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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FESTIVAL DE TORONTO - TIFF 2012: 'SILVER LININGS PLAYBOOKS' GANHA NA ESCOLHA DO PÚBLICO - CONFIRA TODOS OS GANHADORES


Vencedor do Festival de Toronto - TIFF 2012 - como favorito do público, o drama “Silver Linings Playbook”, de David O. Russell, pode conquistar uma vaga na Oscar 2013, analisou a revista “The Hollywood Reporter”.

Para a publicação, a repercussão do filme em Toronto aponta que o filme deve receber uma série de indicações ao prêmio, principalmente nas categorias de filme, diretor, ator, atriz, coadjuvantes e roteiro adaptado.

Na análise, a “Hollywood Reporter” lembrou que, dos últimos 34 vencedores do prêmio do público em Toronto, quase todos receberam indicações para o Oscar.

Divulgação
Cena de “Silver Linings Playbook”

Em conjunto, eles acumularam 105 indicações ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, sendo dez na categoria de melhor filme e nove na categoria de filme estrangeiro.

Das 105 indicações, 39 se converteram em prêmios - o caso mais recente de vencedor em Toronto e no Oscar foi do filme “O Discurso do Rei”, que, na segunda premiação, levou os títulos de filme, ator, diretor e roteiro adaptado.

"Silver Linings Playbook" narra a história de um homem (Bradley Cooper) que acaba de sair de um sanatório após um conturbado divórcio.

Ele então conhece uma jovem (Jennifer Lawrence) tão problemática quanto ele e a dupla tenta reconstruir suas vidas juntos.

Robert De Niro e Jacki Weaver interpretam os pais de Cooper.

"Argo", longa dirigido e protagonizado por Ben Affleck e que também tem grandes chances de indicação ao Oscar, e o israelense "Zaytoun" foram os vice-campeões na categoria - "Argo" estreia nos cinemas brasileiros em 9 de novembro, mas antes disso será exibido no Festival do Rio.

Já o prêmio popular para a categoria Midnight Madness foi entregue à comédia "Seven Psycopaths", dirigida por Martin McDonagh e protagonizada por Colin Farrell - o longa ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

"Silver Linings Playbook" será distribuído pela Paris e chega aos cinemas do país em 1º de fevereiro de 2013 - provavelmente será exibido no Festival do Rio e  na Mostra de São Paulo.

Confira o trailer do longa:


CONFIRA TODOS OS GANHADORES DO FESTIVAL DE TORONTO - TIFF 2012:

Melhor Filme (escolha do público)
"Silver Linings Playbook", de David O. Russell

Melhor Documentário (escolha do público)
"Artifact", de Jaret Leto (sob o pseudônimo de Bartholomew Cubbins)

Sessão Midnight Madness (escolha do público)
"Seven Psychopaths", de Martin McDonagh

Melhor filme canadense
"Laurence Anyways", Xavier Dolan

Melhor curta canadense
"Keep a Modest Head", de Deco Dawson

Melhor filme de estreia canadense
"Antiviral", de Brandon Cronenberg, e "Blackbird", de Jason Buxton

Descoberta (Fipresci)
"Call Girl", de Mikael Marcimain

Apresentação especial (Fipresci)
"In the House", de François Ozon
*****
Até 2013!

FESTIVAL DE TORONTO 2012 - TIFF: MATTHEW FOX RESSURGE, E HUGH LAURIE EXORCIZA DR. HOUSE


As últimas notícias do Festival de Toronto - TIFF 2012:

MATHEW FOX RESSURGE EM FILME DE GUERRA

Não são poucos os órfãos da série “Lost” – atores incluídos.

Matthew Fox, por exemplo - que fazia o dr. Jack Shephard - andou atuando no teatro nos últimos tempos e foi acusado de bater numa motorista de ônibus e preso por dirigir embriagado.

Agora, Fox está de volta às telonas com “Emperor”, de Peter Webber (“Moça com Brinco de Pérola”), exibido em sessão para a imprensa no Festival de Toronto - TIFF.

Apesar dos episódios pouco felizes na sua vida real, Fox costuma funcionar bem em personagens em dúvida, mas de caráter inquestionável, caso do seu papel aqui, o General Bonner Fellers, chamado pelo General Douglas MacArthur (Tommy Lee Jones) para investigar a real participação do imperador Hiroito no ataque a Pearl Harbor que começou o braço do Pacífico da Segunda Guerra Mundial.

Reuters
Matthew Fox no TIFF 2012

Assim, MacArthur, que tinha a missão de reconstruir o Japão, poderia condená-lo e levá-lo a julgamento – ou não.

Fellers é mostrado como um conhecedor da cultura japonesa, pela qual nutria profundo respeito, nem ele nem MacArthur gostariam de depor e julgar o imperador, até pelo fato de que isso geraria uma revolta gigante num país que os Estados Unidos pretendiam “salvar”.

O filme trata a história com equilíbrio, sem glorificar os americanos e os japoneses são apresentados como muito honrados e leais, e até o imperador sai bem.

É um episódio curioso da História, e contrasta com a recente invasão do Iraque, que terminou com a deposição e morte de Saddam Hussein.

O principal problema de “Emperor” - relata a repórter Mariane Morisawa, do UOL - é a hollywoodização: numa Tóquio destruída, com apenas dez dias para completar sua investigação, Fellers também parte numa jornada para descobrir o destino de sua amada, a japonesa Aya Shimada (Eriko Hatsune), verdadeira razão de sua proximidade com o país.

Não precisava.

Confira o trailer de “Emperor”:


'MR. PIP': HUGH LAURIE EXORCIZA DR. HOUSE

Esqueça a frieza e o cinismo do Dr. House: em “Mr. Pip”, exibido no Festival de Toronto, Hugh Laurie arma-se de um grande carisma e um quê de mistério no papel do professor Watts, o único branco na ilha Bounganville, em guerra com Papua Nova Guiné por conta de uma mina gigantesca de cobre explorada pelos australianos.

Uma das almas tocadas por Watts, que costuma chegar à vila todas as manhãs usando um nariz de palhaço e arrastando um riquixá com sua mulher, é Matilda (Xaznnjah Matsi).

Zimbio
Hugh Kaurie em Toronto

Seu pai está na Austrália, e a mãe Delores (Healesville Joel) é católica fervorosa.

A garota se encanta com as leituras de “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens, e sonha acordada com sua visão do Senhor Pip, um homem que ascende socialmente e se envergonha de suas origens.

No início, o longa-metragem de Andrew Adamson - diretor dos dois primeiros “As Crônicas de Nárnia” - parece ir pela linha “professor que muda vida dos alunos” - relata Mariane Morisawa , do UOL.

Mas na segunda metade, a luta entre os rebeldes da ilha e o exército de Papua Nova Guiné invade de vez a pequena vila, com muita brutalidade e o filme não esconde nada, o que causa choque.

Não que ele devesse relevar os acontecimentos violentos, mas a mudança abrupta atrapalha “Mr. Pip”, que também se alonga demais para completar um círculo completo de paralelos com o personagem de Dickens.

A grande razão para assistir é mesmo a atuação de Hugh Laurie,  ator sutil e caloroso.

Confira o trailer de "Mr. Pip":


*****
Até +!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

FESTIVAL DE TORONTO - TIFF 2012: BEN AFFLECK, PENÉLOPE CRUZ, JAVIER BARDEM, TOM HANKS, RYAN REYNOLDS, IRMÃOS WACHOWSKI E MARILYN MONROE GARANTEM A TEMPERATURA


Confira o que você vai ver nessa postagem:

'THE PLACE BEYOND THE PINES': NOVO LONGA DE RYAN REYNOLDS  É EXIBIDO
*****
 'WAR WICHT': DIRETOR KIM MGUYEN FALA SOBRE RACISMO
*****
'ARGO': DIREÇÃO SEGURA DE BEN AFFLECK TEM CARA DE OSCAR
*****
'SILVER LININGS PLAYBOOK' TAMBÉM FOI DESTAQUE
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'HYDE PARK ON HUDSON': BILL MURRAY INCORPORA ROOSEVELT E COLOCA A MÃO NO OSCAR
*****
'MUTCH ADO ABOUT NOTHING': JOSS WHEDON VAI DE 'VINGADORES' A SHAKESPEARE EM P&B
*****
 'CLOUD ATLAS/A VIAGEM' ESQUENTA TORONTO
*****
"FILHOS DA MEIA-NOITE": OUTRO ÉPICO EM TORONTO
*****
ESPANHA BRILHA EM TORONTO COM  PENÉLOPE CRUZ E JAVIER BARDEM
*****
'LOVE MARILYN': HBO COMPRA DIREITOS PARA EXIBIR DOCUMENTÁRIO NA TV
*****
 'VENUS & SERENA': DOCUMENTÁRIO NÃO AGRADA ÀS IRMÃS TENISTAS
*****   
Vamos lá?

'THE PLACE BEYOND THE PINES': NOVO LONGA DE RYAN REYNOLDS  É EXIBIDO

'The Place Beyond the Pines', nova parceria de Ryan Gosling com o diretor Derek Cianfrance - os dois trabalharam juntos em "Namorados Para Sempre" - teve seus primeiros vídeos divulgados pelo elenco no Festival de Toronto - TIFF 2012.

O site HitFix também divulgou um clipe, bem como o programa Red Carpet Diary, que revelou suas primeiras cenas:
  

Na trama, Gosling interpreta um motoqueiro que descobre ter um filho e, para sustentá-lo, passa a roubar bancos. 

Seus problemas se agravam quando um policial, vivido por Bradley Cooper, o confronta. 

 Divulgação
Ryan Gosling, em cenas do longa 

 Eva Mendes, Greta Gerwig, Rose Byrne, Ben Mendelsohn, Ray Liotta, Dane DeHaan, Max Martini e Emory Cohen completam o elenco. 

 Mike Patton, vocalista do Faith No More, assume a trilha sonora. 

 "The Place Beyond the Pines" deve chegar aos cinemas em 2013. 

 'WAR WICHT': DIRETOR KIM MGUYEN FALA SOBRE RACISMO 

 Durante uma coletiva nesta quarta (12), o diretor canadense Kim Nguyen recordou o momento em que ficou de frente com o racismo no mercado de distribuição de filmes e disse que "recebeu respostas violentas" dos distribuidores uma vez que seu filme, "War Wicht", é protagonizado pela atriz negra Rachel Mwanza. 

 AFP Photo
Kim Nguyen e a atriz congolesa Rachel Mwanza 

 "Eu recebi respostas violentas que me diziam que uma atriz negra não vende, que não íamos vender o filme para o Japão, é esse tipo de coisas que você ouve", contou Nguyen em conversa sobre a distribuição de filmes canadenses para outros países. 

 Contudo, Nguyen afirmou que teve total apoio dos produtores do longa, um drama que tem como plano de fundo a África. 
 "Eles me disseram que eu precisava fazer o melhor filme possível e que confiavam em mim", disse o cineasta. 

 O desempenho de Mwanza como uma criança que precisa entrar para um exército de rebeldes em "War Wicht", rendeu a atriz o Urso de Prata de melhor atriz no último Festival de Berlim. 

 Confira o trailer do filme:  

'ARGO': DIREÇÃO SEGURA DE BEN AFFLECK TEM CARA DE OSCAR

 Às vezes, a ficção não dá conta da realidade. 

 Tivesse saído da cabeça de algum produtor hollywoodiano, “Argo”, dirigido por Ben Affleck, exibido em segunda sessão para a imprensa na manhã desta quarta (12) no Festival de Toronto, seria completamente inverossímil. 

 Durante a Revolução Islâmica no Irã, em 1979, seis funcionários da embaixada norte-americana conseguem fugir para a casa do embaixador canadense. 

 Numa época sem computadores, demora bastante para os iranianos se darem conta do sumiço – a ordem era prender todos para forçar a extradição do xá do Irã, asilado nos Estados Unidos. 

 Divulgação
Ben Affleck em cena de "Argo" - ele atua e dirige o longa 

 Enquanto isso, os americanos ganham tempo para bolar algum plano e as sugestões são as mais esdrúxulas, de tirar todos de bicicleta até fazê-los se passar por professores canadenses, numa época em que não havia nenhum canadense para contar a história no país. 

 A melhor acaba sendo a do agente Tony Mendez, que propôs um filme falso, com uma equipe de cinema falsa, procurando locações para uma ficção científica no país. 

 Por incrível que pareça, era a melhor ideia e ele conta com a ajuda de um maquiador (John Goodman) e um produtor (Alan Arkin), que montam todo o aparato de cobertura, incluindo reportagens sobre o filme na imprensa especializada. 

 Com Bryan Cranston (de “Breaking Bad”) como o chefe de Mendez na CIA, Ben Affleck parece mesmo ter voltado ao eixo, depois de um período lamentável na sua carreira. 

 Como diretor, ele é seguro, eficiente em manter a tensão, mesmo para quem conhece o desfecho da história e como ator, dá credibilidade total ao agente da CIA com consciência, rodeado de um elenco invejável - com destaque para Arkin e Cranston.

 “Argo” tem todos os elementos para entrar a sério na corrida para o Oscar – em Toronto, fala-se muito disso, relata a repórter Mariane Morisawa, do UOL. 

 É bem dirigido, com bom elenco, tem elementos políticos que dão para entender um pouco da tensão com o Irã hoje - que aumentou justamente com a Revolução Islâmica. 

 No caso do Canadá, que levou a culpa pelo resgate, as relações são tão complicadas que, nesta semana, a embaixada do país no Irã foi fechada - o passado, afinal, sempre volta para assombrar o presente. 

 Confira o trailer legendado de "Argo":  

'SILVER LININGS PLAYBOOK' TAMBÉM FOI DESTAQUE

 O drama cômico "Silver Linings Playbook", de David O. Russell, ganhou elogios no emToronto 2012, que já exibiu metade dos filmes previstos, e com as fracas vendas iniciais começando a ganhar impulso. 

O TIFF, juntamente com os festivais recentes em Veneza e Telluride, tradicionalmente lança a temporada de premiações importantes da indústria do cinema e alguns dos filmes mais falados apresentados no festival conquistaram críticos e o público, enquanto outros têm dividido os cinéfilos, sugerindo possíveis decepções nas bilheterias e nos prêmios.

 "Um monte de títulos chegam com uma campanha e, em seguida, apenas alguns deles realmente entregam o que prometem", disse o copresidente da distribuidora de filmes independentes de Nova York Oscilloscope, David Laub, que citou "Argo" e "Silver Linings Playbook" como os filmes que provocaram rumores antecipados de prêmios até o momento entre as principais estreias. 

 "Agora eles começam sua jornada para o Oscar e, então, alguns ficam mais esquecidos", disse ele. 

 Confira o trailer de "Silver Linings Playbook":

'HYDE PARK ON HUDSON': BILL MURRAY INCORPORA ROOSEVELT E COLOCA A MÃO NO OSCAR 

 Faz tempo que o comediante Bill Murray aperfeiçoou a habilidade de produzir gargalhadas ao dizer as coisas em um tom monocórdio, mas até ele foi pego desprevenido quando lhe ofereceram o papel de do icônico presidente americano Franklin Delano Roosevelt no novo filme "Hyde Park on Hudson". 

 "Eu pensei: 'Meu Deus, estou sendo convidado a interpretar Roosevelt?' Como se faz para incorporar um monstro desses?", disse ele. 

 Sua decisão de retratar o 32º presidente norte-americano parece rotineira em uma carreira que, aos 61 anos, ainda está em ascensão. 

 Divulgação
Bill Murray como o presidente Roosevelt, em cena de "Hyde Park on Hudson" 

 Ao pre-estrear no TIFF 2012 nesta semana, "Hyde Park", que será lançado nos EUA no dia 7 de dezembro, em pleno calor da corrida ao Oscar, valeu a Murray comentários positivos sobre sua interpretação, segundo as agências internacionais. 

 No entanto, Murray, que admite ter se desapontado com a derrota em 2004 quando foi indicado por "Lost in Translation", não foi atraído pelo papel pelas possibilidades de premiação que o presidente, afetado pela poliomielite, poderia lhe dar. 

 "Há uma expressão em iídiche, 'schmuck bait' (isca de idiota, numa tradução livre)", disse. 

 "Para mim, quando vejo esse tipo de papel , eu os considero 'iscas de idiotas'. Porque em geral são sentimentais. Mas esse não é sentimental, porque é uma espécie de olhar de dentro." 

 Com o mesmo nome da cidade perto de  Nova York em que Roosevelt morava com a família, o filme se passa durante o verão de 1939, no momento em que Roosevelt se prepara para receber o Rei George 6º e sua filha, a futura rainha Elizabeth, para uma visita que abriria caminho para a cooperação britânica e norte-americana no momento em que a guerra eclodiria na Europa. 

 A história é contada sob a perspectiva de uma prima distante de Roosevelt, Daisy - interpretada por Laura Linney - que se torna uma confidente e uma bem-vinda distração para o presidente. 

 O filme cobre um terreno semelhante ao de "O Discurso do Rei" dois anos atrás, que também foi lançado em Toronto, fez carreira ganhando o Oscar de melhor filme e valeu a Colin Firth um prêmio por sua interpretação do gago rei... George 6º! 

 Confira o trailer de "Hyde Park on Hudson":  

'MUTCH ADO ABOUT NOTHING': JOSS WHEDON VAI DE 'VINGADORES' A SHAKESPEARE EM P&B

 Joss Whedon é campeão de bilheteria neste ano com “Os Vingadores - The Avengers”. 

 Agora, no TIFF 2012,  ele comparece com uma produção de orçamento bem menor e rodado em apenas 12 dias, entre a filmagem e a pós-produção: uma versão da peça “Much Ado About Nothing” ("Muito Barulho Por Nada"), de William Shakespeare. 

 O diretor, que costuma promover leituras do dramaturgo entre amigos, juntou atores para filmar uma adaptação contemporânea, caseira, em preto e branco. 

 O texto fala de uma série de mal-entendidos e tramoias no jogo amoroso. 

 Uma trupe liderada pelo nobre Don Pedro (Reed Diamond) chega à casa do governador de Messina, Leonato (Clark Gregg, o Agente Coulson de “Os Vingadores”). 

 Divulgação
Cena de “Much Ado About Nothing” 

 Lá estão sua sobrinha Beatrice (Amy Acker) e sua filha Hero (Jillian Morgese), que vão ser o centro da trama: a primeira é feminista, pouco preocupada em se casar, mas está apaixonada pelo oficial Benedick (Alexis Denisof), sem saber - é pelo vaivém de palavras supostamente duras que se percebe e ele, igualmente, não nota seu amor por Beatrice. 

 Já a doce Hero encanta-se de cara por outro oficial da tropa de Don Pedro, Cláudio (Fran Kranz), que retribui sua atenção. 

 De casamento marcado, são vítimas de uma traição bolada pelo irmão do príncipe, o malvado Don John (Sean Maher). 

 Tudo se passa numa casa, como no original, só que numa casa moderna. 

 Os personagens usam roupas contemporâneas, mas falam em grande parte o texto original de Shakespeare. 

 Whedon carrega no humor que já existe na peça, uma comédia, e há momentos de puro pastelão, como a conversa de Cláudio e Benedick num quarto de meninas, cheio de bichos de pelúcia. 

 Mas o filme sai um pouco prejudicado porque seus protagonistas masculinos – Alexis Denisof e Fran Kranz – não seguram a onda. 

 Melhor é a participação de Nathan Fillion (de “Castle”) como um policial hilário, conta Mariane Morisawa, do UOL. 

 'CLOUD ATLAS/A VIAGEM' ESQUENTA TORONTO 

 "A Viagem", um dos filmes mais aguardados desta edição do Festival de Toronto, é o trabalho que mais dividiu a crítica até agora, com uma narrativa de proporções épicas e elenco estrelar, reunindo seis histórias que se passam entre 1849 e 2144 - relata Fernanda Ezabella, da Folha. 

 Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon, Hugo Weaving e Hugh Grant interpretam diversos papéis com maquiagem pesada e próteses, às vezes até personagens de outro sexo, muitas vezes irreconhecíveis. 

 Hanks, por exemplo, faz um médico ruivo numa viagem de barco no século 19, um cientista nuclear na San Francisco dos anos 1970 e um velho camponês num futuro incerto. 

 Já Weaving interpreta dois vilões e também uma diretora durona de um asilo nos dias de hoje. 

 A direção é assinada pelo trio Tom Tykwer ("Corra, Lola, Corra") e os irmãos Andy e Lana Wachowski (da trilogia "Matrix") - Lana, antigamente conhecida como Larry, recentemente revelou ser transexual - a primeira grande diretora de Hollywood a assumir essa condição.

 Eles se basearam no livro de 500 páginas do britânico David Mitchell, "Cloud Atlas" (mesmo título do filme em inglês), lançado em 2004. 

 "É um filme bem experimental de várias maneiras", disse Lana a jornalistas do festival. 
 "Fala bastante sobre a coragem humana, e os produtores obviamente tiveram muita coragem, ou muita estupidez, para produzir isto aqui", brincou. 

 "A Viagem" - que tem estreia prevista no Brasil para o final de dezembro - teve financiamento de US$ 100 milhões. 

 Com quase três horas de duração, o longa vai e volta entre uma história e outra, alternando gêneros como ficção científica (numa trama sobre mulheres-robôs coreanas), comédia (velhinhos tentando escapar de um asilo) e romance de época (dois homens apaixonados separados pelo acaso). 

 Divulgação
Tom Hanks e suas várias faces em "A Viagem" 

 "É como um abraço que vai ficando cada vez mais apertado", disse Tom Hanks. "Quando estava lendo as últimas 40, 50 páginas do roteiro, estava completamente envolvido em cada batalha. Entendi que estes personagens estavam fazendo escolhas entre a crueldade e a bondade, e que suas decisões mudariam o mundo para sempre", disse. 

 Quanto às críticas, o "Hollywood Reporter" deu que "A Viagem" deve ser o "primeiro filme perfeitamente feito para a geração com transtorno de déficit de atenção", a revista on-line "Slate" afirmou que o trabalho é "um desastre sem paralelo" e a "Variety" achou que o longa-metragem proporciona "três horas de malhação mental intensa recompensadas com um grande desfecho emocional". 

 Confira o trailer de mais de cinco minutos de "A Viagem":

"FILHOS DA MEIA-NOITE": OUTRO ÉPICO EM TORONTO 

 Outro longa-metragem épico em cartaz no festival, embora percorra apenas três gerações, é "Os Filhos da Meia-Noite", também baseado em livro e com roteiro assinado pelo próprio autor, Salman Rushdie. 

 O longa da diretora Deepa Mehta conta a história de dois jovens nascidos no mesmo hospital de Bombaim, à meia-noite do dia 15 de agosto de 1947, no exato momento em que a Índia se tornava uma nação independente. 

 Divulgação
Cena de "Os Filhos da Meia-Noite" 

 Trocados no nascimento, o menino pobre fica com a família rica e vice-versa. 

 Os dois têm poderes especiais, e suas trajetórias são contadas de acordo com os tumultuados eventos políticos do país. 

 "Não acho possível fazer um bom trabalho sem andar na beira do precipício. Há um perigo em fazer um filme ambicioso, mas você precisa se dar o direito de cair", disse Rushdie ao jornal "Vancouver Sun". 
 "O que pode acontecer de pior? Terminar com um livro ruim, um filme ruim?" 

 ESPANHA BRILHA EM TORONTO COM  PENÉLOPE CRUZ E JAVIER BARDEM

 Para completar uma das edições do TIFF mais espanholas dos últimos anos, estrearam nesta quinta os filmes "Twice Born", co-produção hispânico-italiana com Penélope Cruz, e o documentário "Hijos de las Nubes", de Javier Bardem. 

 "Twice Born", dirigido pelo ator e diretor italiano Sergio Castellito e baseado em uma romance de sua esposa, a autora Margaret Mazzantini, conta ainda em seu elenco com o americano Emile Hirsch, o bósnio Adnan Haskovic, a turca Saadet Aksoy e o italiano Pietro Castellito. 

 A ação do filme se alterna entre o ataque à cidade bósnia de Sarajevo na década de 1990 e o tempo presente para narrar a história de Gemma (Penélope Cruz), uma italiana que na Sarajevo de antes da guerra conhece um fotógrafo americano, Diego (Emile Hirsch). 

 O casal se apaixona, mas a impossibilidade de ter filhos lhes conduz outra vez a Sarajevo, desta vez no meio da selvagem guerra civil que assolou as antigas repúblicas iugoslavas no final do século 20. 

 Efe
Penélope Cruz desfila pelo tapete vermelho do TIFF 2012 

 Hoje, Penélope  admitiu que sentiu a necessidade de representar Gemma e que o fato de ter se tornado mãe a fez entender de forma mais profunda a personagem criada por Mazzantini. 

 "Li o livro dois anos antes de começar o filme e dois anos antes de ser mãe. Realmente me conectei com ela e entendi esta mulher, embora nunca tenha estado na situação na qual ela se encontrava. Mas me conectei a um nível em que não podia parar de pensar nela. Era uma necessidade representá-la", declarou a atriz aos jornalistas - entre eles, Julio César Rivas, da agência EFE. 

 Confira o trailer de "Twice Born":

O documentário "Hijos de las Nubes" é outro filme de conflito, desta vez o do Saara Ocidental e dos refugiados saaráuis, que vivem no coração do deserto em terra de ninguém e sem país. 


 Durante entrevista, Bardem reconheceu hoje que o documentário, que foi dirigido por Álvaro Longoria e produzido pelo próprio ator, está permitindo a muita gente fora da Espanha descobrir a situação dos refugiados saaráuis. 

 "A reação das pessoas que veem o filme fora da Espanha é boa. Na maioria dos casos, as pessoas não conhecem o assunto e o recebem com certa surpresa", comentou o ator. 

Zimbio
Javier Bardem no TIFF 2012 

 Por sua parte, Longoria, que durante anos foi um dos mais reconhecidos produtores da Espanha e estreia agora como diretor, destacou que "queríamos que o filme fosse para todos. Para quem conhece e para quem não conhece". 

 "Porém, no processo de fazer o filme nos demos conta que nós mesmos não conhecíamos a complexidade do conflito. E queríamos contá-lo para que todo o mundo o conhecesse", concluiu. 

 Confira o trailer do documentário:

'LOVE MARILYN': HBO COMPRA DIREITOS PARA EXIBIR DOCUMENTÁRIO NA TV 

 A HBO adquiriu os direitos para a exibição em TV nos EUA do documentário “Love, Marilyn”, sobre a Diva Marilyn Monroe - as informações são do site da Variety. 

 O documentário teve sua estreia mundial no Festival de Telluride e contou com uma exibição de gala no Festival de Toronto na última quarta(12). 

 O valor negociado ficou entre US$ 1,25 milhão e US$ 1,75 milhão, com a Sony Pictures Classics, IFC Films e Magnolia Pictures também na disputa. 

 Divulgação
Marilyn Monroe, em cena do documentário 

 Escrito, dirigido e produzido por Liz Garbus, o filme foi lançado para coincidir com o aniversário de 50 anos da morte de Monroe e conta com filmagens, cartas, notas, poemas e áudio da atriz. 

 Entre os entrevistados estão Arthur Miller, Joe DiMaggio, Amy Greene, Molly Haskell, Truman Capote, Norman Mailer e Elia Kazan. 

 'VENUS & SERENA': DOCUMENTÁRIO NÃO AGRADA ÀS IRMÃS TENISTAS 

 As irmãs tenistas Venus e Serena Williams aparentemente não ficaram muito felizes com o documentário “Venus &  Serena”, de Maiken Baird e Michelle Major, exibido na manhã desta sexta-feira em sessão de imprensa, no Festival de Toronto. 

 Mas deveriam: o filme traça um retrato simpático e humano das tenistas que revolucionaram o esporte por seu talento e personalidade e também por serem irmãs e afro-americanas. 

 Parece que o descontentamento vem da imagem mostrada de seu pai, Richard, que sempre admitiu ter construído planos bem concretos para transformar as duas em campeãs mundiais de tênis. 

 Ele foi bem duro em relação às meninas, mas, sem dúvida, é muito por causa dele que as duas chegaram aonde chegaram. 

 Reuters
As irmãs Venus e Serena Williams

“Venus & Serena" exibe cenas íntimas da vida familiar e da proximidade das irmãs, onde os cineastas acompanharam as duas durante 2011, quando Venus lutava contra uma doença autoimune e Serena, contra uma embolia pulmonar que quase tirou sua vida - as tenistas tentavam fazer seu retorno à grande forma, apesar de já passarem dos 30.

Como quem segue o tênis sabe, conseguiram: Serena foi campeã de Wimbledon neste ano pela quinta vez, igualando a marca de Venus, e medalha de ouro na Olimpíada, levando outra medalha nas duplas com sua irmã.

Há momentos emocionantes e também engraçados, quando Serena fala de suas múltiplas personalidades.

O documentário também trata das dificuldades e do preconceito enfrentados pelas irmãs por serem negras num esporte elitista.

Venus e Serena não compareceram à première em Toronto.
*****
Até +!

sábado, 8 de setembro de 2012

FESTIVAL DE TORONTO - TIFF 2012: SEXTA E SÁBADO TIVERAM RYAN GOSLING, BEN AFFLECK, SELENA GÓMEZ, KARL URBAN E JOHN HAWKES


Confira o que de melhor aconteceu no Festival de Cinema de Toronto - TIFF, nesta sexta e  sábado:

'THE PLACE BEYOND THE PINES': RYAN GOSLING, EVA MENDES E BRADLEY COOPER DISCUTINDO PATERNIDADE

Em “Namorados para Sempre”, o espetacular - e lindo - Ryan Gosling tentava remendar um casamento em seus últimos suspiros.

Agora, em “The Place Beyond the Pines”, do mesmo diretor, Derek Cianfrance, ele busca ser um bom pai para seu filho, que conhece quando já tem 1 ano de idade.

O filme exibido em sessão de imprensa na manhã deste sábado (8) no TIFF 2012 tem, porém, muito mais ação do que “Namorados para Sempre” e é cheio de surpresas.

Gosling interpreta Luke, que trabalha num parque de diversões como um dos motoqueiros do globo da morte.

De passagem por uma pequena cidade, recebe a visita de Romina (Eva Mendes) e descobre que é pai de um bebê de 1 ano.

Luke abandona tudo para cuidar do filho - só que o trabalho como mecânico não rende muito, e ele acaba tentando roubar bancos.

Reuters
Bradley Cooper, Eva Mendes e Ryan Gosling, no tapete vermelho do TIFF 2012

O outro lado da moeda é Avery (Bradley Cooper), um policial novato, também pai de um nenê e tentando contrariar seu próprio pai, um juiz aposentado.

“The Place Beyond the Pines” fala de paternidade, mas também de violência e da relatividade do bem e do mal, essa noção tão difundida pelo cinema de Hollywood.

Discutir mocinhos e bandidos não é novidade, mas o diretor achou uma forma interessante: alterna seus protagonistas, focando primeiro na história de Luke, depois na de Avery, até pular 15 anos e chegar na dos filhos.

É essa bossa, somada as boas atuações de Gosling e Mendes e uma câmera nervosa, colada em cada respiro dos personagens, que fazem a força do filme, conta Mariane Morisawa, do UOL.

'ARGO': BEN AFFLECK REVIVE CONFLITO ENTRE OCIDENTE E IRÃ

Em tempos em que o conflito entre o Irã e os países ocidentais está na capa de tantos jornais, Ben Affleck apresentou no TIFF 2012 seu longa "Argo",  relato do resgate de diplomatas americanos de Teerã em 1980.

Por coincidência, no mesmo dia da estreia mundial de "Argo", o governo canadense anunciava o fechamento de sua embaixada em Teerã, a embaixada diplomática que foi o centro onde se refugiaram os seis diplomatas americanos que fugiam dos estudantes islâmicos em 1979.

Zimbio
Ben Affleck e elenco de "Argo" em Toronto

À época, quando os estudantes islâmicos assaltaram a embaixada dos Estados Unidos em Teerã, seis empregados da embaixada conseguiram escapar e se esconder na representação diplomática canadense.

Em "Argo", Affleck (que também dirige o filme) dá vida a um especialista da CIA encarregado de tirar do país os americanos com um incrível plano: simular que são parte de uma equipe canadense que viajou para o Irã para rodar um filme de ficção científica.

Confira o trailer de "Argo":


'SPRING BREAKERS': SELENA GÓMEZ DEIXA DE SER "A GAROTA DA DISNEY' EM LONGA REGADO A SEXO, DROGAS E JAMES FRANCO

O que não é ficção científica é o salto dado pela estrela da Disney,  Selena Gómez - alçada à fama entre o público adolescente com sua popular série de televisão "Os Feiticeiros de Waverly Place" - com "Spring Breakers", longa também apresentado em Toronto.

Aos 20 anos, Selena, atriz, cantora e estilista, quer agora ser ídolo das pré-adolescentes, meninas de cerca de 10 anos de idade, a um público mais maduro.

Em "Spring Breakers", dirigida por Harmony Korine - de "Vida Sem Destino" (1997) e "Trash Humpers" (2009) - Selena interpreta uma mulher de 20 e poucos anos que junto com outras três universitárias - Ashley Benson, Vanessa Hudgens e Rachel Korine - passa férias na Flórida cheias de sexo, álcool, drogas e violência extrema.

Durante a entrevista coletiva após a exibição do longa, Selena reconheceu que romper a imagem de "menina boa" da Disney não foi fácil.
"Quando minha série terminou, me empolgou começar a fazer alguns filmes. Pensei que fazer um filme independente seria o melhor para mim", disse a atriz.

"Quando li o roteiro (de 'Spring Breakers'), pensei que se iria fazer esta transição, e assumir este risco, com alguém, queria que fosse Harmony porque realmente acreditava em mim. De certa maneira, se arriscou ao me escalar para esse filme", contou.

"Foi uma experiência realmente boa. É uma transição difícil mas estou me divertindo. Espero que as pessoas aceitem", acrescentou.

Reuters
O diretor e o elenco de "Spring Breakers" em Toronto

Harmony Korine, que ganhou o respeito de muitos em 1995 por sua participação no roteiro de "Kids" e que se caracteriza por sua visão provocadora, disse que o filme não pretende denunciar essa faceta da juventude americana que aproveita as férias de primavera para curtir uma semana de bebidas e sexo.

"Não queria fazer um filme que fosse uma denúncia, queria que fosse mais como um sentimento, a ideia do que acontece em partes dos EUA quando um sai do centro da cidade. É a fraqueza", declarou.

Para James Franco, que interpreta um irreconhecível criminoso pé de chinelo, "a aparência neste filme é muito importante".

"Estamos entrando em uma espécie de nova era em que as pessoas se relacionam com outros de forma muito superficial. E não é que superficial seja negativo. É um novo fenômeno ou a forma como vivemos agora", finalizou Franco, ao repórter Julio César Rivas.

Confira o trailer de 'Spring Breakers':


'DREDD': KARL URBAN APRESENTA REMAKE A JORNALISTAS

Em 1995, Sylvester Stallone foi um policial com poderes de julgar em “O Juiz”, em que seu personagem era condenado por um crime que não cometeu.

Agora, em  2012, Karl Urban é que interpreta  o policial com poderes de julgar em “Dredd”, apresentado para jornalistas no Festival de Toronto.

Só que, desta vez, o protagonista precisa enfrentar uma gangue poderosa liderada pela terrível Ma-Ma (Lena Headey, a rainha Cersei de “Game of Thrones”) e ainda treinar Anderson (Olivia Thirlby), uma novata mutante que tem a conveniente habilidade de ler os pensamentos.

Wenn.com
Olivia Thirlby and Karl Urban 'Dredd 3D' premiere Toronto International Film Festival at Elgin Theatre. Toronto, Canada - WENN.com

Olivia Thirlby e Karl Urban em Toronto

É um futuro tenebroso, de violência extrema – Ma-Ma manda tirar a pele, literalmente, de três homens -e as pessoas vivem em condomínios gigantes erguidos entre as ruínas de uma cidade devastada.

Em alguns deles, 96% dos moradores estão desempregados, uma visão do amanhã bastante desesperançada, embalada pelo diretor Pete Travis num visual aparentado dos videogames, que se aproveita do 3D fazendo sangue espirrar na cara do espectador, relata Mariane Morisawa, do UOL.

Confira o trailer de 'DREDD':


'THE SESSIONS': COM CARA DE OSCAR, HOMEM PARALISADO LUTA PARA PERDER VIRGINDADE

Sabe aquele filme que tem orelha de Oscar, nariz de Oscar, pé de Oscar, rabo de Oscar?

Assim é “The Sessions”, de Ben Lewin, exibido para jornalistas no Festival de Toronto.

Verdade que a produção também tem cenas de nudez feminina frontal (breves, na verdade) - o que pode ser um pouco demais para a conservadora Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood - mas a trama edificante é daquelas adoradas pelos seus membros.

A história faz lembrar um pouco a de “O Escafandro e a Borboleta”, de Julian Schnabel, e também é baseada em fatos reais.

Mark O’Brien (John Hawkes, da série “Eastbound &Down”) é poeta e estudou em Berkeley, mas tem problemas motores sérios causados pela poliomielite.

Fica deitado numa maca, sem se mexer, e à noite precisa dormir dentro de um “pulmão de ferro”.

Zimbio
John Hawkes, o diretor e o elenco de "The Sessions" em Toronto

Aconselhado pelo padre Brendan (William H. Macy), apaixona-se por Amanda (Annika Marks), uma de suas cuidadoras.

Rejeitado, virgem, acaba procurando os serviços de uma terapeuta sexual, Cheryl, interpretada pela sumida Helen Hunt - vencedora do Oscar em 1998 por “Melhor é Impossível”.

Mark espalha tanto amor e humor que fica difícil não gostar dele – isso vale para as mulheres que aparecem em seu caminho e para o espectador.

“The Sessions” é aquele tipo de filme que faz todo o mundo repensar na vida: se Mark O’Brien pôde ser feliz, por que todos nós não poderíamos? - pergunta Mariane Morisawa, do UOL.

Confira o trailer de "The Sessions":