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sexta-feira, 25 de março de 2011

"VIPs": WAGNER MOURA BRILHA NA HISTÓRIA REAL DO FARSANTE QUE ENGANOU MUITOS, ATÉ O AMAURY JR!

Quantas pessoas é possível enganar de uma vez só, e por quanto tempo?

O tema foi bem explorado em "Prenda-me se For Capaz" (2002) - de Steven Spielberg e estrelado por Leonardo Di Caprio - e outros filmes, mas faltava nas telonas do Brasil uma visão brasileira desses temas tão nacionais, que são a fraude e a mentira.

Agora não falta mais.

Marcelo Nascimento da Rocha poderia ter feito carreira como um criativo escritor - cabeça para criar boas histórias ele tem.

Mas, ela acabou fazendo de sua vida - que começou como filho de mãe solteira e pai desconhecido - toca calcada em mentiras e fantasias, para fazer-se passar por outras pessoas, de sobrinho do dono de uma companhia de ônibus a herdeiro de uma grande empresa aérea

A farsa durou muito tempo, e Marcelo acabou terminando na cadeia, onde está até hoje.

Sua incrível história de vida inspirou o livro "VIPs - Histórias Reais de um Mentiroso", de Mariana Caltabiano, que serve de base ao roteiro de "VIPs", assinado por Bráulio Mantovani e estrelado por Wagner Moura, e que levou quatro prêmios no Festival do Rio 2010: melhor filme, ator - Moura -, atriz coadjuvante
- Gisele Froes - e ator coadjuvante - o argentino Jorge D'Elia.

A própria autora do livro realizou também o documentário "VIPs - Histórias Reais de um Mentiroso", que tem estreia prevista para abril.

Um dos atores mais requisitados do país - e já com trabalho agendado em Hollywood, na ficção científica "Elysium", do sul-africano Neill Blomkamp, de "Distrito 9", que começa a rodar em julho -, Moura recria o personagem real, sintonizando sua busca de identidade e de uma figura paterna.

Confira entrevista de Wagner Moura para a Folha.com:


O ator interpreta Marcelo desde a adolescência, quando o garoto, filho da cabeleireira Sílvia - Gisele Froes -, começa a imitar os colegas e professores na escola - aí começa sua inadequação e a rejeição dos outros, que o intitulam de "bizarro".

Sem conseguir lidar com essa frustração - com tudo e uma certa indiferença da mãe -, Marcelo embarca num ônibus, já fingindo ser parente do dono da empresa proprietária.

Seguindo o sonho de tornar-se piloto de avião - a profissão do pai ausente -, Marcelo torna-se piloto de traficantes que fazem a rota Brasil-Paraguai, adota o nome de Dumont, depois, de Carrera, protegido do chefão argentino - interpretado por Jorge D'Elia.

Depois de uma prisão, em que não entrega ninguém, Marcelo tem que sair de circulação e volta para casa com muitos dólares dados pelo chefe não denunciado.

É nesse ponto de sua vida que inventa a sua maior aventura: aluga um helicóptero, que ele mesmo pilota, e, acompanhado de dois seguranças, desembarca em pleno Carnaval num hotel de luxo, em Recife, usando o nome de Henrique Constantino, herdeiro da companhia aérea Gol.

DivulgaçãoRoger Gobeth e Wagner Moura, em cena de "VIPs"

O episódio, real, é famosíssimo, e já entrou para o anedotário da Imprensa brasileira: como Henrique, o farsante deu entrevista no programa de Amaury Jr. - que aparece no filme reencenando a entrevista -, o que chamou a atenção da polícia, levando-o a outra prisão.

"VIPs" não segue passo a passo a extensa lista de golpes de Marcelo - que hoje cumpre pena em presídio em Cuiabá -, mas preocupa-se em definir um perfil do protagonista.

O roteiro é muito bom, a direção de Toniko Melo é muito feliz e, por conta da interpretação minimalista e maravilhosa de Wagner Moura, pode-se enxergar a fragilidade por trás da farsa de Marcelo, mesmo sem aprovar sua conduta.

É, desde já, um dos melhores filmes brasileiros do ano.

Confira o trailer do filme:


*****
"VIPs"
Título original:
VIPs
Diretor: Toniko Melo
Produção: O2 Filmes/Fernando Meirelles/Paulo Morelli/Bel Berlinck
Roteiro: Bráulio Mantovani
Distribuição: Universal Pictures
Elenco:
Wagner Moura
Juliano Cazarré
Emiliano Ruschel
Jorge D'Elía
Gisele Fróes
Arieta Correia
Norival Rizzo
Roger Gobeth
Gênero: Baseado em fatos reais, Comédia, Drama
Duração: Saborosos 96 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 25/03/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: Brasil
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"UM LUGAR QUALQUER": STEPHEN DORFF DIRIGIDO POR SOFIA COPPOLA MOSTRA QUE É UM DOS MELHORES ATORES DE SUA GERAÇÃO

A primeira cena de "Um Lugar Qualquer" já dá a dica do que vamos ver: um homem, numa Ferrari preta, dá diversas voltas numa pista circular; depois de um tempo, ele pára, desce da máquina, olha em volta redor com cara de "onde estou?".
A resposta vem com o título do filme, que aparece em seguida.

Ele é o astro de cinema Johnny Marco - interpretado por Stephen Dorff - e a transformação pelo qual ele passa é direcionado para sua filha de 11 anos, Cleo - Elle Fanning, de "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Johnny mora no Chateau Marmont - um dos hoteis mais famosos de Hollywood, que serve de abrigo a muitas celebridades.

Mais tarde, depois de passar um tempo cuidando da filha, a mesma Ferrari da primeira cena terá outro significado.

Vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2010, Sofia Coppola - que assina roteiro e direção - nos direciona ao seu filme mais famoso, "Encontros e Desencontros" (2003) - aqui, ela lida com os temas que são constantes em sua obra: a solidão, o amadurecimento, os relacionamentos familiares - mas nem por isso ela se repete.

DivulgaçãoStephen Dorff e Elle Fanning, em cena do filme


Grandes cineastas dirigirem o mesmo filme várias vezes, isto é, tem o talento de contar a mesma história por diversos ângulos, e Sofia, legítima herdeira do pai Francis Ford, faz um cinema que ao mesmo tempo vai contra e enfrenta os padrões norte-americanos atuais, onde tudo deve ser muito explicado e acontecer de forma rápida, muito rápida.

Seus filmes têm um ritmo próprio, e "Um Lugar Qualquer" baixa o nível da adrenalina e encadeia sua narrativa de forma pausada e nada arrastada ou monótona, apoiado no relacionamento dos personagens centrais.

O que conduz a trama é o estreitamento dos laços entre pai e filha: ela entra no mundo dele, mas leva consigo o dela.

A vida de Johnny no famoso hotel é cercada de regalias e marasmo: entre a promoção de um filme e a rodagem de uma cena para outro, ele leva Cleo à aula de patinação no gelo, ou brinca com seu "guitar hero", ou se entedia diante do show particular de duas strippers.

Se a vida do ator é um vazio existencial, a de Cleo parece ter tudo no lugar: ela é uma espécie de subversão das personagens femininas de Sofia, que, em projetos anteriores, apareciam perdidas no mundo e em constante crise.

A identidade da garota ainda está em formação mas, mesmo assim, ela parece muito mais segura e confiante do que o pai, e tem suas dúvidas - todas pertinentes à sua idade e amadurecimento.

Sofia Coppola cresceu cercada pelo seu clã - onde se tem cineastas, atores e músicos -e amigos da família.

Pôde, assim, sempre observar de perto como agem, reagem e se movem artistas e celebridades, e essa foi sua inspiração para três de seus quatro longas - o tema está presente além deste, em "Encontros e Desencontros" (2003) e "Maria Antonieta" (2006).

Mas essa não é uma questão que limita em sua obra, já que é como se ela usasse esse vazio existencial das celebridades para falar da crise interna que atinge qualquer pessoa, em qualquer idade ou lugar no mundo.

Para investigar a vida interior que atazana nossas vidas reais, Sofia não precisa de muitos diálogos ou ações: seus filmes, em especial "Um Lugar Qualquer", encontram força em suas imagens, em seus sons, nas trilhas sonoras que tanto dizem sobre os personagens.

Nesse, há uma canção dos Strokes chamada "I'll try anything once", que começa dizendo "Dez decisões dão forma à sua vida e você se dá conta de umas cinco", e é exatamente nessa fissura que está Johnny: decisões que não foram tomadas por ele, mas, mesmo assim, ele precisa lidar com elas.

Em companhia da filha, Johnny viaja à Itália, onde receberá um prêmio, e a partir daí o filme dialoga com a obra de Michelangelo Antonioni, investigando o vazio da vida das personagens que dizem pouco, mas tentam, a todo custo, sobreviver à miséria existencial que as consome, e o recado é que é preciso deixar de lado a pessoa pública, o astro, e reencontrar o ser humano.

"Um Lugar Qualquer" é uma ave rara no cinema norte-americano atual, que tanto privilegia grandiloquência e um clímax arrebatador.

Aqui, Sofia faz um estudo de personagens delicado e complexo, o que transforma "Um Lugar Qualquer" num filme raro - daqueles capazes de fazer as pessoas felizes.

E eu, que já tinha declarado minha admiração à beleza e ao talento de Stephen Dorff desde que o vi interpretando o vampiro vilão Deacon Frost em "Blade" (1998), confirmo aqui que ele se tornou um dos melhores atores de sua geração - Dorff está com 36 anos, e ainda tem muita lenha pra queimar.

"Um Lugar Qualquer" é um filme carregado de sentimentos, que vale cada centavo do ingresso.

Confira o trailer do filme:


*****

"UM LUGAR QUALQUER"
Título original:
Somewhere
Diretora: Sofia Coppola
Produção: Focus Features
Distribuição: Universal Pictures
Elenco: Stephen Dorff
Elle Fanning
Chris Pontius
Michelle Monaghan
Gênero: Drama
Duração: Nada Cansativos 97 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 28/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"NANNY McPHEE E AS LIÇÕES MÁGICAS": MELHOR INFANTIL DO ANO

A babá McPhee é assustadora, com um dente à mostra, verrugas no rosto, nariz torto e tudo que uma boa bruxa malvada pode ter no seu visual.
Mas, no fundo, ela é uma espécie de fada, que aparece misteriosamente para ajudar pais com dificuldade de controlar filhos indisciplinados.

"Nanny McPhee e as Lições Mágicas" - que estreia hoje apenas em cópias dubladas - traz a excepcional atriz britânica Emma Thompson na pele dessa babá misteriosa, que interpretou pela primeira vez em "Nanny McPhee - A Babá Encantada" (2005).
Desta vez seu desafio será estabelecer a paz entre cinco primos de classe social diferente, numa Inglaterra às voltas com as dificuldades impostas pela 2a Guerra Mundial.

Isabel - Maggie Gyllenhaal, de "Batman: O Cavaleiro das Trevas" (2008) - enfrenta dificuldades para cuidar de sua fazenda e dos três filhos, que não param de brigar.
Seu marido foi convocado para lutar na guerra e ela se vê obrigada a trabalhar num armazém para manter a família.

Mesmo atolada em dívidas, resiste à ideia de vender a propriedade, pois ainda tem esperanças de que o marido retornará e a ajudará a superar os problemas.
Mas seu cunhado - Rhys Ifans - tenta convencê-la a mudar de ideia pois, assim, poderá pagar suas dívidas de jogo.

Com todos esses problemas para resolver, Isabel precisa ainda impedir que um casal de sobrinhos, que chegou para passar uma temporada no campo, se atraque com seus três filhos.
A resposta para isso tudo? A chegada da misteriosa babá McPhee, que se oferece para cuidar das crianças e enquadrá-las.

Fotos: Oscar.com e Divulgação-Worktime Titlles/Universal

Na foto à esquerda, a atriz Emma Thompson no último Oscar; à direita, a atriz como a babá McPhee

A primeira impressão é a pior possível para as crianças.
Longe de ser uma versão da carinhosa e divertida Mary Poppins - interpretada magistralmente pela também inglesa Julie Andrews em 1964 - , a babá McPhee mais parece a bruxa que atraiu Joãozinho e Maria para sua casa de guloseimas.

Mas, mesmo com seus métodos disciplinares pouco ortodoxos, ela acaba conquistando a simpatia de todos ao ajudá-los a superar problemas do dia-a-dia.

É a partir daí que acontece a magia: a cada conquista das crianças, seu rosto vai se transformando, ela perde verrugas, cicatrizes, pelos e começa a parecer uma pessoa normal.
Mas a transformação total só ocorrerá quando as crianças aprenderem a última lição, relacionada ao destino do pai e tio delas, que desapareceu nos campos de batalha.

O filme mantém sempre o bom-humor e passa para as crianças mensagens sobre bondade, generosidade, respeito e esperança, e o que é melhor, sem pieguice.

Emma Thompson é uma atriz maravilhosa - sua presença enche a telona - a direção de arte é um primor e a fotografia é de babar.

O único senão, infelizmente, é a qualidade da dublagem - principalmente do elenco infantil,que fala sempre em muitos decibéis a mais.

Confira o trailer legendado do filme:


"NANNY McPHEE E AS LIÇÕES MÁGICAS":
Título original:
Nanny McPhee and the Big Bang
Diretora: Susanna White
Produção: Worktime Titlles
Distribuição: Universal
Elenco:
Emma Thompson
Maggie Gyllenhaal
Oscar Steer
Asa Butterfield
Lil Woods
Eros Vlahos
Rosie Taylor-Ritson
Rhys Ifans
E a participação especialíssima de:
Dame Maggie Smith
Gênero: Infantil, Fantasia
Duração: Corretos 109 mins.
Ano: 2010
Data da Estreia: 17/09/2010
Cor: Colorido
Classificação: Especialmente recomendado para crianças e adolescentes, mas todo mundo pode ver
País: Reino Unido, França, EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 11 de setembro de 2010

A SEMANA NO CINEMA

George Clooney, campeão de bilheteria; Gael Bernal e Diego Luna, juntos novamente; as filmagens de "Capitão América" em Londres; lista de brasileiros indicados ao Oscar; Aston Martin usada por Sean Connery vai a leilão...

Essas, e muitas outras, no resumo semanal de notícias das telonas.

Confira:



GEORGE CLOONEY LIDERA BILHETERIA AMERICANA

George Clooney passou na frente de seus rivais no fim de semana de Dia do Trabalho na América do Norte com a estreia de seu drama "The American", ainda que com uma bilheteria modesta no fim da temporada de férias de verão.

Foto: Giles Keyte/Focus Features LLC/Divulgação
George Clooney em cena do filme "The American"

De acordo com estimativas de estúdios, "The American" arrecadou US$ 13 milhões no período de três dias que começou em 3 de setembro, com um total de US$ 16 milhões desde quarta-feira.

A estreia ficou acima das previsões, mas semelhante ao fracasso de bilheteria
"O Amor Não Tem Regras", que encerrou sua temporada com US$ 31,3 milhões arrecadados.

No filme, Clooney interpreta um entusiasta de armas escondido em uma pitoresca cidade italiana, a direção é fotógrafo de rock Anton Corbijn, em produção da Focus Features, da Universal.

Também estrearam a violenta fantasia "Machete", da 20th Century Fox, na terceira posição com US$ 11,3 milhões, e a comédia romântica de Drew Barrymore
"Amor à Distância" em quinto lugar, com US$ 6,9 milhões.
Os dois filmes estrearam na sexta-feira.

Os campeões da temporada foram "Toy Story 3" (US$ 408 milhões), "Homem de Ferro 2" (US$ 312 milhões) e "A Saga Crepúsculo: Eclipse" (US$ 298 milhões).

Fracassos notáveis incluem "Como Cães e Gatos: A Vingança de Kitty Galore" (US$ 42 milhões), "Coincidências do Amor" (US$ 21 milhões) e "Jonah Hex: O Caçador de Recompensas" (US$ 10,5 milhões).

Filmes em 3-D, como "Toy Story 3" e "Como Cães e Gatos", permitiram que cinemas cobrassem ingressos em média US$ 3 mais caros, chegando a US$ 20 em alguns mercados.
A média do preço dos ingressos foi de US$ 7,88, de acordo com a Hollywood.com Box-Office.


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BERNAL E LUNA, JUNTOS NOVAMENTE EM "FILME TELENOVELA"

Os atores mexicanos Gael García Bernal e Diego Luna protagonizarão com o americano Will Ferrell o filme "Casa de Mi Padre", uma comédia em estilo de telenovela, informa o "The Hollywood Reporter".

EFE
Gael Garcia Bernal, no último festival de Cannes, em maio

Bernal e Luna voltarão a aparecer juntos pela terceira vez na telona, após terem feito em 2001 "E Sua Mãe Também" e mais recentemente "Rudo e Cursi" (2008).

"Casa de mi Padre" será filmado em espanhol sob a direção de Matt Piedmont, um roteirista e diretor de televisão que realiza seu primeiro longa-metragem para o cinema.

No elenco do filme ainda estão Génesis Rodríguez, Pedro Armendáriz Jr., Héctor Jiménez e Adrián Martínez.


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CLINT EASTWOOD: JAMES BOND E SUPER HOMEM?

Clint Eastwood revelou nesta quarta-feira - em entrevista ao jornal
"Los Angeles Times" - que recusou convite para interpretar o agente James Bond.

Segundo Clint, ele teria sido chamado para assumir o papel depois que
Sean Connery abandonou a franquia.

Johannes Eisele/Efe
Clint Eastwood

"Para mim, aquele era o show de outra pessoa. Era a coisa do Sean, não pareceu certo eu fazer aquilo", disse Eastwood.

O ator contou que na década de 1970 também recebeu um convite para interpretar Super-Homem quando a ideia de levar o herói às telas começou a surgir.
"Não há nada de errado com o papel, mas não é para mim. Sempre gostei de personagens mais próximos da realidade".

Daria um ótimo Bond, e um ótimo Super!


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ASTON MARTIN DB5 DE BOND VAI A LEILÃO

Os fãs endinheirados de James Bond terão em breve a oportunidade de adquirir o máximo em matéria de memorabília do agente 007, quando um dos Aston Martin DB5 usados pelo Agente Secreto mais conhecido de Sua Majestade for a leilão, em setembro.

Suzanne Plunkett/Reuters
O Aston Martin DB5 dirigido por Sean Connery em 2 filmes de James Bond

O DB5 - carro esportivo prateado - usado por Sean Connery em
"007 Contra Goldfinger" (1964), lançou a febre de engenhocas pelas quais os filmes sobre Bond, baseados nos romances de Ian Fleming, ficariam famosos.

O DB5 que será posto à venda é equipado com engenhocas que incluem metralhadoras, placas que vão sendo trocadas automaticamente, pulverizador de óleo, de água e lançador de véu de fumaça, coisas que ajudaram 007, auxiliado pela Bond girl Pussy Galore, a derrotar o contrabandista de ouro Auric Goldfinger no sucesso de 1964.

Devem aparecer outras Aston Martin usadas por Bond, em diferentes filmes, porquê nunca usam um carro somente, mas vários.

Uma DB5, também usada em "Goldfinger" e "Thunderball" (1965) foi arrematada em leilão pelo próprio Sean Connery, e no último filme do Agente 007,
"Quantum of Solace" (2008) - com Daniel Craig -, foram usadas nada menos que 14 Aston Martin V12, a maioria destruídas na eletrizante cena de perseguição do começo do filme.


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"A TORRE NEGRA" VAI VIRAR FILME E SERIADO DE TV

O mestre do terror Stephen King terá sua famosa série "A Torre Negra" adaptada para o cinema e para a televisão, numa parceria entre a Universal Pictures e a rede NBC.

Seth Wenig/AP
O escritor Stephen King

A possível adaptação era comentada desde o início do ano e agora foi oficializada.

Os sete livros deverão se tornar três filmes e um seriado de duas temporadas.
A ideia é que os episódios sejam exibidos nos intervalos dos longas e cubram o que ficará de fora da trilogia.

O diretor Ron Howard, o produtor Brian Grazer e o roteirista Akiva Goldsman haviam adquirido os direitos de filmagens, dando início às especulações, e Howard já confirmou que dirigirá o primeiro filme e a temporada inicial da telessérie.

Grande parte dos fãs de King considera esta sua obra-prima e questionam a dificuldade de filmá-la.
Por conta disso é que será feita a divisão entre cinema e televisão, para que se possa abranger toda a história.

"A Torre Negra" acompanha a busca do misterioso Roland, o Último Pistoleiro, em uma terra pós-apocalíptica.
A cada volume o personagem dá um novo passo em direção à Torre Negra e no caminho encontra desafios e aliados inesperados.

Datas e elenco, que deverá ser o mesmo nas duas produções, ainda não foram definidos.


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RONALD REAGAN DE VOLTA ÀS TELONAS

A história da vida de Ronald Reagan - sua infância, passando por sua fase de ator de Hollywood, até virar presidente dos EUA - está prestes a chegar às telonas sob ótica muito diferente da minissérie que causou tantas reações sete anos atrás.

"Reagan" tem orçamento de produção de 30 milhões de dólares, e está previsto para ser lançado no fim de 2011.

Será baseado em duas biografias best-sellers do 40o presidente norte-americano - escritas por Paul Kengor: "The Crusader" e "God and Ronald Reagan."

O roteiro foi escrito por Jonas McCord, que não era fã de Reagan.
"Eu era da opinião que ele era, na melhor das hipóteses, um mau ator, e na pior, um palhaço", disse McCord.

Mas o roteirista, cujos créditos incluem "Malice" e "O Corpo", disse que se sentiu atraído pelo projeto quando pesquisou a criação do ex-presidente.

Ele descreveu a infância de Reagan como "uma pintura surreal de Norman Rockwell, com seu pai católico e alcoólatra, mãe cristã devota, irmão católico e os pensionistas que a família hospedava, e que mudavam sempre."

O filme vai começar com o atentado de 1981 contra Reagan e contar a história do ex-presidente por meio de flashbacks e flashforwards.
Ainda não foram escolhidos atores ou diretor.

A última tentativa de Hollywood de contar a história de Reagan foi a minissérie de 2003 "The Reagans", protagonizada por James Brolin.

A minissérie seria transmitida pela CBS até estourar uma polêmica em torno de seu alegado viés esquerdista, quando ela foi relegada à emissora a cabo Showtime, sendo vista por 1,2 milhão de pessoas.
"Apenas em Hollywood seria possível fazer um filme insultuoso sobre uma figura histórica muito amada, contratar um ator que odeia o homem, ver a produção fracassar comercialmente e então concluir que os americanos não querem ver um filme sobre ele", comentou o produtor Mark Joseph, que adquiriu os direitos sobre os livros quatro anos atrás.

As informações são do "The Hollywood Reporter".


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JOHNNY DEPP É O ATOR MAIS BEM PAGO DE HOLLYWOOD

Os atores americanos Johnny Depp, Ben Stiller e Tom Hanks são os mais bem pagos de Hollywood, segundo o site da revista "Forbes".

Depp, protagonista da saga "Piratas do Caribe", lidera a lista multimilionária com valor anual de U$ 75 milhões.

Divulgação: Disney
Johnny Depp em "Piratas do Caribe"

"Depp esta no topo da nossa lista este ano graças ao seu papel de 'Chapeleiro Maluco' na versão em 3-D de 'Alice no País das Maravilhas' de Tim Burton", declararam os responsáveis do ranking.
O filme da Disney chegou a arrecadar bilhões de dólares na bilheteria mundial.

Stiller ocupa o segundo posto, com renda de U$ 53 milhões, faturados em grande parte com o novo longa da saga "Entrando Numa Fria" e com a produção de filmes como "Megamente", dos estúdios DreamWorks.

Ao embolsar 45 milhões de dólares pela adaptação para o cinema da obra de Dan Brown "Anjos e Demônios", Hanks fecha os três primeiros postos de uma lista na qual seguem Adam Sandler (US$ 40 milhões), Leonardo DiCaprio (US$ 28 milhões) e Daniel Radcliffe (US$ 25 milhões).

Rostos tão conhecidos pelo grande público como Robert Downey Jr. e Tom Cruise (ambos com US$ 22 milhões), assim como Brad Pitt (US$ 20 milhões) e George Clooney, com renda de US$ 19 milhões, também entraram na relação.

Para elaborar este ranking, os responsáveis pela Forbes conversaram com agentes, produtores e advogados especializados no mundo de Hollywood para calcular a renda que os atores faturaram graças à participação em filmes e com contratos publicitários em junho de 2009 e 2010.


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MinC DIVULGA LISTA DE FILMES BRASILEIROS, CANDIDATOS AO OSCAR

O Ministério da Cultura divulgou na quarta-feira os 23 filmes que concorrem à indicação do país para tentar o prêmio de melhor filme estrangeiro da Academia de Artes e Ciências de Hollywood - Oscar.

O nome da produção brasileira escolhida será anunciado por uma comissão especial de seleção no dia 23 de setembro, os cinco filmes selecionados para concorrer ao prêmio serão anunciados em 25 de janeiro do próximo ano, e a cerimônia de premiação será em 27 de fevereiro de 2011.

"A comissão de seleção que irá escolher o filme brasileiro é composta por membros indicados pelo gabinete do Ministério da Cultura (MinC), pela secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), pela Agência Nacional de Cinema do Brasil (Ancine) e pela sociedade civil organizada, representada pela Academia Brasileira de Cinema (CBC)", informou o ministério em seu site.

Confira os 23 filmes na disputa:

As Melhores Coisas do Mundo
A Suprema Felicidade
Antes que o mundo acabe
Bróder
Carregadoras de Sonhos
Cabeça a Prêmio
Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos
Chico Xavier
É Proibido Fumar
Em Teu Nome
Hotel Atlântico
Lula, o Filho do Brasil
Nosso Lar
Olhos Azuis
Ouro Negro
O Bem Amado
O Grão
Os Inquilinos
Os Famosos e os Duendes da Morte
Quincas Berro D'água
Reflexões de um Liquidificador
Sonhos Roubados
Utopia e Barbárie


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CHRIS EVANS: NOITES SEM DORMIR ANTES DE
SER O CAPITÃO AMÉRICA

Nessa semana, O repórter Alessandro Giannini, do UOL CINEMA, foi até a cidade de Shepperton, Inglaterra, onde "Captain America: The First Avenger" está sendo filmado.

Confira:

Localizados a uma hora de Londres, na Inglaterra, os Estúdios Shepperton abrigam no momento duas grandes e esperadas produções: "The Invention of Hugo Cabret" - novo filme de Martin Scorsese - e "Captain America: The First Avenger", de Joe Johnston.

O UOL Cinema esteve nessa fábrica de sonhos, cujos galpões foram cenário de grandes momentos do cinema, como por exemplo a cerimônia final do primeiro "Guerra nas Estrelas" (1977).

Foi lá também que a reportagem conheceu detalhes do novo filme da Marvel em parceria com a Paramount, mais um capítulo na saga dos Vingadores - o grupo de super-heróis cujo filme coletivo foi anunciado na última Comic Con.
A estreia está prevista para 22 de julho de 2011.

Arquivos do Klau
Chris Evan e Hugo Eawin, na última Comic Con

O ator, aliás, passa por muitas transformações no filme, que mostra a origem do patriótico herói americano de um jovem franzino obcecado pela ideia de combater em favor de seu país ao herói de poderes quase sobrenaturais adorado pelos americanos.
"Será mesmo um filme de época", diz Feige, em entrevista a um grupo de jornalistas de várias partes do mundo do qual o UOL Cinema fez parte.
"O filme todo será ambientado no início dos anos 40. Mas a guerra, bem, não será exatamente 'a' guerra mundial, mas uma elaboração ficcional dela."

Ainda segundo Feige, no primeiro terço da história, até o momento em que Rogers aceita passar por uma experiência secreta promovida pelo Exército americano, Evans será retratado como um jovem franzino.
O método usado foi explicado pelo supervisor de efeitos especiais, Christopher Towsend, que mostrou testes em que apenas a cabeça do ator apareceria no corpo de um outro ator de compleição física mais magra.
E, em outro teste, o corpo do próprio Evans passaria por uma espécie de ferramenta de maquiagem digital para ser encolhido. "Optamos por preservar a interpretação dele, em vez de fazer essa colagem", disse o técnico, em uma rápida explicação sobre o método.

Evans, que está em seu sexto filme como personagem de histórias inspiradas em quadrinhos - depois de duas aparições como Tocha Humana em "Quarteto Fantástico", uma em "Tartarugas Ninja", uma em "Os Perdedores" e outra em "Scott Pilgrim Contra o Mundo" - disse que queimou muita pestana antes de aceitar o papel de Steve Rogers/Capitão America.
"Fiquei noites sem dormir antes de decidir se aceitaria ou não", disse ele.
"Foi uma decisão difícil, até porque já passei por isso, não sabia como os fãs iam reagir e, também, é algo com que terei de conviver até os meus 40 anos. Não é algo muito fácil. Mas acho que vale a pena."


*****

Até +!




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"MEU MALVADO FAVORITO": A VOLTA DA UNIVERSAL STUDIOS À ANIMAÇÃO

Primeira animação em 3D do estúdio Universal, "Meu Malvado Favorito" quer conquistar seu espaço no território que a Pixar tem dominado.

Oferece um filme de qualidade, divertido e visualmente atraente, diminuindo, de certo modo, o prejuízo frente à dianteira indiscutível do estúdio liderado por John Lasseter, e que produziu sucessos mundiais como "Toy Story", "Vida de Inseto", "Monstros S.A.", "Carros" e "Procurando Nemo".

"Meu Malvado Favorito" estreia em circuito nacional, exclusivamente em cópias dubladas, nas versões 3D e também 2D - aliás, é uma pena que não tenhamos nenhuma cópia legendada, não permitindo termos acesso às vozes originais de Steve Carell (como Gru) e Dame Julie Andrews (sua mãe).

Partindo de uma ideia do produtor executivo Sergio Pablos, o roteiro de Cinco Paul e Ken Daurio desenvolve-se em torno do autointitulado maior vilão do mundo, que atende pelo nome de Gru - na versão brasileira, com voz do comediante Leandro Hassum.

Tronco robusto, pernas finas, um sotaque indecifrável, olheiras, careca e nariz pontudo, Gru é um especialista em maldades indiscutíveis, embora miúdas - como estourar um balão na cara de um garotinho e congelar com uma arma especial todas as pessoas à sua frente numa fila de lanchonete, apenas para pegar seu lanche primeiro.

Divulgação: Universal
Gru congela as pessoas na fila da lanchonete, só para passar à frente

São malvadezas meio infantis e que, por isso, inspiram uma certa simpatia, o que deve acontecer especialmente junto ao público infantil que é o alvo do desenho.
Ao longo da história, nota-se o quanto Gru tem dentro de si um coração de criança que não encontrou espaço para crescer, diante de uma mãe excessivamente crítica e dominadora.

Tal como no mundo corporativo da vida real, nessa competição de "maior vilão do mundo", ele encontra pela frente alguém mais jovem - o nerd Vetor - voz de Marcius Melhem - que acaba de roubar nada menos do que uma das pirâmides do Egito, colocando em seu lugar uma imitação inflável que tapeou turistas e autoridades.

Para contrabalançar a façanha do garoto, Gru decide que vai roubar a Lua, contando com a assessoria de seu cientista maluco particular, o doutor Nefário, e o incontável exército de seres amarelinhos que o assistem, os fiéis mas atrapalhados minions.

Essa história de roubar a Lua, Freud explica: quando era pequeno e assistia à chegada dos astronautas ao satélite pela TV - ao som de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes - Gru queria de todo modo chegar lá também.

Muitos anos depois, o sonho ressurge, mas agora ele precisa de uma ferramenta, uma arma que dispare raios encolhedores, para poder transportar a Lua.

Um momento muito engraçado, inspirado na vida real, é quando ele procura financiamento para desenvolver a arma junto ao Banco do Mal - onde uma placa informa que o banco se chamava antes Lehman Brothers, o notório banco de investimentos nova-iorquino que pediu concordata em 2008, no meio da crise econômica mundial.

Essa é uma das poucas piadas destinadas aos adultos, pais das crianças que as acompanharem no filme, já que a história centra-se bem mais nas situações em torno do envolvimento de Gru com um trio de órfãs - Margo, Edith e Agnes - que vivem tristes num orfanato, sob a direção da despótica senhorita Hattie, e tentando vender biscoitos de porta em porta.

Quando descobre que o rival Vetor é louco pelos biscoitos, Gru decide adotar as meninas e usá-las para entrar na bem-guardada fortaleza de Vetor - que tem uma arma de raios de encolher prontinha para uso, o que resolve o problema de Gru não ter conseguido seu financiamento no Banco do Mal (mais adiante, na história, se saberá porquê).
Como é de se esperar, o tiro sai pela culatra, as meninas são mais espertas e sedutoras do que Gru esperava e a situação evolui em outras direções.

Veja o trailer do filme:



CRÍTICA

Não vá assistir a "Meu Malvado Favorito" esperando um filme que acompanha a tendência de animações que refletem sobre a condição humana, como Toy Story, Persepolis, Como Treinar Seu Dragão ou Wall-E.

Aqui, a pretensão é mais modesta: divertir as crianças, e, para isso, é construído com o olhar dos pequeninos sobre o que é maldade, provocando, para os adultos, uma sensação de visão romântica.

É aquele malvado dos desenhos animados que, no fundo, é bonzinho e só precisa de uma chance para provar.
O filme dá a Gru essa chance ao colocar em seu caminho três crianças de um orfanato que aguardam por adoção, já que, ainda criança, ele foi rejeitado pela mãe e, por isso, tornou-se um adulto mal encarado.
Para sustentar seu título de “o mais malvado do mundo”, cria um “singelo” plano: roubar a lua!

Essa estréia dos Estúdios Universal na animação desse século - o estúdio produziu em outros tempos pérolas como "Pica Pau" - não é aquele tipo de filme que tem várias camadas ou que reverbera para além da sala de cinema.

Na verdade, em relação aos personagens, sejam adultos ou crianças, o filme é bem simples – não há a metáfora da morte como em Toy Story 3 ou como os pais lidam com as escolhas dos filhos, caso de Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar.

Talvez justamente por ter como público alvo os pequeninos espectadores que irão obrigar os pais a levá-los ao cinema, a história aposta na jornada de transformação do herói – no caso, um malvado de carteirinha.

Cores, planos mirabolantes e um time muito interessante de coadjuvantes - The Minion, as estranhas criaturas amarelas que auxiliam Gru na missão de roubar a lua - garantem aos adultos uma animação simpática e às crianças uma viagem divertida.

Os efeitos especiais da empresa francesa Mac Guffe Ligne também funcionam direitinho e não faltam nem humor, nem ternura.

Essa animação quer apenas recompensar o que o espectador pagou pelo ingresso. Pretensão alcançada, sem dúvida.

MEU MALVADO FAVORITO
Título original: Despicable Me
Diretor: Pierre Coffin e Chris Renaud
Gênero: Animação, Infantil, Comédia
Estúdio: Universal
Duração: 95 mins
Vozes Originais:
Steve Carell
Jason Segel
Russell Brand
Dame Julie Andrews
Will Arnett
Kristen Wiig
Ano: 2010
Data da Estreia: 06/08/2010
Cor: Colorido
Versões: 3D e 2D, somente dubladas
Classificação: Livre para todos os públicos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU: