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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

'JUDY - MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS': RENÉE ZELLWEGER SENSACIONAL AO REVIVER A VIDA TRÁGICA DA GRANDE DIVA DE HOLLYWOOD


SINOPSE:

Inverno de 1968.

Com a carreira em baixa, Judy Garland (Renée Zellweger) aceita estrelar uma turnê em Londres, por mais que tal trabalho a mantenha afastada dos filhos menores.

Ao chegar, ela enfrenta a solidão e os conhecidos problemas com álcool e remédios, compensando o que deu errado em sua vida pessoal com a dedicação no palco.

CRÍTICA:

"O que você vê além desta parede?"

A frase, dita ainda sem qualquer imagem, é um convite ao espectador para ir além da persona pública de Judy Garland, ícone absoluto do cinema desde o sucesso, ainda adolescente, no clássico O Mágico de Oz (1939).

Por mais que até traga breves cenas do período, não é o objetivo desta cinebiografia abordar toda a vida da atriz, já que o foco de Judy: Muito Além do Arco Íris, que estreia hoje aqui no Brasil, está em sua decadência, quando teve que partir rumo a Londres para uma série de shows, por não conseguir meios de se sustentar nos Estados Unidos e mesmo que isto lhe custe a distância dos dois filhos menores, que não puderam acompanhá-la.

Para contar esta história, o diretor Rupert Goold fez uma escolha certeira e surpreendente: Renée Zellweger.

Nem tanto por sua qualidade vocal, já demonstrada em Chicago - que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, inclusive -, mas devido à transformação física sofrida pela atriz nos últimos anos, que lhe rendeu anos de afastamento da vida pública.

É impossível iniciar o longa sem ver em Renée a personificação da decadência, até com uma certa desconfiança: o impacto de sua caracterização é tamanho que é até mesmo difícil se lembrar que na tela está uma personagem, e não a própria atriz.

E Era exatamente isto que Goold desejava.

Entretanto, reduzir a atuação de Renée ao impacto de sua presença seria extremamente injusto.

Se a atriz continua insistindo em seus maneirismos típicos, especialmente o conhecido biquinho, ela também consegue transmitir um vazio no olhar que impressiona.

Entretanto, é no palco que atriz e personagem se transformam: com sua potência vocal, Renée traz para si a dramaticidade do momento de vida de Judy Garland e, por que não?, seu também.

Judy é sua grande volta por cima, a chance de provar ao mundo que ainda é uma boa atriz.

E ela consegue, com folgas.

Como pano de fundo, o longa aborda os vários problemas pessoais de sua personagem-título sem, no entanto, entrar em detalhes - não é este seu objetivo, afinal.

Os breves flashbacks da época de O Mágico de Oz têm por função muito mais ressaltar a pressão massacrante que sofrera desde a adolescência, sendo obrigada a tomar pílulas e mais pílulas para ser uma artista perfeita, tanto em competência quanto para a mídia.

Judy Garland foi uma cria de Hollywood, para o bem e para o mal, e isto lhe cobrou um preço alto, no âmbito pessoal.

No fim das contas, Judy é a reverência a uma grande artista, sem maquiar seus problemas, o que fica escancarado em seu desfecho comovente.

Ao mesmo tempo, trata-se de uma típica história de Hollywood, que cria candidatos a ídolos em profusão de forma a satisfazer a indústria, sem no entanto dar a devida importância à pessoa por trás da persona pública.

Por mais que excessos e abusos do tipo não sejam mais rotina, eles ainda acontecem só que em outra instância - estão aí as denúncias contra Harvey Weinstein, para nos lembrar do lado sujo de Hollywood.

Filmaço - e Renée favorita ao Oscar de Melhor Atriz.

GALERIA DE IMAGENS:




Judy - Muito Além do Arco-Íris : Foto Renée Zellweger

Judy - Muito Além do Arco-Íris : Foto Bella Ramsey, Lewin Lloyd, Renée Zellweger

Judy - Muito Além do Arco-Íris : Foto Renée Zellweger

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:
JUDY - MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS
Título Original:
JUDY
Gênero:
Biografia, Drama
Direção:
Rupert Goold
Elenco:
Renée Zellweger, Jessie Buckley, Finn Wittrock, Rufus Sewel, Bella Ramsey
Roteiro:
Tom Edge
Música:
Gabriel Yared
Cinematografia:
Ole Bratt Birkeland
Edição:
Melanie Ann Oliver
Estúdios:
BBC Films, Pathé, Calamity Films
Distribuição:
Paris Filmes (Brasil)
Estreia:
30 de janeiro de 2020
Duração:
1h58min

COTAÇÃO DO KLAU:

'JUDY': CINEBIOGRAFIA DA DEUSA DE HOLLYWOOD ESTREIA HOJE NO BRASIL

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Conheça ou relembre a trágica história de vida de Judy Garland, uma das grandes lendas de Hollywood
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Judy: Muito Além do Arco-Iris chega aos cinemas nesta quinta (30), contando a história real da vida de Judy Garland, atriz e cantora que marcou seu nome em Hollywood.

Dirigido por Rupert Goold e estrelado por Renée Zellweger - que concorre à categoria de Melhor Atriz no Oscar e que já levou prêmios importantes nesta temporada pelo papel - o filme é ambientado em 1968, quando a carreira da Diva já estava em baixa.

Na trama, Judy aceita estrelar uma turnê em Londres, por mais que o trabalho a mantenha afastada dos filhos menores - mas ao chegar ela enfrenta a solidão e os conhecidos problemas com álcool e remédios, compensando o que deu errado em sua vida pessoal com a dedicação no palco.

Na vida real a atriz enfrentou diversos problemas desde à infância como abusos físicos e psicológicos, depressão, tentativas de suicídio e frustrações amorosas.

A NADA FÁCIL VIDA DE JUDY:
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1. FOME NO ESTÚDIO

Iniciando cedo sua carreira no cinema, Judy Garland estrelou seu primeiro filme aos 16 anos.

Em O Mágico De Oz, clássico musical lançado em 1939, ela viveu Dorothy, uma garotinha que acompanhada de seu fiel cãozinho embarca para um mundo dos sonhos.

No entanto, os traumas enfrentados pela atriz nos bastidores da MGM causaram diversos reflexos em sua vida adulta.

Louis B. Mayer, chefe do estúdio, se preocupava com o peso da atriz e restringia sua alimentação.

Fontes afirmam que a comida era tirada de Judy e comprimidos para inibir o apetite eram obrigatoriamente consumidos por ela.

Charles Waters, um diretor que mais tarde trabalhou com Judy, afirmou que os efeitos desse tratamento deixaram marcas irrecuperáveis na atriz.

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2 - ASSÉDIO EM HOLLYWOOD

Gerald Clarke, autor da biografia de Judy, revelou que a estrela foi vítima de assédio sexual no estúdio da MGM durante as gravações de O Mágico De Oz.

Desde os 16 anos ela recebia propostas para sexo dos executivos da empresa.

Um dos abusos partiu de Louis B. Mayer que elogiou sua voz colocando a mão em seu peito esquerdo sob o pretexto de tocar em seu coração.

"Muitas vezes pensei que tive sorte por não ter cantado com outra parte da minha anatomia", disse ela.

Outro caso aconteceu nos bastidores do longa.

Sid Luft, que foi casado com a atriz de 1952 até 1965, revelou em um livro que os atores que interpretavam os Munchkins no filme fizeram da vida de Judy um verdadeiro inferno.

"Eles colocavam as mãos debaixo do vestido dela... os homens tinham 40 anos ou mais", afirmou.

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3 - FORÇADA A FAZER UM ABORTO

Judy teve três filhos - Liza, Lorna e Joey - mas segundo a Vanity Fair, sua primeira gravidez foi interrompida quando ela tinha apenas 19 anos.

A mãe de Garland e a MGM providenciaram para que o procedimento fosse realizado em silêncio, pois o estúdio não queria arruinar a imagem de sua estrela infantil.

O segundo aborto aconteceu em 1951.

Sid Luft, que até então era namorado de Judy, pediu que ela fizesse o procedimento quando engravidou dele.

Eles se casaram anos mais tarde - no entanto, a gravidez aconteceu enquanto Luft ainda era casado com outra mulher.

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4 - MÚLTIPLAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO E TRATAMENTOS PSIQUIÁTRICOS

Judy apresentava sinais de transtorno bipolar, além de ter episódios frequentes de colapsos nervosos.

De acordo com seu obituário no The New York Times, a atriz esteve em tratamento psiquiátrico desde os seus 18 anos, incluindo terapia por eletrochoque e psicanálise.

Além disso, o histórico familiar da atriz apresentava casos de suicídio: uma de suas tias tirou a própria vida e sua irmã mais velha morreu de overdose de barbitúricos.

A estrela tentou suicídio mais de 20 vezes, de acordo com seu ex-marido Sid Luft.

Depois de ser demitida da MGM em 1950, a cantora tentou tirar a própria vida duas vezes.

Pouco tempo depois, já casada com Luft, Garland cortou a garganta, além de cortar os pulsos e ingerir grandes quantidades de medicamentos.

Judy faleceu no dia 22 de junho de 1969 devido a uma overdose acidental de barbitúricos.

Na época de sua morte, ela estava casada com Mickey Deans, seu quinto marido, e deixou três filhos: a também estrela Liza Minnelli, Lorna Luft e Joey Luft.

(Fonte: The List)

sábado, 31 de agosto de 2019

'JUDY': CINEBIOGRAFIA APRESENTA SUA VERSÃO DE 'OVER THE RAINBOW'

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Renée Zellweger interpreta a Diva das Divas na aguardada cinebiografia, que também ganhou novas imagens na última edição da EW
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Dando vida à atriz Judy Garland em sua fase mais madura, Renée Zellweger emprestou sua voz para um belo cover da clássica canção ‘Somewhere Over The Rainbow’, do filme ‘O Mágico de Oz‘ – estrelado por Garland no auge de sua juventude e que completa agora 80 anos.

Sua versão do hit já está disponível no Spotify e mostra o potencial vocal atriz, que já é conhecida por seu talento musical desde o premiado ‘Chicago‘.

Ouça um trecho:


Também nessa semana,a revista Entertaiment Weeckly divulgou novas e belas imagens do longa.

Veja:




O filme é dirigido por Rupert Goold, aclamado diretor de teatro.

Confira a sinopse oficial:
Inverno de 1968. A lenda do show business Judy Garland chega a Swinging London para performar durante cinco semanas. Já faz 30 anos desde que a atriz ficou mundialmente conhecida por interpretar Dorothy em ‘O Mágico de Oz’; e, se sua voz sofreu com o tempo, sua intensidade dramática aumentou exponencialmente. Conforme se prepara para o show, ela lida com seu gerente, com músicos charmosos e reminiscências de seus amigos e fãs.

Relembre o trailer:


Jessie Buckley, Finn Wittrock, Rufus Sewell e Michael Gambom completam o elenco.

Produção da Pathé e BBC Films, ‘Judy’ estreia em 27 de setembro.