Mostrando postagens com marcador Wes Anderson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wes Anderson. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

'A CRÔNICA FRANCESA' TEM NOVOS TRAILER E PÔSTER DIVULGADOS

<>
O longa é dirigido por Wes Anderson e tem elenco estelar
<>

Confira:


Ambientado na redação de uma revista americana em uma cidade fictícia francesa do século XX, o filme apresenta uma coleção de histórias publicadas na The French Chronicle, a revista em questão.

O Pôster:

Escrito e dirigido por Wes Anderson, o filme é estrelado por Benicio del Toro, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Timothée Chalamet, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Mathieu Amalric, Lyna Khoudri, Stephen Park, Owen Wilson e Bill Murray.

Inicialmente programado para outubro deste ano, o longa foi adiado por tempo indeterminado.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

FESTIVAL DE CANNES 2020: CONFIRA A SELEÇÃO OFICIAL

<>
Mais de 50 títulos foram anunciados em evento virtual, incluindo o brasileiro 'Casa de Antiguidades'
<>

Nem mesmo o cancelamento da edição presencial do Festival de Cannes 2020 devido à pandemia do coronavírus impediu que a seleção oficial fosse divulgada.

Na semana passada, o evento anunciou 56 filmes que receberão o "selo" de Cannes para que, assim, possam ser exibidos em outros festivais ao longo deste ano.

Dentre os filmes selecionados pela equipe de Cannes, estão o brasileiro Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda, Ammonite, de Francis Lee e The French Dispatch, de Wes Anderson.

O ator Viggo Mortensen também entrou na lista oficial, desta vez como diretor de primeira viagem com seu filme Falling.

A animação Soul, da Pixar, também integra a seleção.

Além desta situação não ter precedentes na história do festival, os filmes que compõem a lista de 2020 não serão colocados em outras categorias (como Competição, Un Certain Regard e Out of Competition), mas sim foram unificados em uma lista só.

Confira a seleção completa de Cannes 2020:

The French Dispatch - Wes Anderson
Summer of 85 - François Ozon
True Mothers - Naomi Kawase
Lovers Rock - Steve McQueen
Mangrove - Steve McQueen
Another Round - Thomas Vinterberg
Last Words - Jonathan Nossiter
DNA - Maïwenn
Heaven: To The Land Of Happiness - Im Sang-soo
El olvido que seremos - Fernando Trueba
In the Dusk - Sharunas Bartas
Home Front - Lucas Belvaux
Peninsula - Yeon Sang-ho
The Real Thing - Koji Fukada
Passion Simple - Danielle Arbid
A Good Man - Marie-Castille Mention Schaar
Les choses qu’on dit, les choses qu’on fait - Emmanuel Mouret
Souad - Ayten Amin
John and the Hole - Pascual Sisto
Striding into the Wind - Wei Shujun
Limbo - Ben Sharrock|
Soul - Pete Docter, Kemp Powers
Here We Are - Nir Bergman
Rouge - Farid Bentoumi
Sweat - Magnus von Horn
Teddy - Ludovic and Zoran Boukherma
February - Kamen Kalev
Ammonite - Francis Lee
Médecin de nuit - Elie Wajeman
Enfant terrible - Oskar Roehler
Nadia, Butterfly - Pascal Plante
Septet: The Story Of Hong Kong - Ann Hui, Johnnie To, Tsui Hark, Sammo Hung, Yuen Woo-Ping, Patrick Tam
Falling - Viggo Mortensen
Pleasure - Ninja Thyberg
Slalom - Charlène Favier
Memory House - João Paulo Miranda Maria
Broken Keys - Jimmy Keyrouz
Ibrahim - Samir Guesmi
Beginning - Déa Kulumbegashvili
The Death of Cinema and My Father Too - Dani Rosenberg
Gagarine - Fanny Liatard, Jérémy Trouilh
16 printemps - Suzanne Lindon
Vaurien - Peter Dourountzis
Garçon chiffon - Nicolas Maury
Si le vent tombe - Nora Martirosyan
On the Way to the Billion - Dieudo Hamadi
The Truffle Hunter - Michael Dweck, Gregory Kershaw
9 jours à Raqqa - Xavier de Lauzanne
Antoinette dans les Cévennes - Caroline Vignal
Les deux Alfred - Bruno Podalydès
Un triomphe - Emmanuel Courcol
Le Discours - Laurent Tirard
L'Origine du monde - Laurent Lafitte
Earwig and the Witch - Goro Miyazaki
Flee - Jonas Poher Rasmussen
Josep - Aurel

sábado, 15 de fevereiro de 2020

'THE FRENCH DISPATCH': NOVO LONGA DE WES ANDERSON GANHA PRIMEIRO TRAILER

<>
A prévia mostra como o cineasta abordará o jornalismo de um jeito peculiar
<>

Assista:


A trama se passa em uma cidade francesa fictícia no século XX - a história trará um veículo jornalístico, porém não de um jeito tradicional.

Como sempre, Anderson traz velhos colaboradores dele ao elenco, como Frances McDormand, Owen Wilson, Bill Murray e Adrien Brody.

Uma das adições é Timothée Chalamet, conhecido por Me Chame Pelo Seu Nome.

Outros projetos famosos do cineasta são Moonrise Kingdom, O Grande Hotel Budapeste e O Fantástico Sr. Raposo.

A estreia de The French Dispatch está marcada para o dia 24 de julho nos Estados Unidos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

'ILHA DOS CACHORROS': NOVO FILME DE WES ANDERSON GANHA TRAILER E DATA DE ESTREIA

<>
'Ilha dos cachorros' é o novo projeto do diretor Wes Anderson, responsável por filmes como 'O Grande Hotel Budapeste' e 'Moonrise Kingdom'
<>

Assista:

Na trama, Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade.

Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi.

O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo.

Mas o pequeno Atari não aceita se separar do cachorro Spots.

Ele convoca os amigos, rouba um jato em miniatura em parte em busca de seu fiel amigo.

A aventura épica vai transformar completamente a vida da cidade.

Em seu novo filme, o diretor retorna ao estilo stop-motion, conhecido por seu sucesso 'O Fantástico Sr. Raposo' e traz um time de dubladores que inclui Bryan Cranston, Scarlett Johannson, Frances McDormand, Edward Norton, Yoko Ono, Bill Murray, Liev Schreiber, Jeff Goldblum e Tilda Swinton.

A Fox Film do Brasil estreia 'Ilha dos Cachorros' em 19 de julho.

sábado, 23 de setembro de 2017

'ILHA DE CACHORROS': NOVO STOP MOTION DE WES ANDERSON GANHA PRIMEIRO TRAILER

<>
É hora de fazer outra jornada pelo universo de Wes Anderson, onde tudo é simétrico
<>

'Como O Fantástico Sr. Raposo', 'Ilha de Cachorros' é outro belo stop-motion do diretor.

Assista ao trailer:


O longa é uma comédia animada que se passa no Japão, onde um menino tem a missão de encontrar seu cachorro perdido (voz de Edward Norton).

Wes Anderson afirma que a fonte de maior inspiração para o filme foi o trabalho de Akira Kurosawa.

O longa traz um grupo comum de artistas que já trabalham com Anderson e muitos astros para o seu elenco de vozes: Bryan Cranston, Bill Murray, Jeff Goldblum, Greta Gerwig, Frances Mcdormand, Courtney B. Vance, Scarlett Johansson, Tilda Swinton, Akira Takayama e até a Diva Yoko Ono.

'Ilha de Cachorros' é uma produção da Fox Searchligh e tem estreia prevista para 20 de abril de 2018.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

67º DIRECTORS GUILD AWARDS: SINDICATO DOS DIRETORES APRESENTA SEUS INDICADOS EM CINEMA E TV PARA 2015


O Directors Guild of America também divulgou nessa semana quem são os cinco cineastas finalistas do 67º Directors Guild Awards.

Confira a lista completa dos indicados pelo Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos na categoria Cinema:

Alejandro González Iñarritu - Birdman

Clint Eastwood - Sniper Americano

Morten Tyldum - O Jogo da Imitação

Richard Linklater - Boyhood - Da Infância à Juventude

Wes Anderson - O Grande Hotel Budapeste

Anderson, Linklater e Tyldum foram indicados pela primeira vez.

Iñarritu ganhou pela direção de comerciais de TV em 2012 e Eastwood venceu com 'Os Imperdoáveis' e Menina de Ouro' - além de ter recebido um prêmio especial pela carreira, em 2006.

Lembrando que no ano passado o vencedor foi Alfonso Cuarón, que acabou ganhando também o Oscar da categoria, por 'Gravidade'.

O troféu do DGA é uma baixela dourada, com a águia/logo do Sindicato em alto relevo - Divulgação

Ainda nessa semana o Directors Guild of America divulgou sua lista de diretores nas categorias de Televisão.

Entre os principais concorrentes à 67ª edição do DGA Awards estão: 
Cary Fukunaga ('True Detective'), Mike Judge ('Silicon Valley') e Jill Soloway ('Transparent'), com boas chances em suas primeiras indicações; o comediante Louis C.K., cada vez mais maduro e refinado na direção de 'Louie'; e Jodie Foster, única artista lembrada mais de uma vez – e por séries de gêneros distintos, drama ('House of Cards') e comédia ('Orange is the New Black').


Confira a lista completa dos indicados pelo Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos na categoria Cinema:

SÉRIE DRAMÁTICA
Dan Attias – Homeland (“13 Hours in Islamabad”)

Jodie Foster – House of Cards (“Chapter 22″)

Cary Fukunaga – True Detective (“Who Goes There”)

Lesli Linka Glatter – Homeland (“From A to B and Back Again”)

Alex Graves – Game of Thrones (“The Children”)

SÉRIE DE COMÉDIA
Louis C.K. – Louie ("Elevator: Part 6")

Jodie Foster – Orange is the New Black (“Thirsty Bird”)

Mike Judge – Silicon Valley (“Minimum Viable Product”)

Gail Mancuso – Modern Family (“Vegas”)

Jill Soloway – Transparent (“Best New Girl”)

TELEFILMES E MINISSÉRIES

Rob Ashford e Glenn Weiss – Peter Pan Live!

Lisa Cholodenko – Olive Kitteridge

Uli Edel – Houdini

Ryan Murphy – The Normal Heart

Michael Wilson – O Regresso Para Bountiful

DOCUMENTÁRIOS
Dan Krauss – The Kill Team
John Maloof e Charlie Siskel – A Fotografia Oculta de Vivian Maier
Jesse Moss – The Overnighters
Laura Poitras – Citizenfour
Orlando von Einsiedel – Virunga


Jane Lynch será a 'hostess' da cerimônia
A cerimônia de entrega será em 7 de fevereiro, e terá como 'hostess' a atriz Jane Lynch ('Glee').
*****
Fotos dessa postagem: The Hollywood Reporter, Zimbio, Getty Images e DGA

quinta-feira, 3 de julho de 2014

'O GRANDE HOTEL BUDAPESTE': ARREBATADOR DA PRIMEIRA À ULTIMA CENA


Durante o período entre as duas guerras mundiais, um 'concierge' de um famoso hotel na Europa faz amizade com um jovem empregado e os dois se envolvem no roubo de uma pintura renascentista inestimável e na batalha por uma fortuna de família - tudo isso em meio às mudanças ocorridas na Europa do começo do século 20.

Lendo a sinopse acima,não dá pra se ter ideia do filme soberbo que é 'O Grande Hotel Budapeste', longa dirigido por Wes Anderson e que estreia hoje em 50 salas em todo o Brasil , depois de maravilhar espectadores nas últimas edições dos principais festivais de cinema, Berlim principalmente, onde foi ovacionado de pé.

Diretor de 'Moonrise Kingdom' e 'Os Excêntricos Tenenbaums', Anderson é certamente um dos diretores e roteiristas mais originais do cinema americano atual: inconfundível, expressivo e carregado de uma visão artística que o distancia da mesmice, proporcionando ao espectador uma experiência única e arrebatadora.

Aqui, estamos na fictícia República européia de Zubrowka, na década de 1930, acompanhando as aventuras do 'concierge' Gustave H. (Ralph Fiennes) e de Zero Moustafa (Tony Revolori, jovem, e F. Murray Abraham, adulto), mensageiro que se torna seu inseparável amigo - os dois trabalham no hotel que dá título ao filme, numa região alpina do Leste Europeu.

Ralph Fiennes e Tony Revolori, em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/20th Century Fox Brasil

Excêntrico, amante de poesia, perfumes e senhoras mais velhas, o gerente se vê vítima de uma conspiração quando sua adorada Madame D (Tilda Swinton, envelhecida com maquiagem mas absolutamente sensacional) é encontrada morta.

Produção livremente inspirada na obra do austríaco Stefan Zweig - que se exilou no Brasil no século passado e cometeu suicídio em Petrópolis em 1942 - nas mãos de Anderson, a trama se transforma um filme espirituoso, bem conduzido e delicioso de se ver, ratificando o talento e estilo único do cineasta, que carrega sempre no acabamento visual com paleta de cores marcante, os característicos 'travellings' e a extrema habilidade de Anderson em explorar personagens, mesmo os que estão de passagem – o longa tem participações especiais de Tom Wilkinson, Bill Murray, Harvey Keitel, Owen Wilson, Willem Dafoe, entre  muitos outros estelares.

Tilda Swinton é Madame D no longa

Aliás, essa é a grande habilidade do diretor: trabalhar com maestria elementos visuais diferentes, personagens diversos, gêneros variados (o filme mescla comédia, suspense, romance, ação e drama) sem nunca se perder em uma cena sequer.

Owen Wilson - à frente - em cena do longa

Absolutamente arrebatador, o longa entrega ao espectador muita habilidade e confiança para levar adiante uma trama ambiciosa, sem que, em nenhum momento, o fantasioso mundo apresentado pareça forçado.

Filmaço.

Confira o trailer do longa:
*****
'O GRANDE HOTEL BUDAPESTE'
Título Original:
THE GRAND BUDAPEST HOTEL
Gênero:
Drama
Direção:
Wes Anderson
Roteiro:
Hugo Guinness, Wes Anderson
Elenco:
Adrien Brody, Bill Murray, Bob Balaban, Carl Sprague, Edward Norton, F. Murray Abrahams, Florian Lukas, Gabriel Rush, Harvey Keitel, Heike Hanold-Lynch, Jason Schwartzman, Jeff Goldblum, Jude Law, Karl Markovics, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Matthias Matschke, Milton Welsh, Owen Wilson, Paul Schlase, Rainer Reiners, Ralph Fiennes, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Tony Revolori, Willem Dafoe
Produção:
Jeremy Dawson, Scott Rudin, Steven M. Rales, Wes Anderson
Fotografia:
Robert D. Yeoman
Montador:
Barney Pilling
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Duração:
100 min.
Ano:
2014
País:
Alemanha / Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
03/07/2014
Estúdio:
American Empirical Pictures / Indian Paintbrush / Scott Rudin Productions
Distribuição:
20th Century Fox Brasil
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

sábado, 15 de fevereiro de 2014

BERLINALE 2014: LONGA CHINÊS 'BLACK COAL, THIN RICE' LEVA O URSO DE OURO E BRASILEIRO 'HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO' É O MELHOR FILME PELA CRÍTICA


O longa "Black Coal, Thin Ice", do diretor chinês Diao Yinan, foi anunciado agora pouco como o vencedor do Urso de Ouro da 64ª edição da Berlinale.

Na cerimônia realizada na noite deste sábado (15), o longa também levou o Urso de Prata de Melhor Ator,  para Liao Fan.

O nome foi recebido com surpresa em um dia que as manchetes anunciavam como favorito "Boyhood", de Richard Linklater - que levou o Urso de Melhor Diretor.

Os chineses foram destaque desde o início da competição, quando foram elogiados pelo curador Wieland Speck por revolucionar o cinema com suas novas formas de contar histórias.

A China ainda marcou presença com "The Midnight After", de Fruit Chan e "That Demon Within", de Dante Lam, ambos na Mostra Panorama - "Blind Massage", de Zeng Jian, foi reconhecido como Excelente Contribuição Artística.

Em "Black Coal, Thin Ice", o ex-policial Zhang Zili (Liao Fan) decide investigar uma série de assassinatos por conta própria e descobre Wu Zhizhen (Gwei Lun Mei), uma jovem que trabalha em uma lavanderia e possível autora dos crimes.

Em um clima que mistura filmes clássicos de investigação e estética noir, Zili se apaixona por Zhizhen e precisa lidar com a dualidade do romance em um thriller de suspense destacado por suas técnicas inovadoras de cinematografia.

"Ficamos felizes com o prêmio de Liao, não imaginávamos que receberíamos um prêmio por Melhor Filme", disse Yinan.

"Nos últimos anos o cinema tem se tornado muito comercial na China, por isso, nosso principal desafio era misturar o lado comercial com um jeito independente e artístico de fazer um filme", completou.

Em relação à dificuldade de produzir filmes no cenário político chinês, Yinan comentou que "ainda existem dificuldades, mas a presença do filme reflete uma abertura."

Tomara.

Confira o trailer de "Black Coal, Thin Ice":


*****
O 'Jury Grand Prix' escolheu como favorito o filme de abertura do evento, "The Grand Budapest Hotel", do americano Wes Anderson, rodado na Alemanha.

Como Anderson não estava presente, a jurada Greta Gerwig foi escolhida para fazer o agradecimento - o diretor levou pela primeira vez um Urso na carreira.

Presidido pelo produtor James Chamus, o júri contou ainda com as avaliações do ator austríaco Christopher Waltz, do cineasta francês Michael Gondry, da atriz dinamarquesa Trine Dyrholm, do diretor iraniano Mitra Farahani e do ator chinês Tony Leung.

Outro destaque foi "Boyhood", que rendeu o segundo Urso de Prata a Linklater, que ganhou o mesmo prêmio em 2005 com a primeira parte da trilogia "Antes do Amanhecer".

Desta vez, o diretor apresenta nos cinemas a infância e adolescência de Mason (Ellar Coltrane, Ethan Hawke), em uma trama escolhida como favorita pelo público alemão e que recebeu prêmios do jornal Morgenpost e dos críticos do Guild of German Art House Cinemas.

O prêmio de Melhor Atriz ficou com a japonesa Haru Kuroki,  de "The Little House"; o Urso de  Melhor Roteiro foi para os irmãos alemães Dietrich e Anna Brüggemann com o dramático "Stations of The Cross" e o Melhor Curta-Metragem ficou com "As Long as Shotguns Remain", de Caroline Poggi e Jonathan Vinel.

Entre os concorrentes ao Urso neste ano estavam o brasileiro "Praia do Futuro", de Karim Aïnouz, "71", de Yann Demange, "History of Fear", do argentino Benjamin Naishtat e "Jack", de Edward Berger.

Mas o brasileiro que mais brilhou na Berlinale desse ano foi o diretor Daniel Ribeiro.

Seu longa 'Hoje eu Quero Voltar Sozinho', que conta a sutil descoberta de um garoto cego sobre sua homossexualidade, foi destaque nas premiações paralelas do festival.

Além de ter sido escolhido como Melhor Filme pela crítica, foi um dos melhores avaliados pelo público da Mostra Panorama  - ficou em segundo lugar - e de quebra, ainda levou o prêmio Teddy de Melhor Filme, que premia histórias e personagens gays e que tem como missão promover a tolerância e a igualdade.

Relembre o trailer de 'Hoje eu Quero Voltar Sozinho':


*****

Confira todos os Vencedores da 64ª edição do Festival de Cinema de Berlim:

Melhor Filme
"Black Coal, Thin Ice", de Diao Yinan
O diretor chinês  Diao Yinan recebe o urso de ouro de melhor filme, ao lado de  Liao Fan, urso de prata como melhor ator e Haru Kuroki, do filme "The Little House",  melhor atriz - REUTERS/Tobias Schwarz

Melhor Diretor
Richard Linklater, de "Boyhood"
O diretor Richard Linklater, recebe o urso de prata de melhor diretor -AFP PHOTO / JOHANNES EISELE
Melhor Ator
Liao Fan de "Black Coal - Thin Ice"
Liao Fan levou o urso de prata como melhor ator  - REUTERS/Tobias Schwarz
Melhor Atriz
Haru Kuroki de "The Little House"
Haru Kuroki, do filme "The Little House", também recebe de Christoph Waltz seu urso de prata como melhor atriz no Festival de Berlim - REUTERS/Tobias Schwarz
Curta-Metragem
*Urso de Ouro para "As Long as Shotguns Remain", de Caroline Poggi e Jonathan Vinel

*Urso de Prata para "Laborat", de Guillaume Cailleau

* Revelação para "Gueros", do mexicano Alonso Ruizpalacios

Contribuição Artística
"Blind Massage", do chines Zeng Jian

Melhor Roteiro
Dietrich e Anna Brüggemann, com "Kreuzweg - Stations of The Cross"
Dietrich e Anna Brüggemann recebem o urso de prata de melhor roteiro -REUTERS/Tobias Schwarz
Alfred Bauer Prize (Filme que abriu novas perspectivas)
"Life of Riley", do frances Alain Resnais

Grand Pix do Jury  
"The Grand Budapest Hotel", de Wes Anderson
Pôster do filme - Divulgação

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

BERLIM 2014: 'O GRANDE HOTEL BUDAPESTE', QUE ABRIU FESTIVAL, MOSTRA UMA EUROPA MUITO PARTICULAR ENTRE GUERRAS


Através da sua obra, o diretor americano Wes Anderson tem se dedicado a reinventar, com romantismo, o mundo em que vivemos – especialmente, o mundo em que a classe média vive- e se seus filmes não costumam se passar em uma época específica, mas ainda assim têm uma ambientação antiga.

No divertido 'O Grande Hotel Budapeste', que abriu oficialmente a competição do 64º Festival de Cinema de Berlim esta noite e foi exibido para jornalistas no início da tarde desta quinta-feira, é um pouco diferente: o romantismo está lá, intacto, mas o período é demarcado com clareza: a década de 1930, época entre as duas guerras mundiais que transformaram a Europa.

Mas não quer dizer que Anderson - diretor de 'Os Excêntricos Tennenbaums' (2001) e 'Moonrise Kingdom' (2012) - tenha ficado interessado no realismo, de uma hora para outra.

Seu Leste Europeu é imaginário, com a ação se passando no Grande Hotel Budapeste do título, que fica em um balneário no país fictício de Zubrowka, invadido durante a guerra e depois tomado pelo comunismo.

No presente, o Sr. Moustafa (F. Murray Abraham) conta a um escritor (Jude Law) as aventuras vividas ali pelo 'concierge' Gustave H (Ralph Fiennes) e seu jovem protegido, o mensageiro Zero (Tony Revolori).

Os dois se metem numa enrascada depois da morte de Madame D (Tilda Swinton), uma condessa que recebia tratamento especial de Gustave H e deixa para ele um quadro valioso.

Passam a ser perseguidos pelo filho de Madame D, Dmitri (Adrien Brody,  um personagem visivelmente inspirado em Salvador Dalí), e seu capanga Jopling (Willem Dafoe, um vampiro dos anos 1930).

Os vilões (que incluem os nazistas, claro) não chegam a dar medo: são patéticos como os malvados dos desenhos animados.

Assuntos como intolerância aos estrangeiros e homossexuais são mencionados de forma leve e cômica, um sinal de que o cineasta não está tão preso assim a seu mundinho e percebe o que acontece fora dele.

Suas inspirações para criar esse universo tão particular são as mais variadas, começando pela obra de Stefan Zweig (escritor austríaco que se suicidou em Petrópolis, em 1942, depois de fugir do nazismo na Europa).

“Realmente sou apaixonado por seus livros, mas o filme não é baseado neles. Usamos alguns elementos e principalmente a atmosfera das obras para criar uma versão própria da história”, afirmou Wes Anderson na coletiva que se seguiu à sessão de imprensa.

O diretor Wes Anderson e o ator Ralph Fiennes, antes da coletiva em Berlim - Johannes Eisele/AFP

'O Grande Hotel Budapeste' também foi influenciado por filmes dos anos 1930 e 1940, como 'Grande Hotel' (1932), com Greta Garbo, e 'A Loja da Esquina' (1940), de Ernst Lubitsch.

Para Ralph Fiennes, que interpreta o refinado Gustave H, representante de uma época que está deixando de existir, não houve nem o que pensar quando o roteiro chegou às suas mãos.
“Era único. O mais engraçado é que o Wes me perguntou: qual personagem você gostaria de interpretar?”, contou na coletiva - a repórter Mariane Morisawa estava presente - deixando claro que a escolha de Gustave H era óbvia.

O diretor admitiu que essa é a sua estratégia. 
“Já percebi que, quando você oferece um personagem em particular para um ator, ele costuma gostar de todos os outros, menos daquele que você ofereceu”, contou, provocando risos.
“Mas o papel foi escrito para Ralph” - entregou.

'O Grande Hotel Budapeste' tem a participação de vários atores que já trabalharam com o cineasta, como Tilda Swinton e Edward Norton (que estiveram em 'Moonrise Kingdom'), Willem Dafoe e Jeff Goldblum (que participaram de 'A Vida Aquática com Steve Zissou'), Adrien Brody ('Viagem a Darjeeling') e Jason Schwartzman, Owen Wilson e Bill Murray, que fizeram quase todos os seus filmes e aparecem aqui em papéis pequenos.

“Não sei por que continuamos aceitando, já que só nos oferecem trabalho duro, por longas horas, e pagamentos baixos”, disse Murray, em tom de brincadeira.
“Acho que é porque gostamos de Wes, é a única explicação.”

Em seguida, os dois entraram num bem-humorado debate sobre os sacrifícios exigidos dos atores.
“Você quer começar a falar de 'O Fantástico Sr. Raposo'? Primeiro, trabalhamos na fazenda. Depois, você me fez ir para a Inglaterra por uma semana para fazer uma dublagem de 20 minutos. Depois, fui a Paris”, contou Murray.

Anderson encerrou o assunto, em tom de brincadeira:
“Nem vem que fazemos um trabalho muito eficiente”.

'O Grande Hotel Budapeste' é o filme de abertura perfeito: relevante, visualmente impactante e otimista, mesmo que trate de temas sérios e não esconda certa melancolia.

Assista o trailer de 'O Grande Hotel Budapeste':

quarta-feira, 16 de maio de 2012

FESTIVAL DE CANNES COMEÇOU HOJE, COM ACUSAÇÕES DE MACHISMO, UM ÓTIMO LONGA COM BRUCE WILLIS E POLANSKI CHORANDO EM DOCUMENTÁRIO


O Festival de Cinema de Cannes começou hoje em meio a acusações de machismo por parte dos organizadores da mostra cinematográfica.

A edição de 2012 do tradicional festival de cinema - o mais importante e prestigiado do mundo - não traz nenhum filme na mostra competitiva dirigido por mulheres e, até hoje, somente uma mulher foi agraciada com o prêmio máximo do festival - a cineasta Jane Campion, pelo longa "O Piano", em 1993.

A polêmica teve início após um grupo de cineastas de destaque ter escrito uma carta aberta ao jornal francês "Le Monde" criticando a ausência de filmes de mulheres cineastas.

Entre as signatárias do documento assinado por um coletivo de cineastas -  chamado "A Barba" - figuram as diretoras Virginie Despentes - que realizou o sexualmente explícito "Baise-Moi" (2000) - e Coline Serreau - que recebeu três prêmios César por "Três Homens e um Bebê" (1985).

Confira entrevista com os membros do júri de Cannes 2012:

A carta, farta em ironias, afirma que ''os homens adoram que suas mulheres tenham profundidade, mas só no que diz respeito aos seus decotes. Todos os 22 filmes em competição foram feitos, coincidência, por 22 homens''.

O júri de Cannes 2012 é presidido pelo cineasta italiano Nanni Moretti e tem como membros, entre outros, o ator escocês Ewan McGregor e a cineasta Andrea Arnold - autora da adaptação de "O Morro dos Ventos Uivantes", lançada no ano passado - as atrizes Emmanuelle Devos e Diane Kruger e o estilista Jean-Paul Gaultier.
Reuters
Andrea Arnold, Raoul Peck, Emmanuelle Devos, Diane Kruger, Jean-Paul Gaultier, Hiam Abbass e Ewan McGregor, membros do júri, conversam com a imprensa na presença do presidente do júri Nanni Moretti, no primeiro dia do Festival de Cannes 2012

E Cannes 2012 começou acertando: o filme americano independente “Moonrise Kingdom” é o melhor longa de abertura do festival em muitos anos, segundo o jornalista Thiago Stivaletti, do UOL - é tão bom que está até na competição pela Palma de Ouro.

O diretor Wes Anderson - de “Viagem a Darjeeling” e “O Fantástico Senhor Raposo” - conta a história de um menino escoteiro nos anos 60 que foge do seu acampamento para encontrar a menina que gosta e fugir com ela.
AFP Photo
O ator Bruce Willis fala sobre o filme "Moonrise Kingdom",que abriu o Festival de Cannes 2012, durante coletiva realizada de imprensa

Seus colegas escoteiros de início o odeiam, mas depois dão todo o apoio ao garoto. 
Uma história de amor proibido pelos adultos do filme – um elenco estelar que inclui Bruce Willis, Bill Murray, Edward Norton e Tilda Swinton - definida o tempo todo como “a assistente social”. 

O visual colorido e nostálgico em Tecnicolor parece aquele efeito envelhecido que se pode pôr nas fotos do Instagram.

Depois de anos sem um filme importante, Bruce Willis volta às telonas num filme autoral como o capitão Ward, que conduz a busca pelo garoto. 
“É renovador ser convidado para atuar de um modo bem específico, numa indústria em que às vezes não há nenhum ensaio. É bom ser dirigido por alguém diferente e ensaiar. Wes conseguiu fazer um filme sobre um monte de crianças que nem parecem estar atuando”, disse.

Confira o trailer do longa:

Bill Murray brincou com o colega: 
“Era engraçado ver Bruce com seu andar de estrela no set desse filme. O mais engraçado é que ele tem uma cena ‘Duro de Matar’ no final do filme. Nos filmes de arte a gente costuma trabalhar muito e não ganhar nada. Bruce, continue fazendo seus filmes comerciais para poder trabalhar com a gente depois”, emendou.

Edward Norton falou do sonho de trabalhar numa companhia de teatro, como o grupo de atores reunido neste filme. 
“Toda vez que sai um pôster de um filme novo do Wes Anderson, muitos atores pensam: ‘nossa, deve ser tão divertido...’ Agora realizei esse sonho.”

O diretor Wes Anderson contou que levou oito meses para encontrar as crianças que fariam o casal principal – a menina, Kara Hayward, lembra uma Scarlet Johansson mais nova. “Para este filme, tive que reencontrar sentimentos antigos, como a emoção se apaixonar ainda garoto”, contou. 

Com os adultos, o processo é mais fácil. 
“Adoro trabalhar com os amigos, pessoas que sempre voltam aos meus filmes”, diz. Bill Murray, por exemplo, está em todos os seus filmes.

O dia na cidade francesa à beira mar terminou com a apresentação - em sessão especial - do documentário “Roman Polanski – A Memoir”, de Laurent Bouzereau.

Amigo pessoal do cineasta há mais de 30 anos, Bouzereau entrevista Polanski na sua casa na Suíça - ele começa falando da situação surreal que foi sua recente prisão em 2009, quando passou dez semanas preso e mais oito meses em prisão domiciliar, ainda por conta das acusações de assédio sexual em Los Angeles em 1977, caso que julgava encerrado.
“Uma aeromoça me conduziu para uma espécie de sala VIP. Havia três homens com ela, pensei que fossem jornalistas. Eram policiais me dando a ordem de prisão”.

Na sequência, ele lembra com emoção da infância na Polônia no auge da perseguição nazista aos judeus na Segunda Guerra.
“Um dia, meu pai chegou e anunciou a mim que minha mãe não voltaria. Havia sido levada pelos alemães. O curioso é que não chorei naquele momento. E comecei a pedir para ele parar de chorar, senão levariam o resto de nossa família”, conta, às lágrimas - seu pai também foi detido mais tarde, mas sobreviveu.
Divulgação
Cena do filme "Roman Polanski: A Filme Memoir", de Laurent Bouzereau

O assassinato de sua mulher, a linda atriz Sharon Tate, por Charles Manson em Los Angeles e o processo de assédio sexual que o levou a sair dos Estados Unidos já haviam sido tratados em documentários anteriores, mas agora ganham um tratamento mais equilibrado.

Como indica o título, as memórias pessoais de Polanski ganham bastante relevo – há todo um trecho dedicado à atriz francesa Emmanuele Seigner, sua esposa há mais de 25 anos e mãe de seus dois filhos.

Confira o trailer do documentário:

Para o cinéfilo, no entanto, o maior prazer é acompanhar as associações livres entre aquilo que Polanski fala e cenas de seus filmes como “O Pianista”, “Chinatown”, “O Bebê de Rosemary” e um de seus primeiros curtas, “Os Mamíferos”.

O documentário se encerra com uma frase memorável de Polanski:
“Revendo minha história, é difícil acreditar em livre arbítrio, que não haja alguma espécie de destino traçado.”
Divulgação
O cartaz oficial de Cannes 2012 presta homenagem aos 65 anos do festival e aos 50 anos sem a diva das divas Marilyn Monroe

*****
Com Reuters, AP, AFP e UOL