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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

'VAI QUE COLA 2: O COMEÇO' - FILME NÃO CONSEGUE MANTER HUMOR E FRESCOR DA SÉRIE


SINOPSE:

Muito antes de socializarem quase todos os dias na pensão da Dona Jô (Catarina Abdala), Jéssica (Samantha Schmütz), Ferdinando (Marcus Majella), Máicol (Emiliano D'Ávila) sequer se conheciam.

Mas Terezinha (Cacau Protásio) decide organizar uma grande feijoada no Morro do Cerol, onde todos eles se encontram pela primeira vez, da maneira mais inusitada possível.

CRÍTICA:

Quando pensamos em adaptações de séries televisivas para o cinema, maioria se enquadra em duas categorias: aquelas que obedecem a uma de poucas fórmulas, revelando como as personagens se conheceram e/ou colocando-as em uma situação extraordinária, e aquelas que mais parecem episódios estendidos, longos ou super produzidos demais para serem exibidos na telinha.

Vai Que Cola 2: O Começo - que estreia nesta quinta, 12.9 - cabe em ambas as definições, um tipo de produção completamente diferente do que se espera.

Como o título bem indica, retornamos alguns anos no passado para revelar como Ferdinando (Marcus Majella), Jéssica (Samantha Schmütz), Terezinha (Cacau Protásio) e Máicol (Emiliano D’Ávila) tornaram-se companheiros de pensão no bairro do Méier.

O que começa como uma tradicional história de origem, seguindo em paralelo as tramas individuais das personagens, torna-se muito mais surreal assim que seus caminhos passam a se cruzar, criando situações absolutamente sem noção, que botam pra perder o que já é característico da série.

Embora o longa nunca chegue perto do grau anárquico da série, a fotografia, montagem e efeitos superam a média.

O longa tem início com imagens vibrantes do Morro do Cerol e uma boa descrição desta comunidade, assim como o mundo particular de Ferdinando, que começa sua jornada aqui como outsider.

O longa passa a remeter, em uma ou duas cenas, à dinâmica do seriado gravado ao vivo – as inserções de músicas são tão abruptas quanto na versão televisiva.

É a partir de um ponto de virada envolvendo Tiziu (Fábio Lago) é que o filme deslancha.

Grande parte das piadas batem na mesma boa tecla da série, acrescida de sua ideia de metalinguagem - pena que não funcionam como deveriam.

Se alguns momentos chave vemos apenas referências pop aleatórias, aparentemente incluídas em uma última instância para pegar o calor de certas produções vizinhas de circuito, temos trechos que funcionam, seja pela absoluta falta de lógica – Sanderson (Marcelo Médici), que literalmente cai de paraquedas em cenas – ou pela aposta na nostalgia – Ferdinando recriando Lua de Cristal, sempre impagável.

Dá pro gasto.

GALERIA DE IMAGENS:
Vai que Cola 2 - O Começo : Foto


Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
VAI QUE COLA 2: O COMEÇO
Gênero:
Comédia
Direção:
César Rodrigues
Baseado em:
Vai que Cola - programa do Multishow, criado por Leandro Soares
Elenco:
Samantha Schmütz, Marcus Majella, Emiliano D'Ávila, Cacau Protásio, Catarina Abdalla, Fiorella Mattheis, Silvio Guindane
Produção:
Multishow, Conspiração Filmes
Distribuição:
H2O Films
Lançamento:
12 de setembro de 2019

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 1 de maio de 2014

'GETÚLIO': DITADOR SANGUINÁRIO VIRA PERSONAGEM HISTÓRICO PELA INTERPRETAÇÃO PRECISA DE TONY RAMOS


Muito comum no cinema americano e europeu, dramas históricos ou que desconstroem figuras famosas da política brasileira não raro são filmes fadados ao fracasso.

Aqui, salvo o chapa branca e campeão de bilheteria 'Independência ou Morte' (1972), que comemorou os 150 anos da Independência e que trazia o então casal sensação da TV Tarcísio Meira (Dom Pedro I) e Glória Menezes (Marquesa de Santos, seu grande amor), todos seguiram céleres ao ostracismo - mesmo os bons 'Mauá', protagonizado por Paulo Betti e 'Tiradentes', vivido por José Wilker.

Afinal, não é fácil conceber um longa que retrate um período da história - e mais: que fale de forma imparcial sobre uma figura tão controversa quanto a de Getúlio Vargas.

Afinal, o pequeno estancieiro gaúcho, até hoje aclamado como um de nossos maiores políticos populistas, se criou e manteve vários direitos trabalhistas que estão nos beneficiando até hoje, por outro, usou esses mesmos benefícios como forma de manipulação da massa e tirou a força dos sindicatos.

Tony Ramos como Getúlio Vargas - Imagens dessa postagem: Divulgação/Copacabana Filmes

Pior: chegou ao poder graças a um golpe contra um presidente legitimamente eleito - Júlio Prestes, em 1930 - prometeu eleições gerais, não as fez e graças a um congresso tão corrupto quando o atual, e mesmo tendo a Revolução Paulista/Constitucionalista de 1932 pelo meio, foi ficando, ficando e encarcerando seus desafetos ou mesmo defenestrando-os para a morte.

Foi o caso de Olga Benário, judia casada com o líder comunista Luiz Carlos Prestes e que, mandada à Alemanha nazista, morreu num campo de concentração.

Ao contrário do que a propaganda da época apregoava, Getúlio Vargas era, sim, um ditador, sanguinário e absolutamente sem escrúpulos, para mim um dos piores políticos que esse país já teve.

Felizmente, o diretor João Jardim (do fantástico 'Lixo Extraordinário') optou por abrir 'Getúlio' - que estreia hoje em 126 salas em todo o Brasil - com um resumo dos fatos, com aspectos positivos e negativos e focando a trama nos últimos 19 dias de vida do então presidente, que havia voltado ao poder legitimamente eleito e nos braços do povo.

Se o diretor nos dá, desde o início, a intenção de não nos entregar um longa 'chapa branca', o fato é que o carismático Tony Ramos - o maior ator da sua geração, disparado - consegue interpretar Getúlio com uma ambiguidade que faz dele um personagem não só verdadeiro,como palatável até a quem o considere uma boa bisca, como eu.

O longa foca do dia do atentado da Rua Toneleiro contra o então governador da Guanabara, Carlos Lacerda (Alexandre Borges), até o suicídio de Getúlio.

Alexandre Borges como Carlos Lacerda

Esse recorte de 19 dias serviu para desenvolver as personagens sem pressa no contexto e, como apresenta o título, tenta enquadrar o ser humano por trás de tanto poder.

Só que, justamente por optar pela derrocada, acaba impregnando as cenas com uma certa compaixão pelo político e fica mesmo difícil fugir disso.

Tony Ramos brilha aqui como nunca brilhou nas telonas: nem no show que dá nas comédias 'Se Eu Fosse Você',  Tony está tão completamente a serviço da sua personagem.

Lógico, sua composição de Vargas é muito ajudada pela concepção visual, que o fez raspar parte do cabelo, dos pelos do peito, usar uma maquiagem que o transforma em velho com veracidade e mais: uma prótese corporal de látex, muito semelhante a que atores de Hollywood usam para fazer babás e vovozonas, deixou o ator com o corpinho redondo que vemos em toda foto de Getúlio.

Prótese corporal de látex deixou Tony com o corpo de Getúlio

O resultado o faz alcançar uma representação visual quase perfeita em alguns momentos, mesmo que a escolha de um ator global e querido não deixe de carregar uma ideologia.

Obviamente, a atuação transcende os limites da persona pública, mas nunca vai deixá-la completamente de lado e esse é um ponto especialmente importante num filme histórico.

Ao lado do protagonista, Drica Moraes exibe uma presença magnífica como Alzira, filha de Vargas, com a relação dos dois ganhando profundidade em pequenos momentos do lar - como na boa cena quando ela amarra os sapatos do pai, que nunca soube fazê-lo.

Presença curiosa e mal explicada é a da esposa, numa passagem extremamente breve - hoje, sabe-se que ela vivia afastada dele pela maior parte das suas vidas e que Alzira era realmente seu braço direito, familiar e político.

Drica Moraes como Alzira, filha e braço direito de Getúlio

O longa também é muito feliz em utilizar como set o próprio Palácio do Catete, no centro do Rio, onde Getúlio morava e trabalhava e que atualmente é um museu.

As filmagens no próprio local onde os fatos aconteceram, captadas com uma bela iluminação, só enfatizam o clima de época e de ostentação do poder.

Aliás, a reconstituição detalhada tanto do ambiente quanto das situações é outro ponto forte do longa: pode-se ouvir o barulho do sangue nos passos de Carlos Lacerda após tomar o tiro na rua Toneleiro.

Uma cena em especial, quase no fim do longa, mostra um certo transtorno dessa figura interpretada por Alexandre Borges, rende um grande momento e uma tentativa de manter a imparcialidade e não colocar o maior opositor político que Getúlio teve na vida como vilão.

Há cuidado também para não causar comoção no espectador por meio de trilha sonora, outro mérito.

Mesmo com esses vários aspetos positivos, o longa é  por vezes desgastante de se ver por ser didático demais, aula de história demais, indicando os nomes de todos os envolvidos nos meandros do governo - de fato, é um bom filme para se apresentar aos mais novos.

Outro ponto a ser questionado, especialmente neste ano de aniversário de 40 anos do Golpe Militar de 1964, é a representação dos militares.

No decorrer do longa, eles passam a assombrar cada vez mais os pensamentos do ditador, até nos pesadelos - e no contraponto à imagem tirânica desse grupo, pode-se pensar em Vargas como o 'injustiçado', o que não é verdade.

Getúlio em um dos seus famosos discursos de primeiro de maio

Assim, e por meio de atuações eficientes e extremo cuidado ao retratar um período, o longa conseguiu reconstruir de forma quase imparcial um momento tenso do Brasil.

Finalizando, é sempre importante ressaltar que o longa não reflete a história, apenas apresenta um quadro pelo ponto de vista de quem o concebeu e sua estreia num primeiro de maio, dia em que Getúlio sempre fazia seus principais discursos - ele começava com um "Trabalhadores do Brasil" - não é mera coincidência.

Esperamos outros quadros que revelem mais a fundo as tantas facetas de Vargas, inclusive vindos pelas mãos hábeis da diretora e aqui produtora Carla Camurati, que aqui volta ao cinema, para nossa alegria.

Confira o trailer do longa:


*****
'GETÚLIO'
Gênero:
Drama
Direção:
João Jardim
Roteiro:
George Moura, João Jardim
Elenco:
Ac Costa, Adriano Garib, Alexandre Borges, Alvaro Diniz, Caco Baresi, Clarisse Abujamra, Cláudio Tovar, Daniel Dantas, Drica Moraes, Fernando Luís, Gillray Coutinho, José Raposo, Juan Martyn, Leonardo Medeiros, Luciano Chirolli, Marcelo Médici, Murilo Elbas, Murilo Grossi, Paulo Giardini, Paulo Japyassu, Sílvio Matos, Thiago Justino, Tony Ramos
Produção:
Carla Camurati
Fotografia:
Walter Carvalho
Montador:
Pedro Bronz
Trilha Sonora:
Federico Jusid
Duração:
100 min.
Ano:
2014
País:
Brasil
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
01/05/2014
Distribuidora:
Copacabana Filmes
Estúdio:
Copacabana Filmes / Midas Filmes
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A SEMANA NA TV



Confira o que você vai ver nessa postagem:
SELETIVA PARA REALITY DO UFC NA GLOBO VAI SER NA PORRADA
***
MARCELO MÉDICI DEIXOU A GLOBO E VAI FOCAR SÓ O TEATRO
***
DANA DELANY, DE VOLTA A 'DESPERATE HOUSEWIFES'
***
NOVA SÉRIE DA UNIVERSAL,'GRIMM' MISTURA CONTOS DE FADA COM 'CSI'
***
RECORD DIVULGA ELENCO DA MINISSÉRIE 'REI DAVI'
***
SBT VAI RESGATAR MAIS 'EPISÓDIOS PERDIDOS' DE 'CHAVES' PARA 2012
***
'THE WALKING DEAD': SARAH WAYNE CALLIES FALA SOBRE SUA PERSONAGEM E REVELA NOVIDADES
***
CONFIRA PRIMEIRA IMAGEM DE FAFY SIQUEIRA, CARACTERIZADA COMO DERCY
***
CHRIS MELONI ENTRA PARA ELENCO FIXO DE 'TRUE BLOOD'
***
JULIANA PAES DEVERÁ CAPRICHAR NO BRONZE PARA VIVER 'GABRIELA'
***
SUPER-HERÓI DE SEGUNDA, GLADIADOR DOURADO DEVE GANHAR SÉRIE NO CANAL SYFY
***
HOJE É DIA DE 'FORÇA TAREFA', O MELHOR DA GLOBO NESSE NOVEMBRO
***
ENTREVISTA: MARCELO SERRADO, O CRÔ DE 'FINA ESTAMPA'
***
DESTAQUE DA SEMANA: FÁTIMA BERNARDES DEIXA BANCADA DO 'JN' PARA PODER REALIZAR O SONHO DE UM PROGRAMA PRÓPRIO
***
Agora, leia:

SELETIVA PARA REALITY DO UFC NA GLOBO VAI SER NA PORRADA

Segundo informação da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha, a escolha dos participantes do reality show brasileiro do UFC, transmitidos pela TV Globo, será na base da porrada.

A atração, que faz parte do pacote que a Globo comprou com lutas do UFC, estreia em março, aos domingos, depois da meia-noite, e o formato deve ser inspirado no The Ultimate Fighter - reality americano do categoria.

No primeiro episódio do programa - ainda sem nome definido - 32 lutadores começam a disputa pelas 16 vagas do programa, em lutas feitas no octógono.

Os 16 vencedores serão divididos em duas equipes, conduzidas por lutadores famosos - Anderson Silva e Vitor Belfort são os mais cotados para assumirem o posto de "mentores" dos participantes.

Almeida Rocha/Folhapress
Anderson Silva está cotado para ser um dos "tutores" do reality show de UFC
O campeão Anderson Silva é um dos cotados para ser "mentor" dos participantes do reality

A decisão vai ao ar no dia 16 de junho, ao vivo, e o vencedor leva um contrato com o UFC.

MARCELO MÉDICI DEIXOU A GLOBO E VAI FOCAR SÓ O TEATRO

Em entrevista ao UOL Vê TV, o ator Marcelo Médici atribuiu principalmente ao cancelamento da segunda temporada de Junto e Misturado a sua saída da TV Globo.
“Gravamos metade da série e ela não vai ao ar. Isso me deixou muito chateado, afinal abri mão de muitas coisas para realizar o trabalho em vão”, explicou Marcelo.

O ator agora pretende investir no teatro - ele segue em cartaz com a peça Eu Era Tudo Pra Ela e Ela Me Deixou -  que tem sessões esgotadas em 2011 e retorna em janeiro de 2012 - junto com o solo de comédia Cada um Com Seus Pobrema, espetáculo de sucesso visto por mais de 200 mil pessoas.

Confira trecho da entrevista que Médici deu a Mauricio Stycer - em vídeo:

DANA DELANY, DE VOLTA A 'DESPERATE HOUSEWIFES'

A atriz Dana Delany pode retornar para a série Desperate Housewives nessa temporada.

Delany, que interpretava uma das personagem de maior sucesso da série, Katherine, vai voltar em um ou dois episódios ao lado de Kyle MacLachlan (Orson) e Andrea Bowen (Julie).

Valerie Macon - 9.jul.11/France Presse
A atriz Dana Delany vai voltar à série "Desperate Housewives"
A atriz Dana Delany

No começo da temporada, o produtor executivo Bob Daily disse que traria ex-estrelas para a última temporada, que termina em maio.

NOVA SÉRIE DA UNIVERSAL,'GRIMM' MISTURA CONTOS DE FADA COM 'CSI'

O ator David Giuntoli descreveu sua primeira série como protagonista - Grimm - como uma mistura de CSI com Buffy, a Caça-Vampiros, mas após filmar vários episódios, ele não vê mais dessa forma.

“Eu acho que está mais para uma mistura de ‘Arquivo X’ com ‘CSI’”, diz Giuntoli. 
“Acho que ambas as descrições estão certas. Nossa série, ‘Grimm’, vive em um mundo onde meu personagem vê monstros, eles realmente existem, e nem todos os monstros são maus. Há humor nela. Há uma solução no final de cada episódio, mas também há uma mitologia contínua.”

Divulgação
O ator David Giuntoli, em cena da série "Grimm"

“E certamente também há o procedimento policial. Meu personagem não pode deixar todo mundo ao seu redor entrar nesse mundo estranho. Grande parte da série existe no mundo do procedimento policial, em uma delegacia. Quando estou com outros policiais, o tom é processual, porque não trago os monstros para esse mundo.”

“Alguma coisa disso faz sentido?” pergunta Giuntoli, rindo. 
“Eu sei que tudo isso soa um tanto maluco.”

Na série, Giuntoli interpreta Nick Burkhardt, um policial que fica chocado ao descobrir que é um dos últimos Grimms sobreviventes, grandes caçadores que podem ver os monstros dos contos de fadas disfarçados como seres humanos. 

As alucinações que ele sofre – de pessoas aparecendo para ele como criaturas sobrenaturais– não são alucinações. 
A revelação abala Burkhardt, causando complicações em seus relacionamentos com seu parceiro, Hank (Russell Hornsby), e sua noiva, Juliette (Bitsie Tulloch).

Giuntoli é um ator de 31 anos de Saint Louis, que tem entre seus créditos participações em séries de televisão como Ghost Whisperer (2007), Nip/Tuck (Estética, 2008), Crash (2009) e “Love Bites” (2009)
Ele também será visto em breve nos filmes independentes 6 Month Rule e Caroline and Jackie - neste último, coincidentemente, contracenando com Tulloch, que interpreta sua noiva em Grimm.

“Assim que ele descobre sobre sua história, como você verá no episódio piloto, isso o ajuda a seguir em frente, porque ele tinha muitas dúvidas sobre si mesmo e sobre o que estava acontecendo”, diz Giuntoli, falando por telefone do set de Grimm, em Portland, Oregon.
 “Ele sempre teve uma natureza ligeiramente diferente e crescerá nessa nova identidade à medida que a série avançar. Ele percebe que isso é um grande problema em sua vida privada, mas também que é um grande benefício em seu trabalho como policial.”

No episódio piloto, uma bonita universitária exibe um capuz vermelho enquanto corre pelo parque, apenas para ser atacada pelo lobo mau. 
Então uma garotinha de capuz vermelho desaparece a caminho da casa de seu avô e... se você estiver pensando em Chapeuzinho Vermelho, você está no caminho certo. 
E que outros contos a série incorporará?

“Nós temos vários, e todos são divertidos, mas não estamos fazendo versões fiéis dos contos de fadas dos irmãos Grimm. As histórias lembram apenas vagamente as fábulas e as pessoas terão que descobrir quais são. Nós fizemos ‘Rapunzel’, ‘Cachinhos Dourados’, ‘O Flautista de Hamelin’, mas dificultamos para o público fazer as ligações.”

“O que acontece é que há um crime, eu vejo alguma criatura maluca aparecendo e tenho que determinar se é uma besta do bem ou do mal, se tem algo a ver com o crime. E na minha busca pelas respostas, eu frequentemente visito um personagem chamado Munroe (Silas Weir Mitchell), que sabe muito sobre o mundo em que estou agora, mas que reluta em se envolver comigo, porque não sabe ao certo se confia em mim e eu não sei se confio nele.”

“Às vezes eu consulto uma das poucas outras fontes de informação que conheço, que é um livro que minha tia deixou para mim. Basicamente, Munrou e o livro são toda a ajuda que tenho, o que significa que tenho que descobrir muita coisa por conta própria.”

Confira um trailer de "Grimm":

A série concorrerá diretamente com duas produções de ficção científica/horror com públicos fiéis: Fringe e Sobrenatural - ambas exibidas no Brasil pelo Warner Channel. 
O bom senso sugere que alguém sairá perdendo, mas Giuntoli acredita que há espaço na televisão para todas as três séries.

“Eu torço e estou confiante de que ‘Grimm’ encontrará seu espaço. Ela é o sujeito novo no pedaço e é diferente. Eu acho que é mais assustadora do que as duas outras séries com as quais concorremos, em sangue e no fator medo, mas pessoalmente acho ‘Supernatural’ e ‘Fringe’ duas ótimas séries.”

“A melhor coisa a respeito dos fãs do gênero é que usam seus gravadores de vídeo e arrumarão tempo para assistir todas as três séries”, conclui Giuntoli
“Então acho que temos os melhores fãs que existem –ou ao menos é o que espero.”

RECORD DIVULGA ELENCO DA MINISSÉRIE 'REI DAVI'

A Record divulgou nesta segunda (28) o elenco de Rei Davi.

O protagonista Davi é vivido pelo ator Leonardo Brício, e no elenco, teremos ainda Maria Ribeiro, Renata Dominguez, Gracindo Jr., Camila Rodrigues e André Segatti, entre outros.

Michel Ângelo/Record
A Atriz Maria Ribeiro, em cena de "Rei Davi"

Michel Ângelo/Record
 Leonardo Brício interpreta o protagonista Davi

Prevista para estrear em janeiro de 2012, a minissérie é escrita por Vivian de Oliveira e tem direção geral de Edson Spinello.

Você pode conferir mais imagens do elenco, clicando aqui.

SBT VAI RESGATAR MAIS 'EPISÓDIOS PERDIDOS' DE 'CHAVES' PARA 2012

O blog apurou que de 2003 a 2011 , 17 episódios da série que eram considerados perdidos pelo SBT voltaram ao ar.

Em 2011, nove foram reencontrados e reexibidos pela emissora como parte das festividades dos 30 anos, e chegaram a liderar a audiência por alguns minutos, o que deu muita dor de cabeça à Record.

Atualmente, há um esforço no SBT, entre técnicos de áudio e vídeo, para tentar recuperar mais episódios de Chaves que tiveram suas fitas danificadas - a ordem é tentar salvar tudo, mesmo que com qualidade inferior.

Divulgação/SBT
Roberto Bolanõs é Chaves

Pela conta dos fanáticos fãs da série, há, atualmente, cerca de 50 episódios desaparecidos na emissora.

Entre eles estão: "Chiquinha volta da casa das tias, versão 2", "Dar leite para os gatos que nasceram no restaurantes, parte 3", " O cachorrinho do Kiko, versão 2" " As carambolas, versão 1", "Os mosqueteiros/As pessoas boas devem amar seus inimigos" e "Seu Madroga, o primo do Seu Madruga".

O SBT, lógico, fará mistério sobre os episódios resgatados, como também sobre a data exata de suas exibições - vai intercalar os resgatados com os episódios re-reprisados.

'THE WALKING DEAD': SARAH WAYNE CALLIES FALA SOBRE SUA PERSONAGEM E REVELA NOVIDADES

Os fãs de The Walking Dead, tanto dos quadrinhos quanto da série de TV - exibida no Brasil pela Fox, terças, às 22h -, adoram Lori Grimes, que é os olhos e ouvidos da turma-- enquanto ela, Rick, Shane e os outros sobreviventes correm para ficar um passo à frente dos zumbis e lutam para manter sua humanidade. 

Lori, interpretada na TV pela atriz Sarah Wayne Callies, também é uma personagem bastante imperfeita, além de cheia de conflitos.

“Eu acho que ela olha para este grupo, especialmente Rick e Shane, e vê quão ardorosamente eles estão tentando salvar a vida de todos”, diz Callies, falando por telefone do set da série, nos arredores de Atlanta. 
“Ela e, até certo ponto, Dale (Jeffrey DeMunn) são as pessoas que pensam: ‘Isso é maravilhoso, mas não basta. Nós temos que ser seres humanos, não apenas criaturas vivas. Nós temos que enterrar nossos mortos. Nós temos que honrar o passado. Nós temos certa responsabilidade moral e ética uns com os outros, mesmo errando muito nessa área’.”

Divulgação
A atriz - centro - em cena da série

“Lori cometeu inadvertidamente adultério com o melhor amigo do seu marido”, prossegue a atriz, “e ela defende um comportamento ético por parte do que restou da humanidade. E, dentro do grupo, ela se transformou em uma espécie de matriarca. Ela é a guardiã de nossos rituais, assim como de nossos corações e esperanças. Ela não é uma mulher que se considera feminista. Ela se considera uma dona de casa, mas criar um lar para as pessoas, em um mundo que virou um inferno, é uma posição bastante poderosa. É uma personagem altamente interessante.”

Lori e The Walking Dead estão prestes a se tornarem ainda mais interessantes. 
Foi revelado no episódio de 15 de novembro, “Chupacabra”, que ela está grávida, mas incerta sobre a identidade do pai. 
Poderia ser Rick, mas também poderia ser Shane, para quem ela se voltou quando achou que Rick estava morto. 
É preciso notar que Lori também fica grávida nos quadrinhos – mas Shane morre na sexta edição, baleado por Carl, o filho de Lori e Rick, interpretado na série por Chandler Riggs.

"Ela é um estudo em hipocrisia", diz Callies, “porque ela se levanta e diz que há coisas certas e coisas erradas, mas vive em conflito sobre o que fazer com este bebê. Ela apresenta um quadro interessante para o público, de alguém sendo consumida internamente por seu pesar, arrependimento e erros, ao mesmo tempo em que tenta ajudar todos a tomarem decisões melhores do que as tomadas por ela”.

“Eu não acho que ela se considera como algum tipo de autoridade moral, mas é uma posição na qual ela caiu. É estranho dizer: ‘Nós precisamos ser o melhor que pudermos e, a propósito, eu estou grávida do bebê do melhor amigo do meu marido’.”

Os dois episódios seguintes são “Secrets” e “Pretty Much Dead Already” - o primeiro foi exibido em 22 de novembro e o segundo foi ao ar na terça (29). 
Segundo Callies, eles explorarão as ramificações da gravidez de Lori.

“No terceiro episódio desta temporada, Lori discutiu com Rick que o maior ato de misericórdia que poderiam conceder a Carl talvez fosse deixá-lo morrer”, diz Callies. “Eu acho que ‘Secrets’ e ‘Pretty Much Dead Already’ deixam claro que Lori sente, por um bom motivo, que este pode não ser um mundo para crianças. É possível que o público assista esses episódios, olhe para trás para o que ela disse e pense: ‘Raios, ela está certa’.”

Confira trailer da segunda temporada:

“Há grandes decisões a serem tomadas sobre o futuro das crianças e nenhuma dessas decisões virá sem um grande custo. Eu tenho uma filha –ela tem 4 anos. Eu tenho uma sensação de a estar criando para ser independente, criativa e corajosa. Eu não sei se Lori poderia responder a pergunta de para que ela está criando Carl, ou para que criaria seu bebê não nascido, porque ela nem mesmo pode prometer que cuidará deles.”

“Então ela se pergunta: ‘O que estamos fazendo aqui?’” conclui Callies. “Uma resposta é que optamos por viver com base na esperança e não no medo, mesmo que a esperança nos mate. É uma excelente retórica, mas colocá-la em prática, com um filho vivendo neste inferno e outra criança no ventre (...) é um tipo muito diferente de realidade.”

CONFIRA PRIMEIRA IMAGEM DE FAFY SIQUEIRA, CARACTERIZADA COMO DERCY

A caracterização da atriz Fafy Siqueira, 57, como Dercy Gonçalves (1907-2008) ficou impressionante.

João Miguel Jr./TV Globo
Fafy Siqueira como Dercy Gonçalves na fase madura
Fafy viverá Dercy na sua fase madura
A atriz e comediante acima da média vai interpretar Dercy - uma das maiores artistas que os palcos, telinhas e telonas deste Brasil já viu - em sua fase madura .

Heloísa Pelissé e sua filha também  viverão Dercy -  menina, adolescente e mocinha - na nova minissérie da Globo, Dercy de Verdade, que terá 4 capítulos e estreia em janeiro, dirigida por Jorge Fernando.

Aguardando com extrema ansiedade.

CHRIS MELONI ENTRA PARA ELENCO FIXO DE 'TRUE BLOOD'

Segundo o TV Line, o ator americano Chris Meloni, 50, é a nova aquisição da série True Blood.

Ele deve ser um dos destaques da quinta temporada, programada para o ano que vem.

O site informa que, se as negociações continuarem como estão, ele fará o papel de um poderoso vampiro.

Divulgação
O ator Chris Meloni em cena do seriado "Law & Order: SVU"
Chris meloni, em cena de "Law and Order: SVU"

Seria o retorno de Meloni à TV, após ter se desligado do elenco de Law and Order: SVU, onde interpretou o detetive Elliot Stabler durante 12 temporadas.

Procurados pelo TV Line, representantes da HBO não quiseram comentar o assunto.

JULIANA PAES DEVERÁ CAPRICHAR NO BRONZE PARA VIVER 'GABRIELA'

Sem ir à praia desde o nascimento de seu filho Pedro - que fará 1 ano no dia 16 - Juliana Paes já preparou o biquíni.

É que tomar bastante sol é uma das primeiras medidas que a atriz terá de tomar para viver Gabriela, na próxima novela das 11 que a Globo vai exibir em abril.

A atriz também mostrará ao público o seu cabelo natural, bem encaracolado, e usará pouca maquiagem.

Montagem: Blog de Klau
Juliana, a Gabriela de 2012, e Sônia Braga, a Gabriela de 1975

As revelações foram feitas ontem, no lançamento do reality Por um Fio (GNT).

Sobre a polêmica de, aos 32 anos, ser considerada velha para o papel, Juliana disse que a maioria das pessoas está contente por ela.
"Estou muito feliz. Sinto-me desafiada. Que atriz não queria viver uma personagem tão icônica?"

Reservada para a próxima novela de Gloria Perez, Juliana ficou dividida entre os trabalhos.

Ela foi comunicada sobre Gabriela por Manoel Martins, diretor-geral de entretenimento da Globo, e encerrou a entrevista dizendo que ainda não sabe se ligará para Sônia Braga para falar sobre a trama - mas já está lendo o livro de Jorge Amado.

SUPER-HERÓI DE SEGUNDA, GLADIADOR DOURADO DEVE GANHAR SÉRIE NO CANAL SYFY

Ele não é lá o maior dos super-heróis da DC Comics, mas pode virar estrela de TV.

Segundo o Hollywood Reporter, o canal Syfy encomendou um seriado do personagem, e quem vai escrever o episódio-piloto é Andrew Krisberg, o mesmo de Fringe.

Esta não vai ser a primeira aparição do herói fora das HQs: o Gladiador Dourado fez uma aparição na décima e última temporada de Smallville, interpretado pelo ator Eric Marstolf.

Warner
Eric Marstolf interpretou o Gladiador Dourado em "Smallville

Ninguém falou nada ainda se Eric irá interpretar o personagem caso o seriado seja aprovado.

O Gladiador Dourado já foi várias vezes membro da Liga da Justiça e meio que forma uma dupla com o Besouro Azul, seu melhor amigo.

O personagem tem uma forte veia cômica e seria muito legal se o seriado tivesse também essa pegada.

HOJE É DIA DE 'FORÇA TAREFA', O MELHOR DA GLOBO NESSE NOVEMBRO

O seriado da Globo Força Tarefa trouxe nessa segunda temporada um Capitão Wilson recebendo um "Charles Bronson" de frente - Bronson marcou época no cinema, especialmente ao realizar Desejo de Matar (1974), onde vivia Paul Kersey, um personagem durão, que parece carregar o mundo nos ombros e não esboça um sorriso.
O personagem acabou reaparecendo em quatro ou cinco outros filmes do gênero.

E é esse gênero que está fazendo com muita competência e verdade Murilo Benício, intérprete de Wilson, um policial angustiado pela culpa da morte de companheiros seus e por um casamento que está indo por água abaixo.

Extremamente competente na profissão, wilson não sabe lidar muito bem com as questões emocionais que abalam a sua relação.

Jaqueline, mulher do Capitão Wilson, aparece em cenas curtas e intensas, nas quais a atriz Fabíula Nascimento tem dado um show de explosão emocional - criando um ótimo contraste com a aparente 'frieza' do capitão.

O elenco de coadjuvantes também tem dado show, o que torna essa série o melhor programa da Globo hoje.

No episódio de hoje, uma série de assaltos misteriosos intriga a equipe da corregedoria.

O estopim será o crime que acontece na casa do médico particular do governador do Estado onde, durante uma festa, o anfitrião e seus convidados são surpreendidos por bandidos que invadem o local.

Entre joias e dinheiro, os assaltantes exigem o vestido usado por Vivian (Mayana Moura), a esposa do Doutor Varela (Giacomo Pinotti), uma peça de alta costura, de mais de 40 anos, criada pelo próprio Balenciaga,  parte da herança que Vivian recebeu de sua avó.

Divulgação/TV Globo
Mayana Moura, em cena do episódio de hoje

Preocupado com a proximidade entre o médico e o governador, o coronel Caetano (Milton Gonçalves) pede a atenção máxima do capitão Wilson ao caso e, enquanto se empenha na investigação, o capitão precisa também lidar com os problemas de seu casamento.

Wilson procura Jaqueline (Fabíula Nascimento) com a certeza de que algumas mudanças podem ajudá-los, mas ela está irredutível: para a enfermeira, a solução só irá aparecer quando Wilson repensar sua carreira.

Força-Tarefa tem direção de núcleo de José Alvarenga Jr e redação final de Fernando Bonassi e Marçal de Aquino.

Toda quinta, logo após A Grande Família, na tela da Globo.

ENTREVISTA: MARCELO SERRADO, O CRÔ DE 'FINA ESTAMPA'

Intérprete de tipos truculentos, pedantes e megalomaníacos nas novelas da Record, Marcelo Serrado volta a se destacar na TV por seu trabalho como o inseguro, submisso e subserviente Crodoaldo Valério, o mordomo homossexual de Tereza Cristina em Fina Estampa, papel que marca sua volta à Globo.

O ator conta - nessa entrevista de James Cimino para o UOL - que para interpretar Crô tem que passar por um processo de, digamos, “afrescalhamento”.

Ag News
O ator Marcelo Serrado

Leia a entrevista:

UOL – Você já fez uns tipos extremamente machistas e até misóginos nas novelas da Record. Como é o processo de transformação para o Crô?
Marcelo Serrado – Olha, não tem muito processo não. Quer dizer, depois que comecei a fazer o personagem, passei a fazer as unhas a cada 15 dias. Peguei o trejeito do cabelo de um amigo. Também não consigo interpretar o Crô se não estiver com o figurino...

Tem alguma peça daquele figurino que você tenha adotado para você?
Não, não. Não tem nada ali de que eu goste...

No Twitter, muitos gays criticam a postura do Crô. Dizem que é uma forma de reforçar a imagem do gay caricato e submisso por sua condição sexual, já que Tereza Cristina sempre o trata por “bicha” de uma maneira pejorativa...
Eu acho que tem duas coisas aí: tem gente que acha isso, que acha que gay tem que ser mostrado casado, com filho etc. Mas tem outra parcela de gays que vivem e se comportam de maneira diferente. E olha que o Crô nem é aquela bicha louca. Ele é contido, meio melancólico até. Ao mesmo tempo ele vai lá e bate no Baltazar pra proteger a Celeste. Tem gay de todo tipo. Eu tenho um amigo que passa laquê no cabelo todo dia de manhã... Agora, eu só ouço coisa boa. Esses dias fui levar minha filha de seis anos para ver o show do Justin Bieber e o que teve de criança me cercando pra tirar foto. Entre meninos e meninas. Eu achei bem legal me botarem para fazer um gay, depois de tantos vilões que fiz. Só me envaidece, mas diferente dos gays da novela anterior, optou-se por não levantar bandeira.

E ninguém te agrediu até hoje? André Gonçalves foi agredido na época do Sandrinho de “A Próxima Vítima”...
O máximo que ouvi foi no Rock in Rio. Eu passei e alguém disse: “Lá vai a bicha da novela!” (risos)

E qual o motivo da submissão de Crô a Tereza Cristina? Só por grana?
Não.Ele idolatra a mulher que não apenas paga a faculdade da sobrinha, mas que ensinou a ele como se portar, como se vestir. Por que o Crô é uma bicha da comunidade, pobre, que não teve família. Além disso, tem uma coisa de projeção. Tanto que em casa ele veste o robe de seda dela. Embora o dela tenha sido comprado em Paris e o dele no Saara...

 Você passou a ser mais cantado pelos gays depois do papel?
Depois do papel não, mas antes, durante a preparação, eu ia a boates como a The Week. Chegava com uma amiga e eles perguntavam pra ela se o gato estava sozinho. Ela respondia: “ele não é do babado”.

Você pensa como o Aguinaldo Silva (autor da novela), que beijo gay só em casa?
Olha, acho que não precisa não, por causa das crianças. Acho que certos assuntos não devem ser tratados de forma precoce. Agora, no horário das 23h, acho tranqüilo...

Mas você tem uma filha de seis anos. Ela sabe o que é o seu papel?
Ela diz que “o papai faz um moço que se veste de mulher”. É muito novinha para entender, mas convive comigo no teatro faz tempo, entende minha profissão mais ou menos. Mas outro dia ela viu um pedaço da novela e disse: “Ela [Tereza Cristina] te maltrata papai?”

E quanto à lei anti-homofobia, você é a favor?
Ah, acho legal sim. Acho importante essa lei. Tem muita gente ainda sendo agredida por isso. Tem que ter.

DESTAQUE DA SEMANA: FÁTIMA BERNARDES DEIXA BANCADA DO 'JN' PARA PODER REALIZAR O SONHO DE UM PROGRAMA PRÓPRIO

A jornalista e apresentadora Fátima Bernardes deixará a editoria-executiva e a apresentação do principal telejornal do país - o Jornal Nacional.

Em coletiva realizada no Rio de Janeiro na manhã desta quinta (1), Fátima contou que deixará de fazer dupla com seu marido, William Bonner, no JN para finalmente tocar o projeto de um programa próprio, de sua criação e que será apresentado por ela em 2012.

Patrícia Poeta, atualmente no Fantástico, será a sua substituta - Fátima fica no JN até a próxima segunda (5).
"Eu vou continuar com funções jornalísticas. Mas não vou anunciar detalhes desse projeto por uma questão estratégica. A gente vai se reunir em outro momento para dar mais detalhes do programa", disse Fátima.


Divulgação/TV Globo
William Bonner e Fátima Bernardes, na bancada do "JN"

"O que está acontecendo aqui hoje remonta quatro anos, quando a Fátima Bernardes me procurou para falar sobre o projeto de um programa para apresentar na grade da Globo. E ela de fato queria investir no projeto porque, em 2009, ela foi mais incisiva: vamos marcar uma data?", contou Carlos Henrique Schroder, diretor geral de Jornalismo e Esporte da Rede Globo.

Como 2010 seria um ano de Copa do Mundo e de Eleições Presidenciais, Shoreder pediu à Fátima que continuasse mais um ano na bancada do JN.
"Combinamos que, em abril deste ano, ela trouxesse o projeto pronto. E ela trouxe um projeto sensacional. O Octávio [Florisbal, diretor geral da Rede Globo] aprovou a ideia de levá-lo para a grade do ano que vem. Não diremos ainda o horário nem a periodicidade do programa", explicou.

Fátima Bernardes disse então que decidiu sair do JN quando percebeu que não estava conseguindo conciliar o novo projeto com o cargo de editora-executiva, que também será assumido por Patrícia Poeta.
“Incomodava chegar tarde no jornal porque estava em alguma reunião do projeto”, justificou a jornalista.

Sobre a mudança, ela ainda disse que pensou muito antes de tomar qualquer decisão.
“Eu pensava: ‘Vou abrir mão de um produto que tem a maior audiência em telejornais para viver um sonho?’, questionava-se.
“Mas agora estou com o coração leve e feliz”, concluiu.

William Bonner, editor-chefe do JN, continuará na bancada ao lado de Patrícia Poeta, e confessou que em nenhum momento pensou em outra pessoa além da atual apresentadora do Fantástico.
“Foi um alívio perceber que a minha resposta veio de imediato. O perfil da Patrícia era o que se encaixava no Jornal Nacional”.

Schroder explicou por que nem chegou a cogitar outros nomes, como o das jornalistas Renata Vasconcellos e Ana Paula Araújo, para ocupar o lugar de Fátima na bancada do JN.
"Olhamos todos os recursos da casa. Só não discutimos a possibilidade de avançar em outros nomes quando chegamos a um consenso. Afinal, eu, o Ali Kamel [diretor da Central Globo de Jornalismo] e o Bonner pensamos na Patrícia", afirmou Schroder.

No JN de hoje, Fátima e William anunciaram que ela deixará a bancada do telejornal e será substituída por Patrícia Poeta.


Reprodução/TV

Bonner e Fátima hoje, quando ela anunciou sua saída do "JN"

Na edição da próxima segunda, Fátima chamará Patrícia e passará o bastão para a colega e na terça-feira, Patrícia Poeta assumirá efetivamente o lugar de Fátima.
“Você vai receber um público extremamente carinhoso”, disse Fátima à Patrícia - também presente à coletiva -, que respondeu:
“É uma honra saber que vou sentar na cadeira que foi ocupada por 14 anos pela jornalista mais querida do Brasil”.

Já no Fantástico, Patrícia ainda apresentará a revista eletrônica por mais dois domingos e no dia 11, ela dará o lugar para Renata Ceribelli, que assumirá de vez a apresentação do dominical. 
“Colocaram para mim o desafio de apresentar um dos melhores programas da TV brasileira. Estou muito feliz e pronta para encarar esse desafio”, disse Renata - outra presente na coletiva - sobre o Fantástico.

Durante conversa com Bonner sobre a sua despedida na edição de hoje, Fátima revelou uma curiosidade bem divertida: quando fez sua primeira matéria para o JN, ela teve como companheiro o cinegrafista José de Arimatéia, e dessa vez, em sua saída, ele novamente estava ao seu lado. 
“Foi uma coincidência”, disse ela, que ainda revelou outro fato divertido: também foi neste hotel de hoje, no Rio de Janeiro, que gravou sua primeira reportagem - dessa vez, ela fez matéria para se despedir e na primeira foi para cobrir a festa de réveillon.

Depois de apresentar a edição de hoje com Fátima, Bonner revelou pelo Twitter que gravaria em seguida um piloto do JN, já com Patrícia na bancada.


MEMÓRIA
Fátima Bernardes, 49 anos, estava na bancada do Jornal Nacional - do qual também era editora-executiva - desde 1998, ao lado do marido, o editor-chefe do programa, William Bonner.

O casal assumiu a apresentação conjunta do jornal depois que Cid Moreira, Hilton Gomes, Sérgio Chapelin, Celso Freitas e Lilian Witte Fibe passaram pela bancada, desde a estreia em 1969.

Fátima trabalhou primeiro como repórter do jornal carioca O Globo e então entrou na Rede Globo em 1987, após passar em um curso de telejornalismo da emissora.
Seu primeiro trabalho no ar foi no extinto RJTV 3ª edição.

Depois, a jornalista foi para o Jornal da Globo em 1989, onde conheceu e se apaixonou pelo seu colega de bancada, William Bonner, que vinha de São Paulo, onde apresentava o jornal local, para cobrir as férias do casal titular do JG na época, Leila Cordeiro e Eliakim Araújo.
Casaram-se logo depois e assumiram a bancada do JG como titulares, quando Leila e Eliakim deixaram a emissora.

Fátima chegou ao Fantástico em 1993 e no Jornal Hoje em 1996, antes de chegar ao Jornal Nacional, onde ficou por 14 anos ao lado do marido.

O casal é pai dos trigêmeos Vinícius, Beatriz e Laura, nascidos em 1997.

Durante o trabalho no Jornal Nacional, Fátima destacou-se na Copa de 2002, ano em que o Brasil foi pentacampeão, chegando a ser eleita “musa da seleção” pelos próprios jogadores.

Toda sorte para Fátima Bernardes nesse novo desafio!

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Até +!