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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

'CARNIVAL ROW': CRÍTICA DA PRIMEIRA TEMPORADA

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Série da Amazon tem um dos roteiros mais consistentes e um dos visuais mais belos de 2019
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SINOPSE:

Criada por René Echevarria (The 4400) e Travis Beacham (Círculo de Fogo), a produção conta a história de Carnival Row, uma espécie de Londres antiga, onde um serial killer está à solta e o investigador Rycroft Philostrate (Orlando Bloom) é o único disposto a parar com os assassinatos e manter a frágil paz.

Entretanto, a chegada de Vignette Stonemoss (Cara Delevingne), uma refugiada das fadas de Turnanoc – que está em guerra, completamente destruída -, força o policial a enfrentar seu passado.

CRÍTICA:

Se na Netflix, a palavra da hora é muita produção e pouca qualidade, na Amazon Prime Video, pelo visto, a meta é lançar poucas séries, mas com uma qualidade que tem surpreendido a todos.

Nos quesitos visuais, roteiro e atuações, as séries e filmes originais da plataforma ganham cada vez mais espaço no coração do público.

Agora, com sua última estreia, Carnival Row, não está sendo diferente e apesar do público estar diante de uma história de fantasia, o roteiro aborda uma temática bastante próxima da realidade atual.

Tratando-se de guerra e diversos refugiados que precisam sair de sua Terra Natal, devido a destruição causada pelo lado opressor, essas fadas, faunos e outras raças precisam encontrar refúgio em locais que as tratam com preconceito devido à suas diferenças físicas e culturais - e esse é um dos pontos mais altos do drama.

Carnival Row apresenta as situações sob uma ótica intrigante e mostra como essas atitudes podem desencadear todo um conflito interno dentro de uma sociedade.

A consistência da dramaturgia consegue se aproximar facilmente da realidade devido à história que estão procurando contar.

É fácil se identificar com os conflitos dos personagens e encontrar pontos chave que passam a sensação de veracidade.

As pequenas falhas da trama estão na quantidade excessiva de personagens apresentados e no fato de que alguns deles não são bem trabalhados, ganhando significado somente perto do final da temporada.

Contudo, isso não afeta a qualidade da produção, já que na hora de apresentar os outros do elenco, a série consegue entregar resultado positivo.

Philo (Bloom), o investigador da Polícia, é o mais interessante de todos, não deixando dúvidas sobre seu protagonismo, com o ator fazendo uma interessante e repleta de camadas, tornando fácil ao espectador se identificar e torcer para que consiga vencer todos os seus percalços.

Por outro lado, Cara Delevingne, como a fada Vignette, segue nos constrangendo com a falta de carisma e talento de sempre - e nos episódios que sua personagem pouco aparece é como se não fizesse falta alguma.

Já Tourmaline Larou (Karla Crome) poderia ter aparecido mais: a fada refugiada que agora trabalha como prostituta sempre demonstra que tem muito mais a apresentar do que o que estamos vendo - e de fato merece um arco maior na próxima temporada.

Imogen Spurnrose (Tamzin Merchant) tem um crescimento grandioso desde sua primeira aparição até a última.

A jovem passa de insuportável a cativante em seu arco, devido a relação criada com seu vizinho, um fauno chamado Agreus Astrayon (David Gyasi), que possui um ar de mistério que desperta no espectador a vontade de descobrir tudo sobre seu passado e planos futuros.

Absalom Breakspear (Jared Harris) e Piety Breakspear (Indira Varma) são o casal que irá providenciar alguns plots twist.

Não é surpresa que a atuação de Harris esteja no ponto certo, mas é preciso exaltar Varma pela incrível performance entregue - aqui, ela brilha como não pôde brilhar em Game Of Thrones.

Caroline Ford dá vida a Sophie Longerbane e a partir do momento em que sua presença se torna forte dentro da produção, o público começa a viver um misto de sentimentos em relação a ela.

O mesmo pode-se dizer de Jonah Breakspear (Arty Froushan), afinal, os dois são protagonistas de um final de temporada amedrontador para quem não é humano.

A direção técnica da série apresenta um excelente resultado, com ângulos e cenas visualmente espetaculares, convencendo o telespectador sobre a existência de Carnival Row – só não despertam a vontade de visitar o local, já que preferimos permanecer vivos – e fazem com que se deseje mais cenas de flashback em Turnanoc.

A trilha sonora também é eficiente e as músicas celtas despertam vontade de ouvir num looping e a arte faz um trabalho incrível, permitindo ao público adentrar este universo, sem dúvidas sobre sua existência.

Se você gosta de mitologia céltica, dramaturgias que abordem temas importantes para a sociedade como preconceitos e boas atuações, não perca tempo e vá conferir.

A primeira temporada encerra com um gostinho de quero mais e faz os oito episódios parecerem muito pouco.

GALERIA DE IMAGENS:



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TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
CARNIVAL ROW
Gênero:
Fantasia urbana, Neo-noir, Político
Criado por:
René Echevarria, Travis Beacham
Baseado em:
A Killing on Carnival Row (roteiro de filme), de Travis Beacham
Elenco:
Orlando Bloom, Cara Delevingne, Simon McBurney, Tamzin Merchant, David Gyasi, Andrew Gower, Karla Crome, Arty Froushan, Indira Varma, Jared Harris
Compositor:
Nathan Barr
País de origem:
Estados Unidos
Produtor (es) executivo (s):
Rene Echevarria, Travis Beacham, Marc Guggenheim, Jon Amiel, Orlando Bloom, Gideon Amir
Produtor:
Orlando Bloom
Locações:
República Checa
Estúdios:
Siesta Productions, Televisão Lendária, Amazon Studios
Exibição:
Prime Video
Nº de Temporadas:
1
Nº de episódios:
8
Tempo de duração de cada ep:
50-67 minutos
Lançamento original:
30 de agosto de 2019 - presente

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

'CARNIVAL ROW': ORLANDO BLOOM E CARA DELEVINGNE CAÇAM ASSASSINO NO PRIMEIRO TRAILER

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A Amazon divulgou um novo trailer da série ‘Carnival Row‘, que traz Orlando Bloom e Cara Delevingne à procura de um assassino
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Confira:


Criada por René Echevarria e Travis Beacham, a trama foi originalmente escrita como um filme, mas posteriormente foi adaptada para o formato de série, que que se passa em um mundo de fantasia Vitoriana repleto de criaturas mitológicas imigrantes, cujas terras exóticas foram invadidas por impérios dos homens.

Proibida de viver, amar e voar com liberdade, essa crescente população luta para coexistir com os seres humanos.

Mas mesmo na escuridão, a esperança sobrevive quando o detetive humano Rycroft Philostrate (Bloom) e a fada refugiada Vignette Stonemoss (Delevingne) reascendem uma relação amorosa perigosa, apesar de uma sociedade cada vez mais intolerante.

Vignette guarda um segredo que põe em perigo o mundo de Philo durante o caso dele mais importante: uma série de assassinatos horrendos que ameaça a complicada paz da cidade.

O Pôster:

O elenco conta com Orlando Bloom, Cara Delevingne, David Gyasi, Tamzin Merchant, Andrew Gower e Karla Crome.

A série vai estrear na plataforma no dia 30 de agosto e já está renovada para a 2ª temporada.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

'PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR': REPETITIVO E ENTREGANDO MAIS DO MESMO, LONGA PROVA QUE SE VOCÊ VIU UM, VIU TODOS

SINOPSE:

O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp).

Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra.

Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

CRÍTICA:

Quem viu um 'Piratas do Caribe' viu todos e assim, quem gosta, vai continuar gostando e quem não gosta, vai continuar desgostando, porque nada mudou com o novo filme, 'Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar', que estreou hoje em 1164 salas em todo o Brasil.

Se o longa é diversão garantida com Jack Sparrow (Johnny Depp), cheia de ação, aventura, maldições e clichês, para os nostálgicos, o longa ainda traz o retorno de Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e apresenta o filho do casal: Henry (Brenton Thwaites).

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Johnny Depp
Johnny Depp é o capitão Jack Sparrow - Fotos dessa postagem: Divulgação/Walt Disney do Brasil
A trama acompanha o jovem Henry Turner em sua busca por Jack Sparrow, pirata que pode ajudá-lo a encontrar o Tridente de Poseidon, artefato mitológico capaz de quebrar a maldição de seu pai, Will, pirata condenado a viver no mar a bordo do Holandês Voador - mesmo navio que aparece em 'O Baú Da Morte' e 'No Fim Do Mundo' e é comandado pelo terrível Davy Jones (Bill Nighy).

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Orlando Bloom
Orlando Bloom e (Brenton Thwaites, em cena do longa
Paralelamente, Henry foi o único a sobreviver ao ataque de Salazar (Javier Bardem), um pirata morto-vivo preso a uma caverna que só quer vingança contra Sparrow.

Ele logo conhece a cientista considerada bruxa, Carina (Kaya Scodelario, a melhor coisa do longa), que está em busca do mesmo tesouro.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Johnny Depp, Kaya Scodelario
Kaya Scodelario é Carina
Todos se encontram, Salazar evidentemente é libertado e pode perseguir Sparrow e seus novos amigos.

Além disso, a coroa inglesa quer prender todos eles, mas não faz a menor ideia dos perigos que enfrentará para isso.

Ah sim, Barbossa (Geoffrey Rush) também volta, claro.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Geoffrey Rush
Geoffrey Rush como Barbossa
A qualidade da produção continua inegável e as atuações continuam as mesmas.

Destaque para os novatos Thwaites e Scodelario, boas adições para a trama.

Já Depp desce a ladeira: está cada vez mais caricato como Sparrow e, algumas vezes, chega a incomodar de tão repetitivo, mas ainda deve ser a grande atração para quem curte a franquia.

E mesmo Bardem também parece atuar no automático ao viver o vilão do longa.

Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar : Foto Javier Bardem
Javier Bardem é o capitão Salazar
O longa possui uma narrativa truncada, com muitas coincidências para fazer a trama evoluir e os personagens se relacionarem.

Os exageros não se resumem ao roteiro, algumas cenas de ação vão além do bom senso, mas sem ousadia, apenas servem para cansar o espectador, como é o caso da fuga após o roubo de um banco.

A correria desenfreada continua como marca registrada, a música não para e a quantidade de informações jogadas no espectador ajudam a esconder os furos enormes de roteiro e problemas, igualmente grandes, de direção.

Com visual sempre arrebatador e produção de arte inspirada, a franquia chega ao seu quinto filme com uma fórmula óbvia, capaz de trazer retornos financeiros, mas que não permite que nenhuma das sequências chegue nem perto da qualidade do filme original.

Dá pra ver - mas que já viu um, já viu todos.

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:
PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR
Título Original:
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MEN TELL NO TALES
Gênero:
Aventura
Direção:
Espen Sandberg, Joachim Rønning
Roteiro:
Jay Wolpert, Jeff Nathanson, Stuart Beattie, Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco:
Adam Brown, Ben O'Toole, Brenton Thwaites, David Wenham, Finn Ireland, Geoffrey Rush, Golshifteh Farahani, Goran D. Kleut, Javier Bardem, Jessica Green, Johnny Depp, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Mahesh Jadu, Martin Klebba, Nico Cortez, Orlando Bloom, Paul McCartney, Robert Morgan, Stephen Graham, Travis Jeffery, Zoe Ventoura
Produção:
Jerry Bruckheimer
Fotografia:
Paul Cameron
Montador:
Leigh Folsom Boyd, Roger Barton
Trilha Sonora:
Geoff Zanelli
Duração:
129 min.
Ano:
2017
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
25/05/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Walt Disney Pictures
Estúdio:
Jerry Bruckheimer Films / Walt Disney Pictures
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

'O HOBBIT: A DESOLAÇÃO DE SMAUG': MUITO MELHOR QUE O PRIMEIRO, LONGA MANTÉM ESPECTADOR GRUDADO NA CADEIRA ATÉ AS CENAS FINAIS, COM BENEDICT CUMBERBATCH DANDO SHOW COMO O DRAGÃO


Após a sonífera primeira parte da trilogia de 'O Hobbit', quem diria que o diretor Peter Jackson voltaria à boa forma mostrada em 'O senhor dos Anéis'?

Diferente de 'Uma Jornada Inesperada', 'O Hobbit: A Desolação De Smaug' - que estreia em mais de mil salas em todo o Brasil - tem ritmo empolgante, drama e ação na medida certa, entregando a aventura que os fãs esperavam e mereciam.

São 639 salas em 3D, e 366 no formato tradicional - em cinemas selecionados, o longa foi lançado com a tecnologia 'high frame rate' (altas taxas de quadros por segundo).

A trama recomeça imediatamente após a batalha final do primeiro longa - os viajantes precisam fugir de Orcs e recebem abrigo e suprimentos de Beorn (Mikael Persbrandt), em preparação para a sua caminhada pela Floresta das Trevas.

Lá e sem Gandalf, Bilbo (Martin Freeman) e os 13 anões precisam lidar com ilusões e lutar com exércitos de aranhas gigantes - cena magistral, impressionante e visceral em exuberante 3D, que faz a luta de Frodo e Sam com Laracna, em 'O Retorno Do Rei', parecer tosca.

Bilbo (Martin Freeman), em cena do longa - fotos dessa postagem: Divulgação - Warner Bros

A primeira novidade em relação ao livro aparece logo na cena inicial.

Saída de 'Contos Inacabados', vemos o encontro secreto entre Gandalf (Sir Ian McKellen) e Thorin, Escudo de Carvalho (Richard Armitage), na taverna Pônei Saltitante - meses antes da jornada em direção a Erebor, os dois fazem planos para recuperar a poderosa Pedra Arken e reclamar o reino dos anões, porquê, afinal, o mago prevê turbulências no futuro.

Essa não é a única boa cena criada a partir de outras obras de Tolkien: de 'Silmarillion', vieram referências à jornada do mago cinzento, que abandona o grupo para investigar o Necromante de Dol Guldur e se no livro 'O Hobbit' essa subtrama nunca é detalhada, aqui o filme faz uso dela para traçar conexões com 'O Senhor dos Aneis'.

Sir Ian McKellen, novamente como o mago Gandalf

E ainda somos agraciados com um espetacular combate!

Embora 'Uma Jornada Inesperada' seja mais fiel ao livro, 'A Desolação de Smaug' apresenta melhor a Terra Média e se alguns fãs podem reclamar de algumas passagens - como a inclusão do elfo Legolas (Orlando Bloom) e sua companheira Tauriel (Evangeline Lilly), o nível de detalhe da adaptação é incrível e as mudanças só estão lá para deixar o longa mais divertido e mais crível.

Tauriel e Legolas, em imagem promocional

Absolutamente criativo, Jackson ainda expande o universo ao apresentar as diferenças entre as raças locais, com os Elfos sendo isolacionistas, os Humanos da Cidade do Lago ambiciosos e os Anões não sabendo lidar com o orgulho ferido.

Esses detalhes proporcionam realismo ao mundo, por mais fantástico que ele seja e a apresentação dessas facções também é importante para criar a transição para o próximo longa - 'Lá e De Volta Outra Vez' - com o diretor sabendo prender o público ao utilizar situações que já deram muito certo em  'O Senhor Dos Anéis'.

Bilbo em cena do longa

Todas as fórmulas que deram certo no passado estão presentes: maneira como a ajuda chega na hora certa, as coregrafias das lutas e até a forma como Bilbo fica obcecado pelo Anel lembram muito a trilogia de uma década atrás.

A maior diferença é o saldo na qualidade técnica, melhor até mesmo em relação ao primeiro filme, principalmente o 3D - com cores marcantes, cenários grandiosos e combates com ainda mais acrobacias.

Os anões

A trilha sonora também agrada, com belas e poderosas composições instrumentais de Howard Shore, embora a canção mais linda da franquia até agora tenha aparecido apenas na primeira parte.

Se 'Uma Jornada Inesperada' deixou os fãs apreensivos, 'A Desolação de Smaug' não só corrige os problemas, como supera o antecessor em todos os aspectos.

Mas o melhor mesmo foi deixado para as cenas finais, estreladas pelo Dragão Smaug.

O dragão em cena

Interpretado pela técnica de captura de movimentos, principalmente os faciais, por um dos melhores atores da atualidade - Benedict Cumberbatch - as cenas são espetaculares, a voz de Cumberbatch é fantástica (prefira justamente por isso a versão legendada), os diálogos divertidos e, quando a coisa esquenta, fica simplesmente espetacular.

Benedict Cumberbatch interpreta Smaug: mais um desempenho soberto de um dos maiores atores da atualidade

Assim como 'Star Wars: Episódio V - O Império Contra-ataca', as coisas ficam sombrias, a tensão cresce e o espectador, extasiado, sabe que problemas maiores virão - a impactante cena final deixa isso bem claro.

Filmaço.

Confira o trailer do longa:

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'O HOBBIT: A DESOLAÇÃO DE SMAUG'
Título Original:
THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG
Gênero:
Aventura
Direção:
Peter Jackson
Roteiro:
Fran Walsh, Guillermo del Toro, Peter Jackson, Philippa Boyens - baseados na obra de J. R. R. Tolkien
Elenco:
Adam Brown, Aidan Turner, Andy Serkis, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch, Bret McKenzie, Cate Blanchett, Christopher Lee, Conan Stevens, Elijah Wood, Evangeline Lilly, Graham McTavish, Hugo Weaving, Iam Holm, James Nesbitt, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, John Callen, Ken Stott, Lee Pace, Luke Evans, Mark Hadlow, Martin Freeman, Michael Mizrahi, Mikael Persbrandt, Orlando Bloon, Peter Hambleton, Ray Henwood, Renee Cataldo, Richard Armitage, Robin Kerr, Ryan Gage, Sir Ian McKellen, Saoirse Ronan, Stephen Hunter, Sylvester McCoy, William Kircher
Produção:
Carolynne Cunningham, Fran Walsh, Peter Jackson, Zane Weiner
Fotografia:
Andrew Lesnie
Montador:
Jabez Olssen
Trilha Sonora:
Howard Shore
Ano:
2013
País:
Estados Unidos / Nova Zelândia
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
13/12/2013
Distribuidora:
Warner Bros
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / WingNut Films
Cotação do Klau:

terça-feira, 23 de abril de 2013

FESTIVAL DE CANNES 2013: KIM NOVAK, ROBIN WRIGHT, ORLANDO BLOOM, NICOLE KIDMAN E ANG LEE



A 66ª edição do Festival de Cinema de Cannes acontece entre os dias 15 e 25 de maio.

Nessas postagens especiais, você vai acompanhar tudo o que estiver sendo falado sobre o evento, um dos principais do cinema mundial.

Veja: 

ROBIN WRIGHT ESTÁ NO ELENCO DO LONGA QUE ABRIRÁ QUINZENA DE REALIZADORES
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'ZULU': SUSPENSE SUL AFRICANO ENCERRARÁ FESTIVAL
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'UM CORPO QUE CAI/VERTIGO': OBRA PRIMA DE HITCHCOCK SERÁ EXIBIDO RESTAURADO E KIM NOVAK SERA HOMENAGEADA DE HONRA
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CONFIRA O JÚRI E RELEMBRE TODOS OS FILMES DA EDIÇÃO 2013
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Agora, vamos lá!

ROBIN WRIGHT ESTÁ NO ELENCO DO LONGA QUE ABRIRÁ QUINZENA DE REALIZADORES

Segundo os sites Deadline e Variety, "The Congress", filme de Ari Folman (de "Valsa com Bashir"), abrirá a Quinzena dos Realizadores, uma seção independente do Festival de Cannes.

O longa - baseado no conto de ficção científica "The Futurological Congress", do polonês Stanislaw Lem - é uma mistura de animação e atuação em tempo real.

Robin Wright interpreta uma atriz que, batizada com o seu próprio nome, decide ser escaneada e digitalizada para uma versão virtual - o acordo fará com que ela ganhe muito dinheiro, mas também com que perca controle de sua aparência e do uso de sua imagem para o estúdio.

Robin Wright em premiere da série "House Of Cards", da Netflix, em Nova York - foto: Jemal Countess/Getty Images

Harvey Keitel, Paul Giamatti, Kodi Smit-McPhee e Danny Huston completam o elenco.

A Quinzena dos Realizadores, criada em 1969, foca em trabalhos independentes e não é competitiva.

Ficções, curtas-metragens e documentários são exibidos no evento, que tem o objetivo de ajudar os cineastas e contribuir para que sejam descobertos pelos críticos e pelo público.

Robin Wright acabou de atuar - e bem - na primeira temporada da primeira série produzida e exibida pelo Netflix - "House of Cards".

'ZULU': SUSPENSE SUL AFRICANO ENCERRARÁ FESTIVAL

Se a super produção de época  da Warner, 'O Grande Gatsby', abrirá Cannes 2013, 'Zulu', suspense dirigido pelo francês Jérôme Salles, vai encerrar a programação do Festival.

Forest Whitaker e Orlando Bloom, em cena de 'Zulu', de Jérôme Salles - foto: Divulgação
Adaptado do romance homônimo de Caryl Férey, o longa é protagonizado por Orlando Bloom e Forest Whitaker, que interpretam dois policias que investigam a brutal morte de uma adolescente na Cidade do Cabo, África do Sul, ao tempo do Apartheid.

'UM CORPO QUE CAI/VERTIGO': OBRA PRIMA DE HITCHCOCK SERÁ EXIBIDO RESTAURADO E KIM NOVAK SERA HOMENAGEADA DE HONRA

Eleito o melhor filme de todos os tempos na enquete da revista inglesa 'Sight & Sound', realizada no ano passado, 'Um Corpo que Cai/Vertigo' (1958), suspense considerado a obra prima de Alfred Hitchcock, passou por um novo processo de restauração, cujo resultado poderá ser conferido na seção Cannes Classics da edição 2013 do Festival.

Na trama, Madeleine (Kim Novak) é uma bela mulher que vem sofrendo com uma crise de identidade, tem visões e um comportamento estranho.

Seu marido pede a John Ferguson (James Stewart), um detetive aposentado e que sofre de acrofobia (medo de altura, o "vertigo" do título original), que investigue as saídas misteriosas da esposa.

Inicialmente ele reluta, mas diante da insistência do colega, concorda em seguir a mulher - o marido acredita que Madeleine esteja sendo possuída por sua bisavó Carlotta, que tinha tendências suicidas.

Foi vendo esse filme que eu fiquei absolutamente apaixonado por Hitchcock e pela cidade de São Francisco, aqui simplesmente esplendorosa.

Kim Novak e James Stewart, em cena de 'Um Corpo que Cai/Vertigo' (1958) - foto: Arquivos do Klau/Universal Pictures

Kim Novak confirmou presença na sessão.

A Diva das Divas, protagonista do longa, será convidada de honra da edição 2013 e entregará um dos prêmios na cerimônia de encerramento, no dia 26 de maio.

Kim atuou em cerca de 30 filmes entre os anos 50 e 90, sendo dirigida, entre outros, por Billy Wilder e Richard Quine, e contracenando, entre outros, com James Stewart, William Holden, Dean Martin, Kirk Douglas, Frank Sinatra, Elizabeth Taylor, Tony Curtis, Marlene Dietrich e David Bowie.

Atualmente aposentada aos 80 anos, Kim protagonizou a série "Falcon Crest" nos anos 80, tornando-se a primeira grande estrela das telonas a migrar com sucesso para as telinhas.

'Um Corpo que Cai' já foi alvo de uma polêmica restauração em 1996, mas os especialistas consideraram que houve alteração nas cores e no som - passado para o formato 5.1.

Confira o sen-sa-cio-nal trailer de 'Um Corpo que Cai/Vertigo':


A revista 'Sight and Sound' publica, a cada 10 anos, uma lista com os melhores filmes de todos os tempos.

Abaixo, confira o último 'Top 10' - filmes e diretores - da revista, publicado em 2012:

1. Um Corpo que Cai (1958), de Alfred Hitchcock - Longa
2. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles - Longa
3. Era Uma Vez em Tóquio (1958), de Akira Kurosawa - Longa
4. A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir - Longa
5. Aurora (1927), de F. W. Murnau - Filme Mudo
6. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick - Longa
7. Rastros de Ódio (1956), de John Ford - Longa
8. O Homem com Uma Câmera (1928), de Dziga Vertov - Documentário
9. A Paixão de Joana d'Arc (1928), de Carl Theodor Dreyer - Filme Mudo
10. 8½ (1963), de Federico Fellini - Longa

CONFIRA O JÚRI E RELEMBRE TODOS OS FILMES DA EDIÇÃO 2013

A 66ª edição do Festival de Cannes divulgou hoje os integrantes do seu júri 2013, presidido pelo diretor americano Steven Spielberg.

O diretor - vencedor de dois Oscars ('O Segredo de Brokeback Montain' e 'As Aventuras de Pi') - Ang Lee, a atriz australiana Nicole Kidman, o ator austríaco Christoph Waltz, o ator e diretor francês Daniel Auteuil, o diretor romeno Cristian Mungiu, a diretora japonesa Naomi Kawase, a diretora inglesa Lynne Ramsay e a atriz indiana Vidya Balan são os nomes anunciados.

Relembre os vinte filmes e seus respectivos diretores que competirão pela Palma de Ouro - prêmio máximo de Cannes:

MOSTRA COMPETITIVA

'Only God Forgives', de Nicolas Winding Refn
'Borgman', de Alex Van Warmerdan
'Behind the Candelabra', de Steven Soderbergh
'La Grande Bellezza', de Paolo Sorrentino
'Jeune et Jolie', de François Ozon
'Nebraska', de Alexander Payne
'La Venus a la Fourrure', de Roman Polanski
'Soshite Chichi ni Naru', de Kore-Eda Hirokazu
'La Vie D’Adele', de Abdellatif Kechiche
'Wara No Tate', de Takashi Miike
'Le Passe', de Asghar Farhadi
'The Immigrant', de James Gray
'Grisgris', de Mahamat-Saleh Haroun
'Tian Zhu Ding', de Jia Zhangke
'Inside Llewyn Davis', de Ethan Coen e Joel Coen
'Michael Kohlhaas', de Arnaud Des Pallieres
'Jimmy P.', de Arnaud Desplechin
'Heli', de Amat Escalante
U'n Chateau en Italie', de Valeria Bruni-Tedeschi

Confira o trailer de 'Only God Forgives', de Nicolas Winding Refn:


MOSTRA 'UM CERTO OLHAR':

'Bling Ring - A Gangue de Hollywood', de Sofia Coppola
'Omar', de Hany Abu-Assad
'Death March', de Adolfo Alix Jr.
'Fruitvale Station', de Ryan Coogler
'Les Salauds', de Claire Denis
'Norte, Hangganan NG Kasaysayan', de Lav Diaz
'As I Lay Dying', de James Franco
'Miele', de Valeria Golino
'L’inconnu du Lac', de Alain Guiraudie
'Bends', de Flora Lau
'L’Image Manquante', de Rithy Panh
'La Jaula de Oro', de Diego Quemada-Diez
'Anonymous', de Mohammad Rasoulof
'Sarah Préferè La Course', de Chloé Robichaud
'Grand Central', de Rebecca Zlotowski

Confira o trailer de 'Bling Ring - A Gangue de Hollywood', de Sofia Coppola:


SEÁNCE DE MINUIT

'Monsoon Shootout', de Amit Kumar
'Blind Detective', de Jeohnnie To

HOMENAGEM A JERRY LEWIS

'Max Rose', de Daniel Noah

SESSÃO ESPECIAL

'Muhammad Ali’s Greatest Flight', de Stephen Frears
'Stop Top The Pounding Heart', de Roberto Minervini
'Week End of a Champion', de Roman Polanski
'Seduced and Abandoned', de James Toback
'Otdat Konci', de Taisia Igumentseva