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quinta-feira, 24 de maio de 2012

FESTIVAL DE CANNES "DEVERIA PARAR DE CRESCER", DIZ SEU PRESIDENTE, GILLES JACOB


O Festival de Cannes deveria "parar de crescer", afirmou seu presidente Gilles Jacob em entrevista ao jornal "Nice Matin",  publicada nesta quinta-feira (24).

Jacob ressaltou, contudo, que a situação é "quase impossível de ser solucionada" e que os artistas fazem apenas o combinado.
"Teria que parar de crescer, para não se tornar um incômodo. Cannes é a cidade mais bonita que recebe um festival de cinema, mas precisa continuar a ser um prazer, não uma restrição", declarou.

"Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas e meios de comunicação querem vir, não podemos proibi-los. É quase impossível de se solucionar", observou Jacob, que, como o responsável geral Thierry Fremaux, foi reconduzido para mais um mandato de três anos - até 2014.
Franck Fife/AFP
Presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, posa com cartaz da edição de 2012 - que homenageia a Diva Marilyn Monroe - ao fundo (16/5/12)

"Anteriormente, Kirk Douglas jogava futebol com os jornalistas e víamos as celebridades atravessando a Croisette para chegar à praia", acrescentou Gilles Jacob.

"Para o público, a magia está intacta (...), mas hoje há todo um ambiente ao redor, agentes, gerentes, empresários, e os atores se movem em limusines de vidros escuros", lamenta o presidente do Festival de Cannes.

"Quando eles descem as escadas, alguns conversam com as pessoas, outros não. Muitos fazem apenas o que foi combinado, passam um dia curto com a imprensa, e vão embora. É quase uma fábrica. Falta humanidade", afirma.

Pois é Monsier Gilles: é o modo americano de viver cinema que o senhor mesmo importou para Cannes e que agora o senhor mesmo acha que é ruim.

Mas ainda há tempo: faça como Berlim, que reinventa seu festival ano a ano.

domingo, 20 de maio de 2012

FESTIVAL DE CANNES REÚNE 35 CINEASTAS PARA COMEMORAR SEUS 65 ANOS


Para comemorar os 65 anos do Festival de Cannes, seu presidente, Gilles Jacob, conta em imagens "Uma jornada particular", projetada neste domingo, feita pelos maiores cineastas do mundo, reunidos para esta edição do festival.

Para festejar o 65º aniversário, Cannes pediu a 35 cineastas - de Roman Polanski a Nanni Moretti, presidente do júri da Palma de Ouro deste ano - passando por Atom Egoyan ou Wong Kar-wai, Raúl Ruiz, Ken Loach, Assayas, Wim Wenders, Cronenberg e os irmãos Dardenne, contar em três minutos seu amor pelas salas escuras.

Todos participaram e se reuniram em Cannes para apresentar em uma sessão de gala o conjunto desses pequenos filmes reunidos em um longa com o título "A cada qual seu cinema".
Getty Images
O presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob

Gilles Jacob captou com sua câmera os rituais que fazem parte de Cannes: desde a chegada dos artistas aos palacetes onde se hospedam, passando pelos ensaios da cerimônia noturna no jantar do Palácio de Festivais, da sessão de fotos, à triunfal subidas pelas escadas, além do jantar de gala e os fogos de artifício.

O espectador, que passeia pela intimidade dos grandes personagens que têm um dia para se acostumar uns com os outros, observa a amabilidade de um, o ego hipertrofiado do outro, o que empurra para aparecer em primeiro plano ou o sonhador sempre distraído.

"Alguns conseguem passar a frente dos outros, mas também são observados os pequenos gestos afetuosos, como baixam a guarda pouco a pouco, se tornam amigos e esquecem as rivalidades profissionais", diz  Jacob ao mostrar seu trabalho.

"Era cômico mostrar a progressão dessa relação, mas também os ritos de Cannes nos bastidores", declarou.
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Com AFP