Live-action da Disney é estrelado por Mackenzie Foy
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Assista ao novo trailer:
Na trama, Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman).
Safa na solução de problemas, ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino.
A direção é da dupla Lasse Hallström e Joe Johnston.
No elenco, alem de Mackenzie Foy e Morgan Freeman, veremos também no elenco Dame Helen Mirren, Keira Knightley e Matthew MacFadyen, entre outros.
'O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos' estreia em 1 de novembro aqui no Brasil.
O produtor Harvey Weinstein se entregou à polícia de Nova York na manhã desta sexta, 25, onde responderá pelas acusações de abuso e assédio sexual contra quase 100 mulheres.
Segundo a Variety, o produtor, de 66 anos, chegou carregando dois livros pouco antes das 7h30 (horário local) e foi cercado pela imprensa.
Weinstein foi o primeiro grande nome de Hollywood a ter seu nome envolvido na nova onde de abusos sexuais que abalou a indústria do cinema americano, após ser acusado de abuso sexual por Lucia Evans, que disse aos investidores que ele a forçou a fazer sexo oral em 2004.
Além disso, ele enfrenta acusações de assédio de quase 100 mulheres - incluindo as atrizes Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow.
Com toda a pressão, produtor foi demitido de seu próprio estúdio - a Weinstein Company - em outubro, após acusações e logo depois, foi expulso do Sindicato dos Produtores e da Academia de Hollywood.
O escândalo veio à tona quando o jornal The New York Times fez uma matéria com relatos de diversas jovens mulheres que disseram ter sido coagidas a se relacionar sexualmente com Weinstein em troca de papéis em filmes.
Além de Jolie e Paltrow, as atrizes Ashley Judd e Rose McGowan estão entre as vítimas do produtor e revelaram que foram obrigadas a vê-lo nu, além de terem recebido propostas envolvendo favores sexuais.
Um dos produtores de cinema mais famosos de Hollywood, dentre os trabalhos mais famosos e elogiados de Weinstein estão 'Shakespeare Apaixonado', 'Gangues De Nova York', 'Pulp Fiction - Tempo De Violência' e 'O Paciente Inglês'.
O produtor Harvey Weinstein se entrega em NY - Variety
Por outro lado, quando o assunto parecia ter ficado em segundo plano, nessa semana Hollywood foi abalada por novas denúncias, agora envolvendo um dos seus mais atuantes e queridos atores: Morgan Freeman.
O ator de 80 anos foi acusado de assédio sexual e comportamento inadequado por oito mulheres.
No total, 16 pessoas falaram à CNN sobre o ator e metade afirma ter sido vítima, enquanto oito delas serviram de testemunhas. (via Variety)
Uma jovem assistente de produção que trabalhou em 'Despedida Em Grande Estilo', comédia de 2015 estrelada por Freeman, alega que ele a submeteu a toques indesejados e comentários sobre seu corpo.
"Ele falava sobre nossos corpos e nós sabíamos que se ele viesse, não era pra usar nenhuma roupa que mostrasse nossos seios, não usasse nada que mostrasse nossas pernas", disse a fonte.
Ela também alega que Freeman descansou a mão na parte inferior de suas costas e que continuou tentando levantar sua saia e perguntando se ela estava usando calcinha.
Também hoje, 25, Freeman veio a público dizer que qualquer sugestão de que agrediu mulheres ou criou um local de trabalho inseguro é falsa e pediu desculpas a qualquer um que ele possa ter magoado.
"Estou arrasado porque os 80 anos da minha vida correm o risco de serem minados, em um piscar de olhos, pelas reportagens de quinta-feira", disse Freeman em um comunicado.
"Mas também quero ser claro: não criei ambientes de trabalho inseguros. Não agredi mulheres. Não ofereci emprego ou promoções em troca de sexo. Qualquer sugestão de que fiz isso é completamente falsa", acrescentou.
O ator Morgan Freeman - Variety
Acusações semelhantes também envolveram homens na política e no setor empresarial dos EUA e inspiraram o movimento #MeToo nas redes sociais por parte de vítimas que compartilharam suas histórias de assédio ou abuso sexual.
O recado é claro: Hollywood não aceita mais abusos, ponto.
Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) são amigos há décadas.
Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros.
Quando Willie testemunha um assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto.
É a vez dos velhos se rebelarem contra a exploração dos bancos.
CRÍTICA:
Nesses tempos de pura hipocrisia, onde Hollywood se perde cada vez mais em superproduções bilionárias, quase sem humanidade e a maioria dando mais prejuízo do que lucro, voltadas somente para tirar a grana da mesada da molecada, é muito bom sabermos que filmes como 'Despedida em Grande Estilo', que estreou hoje em em 115 salas em todo o Brasil, ainda são feitos.
Apesar de ser uma refilmagem (de 1979) – neste caso aqui funciona, justamente por refazer uma obra desconhecida do grande público. O longa, entre outros acertos, valoriza seus protagonistas, todos atores veteranos já na terceira idade, dentro de uma indústria que raramente dá protagonismo para eles.
Afinal, os estúdios ainda mantém um pé na sanidade, sabem que filmes desse tipo ainda possuem seu público e que novas investidas em roteiros como este – que vêm se tornando quase um subgênero (com filmes como 'Antes de Partir', 'Última Viagem a Vegas', 'Ajuste de Contas' e 'Amigos Inseparáveis', por exemplo) – continuam a interessar aos espectadores.
Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin são os protagonistas Willie, Joe e Albert - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Warner Bros.
Melhor: o remake supera o original por acrescentar mais conteúdo ao núcleo principal da trama, centrando o roteiro na atualidade e, assim, servindo como reflexo de problemas atuais da política norte-americana e mundial.
Aqui, continuamos seguindo os três amigos inseparáveis Willie, Joe e Albert, agora interpretados pelas lendas vencedoras do Oscar Morgan Freeman ('Menina de Ouro'), Michael Caine ('Hannah e Suas Irmãs' e 'Regras da Vida') e Alan Arkin ('Pequena Miss Sunshine'), substituindo os atores igualmente lembrados pela Academia Lee Strasberg (indicado por 'O Poderoso Chefão II'), George Burns (vencedor por 'Uma Dupla Desajustada') e Art Carney (vencedor por 'Harry, o Amigo de Tonto'), nos mesmos papeis respectivos.
A principal e bem vinda diferença é que enquanto na versão original, os velhinhos decidem roubar um banco apenas para rechear o fim de suas existências de adrenalina e assim se sentindo vivos novamente, nessa refilmagem o crime é cometido por um motivo bem mais nobre, vingança – ou justiça fora da lei.
Cena do longa
O trio passa seus dias finais, apenas contemplando a morte, até que seu tapete é puxado com força debaixo de seus pés.
Willie (Freeman) não possui economias suficientes para ir visitar sua filha e neta em outra cidade; Joe (Caine) precisa dar respaldo para a filha e a neta, vivendo sob seu teto e o rabugento Al (Arkin) cultiva sua empatia com gosto.
Na cena de abertura - em uma visita ao banco onde é avisado que pode perder a casa - o personagem de Caine presencia um assalto realizado com extremo requinte e eficiência.
Para piorar a situação, entra em jogo o mote da trama e elemento mais urgente: os três, que por mais de 30 anos trabalharam para a mesma empresa e coletam dela seus cheques de aposentadoria, assim como muitos outros funcionários presentes na fatídica reunião, são avisados de que a companhia está fechando as portas nos EUA e se mudando para um país asiático, terminando assim suas pensões também - fato que os aposentados brasileiros, e a polêmica envolvendo o tempo de contribuição de trabalho para a aposentadoria em nosso país, estão vivenciado nesses dias.
Assim, Joe junta um mais um e ao lado de seus inseparáveis cúmplices decidem roubar seu próprio banco e sair do vermelho.
O interessante deste inspiradíssimo roteiro - de Theodore Melfi, indicado ao Oscar pelo recente e cativante 'Estrelas Além do Tempo', baseado no texto original de Edward Cannon - é justamente acrescentar mais à mistura, dando credibilidade de sobra para a motivação dos infratores idosos, assim como encaixar comentários sociais e políticos relevantes, em especial ao que diz respeito à forma com que os idosos são (des)tratados – mesmo num país de Primeiro Mundo como os EUA.
A diva Ann-Margret retorna às telonas ainda em ótima forma
Apesar destas pinceladas de criatividade, o longa segue a fórmula de filme seguro e sem grandes reviravoltas ou novidades em sua jornada.
Só que, quando essa jornada é feita por um trio de Lendas do cinema, tudo parece ser mais verdadeiro e prazeroso e, assim, o longa ganha muito ao inclui-los e, principalmente, dar espaço a eles para fazerem o que sabem de melhor.
É lógico que com um trio de protagonistas desse, coadjuvados por estrelas do naipe da diva Ann-Margret, Christopher Lloyd e até Matt Dillon, o diretor precisaria ser no mínimo competente e dar conta do recado.
Surpreendentemente, quem comanda tudo é Zach Braff, ator da série 'Scrubs' e diretor de produções indie - como os aclamados 'Hora de Voltar' (2004) e 'Lições em Família' (2014).
Aqui, trabalhando pela primeira vez para um grande estúdio, a Warner, num filme com elenco estelar, o cineasta não faz feio e entrega uma obra redonda, com bom ritmo, alívios cômicos eficientes e uma mensagem importante.
Numa era de filmes barulhentos, cenários computadorizados e de montagens aceleradas, o longa surge como opção do bom cinema à moda antiga, com atores à moda antiga e diversão à moda antiga.
Vale ser visto por todo tipo de público, em especial os nostálgicos.
Filmaço.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO'
Título Original:
GOING IN STYLE
Gênero:
Comédia Dramática
Direção:
Zach Braff
Roteiro:
Theodore Melfi
Elenco:
Alan Arkin, Ann-Margret, Christopher Lloyd, Denise Scilabra, Dillon Mathews, Doris McCarthy, Gina Diaz, Jen Ponton, Joey King, John Ortiz, Josh Pais, Katlyn Carlson, Lolita Foster, Maria Dizzia, Matt Dillon, Melanie Nicholls-King, Michael Caine, Morgan Freeman, Olli Haaskivi, Peter Serafinowicz, Siobhan Fallon Hogan
Produção:
Donald De Line
Fotografia:
Rodney Charters
Montador:
Myron I. Kerstein
Trilha Sonora:
Rob Simonsen
Duração:
96 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
06/04/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / Village Roadshow Pictures / Warner Bros. Pictures
Ator ainda exaltou velhice e disse que está na melhor fase de sua vida
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Aos 79 anos, a Lenda Morgan Freeman já conquistou tudo o que um ator pode querer.
Com incontáveis produções em seu currículo, 1 Oscar e dois Globos de Ouro, ele acaba de ser homenageado pelo conjunto de sua carreira.
Em cerimônia realizada na noite de segunda (06), em Los Angeles, o ator que mais filma atualmente em Hollywood recebeu um prêmio honorário da revista AARP (American Association for Real Possibilities) das mãos da atriz britânica Dame Helen Mirren, com quem trabalhou em 'Red - Aposentados E Perigosos'.
Na ocasião, Freeman disse que a terceira idade é a "melhor fase de sua vida".
Morgan Freeman recebendo o prêmio honorário da revista AARP - Gabriel Olsen/Getty Images
"Meu primeiro papel de relevância no cinema eu consegui aos 50 anos, aos 65 eu aprendi a pilotar aviões, por isso é uma enorme honra estar aqui hoje. Posso ser um idoso, mas não me vejo assim. Todos os dias, ao levantar, eu pulo na frente do escolho do mesmo jeito que fazia quando era criança", afirmou.
A família do nobre Judah Ben Hur (Jack Huston) acolheu e criou o romano Messala (Toby Kebbell) como se fosse um filho.
Entretanto, a vida leva os dois a diferentes caminhos.
Depois de um mal entendido, Judah é acusado injustamente de traição pelo próprio irmão e condenado à ser um escravo.
Anos depois, ele consegue escapar de seu cárcere e promete vingar-se de Messala e do império romano, que oprime o povo de Jerusalém, no momento em que Jesus Cristo (Rodrigo Santoro) aparece como a nova esperança para todos.
CRÍTICA:
A novela best seller de Lee Wallace já tinha virado filme ainda no cinema mudo e, depois, uma superprodução dirigida por William Wyler e estrelada por Charlton Heston em 1959, que ganhou nada menos que 11 Oscar. O feito jamais foi superado: recentemente, só 'Titanic' e 'O Senhor dos Anéis' conseguiram 11 estatuetas da Academia.
Como ninguém se lembrava do filme mudo, o longa de 1959 fez grande sucesso mundo afora e até hoje, os mais velhos relembram com emoção várias de suas cenas - principalmente a da 'corrida de bigas', feita numa época em que tudo era feito sem muitas trucagens ou efeitos especiais.
Se remakes de grandes clássicos não são vistos com bons olhos, o diretor Timur Bekmambetov sentiu na pele as críticas quando anunciou a ousada empreitada de "recriar" a produção de 1959 e lutou para calar a críticas - mas em vão.
Apesar do cineasta argumentar que 'Ben-Hur', em exibição em 807 salas em todo o Brasil, não é um remake do longa premiado e sim de uma nova adaptação da livro de Lew Wallace, as diferenças entre as duas versões são bem poucas e basicamente, o novo longa transforma a alegoria de vingança em uma história sobre perdão e redenção, deixando o filme ainda mais perto da categoria "bíblico" e praticamente acabando com seu impacto.
Jack Huston como Judah Ben-Hur, em cena do longa - fotos dessa postagem: Divulgação/Paramount Pictures do Brasil
Na trama, o nobre Judah Ben-Hur (Jack Huston) e o romano Messala (Toby Kebbel) foram criados como irmãos, mas acabam seguindo caminhos diferentes.
Messala se torna um centurião do exército romano e tenta conseguir apoio de sua família de criação a favor de Roma.
Entretanto, ao perceber que Judah está mais inclinado a apoiar o povo judeu, ele usa de um mal-entendido para acusá-lo injustamente de traição e enviá-lo para ser escravizado nas galés dos romanos.
Anos depois, o protagonista consegue escapar e jura vingança.
O novo longa não consegue alcançar a magnitude do clássico de William Wyler e com duração bem menor, as grandiosas cenas de batalha e os combates em slow motion – ingredientes de todo épico que se preze – ficam de lado, sendo compensadas pela cena da corrida de bigas, quase ao final do longa, muito bem feita e que nada fica a dever ao filme de 1959.
No longa de 1969, Messala era vivido por um grande ator, Stephen Boyd, coisa que Toby Kebbell não é. O ator se sai bem melhor em personagens onde faz captura de movimentos - como a recente versão de 'Planeta dos Macacos'.
Toby Kebbell em cena como Messala
Boyd deu ao personagem uma tensão sexual - que tinha combinado com o diretor Wyler mas não com Charlton Heston, que nunca toparia - e, assim, o espectador logo entendia que Messala era apaixonado por Ben-Hur e, por não ter esse amor correspondido, fez o que fez.
Toby Kebbell também não aparece como o antagonista que se espera e em nenhum momento convence de que terá coragem de trair o irmão.
Quanto ao protagonista, se o Ben-Hur vivido por Jack Huston (neto do lendário diretor John Huston) perdeu a característica de "macho alfa" que Charlton Heston sempre transmitia nas suas interpretações, ao menos consegue ser mais carismático, mesmo que fique difícil convencer o espectador da sua jornada por vingança.
Jack Huston em cena do longa
Morgan Freeman aparece mais uma vez no papel do mentor do protagonista, e seu Ilderim não compromete o resultado final.
Morgan Freeman, em cena do longa
Finalmente, o Jesus Cristo interpretado por Rodrigo Santoro aparece pouco, mas sua presença no longa é muito tocante, com o ator brasileiro arrasando em cada cena, principalmente na da crucificação, uma das mais emocionantes.
Poderia aparecer mais, o longa só teria a ganhar com sua interpretação segura e absolutamente cativante.
Rodrigo Santoro: arrebatador como Jesus Cristo
Os efeitos são mais elaborados, só que sozinhos não conseguem segurar a trama, já que a verdade é que não havia necessidade de recriar uma produção desse porte e que não acrescenta nada à versão oscarizada.
Para quem não viu o 'Ben-Hur' de William Wyler, a versão de Bekmambetov pode até trazer certa emoção e divertir.
Mas para quem teve o prazer de ver, numa sala de cinema e em formato Cinemascope, toda a intensidade e grandiosidade do anterior, considerado até hoje um dos melhores filmes feitos por Hollywood em todos os tempos, não vai se impressionar.
O remake é um drama mediano e um épico meia boca, mas que vale por trazer essa boa história sobre traição e ressurreição para as novas gerações.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'BEN-HUR'
Título Original:
BEN-HUR
Gênero:
Drama
Direção:
Timur Bekmambetov
Roteiro:
John Ridley, Keith R. Clarke
Elenco:
Alan Cappelli Goetz, Ayelet Zurer, David Walmsley, Haluk Bilginer,Jack Huston, Julian Kostov, Marwan Kenzari, Moises Arias, Morgan Freeman, Nazanin Boniadi, Pilou Asbæk, Rodrigo Santoro, Sofia Black-D'Elia, Toby Kebbell, Yasen Atour
Produção:
Duncan Henderson, Joni Levin, Mark Burnett, Sean Daniel
Fotografia:
Oliver Wood
Duração:
123 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
18/08/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Paramount Pictures
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Paramount Pictures / Sean Daniel Company
Sequência continua a acompanhar o grupo de ilusionistas The Four Horsemen (Os Quatro Cavaleiros), que roubam bancos e distribuem o dinheiro aos seus espectadores
Após enganarem o FBI, os cavaleiros Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson) e Jack Wilder (Dave Franco) estão foragidos.
Eles seguem as ordens de Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), que segue trabalhando no FBI de forma a impedir os avanços na procura dos próprios cavaleiros.
Paralelamente, o grupo planeja seu novo ato: desmascarar um jovem gênio da informática, cujo novo lançamento coleta dados pessoais dos usuários.
Entretanto, durante a revelação da farsa, os próprios cavaleiros são vítimas de um contragolpe, vindo de um inimigo desconhecido.
CRÍTICA:
Em 'Truque De Mestre: O Segundo Ato', em exibição em 507 salas em todo o Brasil, os ilusionistas estão de volta e vão passar por uma verdadeira prova de fogo ao se sentirem abandonados e enganados pelo "Olho" - misteriosa organização que os comanda desde o primeiro filme - e pelo seu líder Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), após um plano que dá errado.
Dessa vez, o quarteto é usado por um inimigo para ajudar na vingança contra Rhodes e também precisam prestar contas à Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), que foi parar na prisão por causa deles.
Daniel Radcliffe, em pôster promocional do longa - Pais Filmes
Durante uma eletrizante fuga do FBI – que os separa de Rhodes – eles vão parar em Macau, na China, e lá planejam um grandioso truque a mando de Walter (Daniel Radcliffe), um jovem milionário e excêntrico que tem o poder de destruir a vida dos Cavaleiros caso eles não aceitem seu acordo.
Isla Fisher, que vive Henley Reeves, saí para dar lugar a Lizzy Caplan, que vive a irônica e intensa Lula, que também assume o papel de Manic Pixie Dream Girl - segundo o crítico de cinema Nathan Rabin, criador do termo, Manic Pixie Dream Girl se refere a uma personagem feminina sem muita profundidade, de personalidade alegre e humor ácido, que existe para ajudar um dos protagonistas masculinos a superar seus medos e enfrentar sua jornada.
Esse termo não custuma ser empregado positivamente.
Sua relação com Jack Wilder (Dave Franco) dá o tom de romance à história.
Jack Wilder (Dave Franco), em arte promocional do longa
O longa tenta explorar dramas pessoais dos seus protagonistas, como a infância trágica de Rhodes e a perda do pai, um famoso ilusionista, bem como a relação de Merritt Mckinney (Woody Harrelson) com seu irmão gêmeo, momento comédia da produção.
Entretanto, essas tramas paralelas não são suficientes para prender a atenção do espectador.
Os novos truques são bem coreografados e proporcionam bom entretenimento, mas as motivações que movem os cavaleiros até seu ato final não parecem razoáveis.
Se Lizzy Caplan e Dave Franco tem muita química e muito charme em suas cenas, Jesse Einsenberg não abandona mais sua personificação de Lex Luthor - prato cheio para seus detratores que sempre dizem de que ele não consegue sair do personagem.
Poster do personagem de Jesse Eisenberg
No geral, o longa vai agradar aqueles que curtiram o primeiro filme, já que a trama não supera e nem fica abaixo da original.
Mesmo com bons truques, o longa fica longe se estar no mesmo patamar de 'O Ilusionista' (2006) e 'O Grande Truque', que abordam tema semelhante.
Dá pro gasto.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'TRUQUE DE MESTRE: O SEGUNDO ATO'
Título Original:
NOW YOU SEE ME 2
Gênero:
Ação
Direção:
Jon M. Chu
Roteiro:
Ed Solomon, Pete Chiarelli
Elenco:
Alexander Cooper, Alexandra Fraser, Ben Lamb, Daniel Radcliffe, Dave Franco, David Warshofsky, Henry Lloyd-Hughes, Jason Nicholls-Carrer, Jay Chou, Jesse Eisenberg, Jorge Leon Martinez, Judit Novotnik, Justine Wachsberger, Lasco Atkins, Lizzy Caplan, Mark Preston, Mark Ruffalo, Martin Delaney, Michael Caine, Morgan Freeman, Sanaa Lathan, Tsai Chin, Woody Harrelson
Quando a jovem Lucy (Scarlett Johansson) é obrigada a transportar drogas dentro do seu estômago, ela não conhece muito bem os riscos que corre e acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.
CRÍTICA:
Em 'Lucy', longa que estreia hoje em 232 salas em todo o Brasil, o aclamado roteirista e diretor Luc Besson abusa da informação de que humanos usam apenas 10% da capacidade de seus cérebros para criar a trama.
Embora esteja cientificamente provado que isso não é verdade, muita gente acredita nessa informação e se esse é o seu ou caso, então você achará o longa bastante divertido.
Para todos os outros, vai depender da capacidade de cada um de ignorar ou não esse fato, pois o longa usa essa desculpa constantemente para brincar com questões filosóficas e existenciais, por sinal nada novas para qualquer um que viu 'Matrix', em meio a muitas cenas de ação exageradas.
Scarlett Johansson é Lucy, garota comum que ganha poderes extraordinários e decide guiar a humanidade a um novo futuro, depois de se vingar, claro.
Scarlett Johansson em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/Universal Pictures do Brasil
Depois de viver uma heroína em 'Os Vingadores', uma A.I. em 'Ela' e uma alien em 'Sob A Pele', a atriz se supera novamente e fecha o ciclo como uma personagem que se transforma em uma deusa.
É graças à ela que o espectador permanece interessado, mesmo quando a protagonista se torna um ser frio e calculista.
Tudo começa quando a jovem estudante é raptada por bandidos que implantam cirurgicamente pacotes de super-drogas em seu abdômem para forçá-la a agir como mula (pessoas que carregam drogas entre países) para a Europa.
Quando um dos pacotes estoura dentro dela, ao invés de matá-la, algo muda em seu DNA, como todo bom filme de super-heróis, e a capacidade do cérebro de Lucy aumenta a taxas impressionantes, revelando habilidades mentais e físicas muito além da imaginação.
Como esperado, Bessom garante grandes sequências de ação, incluindo uma perseguição de carro completamente louca pelas ruas de Paris.
Cena do Longa
Os tiroteios não empolgam tanto, mas as lutam que envolvem os poderes de Lucy são bem produzidas e não devem nada a nenhum filme de super-heróis.
O problema é que as coisas começam a ficar bem esquisitas quando a garota passa a marca de 60% de capacidade cerebral.
Seus poderes crescem de forma exorbitante e a tornam praticamente uma divindade, acabando com todo o suspense e qualquer sensação de perigo da trama.
A partir daí as lutas perdem a graça de vez, já que ela só precisa acenar para vencer os inimigos.
Além disso, o discurso existencial começa a pesar cada vez mais perto do final e, eventualmente, a narrativa tenta emular, sem sucesso, o final de '2001: Uma Odisseia No Espaço'.
Para situar o espectador em meio a tanta loucura, Morgan Freeman tem o ingrato papel de explicar o que está acontecendo, algo muito parecido com o que fez recentemente em 'Transcendence' - um desperdício do seu enorme talento, enfim.
Morgan Freeman e Scarlett Johansson, em cena do longa
Apesar do final bizarro - que para muita gente pode fazer o longa-metragem soar como algo inteligente e reflexivo - o longa funciona com seu jeito extravagante e pulp.
Scarlett Johansson segura a onda e mantém a personagem interessante até o final.
Além disso, a narrativa é tão absurda que faz com que você fique curioso para ver o que vai acontecer em seguida - mérito do diretor francês que arrisca criar algo maluco sem medo de ultrapassar os limites do bom senso, como fez tão bem em 'O Quinto Elemento' e volta a repetir nesta produção.
(Crítica de Daniel Reininger)
CONFIRA O TRAILER DO LONGA:
FICHA TÉCNICA:
'LUCY'
Título Original:
Lucy
Gênero:
Ação
Direção:
Luc Besson
Roteiro:
Luc Besson
Elenco:
Amr Waked, Analeigh Tipton, Cédric Chevalme, Christophe Tek, Claire Tran, Frédéric Chau, Jan Oliver Schroeder, Mason Lee, Min-sik Choi, Morgan Freeman, Paul Chan, Pilou Asbæk, Scarlett Johansson, Yvonne Gradelet