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segunda-feira, 30 de julho de 2012

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE': CHRISTOPHER NOLAN FAZ ANIVERSÁRIO E SE DESPEDE EM LIVRO DA TRILOGIA


Depois da estreia do seu último longa - "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" - nos cinemas, o diretor Christopher Nolan resolveu escrever como foi o processo de construção da trilogia.

No livro "The Dark Knight Trilogy", Nolan revela que gostaria de pensar que o herói sentirá a sua falta.

Confira alguns trechos:

"Alfred. Gordon. Lucius. Bruce...Wayne. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Hoje, faltam três semanas para que eu dê o adeus final a esses personagens e ao seu mundo. É o aniversário de nove anos do meu filho. Ele nasceu quando o Tumbler estava sendo montado na minha garagem a partir de diferentes partes de kits aleatórios. Muito tempo, muitas mudanças. Uma troca de cenários onde uma arma falsa e um helicóptero eram eventos extraordinários para dias de trabalho em que uma multidão de extras, demolições ou caos aéreo se tornaram familiares.

As pessoas me perguntam se eu sempre planejei uma trilogia. Isso é como perguntar se você planeja crescer, se casar, ter filhos. A resposta é complicada. Quando David e eu começamos a pensar na história de Bruce, flertamos com o que poderia vir depois e nos afastamos, sem querer olhar muito para o futuro. Eu não queria saber tudo o que Bruce não sabia. Eu queria viver com ele. Eu disse a David e Jonah para colocarem tudo o que sabiam em cada filme que fizemos. Todo o elenco e a equipe colocaram tudo o que tinham no primeiro filme. Nada foi contido. Nada foi guardado para a próxima vez. Eles construíram uma cidade inteira. Então Christian, Michael, Gary, Morgan, Liam e Cillian começaram a viver nela. Christian pegou um pedaço da vida de Bruce Wayne e a tornou completamente convincente. Ele nos levou a mente de um ícone pop e nunca nos deixou notar a natureza fantástica dos métodos de Bruce.

Divulgação - Warner Bros.
O diretor Chris Nolan, nas filmagens de "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" em Pittisburgh
Nunca pensei que faríamos um segundo - quantas sequências boas existem? Por que rolar esses dados? Mas uma vez que sabia onde eu levaria Bruce, e quando comecei a ter ideias sobre o seu antagonista, se tornou essencial. Nós reunimos o time e retornamos para Gotham. A cidade mudou em três anos. Maior. Mais real. Mais moderna. E uma nova força de caos estava surgindo. O palhaço assustador definitivo, aterrorizantemente trazido à vida por Heath. Não guardamos nada, mas existiam coisas que não tínhamos como fazer no primeiro filme - um uniforme que fosse flexível no pescoço, filmar em Imax. E coisas que tínhamos medo de fazer - destruir o batmóvel, queimar o dinheiro do vilão para mostrar um completo descompromisso pelas motivações convencionais. Nós usamos a suposta segurança de uma sequência como uma licença para jogar a cautela de lado e seguir para as esquinas mais sombrias de Gotham.

Nunca pensei que faríamos um terceiro - existe alguma segunda sequência boa? Mas continuei pensando sobre o fim da jornada de Bruce e, uma vez que David e eu o descobrimos, eu precisava ver por mim mesmo. Nós voltamos para o que nós mal tínhamos coragem de sussurrar naquele começo na minha garagem. Nós estivemos planejando uma trilogia. Eu chamei a todos para mais um tour por Gotham. Quatro anos depois, ainda estava lá. Até parecia um pouco mais limpa, um pouco mais polida. A mansão Wayne fora reconstruída. Rostos familiares retornaram - um pouco mais velhos, um pouco mais sábios...Mas nem tudo era o que parecia.

Gotham estava apodrecendo nas suas fundações. Um novo mal borbulhando por baixo. Bruce pensou que Batman não era mais necessário, mas Bruce estava errado, assim como eu. Batman precisava voltar. Suponho que ele sempre precisará.

Michael, Morgan, Gary, Cillian, Liam, Heath, Christian...Bale. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Meu tempo em Gotham, procurando por uma das figuras mais duradouras da cultura pop, tem sido uma das mais desafiadoras e recompensadoras experiências que um cineasta pode esperar ter. Eu vou sentir falta de Batman. Gosto de pensar que ele sentiria minha falta, mas ele nunca foi particularmente sentimental."

Outra publicação - "The Dark Knight Manual", de Brandon T. Snider - traz um mapa oficial da Gotham City de Nolan.

Divulgação
O mapa da cidade de Gotham
Christopher Nolan está completando 42 anos hoje: toda sorte, saúde e felicidade para ele - mesmo porquê, talento para escrever e contar com imagens uma boa história, ele tem de sobra.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

MILAN KUNDERA ABORDA O NAZISMO E GANHA EDIÇÃO DE BOLSO COM PREÇO PROMOCIONAL


Escrito pelo tcheco Milan Kundera, a ficção "A Vida Está em Outro Lugar" conta a história do poeta Jaromil e de como a presença do nazismo na Tchecoslováquia e a posterior história do país, invadido pela União Soviética, alteraram irremediávelmente o seu fazer artístico, sua escrita.

Divulgação
O escritor tcheco Milan Kundera
Escrito originalmente em 1973, o livro acaba de ganhar versão de bolso pela Companhia das Letras.

Jaromil cresce na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas e, para o encantamento de sua mãe, manifesta já na infância o dom de criar rimas.

O menino pouco conhecerá o pai, que é preso pela Gestapo e morre num campo de concentração e, assim, é a mãe quem vai cuidar para que seja um grande poeta.

O jovem, porém, se entusiasma com a revolução e põe sua arte a serviço da sociedade socialista e, para o desespero da mãe, ele não faz mais versos rimados.

Agora redigindo palavras de ordem, o poeta quer ser livre e pertencer a algo maior, e ele não está sozinho: ao seu lado estão Rimbaud e Lermontov, a poesia da afirmação, da embriaguez.

Mas Jaromil nunca será verdadeiramente livre, pois o universo que o gestou não lhe permitirá emancipar-se de suas amarras.

Conhecido e admirado por sua obra mais popular - "A Insustentável Leveza do Ser" - Milan Kundera tem uma produção literária constante e muito celebrada - entre seus livros estão "O Livro do Riso e do Esquecimento" e "A Brincadeira", todos em pronta entrega pelo catálogo da Livraria da Folha.

"A Vida Está em Outro Lugar"
Autor: Milan Kundera
Editora: Companhia de Bolso
Edição: 1
Ano: 2012
Idioma: Português
Especificações: Brochura, 336 páginas
Quanto: R$ 22,10
Onde Comprar: Livraria da Folha
Cotação do Klau:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LIVRO EXPLICA A MITOLOGIA NÓRDICA POR TRÁS DE THOR, ODIN E LOKI


Adaptação dos quadrinhos da Marvel, o longa "Thor" foi um dos maiores sucessos de bilheteria no ano passado - o herói voltará às telonas no próximo dia 27,  em "Os Vingadores: The Avengers".

Personagem de História em Quadrinhos criada na década de 60 pelos magos Stan Lee e Jack Kirby, Thor é, na verdade, um dos mais poderosos deuses da mitologia nórdica, e foi cultuado por muitos séculos pelos povos das terras que hoje chamamos de Noruega, Suécia e Islândia - ou Escandinávia.

Se lugares, deuses e criaturas que apareceram nas HQs e na telona podem deixar o espectador perdido, o livro "Ragnarök - O Crepúsculo dos Deuses", de Mirella Faur,  ajuda - e muito - no trabalho de se localizar em meio a tantas referências.

No livro, cada ser da mitologia nórdica é discriminado e tem sua lenda detalhada e as tradições e ritos que estavam ligados à devoção a estes deuses também são explicados.
Divulgação - Marvel
O ator Chris Hemsworth como o deus do trovão, em cena de "Thor" (2011)

A trama principal do longa, por exemplo, tem como base um episódio vivido pelos deuses que habitam o reino de Asgard: enquanto no filme e na HQ Thor perde seu martelo Mjölnir como punição, a lenda nórdica diz que ele foi roubado.

Confira um trecho:

O roubo de Mjöllnir

Quando Thor descobriu o sumiço do seu martelo mágico, ele pediu a ajuda de Loki para encontrá-lo, como retribuição pelo seu resgate da prisão de Geirrod.

Loki tomou emprestado novamente o manto de penas de falcão da deusa Freyja e saiu voando, até descobrir que o martelo estava enterrado nas profundezas da terra.

O gigante Thrym se recusou a devolvê-lo, a não ser que recebesse em troca a deusa Freyja como sua esposa.
Esta situação causou um grande alvoroço em Asgard, o martelo sendo uma preciosa arma de defesa dos deuses.

Freyja ficou extremamente irritada e para apaziguá-la, o deus Heimdall sugeriu um plano engenhoso, sem colocar Freyja em perigo.
Para isso Thor devia usar um martelo e véu de noiva e viajar até Jötunheim como sendo a própria Freyja, acompanhada de sua dama de honra, o disfarce usado por Loki.

Thor custou a aceitar por se sentir insultado se aparecesse como mulher, mas cedeu vendo que sem o martelo, Asgard iria sucumbir perante os gigantes.
Ao chegar a Jötunheim, no meio de uma forte tempestade provocada pela carruagem de Thor, a "noiva" e sua acompanhante foram recebidas com muita alegria e um farto banquete.

Porém, o voraz apetite da "noiva" causou muito espanto e desconfiança, até Loki argumentar que a "noiva" tinha devorado um boi e oito salmões devido à sua ansiedade pré-nupcial, que a tinha feito jejuar por oito dias.

Quando Thrym tentou beijar a noiva, ficou assustado com o brilho feroz dos olhos que o fulminaram através do véu, mas Loki novamente explicou que Freya não tinha conseguido dormir há oito noites por estar tão ansiosa em se casar.
Para apressar o casamento, o martelo foi trazido e, conforme o costume, colocado no colo da "noiva" para selar o matrimônio.

Assim que Thor o teve nas mãos, levou pouco tempo para matar todos os gigantes convidados para a festa, incluindo o próprio Thrym, retornando em seguida triunfante para Asgard".

Nessa história incrível e com episódios bastante implausíveis, podemos reconhecer a dedicação de Thor e seus esforços para proteger os deuses e Asgard, até mesmo sacrificando temporariamente sua famosa agressividade e notória masculinidade.

Aqui, Thor age como um verdadeiro xamã, mantendo a integridade da comunidade, protegendo-a das agressões externas e se movimentando entre os mundos usando diversos disfarces ou metamorfoses.

Seus vários títulos definem suas atribuições, sendo conhecido como Guardião de Midgard, Deus dos camponeses, Thrudugr (o poderoso), Thrudvald (o grande protetor), Senhor da fúria justificada, Amigo da humanidade, Matador dos gigantes, Campeão de Asgard, Dono do cinto de poder, Thunar Karl (o velho Thunar), O Vingador, O deus trovejante e o mais conhecido: o deus do trovão.

Nascido da terra, Thor protegia e dava estabilidade, ele revigorava e centrava seus adeptos e seguidores, conferindo tenacidade e perseverança, segurança e coragem.

Seu escudo, a força do seu cinturão mágico e a defesa conferida pelo seu martelo Mjölnir, possibilitava aos guerreiros nórdicos ver Thor como um valioso amigo e aliado, guardião e protetor contra injustiças, agressões e maldades.

Os gigantes - inimigos eternos de Thor - eram também representados pelas calamidades naturais, os desequilíbrios climáticos e ecológicos, a ganância dos proprietários de terra, as injustiças e desigualdades entre as classes sociais e com os povos nativos, os permanentes conflitos com os vizinhos, entre as tribos e os familiares, a corrupção de monarcas e chefes guerreiros, em suma o caos e a violência, em todos os níveis e formas de agir, que foram crescendo e se expandindo até desencadear o cataclismo do Ragnarök - uma espécie de fim dos tempos nórdico.

Além de Thor, você vai conhecer mais a fundo as mitologias em torno de Odin, Loki, Frigga, Freya, As Valquírias, Midgard, Valhalla, Asgard, Gigantes, Anões, O Anel do Poder e muito mais.

Livro para se ler de um só fôlego.

Ragnarök - O Crepúsculo dos Deuses
Autor:
Mirella Faur
Editora:
Cultrix
Edição:
1
Ano:
2011
Idioma:
Português
Especificações:
Brochura | 432 páginas
Quanto:
R$ 49,90
Onde comprar:
Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
Cotação do Klau:

'CARTE BLANCHE': AUTOR DE 'O COLECIONADOR DE OSSOS' CAPTA COM PERFEIÇÃO A ESSÊNCIA DE JAMES BOND, E ENTREGA UMA AVENTURA DE PRIMEIRA


Como é apropriado para a ocasião, no lançamento do novo romance autorizado de James Bond, "Carte Blanche", havia carros de luxo, champanhe à vontade, chegadas espetaculares de soldados britânicos e uma garota de longas pernas em uma moto vintage.

A divulgação do livro do escritor policial norte-americano Jeffery Deaver, sobre 007 e suas mais recentes aventuras estava mais para Hollywood do que para o geralmente mais discreto mundo dos livros.

Mas Bond é ainda uma excelente aposta comercial em forma de livro - onde o personagem completa agora 60 anos - bem como na telona - 50 anos -, o que explica o evento de alto nível na recém-reformada estação de trem St. Pancras, em Londres, com seu ostentoso bar -  anunciado como o mais longo da Europa.

Deaver, mais conhecido por seus livros de Kathryn Dance e Lincoln Rhyme, chegou ao bar em um Bentley moderno, o mesmo que Bond usa no livro.
007.museum.com
O escritor Jeffery Deaver posa tendo ao fundo o Big Ben, em Londres

Ele foi conduzido pelo piloto e dublê e pela modelo Chesca Miles, que apareceu como uma Bond Girl em uma moto BSA, e recebeu uma cópia do livro novo de um membro do Comando da Marinha Real, que desceu de rapel do teto da estação.

Deaver é norte-americano, mas sempre afirmou que tinha as qualidades "camaleônicas" necessárias para entrar na mente de um personagem essencialmente inglês e admitiu que a pesquisa ajudou.
"Eu me tornei um britânico durante os cerca de oito meses que me levaram para escrever o livro", disse ele à Reuters durante o lançamento.

Deaver acreditava que seus romances anteriores tinham muito em comum com uma boa história de Bond,  personagem criado por Ian Fleming, mas que "Carte Blanche" apresentava um desafio extra. 
"Sei o que meus fãs querem, os milhões de fãs Jeffery Deaver mundo afora", disse ele.

"Querem um livro que é essencialmente uma montanha-russa, se move muito rapidamente, com muitas reviravoltas, e uma grande surpresa no final. Bem, é isso o que 'Carte Blanche' será."

A editora britânica Hodder & Stoughton fez questão de manter a história em segredo antes do lançamento.

"Para meus leitores, acho que há um imediatismo nos livros que se passam nos dias de hoje", explicou o autor.
"Eu quero um livro que seja a mais intensa experiência emocional."
"Com uma história de época, não ficamos com as palmas das mãos suadas, não sentamos na beirada da cadeira da mesma forma que com Bond resolvendo um problema, um terror, uma ameaça que todos nós enfrentamos todos os dias."

Deaver já escreveu 28 livros e vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo e continua uma longa tradição de romances pós-Fleming autorizados pelo espólio do escritor inglês -  que incluíram Kingsley Amis, John Gardner e Raymond Benson.

Mais de 100 milhões de livros tendo Bond como personagem já  foram vendidos no mundo.

CRÍTICA

Jeffery Deaver, autor de thrillers como "O Coleccionador de Ossos", consegue não só captar à perfeição a essência de 007, mas também manter o ritmo e a emoção que Ian Fleming tinha habituado seus fãs - eu incluso.

O título do livro - "Carte Blanche" - vem justamente das investigações de Bond dentro da Inglaterra, já que ele não tem "carta branca" pra trabalhar com contra-espionagem - no Reino Unido, o MI6 é responsável pelo exterior, e o MI5, pelo território britânico.

No livro, Bond tem por volta de 30 anos e trabalha numa subsidiária do MI6, a ODG - Overseas Development Group - criada pelo governo britânico depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 - dentro dessa organização é que está a “Seção 00", onde seus agentes com duplo zero tem licença para matar e respondem diretamente a “M” - o bom e velho Sir Miles dos livros de Fleming, agora falando ao celular e fumando cachimbo - e o Chief Of Staff continua sendo Bill Tanner.

A secretária de Bond, Mary Goodnight também aparece,Miss Monneypenny também e a “Seção Q” é comandada por um oriental, que adora um desafio e inventa muitos gadgets para o agente - como um ainda mais inteligente smartphone, o iQPhone.

No livro, 007 usa uma pistola Walther PPS, arma um pouco menor do que a Walther P99 dos livros de Fleming e que é uma atualização do modelo PBK dos filmes.

Aqui, 007 dirige um Bentley - como nos livros de Fleming - só que agora é o modelo esportivo GT - e também tem um Jaguar na garagem do seu prédio, onde May, empregada de Bond nos livros de Fleming, é citada brevemente.

Só não gostei de Bond aqui não tomar o seu Martini "shaken, not stirred" - ele bebe Bourbon.

Na trama, o MI6 é informado sobre um possivel ataque terrorista que irá acontecer  muito em breve no Afeganistão e que afetará seriamente os interesses britânicos - não falarei do que se trata o ataque, para não estragar a surpresa de quem lerá o livro.

Bond é convocado para investigar e chega até um mega-empresário do setor de reciclagem, Severan Hydt, com histórico típico de vilão de 007 - rico em pouco tempo e com passado obscuro - e que adora destruição, corpos em decomposição, tem unhas grandes e mal cuidadas e tem um capanga muito perigoso, o frio e calculista Dunne.

Importunado pelo MI5, Bond consegue ter “Carta Branca” fora de Londres para agir da maneira que julgar necessário e então, vamos com ele para a Sérvia, Cidade do Cabo e Dubai, entre outros lugares, com muitas Bond Girls espalhadas pelo caminho - e com 007 comento todas.

O autor consegue colocar, com êxito, uma sub-trama onde Bond investiga a morte de seus pais, Monique e Andrew, uma pequena pérola dentro da trama principal e que se resolve muito bem.

Com cenas de ação muito bem descritas, bom humor, muita tecnologia, máquinas velozes e muitas surpresas, a trama é digna de um livro da Saga Bond, e, com certeza, tem tudo para virar o 24o. filme da série oficial de 007 nos cinemas - antes, teremos "007:Operação Skyfall" que estreia em novembro, e que marca os 50 anos da série nas telonas.


CARTE BLANCHE
Autor:
Jeffery Deaver
Editora:
Pocket Books
Assunto:
Literatura Estrangeira
Idioma:
Inglês
Encadernação:
Brochura, 430 páginas
Edição:
Ano de Lançamento:
2012
Quanto:
R$ 20,40
Onde Comprar:
Cotação do Klau:

segunda-feira, 2 de abril de 2012

'PARA ENTENDER CINEMA': LIVRO EXPLICA O QUE É CINEMA DE AUTOR, NOUVELLE VAGUE E OUTROS MOVIMENTOS DA SÉTIMA ARTE


Clássico de nouvelle vague; representante do cinema independente; exemplo de cinema de autor; escapismo, distopismo, surrealismo, cult, western e musical - estas são algumas das muitas formas utilizadas para se referir a filmes. 

 Críticos e especialistas em cinema usam constantemente estas expressões para classificar, comparar e, algumas vezes, menosprezar alguma produção cinematográfica. 

 Muitas vezes é quase como uma outra língua para quem não conhece a sétima arte. 

 O volume "Para Entender Cinema", da coleção "...ismos", ajuda a entender e traduzir o que é dito por estas pessoas e textos. 

Com exemplos de filmes e contextualização da origem do termo e do movimento, ajuda a entender melhor as diferentes formas de se fazer cinema. 

 Confira abaixo um resumo do capítulo que explica o que é "Cinema de Autor":

 Introdução: Os jovens críticos da revista francesa Cahiers du Cinema usaram a palavra auteur (autor) para distinguir cineastas cuja obra tem a força de uma afirmação pessoal em termos de estilo e tema, mesmo no caso de diretores subordinados aos grandes estúdios. 

Palavras-chave: corte do diretor; estilo e tema identificáveis; individualidade. 

 Descrição: Nas duas primeiras décadas do cinema, o público ignorava a figura do diretor - o poder de atração de um filme estava na força de seus astros e de sua história. 

Apenas alguns poucos cineastas ficaram conhecidos, porque controversos (como D.W. Griffth), hábeis na autopromoção (como Orson Welles) ou fortemente associados a um gênero (como Cecil B. DeMille ao épico e Alfred Hitchcock ao suspense). 

No início dos anos 1950, porém, os críticos da revista Cahiers du Cinema identificaram os melhores cineastas como donos de uma marca singular e espontânea, artistas que usavam a câmera como meio de expressão pessoal. 

Para esse críticos, o diretor deveria ser analisado em termos de coerência estilística e temática - uma formulação que lançou luz sobre vários cineastas, inclusive alguns que, por trabalharem no sistema de estúdios de Hollywood, nunca haviam sido vistos como verdadeiros artistas. 

Entre os ídolos desses críticos estavam Howard Hawks, Raoul Walsh e Nicholas Ray, que atuavam exclusivamente no âmbito dos grandes estúdios, e também os diretores franceses Jean Renoir e Robert Bresson. 

 A semente do Cinema de Autor foi plantada em 1948 por Alexandre Astruc, em artigo publicado no semanário L'Écran Français intitulado "O nascimento de uma nova vanguarda: a câmera". 

Astruc inventou o termo câmera stylo (câmera caneta) para especular sobre a ideia de o cinema tornar-se "um meio de se escrever tão maleável e sutil quanto a linguagem escrita", próprio, portanto, para a expressão de uma visão pessoal. 

No exemplar de janeiro de 1954 da Cahiers du Cinema, no ensaio "Uma certa tendência do cinema francês", François Truffaut cunhou o termo "La politique des auteurs", posteriormente traduzido como "the auteur theory" - a teoria do autor. 

Truffaut argumentava que, apesar de ser um trabalho coletivo, um filme sempre tem a assinatura do diretor, mesmo no caso daqueles mais servis aos estúdios de Hollywood. 

Em 1957, Truffaut escreveu: "O filme do amanhã parece-me ainda mais pessoal do que um romance individualista ou autobiográfico... O filme do amanhã não será dirigido por 'funcionários públicos' da câmera, mas por artistas... Será semelhante à pessoa que o fizer". 

No final dos anos 1950, os críticos da Cahiers du Cinema tornarem-se eles próprios autores. A teoria lodo foi assimilada por críticos de todo o mundo, e os diretores receberam seus créditos como principais criadores de seus filmes. 

A ampliação dos estudos sobre a arte do cinema e a difusão da informação para o grande público permitem que muitos cinéfilos, hoje, reconheçam de imediato o estilo único dos grandes diretores do passado: ninguém, a não ser Federico Fellini, poderia ter dirigido A doce vida (1960), assim como O sétimo selo (1957) jamais teria sido criado por outro cineasta que não Ingmar Bergman". 

 Sem pretensão de ser um ranking do tipo "cem melhores filmes", o livro busca abarcar, com seus 51 ismos, a diversidade da produção cinematográfica internacional. 

Nomes alinhados com o chamado "cinema de autor", como Federico Fellini, Akira Kurosawa e Glauber Rocha, convivem aqui com produtos típicos do mainstream de Hollywood, com a politização do cinema soviético, com o experimentalismo das vanguardas europeias do início do século XX, com a vitalidade dos filmes asiáticos do século XXI.

Boa Leitura!

Coleção: ...ismos 
Título: "...ismos – Para Entender o Cinema"
Autor: 
 Ronald Bergan 
Editora: 
Globo 
Edição: 
 1 
Ano: 
 2011 
Idioma: 
 Português 
Especificações: 
 Brochura | 160 páginas 
Quanto: 
 R$ 39,90 
Onde comprar: 
 0800-140090 ou
Cotação do Klau:

VINTE LIVROS SOBRE O CINEMA NACIONAL PARA VOCÊ BAIXAR, DE GRAÇA



A Universia Brasil, maior rede iberoamericana de colaboração universitária presente em 23 países, reuniu uma série com 20 livros sobre cinema nacional que estão disponíveis na internet para serem baixados de graça. 

 Os livros fazem parte da coleção Aplauso, criada pela Imprensa do Estado de São Paulo com o intuito de preservar a memória da cultura nacional e democratizar o acesso ao conhecimento. 

 Entre as obras estão biografias de cineastas e roteiros de filmes brasileiros que se destacaram no passado.

Confira as 20 obras e baixe:

A Hora do Cinema Digital

Autor: Luiz Gonzaga Assis de Luca 

Um Insólito Destino


Autor: Alfredo Sternheim 

Ana Carolina - cineasta brasileira


Autor: Evaldo Mocarzel 

Ary Fernandes - Sua Fascinante História


Autor: Antonio Leão da Silva Neta 

Espelho da Alma


Autor: Antonio Carlos da Fontoura 

Bastidores


Autor: Elaine Guerini 

Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro


Autor: Antonio Leão da Silva Neto 

Carlos Reichenbach - O Cinema Como Razão de Viver


Autor: Marcelo Lyra 

Críticas de invenção


Autor: Jairo Ferreira 

Críticas de Luiz Geraldo


Autor: Aurora Miranda Leão 

Inácio Araújo - Cinema de Boca em Boca


Autor: Juliano Tosi 

Marco Altberg - Muitos Cinemas


Autor: Roberta Canuto 

Miguel Borges - Um Lobisomem Sai da Sombra


Autor: Antonio Leão da Silva Neto 

Críticas de Rubem Biáfora


Autor: Carlos M. Motta 

Roteiro de Viva-Voz


Autor: Paulo Morelli 

Roteiro de Quanto Vale ou é por Quilo?


Autor: Eduardo Benaim, Newton Cannito e Sergio Bianchi 

Roteiro de Salve Geral


Autor: Sérgio Rezende 

Zelito Viana - Histórias e Causos do Cinema Brasileiro


Autor: Betse de Paula 

Orlando Senna - cineasta


Autor: Hermes Leal 

Helvécio Ratton - O Cinema Além das Montanhas


Autor: Pablo Villaça 




*****
Essa postagem teve a colaboração do radialista Marcelo Moraes

AS BELAS DAS HQs, VOLTANDO COM TUDO


A Marvel vai relançar a Capitã Marvel

 Na nova versão, ela será Carol Danvers, a famosa Ms. Marvel e a princípio não aceita muito bem seu novo status. 

 O roteiro será de Kelly Sue DeConnick, com arte de Dexter Soy

 Confira como ela ficou:

 Divulgação/Marvel


Divulgação/Marvel



Enquanto isso, a heroína mais polêmica da DC , a Batwoman, entra em ação na sétima edição de sua revista para encarar seres inspirados em lendas urbanas. 

 Roteiro de J.H Williams III e arte de Amy Reeder

 Confira a capa: 

 DC Comics



E para encerrar, o artista Jamie Tyndall, que desenha super-heroínas super sensuais está lançando um livro com tiragem limitada com várias de suas ilustrações. 

 Abaixo você vê várias bunitas em capas de revistas famosas: 

 Divulgação/Jamie Tyndall
Mulher Maravilha, na capa da "Rolling Stone" 

 Divulgação/Jamie Tyndall
She-Hulk, na capa da "Muscle 

 Divulgação/Jamie Tyndall
Mulher Maravilha, novamente na capa da "Rolling Stone" 

 Divulgação/Jamie Tyndall
Tempestade, na capa da "Ebony" 

 Divulgação/Jamie Tyndall
Mulher Maravilha, na capa da "Esquire" 

 Divulgação/Jamie Tyndall
Mulher Maravilha, novamente na capa da "Rolling Stone"