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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A SEMANA NA TV

Confira o que você vai ver nessa postagem:
SAIBA PORQUÊ O 'JORNAL DA GLOBO' É UM DOS MEUS FAVORITOS
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BENJAMIN BRATT VAI VOLTAR A 'MODERN FAMILY'
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JULIANNE MOORE NEGOCIA PARA ESTRELAR NOVA SÉRIE DA HBO
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ERICA DURANCE PARTICIPARÁ DE UM EPISÓDIO DE 'AS PANTERAS'
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SÉRIE ANIMADA DA DISNEY GANHOU FILME PARA A TV
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'THE BIG BANG THEORY' ESTREOU SÁBADO NO SBT
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'FINA ESTAMPA': NOVELA ENTREGA MAIS DO MESMO, E TEM CARA E JEITO DE TRAMA DAS 19H.
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SÉTIMO ANO DE 'SOBRENATURAL' ESTREIA EM SETEMBRO NOS EUA
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CONFIRA OS SETE ERROS NO FINAL DE 'INSENSATO CORAÇÃO'
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ASHTON KUTCHER: "NOVA TEMPORADA DE 'TWO AND A HALF MEN ' VAI SER UM SUCESSO"
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SILVIO SANTOS, 300 MIL MAIS POBRE, ABALOU O GUARUJÁ COM SUAS PERNAS DE FORA
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Agora, leia:

SAIBA PORQUÊ O 'JORNAL DA GLOBO' É UM DOS MEUS FAVORITOS

Enxuto, inteligente, com colunistas - como Arnaldo Jabor, Nelson Motta, Heraldo Pereira e Carlos Alberto Sardenberg - que falam de um modo que todo mundo entende e com uma dupla de âncoras sen-sa-cio-nal  - Christiane Pelajo e William Waack.

De segunda a sexta, meu bom fim de noite está garantido com o Jornal da Globo, que, desde 1979, é o produto mais analítico e bem acabado do jornalismo da emissora líder de audiência.

E eu sempre me perguntei qual era o principal motivo para que essa equipe fizesse um telejornal tão bem feito como eles fazem.

Agora, finalmente, descobri: é o bom humor de todos!

Confira:

BENJAMIN BRATT VAI VOLTAR A 'MODERN FAMILY'

O ator Benjamin Bratt acertou uma nova participação na comédia Modern Family, após ter estrelado em um episódio da primeira temporada da série.

Bratt irá reprisar o papel de Javier Delgado, ex-marido de Glória - Sofia Vergara - e o pai de Manny - Rico Rodriguez II.

Divulgação
O ator Benjamin Bratt

A trama da série gira em torno de três casais, mostrando a vida de uma família mais tradicional, de um casal gay e de um homem que casou com uma mulher 25 anos mais nova.

De acordo com o site Entertainment Weekly, no episódio Javier decide levar Manny para assistir uma corrida, o que causa ciúmes em Jay - Ed O’Neill -, o padrasto dele.

Com isso, os dois começam a competir pela atenção do garoto.

Ontem, a CBS divulgou um pôster da terceira temporada.

Divulgação CBS
O elenco todo está nesse pôster

A terceira temporada de Modern Family estreia dia 21 de setembro nos Estados Unidos e vai ao ar aqui no Brasil pela Fox e pela Band.

JULIANNE MOORE NEGOCIA PARA ESTRELAR NOVA SÉRIE DA HBO

Julianne Moore, indicada a quatro Oscar e seis Globo de Ouro, está em negociações para estrelar a nova série da HBO, Dope, de acordo com o site Deadline.

Divulgação
A Diva Julianne Moore

Baseado no livro de mesmo nome, a trama se passa nos anos 50 e gira em torno de Josephine Flannigan, uma ex-prostituta que, após passar um tempo se recuperando de seu vício com heroína, começa a trabalhar como detetive particular.

A atração será produzida por Todd Haynes, que já havia trabalhado para a emissora na minissérie Mildred Pierce, uma das principais indicadas aos prêmios Emmy deste ano.

Seja na telona ou mesmo na telinha, a Diva Moore é sempre um arraso.

ERICA DURANCE PARTICIPARÁ DE UM EPISÓDIO DE 
'AS PANTERAS'

A atriz Erica Durance nem bem deixou seu papel como a Lois Lane em Smallville, e já vai participar de um dos episódios da nova versão de As Panteras - que está sendo produzida pela rede ABC e que estreia em setembro nos EUA.

Divulgação
A atriz Erica Durance

Nesta adaptação, a trama gira em torno da ex-policial Kate - Annie Ilonzeh -, a ex-corredora Eve - Minka Kelly - e a ex-ladrã Abby - Rachael Taylor -, que são contratadas para combater o crime pelo misterioso milionário Charlie, que conversa com elas através de um viva-voz.

De acordo com o site TV Line, Durance irá interpretar Samantha Masters, uma agente da CIA durona, que possui um passado romântico com Bosley - Ramón Rodríguez -, o assistente de Charlie.

SÉRIE ANIMADA DA DISNEY GANHOU FILME PARA A TV

Em uma tarde de verão em Danville, enquanto esperam a chegada do mascote Perry, os meios-irmãos Phineas e Ferb são arremessados até a Doofenshmirtz Malvados e Associados, onde encontram uma máquina capaz de abrir portais para outras dimensões.

É assim que começa a aventura Phineas e Ferb Através da 2ª Dimensão em um Fabuloso 2D, filme que estreou neste domingo (21), às 20h, no canal pago Disney Channel.

Confira o trailer:
A criançada já conhece os personagens por causa da série que passa no mesmo canal, mas agora eles ganharam um filme próprio com uma história que tem até dimensão paralela.

E quem perdeu pode assistir às reprises, lógico.

'THE BIG BANG THEORY' ESTREOU SÁBADO NO SBT

Uma das séries de maior sucesso dos últimos tempos, The Big Bang Theory finalmente chegou à TV aberta brasileira no sábado (20), quando a comédia estreou no SBT com o título de Big Bang: A Teoria - o canal passa a exibir a primeira temporada do sitcom aos sábados, às 20h15.

O seriado, que estreou nos Estados Unidos em 2007, acompanha a rotina de quatro "nerds" - os físicos Leonard Hofstadter - Johnny Galecki - e Sheldon Cooper - Jim Parsons -, o engenheiro Howard Wolowitz - Simon Helberg - e o astrofísico indiano Raj Koothrappali -Kunal Nayyar - e seu relacionamento com a nova vizinha de Leonard e Sheldon, Penny - Kaley Cuoco -, uma garota bonita mas não muito inteligente, que se mudou de Nebrasca para a Califórnia para tentar se tornar atriz.

Divulgação
O elenco da série

Além de trabalharem no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, os quatro cientistas são fãs de cultura pop, o que traz à série muitas referências do universo das histórias em quadrinho e de filmes e séries "cult", como Star Trek.

A CBS, emissora que produz a série, iniciou as filmagens da quinta temporada na terça (16), e a estreia de novos episódios nos Estados Unidos está prevista para 22 de setembro.

Na TV a cabo brasileira, o canal Warner Channel exibiu a quarta temporada no primeiro semestre deste ano e ainda não tem data confirmada para a exibição da nova temporada no país - atualmente, o canal reprisa episódios antigos às terças-feiras, às 20h30.

The Big Bang Theory concorre ao Emmy deste ano nas categorias melhor série de comédia e melhor ator de comédia - para Jim Parson e Johnny Galecki - premiação acontece em 18 de setembro.

Por seu papel na série, Jim Parson já ganhou o Emmy de melhor ator de série de comédia em 2010 e o Globo de Ouro deste ano na categoria melhor atuação de um ator de série de TV musical ou comédia.

Imperdível.

BIG BANG: A TEORIA
Onde: SBT
Quando: Sábados
Horário: 20:15h.
Cotação do Klau:

'FINA ESTAMPA': NOVELA ENTREGA MAIS DO MESMO, E TEM CARA E JEITO DE TRAMA DAS 19H.

Protagonista de novela é, quase sempre, uma mulher jovem e romântica, mas Aguinaldo Silva parece preferir um caminho diferente para as suas heroínas, que são, geralmente, mulheres ativas, produtivas, independentes e precisam trabalhar para sobreviver.

Foi assim com Senhora do Destino - que teve Maria do Carmo como personagem principal, vivida por Susana Vieira-  e Duas Caras - onde Maria Paula, interpretada por Marjorie Estiano virou caixa de supermercado depois de perder a fortuna.

Agora o autor elegeu a personagem Griselda para o posto em Fina Estampa, a nova novela das nove da Globo.

Na trama, Lília Cabral é Griselda, uma mulher sem vaidades que trabalha fazendo pequenos consertos para sustentar a família e não quer saber de homem desde que o marido, o pescador Pereirinha - José Mayer - desapareceu no mar.

"A história gira em torno da família. E claro que as famílias são geridas por pessoas que são maduras ou têm maturidade. É uma coisa que procuro nas minhas novelas", explica o autor, Aguinaldo Silva.

Griselda foi inspirada em uma portuguesa que o autor conheceu na década de 70 – que levava uma vida simples e tinha integridade inquestionável, e que serve para ilustrar, assim como outros papéis, o fio condutor principal da novela: discutir se o que vale mais é o caráter ou a aparência.

"Para se arrumar, é mais fácil. Mas, para compor, é a personagem mais difícil que já encarei na minha vida", surpreende-se Lília.

"Griselda percebe que está se transformando com o dinheiro", pontua o autor.

Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
O diretor Wolf Maia e o autor Aguinaldo Silva, na festa de lançamento da novela

Com ritmo ágil e um elenco muito mais jovem que a maioria das novelas do horário, a nova novela tem mais cara de novela das 19 do que das 21h.

O destaque desses primeiros capítulos fica por conta de Marcelo Serrado, que interpreta um mordomo bichérrimo da - mais uma vez - perua vivida por Cristiane Torloni.

No mais, é tudo mais do mesmo, uma novela sem nenhum frescor e que ainda tem a cara de pau de copiar descaradamente a história do filho que quer ascender socialmente e  que tem vergonha da mãe humilde, já presente na atual novela das sete, Morde e Assopra.

Já passou da hora da Globo apostar em outros autores para o seu principal horário de novelas.

Com esses véinhos com medo de apostar no novo, não dá mais.

Confira todo o elenco da novela, clicando aqui.

FINA ESTAMPA
Onde: Globo
Quando: de segunda a sexta, às 21h
Cotação do Klau:

SÉTIMO ANO DE 'SOBRENATURAL' ESTREIA EM SETEMBRO NOS EUA

Dia 23 de setembro é quando os fãs americanos vão ver a volta de Sam e Dean Winchester à telinha.

Na estreia da sétima temporada de Sobrenatural, as coisas já vão começar bem tensas para os irmãos.

É o que dá para ver no vídeo promocional.

Assista:

E o sétimo ano ganhou ontem mais um trailer, desta vez, focado nos novos poderes do anjo Castiel.

Confira:

Aguardando a estreia brasileira ansiosamente!

CONFIRA OS SETE ERROS NO FINAL DE 'INSENSATO CORAÇÃO'

A galera noveleira não perdoa.

A vítima da vez foi o final da novela Insensato Coração, recheada de erros.

Com a ajuda de internautas, o crítico de TV do UOL,  Maurício Stycer, aponta no vídeo abaixo sete erros ocorridos na reta final da novela.

Confira:

ASHTON KUTCHER: "NOVA TEMPORADA DE 'TWO AND A HALF MEN ' VAI SER UM SUCESSO"

Em 19 de setembro estreia nos EUA a nona temporada de Two and a Half Men, a primeira sem Charlie Sheen.

Seu substituto Ashton Kutcher esteve nesta quarta (25) no Late Show With David Letterman já meio que promovendo o seriado.

Ele foi vestido com capacete e colete à prova de bala com uma plaquinha "Não sou Dave", tudo por conta da ameaça que Letterman recebeu por ter feito piadas sobre a Al-Qayda.

Divulgação
Ashton no talk show de Letterman

O ator falou sobre seu novo emprego na TV.
“Acho que vai arrebentar. Acho mesmo. Eu tenho dado muita risada [com as gravações de Two and a Half Men]”, contou Kutcher a Letterman.

Kutcher gravou seu primeiro episódio no dia 5 de agosto e contou o que aconteceu nesse dia:
“O teto da Warner Bros. chacoalhou”.

Vamos aguardar.

SILVIO SANTOS, 300 MIL MAIS POBRE, ABALOU O GUARUJÁ COM SUAS PERNAS DE FORA

Silvio Santos foi o personagem do final de semana.

Na sexta, discursou para os funcionários do SBT, reunidos no estacionamento da emissora para a festa dos 30 anos da rede, onde já deixou todos emocionados ao declarar que poderia vender tudo, menos a emissora porquê os funcionários eram "a sua família".

No sábado, já no Hotel Jequitimar do Guarujá, onde o SBT promovia uma festa para anunciantes e colaboradores, mídias inclusive, Silvio, surpreendentemente, subiu ao palco vestido um short rosa e camisa amarela estampada e declarou ter perdido um salário de R$ 300 mil mensais que recebia do Baú da Felicidade, uma das empresas do Grupo Silvio Santos que foram vendidas devido ao rombo do banco Pan-Americano - Silvio afirmou ainda que não recebe mais nenhum salário do SBT, e reagiu às risadas dos funcionários da emissora presentes, quando anunciou que se tornara "voluntário" do SBT.

Reprodução
Silvio Santos no evento de sábado à noite no Guarujá

A gravação exibida pelo SBT durante o Programa Silvio Santos na noite de domingo, deu o segundo lugar de audiência à emissora e rendeu um dos picos de audiência do programa.

No embate com A Fazenda, da Record, a atração do SBT registrou média de 12 pontos de ibope, ante 11 pontos do reality - cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP.

Nas redes sociais, como o Twitter e Facebook, o short do tio Silvio foi um dos assuntos mais comentados: os internautas adoraram o seu visual descontraído no evento do Guarujá.

Acostumados a ver o apresentador de terno e microfone na lapela, muita gente se divertiu com as pernas de Silvio, e elogiaram muito a boa forma do animador e empresário, de 80 anos.

Teve até "colega de auditório" pedindo Silvio em casamento via Twitter.

A-do-ro ele!

*****
ATÉ +!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"A MINHA VERSÃO DO AMOR" É SHOW DE INTERPRETAÇÃO DO ESTUPENDO PAUL GIAMATTI

Pessoalmente considero o ator Paul Giamatti um dos maiores de todos os tempos, disparado.

E confesso que estava aguardando ansiosamente a estreia de "A Minha Versão do Amor".

Aqui, Giamatti impregna coloca tanta verdade na sua personagem, Barney Panofsky, que a impressão é a de estarmos vendo uma cinebiografia baseada em fatos reais.

Ator extraordinário, Giamatti é uma explosão na telona, ao viver o protagonista da versão cinematográfica do romance do canadense Mordecai Richler - atuação que deu ao ator o Globo de Ouro 2011, faltando inexplicávelmente a indicação ao Oscar.

Aqui, Giamatti consegue transitar entre as várias fases e idades de Barney, da juventude à velhice, com uma interpretação de babar, já que Barney não é uma figura simples de entender, nem fácil de gostar.

Produtor de TV zureta, que vive melhor à noite e completamente devotado à bebida e às mulheres, ele leva sua vida em permanente frenezi.

Quando jovem, casou-se em Roma com sua primeira mulher, Clara - interpretada por Rachelle Lefevre - vivendo os anos 1960 no limite do tripé sexo, drogas e rock'n roll.

DivulgaçãoPaul Giamatti e Minnie Driver, em cerna do filme

Como nem tudo o que é bom dura, lá vai Barney partindo para um segundo casamento, com uma mulher judia - como ele - educada,rica e de narizinho permanentemente em pé - interpretada por Minnie Driver.

Os problemas de convivência não são entre Barney e seus sogros pernósticos - Harvey Atkin e Linda Sorenson - , mas entre os sogros e o pai de Barney, o policial Izzy - interpretado por um Dustin Hoffman acima da média - um sujeito simplório, cafona e totalmente sem sem noção, capaz de contar-lhes piadas igualmente sem noção, pornográficas mesmo, durante a festa de casamento - festa que vai ser a perdição de Barney, que se apaixona ali, avassadoramente, por uma convidada, a radialista Miriam - Rosamund Pike - que vai ser a mulher de sua vida.

DivulgaçãoGiamatti e Dustin Hoffman, em cena do filme

Na festa, ainda nenhum dos dois sabe disso, mas as encrencas que se seguem temperam o romance de adoráveis incidentes e alguns desacertos.

A vida de Barney fica bem mais difícil quando ele se torna suspeito do assassinato de seu melhor amigo, o farrista Boogie - Scott Speedman - que desapareceu, para complicar a vida do protagonista, justamente depois de uma longa noite de bebedeira na casa de fim de semana de Barney, diante de um lago grande e profundo.

Um inteligente gancho no desenrolar da história guarda segredo sobre o que teria acontecido com Boogie até o final - até ali, o espectador compartilha de todas as dúvidas possíveis sobre quem é, afinal, este Barney instável, capaz de lembrar-se ao final da vida de todos os seus erros, mas sem pretender ter evitado nenhum.

Poderia talvez ter evitado um só, e ele tem a ver com Miriam.

Paul Giamatti vai da adolescência à velhice de Barney com poucos adereços, e consegue interpreta-lo jovem e velho com o mesmo brilho, num lindo trabalho de ator.

Cinemão dos melhores.

Confira o trailer do filme:


*****
"A MINHA VERSÃO DO AMOR"
Título original:
Barney's Version
Diretor: Richard J. Lewis
Elenco:

Paul Giamatti
Rosamund Pike
Jake Hoffman
Minnie Driver
Scott Speedman
Dustin Hoffman
Produção: Robert Lantos
Roteiro: Michael Konyves, baseado no livro de Mordecai Richler
Fotografia: Guy Dufaux
Trilha Sonora: Pasquale Catalano
Duração: Nada cansativos 132 min.
Ano: 2010
País: Canadá, Itália
Gênero: Comédia Romântica
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: The Harold Greenberg Fund/Serendipity Point Films/Sony Classics
Classificação: 14 anos
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 11 de março de 2011

"EM UM MUNDO MELHOR": SIMPLISTA E ENFADONHO

Ganhador do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira, o dinamarquês "Em um Mundo Melhor", de Susanne Bier, confirma a tradição dos premiados nessa categoria: pouco diz sobre o cinema fora dos Estados Unidos, mas muito repercute junto aos interesses dos norte-americanos.

Temas como bullying, sentimento de culpa europeu diante do 3º Mundo e famílias problemáticas agradam em cheio os votantes da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood, que nesse ano não oscarizaram filmes de valor artístico muito maior, como o argentino "Abutres" e o tailandês "Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas" - ganhador da Palma de Ouro em Cannes 2010.

Aqui, a diretora Bier volta a filmar na sua Dinamarca natal, depois de uma fraca passagem pelo cinema norte-americano com "Coisas que Perdemos pelo Caminho" (2007).

Com roteiro assinado por Anders Thomas Jensen - seu colaborador frequente - e que entrelaça a história de duas famílias consumidas pela culpa e o distanciamento, o filme faz um paralelo entre dois países: Dinamarca e Quênia.

Anton - Mikael Persbrandt - é um médico que viaja frequentemente à África para cuidar de mulheres que foram brutalmente atacadas por um chefão local.
Em casa, ele tenta recuperar o amor de sua mulher, Marianne - Trine Dyrholm - e a confiança do filho, Elias - Markus Rygaard.

DivulgaçãoOs atores Mikael Persbrandt e Trine Dyrholm, em cena do filme

A outra família é a de Claus - Ulrich Thomsen - viúvo e pai omisso que volta da Inglaterra para a Dinamarca com o filho pequeno, Christian - William Johnk Nielsen - depois da morte da mãe do menino.

A vida dos dois garotos vão se cruzar quando Elias é humilhado por outro menino na escola e Christian o defende - a reação é violenta e inesperada, surpreendendo especialmente o pai, já que Christian revela-se um garoto vingativo, com comportamento que coloca em risco a vida não apenas do amigo, mas também de desconhecidos.

O retorno de Anton para casa o reaproxima de Elias, que passa a ver as atitudes do pai com outros olhos.

Influenciado pelo novo amigo, Elias passa a resolver com ele e como ele qualquer tipo de problema usando violência - no Quênia, há um paralelo das ações do médico e das crianças, pois Anton terá a chance de acertar as contas com o chefão da aldeia local, quando ele precisa de sua ajuda.

Susanne e seu roteirista revelam aqui uma história moralizante, onde se questiona principalmente se devemos oferecer a outra face para o inimigo.

A resposta, lógico, não é simples e envolve muita discussão, mas o filme é simplista em seu desfecho, carregando as tintas nas manipulações emocionais e narrativas.

A premissa de "Em um Mundo Melhor" acaba sendo a que, se as pessoas retribuirão, tanto o bem, quanto mal, na mesma moeda, por quê, então não fazer apenas o bem?

Isso tudo a Academia a-do-ra!

Num "perfect world", até que poderia caber,mas no nosso mundo real?

Decepcionante, não fôsse a explosão na telona que é o menino William Johnk Nielsen, de quem, seguramente ainda ouviremos falar muito como ator - é a melhor coisa do filme.

Confira o trailer do filme:


*****
"EM UM MUNDO MELHOR"
Título original:
Hævnen
Diretora: Susanne Bier
Produção: Zentropa Entertaiments 16
Elenco:
Mikael Persbrandt
Trine Dyrholm
Ulrich Thomsen
William Jøhnk Nielsen
Markus Rygaard
Gênero: Drama
Duração: Cansativos 119 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 11/03/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: Dinamarca, Suécia
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"BURLESQUE": SE EU FOSSE A CHER, NEM TERIA SAÍDO DE LAS VEGAS

"Burlesque", de Steve Antin, estreia da cantora Christina Aguilera como atriz, é construído com alguns ingredientes mais que batidos em filmes do gênero: a loirinha divertida e sonhadora, que joga para o ar o avental de garçonete num bar do interior, para viver o sonho de ser cantora em Los Angeles.

Mesmo que Ali, a personagem interpretada pela cantora, não tenha enfrentado tantas dificuldades, sua alma está impregnada pelo sofrimento: trabalhando como garçonete no Burlesque, um bar de strip-tease em Los Angeles, a incansável garota não sossega até convencer a proprietária, Tess - a Diva das Divas Cher, afastada do cinema desde 2003, quando fez "Ligado em Você" e aqui no pior papel de sua carreira notável no cinema, disparado - a contratá-la como dançarina de sua companhia, que diverte os frequentadores do bar.

DivulgaçãoCher e Aguilera, em cena do filme

O passo seguinte é convencê-la de que pode cantar, porquê só a personagem de Cher tem esse privilégio - as demais coristas apenas interpretam os números coreografados por Tess com figurinos de Sean - Stanley Tucci - numa direção de arte, coreografias e iluminação que nem disfarçar serem descaradamente copiados de "Cabaret" (1972), de Bob Fosse.

Mas "Burlesque" não é "Cabaret", muito menos o fantástico "Moulin Rouge" (2001), de Baz Luhrmann, e nem Aguilera é Liza Minnelli ou Nicole Kidman, que não só cantam como interpretam divinamente.

Tudo isso joga contra esse musical de Steve Antin: seu filme não mergulha nos dramas e desafios dos personagens - Tess também é uma sofredora, está afundada em dívidas e prestes a perder o clube, mas o diretor prefere seguir a máxima de que o show tem de continuar, apesar de tudo.

Só que, aqui, o problema é que o tal show se estende por intermináveis 116 minutos, com a apresentação de sucessivos números de dança, que servem de aperitivo para o momento mais aguardado, quando Aguilera finalmente será autorizada a cantar, e ela consegue esse privilégio de forma inesperada, ao entoar à capela um blues de Etta James - a magnífica "Tough Love" - com uma linda voz que comove a plateia.
É o melhor momento, dela e do filme.

A boa recepção à performance da cantora serve de estímulo para Tess reformular os números musicais de seu cabaré, colocando Ali como protagonista.

É aí que entra Nikki - Kristen Bell - a competitiva dançarina que era destaque da companhia, mas caiu em desgraça por causa da bebida e agora vê em Ali uma rival perigosa, só que a loirinha não quer prejudicar ninguém, só pensa em fazer o que mais gosta, cantar.
Se a mocinha não diz nunca a que veio, o que dizer de Nikki, a vilã? Desaparece na trama mal costurada do filme.

Enquanto os números musicais prosseguem, e como o filme parece que nunca acaba, ainda dá tempo para criar uma história romântica para Ali, assediada por um construtor e frequentador do bar, Marcus - Eric Dane, de "Grey's Anatomy" - e também pelo garçom Jack - Cam Gigandet - com quem divide o apartamento onde mora.

"Burlesque" venceu um Globo de Ouro - melhor canção original - "You haven't seen the last of me" - e está indicado a várias categorias do Framboesa de Ouro - aquele que premia os piores do ano.

Eu, se fosse a Cher, continuaria com meus shows em Las Vegas, onde a Diva sempre tem casa lotada.

Voltar às telonas só por voltar?
É muito pouco para uma atriz maravilhosa como ela, ganhadora de um Oscar por "Feitiço da Lua" (1987).

Confira o trailer do filme:



*****
"BURLESQUE"
Título original:
Burlesque
Diretor: Steve Antin
Produção: Screen Gems / Columbia
Distribuição: Sony Pictures
Elenco:
Cher
Christina Aguilera
Eric Dane
Cam Gigandet
Kristen Bell
Stanley Tucci
Julianne Hough
Alan Cumming
Gênero: Musical, Romance
Duração: Infindáveis 119 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 11/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 5 de fevereiro de 2011

NATALIE PORTMAN: "Nunca estive tão em forma"

Durante uma década Darren Anofosky e Natalie Portman conversaram sobre fazer um filme juntos. Havia um tema específico. Tratava-se de um filme sobre uma primeira bailarina obcecada por perfeição. “Toda vez que nós nos encontrávamos eu dizia: 'Darren, eu não estou ficando mais jovem…. Quando vamos conseguir fazer aquele filme de balé?'”, disse a atriz, referindo-se à história que chegou às telas do Brasil na sexta ( 4 ) .“Era realmente uma situação complicada”, complementou Aronofsky. "Desenvolver o roteiro do conceito original até o ponto onde eu estava confiante no material já era uma tarefa complicada. E conseguir levantar financiamento de produção para um filme assim – um drama no mundo do balé – foi-se tornando progressivamente mais difícil à medida em que o tempo passava e a recessão piorava.”

Portman estava com 28 anos quando começou a treinar para o papel de Nina - a protagonista de "Cisne Negro" - e 29 quando as filmagens se encerraram, “uma idade um pouco perigosa para começar a ser uma bailarina”, ela diz, sorrindo. “Natalie é muito rigorosa com ela mesma”, Aronofsky comenta. “ O esforço que ela fez foi incrível. Bailarinas levam em média 20 anos para realmente moldarem o corpo, adquirirem a força e a flexibilidade necessárias. E ainda por cima eu queria que ela fosse uma primeira bailarina!”

"Cisne Negro", desenvolvido por um time de três roteiristas a partir de uma ideia original de Aronofsky - inspirada por O Duplo, de Dostoievski - segue a jornada de Nina, recém-nomeada “prima ballerina” de uma companhia dirigida pelo tirânico Thomas - Vincent Cassel. A personagem enfrenta o desafio de protagonizar uma nova montagem de Lago dos Cisnes sob as múltiplas pressões da responsabilidade, da percebida ameaça de uma bailarina mais jovem - Mila Kunis - e a vigilância de uma mãe controladora - Barbara Hershey.

O trabalho de criar uma companhia de balé fictícia mas verossímel para "Cisne Negro", dentro do modestíssimo orçamento de 17 milhões de dólares representou esforços e sacrifícios de toda a equipe. Nem o diretor nem os astros – Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder – tinham trailers para descansar entre as tomadas. “Estávamos todos ou no set ou em camarins, o que realmente dava a sensação de sermos uma companhia de balé”, diz Kunis, que faz a bailarina Lilly, substituta de Nina na produção de "Lago dos Cisnes" que é o foco da trama. “Vivíamos um pouco como bailarinos: ou estávamos treinando ou estávamos trabalhando.”

Portman submeteu-se a um rigoroso programa de cinco horas diárias de exercícios: uma hora de natação, uma hora com pesos e aparelhos e três horas de balé. Isto combinado a uma dieta de muita proteína e baixa gordura. Nos últimos dois meses antes das filmagens o coreógrafo Benjamin Millepied começou a trabalhar com Natalie nos aspectos coreográficos do filme, adicionando mais três horas ao seu preparo. “Era uma vida muito monástica, muito rigorosa.” diz Natalie. “Foi como se eu estivesse no convento por um ano. Mas nunca estive tão em forma, dez quilos mais magra, super flexível. Mas confesso que assim que acabaram as filmagens eu saí para minha primeira refeição fora do convento! Massa, sorvete, pão… Sou uma pessoa que preza muito os prazeres. Adoro comida.”

Aronofsky e seu diretor de fotografia Mathew Libatique - parceiro desde os tempos em que ambos eram alunos do American Film Institute - completaram o preparo com sua própria imersão no universo da dança, vendo o máximo de produções de "Lago dos Cisnes", acompanhando a temporada do American Ballet Theater em Nova York e, finalmente, contando com a ajuda e assistência técnica do Royal Ballet britânico. “O mundo do balé é muito fechado em si mesmo, muito insular”, Aronofsky conta, “Foi preciso muita paciência, muita demonstração da nossa seriedade de intenções para que houvesse colaboração. Ainda mais porque, desde o começo, eu pedi acesso às coxias, aos ensaios. Isso é tabu no ballet, é fechado aos de fora. Mas para mim, como realizador, era claro que eu precisava compreender todo o processo. E Mat precisava compreender os movimentos dos bailarinos. Desde o começo queríamos filmar a experiência de dentro para fora. Do palco, não da plateia.”

Embora a história seja 100% fictícia, todos no elenco e na criação de "Cisne Negro" enxergam um paralelo com a verdadeira trajetória de George Balanchine, o carismático bailarino e coreógrafo russo que criou o American Ballet nos anos 1950, responsável por uma das versões atuais do balé e famoso por eleger e destronar suas primas ballerinas. “Há um paralelo, sim”, diz Vincent Cassel.”E no início o personagem de Thomas era russo. O paralelo está na obsessão com a perfeição, na busca de algo sempre melhor, e no modo como ele abraçava sua sensualidade. No palco o balé clássico pode parecer algo abstrato, mas na verdade estamos lidando com corpos, com pessoas no auge da forma física. Balanchine tornou-se sinônimo dessa dualidade.”

Os elementos finais de "Cisne Negro" vieram com o uso de efeitos digitais e com a trilha de outro colaborador assíduo de Aronofsky, Clint Mansell, que criou variações em cima da música de Tchaikovsky. “Queria um uso muito preciso e sutil dos efeitos”. Diz Aronosfsky. “O espelho é um elemento muito importante no filme, e usamos vários efeitos muito precisos para criar o ambiente que eu queria. Minha maior alegria foi quando exibimos o filme para o American Ballet Theater, e quando exibimos para o pessoal da Pixar e as duas plateias adoraram! Pensei: se conseguimos convencer essa turma, o filme deve ser bom…”

*****

Matéria de ANA MARIA BAHIANA
Especial para o UOL, de Los Angeles, EUA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"CISNE NEGRO": A FACE MAIS ESCURA DA VIDA DE UMA BAILARINA

A crítica Neusa barbosa bem lembrou: desde seu filme de estreia, "Pi" (1998), o diretor Darren Aronofsky não ia tão longe num mergulho na psicose como ele faz em "Cisne Negro", um dos mais sinistros retratos do mundo do balé desde "Os Sapatinhos Vermelhos" (1948), da dupla inglesa Michael Powell e Emeric Pressburger.

Da maneira como o filme é meticulosamente orquestrado, o espectador é levado a vivenciar e a mergulhar na visão de mundo de Nina Sayers - a espetacular atriz israelense
Natalie Portman - e, junto com ela, enxergamos os fantasmas e delírios da delicada bailarina, que ganha o cobiçado posto de protagonista do Balé de Nova York em "Lago dos Cisnes".

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Natalie Portman em cena do filme

O papel exige da intérprete que o executa não só perfeição técnica, o que Nina certamente domina, como uma dualidade psicológica avassaladora e, aparentemente, sua natureza frágil e tímida, na qual toda sensualidade e agressividade estão severamente reprimidas, só encontra caminhos para interpretar a virginal princesa Odete, o Cisne Branco.

A Odile, astuciosa e pérfida, o Cisne Negro, resta oculta e dormente, em algum ponto perdido de sua psique, que ela precisa desesperadamente despertar.

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O pôster do filme em português não diz sobre o filme; prefiro o americano - veja abaixo

Esta impressionante viagem ao mundo interior de uma jovem bela e neuroticamente frígida, em pânico diante da possibilidade de entrega física e emocional, tem - e todos os críticos citam isso - um sem número de citações de "Repulsa ao Sexo" (1965), de Roman Polanski - em que a Diva francesa Catherine Deneuve interpretava a mulher psicoticamente dividida, ilhada em seu apartamento.

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Foto de divulgação de Natalie Portman para o filme

Atriz muito acima da média nos dias de hoje, talentosa, sexy, densa e dedicada, Portman supera aqui não poucos obstáculos, inclusive físicos, para interpretar solidamente esta Nina trágica, que desperta piedade e medo quase ao mesmo tempo.

A atriz estraçalha pré-conceitos, não se preocupa nem pestaneja por sua já sólida imagem conquistada, e não hesita numa cena de masturbação, nem em outra de sexo lésbico - que, na verdade, são as que menos impressionam, mas são as mais faladas e comentadas do filme.

Natalie exprime o melhor de sua arte quando traduz a dualidade extrema desta mulher fraturada, que não encontra sua síntese, e seu sofrimento transpira humanidade, força, demência, amargura, e a impressionante solidão ao ir até um lugar onde absolutamente ninguém pode segui-la.

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Miss Portman arrebatando o Globo de Ouro; a próxima estatueta a ir para a sua coleção 2011 será o Oscar de Melhor Atriz

Ao seu lado, um competentíssimo quarteto de atores contribui para o resultado magistral: o francês Vincent Cassel - o diretor da companhia que a pressiona e quer conquistá-la, sem decifrar seu tumulto interior; sua mãe - Barbara Hershey,uma ex-bailarina que se projeta no sucesso da filha, e que procura criar uma redoma de proteção para sua criatura, mas exagera na dose; sua colega e rival, Lily - Mila Kunis, que funciona como um contraponto da jovem sensual e livre que Nina não sabe ser, e Beth McIntyre - Winona Ryder, a surpresa do filme, a assustadora veterana que a precedeu no papel e enlouquece quando tem de aposentar-se da companhia - projetando assim um sombrio futuro para as bailarinas mais velhas.

Sem a fotografia contrastada de Matthew Libatique e a montagem genial de Andrew Weislum - ambos indicados ao Oscar -, este pesadelo barroco jamais poderia se mostrar por inteiro.

Se "Cisne Negro" é para mim, o melhor filme que ví em muitos anos, certamente, é porque todos estes componentes se ajustaram da maneira mais consistente, Darren Aronofsky parece estar no melhor de sua forma e pode, sim, conquistar este ano seu primeiro Oscar como diretor.
O mesmo vale para essa estupenda atriz que se chama Natalie Portman, que já levou pelo papel o Globo de Ouro e o SAG - do Sindicato dos Atores - e que, na arrebatadora cena final está, simplesmente, perfeita - assista ao filme, que você entenderá o que eu quis dizer.

Confira o trailer do filme:


*****
NOTA: Postei aqui o pôster americano, porquê é beeeeem mais legal que o brasileiro:

"CISNE NEGRO"
Título original:
Black Swan
Diretor: Darren Aronofsky

Produção e Distribuição: Fox Films
Elenco:
Natalie Portman
Mila Kunis
Vincent Cassel
Barbara Hershey
Winona Ryder
Gênero: Drama, Suspense
Duração: Fantásticos e arrebatadores 108 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 04/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

(se tivesse nota maior que 10, eu dava)