Mostrando postagens com marcador Vincent Cassel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vincent Cassel. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

OSCAR 2019: 'O GRANDE CIRCO MÍSTICO' REPRESENTARÁ O BRASIL NA PREMIAÇÃO

<>
O longa dirigido por Cacá Diegues foi escolhido entre 22 produções brasileiras
<>

A Academia Brasileira de Cinema anunciou ontem (11) durante uma coletiva de imprensa que 'O Grande Circo Místico' foi o longa-metragem brasileiro escolhido para concorrer a uma vaga entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019.

A presidente da comissão de seleção, Lucy Barreto, comemorou a escolha e disse que o Brasil precisa de poesia e elogiou a beleza do longa dirigido por Cacá Diegues.

O evento contou com a presença de Bárbara Paz, Flavio Ramos Tambellini, Jeferson De, Hsu Chien Hsin, Katia Adler e Claudia Da Natividade.

Estavam presentes também Frederico Maia Mascarenhas, Secretário do Audiovisual, e Jorge Peregrino, Presidente da Academia Brasileira de Cinema.

'O Grande Circo Místico' é estrelado por Bruna Linzmeyer (foto acima - Divulgação), Vincent Cassel, Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes e Antônio Fagundes e conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo.

As aventuras e amores da família Kieps, do seu auge a sua decadência com um final surpreendente é mostrada em um filme que mescla realidade com fantasia num universo místico.

Confira o trailer do longa, que estreia em 15 de novembro nos cinemas brasileiros:


O longa concorreu com 22 produções brasileiras que incluíam 'Ex-Pajé', de Luiz Bolognesi, 'Ferrugem', de Aly Muritiba, 'Entre Irmãs', de Breno Silveira e 'Benzinho', de Gustavo Pizzi, que era uma das grandes apostas para concorrer à estatueta.

O Oscar 2019 será realizado em 24 de fevereiro.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

'JASON BOURNE': CLÁSSICO É REVITALIZADO COM CENAS ARREBATADORAS, BOAS ATUAÇÕES E DIREÇÃO INSPIRADA DE PAUL GREENGRASS


SINOPSE:

Fora do radar da CIA e sobrevivendo como um lutador de rua, Jason Bourne (Matt Damon) é surpreendido por Nicky Parsons (Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado.

Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados.

Dentro na CIA, no entanto, a novata Heather Lee (Alicia Vikander) acredita que tentar recrutar Bourne para a agência seja a melhor solução.

CRÍTICA:

Se Matt Damon tinha se recusado a viver pela quarta vez Jason Bourne – que resultou no medíocre 'O Legado Bourne', com Jeremy Renner como protagonista – o ator retorna ao papel com mais vigor do que nunca.

Na trama de 'Jason Bourne', em exibição em 429 salas em todo o Brasil, vemos logo no começo o protagonista se virando como lutador de rua por uns trocados.

Só que o seu passado volta a assombrá-lo, depois que a hacker e ex-agente da CIA Nicky Parsons (Julia Stilles) descobre indícios do envolvimento de seu pai no treinamento que o levou a se tornar um exímio assassino.

Os dois se encontram na Grécia, em meio a um protesto de rua e acabam sendo alvos do presidente da agência, Robert Dewey (Tommy Lee Jones) e pelo antagonista da vez, um agente vivido por Vincent Cassel e que querem impedir a revelação desse segredo.

Jason Bourne : Foto Julia Stiles, Matt Damon
Matt Damon e Julia Stilles, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Universal Pictures Brasil
Quem conhece o trabalho do diretor Paul Greengrass, já sabe que a câmera trêmula (shaky Cam) é uma de suas marcas registradas, como podemos conferir em 'Zona Verde' e 'Domingo Sangrento'.

Aqui, a câmera acompanha a ação como numa perseguição em tempo real, com imagens agitadas e cortes rápidos, que aumentam ainda mais o realismo das cenas e a adrenalina nos espectadores, que pulam junto nas cadeiras das salas de cinema.

Mesmo não sendo esteticamente belo, esse efeito não compromete a história - pelo contrário, é um bônus para filmes do gênero.

A narrativa não traz grandes novidades e mantém a mesma identidade dos outros filmes, já que continua girando em torno de Bourne sendo perseguido.

Só que consegue tornar o cenário mais interessante ao partir para um lado mais político, citando o caso de Julian Assange - ciberativista australiano fundador do WikiLeaks - e debatendo sobre confidencialidade e os limites que as instituições governamentais devem ter sobre as informações de terceiros.

Jason Bourne : Foto Alicia Vikander, Tommy Lee Jones
Tommy Lee Jones e Alicia Vikander, em cena do longa
Apesar de afirmar nos últimos dias, nas inúmeras entrevistas que deu para o lançamento do longa, que a "idade pesou", Matt Damon mostra disposição e muita energia nas cenas de ação.

A passagem do tempo também é refletida no comportamento de Bourne, que aparenta estar mais maduro e centrado em seus valores, apesar de toda a "lavagem cerebral" que sofreu.

A personagem de Alicia Vikander, a agente da CIA, Heather Lee, é a adição mais do que bem-vinda pois, além de advogar pela liderança feminina, mostra-se sempre confiante em sua posição ao encabeçar a missão de encontrar Parsons e Bourne.

Pelo gancho no desfecho do filme, seu papel será fundamental no futuro da franquia.

Jason Bourne : Foto Matt Damon
Matt Damon: só ele consegue ser Jason Bourne
Paul Greengrass faz aqui um dos seus melhores filmes e entrega ao público saudosista tudo o que ele espera, com cenas de ação arrebatadoras, roteiro consistente e simples de ser entendido, boas atuações e um tom político muito bem desenvolvido.

Mesmo após tantos longas, essa estreia prova que nunca é tarde demais para revitalizar um clássico.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'JASON BOURNE'
Título Original:
BOURNE
Gênero:
Ação
Direção:
Paul Greengrass
Roteiro:
Christopher Rouse, Matt Damon, Paul Greengrass, baseados nos personagens criados por Robert Ludlum
Elenco:
Alexander Cooper, Alicia Vikander, Amy De Bhrún, Ato Essandoh, Attila G. Kerekes, Daniel Eghan, Dino Fazzani, Graham Curry, Jamie Hodge, Julia Stiles, Marla Aaron Wapner, Matt Damon, Neve Gachev, Paul Terry, Riz Ahmed, Scott Shepherd, Tommy Lee Jones, Vincent Cassel, Vivian Yoon Lee
Produção:
Frank Marshall, Gregory Goodman, Matt Damon, Paul Greengrass
Fotografia:
Barry Ackroyd
Montador:
Christopher Rouse
Trilha Sonora:
David Buckley, John Powell
Duração:
123 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
28/07/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Universal Pictures Brasil
Estúdio:
Universal Pictures
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

'A BELA E A FERA': HISTÓRIA DE AMOR ENTRE DIFERENTES GANHA VERSÃO DEFINITIVA


SINOPSE:

No ano de 1810 um naufrágio leva à falência um comerciante (André Dussollier), pai de três filhos e três filhas.

A família se muda para o campo e Bela (Léa Seydoux), a filha mais jovem, parece ser a única entusiasmada com a vida rural.

Certo dia o pai de Bela arranca uma rosa do jardim de um palácio encantado e acaba condenado à morte pelo dono do castelo, um monstro (Vincent Cassel).

Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com o estranho ser e lá ela encontra uma vida cheia de luxo, magia e tristeza, e aos poucos descobre mais sobre o passado da Fera, que se sente cada vez mais atraída pela jovem moça.

CRÍTICA:

Depois de alguns filmes menores e depois da clássica animação da Disney, muitas foram as tentativas de adaptar às telonas o  espetacular conto originalmente escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot em 1740.

Agora, finalmente temos 'A Bela e a Fera', do francês Christophe Gans (de 'Terror Em Silent Hill'), que estreia hoje em 189 salas em todo o Brasil e que faz valer cada centavo do ingresso, graças aos desempenhos dos protagonistas, da sua fotografia e ao cuidado com sua direção de arte.

Mais próximo da história original - sem os para mim irritantes objetos falantes e animais que cantam - o longa aposta em um viés mais dramático, mostrando a trajetória de Bela (Léa Seydoux, de 'Azul É A Cor Mais Quente'), com duas irmãs e três irmãos mais velhos e seu pai, um comerciante que vai à falência.

Léa Seydoux como Bela, em cena do Longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Califórnia Filmes
Durante uma nevasca, ele acaba entrando em um castelo no meio da floresta, onde procura abrigo, mas, ao passar pelo jardim e roubar uma rosa para a caçula Bela, sua filha preferida, acaba irritando a Fera (Vincent Cassel, de 'Cisne Negro'), que exige a troca de um bem precioso por outro.

E é aí que Bela deve ser a recompensa pela ousadia do pai e se mudar para o castelo.

Vincent Cassel é a Fera
Desde o começo a produção já impressiona e o roteiro se desenvolve com sequências bem pensadas e que bebem referências dos contos-de-fada, mas sem grandes exageros ou atuações caricatas.

Quando Bela finalmente se muda para o lar da Fera e seus mistérios vão se revelando, a construção visual cresce em grandiosidade: a floresta, a magnitude do local, a decoração e especialmente as roupas e joias que Bela usa são tão bonitas que fica difícil não ser fisgado pelo universo criado para o filme.

Cena do Longa
A maldição por trás da transformação de príncipe em Fera é tão fantasiosa quanto a do desenho que todos conhecem, mas surpreende, o que dá um ar de novidade para a adaptação. 

O grande problema é que falta ao roteiro uma preocupação maior com a relação entre os personagens e um desenvolvimento melhor da história.

Embora o começo seja elaborado, o desenrolar acaba se apegando demais ao visual, deixando de lado uma esperada profundidade.

Cena do Longa
Até chegar ao desfecho final, o filme mostra uma série de sequências arrastadas - em que a moça explora cada pedaço do castelo - e além disso, há alguns furos, como quando a narração diz algo que as cenas não mostram.

Ainda bem que a boa química do casal protagonista - Léa Seydoux e Vincent Cassel - convencem nessa grande história de amor.

Cena do Longa
O longa francês, assim, mantém a magia e o encantamento dessa história tão querida por crianças e adultos e é um belo filme, que vai encher os olhos e os corações de crianças e adultos.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'A BELA E A FERA'
Título Original:
LA BELLE ET LA BÊTE
Gênero:
Romance
Direção:
Christophe Gans
Roteiro:
Christophe Gans
Elenco:
André Dussollier, Audrey Lamy, Eduardo Noriega, Gotthard Lange, Léa Seydoux, Richard Sammel, Vincent Cassel
Produção:
Richard Grandpierre
Fotografia:
Christophe Beaucarne
Montador:
Sébastien Prangère
Trilha Sonora:
Pierre Adenot
Duração:
114 min.
Ano:
2014
País:
França
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
25/09/2014
Distribuidora:
Califórnia Filmes
Estúdio:
Eskwad / Pathé / TF1 Films Production
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

'RIO, EU TE AMO': FILME EM EPISÓDIOS TEM MAIS ALTOS DO QUE BAIXOS E PROVA QUE O RIO CONTINUA LINDO


SINOPSE:

Novo episódio da série de filmes 'Cidades do Amor', 'Rio, Eu Te Amo' reúne dez curtas de dez diretores brasileiros e internacionais onde cada uma das histórias revela um bairro e uma característica marcante da cidade maravilhosa.

'Dona Fulana', por Andrucha Waddington
Leandro (Eduardo Sterblitch)  acreditava que sua avó (Fernanda Montenegro), que conheceu quando criança, estava morta, até encontrá-la um dia na rua.
Dona Fulana mora na rua, e de lá não quer sair.
Mesmo com os apelos do neto, ela se recusa a voltar para casa, e ainda o leva numa experiência inesquecível pelo Rio de Janeiro.

'La Fortuna', por Paolo Sorrentino
Uma ex-modelo (Emily Mortimer)  e seu marido (Basil Hoffman) vêm para o Rio de Janeiro passar férias em uma linda casa de praia.
Mas ele esta cansado da atitude controladora da mulher, e decide por um fim nessa situação.

'A Musa', por Fernando Meirelles e Cesar Charlone
O escultor Zé (Vincent Cassell)  reproduz nas areias de Copacabana obras mundialmente conhecidas, até o dia em que vê passar uma linda jovem (Débora Nascimento) no calçadão.
Sonhando com sua nova musa, ela o inspira a criar uma escultura original.

'Acho que Estou Apaixonado', por Stephan Elliott
Jay (Ryan Kwanten) esta no Brasil para divulgar seu novo filme no Festival do Rio.
Após o evento, ele não vê a hora de voltar para o hotel e descansar, mas seu motorista (Marcelo Serrado) não para de puxar conversa.
Quando Jay se depara com o Pão de Açúcar, fica deslumbrado e é atraído até o ponto turístico.

'Quando Não Há Mais Amor', por John Turturro
Um home (John Turturro) viaja com a mulher  até a ilha de Paquetá, mas percebe que, na verdade, seu casamento esta chegando ao fim.
Então, eles aproveitam a ocasião para fazer uma bela despedida.

'Texas', por Guillermo Arriaga
Após um acidente de carro, Texas (Márcio Rosário), um ex-lutador de boxe, perde um braço e sua esposa (Laura Neyva) não consegue mais andar.
Movido pelo sentimento de culpa, ele esta disposto a fazer de tudo para arrecadar o dinheiro necessário para a cirurgia que pode curar sua mulher.
Com isso, acaba se envolvendo em uma rede lutas clandestinas no Rio de Janeiro.

'O Vampiro do Rio', por Im Sang Soo
Fernando (Tonico Pereira) é um garçom de meia-idade que trabalha num movimentado restaurante turístico.
Ele mora no Vidigal, guarda um grande segredo e é apaixonado por Isabel (Roberta Rodrigues), sua vizinha.
Ela é uma mulher bonita e batalhadora, que trabalha como prostituta para sustentar a filha.

'Pas de Deux', por Carlos Saldanha
Um casal de bailarinos (Rodrigo Santoro e Bruna Linzmeyer) esta ensaiando um novo espetáculo, quando ele recebe um convite para se apresentar no exterior.
O jovem hesita em aceitar a proposta com medo de prejudicar seu relacionamento com a parceira.
Faltando poucos minutos para entrar no palco, a discussão se agrava, mas o show tem que continuar.

'O Milagre', por Nadine Labaki
Durante uma filmagem no Rio, um casal de atores famosos (Harvey Keitel e Nadine Labaki) conhecem um menino (Cauã Antunes) que acredita receber telefonemas de Jesus.
No início, eles o encaram com desconfiança, mas depois percebem que o "Jesus" com quem ele fala não é quem o menino esta pensando.

'Inútil Paisagem', por José Padilha
Um instrutor de asa-delta (Wagner Moura)  analisa sua relação com as pessoas e a cidade durante um voo na Pedra Bonita.

CRÍTICA:

Somente uma cidade internacional e ao mesmo tempo brasileiríssima como o Rio de Janeiro poderia ser cenário de um projeto como esse, que mistura histórias ótimas, outras não tão boas, interpretadas pelos nossos maiores astros e estrelas - Fernanda Montenegro, Wagner Moura e Rodrigo Santoro à frente - com a adição de nomes consagrados em Hollywood e no cinema internacional.

A cidade, cuja alcunha de maravilhosa não é à toa, mantém-se encantadora e não por acaso foi escolhida como cenário do terceiro filme da série 'Cities of Love', que já destacou Nova York e Paris.

'Rio, Eu te Amo'- que estreia hoje em 166 salas em todo o Brasil - apostou num diferencial entre os outros filmes da franquia, ao buscar pela primeira vez uma ligação entre os seguimentos dirigidos de forma independente por diversos diretores.

O responsável por tentar criar unidade entre as tramas foi o cineasta Vicente Amorim ('Corações Sujos'), que fez o que pôde e conseguiu só em parte  amalgamar as histórias curtas a ponto de assimilarmos o conjunto como um filme só.

Cada um dos cineastas envolvidos no projeto teve total liberdade para desenvolver seus dramas, com a condição de que tivessem a cidade do Rio como pano de fundo e que os enredos tratassem do amor em suas diferentes formas.

Ainda bem que, mesmo com altos e baixos, o time estelar de realizadores e atores salvou o filme de ser apenas mediano e isso se deve muito às oscilações entre as tramas e a tentativa de uni-las.

Bruna Linzmeyer e Rodrigo Santoro, em cena do segmento 'Pas de Deux' - Fotos dessa postagem: Divulgação/Warner Bros.
Aos menos houve esforço criativo dos diretores, que procuraram fugir do evidente.

Se os belos cartões postais da cidade estão lá, como cenários de tramas ficam um pouco óbvios.

O mago das animações da Fox, Carlos Saldanha (de 'Rio' e 'A Era do Gelo'), por exemplo, optou nessa sua estreia com atores em carne e osso por contar a história de amor entre dois bailarinos do Theatro Municipal (Rodrigo Santoro e ).

O sul-coreano Im Sang-Soo ('A Empregada') leva um vampiro, interpretado por Tonico Pereira, para as vielas de uma favela comandando um número musical.

Há também o polêmico seguimento dirigido por José Padilha (de 'Tropa de Elite' e 'Robocop'), que quase ficou de fora do corte final do longa quando a Arquidiocese do Rio – que detém o direito de imagens sobre o monumento do Cristo Redentor – o censurou e depois voltou atrás.

No trecho, o personagem interpretado por Wagner Moura resolve fazer um passeio de asa delta no entorno do Cristo para tirar satisfações, fala uns palavrões, dá uma banana para estátua e não vai além disso.

Vincent Cassell, em cena do segmento 'A Musa'
Há ainda sequências dirigidas por Fernando Meirelles ('Cidade de Deus'), cujo personagem principal é um escultor de monumentos de areia interpretado por Vicent Cassel; a de Nadine Labaki (de 'E Agora, Aonde Vamos'?) é sobre um menino que rua que aguarda um telefonema de Jesus; John Turturro ('Amante a Domicílio'), que também atual em seu seguimento ao lado de Vanessa Paradis - vive um conflito amoroso na tela; e Andrucha Waddington ('Os Penetras'), que traz Fernanda Montenegro interpretando uma moradora de rua que decidiu viver sem teto deliberadamente.

Fernanda Montenegro e Eduardo  Sterblitch, em cena do episódio 'Dona Fulana'
 Guillermo Arriaga, Stephan Elliott e Paolo Sorrentino completam o time de cineastas.

Nesta mescla de grandes nomes e ideias distintas, evidentemente que alguns seguimentos se sobressaem e outros decepcionam, justamente pela tentativa de promover unidade dramática nessa miscelânea irregular, naturalmente, não dar muito certo.

Marcelo Serrado e Ryan Kwanten, no segmento 'Acho que eu estou Apaixonado'
Há momentos iluminados aqui e ali - o de Fernanda Montenegro é sen-sa-cio-nal, principalmente para quem só conhece Eduardo Sterblitch do 'Pânico na TV'  - e algumas passagens decepcionantes - como o que conta com Wagner Moura.

Mas os bons momentos do longa, mesmo que pontuais, valem muito uma ida ao cinema.

Com o adendo de se poder atestar, nas belas imagens captadas, que o Rio de Janeiro continua lindo, é a nossa cidade mais cinematográfica, o que permite que muitas histórias tendo a cidade como cenário sejam contadas e recontadas.

TRAILER DO LONGA:


FICHA TÉCNICA:
RIO, EU TE AMO
Título Original:
RIO, I LOVE YOU
Gênero:
Drama
Direção:
Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fernando Meirelles, Guillermo Arriaga, Im Sang-soo, John Turturro, José Padilha, Nadine Labaki, Paolo Sorrentino, Stephan Elliott, Vicente Amorim
Roteiro:
Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fellipe Barbosa, Im Sang-soo, John Turturro, Nadine Labaki
Elenco:
Basil Hoffman, Bebel Gilberto, Bruna Linzmeyer, Cláudia Abreu, Débora Nascimento, Eduardo Sterblitch, Emily Mortimer, Fernanda Montenegro, Harvey Keitel, Jason Isaacs, John Turturro, Land Vieira, Laura Neiva, Marcelo Serrado, Márcio Garcia, Michel Melamed, Nadine Labaki, Regina Casé, Roberta Rodrigues, Rodrigo Santoro, Ryan Kwanten, Stepan Nercessian, Tonico Pereira, Vanessa Paradis, Wagner Moura
Produção:
Emmanuel Benbihy, Valéria Amorim
Fotografia:
Ricardo Della Rosa
Trilha Sonora:
Khaled Mouzanar, Pedro Bromfman
Duração:
110 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
11/09/2014
Distribuidora:
Warner Bros
Estúdio:
Conspiração Filmes / RioFilme
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 3 de maio de 2013

'EM TRANSE': DANNY BOYLE NO PONTO MAIS BAIXO DA SUA MONTANHA RUSSA PROFISSIONAL



O diretor britânico Danny Boyle é genial, mas seus longas  vão de obras primas a bombas de sétima categoria.

Sua carreira, que começou a ser notada por todos a partir de 'Trainspotting'(1994) - a genial adaptação do livro de Irvine Welsh que foi um marco em sua carreira e é um filme maravilhoso - é cheia de altos e baixos - entre eles a bomba indiana que injustamente lhe deu o Oscar de Melhor Direção - 'Quem Quer ser Um Milionário?' (2008).

Nos últimos anos, Boyle assumiu também o roteiro de suas produções.

Após um bom trabalho em '127 Horas' (2010) e nova indicação ao prêmio da Academia, o cineasta que revolucionou a maneira de como são feitas cerimônias de abertura e encerramento de uma Olimpíada - Londres 2012 - novamente escorrega feio no quiabo ao tentar criar um frenesi absolutamente artificial no drama 'Em Transe', que estreia hoje aqui no Brasil e onde nada é o que parece ser.

Se algumas reviravoltas no roteiro sempre ajudam a manter o espectador atento, o que temos aqui é um sem número de caminhos, que são percorridos das mais diversas maneiras e nos levam para um final absolutamente opaco.

James McAvoy, em cena de 'Em Transe' - Fotos dessa postagem: Divulgação/Fox Film

A trama se inicia a partir de um roubo que resulta na perda de memória de um dos envolvidos e os primeiros vinte minutos apresentam esse cenário com um ritmo bastante frenético e ótima trilha sonora, deixando a impressão de que teremos uma produção eletrizante pela frente.

Só que, na próxima uma hora e meia, o que vemos é um arremedo de thriller psicológico e com ritmo bastante ruim, onde as explicações dadas para as guinadas da trama são tão rasas que irritam muito e espectador.

Rosario Dawson, em cena de 'Em Transe'

O elenco muito desigual, se não ajuda, não é, nem de longe, o grande problema da película: destaque para James McAvoy e Rosario Dawson, ambos talentosos e que seguram bem os papéis de protagonistas.

Mas o que aconteceu com o sempre acima da média Vincent Cassel aqui?
O ator francês mais brasileiro - mora agora no Rio de Janeiro com sua mulher Monica Belucci - funciona muito bem na fase conquistador, mas quando tenta intimidar, deixa todos constrangidos pela interpretação tosca, artificial, amadora.

Vincent Cassel, em cena de 'Em Transe'

Se o longa tinha uma premissa bastante interessante, tropeça em manias de Boyle que já deram -  como a fixação por tablets e o serviço dos correios, momentos inexplicáveis que tiram a simpatia do filme.

O único ponto a favor aqui é a ótima fotografia, que brinca com os mais diversos tons a cada fotograma.

Juro que agora eu fiquei com medo: será que Boyle terá fôlego e tempo para voltar a antiga forma antes de filmar 'Pornô' -  a aguardadíssima sequência de 'Trainspotting'?

Já fazendo campanha para que seus fãs - eu incluso - prefiram Boyle na carreira de organizador de cerimônias esportivas.

Pra voltar a fazer esse triste papel...

Confira o trailer do filme:


*****
'EM TRANSE'
Título Original:
Trance
Diretor:
Danny Boyle
Elenco:
James McAvoy, Rosario Dawson, Vincent Cassel, Tuppence Middleton, Wahab Sheikh, Danny Sapani, Gioacchino Jim Cuffaro e outros
Produção:
Danny Boyle, Christian Colson
Roteiro:
Joe Ahearne, John Hodge
Fotografia:
Anthony Dod Mantle
Duração:
103 min.
Ano:
2013
País:
Reino Unido
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Fox Film
Estúdio:
Fox Searchlight Pictures
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

sexta-feira, 30 de março de 2012

'UM MÉTODO PERIGOSO': DAVID CRONENBERG MERGULHA FUNDO NAS MENTES E NO TRABALHO DE FREUD E JUNG


Concorrente ao Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011 e tendo como base a peça "The Talking Cure", de Christopher Hampton - também corroteirista -, o diretor canadense David Cronenberg realizou  "Um Método Perigoso", uma ficção de primeira com foco desde o encontro entre o pai da psicanálise e um de seus mais criativos discípulos, antes que diferenças inconciliáveis os separassem.
Revista Exame
Cronenberg e o elenco do filme em Veneza 2011

A trama começa com Carl Jung - interpretado por Michael Fassbender, o melhor ator da sua geração - trabalhando numa clínica psiquiátrica em Zurique e encarregado do caso de uma jovem paciente histérica, Sabina Spielrein - interpretada por Keira Knightley - um caso complicado e que exige enorme esforço do médico, que descobre por trás do caso da moça evidências de uma história familiar complicada, que desembocou num comportamento autodestrutivo.

O ator norte-americano Viggo Mortensen, em seu terceiro trabalho com Cronenberg, interpreta Sigmund Freud, o pioneiro da psicanálise que, em Viena influenciou diversos profissionais, inclusive Jung - vemos o encontro do jovem médico suíço com seu mentor, quarenta anos mais velho, e o começo de uma incessante troca de correspondência e experiências.
Divulgação
Michael Fassbender e Viggo Mortensen - à frente - em cena do filme

Aos poucos, vamos conferindo, uma a uma, as diferenças entre os dois - não só de idade, classe social, religião (Freud era judeu, Jung, protestante) e personalidade - e a partir de um certo momento, divergem especialmente em sua postura profissional diante de aspectos cruciais na determinação da psique humana - como a sexualidade.

A sexualidade na prática é uma das muitas discordâncias entre Jung e Freud, a partir do momento em que o primeiro, casado e com filhos, envolve-se com sua ex-paciente, Sabina, que se tornou psicanalista também.
Divugação
Keira Knightley é Sabina, paciente que se envolve com Karl Jung - Michael Fassbender

Agora, mais do que atenuar algumas perversões de Sabina,  Jung passa a participar delas também.

Pela quarta vez dirigindo um filme de época, Cronenberg faz aqui um filme com boa movimentação e naturalidade dos personagens, e consegue humanizar dois mitos do nível de Freud e Jung, tornando absurdamente verdadeiras, tanto suas contradições, quanto seus sentimentos.
Divulgação
Freud e Jung, finalmente representados à altura da sua importância por dois atores acima da média

Da mesma forma, o diretor desnuda ao espectador que nada entende de psicanálise alguns dos principais conflitos entre o pensamento dos dois, desde o papel supremo defendido por Freud para a sexualidade como determinante do comportamento humano - que Jung contrapõe com uma procura também do transcendente, que o levará ao conceito do inconsciente coletivo.

Assim, "Um Método Perigoso" é um preciso retrato de época, em uma Europa varrida por vanguardas artísticas e que se achava muito civilizada enquanto caminhava para o massacre da Primeira Guerra Mundial.

Filmaço.

Confira o trailer do filme:

*****
"UM MÉTODO PERIGOSO"
Título original:
A Dangerous Method
Diretor:
David Cronenberg
Elenco:
Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Keira Knightley, Vincent Cassel, Sarah Gadon
Produção:
Martin Katz, Marco Mehlitz
Roteiro:
Christopher Hampton
Fotografia:
Peter Suschitzky
Trilha Sonora:
Howard Shore
Duração:
99 min.
Ano: 2011
País:
EUA
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imagem Filmes
Estúdio:
Recorded Picture Company (RPC) / Lago Film / Prospero Pictures
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau: