tcheca
"Kawasaki's Rose", de Jan Hrebejk

Dinamarca
"In a Better World", de Susanne Bier

Egito
"Messages from the Sea", de Daoud Abdel Sayed

Estônia
"The Temptation of St. Tony", de Veiko Ounpuu

Etiópia
"The Athlete", de Davey Frankel e Rasselas Lakew

Finlândia
"Steam of Life", de Joonas Berghall e Mika Hotakainen

França
"Of Gods and Men", de Xavier Beauvois

Georgia
"Street Days", de Levan Koguashvili

Alemanha
"When We Leave", de Feo Aladag

Grécia
"Dogtooth", de Yorgos Lanthimos

Groenlândia
"Nuummioq", de Otto Rosing e Torben Bech

Hong Kong
"Echoes of the Rainbow", de Alex Law

Hungria
"Bibliotheque Pascal", de Szabolcs Hajdu

Islândia
"Mamma Gogo", de Fridrik Thor Fridriksson

Índia
"Peepli [Live]", de Anusha Rizvi

Indonésia
"How Funny (Our Country Is)", de Deddy Mizwar

Irã
"Farewell Baghdad", de Mehdi Naderi

*Iraque"
"Son of Babylon", de Mohamed Al-Daradji

Israel
"The Human Resources Manager", de Eran Riklis

Itália
"La Prima Cosa Bella" ("The First Beautiful Thing"), de Paolo Virzi

Japão
"Confessions", de Tetsuya Nakashima

Cazaquistão
"Strayed", de Akan Satayev

Coréia
"A Barefoot Dream", de Tae-kyun Kim

Quirguistão
"The Light Thief", de Aktan Arym Kubat

Letônia
"Hong Kong Confidential", de Maris Martinsons

Macedônia
"Mothers", de Milcho Manchevski

México
"Biutiful", de Alejandro Gonzalez Inarritu

Holanda
"Tirza", de Rudolf van den Berg

Nicarágua
"La Yuma", de Florence Jaugey

Noruega
"The Angel", de Margreth Olin

Perú
"Undertow" ("Contracorriente"), de Javier Fuentes-Leon

Filipinas
"Noy", de Dondon S. Santos e Rodel Nacianceno

Polônia
"All That I Love", de Jacek Borcuch

Portugal
"To Die Like a Man", de Joao Pedro Rodrigues

Porto Rico
"Miente" ("Lie"), de Rafael Mercado

Romênia
"If I Want to Whistle, I Whistle", de Florin Serban

Rússia
"The Edge", de Alexey Uchitel

Sérvia
"Besa", de Srdjan Karanovic

Eslováquia
"Hranica" ("The Border"), de Jaroslav Vojtek

Eslovênia
"9:06", de Igor Sterk

África do Sul
"Life, above All", de Oliver Schmitz

Espanha
"Tambien la Lluvia" ("Even the Rain"), de Iciar Bollain

Suécia
"Simple Simon", de Andreas Ohman

Suíça
"La Petite Chambre", de Stephanie Chuat e Veronique Reymond

Taiwan
"Monga", de Chen-zer Niu

Tailândia
"Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives", de Apichatpong Weerasethakul

Turquia
"Bal" ("Honey"), de Semih Kaplanoglu

Uruguai
"La Vida Util", de Federico Veiroj

Venezuela
"Hermano", de Marcel Rasquin

sexta-feira, 5 de março de 2010

OSCAR 2010: MELHOR FILME ESTRANGEIRO


Pessoal:

Abaixo, os indicados e uma curta análise dos indicados desse ano ao oscar de Melhor Filme Estrangeiro:

"A Fita Branca" - Alemanha
"A Fita Branca"
foi o grande vencedor do circuito do cinema europeu, e já levou como o melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro, a Palma de Ouro no último festival de Cannes, e prêmios dos críticos de Chicago, Los Angeles, Toronto e Nova York.

O filme aborda uma difícil história, que se desenvolve em um povoado da Alemanha pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Filmado em preto e branco, mostra as relações cruzadas e envenenadas entre os diferentes membros de uma comunidade de aparência perfeita.

Amores, ódios, rancores, invejas, tudo acontece em um estudo quase antropológico da maldade humana, realizado através de um frio distanciamento eleito pelo diretor para não tomar nenhum posicionamento e deixar o espectador sozinho diante de uma crueldade que permite entender as origens do nazismo.

É o grande favorito.

"O PROFETA" - França

"O Profeta",
de Jacques Audiard, é o candidato que mais ameaça a "Fita Branca", depois de conquistar o Grande Prêmio do Júri de Cannes, o prestigioso Nacional Board of Review, da associação de críticos dos Estados Unidos, e o Bafta, no Reino Unido.

Os prêmios, aliados ao triunfo no francês César - com nove estatuetas, incluindo melhor filme, diretor e ator -, fazem com que a dura experiência carcerária de uma jovem árabe narrada por Audiard chegue ao Oscar com grande confiança e otimismo.

Audiard narra com crueza a história de Malik el-Djebena - interpretado com uma credibilidade dolorosa pelo quase estreante Tahar Rahim -, um jovem árabe de 19 anos condenado a seis anos de prisão por um pequeno crime.

O filme e os espectadores assistem impotentes à transformação de Malik, que do jovem inocente e analfabeto que entra na prisão passa a ser um delinquente que se movimenta com facilidade pelo submundo da máfia.

"O LEITE DA AMARGURA" - Peru

Foi no Festival de Berlim de 2009 onde levou o Urso de Ouro - que começou a bem-sucedida trajetória de "O Leite da Amargura", que narra a violência sofrida pelas mulheres peruanas durante os anos do terrorismo no país, entre 1980 e 2000. Além de Berlim, levou prêmios em Guadalajara (México), Havana, Lima e Montreal.

Em seu segundo longa-metragem, Claudia Llosa se centra em uma dura realidade e nas consequências ainda hoje vividas pelas mulheres que sofreram violações de forma quase sistemática e seus familiares.

Com a imprescindível ajuda da protagonista, Magaly Solier, a cineasta faz da câmera um elemento quase invisível para permitir a evolução de uma história rodada em grande parte em quíchua e que é tão dura em sua realidade histórica como em seu presente quase vazio de perspectivas.

Solier interpreta Fausta, a filha de uma dessas mulheres estupradas, e vive com o pavor de passar pelo mesmo que passou sua mãe.

Um medo que a paralisou durante toda a vida e que lhe impediu de levar uma vida normal, especialmente nas relações - inexistentes - com os demais.

Um grande filme.

"O SEGREDO DOS SEUS OLHOS" - Argentina

"O Segredo dos Seus Olhos", de Juan José Campanella, reúne uma bela história de amor misturada com uma investigação de assassinato.

A produção foi vencedora de vários prêmios do cinema argentino e levou o Goya, da Espanha, de melhor filme hispano-americano e de atriz revelação, para Soledad Villamil.

O sucesso levou "O Segredo dos Seus Olhos" a se transformar na maior bilheteira da Argentina dos últimos 34 anos.

Na segunda indicação de um filme seu ao Oscar - em 2001 concorreu na mesma categoria com "O Filho da Noiva" - Campanella tem de torcer contra o favoritismo de "A Fita Branca", e lembra, com esperança, de que nas últimas edições os mais cotados não levaram a estatueta.

O argentino Ricardo Darín, protagonista do filme,confirmou que, apesar da indicação assistirá à premiação do próximo domingo pela televisão.

"AJAMI" - Israel

"Ajami" entra na briga tentando acabar com um tabu do cinema israelense, que em nove indicações na maior prêmio do cinema nunca conseguiu levar uma estatueta.

E o retrospecto negativo pode, segundo críticos, acabar ajudando o estreante diretor árabe-israelense Scandar Copti a levar para casa seu primeiro Oscar.

"Ajami" conta sem contemplações ou julgamentos os enfrentamentos entre os diferentes grupos religiosos que compõem a sociedade israelense e que se misturam no bairro de "Ajami", no sul de Yafa, perto de Tel Aviv.

Choques culturais e religiosos, tensões entre policiais e militares, diferenças entre gerações, imigração ilegal, pobreza, tudo com o drama da ocupação dos territórios palestinos como pano de fundo.

"Ajami" conseguiu uma menção especial em Cannes, foi o filme mais premiado este ano em Israel e venceu diversos festivais, como os de Montpellier (França) e Tessalônica (Grécia).

É o grande azarão dessa categoria.


O brasileiro "Salve Geral", de Sérgio Rezende, foi o escolhido para representar o país no Oscar, mas não ficou entres os finalistas selecionados para disputar a estatueta.
E não é que, mesmo sem nenhum brasileiro, a América Latina emplacou dois fortes competidores nesse ano?