A Netflix divulgou o trailer final de 'House of Cards', onde a ganhadora do Globo de Ouro e indicada ao Emmy, Robin Wright, retorna como a presidente dos Estados Unidos nessa sexta e última temporada.
Os showrunners de 'House Of Cards' falaram ao EW sobre como tomaram a decisão de seguir com a série após os escândalos sexuais de Kevin Spacey
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Como revelado no último teaser da sexta temporada, o personagem de Spacey, Frank Underwood, está morto.
Claire (Robin Wright) comanda a série agora.
Claire (Robin Wright), no cartaz da sexta temporada - Netflix
"Provavelmente pensamos isso. A verdade é que uma história foi iniciada, sobre casamento e a parceria deles. Mesmo quando a temporada 5 acabou, com Claire dizendo 'minha vez', parecia impossível não contar essa história. Então não importa, nós precisávamos contar sua história" - disseram Frank Pugliese e Melissa James Gibson.
Sobre matar o personagem Frank Underwood, Gibson comentou:
"Foi uma mudança de curso significante, obviamente. Tivemos que repensar as coisas profundamente, mas eu diria que tematicamente a série precisava lidar, no fim das contas não mudou muito. Apenas os elementos mudaram".
Pugliese ainda completou:
"Nós tinhamos uma ideia de como a história terminaria e talvez os detalhes disso tenham mudado".
A sexta temporada de 'House Of Cards' retorna para o seu último ano em 2 de novembro, na Netflix.
A sexta temporada não terá mais Kevin Spacey no elenco
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A Netflix divulgou o primeiro teaser da sexta e última temporada de 'House of Cards', com Claire Underwood (Robin Wright) sentada no Salão Oval e já sem Kevin Spacey, demitido após casos de assédio.
Confira:
Ainda não há data de estreia para a nova temporada.
O foco será Claire, personagem interpretada pela atriz Robin Wright
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A Netflix optou por eliminar de vez o ator Kevin Spacey da série 'House of Cards'.
A sexta temporada, que será a última do show, terá como foco a esposa de Frank Underwood, Claire, personagem interpretada pela atriz Robin Wright.
No último mês, Spacey foi demitido da plataforma por acusações de abuso sexuais que incluíram relatos do ator de 'Star Trek: Discovery', Anthony Rapp e de oito funcionários da Netflix envolvidos na produção da série.
Ainda não se sabe como será o final do personagem, mas todos os sinais apontam que Frank sofrerá uma morte anunciada no começo da temporada que terá oito episódios.
Após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos.
Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles.
Após encontrar Sapper Morton (Dave Bautista), K descobre um fascinante segredo: a replicante Rachel (Sean Young) teve um filho, mantido em sigilo até então.
A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra deles com os humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright), chefe de K, o envie para encontrar e eliminar a criança.
CRÍTICA:
É impossível falar de ficção científica e cultura CyberPunk sem que seja citado 'Blade Runner - O Caçador De Andróides' (1982).
Na época, o filme de visual exuberante causou polêmica por seus questionamentos morais e sociais e pelas suas diversas versões, fruto das divergências criativas entre o diretor Ridley Scott e os executivos da Warner Bros.
Com status de cult, o longa influenciou toda uma geração não só de espectadores, mas também de cineastas que se inspiraram no trabalho minucioso e no visual deslumbrante do universo criado por Scott - que anos depois, bateu o pé e conseguiu lançar a sua 'versão do diretor', considerada definitiva e um dos melhores filmes sci-fi já feitos em todos os tempos.
Mesmo com toda essa bagagem e o status de obra-prima do original, o diretor Denis Villeneuve não se acovardou diante da missão de produzir uma sequência do clássico.
E não decepcionou.
Vindo de uma sequência de grandes filmes - 'A Chegada', 'Sicario: Terra De Ninguém' e 'O Homem Duplicado' - o aclamado diretor canadense enfrentou com folgas o desafio e entregou um longa, que mesmo tendo uma personalidade própria, não deixou de reverenciar o seu antecessor.
A trama se passa ainda em Los Angeles, 30 anos depois dos acontecimentos do primeiro.
Com um mundo cada vez mais decadente - provavelmente em decorrência de algum desastre de grande magnitude - o oficial K (Ryan Gosling) tem a missão de continuar a "aposentar" (um eufemismo) os modelos antigos de replicantes que ainda estão em atividade, disfarçados em algum lugar do planeta.
Ryan Gosling é o protagonista, K - Fotos dessa postagem: Divulgação/Sony Pictures/Warner Bros.
O jovem K também é um replicante, só que de um modelo mais recente, mas consegue dissociar sua condição defendendo que o seu "tipo" não apresenta resistência como os replicantes mais antigos.
Entretanto, um segredo do passado vem à tona e K enfrenta o maior desafio de sua vida, onde terá que questionar se é mesmo tão diferente dos outros.
A trama faz faz uma análise muito interessante sobre a substituição das coisas reais pelas sintéticas, característica que permeia até as relações amorosas de seus personagens.
Um bom exemplo é o holograma Joi (Ana de Armas), a cyber namorada de K, que é uma crítica a figura objetificada da mulher, programada para atender todos os desejos de seus compradores e ausente de vontades próprias - mesmo que o personagem de Gosling não a enxergue dessa forma, esse é o seu propósito.
Há também uma crítica veemente sobre a relação dos humanos com a tecnologia, principalmente agora que com o Facebook e Instagram, o "aparentar" se torna mais importante do que o "ser/sentir".
O destaque novamente vai para Ryan Gosling: o ator aparece sensacional no papel de K, um personagem que, mesmo com poucos diálogos, seu intérprete soube se garantir na expressão corporal e em nenhum momento deixando de entregar a carga emocional que as cenas pediam.
A comparação com Jared Leto, apagado no papel do sádico cientista Niander Wallace, é inevitável - talvez porquê o espectador que vá ao cinema já saiba que o diretor queria mesmo David Bowie para o papel.
Jared Leto é o sádico cientista Niander Wallace
Leto sofre com seu pouco tempo de tela e seu potencial de interpretação fica desperdiçado com um vilão caricato e que parece mais preocupado em declamar corretamente versos bíblicos do que conquistar o seu objetivo maquiavélico.
Outra que rouba a cena é a atriz holandesa Sylvia Hoeks, no papel da replicante Luv, braço direito do cientista.
Além de protagonizar praticamente todas as (raras) cenas de ação, seu visual lembra muito o de Rachael (Sean Young).
Sylvia Hoeks é a replicante Luv
Ela também é um respiro diante de tantas personagens femininas unilaterais do filme, que são divididas entre megeras ou interesse amoroso de terceiros.
Agora, o espectador vai mesmo é se extasiar com a tão esperada aparição de Harrison Ford, o Rick Deckart do longa de 1982.
Curta mas muito significativa e mesmo sem o fôlego do passado, é emocionante vê-lo novamente no papel que, ao lado do Han Solo de'Star Wars', o transformou em astro de primeira grandeza em Hollywood.
Muitas pessoas confessaram que sua aparição na telona é muito impactante, de fazer o expectador chorar de emoção.
Harrison Ford retorna triunfalmente ao papel de Rick Deckart
Apesar desses momentos de nostalgia, o longa não se prende totalmente ao anterior e com exceção de algumas referências diretas - como o unicórnio de origami - pode perfeitamente ser assistido por aqueles que não viram o de 1982.
Esteticamente falando, o longa é um espetáculo visual, tão bom quanto o original.
Com uma bela e inspiradíssima fotografia do premiado e experiente Roger Deakins, a sequência consegue ambientar a atmosfera do primeiro, adicionando características modernas e sem precisar abusar do CGI - como tantos filmes recentes têm feito.
Mesmo com uma narrativa arrastada - são quase três horas de filme - o longa é um lançamento muito acima da média do que vimos neste ano em Hollywood.
Villeneuve provou que é possível fazer uma sequência respeitosa ao material original que não pareça redundante ou uma simples cópia.
O resultado final, um dos melhores longas de 2017, merece ser conferido de mente aberta.
Filmaço.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'BLADE RUNNER 2049'
Título Original:
BLADE RUNNER 2049
Gênero:
Ficção Científica
Direção:
Denis Villeneuve
Elenco:
Ana de Armas, Carla Juri, Dave Bautista, David Dastmalchian, Harrison Ford, Hiam Abbass, Jared Leto, Lennie James, Mackenzie Davis, Robin Wright, Ryan Gosling, Sylvia Hoeks, Wood Harris
Roteiro:
Hampton Fancher
Produção:
Andrew A. Kosove, Broderick Johnson, Bud Yorkin, Ridley Scott
Além da excelente bilheteria, confira outras notícias, como a volta de Antíope em 'Liga da Justiça', a explicação para a mudança do período histórico da amazona no mundo exterior e a surpresa que Gal Gadot, Patty Jenkins e Chris Pine fizeram para fãs em NY
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Depois de quebrar um recorde de arrecadação ao se tornar a melhor estreia de um filme dirigido por uma mulher, o longa estrelado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins ultrapassou a marca dos US$ 300 milhões em faturamento global.
Ao que tudo indica, 'A Múmia', filme da Universal Pictures protagonizado por Tom Cruise, não terá público o bastante nos EUA neste final de semana para desbancar o longa solo da principal heroína do Universo da DC Comics do primeiro lugar do Top 10.
Ultrapassando 'La La Land - Cantando As Estações' e 'A Bela E A Fera', 'Mulher-Maravilha' se tornou o filme mais tuitado do ano, com quase 2,2 milhões de tuítes.
Hoje, também foi divulgado que a general Antíope, papel de Robin Wright no longa, retorna em 'Liga da Justiça'.
Durante entrevista ao Los Angeles Times, a estrela Gal Gadot confirmou que haveria uma nova oportunidade de explorar o relacionamento entre Diana, Antíope e Rainha Hipólita, papel de Connie Nielsen.
"A relação mãe e filha é sempre um relacionamento bonito, mas complexo. Eu acho que há muito mais a explorar'', disse Gal.
[Wright e eu] também conseguimos fazer mais na Liga da Justiça. Como irmãs também. Como mulheres duronas também. Não podemos dizer muito sobre isso'', acrescentou Nielsen.
Robin Wright como Antíope, no poster IMAX do longa - Warner Bros.
Mas como, se Antíope, a tia de Diana, morreu já no primeiro ato de ‘Mulher-Maravilha’?
É que a cena em questão de 'Liga' é um flashback do momento em que as Amazonas, os Atlantis e os Humanos se uniram para expulsar os parademônios da Terra pela primeira vez, há milhares de anos.
'Liga da Justiça' tem lançamento previsto para o dia 16 de novembro no Brasil.
Nessa semana, em entrevista ao Entertainment Weekly, a diretora Patty Jenkins não só confirmou que ela e Gal Gadot tem contrato para mais um filme da amazona, como revelou alguns detalhes do que está por vir no futuro.
Embora 'Mulher-Maravilha 2' não tenha sequer previsão de estreia, a cineasta afirma que a trama se passará na atualidade e que terá os Estados Unidos como locação principal.
"Este é um elenco dos sonhos, você tem um personagem que você ama e pode usar isso para passar uma mensagem para o mundo. A história se passará nos EUA, afinal ela é a Mulher-Maravilha e tem que vir para a América. Esse é o momento importante para contar uma história desse tipo", afirmou Jenkins, se referindo às lições de paz, coragem e bondade que a personagem engloba.
Patty Jenkis e Gal Gadot no red carpet da première mundial do longa, em LA - Variety
Ainda nessa semana, o roteirista Allan Heinberg voltou a explicar o porque optou por abordar outro período histórico na trama - a primeira história original da amazona no mundo dos homens se passava na Segunda Guerra Mundial.
“Hoje estamos em um período muito parecido com o da Primeira Guerra, com todo esse nacionalismo e como se precisa de bem pouco para iniciar um novo conflito global.”
Quando Heinberg e o produtor Zack Snyder estavam dando seus primeiros passos na estruturação da história para o filme, a Primeira Guerra Mundial pareceu mais adequada por algumas razões.
“Foi a primeira guerra com automatização. A metralhadora era uma nova invenção. Gás foi utilizado pela primeira vez. Novos horrores eram liberados todos os dias.”
Já a diretora Patty Jenkins disse ter ficado inicialmente receosa de desviar muito da visão original de William Moulton Marston, criador da Mulher-Maravilha.
“No início eu realmente questionei tudo, pois não era a história original dela, mas rapidamente percebi a genialidade por trás das mudanças” declarou Jenkins.
“A Primeira Guerra Mundial foi o momento inicial em que a civilização como nós conhecemos estava buscando suas raízes, mas não é algo da nossa história que realmente temos conhecimento. Mesmo a maneira como estava tudo confuso, até mesmo quem teria de fato razão naquele conflito, é o que faz um paralelo realmente interessante dessa época. E então você pega uma deusa com um forte senso moral e de crença, e a solta nesse mundo, onde existem questões sobre direitos das mulheres, existe a guerra mecanizada onde muitas vezes não se vê quem se está matando. É realmente um período muito interessante.”
O roteirista do longa, Alan Heinberg - THR
Já na semana passada, Gal Gadot, Chris Pine, Patty Jenkis e outros membros da produção do longa surpreenderam o público que foi assistir a uma pré-estreia em um cinema de Nova York, na quarta (31.5).
Sem aviso prévio, o casal de protagonistas falou sobre o filme antes do início da exibição - Gal filmou tudo e publicou o momento no seu perfil do Facebook.
Assista ao vídeo:
O filme solo da heroína já começa a colecionar prêmios.
Dois deles vieram do Golden Trailer Awards, onde o trailer do longa venceu nas categorias Melhor Demonstração e Melhor Fantasia/Aventura.
Treinada desde cedo por Antíope (Robin Wright) para ser uma guerreira imbatível, a princesa Diana (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha de Themyscira, onde sua mãe, Hipólita (Connie Nielsen) é a rainha das Amazonas.
Só que quando o avião do piloto americano Steve Trevor (Chris Pine) é abatido e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito, que suspeita, seja fomentado pelo deus da guerra, Ares.
Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra - ser a Mulher-Maravilha, a mulher mais poderosa da Terra.
CRÍTICA:
Se você é contra o politicamente correto e se nem pode ouvir palavras como representatividade ou emponderamento feminino sem nem tentar entender seus conceitos, nem leia esse texto - e melhor, nem vá ao cinema assistir 'Mulher-Maravilha', que estreia hoje em 877 salas em todo o Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
É que aqui, não temos 'mais um filme de super-herói'.
Temos sim, um filme de mulheres, dirigido maravilhosamente por uma mulher, Patty Jenkis, protagonizado espetacularmente pela atriz israelense Gal Gadot e que traz para a telona toda a força da personagem dos quadrinhos criada em plena segunda guerra, em 1941, justamente para trazer a mulher como dona de sua vida e dos seus atos.
Se a série de TV protagonizada pela Diva Lynda Carter nos anos 1970 já nos dava a ideia desse emponderamento feminino, o longa escancara isso de vez.
Gal Gadot é a protagonista Diana - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Warner Bros.
Melhor adaptação da DC desde 'Batman - O Cavaleiro das Trevas', o longa finalmente traz um caminho feliz ao novo universo da companhia, prejudicado pelo irregular 'Batman Vs Superman - A Origem Da Justiça' e pelo sofrível 'Esquadrão Suicida'.
Temos aqui o primeiro filme-solo de uma heroína a ganhar as telas desde o péssimo 'Elektra', em 2004.
Mas lá, estávamos diante de um outro mundo, em que as adaptações de HQs ainda não eram algo tão grande como hoje em dia, num mundo pré-universos Marvel e DC.
E se a Marvel foi mais rápida ao reunir seus principais super-heróis num longa, a DC venceu a corrida para lançar o primeiro filme-solo com uma protagonista feminina, mostrando que a concorrência errou ao não se render aos apelos por um longa da Viúva Negra, por exemplo.
O longa é uma história de origem, mas que não deixa de apresentar sua ligação com o universo da Liga da Justiça ao trazer momentos passados nos dias atuais - as cenas de abertura e encerramento.
A maior parte da trama, no entanto, ocorre no passado, onde somos apresentados a uma pequenina Diana, princesa das Amazonas, que vive numa ilha isolada do mundo.
Ela sonha em treinar para se tornar uma brava amazona, mas é proibida pela mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), que teme em ver a filha em combate.
Só que a jovem, já dona de suas próprias ideias, busca a ajuda da tia Antíope (Robin Wright) para completar seu treinamento, que se mostrará bem-vindo quando, anos mais tarde, um avião cai na costa da ilha e Diana (Gal Gadot) é obrigada a socorrer o piloto, o espião americano a serviço da inteligência britânica, Steve Trevor (Chris Pine).
Chis Pine como Steve Trevor
Ela consegue retirá-lo do mar, mas logo descobre que ele era parte de um conflito muito maior, que ameaçava todo mundo, a Primeira Guerra Mundial - que como sabemos, durou de 1914 a 1918.
Tomada pela missão e pela vontade de proteger a humanidade, Diana decide contrariar a mãe e seguir com Steve para o campo de batalha, onde espera confrontar o deus da guerra Ares, a missão final que Zeus deu à amazonas..
Finalmente, temos um filme da DC sem o tom sombrio de Zack Snyder, mas, para alívio dos fãs da DC, não chega perto do universo multicolorido e bem-humorado da Marvel - colorido mesmo, só os títulos de encerramento, uma arte refinada e sensacional, que compensa a espera na sala de cinema, já que filme da DC não tem cenas pós créditos.
Temos aqui a celebração do fantástico, principalmente ao investir numa abordagem menos realista, que envolve diretamente um cenário mitológico.
Experiente e ela mesmo muito emponderada, Patty Jenkins parece ter lido todas as infinitas críticas negativas de 'Batman Vs Superman' e 'Esquadrão', investindo num humor natural e privilegiando cenas com boa iluminação, sem aquele filtro sépia que Snyder adora usar desde '300' e que deixou o uniforme do Superman mais escuro que o do Batman, por exemplo.
O Laço da Verdade em ação
Outro ponto a favor da diretora é que a maior parte dos confrontos acontecem durante o dia - evitando aquela bagunça visual que odiamos nos longas dirigidos por Snyder - e todas muito empolgantes, principalmente pela postura central de Diana.
Em determinado momento, ela é informada por Steve que nenhum homem conseguiria atravessar tal campo de batalha.
Um roteiro mais idiota a colocaria respondendo: “eu sou uma mulher” - mas o filme não precisa disso, já que a postura e atitude emponderada da personagem falam por si só.
O longa tem o foco no protagonismo feminino, mas não só isso, já que também aborda brevemente a questão racial, com um personagem que não consegue seguir seu sonho por causa da cor de sua pele.
Também trata de sexualidade de forma inovadora.
Diana à frente da mãe, tia e outra amazona
Patty Jenkins, que já havia se destacado em 'Monster - Desejo Assassino' e na série 'The Killing', foi a escolha acertada para a direção do filme, que funciona como ação, como fantasia, como aventura e até mesmo como romance.
Trata de um amor entre pessoas, mas também de um amor altruísta, pela Humanidade, importante por desenvolver uma protagonista que é forte e determinada, mas também sensível e capaz de amar.
Ator repleto de altos e baixos, Chris Pine surpreendentemente está bem no papel de Steve, mesmo em um patamar inferior em comparação a Diana, o não deixa de ser importante no desenvolvimento da trama.
Pine é o coadjuvante perfeito para Gadot
Mas o filme não seria o espetáculo que é se não fosse protagonizado por Gal Gadot.
Se ela foi muito criticada à época de sua escolha (magrela, sem seios fartos como a Wonder Woman das HQs e etc), hoje ela, que já havia sido a melhor coisa que vimos em 'Batman Vs Superman', É A Mulher-Maravilha.
Um feito e tanto, já que até agora, só tivemos uma Wonder Woman live action importante, justamente a interpretada por Lynda Carter na série de TV.
E Lynda vem dado seguidas entrevistas, dizendo ter adorado o enfoque que Patty Jenkis deu para a personagem que ajudou a eternizar e principalmente, pelo desempenho de Gadot.
E se agora Diana se mostra uma personagem complexa, bem desenvolvida, repleta de empatia e pela qual o público torce facilmente, isso se deve principalmente pelo bom trabalho ao apresentar a história de origem dela - a mãe lhe diz que ela foi criada a partir do barro, mas a versão que fica é a mais atual, que Diana é uma deusa, fruto do relacionamento de Hipólita com Zeus.
Sempre ponto de divergência na guerra Marvel x DC, o humor está presente no novo longa e se revela extremamente importante na construção da personagem e de sua relação com Steve.
O humor humaniza Diana, reforçando sua inocência de alguém que viveu isolada do mundo e que, agora, vê prazer em pequenas coisas, como num sorvete, que sorve divertidamente numa estação de trem.
O roteiro de Allan Heinberg, que tem a experiência em trabalhar em séries com protagonistas femininas marcantes - como 'Sex and The City', 'Gilmore Girls' e 'Grey’s Anatomy' - acerta em diversos pontos, inclusive no fato de jamais usar o nome 'Mulher-Maravilha'.
Patty Jenkins comandando uma cena com Gadot e Pine: diretora espetacular
Não há momentos de auto-ostentação e Diana fala por si só.
Nos últimos anos, Jenkins se destacou mais com séries do que no cinema.
Aproveitando o bom momento da TV americana, nesse longa ela se cercou de profissionais de trabalham em séries, como o diretor de fotografia Matthew Jensen: com trabalhos espetaculares para 'Game of Thrones', por exemplo,ele desenvolve um visual particular ao filme, que supera todo aquele cinza escuro de Snyder.
Isso beneficia inclusive o 3D, embora o formato ainda esteja longe de ser fundamental para a história.
Ao menos os fãs não ficarão confusos nas cenas de ação, já que dá pra ver tudinho, com riqueza de detalhes.
O roteiro só peca um pouco na apresentação de seus vilões - General Ludendorff e Dra. Manu - que não são tão ameaçadores quando deveriam ser - e sim, temos Ares, que só se revela na estonteante batalha final.
Mas como não temos aqui um filme de heróis contra vilões e sim, sobre o surgimento de uma heroína, a produção entrega a história que se propõe a mostrar com sobras.
Os vilões do longa, General Ludendorff (Danny Huston) e Dra. Maru (Elena Anaya)
Muita gente vai diminuir algumas questões do filme e, como dissemos no começo, trata-lo apenas como 'um filme de super-herói'.
Mas não se engane.
Não é coincidência que o primeiro filme de super-heroína dirigido por uma mulher ser também o primeiro a oferecer uma protagonista que não seja mero símbolo sexual.
Há uma clara preocupação na mensagem que está sendo transmitida - e, melhor, bem sucedida.
Diana volta ainda em 2017 às telas do cinema em 'Liga da Justiça', que estreia em 16 de novembro.
O que nos deixa com a pergunta engasgada na garganta:
"Quando chega Mulher-Maravilha 2?'
Filmaço.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'MULHER-MARAVILHA'
Título Original:
WONDER WOMAN
Direção:
Patty Jenkins
Roteiro:
Allan Heinberg, Zack Snyder, Jason Fuchs
Elenco Principal:
Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Elena Anaya, Lucy Davis
Produção:
Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder
Fotografia:
Matthew Jensen
Montador:
Martin Walsh
Trilha Sonora:
Rupert Gregson-Williams
Duração:
140 min.
Ano:
2017
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
01/06/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Atlas Entertainment / Cruel & Unusual Films / DC Entertainment / Warner Bros.
Confira também o produtor falando da rejeição inicial a Gal Gadot para o papel e a polêmica do cinema que quis exibir o longa em sessão somente para mulheres
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Faltando poucos dias para o primeiro filme solo da principal super heroína da DC Comics chegar aos cinemas brasileiros, foram divulgados novos cartazes para salas de cinema IMAX do novo longa do Universo Estendido da DC Comics.
As artes trazem Robin Wright, Gal Gadot e Connie Nielsen em destaque.
Veja:
Warner Bros.
Agora, já não conseguindo controlar a ansiedade, até os fãs mais extremados da princesa amazona já aceitaram e se acostumaram com a ideia de Gal Gadot interpretar a poderosa heroína.
Mas nem sempre foi assim, como bem lembrou o produtor do filme, Charles Roven.
Em uma conversa com o Joblo sobre seu projeto mais recente, Roven falou sobre as críticas que o filme recebeu quando a atriz israelense foi escolhida para viver Diana, algo bem parecido com o que aconteceu com o elenco de 'O Cavaleiro das Trevas'.
“Oh não, foi uma repercussão terrível. Houve uma repercussão assim quando escolhemos Heath ledger como o Coringa, houve muitas críticas. O mesmo aconteceu quando fizemos de Ben [Affleck] o novo Batman. Isso é outra coisa sobre o porquê você tem que levar em conta a opinião dos fãs mas nem tudo o que eles dizem, e existe muita opinião de fã. Você tem que ser cuidadoso, e no fim você tem que levar tudo isso em conta e ainda ter o seu próprio instinto sobre o que fazer”.
Por sorte depois da sua aparição espetacular em 'Batman Vs Superman' (foi a melhor coisa do filme), os fãs logo perceberam que Gal Gadot era a escolha ideal para o papel.
Por fim, o longa nem estreou e já rendeu uma polêmica.
Pensando no crescente interesse das mulheres pelo assunto e como forma de aproximá-las ainda mais dessa cultura de emponderamento feminino, um cinema de Austin, no Texas, resolveu organizar uma sessão do primeiro filme solo da amazona fechada apenas para elas.
Entretanto, a atitude gerou uma desnecessária controvérsia que comprova, mais uma vez, que esse panorama ainda precisa ser muito discutido, num mundo absolutamente machista.
Enquanto alguns internautas diziam que o evento possui 'tom discriminatório', outros exigiam 'uma sessão voltada apenas para o público masculino'.
Com muito jogo de cintura, o cinema que promoverá a exibição foi rebatendo cada um dos comentários preconceituosos e machistas em suas mídias sociais.
Apesar dos ataques e reclamações, a sessão já vendeu todos os seus ingressos e promete ser um sucesso.
O que os cabeças de ervilha que quiseram uma sessão voltada só para os homens ainda não se tocaram é que a Mulher-Maravilha é um dos maiores ícones femininos da cultura pop e que, dada a sua importância, foi coroada como embaixadora honorária da ONU.
Sua força e independência inspiraram milhares de garotas desde sua primeira aparição na revista All Star Comics #8, em dezembro de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial.
O impacto da heroína na sociedade é muito simbólico, visto que o universo dos quadrinhos ainda é um ambiente voltado ao sexo masculino e a representação feminina ainda é muito falha, com personagens hipersexualizadas ou com pouca profundidade.
Relembre o trailer final:
Dirigido por Patty Jenkins (Monster - Desejo Assassino), 'Mulher-Maravilha' vai contar a história de Diana de Themyscira, princesa das Amazonas que se une ao piloto americano Steve Trevor (Chris Pine) para lutar em uma guerra (a Primeira Guerra Mundial) que está se espalhando pelo mundo.
Para a alegria – e o alívio – dos fãs da DC e da heroína, as primeiras avaliações feitas pela imprensa internacional são extremamente positivas - a crítica do Blog de Klau, você confere na quinta, 1º de junho, mesmo dia em que o filme chega aos cinemas do Brasil