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sábado, 19 de setembro de 2020

'O DIABO DE CADA DIA': CONFIRA OS PERSONAGENS DO NOVO LONGA DA NETFLIX

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A Netflix lançou O Diabo de Cada Dia (The Devil All The Time) nesta quarta(16) 
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O longa é baseado no livro de Donald Ray Pollock e se passa no pós- segunda guerra até o começo da década de 1960, com uma trama dividida em vários arcos de personagens carregados de traumas. 

 O elenco é recheado de estrelas para cada um desses elementos. 

 Confira quem é quem na história:
Arvin Russell 
 Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel Studios) é o protagonista da trama, um jovem que cresceu em um paradoxo de bondade e a violência trazida pelo seu pai. 
 Órfão, agora ele tem uma missão da qual não se orgulha, como diz no trailer, mas precisa fazer.
Willard Russell 
 Bill Skarsgård (o Pennywise de It: A Coisa) é o falecido pai de Arvin, que foi um veterano de guerra. 
 O militar perdeu a esposa para o câncer e cometeu erros terríveis em sua vida, os quais percorreram gerações e vivem no imaginário do filho.
Preston Teagardin 
 O pastor evangélico de Robert Pattinson (o próximo Batman da telona) é o anti exemplo religioso, como a primeira prévia do projeto comprova. 
 O personagem vai de cidade em cidade com sermões extravagantes, mas nenhuma moral.
Lee Bodecker 
 Sebastian Stan (o Soldado Invernal da Marvel Studios) dá vida a um policial que está para a lei assim como Teagardin está para a religião. 
 O oficial corrupto também é irmão de Sandy Henderson.
Sandy e Carl Henderson 
 Além de ser irmã de Bodecker, a personagem de Riley Keough (A Casa Que Jack Construiu) é casada com Carl, interpretado por Jason Clarke (Planeta Dos Macacos: O Confronto). 
 Eles são um casal viajante de serial killers.
Helen Hatton e Roy Laferty 
 Mia Wasikowska (a personagem-título de Alice No País Das Maravilhas) é Helen Hatton, mulher casada com o pastor Roy (Harry Melling, o Duda de Harry Potter). 
 Ela já teve a sua mão destinada a Willard, enquanto o atual marido, assim como Teagardin, também é um homem cruel. 

 Veja o trailer de O Diabo de Cada Dia: 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

'CATARINA, A GRANDE: DAME HELEN MIRREN ENCARNA A CZARINA RUSSA NA NOVA SÉRIE DA HBO

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O primeiro trailer foi revelado nessa semana
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A Sky Atlantic divulgou o primeiro trailer de Catherine the Great, nova minissérie produzida em parceria com a HBO que vai contar a história de Catarina, a Grande.

Veja:


Para viver a czarina russa, Dame Helen Mirren assume o protagonismo da ambiciosa produção.

Jason Clarke (Cemitério Maldito) também está no elenco.

Com uma trilha sonora moderna e divertida, o vídeo traz flashes que misturam revolução, intrigas, poder militar e muito sexo e sedução.

O objetivo é abordar os tumultos políticos e sexuais da côrte "mais feminina da história da Monarquia".

O roteiro da série é assinado por Nigel Williams, com direção de Philip Martin e produção executiva de David M. Thompson, Charlie Pattinson e Jules Hussey.

Catarina II comandou a Rússia entre 1762 e 1796, ano de sua morte.

Durante seu Império, é dito que o país se modernizou até se tornar uma das maiores potências européias da época.

A trama vai acompanhar a Imperatriz durante o fim de seu Reinado e está sendo vendida como uma história de "amor obsessivo" que não podia ser oficializado entre ela e o Marechal Gregory Potemkin.

Catherine the Great deve estrear no segundo semestre deste ano.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

'CEMITÉRIO MALDITO': TERROR ESPETACULAR, MELHOR QUE O ORIGINAL


SINOPSE:

A família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação - mas que já foi usado para sepultamento de indígenas.

Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

CRÍTICA:

Remakes sempre geram algumas incertezas no público, principalmente quando o filme original é considerado 'intocável'.

Quando anunciado, Cemitério Maldito - que estreia noje aqui no Brasil - causou um frisson entre críticos e cinéfilos, que se questionaram se seria mesmo necessário uma nova adaptação do romance de Stephen King nos cinemas.

O clássico de 1989, dirigido por Mary Lambert, ganhou uma nova roupagem e esta, ao contrário do que se pensa, é tão impactante e perturbadora quanto à antecessora - muitas vezes até melhor.

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Louis Creed (Jason Clarke) em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Paramount Pictures
A trama continua quase a mesma, mas ainda traz a família Creed enfrentando uma série de acontecimentos bizarros depois que Church, o gato de estimação, é morto em um atropelamento e enterrado em um antigo cemitério localizado próximo à casa que residem.

O pai Louis Creed (Jason Clarke), a mãe Rachel (Amy Seimetz) e os filhos Ellie (Jeté Laurence) e Gage (vivido pelos gêmeos Hugo e Lucas Lavoie) passam por uma série de eventos relacionados à maldição do local.

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Rachel (Amy Seimetz) em cena do longa
Quaisquer que sejam seus sentimentos em relação ao filme original, é importante ressaltar que este novo filme é capaz de causar um forte impacto, principalmente em uma década onde raros filmes de terror se destacam pra valer.

O remake vem marcado por atuações fortes, boa direção, roteiro inteligente e é capaz de causar pavor no espectador.

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Ellie (Jeté Laurence), em cena do longa
Na medida em que sua trama avança, percebemos que foi possível, pela segunda vez, desmembrar o lado mais sombrio e perturbador da mente de King.

Dr. Creed é agora um homem descrente e mais egoísta quando crê que pode assumir o controle de todas as coisas ao seu redor.

Sem pensar nas consequências dos atos e nem mesmo levar em consideração os avisos de Jud, seu vizinho e amigo interpretado pelo ator John Lithgow, suas atitudes baseadas do desespero de um pai também mostram um homem cheio de traumas e arrependimentos, e aqui, Clarke desempenha seu papel com maestria.

O mesmo está em Rachel, papel de Seimetz: a mãe é perseguida por memórias assombrosas de um trágico acidente ocorrido com sua irmã mais velha e seus traumas impactam diretamente na forma como ela encara os novos acontecimentos ao lado do marido e dos filhos.

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 John Lithgow em cena do longa
As cenas em que aparece estão bem mais focadas no passado da personagem, e embora ela esteja no núcleo principal da trama, Rachel parece distante dos eventos atuais.

Ellie, que é a criança que retorna para promover o caos, mostra talento de veterana como a morta-viva.

O terceiro ato do filme é entregue à pequena de maneira única e ela rouba para si todos os gritos dos espectadores.

Desde sua caracterização até a forma de andar mostram que Laurence tem um caminho brilhante pela frente na atuação.

O pequeno Gage não é mais o centro da história como no primeiro filme, mas a semelhança dos gêmeos com o ator Miko Hughes, que interpretou o papel na primeira versão, cria uma certa ligação entre as crianças das duas produções.

A direção é da dupla Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, que anteriormente assumiram o comando de dois outros filmes do gênero: Starry Eyes e Hollydays - e aqui, não decepcionam.

Na nova versão, há algumas mudanças no enredo, como qual criança morre (isso já mostrado no trailer) e o desfecho da trama.

No entanto, parto do princípio de que seguir exatamente cada passo de seu anterior tiraria a personalidade do filme lançado 30 anos depois.

É nisso que Cemitério Maldito acerta em cheio.

Ainda que chegue aos cinemas dividindo opiniões, ele apresenta uma roupagem atual e moderna a uma das histórias mais sinistras de King e faz isso sem usar o copia e cola.

Assim como It: A Coisa, suas mudanças não representam um desrespeito ao original, mas sim a criação de uma identidade única para introduzir a nova geração ao universo dos anos 80 que marcou, e muito, o gênero do terror.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
CEMITÉRIO MALDITO
PET SEMATARY
Gênero:
Terror
Direção:
Dennis Widmyer, Kevin Kölsch
Elenco:
Alison O'Donnell, Alyssa Brooke Levine, Amy Seimetz, Frank Schorpion, Hugo Lavoie, Jason Clarke, Jeté Laurence, John Lithgow, Kelly Lee, Linda E. Smith, Lucas Lavoie, Maria Herrera, Naomi Frenette, Nina Lauren, Obssa Ahmed, Raphaël Laporte, Simon Pelletier-Gilbert, Sonia Maria Chirila, Suzi Stingl
Roteiro:
Jeff Buhler
Produção:
Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian, Steven Schneider
Fotografia:
Laurie Rose
Trilha Sonora:
Christopher Young
Montador:
Sarah Broshar
Estúdio:
Alphaville Films, Di Bonaventura Pictures, Paramount Pictures, Room 101
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Ano de Produção:
2019
Duração:
101 min.
Estréia (Brasil):
09/05/2019
Classificação Indicativa:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:



sábado, 23 de setembro de 2017

'ALL I SEE IS YOU': DRAMA COM BLAKE LIVELY GANHA TRAILER

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Blake Lively aparece sob uma nova perspectiva no trailer do longa
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Assista:


No drama, Gina (Lively) uma mulher cega, que depende de seu marido James (Jason Clarke), para realizar suas atividades.

Quando ela tem a oportunidade de fazer um transplante de córnea e recuperar sua visão, o relacionamento do casal passa a ser ameaçado com a independência de Gina.

Além de Blake Lively e Jason Clarke,  o longa traz no elenco Yvonne Strahovski, Danny Huston, Ahna O'reilly e Wes Chatham.

Marc Forster dirige e também assina o roteiro, com Sean Conway.

'All I See is You' chega aos cinemas americanos no dia 27 de outubro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

'EVERESTE': AÇÃO NA MEDIDA PARA OS QUE GOSTAM DE ALPINISMO - OU NÃO


SINOPSE:

No ano de 1996, dois grupos de alpinistas liderados por Rob (Jason Clarke) e Scott (Jake Gyllenhaal) se unem na tentativa de escalar o monte Everest, uma das montanhas mais altas do mundo.

Só que uma grande nevasca coloca a vida de todos em risco.

Com a esposa Jam (Keira Knightley)  grávida,  Rob é menos aventureiro que Scott, se preocupando com a segurança dos membros de sua equipe.

Ele lutará bastante para tentar proteger a todos.

CRÍTICA:

Quando ouvimos falar do Monte Evereste, logo lembramos do forte frio que as pessoas que tentam escalá-lo sentem, além do enorme perigo de chegar ao topo dessa que é conhecida como a maior montanha do mundo.

E é justamente isso que 'Evereste', longa dirigido pelo islandês Baltasar Kormákur, em exibição em 275 salas em todo o Brasil, retrata.

Com boas atuações de um elenco afiado, o longa, quase que totalmente filmado em estúdio com o recurso da 'tela verde', é fiel ao mostrar a verdadeira história trágica dos membros da excursão de 1996, que foi atingida por uma tempestade implacável e viu todos ficarem bem próximo da morte.

Por mais que o final seja previsível desde a primeira cena, o filme prende a atenção até o fim, pois consegue detalhar o drama vivido por cada um dos personagens durante a escalada.

Evereste : Foto Jake Gyllenhaal, Michael Kelly
Jake Gyllenhaal, Michael Kelly e Josh Brolin, em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/Universal Pictures
Mesmo tendo como base o livro do jornalista Jon Krakauer (Michael Kelly), 'No Ar Rarefeito', a história segue o ponto de vista de Rob Hall (Jason Clarke), um alpinista profissional que chegou ao topo do Evereste por diversas vezes.

Apaixonado pelo que faz e com vontade de ajudar os outros, ele comanda uma excursão anual para levar turistas que desejam se aventurar e superar seus limites.

Depois de deixar a esposa Jam (Keira Knightley) nos Estados Unidos e esperando o primeiro filho do casal, ele, um grupo de alpinistas profissionais e mais algumas pessoas sem tanta experiência em escalada, partem para uma nova tentativa de colocar os pés no ponto mais alto da montanha.

Evereste : Foto Jason Clarke
Jason Clarke como Rob Hall, em cena do longa
A partir daí, o espectador passa a conhecer melhor os personagens, incluindo os principais motivos deles se submeterem a esse tipo de situação.

Mesmo com Hall recebendo as principais atenções, todos os coadjuvantes são bem desenvolvidos na trama - tanto é que cada um tem o seu momento de destaque, casos de Beck Weathers (Josh Brolin), um texano que não teme o perigo, e Scott Fischer (Jake Gyllenhaal), outro alpinista profissional que rivaliza com Hall ao liderar um novo grupo de turistas.

Com um roteiro ágil e dinâmico, de Justin Isbell e William Nicholson, a trama foca somente no drama vivido pelos membros da fatídica excursão - e isso ocorre de maneira segura e envolvente.

No entanto, o longa passa por cima de outras questões importantes, como o negócio criado por Hall e seus concorrentes.

Em certas cenas de Fischer, é possível notar que ele alimenta uma disputa desleal com Hall para ver quem consegue levar mais pessoas ao topo do montanha, dando a entender que a vida dos presentes não é a coisa mais importante.

Evereste : Foto Jake Gyllenhaal
 Jake Gyllenhaal como Scott Fischer, em cena do longa
A verdade é que esse assunto merecia uma atenção maior, já que permitiria a trama sair do óbvio e também instigaria o espectador a criar debates e questionamentos sobre até onde alguém pode mexer com o esforço e o limite de cada um.

Infelizmente isso não acontece.

O filme chama a atenção por criar uma atmosfera que consegue captar o espírito hostil e congelante daquele que é um dos lugares mais perigosos do mundo, mesmo tendo sido filmado em quase a sua totalidade em estúdio - ótimo ponto para a equipe de efeitos especiais e a pós produção, simplesmente primoroso.

De qualquer forma, o longa ainda é uma boa opção de entretenimento, principalmente para quem gosta de alpinismo e não tem medo de grandes desafios.

Ou não.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'EVERESTE'
Título Original:
EVEREST
Gênero:
Drama
Direção:
Baltasar Kormákur
Roteiro:
Justin Isbell, William Nicholson
Elenco:
Chloe-Allyn Gallacher, Chris Geden, Clive Standen, David Broughton, Elizabeth Debicki, Emily Watson, Harka Gurung, Hugh Holman, Jake Gyllenhaal, Jason Clarke, John Hawkes, Josh Brolin, Keira Knightley, Marco Flammer, Martin Henderson, Mia Goth, Michael Kelly, paul Blackwell, Robert-Anthony Artlett, Robin Wright, Sam Worthington, Sharif Islam, Siong Loong Choong, Sternkiker François, Susan Baskerville, Tim Hammersley, Tom Goodman-Hill, Vanessa Kirby, Yoon C. Joyce
Produção:
Brian Oliver, Eric Fellner, Evan Hayes, Liza Chasin, Nicky Kentish Barnes, Tim Bevan, Tyler Thompson
Fotografia:
Salvatore Totino
Montador:
Mick Audsley
Trilha Sonora:
Dario Marianelli
Duração:
150 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos / Reino Unido
Cor:
Colorido
Estreia:
24/09/2015 (Brasil)
Distribuidora:
Universal Pictures
Estúdio:
Chromakey-Hire.Com / Cross Creek Pictures / Free State Pictures / Universal Pictures / Walden Media / Working Title Films
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 2 de julho de 2015

'O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS': SÓ A LENDA SCHWARZENEGGER SALVA O FILME DE ENTREGAR MAIS DO MESMO


SINOPSE:

Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger sua mãe, Sarah Connor (Emilia Clarke) e manter o futuro intacto, uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma nova linha do tempo.

Agora, o Sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão nova e inesperada: salvar o futuro.

CRÍTICA:

Para revitalizar uma franquia que teve seu auge nos anos 90 é preciso mudar tudo e aumentar os riscos.

É exatamente isso que 'O Exterminador Do Futuro: Gênesis' - que estreia em 588 salas em todo o Brasil- tenta fazer, com o retorno da lenda Arnold Schwarzenegger como T-800 e a presença impressionante de Emilia Clarke ('Game of Thrones') como a nova intérprete da Sarah Connor.

Pena que o longa só funciona de verdade quando recria e expande os eventos do clássico de 1984, perdendo fôlego exatamente no ponto mais importante: a história original.

Como os demais filmes da franquia iniciada por James Cameron, este também se inicia no futuro devastado pelo fogo nuclear, onde máquinas e humanos travam uma batalha terrível pelo domínio do planeta.

Como o filme é também um reboot, a história é recontada desde o início, explicando quem é John Connor e recontando como tudo aconteceu - algo importante para que os novos públicos compreendam bem a trama, a mesma do original por boa parte da narrativa: Connor vence a Skynet, mas um exterminador é mandado de volta no tempo para matar sua mãe, Sarah e como resposta, Kyle Reese (Jai Courtney) é enviado para protegê-la.

As coisas se complicam quando Reese encontra um exterminador modelo T-1000 (Byung-Hun Lee), exemplar que ele não chegou a conhecer – o que significa que a guerra não acabou como ele pensava.

A partir daí, as coisas seguem um novo rumo.

Enquanto estamos em 1984, a trama funciona, mesmo com as diferenças criadas pelo confuso roteiro de Laeta Kalogridis e Patrick Lussier.

É bom ver que o filme tenta fugir da fórmula clássica da franquia, mas a verdade é que ele nunca ganha vida própria.

Embora o exagero de referências seja um problema, a narrativa sofre muito quando Sarah e Reese avançam no tempo até 2017, 20 anos após a data que deveria ter acontecido o apocalipse nuclear.

Sem spoilers, pois tudo o que vemos - a Skynet ainda não foi ativada e John Connor é o novo vilão - está nos trailers, nos clipes, nos pôsteres já divulgados – ou seja: a única reviravolta realmente interessante da trama já havia sido divulgada meses antes e não sobra muito para surpreender o espectador.

A partir desse momento, a trama fica confusa, abusa dos clichês e as motivações dos personagens perdem o sentido.

Diferente de 'X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido', o longa não segura a trama com acontecimentos em diversas realidades. e para piorar, as cenas de ação não mantém a atenção da audiência - não que sejam mal feitas (pelo contrário), mas vivem de repetições de cenas clássicas da franquia (robôs saindo do meio do fogo cansam) e nem de longe causam o impacto dos primeiros dois filmes.

Emilia Clarke (Sarah Connor) e Jai Courtney (Kyle Reese) têm a difícil tarefa de encarar papeis imortalizados por outros e o ator é o mais prejudicado.

Muito inferior à Emilia na arte da interpretação, ele nunca parece confortável no papel.

Já Clarke convence totalmente no papel que mistura a Sarah de 1984 com a guerreira imortalizada por Linda Hamilton em 'Terminator 2'.

J.K. Simmons, atual ganhador do Oscar de Coadjuvante e um senhor talento, aparece num papel horroroso - como O'Brien, detetive atrapalhado que acredita que Sarah e Kyle vieram do passado - e dói em ver como um talento desses pode ser tão desperdiçado.

Jason Clarke funciona muito bem como John Connor e até têm boas cenas com Kyle Reese.

Só que as coisas ficam problemáticas quando ele se torna o vilão, pois sua transformação nunca é explorada e John simplesmente parece outra pessoa, sem nenhum tipo de conflito interno, nada - e isso é uma falha grave de roteiro.

Ainda bem que para compensar tantos deslizes, a Lenda está de volta!

Arnold Schwarzenegger aparece o tempo todo muito à vontade em cena e até sua aparência envelhecida é explicada de forma convincente (a pele que recobre o T-800 é como a humana e envelhece).

Basicamente, ele interpreta uma versão paternal parecida com a de 'T2' e aqui, a diferença é seu vínculo com Sarah - é estranho vê-la chamando-o de "Papi" - mas esse não é, nem de longe, o maior problema, ainda mais quando o personagem é basicamente o mesmo.

No final das contas, o quinto longa da saga da Paramount tem potencial, tem boas ideias e trabalha bem a questão das realidades alternativas criadas com a viagem no tempo.

O problema é que o exagero de referências aos filmes anteriores, roteiro bagunçado e falta de inovações técnicas - algo que sempre chamou a atenção na franquia - o que fazem dessa obra um apanhado de bons elementos que nunca são explorados como deveriam.

No mais, como filme de ação funciona - mas os fãs da franquia saem do cinema com uma sensação de que "faltou alguma coisa".

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS'
Título Original:
TERMINATOR GENISYS
Gênero:
Ação
Direção:
Alan Taylor
Roteiro:
Laeta Kalogridis, Patrick Lussier
Elenco:
Aaron V. Williamson, Arnold Schwarzenegger, Brett Azar, Byung-hun Lee, Christopher Heskey, Courtney B. Vance, Douglas Smith, Emilia Clarke, J.K. Simmons, Jai Courtney, Jason Clarke, Matt Smith, Michael Gladis, Nolan Gross, Sandrine Holt
Produção:
Dana Goldberg, David Ellison
Fotografia:
Kramer Morgenthau
Montador:
Roger Barton
Trilha Sonora:
Lorne Balfe
Duração:
126 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
02/07/2015 (Brasil)
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
Paramount Pictures / Skydance Productions
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

'PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO' : ANDY SERKIS SENSACIONAL EM HISTÓRIA QUE FAZ PENSAR E AINDA DIVERTE


Dez anos após a conquista da liberdade de César (Andy Serkis), ele e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco, onde desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo.

Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio.

Quando um grupo de sobreviventes encontra os macacos, cabe a Malcolm (Jason Clarke) e César negociarem uma trégua que pode não durar.

E pensar que quando o primeiro 'Planeta dos Macacos' estreou em 1968, a macacada era interpretada por atores e atrizes dos bons, usando máscaras de látex absolutamente inovadoras para a época e que obrigaram a Academia a criar uma nova categoria no Oscar - a de Melhor Maquiagem.

Agora, a interpretação usando a captura de movimentos dos atores deixou as máscaras de látex absolutamente constrangedoras, tal a veracidade dos macacos apresentados tanto em 'Planeta dos Macacos: A Origem', como na continuação, 'Planeta dos Macacos: O Confronto', que estreia hoje em 569 salas em todo o Brasil.

Quando o reboot de 'Planeta dos Macacos' foi anunciado, poucos podiam adivinhar que 'A Origem' seria o bom filme que mostrou ser e logo ficou claro que temas recorrentes da franquia são tão relevantes hoje quanto no passado.

E a sequência trabalha ainda melhor esses aspectos, pois é mais inteligente e profunda do que qualquer outro da série cinematográfica, funciona em todos os aspectos e ainda é capaz de causar reflexões ao espectador enquanto diverte, coisa rara em blockbusters.

A sequência se passa dez anos depois de César (Andy Serkis) liderar os macacos inteligentes à liberdade: nesse tempo, ele criou uma sociedade complexa nas florestas ao redor de São Francisco e, enquanto isso, o mesmo vírus que aumentou as capacidades cerebrais dos macacos também foi o responsável por eliminar boa parte da humanidade.

Planeta dos Macacos: O Confronto : Foto
O protagonista César (Andy Serkis) - Fotos dessa postagem: Divulgação - Fox Film do Brasil
Quando sobreviventes humanos reencontram os símios, desentendimentos ameaçam começar uma guerra que pode acabar com ambas as espécies e cabe a César, protagonista da trama, controlar a sede de vingança de seus comandados enquanto negocia trégua com Malcom (Jason Clarke).

Embora a trama gire em torno da tensão entre as duas raças, a narrativa não deixa de fora questões políticas internas de cada grupo, além de motivações individuais dos personagens.

Esses elementos aprofundam o enredo, garantem diferentes camadas ao longa e refletem a complexidade de nossa própria sociedade.

Malcom (Jason Clarke)
A franquia, conhecida por trabalhar questões políticas e sociais, volta a tocar nessas questões sem entediar os espectadores, diferente de 'A Origem', que simplificou demais esses aspectos.

Grandes atuações garantem que esses elementos não sejam desperdiçados: Gary Oldman aparece pouco, mas, grande ator, domina suas cenas; Jason Clarke consegue ser um coadjuvante a altura de César e a dinâmica dos dois é um dos pontos fortes da produção.

Planeta dos Macacos: O Confronto : Foto Gary Oldman
Gary Oldman, em cena do longa
Ator especializado em interpretações por captura de movimentos, Andy Serkis impressiona cada vez mais e consegue transmitir emoções cada vez mais complexas, principalmente por boa parte das conversas dos macacos ser feita apenas por linguagem de sinais.

Chamar Serkis de gênio da interpretação, aqui, é muito pouco para o que ele e seu César entregam.

Planeta dos Macacos: O Confronto : Vignette (magazine) Andy Serkis
Andy Serkis usando todo o aparato de captura de movimentos para dar vida ao protagonista César
O diretor Matt Reeves fez um grande acerto, ao trazer de volta os companheiros de César do filme anterior.

Personagens que poderiam ter sido substituídos agora ganham destaque - principalmente Koba (Toby Kebbell), Maurice (Karin Konoval) e Rocket (Terry Notário).

Diferente do primeiro, focado nos humanos, este segundo poderia facilmente ter apenas macacos na telona e ainda funcionaria, mas, mesmo assim, o longa procura fechar o ciclo iniciado no longa anterior, relembrando até mesmo a amizade de César com Will Rodman (James Franco).

Aliás, a relação entre César e Koba garante alguns dos principais momentos do longa, pois o macaco mais velho questiona a abordagem de César em relação aos seres humanos e, quando discutem, Koba implora por perdão com uma mão estendida e postura de submissão.

No começo, o líder pega a mão do amigo com vontade e aceita seu pedido de desculpas, afinal ele entende a dificuldade da situação, mas, conforme a cena se repete, pequenas variações mostram que algo na amizade entre os dois está mudando, sutilmente, mas impactante.

Visualmente, o filme é muito bonito e mesmo cenas simples como dois macacos conversando mostram a atenção ao detalhe da equipe de direção de arte e efeitos especiais.

Além disso, outro elemento clássico da série retorna de forma marcante: macacos montados em cavalos observando, de longe, os humanos, em cenas inesquecíveis que remetem ao original sem parecerem cópias.

O que faz 'O Confronto' ser tão bom é o fato de partilhar com a série antiga a exposição de problemas enfrentados no mundo real, onde noções relevantes, como família, andam lado a lado com questões como pena de morte, isolacionismo e preconceito.

Longa capaz de tratar de assuntos relevantes e ainda divertir, algo que todo amante de cinema merece.

E mesmo sendo um pouco longo e não precisar ser visto em 3D, é ótima escolha para todas as idades.

Confira o trailer do longa:


*****
'PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO'
Título Original:
DAWN OF THE PLANET OF THE APES
Gênero:
Ação
Direção:
Matt Reeves
Roteiro:
Amanda Silver, Mark Bomback, Rick Jaffa, Scott Z. Burns
Elenco:
Alaine Huntington, Andy Serkis, Angela Kerecz, Christopher Berry, Enrique Murciano, Gary Oldman, J.D. Evermore, Jason Clarke, John L. Armijo, Judy Greer, Karin Konoval, Keir O'Donnell, Keri Russell, Kevin Rankin, Kirk Acevedo, Kodi Smit-McPhee, Larramie Doc Shaw, Lee Ross, Lombardo Boyar, Lucky Johnson, Steven Wiig, Terry Notary, Toby Kebbell
Produção:
Amanda Silver, Dylan Clark, Peter Chernin, Rick Jaffa
Fotografia:
Michael Seresin
Montador:
Stan Salfas, William Hoy
Trilha Sonora:
Michael Giacchino
Duração:
131 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
24/07/2014
Distribuidora:
Film do Brasil
Estúdio:
Chernin Entertainment
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau: