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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

'VAI QUE COLA 2: O COMEÇO' - FILME NÃO CONSEGUE MANTER HUMOR E FRESCOR DA SÉRIE


SINOPSE:

Muito antes de socializarem quase todos os dias na pensão da Dona Jô (Catarina Abdala), Jéssica (Samantha Schmütz), Ferdinando (Marcus Majella), Máicol (Emiliano D'Ávila) sequer se conheciam.

Mas Terezinha (Cacau Protásio) decide organizar uma grande feijoada no Morro do Cerol, onde todos eles se encontram pela primeira vez, da maneira mais inusitada possível.

CRÍTICA:

Quando pensamos em adaptações de séries televisivas para o cinema, maioria se enquadra em duas categorias: aquelas que obedecem a uma de poucas fórmulas, revelando como as personagens se conheceram e/ou colocando-as em uma situação extraordinária, e aquelas que mais parecem episódios estendidos, longos ou super produzidos demais para serem exibidos na telinha.

Vai Que Cola 2: O Começo - que estreia nesta quinta, 12.9 - cabe em ambas as definições, um tipo de produção completamente diferente do que se espera.

Como o título bem indica, retornamos alguns anos no passado para revelar como Ferdinando (Marcus Majella), Jéssica (Samantha Schmütz), Terezinha (Cacau Protásio) e Máicol (Emiliano D’Ávila) tornaram-se companheiros de pensão no bairro do Méier.

O que começa como uma tradicional história de origem, seguindo em paralelo as tramas individuais das personagens, torna-se muito mais surreal assim que seus caminhos passam a se cruzar, criando situações absolutamente sem noção, que botam pra perder o que já é característico da série.

Embora o longa nunca chegue perto do grau anárquico da série, a fotografia, montagem e efeitos superam a média.

O longa tem início com imagens vibrantes do Morro do Cerol e uma boa descrição desta comunidade, assim como o mundo particular de Ferdinando, que começa sua jornada aqui como outsider.

O longa passa a remeter, em uma ou duas cenas, à dinâmica do seriado gravado ao vivo – as inserções de músicas são tão abruptas quanto na versão televisiva.

É a partir de um ponto de virada envolvendo Tiziu (Fábio Lago) é que o filme deslancha.

Grande parte das piadas batem na mesma boa tecla da série, acrescida de sua ideia de metalinguagem - pena que não funcionam como deveriam.

Se alguns momentos chave vemos apenas referências pop aleatórias, aparentemente incluídas em uma última instância para pegar o calor de certas produções vizinhas de circuito, temos trechos que funcionam, seja pela absoluta falta de lógica – Sanderson (Marcelo Médici), que literalmente cai de paraquedas em cenas – ou pela aposta na nostalgia – Ferdinando recriando Lua de Cristal, sempre impagável.

Dá pro gasto.

GALERIA DE IMAGENS:
Vai que Cola 2 - O Começo : Foto


Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

Vai que Cola 2 - O Começo : Foto

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
VAI QUE COLA 2: O COMEÇO
Gênero:
Comédia
Direção:
César Rodrigues
Baseado em:
Vai que Cola - programa do Multishow, criado por Leandro Soares
Elenco:
Samantha Schmütz, Marcus Majella, Emiliano D'Ávila, Cacau Protásio, Catarina Abdalla, Fiorella Mattheis, Silvio Guindane
Produção:
Multishow, Conspiração Filmes
Distribuição:
H2O Films
Lançamento:
12 de setembro de 2019

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

'SAI DE BAIXO - O FILME': LONGA ATUALIZA O POLITICAMENTE INCORRETO DA SÉRIE E ENTREGA UM BELO REVIVAL


SINOPSE:

Revival para o cinema com o retorno de personagens icônicos da série de sucesso da Rede Globo, como Caco (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth), Cassandra (Aracy Balabanian) Ribamar (Tom Cavalcante), assim como novos personagens, em trama que vai do Arouche a Foz do Iguaçú.

CRÍTICA:

'Sai de Baixo', a série, marcou época quando foi exibida na Rede Globo, no final da década 90.

Gravada num palco de teatro, a produção era conhecida por ser um mix de peça com comédia de improvisação, contava com um humor bem popular que era apoiado num texto afiado e divertido - e fez um enorme sucesso durante todo o tempo que ficou no ar.

Depois de bem sucedidas reprises no canal Viva - fizeram até quatro episódios inéditos tempos atrás - e também nas tardes de sábado da Globo, os envolvidos viram que desse laranjal ainda sairia mais suco e, assim, temos agora 'Sai de Baixo - O Filme', uma nova (e maluca) aventura da família mais trambiqueira e desfuncional da TV brasileira.

Elenco principal do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imagem Filmes
Eles estão de volta com os mesmos problemas de antes - só que agora, adaptados e jogados diretamente para os tempos atuais.

O longa é um apelo para a nostalgia, para outros tempos que pareciam ser menos complicados, onde a produção dá espaço, novamente para os absurdos e non-sense que víamos no programa, mas que nos dias de hoje parecem não ter mais local para ser apreciados.

'Sai de Baixo' sempre foi um programa bem exagerado, poderia ser visto como uma sátira, uma comédia de exageros que apontava o dedo para diversos níveis da sociedade brasileira.

Cena do longa
Mas será que o grande público, que ria das piadas do porteiro Ribamar (Tom Cavalcante, que aqui no filme parece estar ligado na tomada), ou de quando Caco Antibes (Miguel Falabella, bem e como se o tempo não tivesse passado), mandava a mulher calar a boca, necessariamente se preocupava com isso?

Exibido aos domingos após o 'Fantástico', a série sempre pareceu usar temas do dia-dia e do cotidiano do brasileiro, que se reunia para assistir ao programa, para contar sua história.

Agora, na versão em filme, o roteiro de Miguel Falabella não escapa muito disso, mas coloca os personagens no mundo real efetivamente, e os faz sair do apartamento do Largo do Arouche para uma aventura de ônibus pelo Brasil.

Cena do longa
Se antes 'Sai de Baixo' parecia ser a própria definição da sociedade brasileira, agora no filme isso fica muito mais claro.

O longa aposta novamente em um humor simples, com piadas de fácil entendimento, podendo até ser uma aposta divertida, mesmo que hoje em dia o programa pudesse ser classificado como "politicamente incorreto".

A versão de 2019 parece continuar com esse pensamento e vemos que não mudou nada em sua essência, apenas deu uma nova roupagem para seus antigos personagens, onde, até mesmo o canguru perneta, parece voltar a pular (mesmo com dificuldades de uma perna só) e cair no mesmo local.

Cena do longa
Vemos que ao sair da prisão, Caco Antibes (Falabella) encontra sua família na maior pindaíba, mas mesmo assim, não descem na posição de patrões.

Então, vemos o grupo envolvido com escândalos financeiros, roubalheira envolvendo dinheiro público, planos infalíveis, e aqui a trama nos apresenta golpes que envolvem pedras preciosas em malas coloridas.

Ou seja: nada que o brasileiro não esteja cansado de ver nos telejornais.

O filme tem uma veia cômica que apela e muito para piadas visuais e gráficas, e se apoia em momentos não muito bem elaborados ou pensados, como fazer piada quando um personagem come uma manga, ou até mesmo se confunde com uma privada tecnológica cheia de botões.

Com sequência de cenas que beiram o ridículo, com passagens forçadas e feitas apenas para constranger, não podemos negar, porém, o grande timing cômico de Marisa Orth, como a icônica Madga, que finalmente se empodera (no caso se "empolera"!), quebra o ciclo de abusos verbais, e vira uma das cabeças do golpe para tirar dinheiro do país.

Ou até mesmo a entrada do ótimo Lúcio Mauro Filho que rouba a cena ao interpretar dois personagens, os irmãos gêmeos e vilões Banqueta e Angelina.

Cena do longa
No final, o filme faz uma grande homenagem para sua própria história e aos personagens marcantes que a produção entregou e aqui, juntamente com as histórias polêmicas de bastidores que movimentavam o programa, faz uma produção que deve agradar muita gente, mas não por ser uma grande obra do cinema nacional, mas por garantir risadas fácies e esquecíeis.

Mesmo assim, é um belo revival.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
SAI DE BAIXO - O FILME
Gênero:
Comédia
Direção:
Cris D'Amato
Elenco:
Tom Cavalcante, Miguel Falabella, Marisa Orth, Aracy Balabanian, Luis Gustavo, Cacau Protásio, Rafael Canhedo, Lúcio Mauro Filho, Katiuscia Canoro
Roteiro:
Miguel Falabella
Produção:
Daniel Filho
Diretor de Arte:
Mario Jorge Pinheiro
Estúdio:
Lereby Productions, Globo Filmes
Distribuição:
Imagem Filmes
País: 
Brasil
Data de lançamento:
21/02/2019

COTAÇÃO DO KLAU:

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

'SAI DE BAIXO - O FILME' GANHA PRIMEIRO TRAILER E PÔSTER

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Caco, Magda, Cassandra e Ribamar agora no cinema!
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A adaptação para os cinemas da sitcon 'Sai de Baixo' teve seu primeiro trailer divulgado.

Assista:


O longa preservará duas marcas do programa: o improviso e as piadas de duplo sentido.

Pouco se sabe sobre a trama, mas, devido à impossibilidade de contar com Luis Gustavo, que enfrenta problemas de saúde, Vavá, seu personagem, estará preso por conta de uma falcatrua na Vavá Tour - o ator e criador do seriado aparecerá em poucas cenas.

O Pôster:
Globo Filmes

Com direção de Cris D'Amato, o elenco original - Tom Cavalcante, Miguel Falabella, Marisa Orth, Aracy Balabanian - retorna, ao lado de Rafael Canhedo, que interpreta Caquinho.

O desfalque fica por conta de Cláudia Gimenez - quem faz a empregada, chamada Cibalena, é Cacau Protásio.

A estreia acontece dia 21 de Fevereiro.