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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

' A LAVANDERIA': CRÍTICA

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Hollywood se mostra altiva como nunca em comédia pela reforma fiscal nos EUA
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SINOPSE:

Ramón Fonseca (Antonio Banderas) e Jürgen Mossack (Gary Oldman) comandam um escritório de advocacia sediado na Cidade do Panamá, de onde gerenciam dezenas de empresas.

Eles participam de todo tipo de fraude, sempre dispostos a faturar mais.

Um dos casos envolve o pagamento da indenização a Ellen Martin (Meryl Streep), após seu marido Joe (James Cromwell) falecer devido a um acidente de barco.

Sem receber a quantia prometida, ela decide investigar por conta própria a empresa que está lhe dando calote.

CRÍTICA:

Quem diz que a postura dos liberais americanos é mais uma questão de estética do que de princípios - como o fato de Ellen DeGeneres rechaçar Donald Trump mas se misturar com George W. Bush - tem no filme A Lavanderia um caso de estudo bastante interessante.

Por trás de sua carta comovida de boas intenções o filme de Steven Soderbergh para a Netflix não consegue disfarçar a visão de mundo autocentrada.

Uma das características do inglês é desenvolver com rapidez expressões de idioma para dar conta de mudanças de comportamento e outros sinais dos tempos. 

Uma dessas expressões é "virtue signaling", "sinalizar virtude", popularizada para definir quem se mostra valoroso em público em troca de aplauso.

Não que o longa seja hipócrita no seu relato didático sobre lavagem de dinheiro e evasão fiscal, mas há um ranço por trás dos elegantes planos-sequências de Soderbergh, como se o filme estivesse realmente atacando assuntos de importância mais para falar de si mesmo.

O longa aborda o escândalo dos Panama Papers, com base no livro The Secrecy World, do jornalista Jake Bernstein, sobre um vazamento de emails que expôs o universo de empresas de fachadas sediadas em paraísos fiscais usados globalmente para sonegar impostos.

Antonio Banderas e Gary Oldman vivem os donos da firma panamenha que gerencia essas empresas, e ao mesmo tempo eles quebram a quarta parede para explicar tudo ao espectador.

A desculpa é a mesma dos filmes de prestígio de Adam McKay, como A Grande Aposta e Vice: tratar finanças ou a burocracia do governo de um jeito pedagógico numa conversa informal com o público, para expor o absurdo que há na complexidade jurídica desses universos.

Quem lê a sinopse e encontra Meryl Streep no topo do pôster pode suspeitar que Soderbergh estaria refazendo um trajeto parecido com o do seu Erin Brockovich, um elogio do cidadão médio que, esmagado pelo sistema, encontra no próprio espírito empreendedor americano as forças para vencer e reorganizar o mundo à sua volta.

A jornada edificante do longa é bem diferente, porém, e está mais próximo dos filmes de McKay na ambição de desenhar, com senso de humor quase sádico, um painel de subtramas ao invés de eleger uma só como epicentro dramático.

O resultado denota um desinteresse e um desprendimento que já estavam meio sugeridos nos planos-sequências com Oldman e Banderas.

O longa começa forte e envolvente, pegando o espectador de surpresa em momentos de impacto filmados de forma seca e direta (como o acidente de barco e os tiros na firma do Panamá), e nesses momentos o desprendimento funciona a favor do impacto.

À medida que o filme avança, porém, e escolhe outras subtramas sob o pretexto de dar mais substância ao "big picture", tudo em A Lavanderia tende a parecer mais gratuito - até a reviravolta final e o desfecho, que se sucedem sem suspense e caem no filme como um oportuno deus ex machina, atendendo às preces da massa.

Essas escolhas têm em comum um sentimento de superioridade moral: a amarração descompromissada, o exibicionismo dos travelings, as pegadinhas, o desvio na trama para tornar o estrangeiro caricatura (o sotaque carregado dos latinos e dos africanos, a frieza e a histeria dos chineses) e finalmente o refúgio na torre de marfim de Hollywood.

Porque a maior arma da esquerda liberal americana sempre foi o bom gosto, o charme e a altivez dos seus astros de cinema, porta-bandeiras das causas mais nobres.

Se há um elemento de pedantismo no longa, isso fica mais evidente no final, em que Meryl Streep se desnuda nos bastidores para mostrar o que faz dela uma autoridade aqui: simplesmente ser Meryl Streep.

Não fique a dúvida: quando quebra a quarta parede no final, A Lavanderia está apenas repetindo e deixando muito clara uma estratégia presente desde o início, que é operar sob um prestígio que precede o filme, o prestígio de deixar o pobre espectador espiar por dentro dos corredores de um cenário de cinema, acompanhado de um ícone latino e de um versátil vencedor do Oscar.

Na comparação, pelo menos os filmes de McKay, sempre em chave amarga, nunca esconderam que seu desprezo pelo espectador era também um desprezo por si.

A Lavanderia tenta nos convencer - já que o discurso hollywoodiano sempre é o da autoafirmação - que seu paternalismo na verdade é para o nosso bem.

GALERIA DE IMAGENS:
A Lavanderia : Foto Meryl Streep

A Lavanderia : Foto Meryl Streep

A Lavanderia : Foto Antonio Banderas, Gary Oldman

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
A LAVANDERIA
Dirigido por:
Steven Soderbergh
Produzido por:
Scott Z. Burns, Lawrence Gray, Gregory Jacobs, Steven Soderbergh, Michael Sugar
Roteiro de:
Scott Z. Burns
Baseado em:
Mundo secreto: dentro dos documentos do Panamá Investigação de redes de dinheiro ilícitas e da elite global, de Jake Bernstein
Elenco:
Meryl Streep, Gary Oldman, Antonio Banderas, Jeffrey Wright, Robert Patrick, David Schwimmer, Sharon stone
Música:
David Holmes
Cinematografia:
Steven Soderbergh (como Peter Andrews)
Editado por:
Steven Soderbergh (como Mary Ann Bernard)
Estúdio:
Gray Matter Productions, Topic Studios, Sugar23
Exibição:
Netflix
Datas de lançamento:
1 de setembro de 2019 - Festival de Veneza
27 de setembro de 2019 - Netflix
Duração:
95 minutos
País:
Estados Unidos

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

'A LAVANDERIA': MARYL STREEP INVESTIGA FRAUDE NO PRIMEIRO TRAILER DO NOVO LONGA DA NETFLIX

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A Netflix divulgou o trailer completo da cinebiografia ‘A Lavanderia‘ (The Laundromat)
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Confira:


Na trama, uma viúva (Meryl Streep) investiga uma fraude no mercado de seguros e chega a uma dupla de advogados da Cidade do Panamá (Gary Oldman e Antonio Banderas) tirando vantagem do sistema financeiro mundial.

Além de Streep, Oldman e Banderas, o elenco ainda conta com David Schwimmer, Riley Keough e Will Forte.

Steven Soderbergh dirige o longa, baseado no livro homônimo escrito por Jake Bernstein.

A Lavanderia será lançado nas telonas no dia 07 de setembro, com sua estreia na Netflix marcada para o dia 18 de outubro.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

'ROUBO EM FAMÍLIA': PRIMEIRO TRAILER TEM CHANNING TATUM E DANIEL CRAIG

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A mais nova e já elogiada produção de Steven Soderbergh ganhou seu trailer legendado
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Assista:


Durante uma corrida de automóveis da NASCAR, o maior campeonato de Stock-Car dos Estados Unidos, uma dupla de irmãos caipiras tenta realizar um ambicioso assalto.

Além de Daniel Craig e Channing Tatum, o longa é estrelado por Adam Driver.

O elenco conta também com Riley Keough, Hilary Swank, Seth MacFarlane, Katie Holmes, Katherine Waterston e Sebastian Stan.

Soderbergh dirige e Tatum é um dos produtores executivos.

A distribuição nacional é da Diamond Films e a estreia está agendada para 12 de outubro.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A SEMANA NO CINEMA


Confira:
FESTIVAL DE BRASÍLIA: 'BRANCO SAI. PRETO FICA' VENCE CATEGORIA PRINCIPAL
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FESTIVAL DO RIO COMEÇA E PRODUTORA DA SÉRIE 'THE WALKING DEAD' DARÁ SEMINÁRIO IMPERDÍVEL
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OSCAR 2015: CINEBIOGRAFIA DE SAINT-LAURENT SERÁ A REPRESENTANTE DA FRANÇA
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'STAR TREK 3': FILMAGENS COMEÇAM EM 6 MESES, ENTRERPRISE PARTE FINALMENTE PARA SUA MISSÃO DE CINCO ANOS E WILLIAM SHATNER E LEONARD NIMOY SÃO COTADOS NO ELENCO
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'X MEN: APOCALIPSE': BRYAN SINGER DE VOLTA À DIREÇÃO E NOVOS INTÉRPRETES PARA CICLOPE, TEMPESTADE E JEAN GREY
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'BATMAN V SUPERMAN': AQUAMAN DIRÁ AO SUPERMAN: "EU SALVEI VOCÊ"
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'DEADPOOL': LONGA SOLO CONFIRMADO PARA 2016 COM RYAN REYNOLDS NOVAMENTE NO PAPEL
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'ESQUADRÃO SUICIDA': WARNER BROS. QUER DAVID AYER PARA COMANDAR ADAPTAÇÃO
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'THE SNOWDEN FILES': CINEBIOGRAFIA DE OLIVER STONE DEVE SER PROTAGONIZADA POR JOSEPH GORDON-LEVITT
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TARANTINO QUER VIGGO MORTENSEN EM SEU NOVO FAROESTE
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JEREMY RENNER DIZ NÃO A FILME SOLO DO GAVIÃO ARQUEIRO
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'INDIANA JONES E OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA': STEVEN SODERBERGH REMONTA LONGA DE SPIELBERG
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Veja:
FESTIVAL DE BRASÍLIA: 'BRANCO SAI. PRETO FICA' VENCE CATEGORIA PRINCIPAL

Premiado em outros festivais, o longa 'Branco Sai. Preto Fica' foi o grande vencedor do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou na noite desta terça (23).

O filme de Adirley Queirós levou um prêmio de R$ 250 mil oferecido ao melhor filme da competição.

O diretor parte de uma ação violenta da polícia em 1986 para discutir temas polêmicos como o racismo e as desigualdades na zona periférica de Brasília.

O destaque deste ano ficou por conta de 'Brasil S/A', de Marcelo Pedroso, que levou, entre outros, os prêmios de melhor diretor, melhor roteiro, melhor trilha sonora e melhor som.

Veja o trailer de 'Branco Sai. Preto Fica':


Confira os outros prêmios distribuídos pelo júri oficial:

Melhor direção:
Marcelo Pedroso por Brasil S/A

Melhor ator:
Marquim do Tropa, de Branco Sai, Preto Fica

Melhor atriz:
Dandara de Morais, de Ventos de Agosto

Melhor ator coadjuvante:
Renato Novaes, de Ela Volta na Quinta

Melhor atriz coadjuvante:
Elida Silpe, de Ela Volta na Quinta

Melhor roteiro:
Marcelo Pedroso por Brasil S/A

Melhor fotografia:
Gabriel Mascaro por Ventos de Agosto

Melhor direção de arte:
Branco Sai, Preto Fica

Melhor trilha sonora:
Brasil S/A

Melhor som:
Brasil S/A

Melhor montagem:
Brasil S/A

Já entre o júri popular, o prêmio de melhor filme foi para 'Sem Pena', de Eugenio Puppo.

FESTIVAL DO RIO COMEÇA E PRODUTORA DA SÉRIE 'THE WALKING DEAD' DARÁ SEMINÁRIO IMPERDÍVEL

A partir de amanhã, 24 de setembro, profissionais e amantes do cinema e televisão estarão reunidos no Armazém 6 do Cais do Porto, no Rio de Janeiro, para o RioMarket, área de negócios do Festival do Rio e maior evento da indústria audiovisual da América Latina.

Até o dia 2 de outubro, produtores, roteiristas, diretores, autoridades, advogados, técnicos e profissionais da indústria audiovisual brasileira e internacional se reunirão para trocar informações e discutir sobre o setor com o público, no evento que já se consolidou no calendário de eventos nacional, trazendo todos os anos uma programação intensa, que busca fomentar o setor e capacitar os profissionais da área.

De acordo com documento divulgado pelo setor, o mercado de cinema foi responsável, em 2012, por 110 mil empregos diretos e 120 mil indiretos, com um faturamento bruto de R$ 42,8 bilhões e uma massa salarial de R$ 4,2 bilhões, ou 2,6 vezes a do setor de turismo.

O Brasil tornou-se o décimo mercado de cinema mundo e deve crescer acima da media global em todos os segmentos do audiovisual até 2017.

Durante nove dias, mais de 40 mesas de debates e 7 workshops, entre atividades pagas e gratuitas, compõem a programação, que ainda conta com o RioScreenings, as Rodadas de Negócios, o TV Show e o Film Show, reunindo mais de 200 especialistas em produção, figurino, som, animação, marketing e outras áreas.

As inscrições para essas atividades estão abertas no site.

Em 2014, o RioMarket chega com formato renovado, com a programação dividida em dois mercados segmentados.

O RioMarket TV, focado especificamente na indústria da televisão, ocorre entre 24 a 26 de setembro, e apresentará os modelos de negócios e tendências de sucesso.

De 29 de setembro a 2 de outubro, o RioMarket Film reunirá os profissionais da indústria cinematográfica abordando temas relevantes e discutindo as oportunidades de negócios atuais.

O participante este ano tem a opção de se inscrever para os três dias de RioMarket TV ou quatro dias de RioMarket Film, de acordo com seu interesse.

A produtora executiva de 'The Walking Dead', Gale Anne Hurd - Grubstreet.com

Dentro de cada segmento, o já consagrado RioSeminars vai trazer debates com temas diversos e atuais de interesse dos profissionais.

Grandes nomes, como o ator Chad Coleman e a produtora executiva Gale Anne Hurd - os dois da série “The Walking Dead”; Janie Bryant - figurinista da série “Mad Men“; Marc Halsey - roteirista do seriado “The Carrie Diaries“; Renato Falcão - diretor de fotografia dos filmes “Rio” e “Era do Gelo 4“; e Andrew Meyer - produtor executivo do filme “Tomates Verdes Fritos“ - são alguns dos convidados internacionais já confirmados que vão participar de mesas e ministrar Master Classes e Workshops.

Gale Anne Hurd, considerada uma das grandes produtoras executivas da atual TV americana, apresentará seu seminário no dia 24 de setembro - um momento imperdível para quem quer saber a fundo o porquê da série de zumbis fazer tanto sucesso mundo afora.

OSCAR 2015: CINEBIOGRAFIA DE SAINT-LAURENT SERÁ A REPRESENTANTE DA FRANÇA

‘Yves Saint Laurent‘, cinebiografia do ícone da moda  e que tem Pierre Niney no papel do estilista, foi o escolhido pela França para representar o país na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2015.

A sinopse:

"Paris, 1957.

Com apenas 21 anos, Yves Saint Laurent (Pierre Niney) é chamado para se encarregar do futuro da prestigiosa grife de alta costura fundada por Christian Dior, falecido recentemente.

Depois de seu primeiro desfile triunfal, ele vai conhecer Pierre Bergé (Guillaume Gallienne) e este encontro irá abalar sua vida.

Amantes e parceiros de trabalho, os dois se associam a fim de criar a grife Yves Saint Laurent.

Apesar de suas obsessões e demônios interiores, Saint Laurent vai revolucionar o mundo da moda com sua abordagem moderna e iconoclasta".

Veja o trailer legendado de ‘Yves Saint Laurent‘:


Dirigido por Jalil Lespert, 'Yves Saint Laurent' estreia em 13 de novembro aqui no Brasil.

'STAR TREK 3': FILMAGENS COMEÇAM EM 6 MESES, ENTRERPRISE PARTE FINALMENTE PARA SUA MISSÃO DE CINCO ANOS E WILLIAM SHATNER E LEONARD NIMOY SÃO COTADOS NO ELENCO

O terceiro longa dessa nova e revitalizada fase da mega franquia espacial da Paramount Pictures começará a ser rodado no começo do ano que vem, o roteiro deve trazer a tripulação da mais icônica de todas as espaçonaves - a USS Enterprise - finalmente partindo para sua missão de cinco anos - mote da série de TV - e mais: o elenco pode ter os intérpretes originais de Kirk e Spock!

Entrevistado pelo 'Today Show', o ator Zachary Quinto - atual intérprete de Mr. Spock - comentou que as coisas estão andando e as filmagens começarão em algum momento dentro dos próximos seis meses.

O ator também comentou positivamente sobre uma possível inclusão da missão original de cinco anos da Enterprise.

Zachary Quinto como Spock e Chris Pine como Kirk, em foto promocional do longa de 2009 - Paramount Pictures

Ainda nessa semana, o site Bleeding Cool cravou que a lenda William Shatner - que viveu o Capitão Kirk na série de TV (1966–1969) e nos primeiros longas baseados nela até 1991 - pode se juntar a Leonard Nimoy, o Spock original, em 'Star Trek 3‘.

Uma participação especial de Shatner, atuais 84 anos - na nova franquia já estaria reservada desde o primeiro longa (2009), mas foi descartada antes das filmagens.

E como não havia lugar para o ator no roteiro do segundo filme - 'Além da Escuridão - Star Trek' (2013) - seu retorno ao universo de ‘Star Trek‘ deve acontecer mesmo no próximo longa, ao lado do ex-colega de elenco - Nimoy tem atualmente os mesmos 84 anos - que já apareceu bem nos dois últimos filmes.

Segundo a publicação, uma das cenas de ‘Star Trek 3‘ reunirá Shatner e Nimoy pela primeira vez desde ‘Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida’ (1991).

Se o roteiro não passar por reajustes, tudo indica que o encontro histórico deve mesmo acontecer.

William Shatner como Kirk e Leonard Nimoy como Spock, em foto do set da série de TV - Paramount Pictures

Recentemente, o coroteirista e diretor Roberto Orci disse que a primeira versão do roteiro estava pronta e que ele e sua equipe esperam iniciar a produção do filme entre março e junho de 2015 - dentro da previsão que Zachary Quinto fez.

Orci dirigirá ‘Star Trek 3‘ substituindo J.J. Abrams,que dirigiu os dois primeiros longas dessa atual revitalização e que que atualmente comanda ‘Star Wars – Episódio 7‘ para a Disney.

“Em [Além da Escuridão] eles partiram finalmente para onde a série original começou. Os dois primeiros filmes – especialmente o [Star Trek] de 2009 – eram uma história de origem. Era sobre eles se unindo. Assim, eles não eram aqueles personagens que estavam na série original. Eles foram crescendo dentro deles e isso continuou no segundo filme. Então, neste filme eles estão mais próximos do que são na série de TV que você conhece. Eles partiram em uma missão de cinco anos. Então a aventura vai ser no espaço profundo”, afirmou o diretor - ou seja: a missão de cinco anos original da Enterprise parece que finalmente vai acontecer na telona.

Além de Zachary Quinto, Chris Pine (Kirk) e Zoë Saldana (Uhura) vão retornar.

Embora o terceiro ‘Star Trek’ ainda não tenha título oficial e cronograma, Karl Urban (Dr. Leonard ‘Bones’ McCoy) afirmou que espera um filme mais original e independente dos elementos conhecidos dos longas e séries anteriores.

‘Além da Escuridão – Star Trek’ se tornou o filme de maior sucesso na franquia, com uma arrecadação mundial de mais de U$ 465 milhões.

Nos EUA, o longa rendeu U$ 226 milhões, menos que o reboot de 2009 mas, mesmo assim, o resultado garantiu o 7º lugar na lista de maiores bilheterias de 2013.

Especula-se que a Paramount Pictures agendará o lançamento de ‘Star Trek 3′ para 2016, ano em que a série ‘Jornada nas Estrelas’ completa seu 50º aniversário.

'X MEN: APOCALIPSE': BRYAN SINGER DE VOLTA À DIREÇÃO E NOVOS INTÉRPRETES PARA CICLOPE, TEMPESTADE E JEAN GREY

Segundo o Deadline, depois de ‘X-Men’ (2000), ‘X-Men 2′ (2003) e ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido’ (2014), o diretor Bryan Singer retornará ao comando da franquia no próximo filme, ‘X-Men: Apocalipse‘, marcado para 2016.

Os primeiros nomes do elenco também foram confirmados; Charles Xavier (James McAvoy, que já confirmou que aparecerá careca), Erik/Magneto (Michael Fassbender), Raven/Mística (Jennifer Lawrence), Wolverine (Hugh Jackman) e Hank/Fera (Nicholas Hoult) retornam.

Segundo o site, ‘X-Men: Apocalipse‘ se passará uma década após os eventos de ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido‘, será focado nos jovens mutantes da franquia e começará a ser rodada em abril de 2015, no Canadá - os sets de filmagem começarão a ser construídos em dezembro.

O novo ‘X-Men‘ voltará a ser filmado nos estúdios Mel’s Cité du Cinema, que também serviu de locações para ‘Dias de um Futuro Esquecido’

Este é o segundo filme da franquia a ser rodado em Montreal; os anteriores foram filmados em Ontario, Colúmbia Britânica e Austrália.

Com o sucesso de ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido‘ (X-Men: Days of Future Past) nas bilheterias mundiais, o roteirista Simon Kinberg e o diretor Bryan Singer parecem estar reconsiderando a trama de ‘X-Men: Apocalipse‘.

Um fã pôster já coloca Apocalipse como o principal vilão - Imagem Internet

Inicialmente, o longa seria focado no elenco de ‘X-Men: Primeira Classe‘, mas Kinberg revelou ao Daily Beast que o novo filme deve trazer parte do elenco da trilogia inicial.

“O foco principal será sobre o elenco de ‘Primeira Classe’, mas certamente teremos alguns atores do elenco original envolvidos”, afirmou.

Ao Yahoo, Kinberg disse que mudanças podem ocorrer no elenco do longa: ambientado anos antes dos filmes da trilogia original, o novo projeto pode substituir os atores que deram vida aos personagens Ciclope, Tempestade e Jean Grey em outras oportunidades.

"Se nós incluímos alguns dos X-Men originais, como Tempestade, Jean e Scott em 'X-Men: Apocalipse', então sim, teríamos de fazer uma reformulação já que Apocalipse acontece uns bons vinte anos antes dos primeiros X-Men.
Seria muito difícil de fazer. Halle Berry, Famke Janssen e Jimmy Marsden e outros têm feito trabalhos maravilhosos e são tão identificados com seus personagens agora. Portanto, seria uma tarefa difícil. Mas eu também teria dito isso antes de X-men: Primeira Classe quando tivemos que encontrar atores para estar ao lado de Ian McKellen e Patrick Stewart".

Se seguir a história dos quadrinhos, o longa deverá ter o vilão Apocalipse – juntamente com o Sr. Sinistro – contra o casal Ciclope e Jean Grey.

‘X-Men: Apocalipse’ tem estreia marcada para 27 de maio de 2016.

'BATMAN V SUPERMAN': AQUAMAN DIRÁ AO SUPERMAN: "EU SALVEI VOCÊ"

Numa cena de 'O Homem de Aço' (2013), vimos que Clark (Henry Cavill) segura a estrutura da plataforma de petróleo em chamas onde trabalhava para que seu companheiros pudessem embarcar e fugir  em segurança em um helicóptero; depois caia nas águas do mar, afundava e era levado á superfície por duas baleias.

Reveja a cena do resgate aquático em ‘O Homem de Aço‘:


De acordo com o site The Wrap, a continuação 'Batman v Superman: Dawn of Justice' vai explicar quem comandou as baleias no salvamento.

"Fui eu quem mandei as baleias salvarem você", dirá Aquaman (Jason Momoa) - que vai surgir no aguardado longa com uma aparência de surfista e tatuagens tribais - ao Superman.

O Aquaman interpretado por Jason Momoa, na versão do site Film Total

Ou seja: de uma tacada só, foi revelada a sub ação da cena e também confirmado que o último Conan e também ator da série 'Game of Thones' será realmente o intérprete do rei dos mares.

'Batman v Superman: Dawn of Justice' estreia em 25 de março de 2016.

'DEADPOOL': LONGA SOLO CONFIRMADO PARA 2016 COM RYAN REYNOLDS NOVAMENTE NO PAPEL

Se Ryan Reynolds recentemente se disse contente com a reação dos fãs com o vídeo divulgado em que ele aparece na pele do mercenário tagarela da Marvel, agora, a 20th Century Fox anunciou que o filme solo do personagem realmente vai acontecer.

'Deadpool' estreia em 12 de fevereiro de 2016.

Ryan Reynolds como Deadpool - Movie Pilot

As datas de outros filmes da Fox também foram divulgadas:

'X-men: Apocalipse' - 27 de maio de 2015

'Cidades De Papel', da obra de John Green - 19 de junho de 2015

'Quarteto Fantástico' 07 de agosto de 2015

'Assassins Creed', baseado no game de sucesso - estrearia em 07 de agosto, agora está sem data de estreia definida

'ESQUADRÃO SUICIDA': WARNER BROS. QUER DAVID AYER PARA COMANDAR ADAPTAÇÃO

A Warner Bros. revelou pouco dos filmes que pretende lançar nos próximos anos, mas, segundo a revista Variety, um desses projetos é a adaptação de 'Esquadrão Suicida', uma HQ publicada pela DC.

Ainda segundo a Variety, o estúdio quer David Ayer - de 'Dia De Treinamento' e do inédito 'Corações De Ferro' - para dirigir o longa.

O esquadrão Suicida das Hqs - DC Comics

Dan Lin deve produzir e Justin Marks - de'Street Fighter: A Lenda De Chun-li' - deve escrever o roteiro.

'Suicide Squad' conta a história de um time de supervilões que tem uma chance de redenção e suas tentativas de se reintegrarem à sociedade.

A previsão é que o filme não chegue aos cinemas antes de 2020.

'THE SNOWDEN FILES': CINEBIOGRAFIA DE OLIVER STONE DEVE SER PROTAGONIZADA POR JOSEPH GORDON-LEVITT

Anunciado tempo atrás, o novo projeto a ser dirigido por Oliver Stone, 'The Snowden Files', pode ser protagonizado por Joseph Gordon-Levitt.

Segundo o Deadline, o ator é o favorito para viver Edward Snowden, o delator  americano que causou uma grave crise diplomática após revelar ao mundo que uma agência do governo dos Estados Unidos espionava pessoas do mundo todo, incluindo chefes de estado como nossa presidente Dilma.

O filme será baseado em livro de mesmo nome escrito pelo jornalista Luke Harding, do The Guardian.

O ator Joseph Gordon-Levitt e o delator Edward Snowden - Getty Images

As filmagens começam em dezembro em Munique, cidade alemã.

Stone tem grande experiência em dramas políticos: é dele os premiados 'Platoon' e 'Nascido Em Quatro De Julho'.

TARANTINO QUER VIGGO MORTENSEN EM SEU NOVO FAROESTE

Viggo Mortensen (‘Senhores do Crime’, ‘O Senhor dos Anéis’) pode se juntar ao elenco de ‘The Hateful Eight’, próximo faroeste do cineasta Quentin Tarantino (‘Django Livre’).

Segundo o New York Daily News, o ator e o diretor teriam se encontrado em um hotel para discutir o personagem, um impiedoso líder de gangue.

Samuel L. Jackson, Michael Madsen, Kurt Russell, James Remar, Amber Tamblyn, Walton Goggins e Zoe Bell também devem compor o elenco.

Jennifer Lawrence (franquia ‘Jogos Vorazes’) está negociando um dos papéis principais, provavelmente o de Daisy Domergue (A Prisioneira).

Evan Rachel Wood, Geena Davis e Hilary Swank também estão cotados para o filme.

O ator Viggo Mortensen - Sun People

Na trama, depois que uma diligência desvia da sua rota por conta de uma tempestade de neve, um grupo de oito estranhos – formado por Major Marquis Warren (O Caçador de Recompensas), John Ruth (O Enforcador), Daisy Domergue (A Prisioneira), Chris Mannix (O Xerife), Bob (O Mexicano), Oswald Mobray (O Homem Pequeno), Joe Gage (O Vaqueiro) e General Sandy Smithers (O Confederado) – fica preso em um saloon no meio do nada.

As filmagens começam em janeiro, em Wyoming, mesma locação usada para ‘Django Livre‘, e o longa será rodado na película de 70mm, “no mais amplo formato dos últimos 20 anos”, mas também ganhará cópias para o formato tradicional e o digital.

‘The Hateful Eight’ deve ser lançado entre setembro e novembro de 2015.

JEREMY RENNER DIZ NÃO A FILME SOLO DO GAVIÃO ARQUEIRO

Em entrevista à MTV News, Jeremy Renner disse que não tem interesse de estrelar um filme solo do herói Gavião Arqueiro.

“Estou feliz por fazer parte de um grupo”, declarou o ator, fazendo referência a ‘Os Vingadores‘.

“Eu não vou fazer campanha nem implorar por um filme solo [do Gavião], de forma nenhuma”, continuou.

“Eu acho que ele é um cara útil, que pode transitar nos universos de outros personagens, como por exemplo em ‘Capitão América 3′”, conclui Renner, confirmando o que já vem sendo especulado há algum tempo: seu personagem também estará no terceiro longa solo do Capita.

Renner em foto promocional como o Gavião Arqueiro - Disney

Antes, o Gavião será visto ao lado do Capita e dos outros Vingadores em 'Os Vingadores 2: A Era de Ultron', que chega aos cinemas em 1º de maio de 2015.

'INDIANA JONES E OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA': STEVEN SODERBERGH REMONTA LONGA DE SPIELBERG

O diretor de ‘Magic Mike’ e ‘Onze Homens e um Segredo’ criou uma nova versão do clássico ‘Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida‘, lançado por Steven Spielberg em 1981.

Fã assumido do filme, Steven Soderbergh o remontou como um filme mudo e sem cores, para mostrar ao público detalhes que passaram despercebidos na edição original.

Até a trilha sonora é diferente, apresentando músicas de Trent Reznor e Atticus Ross - responsáveis pelas trilhas de ‘A Rede Social’ e ‘Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres’.


Em março deste ano, surgiu um boato que a Disney estava planejando renovar a franquia ‘Indiana Jones’, colocando um ator mais jovem no papel iconizado por Harrison Ford - não seria um reinício da franquia, apenas uma revitalização, a mesma coisa que a MGM faz com a franquia ‘007‘: o mesmo personagem, com um ator mais jovem.

Harrison Ford como Indiana Jones na versão em P & B de Soderbergh - Divulgação

Pouco depois, o chairman dos estúdios Disney, Alan Horn, declarou que não haverá nenhum longa novo com o herói arqueólogo por pelo menos dois ou três anos - segundo o executivo, a razão é simples: “Nós não temos uma história. Nós precisamos de uma história.”

A Disney agora detém os direitos de marketing e distribuição de quaisquer filmes futuros do personagem, enquanto a Paramount continua com os direitos de distribuição sobre os quatro longas originais, e ainda ganhará uma parcela não revelada dos lucros das próximas produções.

Há muito tempo se discute a produção de um quinto ‘Indiana Jones’.

No entanto, desde 2008 não houve avanços e Ford já declarou que não pretende retornar ao papel.

Os quatro filmes renderam quase US$ 2 bilhões nas bilheterias mundiais.

*****
Até +!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

EMMY 2013: FILME DE STEVEN SODERBERGH VETADO PELOS GRANDES ESTÚDIOS POR SER ‘GAY DEMAIS’ É EXIBIDO NA TV E VIRA O GRANDE VENCEDOR DA NOITE – CONFIRA COMO FOI A CERIMÔNIA


O diretor Steven Soderbergh tinha consciência de que seu projeto de contar com fidelidade a história da lenda Wladziu Valentino Liberace (1919-1987) enfrentaria muitos percalços.

Afinal, Liberace era um pianista 'entertainer' maravilhoso, um gay não assumido e a primeira celebridade do 'show bis's americano a fazer longas temporadas de muito sucesso nos cassinos de Las Vegas, tudo  regado a muito luxo, drogas e amantes, muitos amantes.

O primeiro passo para que o sonhado projeto – ‘Behind the Candelabra’ - andasse foi outra lenda, Michael Douglas, esta das telonas, topasse interpretar o músico.

O segundo passo foi Matt Damon ter topado interpretar seu amante mais longevo - o roteiro, inclusive, é baseado num livro escrito pelo rapaz.

Filme pronto, feito com recursos próprios do diretor, veio a grande surpresa: os grandes estúdios de Hollywood se recusaram a distribui-lo nas salas de cinema, com a alegação furadíssima de que ele era “gay demais”.

E isso, em plena Hollywood do século 21, a mesma indústria que deve tudo e mais um pouco aos milhões de gays que lá trabalharam ou trabalham, defronte e atrás das câmeras!

Soderbergh ficou tão frustrado que até pensou em abandonar a carreira, mas aí a HBO entrou na história.

Um dos canais pagos do conglomerado Warner, a HBO é conhecida pela total liberdade criativa que dá aos seus diretores e roteiristas  – o estúdio Warner Bros., nos anos dourados, era assim – e não só encampou o projeto como um telefilme, como teve a sua melhor audiência de toda a sua existência quando o exibiu.

Faltava ainda a Soderbergh dar o troco aos estúdios que lhe deram as costas, e o troco veio ontem à noite, quando ‘Behind the Candeladra’ foi o grande vencedor do Emmy 2013 – o principal prêmio da TV - levando os prêmios de melhor ator (Douglas), melhor diretor (Soderbergh) e também na categoria melhor minissérie ou telefilme.

Michael Douglas recebe seu Emmy de Melhor Ator em minissérie ou telefilme - screencave.com
Com 15 indicações, "Minha Vida com Liberace" – título brasileiro - levou 11 prêmios, incluindo elenco, direção de arte, edição, hairstyling, mixagem de som, figurino, fotografia, maquiagem com prótese e maquiagem sem prótese.

Com apresentação do ator Neil Patrick Harris e recheada por muitas piadas sem graça, a cerimônia enxuta, rápida e sem emoção, transmitida diretamente do Nokia Theatre, centro de Los Angeles, esteve muito mais interessante e divertida antes, no ‘red carpet’, com as estrelas do canal E! fazendo jogos entre si, entrevistando as celebridades e mostrando suas jóias e vestidos.

Neil Patrick Harris foi o apresentador da noite - snarkerati.com
Se a impagável estrela maior do canal, Joan Rivers, ficou reservada para a edição especial do ‘Fashion Police’ – no Brasil, amanhã, 20h. - Giuliana Rancic, Ross Mathews, Terence Jenkis e demais estrelas do canal deram um banho de profissionalismo e bom humor.

O primeiro Emmy da noite foi para Merritt Wever, como melhor atriz coadjuvante de uma série de comédia, por "Nurse Jackie".
Completamente chocada com o prêmio, a atriz não fez discurso de agradecimento - limitou-se a dizer: "Preciso ir embora." - e saiu!

Merritt Wever, melhor coadjuvante em comédia - Getty Images
A surpresa se deve ao fato de que a colombiana Sofía Vergara era a favorita na categoria por ‘Modern Family’ - prêmio que lhe escapara nas três últimas edições.

Na sequência, o muito acima da média Jim Parsons levou o terceiro Emmy de sua carreira pelo interpretação do Dr. Sheldon Cooper na série "The Big Bang Theory".

Jim Parsons segura seu Emmy - cnn.com
Ainda na comédia: além de melhor série, "Modern Family" levou o Emmy de direção e "30 Rock" - que concorria na última temporada - ficou com o prêmio de melhor roteiro para Tina Fey, que surpreendentemente perdeu o prêmio de melhor atriz de comédia para Julia Louis-Dreyfus, de "Veep", que sempre se sai bem em ambientes dominados por homens.

Foi assim na série que a deixou famosa, "Seinfeld" - em que interpretava o único personagem feminino do quarteto que mudou a história da TV, a maluquete Elaine – e foi assim de novo ontem, quando levou o Emmy de melhor atriz de série cômica por seu papel como Selina Meyer, a vice-presidente ambiciosa de "Veep" - foi sua terceira premiação.

Julia segura seu Emmy - Getty Images
Indicada 13 vezes ao prêmio, ganhou um por década desde os anos 1990, o primeiro por "Seinfeld" (1996), o segundo por "The New Adventures of Old Christine" (2006) - quando fez um discurso emocionado sobre o fim da "maldição de Seinfeld" - segundo a qual nenhum dos protagonistas jamais faria algo à altura.

"Veep" – que estreou em 2012 - também abocanhou o Emmy de melhor ator coadjuvante (Tony Hale), que interpreta um puxa-saco, com Julia interpretando uma personagem inspirada em Hillary Clinton, que tem pretensões de virar presidente, mas é constantemente escanteada pelo chefe.

Jessica Lange - considerada a favorita da noite na categoria melhor atriz de minissérie ou telefilme por seu trabalho em "American Horror Story - Asylum" - perdeu para Laura Linney em "The Big C", mas seu parceiro de elenco, o britânico James Cromwell, levou o Emmy de melhor ator coadjuvante, na mesma categoria de minissérie ou telefilme.

Ainda nessa categoria, a roteirista Abi Morgan foi premiada pelo seu inspirado script de ‘The Hour’.

Apresentado por Michael Douglas e Matt Damon, a lenda Elton John – que sempre se inspirou em Liberace, na carreira e nos figurinos – fez uma bonita homenagem ao pianista americano, interpretado a canção "Home Again".

Elton John homenageia Liberace - AP
Entre um premiado e outro, foram se sucedendo homenagens aos atores, atrizes e demais membros da indústria de TV que morreram no último ano.

Assim, Jane Lynch – a treinadora Sue Sylvester de ‘Glee’ – surgiu no palco e num lindo e curtíssimo texto, homenageou seu colega de elenco Cory Monteith, destacando o humor "meio pateta" do rapaz e fazendo um alerta sobre os perigos das drogas.

Jane Lynch na homenagem a Cory Monteith - AP
Já a atriz Edie Falco, atual protagonista da comédia "Nurse Jackie", conduziu a homenagem ao seu colega de elenco em "Família Soprano", o ator James Gandolfini, também morto neste ano.

"Tive o privilégio de conhecer não apenas o ator, mas também o homem", disse.

Edie Falco conduz homenagem a James Gandolfini - AP
Perto do final, um ‘In Memoriam’ extenso lembrou outras personalidades, como a Diva Anette Funicello.

Por falarmos em Divas, se Dame Maggie Smith – ganhadora no ano passado e novamente indicada neste ano a melhor coadjuvante pela sua impagável Lady Violet em ‘Dowton Abbey’, sem ganhar – nem foi, surgiram no palco outras duas: Diane Carrol – a eterna ‘Julia’ dos anos 60 e que continua na ativa - e Ellen Burstyn – que estrelou o cult ‘O Exorcista’ (1973) e que levou o Emmy de atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme por ‘Political Animals’.

Ellen Burstyn recebe seu Emmy - Getty Images
No dia em que foi exibido seu penúltimo episódio e após cinco temporadas no ar, "Breaking Bad" finalmente levou o Emmy de melhor série dramática.
A premiação dividiu atenções na internet com as emoções da reta final da série sobre um professor de química que vira um super traficante de drogas.

Após ser ameaçada de morte pelo papel em "Breaking Bad", Anna Gunn levou o Emmy de melhor atriz coadjuvante em série de drama, mas seus companheiros de elenco não tiveram a mesma sorte: Bryan Cranston foi derrotado na categoria melhor ator masculino por Jeff Daniels - por seu trabalho também inspiradíssimo em "The Newsroom" - e Aaron Paul e Jonathan Banks perderam na categoria melhor ator coadjuvante em série de drama para Bobby Canavalle, em "Boardwalk Empire".

Anna Gunn  recebe seu Emmy - AP
O frisson causado pela indicação da série "House of Cards", a primeira produzida por uma plataforma sob demanda - o Netflix - e não pela TV convencional, não repercutiu no Emmy: indicada a nove categorias, a série levou somente a estatueta de melhor diretor, para David Fincher (diretor do longa para as telonas "A Rede Social", de 2010).

Já a badalada série britânica ‘Downton Abbey’, sucesso entre os americanos, tinha sido indicada em várias categorias - inclusive ator, atriz, ator coadjuvante a atriz coadjuvante - mas não levou nenhum prêmio.

A favorita Claire Danes – a mais bem vestida da noite - fez valer sua maravilhosa interpretação da agente bipolar Carrie Mathison em "Homeland" e levou o prêmio de melhor atriz de drama pela segunda vez seguida – a série também recebeu o Emmy de melhor roteiro, para Henry Bromell, morto recentemente.

Claire Danes fala á mídia após receber seu Emmy - Getty Images
Nas categorias de shows, o ‘The Colbert Report’ – telejornal que apresenta as notícias com muito humor, muitas vezes ácido – levou os Emmys de roteiro em programa de variedades e melhor programa de variedades e o ’The Voice’ levou em reality de competição.

O ‘Saturday Night Live’, um dos mais antigos programas ainda exibidos pela TV americana, ainda teve fôlego para fechar a noite levando os Emmys de roteiro e direção na categoria programa de variedades– para Don Roy King, pela edição que teve Justin Timberlake como hostess.

Justin Timberlake participa da edição do 'SNL' premiada com o Emmy - Divulgação/CBS

Veja a lista completa dos vencedores do Emmy 2013:
Melhor atriz coadjuvante em série de comédia - Merritt Wever ("Nurse Jackie")
Melhor roteiro de comédia - Tina Fey e Tracey Wigfield ("30 Rock")
Melhor ator coadjuvante em série de comédia - Tony Hale ("Veep")
Melhor atriz em série de comédia - Julia Louis-Dreyfuss ("Veep")
Melhor ator em série de comédia - Jim Parsons ("The Big Bang Theory")
Melhor diretor de série de comédia - Gail Mancuso ("Modern Family")
Melhor atriz em minissérie ou telefilme - Laura Linney ("The Big C.")
Melhor roteiro de série dramática - Henry Bromell ("Homeland")
Melhor atriz coadjuvante em série dramática - Anna Gunn ("Breaking Bad")
 Melhor reality show - "The Voice"
Melhor ator coadjuvante em série de drama - Bobby Cannavale ("Boardwalk Empire")
Melhor ator de série de drama - Jeff Daniels ("The Newsroom")
Melhor atriz de série de drama - Claire Danes ("Homeland")
Melhor diretor de série de drama - David Fincher ("House of Cards")
Melhor roteiro para programa de variedades - "The Colbert Reports"
Melhor diretor para programa de variedades - Dan Roy King ("Saturday Night Live")
Melhor coreografia - Derek Hough ("Dancing with the Stars")
Melhor roteiro em minissérie ou telefilme - Abi Morgan ("The Hour")
Melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefilme - James Cromwell ("American Horror Story - Asylum")
Melhor direção em minissérie ou telefilme - Steven Soderbergh ("Behind the Candelabra")
Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme - Ellen Burstyn ("Political Animals")
Melhor ator em minissérie ou telefilme - Michael Douglas ("Behind the Candelabra")
Melhor minissérie ou telefilme - "Behind the Candelabra"
Melhor série de comédia - "Modern Family"
Melhor série de drama - "Breaking Bad"