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terça-feira, 19 de março de 2019

'ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD': NOVO LONGA DE TARANTINO GANHA PRIMEIRO TRAILER E CARTAZ NACIONAL

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O nono filme de Quentin Tarantino se passa nos anos 1970 e como todos os outros do diretor, também tem um elenco estelar
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Assista:


O longa é estrelado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie.

No elenco, ainda veremos o ator australiano Damon Herriman como Charles Manson e o ator polonês Rafal Zawierucha vivendo uma jovem versão do diretor Roman Polanksi.

Lena Dunham ('Girls'), Lorenza Izzo ('Canibais'), Austin Butler e Maya Hawke são as mais recentes adições do elenco, que também conta com Damian Lewis, Al Pacino, Emile Hirsch, Dakota Fanning, Clifton Collins Jr, Keith Jefferson e Nicholas Hammond.

O longa também marca o último trabalho do ator Luke Perry ("Barrados no Baile'), morto recentemente.

A sinopse ainda não foi divulgada.

Só o que sabemos é que na trama, um ator de televisão e seu dublê embarcaram em uma odisseia para se fazer um nome para si na indústria cinematográfica durante os assassinatos de Charles Manson em 1969, na cidade de Los Angeles. 

O Pôster brasileiro:
Sony Pictures

David Heyman ('Harry Potter') é o produtor.

A Sony Pictures adiantou a data de estreia para 26 de julho - duas semanas antes do previsto.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

'AMERICAN HORROR STORY: CULT' : CLAUSTROFÓBICA, SONHOS E MEDO DE PALHAÇOS NA ERA TRUMP


SINOPSE:

A noite do dia 8 de novembro de 2016 foi um momento assustador para muitos, e catártico para outros; o anúncio da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos causou um desespero e uma incredulidade coletivos.

E é catapultando este medo para territórios mais literais que Ryan Murphy e Brad Falchuk apresentam a sétima parte da sua antologia de 'American Horror Story'.

CRÍTICA:

Embora a premissa anunciada de 'American Horror Story: Cult' - que estreou no Brasil nesta quarta, no FX, depois de ter estreado um dia antes nos EUA - seja a realidade pós-Trump, a série não fica presa ao universo político e mergulha logo em um clima mais obscuro que é apenas iniciado pelo medo do que o Presidente faria.

Nem Sarah Paulson, Alison Pill, Evan Peters ou Billie Lourd: o real protagonista de da sétima parte da antologia de terror de Ryan Murphy é o medo, que aqui é representado por palhaços, muito, muito sinistros.

A trama acompanha o casal lésbico Ally e Ivy Mayfair-Richards (vividas respectivamente por Paulson e Pill), que têm um filho pequeno, Oz (Cooper Dodson).

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 Paulson e Pil em cena da nova temporada - Fotos dessa Postagem: Divulgação/FX
A ideia de Trump como presidente faz com que Ally tenha crises de ansiedade, que logo desencadeiam o retorno de suas fobias; entre elas uma irracional aversão a palhaços.

A coulrofobia (esse é o nome do medo de palhaços) é tanta que até mesmo a revista em quadrinhos de seu filho (cujo protagonista é um velho conhecido para os fiéis de AHS, o palhaço Twisty) lhe causa pânico.

Paralelamente, Kai (Peters) e Winter Anderson (Lourd) são irmãos que dividem uma estranha (e sinistra) conexão.

Eles não parecem ser exatamente próximos à primeira impressão, mas logo a história muda e algo particularmente esquisito faz com que eles tomem o centro das atenções.

Diferente da sexta temporada, 'Roanoke', 'Cult' já começa aceleradíssima e não economiza ou esconde a sua paixão pela paranoia e pelo bizarro.

O primeiro episódio já mergulha os personagens em um mundo que rapidamente se transforma, sobretudo através da visão de Ally/Sarah Paulson, que é o fio condutor do público neste universo, à medida que seu próprio enfraquecimento e crescente delírio são exatamente formas de representar a decadência de um sistema e a perspectiva incerta a respeito do futuro.

American Horror Story: Cult é uma potente metáfora do confinamento (Primeiras Impressões)
Ally/Sarah Paulson em cena - olha o palhaço lá no fundo!
Os comentários políticos da temporada parecem estar escondidos exatamente por baixo desta analogia.

Enquanto Ally representa o enfraquecimento de uma parte, que cede ao desespero e se sente cada vez mais diminuída, Kai representa o exato oposto.

O personagem de Peters, multifacetado, impulsivo e ao mesmo tempo metódico, é fortalecido pelo medo e apesar dos olhares assustados que direciona é um dos mais seguros de si.

As duas cenas de ódio que protagonizou no primeiro episódio - a primeira, jogando café sobre o casal de mulheres e a segunda, zoando um grupo de imigrante mexicanos, enchendo uma camisinha com urina e atirando neles, mostra do que o personagem será capaz - mesmo apanhando uma barbaridade dos chicanos.

Evan Peters é Kai
“Acima de tudo, os humanos amam o medo”, afirma com uma certeza que parece nem vir de dentro dele mesmo.

Esta relação de poder e controle através da manipulação de sentimentos (que se abrem ao mundo enquanto delírio obsessivo e transtornos de ansiedade) toca fundo no que move extremismos políticos e a ascensão de líderes nominais, únicos e controversos.

Parece ficção, mas é só uma outra forma de ver a triste realidade americana, agora sob o maior palhaço de todos, Donald Trump.

Se o mundo já não é um lugar exatamente agradável para Ally (e consequentemente, Ivy e Oz), também não é para o público.

A exploração das fobias como uma grande analogia às fraturas políticas dos Estados Unidos (que não por acaso refletem a instauração do medo ao redor de todo o globo) faz de 'American Horror Story: Cult' uma metáfora do confinamento ideológico do século XXI calcada na ultra-violência, mas com a qual é extremamente fácil criar empatia.

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Palhaços, muitos palhaços...
Claustrofóbica quando precisa, bem escrita e veloz, a sétima temporada de uma das melhores séries dos últimos tempos teve um ótimo começo para mais uma ideia inacreditavelmente interessante de Ryan Murphy e Brad Falchuk.

A nova temporada, além do elenco de temporadas anteriores - como Sarah Paulson, Evan Peters, Cheyenne Jackson, Adina Porter, Frances Conroy, Mare Winningham, Emma Roberts, Chaz Bono, James Morosini e John Carroll Lynch - também conta com novas adições, como Billie Lourd, Alison Pill, Colton Haynes, Billy Eichner, Leslie Grossman e Lena Dunham.

TRAILER:



'AMERICAN HORROR STORY: CULT'
Onde:
Canal FX
Quando:
Quartas:
Horário:
Meia Noite

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

TELEVISÃO - CRÍTICAS DA SEMANA


Nessa semana, teremos duas críticas: o começo da segunda temporada de 'Girls' e o final da segunda temporada de 'Homeland'.

Confira:

'GIRLS': ESTREIA DA SEGUNDA TEMPORADA

Em 1994, quando Quentin Tarantino lançou seu segundo longa, "Pulp Fiction", queria chama-lo de "O Primeiro Era Melhor" - segundo ele, para facilitar a vida dos críticos.
Ele vinha do sucesso de "Cães de Aluguel" e sabia que o mundo - e os críticos - estariam, todos, de olho.

Lena Dunham, criadora e protagonista da série "Girls" está no mesmo momento:a
primeira temporada surpreendeu com uma protagonista toda errada, Hannah Horvath, aspirante a escritora desinibida e de caráter maleável, que conduziu a série como parecia conduzir a vida: com saídas "over-racionalizadas" para problemas simples, e soluções simplórias para problemas complexos (depois de ver o namorado ser atropelado por sua culpa, come um pedaço de bolo diante do mar).

Já a segunda temporada estreou em ritmo mais lento: a história dá um salto de umas três semanas, os conflitos estão todos lá, só um pouco mais aprofundados, mas, antes de estampar o título que Tarantino queria para "Pulp Fiction", espere uma semana, pois o segundo episódio mostra de novo que Lena é gênio.

A atriz, roteirista e escritora Lena Dunham, criadora da série "Girls", no Globo de Ouro 2013 - foto: Carlo Allegri/Reuters
A novidade agora é o novo 'ficante' de Hannah, um estudante negro e republicano, com quem ela fica sem contar ao ex, Adam (que ainda não sabe que é ex) e Hannah mente com a mesma facilidade com que aparece nua.

Se você é um daqueles que ainda compara "Girls" com "Sex and the City", desista: os dois têm coisas em comum - são quatro amigas que discutem abertamente as suas vidas, em Nova York, num seriado ultrarrealista em relação a referências da cidade (no caso atual, do Brooklyn).

Mas, ao contrário de "Girls", "Sex and the City" foi sempre um negócio, pois começou com uma coluna de jornal que virou livro, teve os direitos comprados por um produtor de TV, que contratou uma atriz principal - Sarah Jessica Parker - que já era uma estrela.

Aqui, Dunham está mais para Jerry Seinfeld do que para  "Sex and the City" - Seinfeld também chegou à TV como criador, roteirista, diretor e protagonista de uma série que girava em torno de um personagem baseado nele mesmo, pegou a sitcom, que parecia fadada ao enfado nos anos 1990, e a renovou, simplesmente porque tinha um talento único.

Como prêmio, a segunda temporada da série traz na bagagem dois prêmios Emmy - de Melhor Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Lena Dunham) - e dois Globos de Ouro -como Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz para Lena Dunham.

'GIRLS'
Onde: HBO
Quando: Domingos
Cotação do Klau:

*****
'HOMELAND': FINAL DA SEGUNDA TEMPORADA

Dez anos após o 11 de Setembro, a série "Homeland" - que tem o terrorismo como tema central - estreou e arrebatou público e crítica mundiais, com uma trama cheia de reviravoltas.

Já a segunda temporada, que terminou no último domingo aqui no Brasil, dividiu opiniões.

Ágil como no primeiro ano, o enredo ganhou algumas histórias improváveis, como a de Abu Nazir, o terrorista mais procurado do mundo, escondido em um galpão nos Estados Unidos para colocar em prática seu plano de matar o vice-presidente à distância, desligando seu marca-passo via computador.

O romance entre a agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes, espetacular) e o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis, magnífico), que ganhou espaço na segunda temporada, também não foi unanimidade entre os espectadores.

Claire Danes - Carrie - e Damian Lewis - Brody - protagonistas de 'Homeland'

Se, no ano de estreia, o objetivo de Carrie era provar que Brody tinha se tornado um terrorista islâmico, no segundo, a situação não poderia ser mais diferente.

Ela logo confirma a suspeita, mas, apaixonada, crê que ele se regenerou e a relação entre os dois, que começou por interesse, se fortalece e eles vivem uma história de amor proibido.

A segunda temporada foi filmada com Claire Danes já em adiantado estado de gravidez, o que não freou a reconhecida maneira da atriz acima da média de se entregar totalmente às suas personagens - para mim, ela é a melhor atriz da sua geração.

Claire está ainda melhor que na primeira temporada, o que levou o produtor da série a fazer um agradecimento especial a ela, quando todo o elenco da série subiu ao palco do Globo de Ouro 2013 para receber o prêmio de Melhor Série Dramática.

"Vocês não imaginam o que é ver Claire Danes se arrastando dentro de um tubo com uma barriga de oito meses de gestação", disse Alex Gansa - a série ainda levou os Globos de Drama de Melhor Atriz - Claire Danes - e Melhor Ator - Damian Lewis.

O último episódio da segunda temporada foi um dos melhores da TV recente: Carrie e Brody estão juntos e apaixonados, pretendem ficar juntos, a família de Brody não sabe por onde ele anda e a CIA sabe que o grupo terrorista de Abu Nazir vai atacar em breve.

O que eles não esperavam é que uma bomba fosse colocada no carro de Brody, que explode dentro do QG da CIA em Langley e mata muitas pessoas, inclusive o diretor da Agência.

Como é o agente mais antigo da CIA, Saul Berenson (Mandy Patinkin), mentor de Carrie, é nomeado novo diretor da Agência pelo presidente americano - as cenas de Saul, em meio aos escombros e mortos do atentado, foi uma das mais impactantes cenas da TV nesse ano.

Ciente de que Brody iria ser acusado pelo atentado, Carrie foge com ele até a fronteira do Canadá, não sem antes conseguir documentos falsos para ele.

Lógico, ela volta a Langley para - na terceira temporada - provar a inocência de Brody, e se reencontra com Saul no pavilhão lotado dos mortos no atentado.

A atriz brasileira Morena Baccarin, que interpreta Jessica Brody - mulher do protagonista vivido por Damian Lewis - não se importa com as críticas a respeito da veracidade do seriado.
"Acho incrível o que os roteiristas fizeram", disse ela à Folha na semana passada em um português sem sotaques.

Morena, que foi morar nos Estados Unidos ainda criança, alertou no início da entrevista que, caso se esquecesse de alguma palavra, apelaria para o inglês -recurso que usou uma única vez.
"É difícil numa série dessas manter a história certinha e surpreender as pessoas."

"No início era mais um thriller, claro", reconhece Morena.
"Esta temporada tem um foco na relação entre eles, mas ainda tem a ação. Tem um pouco de tudo."

Morena revela que, segundo os planos iniciais, Nicholas iria morrer na segunda temporada, mas que os roteiristas mudaram de ideia.
"No início do ano, a gente soube mais ou menos o que ia acontecer. Mas mudou a história toda", conta.

"O 'show' estava indo tão bem, é meio difícil tirar um papel principal."

Sobre os rumos da terceira temporada, Morena afirma que sabe tanto quanto o público. 
"Os roteiristas me falaram que também não sabem como vai ser o terceiro ano", diz.

"Eles começaram a escrever nesta semana, estão discutindo a história."

Pela maneira como a segunda temporada acabou, vem aí mais momentos espetaculares para os fãs de 'Homeland', que não vão se sentir órfãos por muito tempo: a partir de domingo (27), o canal FX exibirá, no horário, a sexta temporada de 'Dexter', que também promete ser eletrizante.

'HOMELAND' - SEGUNDA TEMPORADA
Cotação do Klau:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

GLOBO DE OURO 2013: ENTRE ANNE HATHAWAY, CLAIRE DANES E BEN AFFLECK, QUE ROUBOU A CENA FOI JODIE FOSTER


A chegada tranquila e as entrevistas demoradas e saborosas no red carpet; o demorado beijo na bochecha esquerda de Mel Gibson, dado por Robert Downey Jr.; a reedição do sucesso da série "Homeland", que levou os principais prêmios da categoria Drama pela sua também ótima segunda temporada; a volta por cima do ator e diretor Ben Affleck e seu filme "Argo", esnobado pelo Oscar mas consagrado na noite de ontem; a aclamação de Anne Hathaway, Hugh Jackman e do musical "Os Miseráveis"; e o discurso sen-sa-cio-nal da Diva Jodie Foster, que, após receber um prêmio especial pela carreira de 47 anos, declarou não precisar sair do armário, por já tê-lo feito "lá atrás, na idade da pedra".

As apresentadoras Tina Fey e Amy Poehler foram muito bem e desde o início da cerimônia amenizaram o clima na entrega do 70º Globo de Ouro, depois de algumas edições marcadas por piadas pesadas.

Ricky Gervais - comediante britânico e criador da série "The Office" - tinha apresentado as três últimas edições, mas seu estilo de humor agressivo incomodava astros de Hollywood, que eram os alvos de suas piadas - só os telespectadores gostavam.

Mesmo assim, Fey e Poehler - que protagonizam respectivamente as séries "30 Rock" e "Parks and Recreation" - começaram falando de "A Hora Mais Escura" - filme sobre a caçada a Osama bin Laden, que gerou polêmica por suas cenas de tortura.
"Kathryn Bigelow [diretora do filme] entende de tortura, ela já foi casada com James Cameron", zoaram as duas, referindo-se  ao diretor de "Titanic" e "Avatar".

Sobre o excêntrico ator Daniel Day-Lewis, elas afirmaram que "Lincoln" não era o primeiro filme do diretor Steven Spielberg que o ator protagonizou.
"Ele era o E.T. de 'E.T. - O Extraterrestre'", brincaram, arrancando gargalhadas da plateia - inclusive de Lewis, que logo levantou o dedo indicador para lembrar o alienígena. 

Tina Fey e Amy Poehler , apresentadoras da noite
Foto: AP
Assim, num clima de alto astral e muito ameno,  a 70ª cerimônia de entrega do Globo de Ouro - prêmio concedido pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood - coroou o musical "Os Miseráveis" - dirigido por Tom Hooper - e a série "Homeland", com três estatuetas cada - a minissérie "Virada no Jogo" também levou três estatuetas.
Aida Takia-O'Reilly, presidente da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood, no palco do Globo de Ouro
Foto:  AP
Já a superprodução "Lincoln" - de Steven Spielberg e que disputava em sete categorias - só levou um prêmio, o de Melhor Ator em Drama - para a estupenda atuação de Daniel Day-Lewis como o presidente Abraham Lincoln.

Depois do red carpet, seguido de uma celebração realizada num dos salões do Hollywood Wilton com ótima comida e muita bebida, a premiação mais comentada da noite foi a escolha de "Argo" como Melhor Filme Dramático da edição 2013.

O drama do resgate de seis diplomatas norte-americanos presos na embaixada canadense no Irã pós-revolução de 1979 desbancou "Lincoln", apontado como favorito na noite.

Se a vitória de "Argo" foi uma surpresa em meio ao anúncio de prêmios já aguardados - Daniel Day-Lewis como Melhor Ator de Drama na categoria Cinema e Claire Danes como Melhor Atriz de Drama na Categoria TV - a categoria de Drama em Cinema também reservou um prêmio para Jessica Chastain - que interpretou uma agente da CIA envolvida na caçada norte-americana a Osama Bin Laden no longa "A Hora Mais Escura", de Kathryn Bigelow.

Chastain desbancou as atrizes Marion Cottilard ("Ferrugem e Osso"), Dame Helen Mirren ("Hitchcock"), Naomi Watts ("O Impossível") e Rachel Weisz ("The Deep Blue Sea").

O longa "Os Miseráveis" levou nas categorias de Melhor Ator - Hugh Jackman - Melhor Atriz - Anne Hathaway - e Melhor Filme em Comédias ou Musicais em disputa na noite.

Já a série "Homeland" apenas confirmou o favoritismo nas categorias que concorreu: os protagonistas Claire Danes - Melhor Atriz e Damian Lewis - Melhor Ator - levaram o troféu para casa novamente, e a série - exibida no Brasil pelo canal FX - levou na categoria de Melhor Série Dramática de TV.

Mesmo sem Mandy Patinkin ter levado novamente o prêmio de Melhor Coadjuvante, "Homeland" desbancou produções consagradas, como "Boardwalk Empire" e "Breaking Bad".

Na acirrada disputa de Melhor Atriz em Série de Comédia, a sensacional Lena Dunham - diretora, roteirista, produtora executiva e atriz da série "Girls" - derrotou as veteranas Tina Fey e Amy Poehler -  que como apresentadoras da noite e não perderam a oportunidade de zoar da situação.

Dunham ainda viu sua série ser coroada como a Melhor de 2012, derrotando produções como "Modern Family" e "The Big Bang Theory".

"Girls" conta a história de quatro garotas recém-saídas da faculdade em Nova York e enfrentando dilemas típicos do início da vida adulta, como falta de grana, relacionamentos amorosos complicados e amizades conturbadas.

Lena Dunham era uma desconhecida até a produção do filme "Tiny Furniture" (2010) e agora, pós Globo de Ouro, foi finalmente reconhecida pelo trabalho e muito citada por todos os presentes na noite de ontem como uma possível nova "queridinha da América".

"Girls" tem nova temporada prevista para ser lançada na próxima semana no Brasil,

Protagonizado e dirigido por Ben Affleck, "Argo" foi o grande vitorioso da noite, já que levou os Globos de Ouro de melhor Filme em Drama e Melhor Direção.

Durante a transmissão, o inspirador da história narrada no filme - o ex-agente da CIA Tony Mendez - apresentou o longa à plateia, que narra o resgate de seis funcionários da embaixada norte-americana em Teerã que se isolaram na representação canadense no país pouco depois da Revolução Islâmica de 1979.

Depois de derrotar Steven Spielberg ("Lincoln") e Quentin Tarantino ("Django Livre"), Affleck, com  o Globo de Ouro nas mãos, agradeceu ao elenco do filme, a Chris Terrio, o roteirista do longa e a esposa Jennifer Garner - estrela da série "Alias".

Voltando à TV,a produção "Virada no Jogo" serviu para coroar as atuações da minha eterna Diva Julianne Moore e Ed Harris - Melhores Atriz e Ator Coadjuvante na categoria.
A minissérie levou também a estatueta de Melhor Produção de 2012.

Ainda entre as minisséries, o astro Kevin Costner ressurgiu definitivamente das cinzas, ao levar o Globo de Ouro de Melhor Ator pelo seu estupendo trabalho em "Hatfields &  McCoys".
Em seu discurso, o ator lembrou a primeira vez em que participou de uma entrega do Globo de Ouro, quando ninguém o conhecia.
 "Foi uma longa jornada até aqui!", celebrou.

Já na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, a premiada foi Dame Maggie Smith - de "Downton Abbey" - que preferiu ficar na sua casa em Londres a ir até LA - Dame Smith já tem 80 anos.

No palco, a improvável dupla Jennifer Lopez e o ator de filmes de ação Jason Statham anunciaram e entregaram o prêmio de Melhor Trilha Sonora para Mychael Danna, por seu trabalho em "As Aventuras de Pi".

Jason Statham e Jennifer Lopez anunciam o prêmio de Melhor Trilha Sonora
Foto: Reuters
Danna é o maestro da moda - todos os cineastas querem atualmente para seus filmes trilhas assinadas por ele.

Já o Globo de Ouro de Melhor Canção Original foi para Adele, por sua composição e interpretação da música-tema de "007: Operação Skyfall".
A cantora, famosa por seus discursos e que estava igualzinha à Miss Piggy de "Os Muppets", foi uma das mais entusiasmadas no palco do hotel Beverly Hilton - tanto que trocou de estúdio nos seus agradecimentos - mencionou a Sony, que distribui o filme internacionalmente, no lugar da MGM, que o produziu.

O ex-presidente norte-americano BiIl Clinton também compareceu à cerimônia para apresentar o filme "Lincoln", sobre o seu antecessor  no principal cargo executivo dos Estados Unidos.
Clinton foi ovacionado de pé pelo público presente e recebeu o seguinte comentário da apresentadora Amy Poehler: "Vejam, o marido de Hillary Clinton esteve aqui!".

A categoria de Melhor Animação premiou o longa da Pixar, "Valente" - sobre uma garota escocesa em busca de sua maturidade - derrotando fortes concorrentes - como "Detona Ralph", "A Origem dos Guardiões", "Hotel Transilvânia" e "Frankenweenie", de Tim Burton.

As lendas dos filmes de ação Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone apresentaram o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, entregue ao austríaco "Amor", de Michael Haneke, vencedor de diversos prêmios nos festivais de 2012 mundo afora.

As lendas Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone anunciaram e entregaram o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Foto: AP
Ao receber sua estatueta, Haneke brincou com o fato de ele e Schwarzenegger serem austríacos.

O ator Don Cheadle foi escolhido como o Melhor Ator de Série de TV entre as atrações musicais ou de comédia por sua atuação em "House of Lies".

Robert Pattinson - aparentemente sem chifres - e Amanda Seyfried entregaram a um animadíssimo Quentin Tarantino o prêmio de Melhor Roteiro em Cinema por "Django Livre", que também rendeu o prêmio de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz.

Entregue por Will Ferrell e Kristen Wiig, o prêmio de Melhor atriz de Comédia ou Musical foi para Jennifer Lawrence, por sua atuação em "O Lado Bom da Vida".
"Venci a Meryl Streep", comemorou a atriz.

Mas o melhor da noite foi o longo discurso de agradecimento da atriz, diretora e produtora Jodie Foster.

Foster atualmente tem cinquenta anos, estreou nas telonas aos três e recebeu o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra - honraria entregue àqueles que contribuíram para a indústria do entretenimento.

Foster - que já recebeu dois Oscar de Melhor Atriz pelos filmes "Acusados" (1988) e "O Silêncio dos Inocentes" (1991) - foi  apresentada por Robert Downey Jr., subiu ao palco e fez um longo discurso, recheado de ironias e pequenas críticas ao mundo das celebridades.

Jodie Foster  e seu prêmio Cecil B. de Mille
Fez uma longa introdução para dizer que iria "fazer uma declaração bombástica essa noite".
Foi falando, falando, e quanto todos acharam que ela iria soltar um "I'm Lesbian", ela encerrou o suspense soltando um "I'm single!".

Depois, ainda sacou mais uma: "Se vocês pensaram que eu iria sair do armário aqui, digo que eu já saí do armário há muito tempo, ainda lá atrás, na idade da pedra".

E encerrou: "Vou continuar a contar histórias, a comover pessoas, ser comovida. É a melhor coisa do mundo. Quero ser vista, ser compreendida e não ser tão solitária."

Tem como não adorar uma Diva dessas?

CONFIRA OS GANHADORES NAS CATEGORIAS DE CINEMA:

MELHOR FILME DE DRAMA
"Argo": Ben Affleck comemora Globo de Ouro de Melhor Filme
Foto: AP

MELHOR DIRETOR
Ben Affleck ("Argo") Foto: AP
MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL
"Os Miseráveis" - Hugh Jackman e Anne Hathaway em cena do longa
Foto: Divulgação

MELHOR ATOR EM DRAMA
Daniel Day Lewis ("Lincoln") Foto: AP
MELHOR ATRIZ EM DRAMA
Jessica Chastain Actress Jessica Chastain, winner of Best Actress in a Motion Picture (Drama) for "Zero Dark Thirty," poses in the press room during the 70th Annual Golden Globe Awards held at The Beverly Hilton Hotel on January 13, 2013 in Beverly Hills, California.
Jessica Chastain ("A Hora Mais Escura") 
Foto: Zimbio

MELHOR ATOR DE FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL
Hugh Jackman ("Os Miseráveis")
Foto: AFP
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA OU MUSICAL
Jennifer Lawrence ("O Lado Bom da Vida") 
Foto: AP

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christoph Waltz ("Django Livre") segura seu troféu
Foto:AFP

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Anne Hathaway ("Os Miseráveis") 
Foto: AFP

MELHOR ROTEIRO
Quentin Tarantino ("Django Livre") 
Foto: AP

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"Amour" - O diretor Michael Hanecke recebeu o prêmio  
Foto: AP

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
"Valente" - o diretor Mark Andrews recebeu o prêmio 
Foto: AP

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL EM UM FILME
"Skyfall" ("007: Operação Skyfall") - A Miss Piggy inglesa posa com seu troféu  
Foto: AFP

MELHOR TRILHA SONORA
“As Aventuras de Pi" - Mychael Danna beija seu troféu 
Foto: AP

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CONFIRA OS GANHADORES NAS CATEGORIAS DE TELEVISÃO:

MELHOR SÉRIE DE TV - DRAMA
"Homeland": equipe da série subiu toda ao palco para receber o prêmio
Foto: AP

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Damian Lewis ("Homeland") posa com seu Golden Globe
Foto: Reuters

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Claire Danes ("Homeland") Foto: Efe

MELHOR SÉRIE DE TV - MUSICAL OU COMÉDIA
"Girls" :
 Zosia Mamet, Lena Dunham e Allison Williams comemoram a conquista do Globo de Ouro de melhor comédia televisiva - Foto: AFP

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
"Virada no Jogo": Julianne Moore e equipe toda vão receber o Globo de Ouro
Foto: Reuters

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV - MUSICAL E COMÉDIA
Don Cheadle ("House of Lies") 
Foto: AFP

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - MUSICAL OU COMÉDIA
Lena Dunham ("Girls") 
Foto: AFP

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
A lenda Kevin Costner ("Hatfields &  McCoys") posa com seu Globo de Ouro 
Foto: AFP

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Julianne Moore ("Virada no Jogo") segura seu Globo de Ouro
Foto: AFP
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Ed Harris Golden Globes
Ed Harris ("Virada no Jogo")
Foto: Getty Images

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Dame Maggie Smith - "Downton Abbey" 
Foto: LFV/Photoshot

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

'GIRLS': SÉRIE ATUALIZA COM SUCESSO CONCEITO DE 'SEX AND CITY'


Hannah tem 20 e poucos anos e ainda vive da mesada dos pais, no Brooklyn, em Nova York. 

Quando a família decide cortar a mamata, ela argumenta que precisa do dinheiro para virar a grande escritora que acredita ser.

"Posso ser a voz da minha geração", diz, chapada de ópio, para os pais.
"Ou, pelo menos, uma voz, de uma geração", conclui, desmaiando em seguida.

A cena está no primeiro episódio de "Girls", cuja protagonista Hannah é vivida por Lena Dunham, nova-iorquina de 26 anos que criou a série, é sua produtora-executiva, diretora e roteirista.

Com críticas bem elogiosas e cinco indicações ao Emmy (melhor série cômica, atriz, direção, roteiro e escalação de elenco), restam poucas dúvidas de que "Girls" seja, de fato, a voz de sua geração.

"Sabíamos que a frase era perigosa porque as pessoas achariam que é a voz do autor aparecendo. Mas o fato de ela [Hannah] estar completamente chapada quando fala isso tira o peso da situação", diz Dunham, rindo, a um grupo de jornalistas em Los Angeles.
"No fundo, ela espera ter um propósito no mundo."

A nova série narra os altos e baixos da vida de quatro amigas enquanto tentam entrar (ou fugir) no mundo adulto.

Diálogos realistas conduzem o grupo por situações desconfortáveis, ora cômicas, ora humilhantes (como nas várias cenas de sexo).

"A gente está sempre se perguntando: 'Isto soa real? É um retrato verdadeiro deste período da sua vida?'", explica Lena, que baseia parte das histórias na sua vida e na de seus amigos próximos.

Além da insegura Hannah, há a descolada Jessa, a agilizada Marnie e a inocente Shoshanna.

O cenário nova-iorquino hipster e o quarteto central fazem pensar em "Sex and the City", estrelado por Sarah Jessica Parker entre 1998 e 2004, mas a Nova York de "Girls" é mais pé no chão.

Com medo das comparações, Dunham cogitou centrar a ação num trio, mas logo percebeu que não adiantaria.
Fã de "Sex", resolveu abraçar as semelhanças e incorporou à história Shoshanna, fanática por Carrie.

"Queria mostrar que são garotas que cresceram vendo 'Sex and the City', mas que não estão tendo a mesma experiência", explicou Dunham, que nunca perdeu um episódio e assistia a maratonas de final do ano com a mãe - com quem ainda dividia o teto até este mês.

"A série criou uma expectativa com Nova York que não pode ser concretizada na vida real. É neste ponto que 'Girls' diverge."

Dois anos atrás, Lena chamou a atenção de Hollywood ao escrever, dirigir e estrelar "Tiny Furniture", comédia de humor negro parecida com "Girls", sobre uma garota que volta a morar com a mãe após se formar em cinema.

O filme ganhou prêmio no festival independente South by Southwest e abriu as portas para outros projetos, como a série da HBO, coproduzida por Judd Apatow (diretor de "Ligeiramente Grávidos"), responsável pelo seriado cult "Freaks and Geeks".

"Judd e eu achamos graça nas tragédias pessoais do dia a dia, especialmente quando você tem 24 anos e acha que tudo é o fim do mundo", conta Dunham.

A primeira temporada terminou em junho nos EUA e a segunda já está sendo gravada.

Dunham adianta o que esperar das próximas:
"Elas não serão garotas para sempre, mas seria engraçado um seriado sobre mulheres de 30 anos chamado 'Girls'. Afinal, na cabeça delas, elas ainda serão garotas por muito tempo."

Divulgação - HBO
A partir da esq., Marnie (Allison Williams), Jessa (Jemima Kirke), Hannah (Lena Dunham) e Shoshanna (Zosia Mamet), as quatro amigas do seriado "Girls"

Girls" não existiria sem "Sex and the City", e nenhum dos dois existiria sem a cidade que os cerca.

Mas um não é só cria do outro, e sim um jeito novo de usar as ferramentas que o primeiro revelou: um grupo de quatro fêmeas maiores de idade em Nova York, uma protagonista escritora e romances feitos sob medida para dar errado.

Mas a nova série da HBO não tem glamour, ninguém toma brunch todo domingo, muito menos venera marcas de sapato.

As quatro meninas de "Girls", que cresceram vendo "Sex" na TV com suas mães, são filhas de artistas e intelectuais.

A mãe de Lena Dunham, protagonista e criadora, é a fotógrafa e designer Carroll Dunham (que interpreta a mãe da personagem de Lena no longa "Tiny Furniture", dirigido pela filha).

Sua amiga inglesa Jemima Kirke é filha do baterista Simon Kirke e de Lorraine Kirke, dona de um brechó no Brooklyn que empresta grande parte das roupas para as personagens da série.

A bonitinha da turma, Allison Williams, é filha do âncora da NBC Brian Williams.

Já o pai de Zosia Mamet é o dramaturgo David Mamet - e seu avô é Russell Crouse, um dos autores do musical "A Noviça Rebelde".

Talvez o fato de terem crescido em ambientes criativos as tenha preparado para o universo de "Girls", em que o que dá errado na vida é o que dá certo na arte.

Folhapress

Dunham tem um talento especial para "dramatizar suas inseguranças", como diz sua personagem, e um jeito próprio de olhar situações de dentro e de fora ao mesmo tempo.

Assim, com apenas 26 anos, parece ter uma vivência de muito mais décadas e traz a leveza daqueles avós que mimam os netos como nunca fizeram com os filhos.

A criadora de "Girls" tem essa generosidade com ela mesma e a rapidez de pensamento de quem treinou muito para dizer coisas importantes, e outras só divertidas, usando 140 caracteres.

Confira um teaser da série:
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'GIRLS'
Onde: HBO
Quando: Segunda
Horário: 22h
Cotação do Klau: