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terça-feira, 8 de outubro de 2019

'O MÉTODO KOMINSKY': 2ª TEMPORADA GANHA TRAILER OFICIAL

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Michael Douglas e Alan Arkin estrelam a divertidíssima série, criada por Chuck Lorre
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Assista:


Na trama, Sandy e Norman, dois amigos de longa data, enfrentam os altos e baixos da vida com humor, dignidade e um pouco de ajuda de seus familiares – lembrando-nos que algumas relações nunca envelhecem.

Criada por Chuck Lorre (‘The Big Bang Theory‘, ‘Two and a Half Men‘ e ‘Mom‘), a série ganhou dois Globos de Ouro, incluindo Melhor Série de Comédia e Melhor Ator em Comédia para Michael Douglas.

O elenco inclui Michael Douglas, Alan Arkin, Sarah Baker, Nancy Travis, Danny DeVito e Jenna Lyng Adams.

O novo ciclo estreia em 25 de outubro, na Netflix.

sexta-feira, 8 de março de 2019

'DUMBO': LIVE ACTION DE TIM BURTON GANHA NOVO COMERCIAL

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Novo comercial é emocionante
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Assista:


Na trama, Holt Farrier é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo.

O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada.

No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme.

Relembre o Pôster:

O elenco inclui Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green, Michael Keaton, Alan Arkin e Joseph Gatt.

Analistas indicam que o filme dirigido por Tim Burton deve arrecadar entre US$ 45 a 65 milhões nas bilheterias norte-americanas em seu primeiro fim de semana.

A Disney estreia Dumbo em 28 de Março aqui no Brasil.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

'O MÉTODO KOMINSKI' TEM SEGUNDA TEMPORADA CONFIRMADA

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De acordo com a Variety, a Netflix renovou sua premiada série para a segunda temporada
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A comédia é estrelada por Michael Douglas e Alan Arkin e recentemente ganhou dois Globos de Ouro, um de melhor série de comédia e outro de melhor ator para Douglas.

Arkin também foi indicado na categoria de ator coadjuvante.

Relembre o trailer da primeira temporada:


A segunda temporada terá oito episódios e está programada para começar a produção no final deste mês em Los Angeles.

Douglas e Arkin retornarão como regulares da série, junto com Sarah Baker e Nancy Travis.

A atração acompanha o ator Sandy Kominsky (Douglas) e seu agente Norman Newlander (Arkin), dois amigos tentando navegar seus últimos anos em Los Angeles, uma cidade que valoriza a juventude e a beleza.

Chuck Lorre criou a série e é produtor executivo, juntamente com Al Higgins e Douglas.

a primeira temporada de O Método Kominsky já está disponível na Netflix.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

'DUMBO': LIVE ACTION GANHA PRIMEIRO TRAILER E NOVAS IMAGENS

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O mais novo clássico da Disney em versão live action teve muitas imagens e o seu primeiro trailer revelados
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Assista ao trailer:


Na animação de 1941, Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes.

Com a ajuda de Timóteo, um simpático ratinho, ele se transforma na principal atração de um circo.

Usando suas orelhas, ele faz o que nenhum outro elefante consegue: voar.

Ainda nessa semana, a Disney e a revista Entertaiment Weclky divulgaram muitas imagens do longa.

Confira:








Disney/EW

A nova versão do clássico da Disney tem Michael Keaton como um dos vilões.

Substituindo Will Smith, que se retirou do projeto, Colin Farrell interpreta o pai das duas crianças que ajudarão Dumbo a lidar com o bullying e a vencer as dificuldades, descobrindo o poder de voar que suas grandes orelhas lhe conferem.

Além de Farrell e Keaton, Danny DeVito, Eva Green, Alan Arkin e Joseph Gatt estão no elenco.

A direção é de Tim Burton, que já trabalhou com a Disney em 'Alice no País das Maravilhas' (2010) e 'Frankenweenie' (2012), além de alguns projetos no início de sua carreira.

A estreia de 'Dumbo' está marcada para o dia 29 de março de 2019.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

'DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO': MORGAN FREEMAN, MICHAEL CAINE E ALAN ARKIN SENSACIONAIS EM ROTEIRO INSPIRADO E NOSTÁLGICO


SINOPSE:

Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) são amigos há décadas.

Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros.

Quando Willie testemunha um assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto.

É a vez dos velhos se rebelarem contra a exploração dos bancos.

CRÍTICA:

Nesses tempos de pura hipocrisia, onde Hollywood se perde cada vez mais em superproduções bilionárias, quase sem humanidade e a maioria dando mais prejuízo do que lucro, voltadas somente para tirar a grana da mesada da molecada, é muito bom sabermos que filmes como 'Despedida em Grande Estilo', que estreou hoje em em 115 salas em todo o Brasil, ainda são feitos.

Apesar de ser uma refilmagem (de 1979) – neste caso aqui funciona, justamente por refazer uma obra desconhecida do grande público.

O longa, entre outros acertos, valoriza seus protagonistas, todos atores veteranos já na terceira idade, dentro de uma indústria que raramente dá protagonismo para eles.

Afinal, os estúdios ainda mantém um pé na sanidade, sabem que filmes desse tipo ainda possuem seu público e que novas investidas em roteiros como este – que vêm se tornando quase um subgênero (com filmes como 'Antes de Partir', 'Última Viagem a Vegas', 'Ajuste de Contas' e 'Amigos Inseparáveis', por exemplo) – continuam a interessar aos espectadores.

Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin são os protagonistas Willie, Joe e Albert - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Warner Bros.

Melhor: o remake supera o original por acrescentar mais conteúdo ao núcleo principal da trama, centrando o roteiro na atualidade e, assim, servindo como reflexo de problemas atuais da política norte-americana e mundial.

Aqui, continuamos seguindo os três amigos inseparáveis Willie, Joe e Albert, agora interpretados pelas lendas vencedoras do Oscar Morgan Freeman ('Menina de Ouro'), Michael Caine ('Hannah e Suas Irmãs' e 'Regras da Vida') e Alan Arkin ('Pequena Miss Sunshine'), substituindo os atores igualmente lembrados pela Academia Lee Strasberg (indicado por 'O Poderoso Chefão II'), George Burns (vencedor por 'Uma Dupla Desajustada') e Art Carney (vencedor por 'Harry, o Amigo de Tonto'), nos mesmos papeis respectivos.

A principal e bem vinda diferença é que enquanto na versão original, os velhinhos decidem roubar um banco apenas para rechear o fim de suas existências de adrenalina e assim se sentindo vivos novamente, nessa refilmagem o crime é cometido por um motivo bem mais nobre, vingança – ou justiça fora da lei.

Cena do longa
O trio passa seus dias finais, apenas contemplando a morte, até que seu tapete é puxado com força debaixo de seus pés.

Willie (Freeman) não possui economias suficientes para ir visitar sua filha e neta em outra cidade; Joe (Caine) precisa dar respaldo para a filha e a neta, vivendo sob seu teto e o rabugento Al (Arkin) cultiva sua empatia com gosto.

Na cena de abertura - em uma visita ao banco onde é avisado que pode perder a casa - o personagem de Caine presencia um assalto realizado com extremo requinte e eficiência.

Para piorar a situação, entra em jogo o mote da trama e elemento mais urgente: os três, que por mais de 30 anos trabalharam para a mesma empresa e coletam dela seus cheques de aposentadoria, assim como muitos outros funcionários presentes na fatídica reunião, são avisados de que a companhia está fechando as portas nos EUA e se mudando para um país asiático, terminando assim suas pensões também - fato que os aposentados brasileiros, e a polêmica envolvendo o tempo de contribuição de trabalho para a aposentadoria em nosso país, estão vivenciado nesses dias.

Assim, Joe junta um mais um e ao lado de seus inseparáveis cúmplices decidem roubar seu próprio banco e sair do vermelho.

O interessante deste inspiradíssimo roteiro - de Theodore Melfi, indicado ao Oscar pelo recente e cativante 'Estrelas Além do Tempo', baseado no texto original de Edward Cannon - é justamente acrescentar mais à mistura, dando credibilidade de sobra para a motivação dos infratores idosos, assim como encaixar comentários sociais e políticos relevantes, em especial ao que diz respeito à forma com que os idosos são (des)tratados – mesmo num país de Primeiro Mundo como os EUA.

Despedida em Grande Estilo : Foto Alan Arkin, Ann-Margret
A diva Ann-Margret retorna às telonas ainda em ótima forma
Apesar destas pinceladas de criatividade, o longa segue a fórmula de filme seguro e sem grandes reviravoltas ou novidades em sua jornada.

Só que, quando essa jornada é feita por um trio de Lendas do cinema, tudo parece ser mais verdadeiro e prazeroso e, assim, o longa ganha muito ao inclui-los e, principalmente, dar espaço a eles para fazerem o que sabem de melhor.

É lógico que com um trio de protagonistas desse, coadjuvados por estrelas do naipe da diva Ann-Margret, Christopher Lloyd e até Matt Dillon, o diretor precisaria ser no mínimo competente e dar conta do recado.

Surpreendentemente, quem comanda tudo é Zach Braff, ator da série 'Scrubs' e diretor de produções indie - como os aclamados 'Hora de Voltar' (2004) e 'Lições em Família' (2014).

Aqui, trabalhando pela primeira vez para um grande estúdio, a Warner, num filme com elenco estelar, o cineasta não faz feio e entrega uma obra redonda, com bom ritmo, alívios cômicos eficientes e uma mensagem importante.

Numa era de filmes barulhentos, cenários computadorizados e de montagens aceleradas, o longa surge como opção do bom cinema à moda antiga, com atores à moda antiga e diversão à moda antiga.

Vale ser visto por todo tipo de público, em especial os nostálgicos.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Despedida em Grande Estilo : Poster
'DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO'
Título Original:
GOING IN STYLE
Gênero:
Comédia Dramática
Direção:
Zach Braff
Roteiro:
Theodore Melfi
Elenco:
Alan Arkin, Ann-Margret, Christopher Lloyd, Denise Scilabra, Dillon Mathews, Doris McCarthy, Gina Diaz, Jen Ponton, Joey King, John Ortiz, Josh Pais, Katlyn Carlson, Lolita Foster, Maria Dizzia, Matt Dillon, Melanie Nicholls-King, Michael Caine, Morgan Freeman, Olli Haaskivi, Peter Serafinowicz, Siobhan Fallon Hogan
Produção:
Donald De Line
Fotografia:
Rodney Charters
Montador:
Myron I. Kerstein
Trilha Sonora:
Rob Simonsen
Duração:
96 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
06/04/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / Village Roadshow Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 23 de fevereiro de 2013

OSCAR 2013: CONFIRA OS INDICADOS A MELHOR ATOR E A MELHOR ATRIZ COADJUVANTE


A experiência é um trunfo nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante na 85ª edição do Oscar, tendo em vista que dez nomes em disputa já sabem o que é ser indicado e sete deles já experimentaram a sensação de levar à estatueta dourada para casa.

Dentro deste quadro, toda a incerteza que ronda o nome do vencedor entre os homens contrasta com a vitória praticamente certa de Anne Hathaway,  indicada principalmente pela cena de "Os Miseráveis", onde ela canta com o útero a famosa "I Dreamed a Dream".

Relembre:


Vamos esmiuçar as duas categorias...

MELHOR ATOR COADJUVANTE

ALAN ARKIN
Trata-se da quarta indicação de Arkin, neste caso por seu papel de produtor de Hollywood em "Argo", filme em que vive um personagem repleto de frases sarcásticas e que se associa com um agente da CIA para montar uma falsa empresa com a intenção de promove a realização de um filme no Irã.
Essa foi a forma como Estados Unidos e Canadá tramaram o rocambolesco resgate de seis funcionários da embaixada americana em Teerã em 1980, durante a crise dos reféns, fazendo-os passar por uma equipe de filmagem canadense de uma produção de ficção científica no estilo "Star Wars".
Arkin conseguiu sua primeira indicação por sua estreia no cinema: "Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando" (1966), a qual foi seguida por "Por Que Tem Que Ser Assim?" (1968) e "Pequena Miss Sunshine" (2006), quando levou a estatueta para casa.

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN
Essa é a quarta indicação de Hoffman, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por "Capote" (2005) e foi nomeado por "Jogos do Poder" (2007), "Dúvida" (2008) e, agora, com "O Mestre", filme no qual seu personagem de aura messiânica possui praticamente a mesma importância e similar tempo em tela que Joaquin Phoenix, indicado como protagonista.
Nesse sentido, o prêmio à melhor interpretação masculina do Festival Internacional de Cinema de Veneza foi entregue a Phoenix e Hoffman, que encarna no filme Lancaster Dodd, o fundador de um culto religioso (inspirado em L. Ron Hubbard e na Cientologia) no início da década de 1950.
Hoffman possui provavelmente o personagem mais interessante entre os atores coadjuvantes indicados: é o guia que oferece respostas e salvação a um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial (Phoenix) que não encontra paz nem estabilidade após seu retorno do campo de batalha.

TOMMY LEE JONES
Essa também é a quarta indicação de Jones, que, no caso desta última, veio através da interpretação do congressista republicano Thaddeus Stevens em "Lincoln", que exerce um papel crucial na aprovação da emenda para abolir a escravidão durante os últimos dias de vida do presidente americano.
A presença de Jones no filme sempre resulta poderosa e consegue injetar ao papel uma seriedade e um senso do humor único enquanto despreza as opiniões dos congressistas contrários à abolição. Sua obsessão para alcançar lembra a perseverança com a qual Jones perseguia Harrison Ford em "O Fugitivo" (1993), filme pelo qual ganhou o Oscar.
Suas demais indicações foram por "JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar" (1991) e "No Vale das Sombras" (2006).
Por seu papel em "Lincoln" ganhou o prêmio do Sindicato de Atores dos EUA.

ROBERT DE NIRO
Um dos melhores atores da história retorna à elite do Oscar duas décadas depois e faz isso dando vida ao personagem Pat em "O Lado Bom da Vida", um sujeito repleto de manias relacionadas com os jogos de futebol americano de seu time de coração, o Philadelphia Eagles, e que tenta melhorar a relação com seu filho, que sofre um transtorno bipolar.
É a sétima indicação para De Niro, ganhador como Melhor Ator Coadjuvante em "O Poderoso Chefão - Parte II" (1974) e como Melhor Ator em "O Touro Indomável" (1980).
Suas outras indicações foram por "Taxi Driver" (1976), "O Franco-Atirador" (1978), "Tempo de Despertar" (1990) e "Cabo do Medo" (1991).
O ator mostra seu lado mais humano e sensível em "O Lado Bom da Vida" da mesma forma que fez em títulos recentes, mas pouco vistos como "Estão Todos Bem" ou "Being Flynn", mas desta vez o empurrão da The Weinstein Company fez com que sua atuação não passasse despercebida para os membros da Academia.

CHRISTOPH WALTZ
A priori, pode parecer um dos favoritos para levar o Oscar devido a seu duplo triunfo no Globo de Ouro e no Bafta, sem contar que é o único ator de todo o elenco de "Django Livre" que já conseguiu o reconhecimento da Academia.
No entanto, sua recente estatueta dourada justamente como coadjuvante em "Bastardos Inglórios" (2009), também de Quentin Tarantino, pode diminuir suas chances.
Waltz, que insufla em seu personagem o senso de humor típico de Tarantino, encarna no filme um caçador de recompensas encarregado de libertar o escravo Django (Jamie Foxx) e de ajudar-lhe a reencontrar sua esposa, cuja liberdade depende da vontade do tirano encarnado por Leonardo di Caprio.
É sua segunda indicação e poderia beneficiar-se do fato que seu personagem, que profere as melhores frases da produção, leva o peso do filme durante 75% de projeção.

E as bunitas?

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

AMY ADAMS
É sua quarta indicação em apenas sete anos como Melhor Atriz Coadjuvante; antes foi reconhecida por "Retratos de Família" (2005), "Dúvida" (2008) e "O Vencedor" (2010).
Agora tentará a sorte com "O Mestre", onde encarna Peggy Dodd, fiel esposa do líder espiritual vivido por Hoffman e cujos atos a revelam como a encarregada de movimentar os fios da trama.
A atriz esquece a doçura que caracterizaram suas interpretações anteriores como em "Encantada", "Prenda-Me Se For Capaz" e "Os Muppets" para submergir-se totalmente na psique de uma ferrenha e dominante mulher que sugere seus pensamentos com sutileza e sem histrionismo.
Adams se encontra em um grande momento profissional e tem pendente a estreia de "O Homem de Aço", um dos filmes mais esperados do ano por se tratar do retorno do Superman, o principal dos super-heróis,  à telona - ela interpreta nada menos que a principal presença feminina no universo do Super, a intrépida repórter e interesse amoroso do herói, Lois Lane.

SALLY FIELD
Sua relação com o Oscar é perfeita até agora: duas indicações e duas vitórias, por "Norma Rae" (1979) e "Um Lugar no Coração" (1984).
Agora, a atriz tenta sua terceira estatueta dourada por "Lincoln", onde encarna Mary Todd Lincoln, a sofredora esposa do presidente americano interpretado por Daniel Day-Lewis.
Sua presença na categoria era uma aposta segura por ter sido reconhecida pela crítica como um dos grandes trunfos da produção de Steven Spielberg e o apoio perfeito para o show de Day-Lewis.
Além disso, ela mesma assegurou que era um papel que "morria de vontade" de fazer e não se importou em esperar uma década até que a produção finalmente saísse do papel.
Após seis anos afastada do cinema, Sally voltou à telona no ano passado com "O Espetacular Homem-Aranha" e já iniciou as filmagens de sua segunda parte.

ANNE HATHAWAY
Se há uma aposta segura na 85ª edição do Oscar, é a de Anne Hathaway como Melhor Atriz Coadjuvante por "Os Miseráveis".
Trata- se de sua segunda indicação após a obtida por "O Casamento de Rachel" (2008), e tudo parece indicar que, após seu triunfo no Globo de Ouro, no Bafta e no prêmio do Sindicato de Atores dos EUA, entre outros muitos, esse prêmio não lhe escapará.
O filme de Tom Hooper tem um momento em especial que hipnotiza o espectador: sua interpretação à capela e em plano fixo de "I Dreamed a Dream" , que vale um Oscar por si só.
Seu papel é pequeno comparado com o das demais candidatas, mas Anne Hathaway se entregou de coração neste musical baseado na célebre obra de Victor Hugo, um hino aos despossuídos que combina perfeitamente com os tempos atuais.

HELEN HUNT
É a segunda candidatura ao Oscar para Helen Hunt, que levou a estatueta de Melhor Atriz por "Melhor É Impossível" (1997).
Trata-se de uma atriz de pedigree, como demonstram seus quatro Emmy pela série "Mad About You", e esta nova indicação põe a intérprete na primeira linha de Hollywood, embora com uma proposta independente e pouco vista pelo público: "As Sessões".
O filme trata o drama de um adulto de 36 anos que vive conectado a um respirador artificial e deseja perder a virgindade, algo com o que o ajudará uma mulher vulnerável que participa de tratamentos de sexo, um papel que permite a Helen Hunt desnudar-se física e emocionalmente na tela.
Sua indicação compensa em parte o esquecimento da Academia com seu companheiro de elenco, John Hawkes, nome certo em todas as apostas prévias.
Em março, Helen estreará "Decoding Annie Parker", filme sobre os esforços de uma mulher para encontrar uma cura para o câncer.

JACKI WEAVER
Segunda indicação para a atriz australiana, que já concorreu ao Oscar por "Reino Animal" (2010).
Em "O Lado Bom da Vida" é a matriarca de uma família completamente disfuncional, e a única que está em completo controle de seus atos, um desafio para atriz que precisou modelar a normalidade, naturalidade e preocupações de uma pessoa comum.
Em "Reino Animal" encarnava uma mãe muito diferente, aparentemente doce e inocente, capaz de ignorar de propósito as atividades delitivas de seus filhos.
Agora, no entanto, mostra o silencioso sofrimento de uma mãe incapaz de acalmar a hiperatividade de seu filho.
Talvez seja a indicação mais surpreendente da atual edição nas categorias interpretativas, embora o diretor do filme, David O. Russell, tenha destacado que seu personagem é "o coração e a alma" da produção.
Parece uma interpretação feita sem esforço, não há um só gesto forçado - e esse é o seu principal mérito.

Fotos dessa postagem:
Atores e Atrizes no Globo de Ouro 2012
Getty Images

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

'ARGO': BEN AFFLECK ALCANÇA A PLENITUDE COMO DIRETOR EM THRILLER DE ESPIONAGEM FAVORITO AO OSCAR 2013


Dirigido e estrelado por Ben Affleck e baseado em fatos reais - ocorridos em 1980, pouco depois da invasão da embaixada norte-americana no Irã por revolucionários, durante o auge da revolução que levou o aiatolá Khomeini ao poder e fez o democrata Jimmy Carter perder a presidência dos EUA para o republicano Ronald Reagan - a trama de "Argo", um dos mais aguardados longas da temporada e que estreia hoje aqui no Brasil, nos mostra um agente da CIA com sobrenome espanhol na tentativa de resgate de diplomatas norte-americanos aprisionados no Irã durante uma operação que acaba glorificando o Canadá.

Com o Xá do Irã fugindo para os EUA e sob constante vigília dos novos detentores do poder, que até hoje culpam os americanos por todos os seus males, um grupo de seis diplomatas norte-americanos conseguiu escapar com a ajuda de Tony Mendez, um especialista em resgates que escreveu um livro a respeito da operação - que permaneceu em segredo por intervenção da CIA até o mandato de Bill Clinton, quando a história foi revelada, em 1997.

Imagens: Divulgação - Warner Bros.
Ben Affleck, em cena de "Argo", longa em que ele também dirige

Assim, tanto no livro quanto no longa, vemos que os boicotes do governo norte-americanos em quase nada influíram na posição política rígida do Irã no início da Revolução.

Descumprindo compromissos assumidos em acordos internacionais, a nação persa era encarada como um dos maiores problemas pelos diplomatas norte-americanos, já que era um mistério o caminho para negociar com um grupo político sem medo de embargos comerciais, quedas nas vendas de petróleo e nem mesmo da ameaça de intervenção militar por parte dos Estados Unidos.

Sem medo inclusive do exército norte-americano, o que esperar do regime dos aiatolás quando seis diplomatas se vêem "perdidos" no país, sem saberem quando serão resgatados e ainda vivos só por se esconderem na casa do embaixador canadense?

Tony Mendez (Ben Affleck) então recorreu a Hollywood: o agente queria um plano para tirar os compatriotas a salvo do Irã, sem serem notados e a solução que ele encontrou foi disfarçar o grupo a ser resgatado como produtores de cinema, todos membros de um filme falso chamado "Argo" - produção com roteiro de naves espaciais e alienígenas.

Mendez pensava simples: se os persas poderiam descobrir qualquer outro tipo de plano de camuflagem e colocar a vida de todos - inclusive do agente da CIA - em risco, era necessário algo extraordinário, que os revolucionários não conseguiriam decifrar - e o que seria melhor do que o comportamento extravagante da indústria cinematográfica de Hollywood?

Com a ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), Mendez conseguiu montar a estrutura necessária para se fazer um filme - até anúncio na revista especializada "Variety" o trio fez.

John Chambers (John Goodman) e Tony Mendez (Ben Affleck) em cena de "Argo"

A partir daí, o dia a dia entre os iranianos - civis ou militares - e os diplomatas disfarçados na equipe do filme são os momentos mais interessantes e tensos do longa, já que o nervosismo pelo risco do disfarce ser descoberto ou mesmo o choque de culturas e realidades são retratados com riqueza de detalhes.

O visual 70/80 é outro grande achado do longa, com direito às costeletas e bigodes típicos da época - o próprio Affleck disse em entrevista que este era um dos objetivos ao recontar em detalhes a história camuflada pela agência de espionagem norte-americana até 1997, durante o mandato de Bill Clinton.

Com um longa que entrega ao espectador uma boa dose de tensão com um retrato político adequado para o andamento da trama e sua localização histórica, Affleck alcança aqui a plenitude como diretor - após assinar os filmes "Medo da Verdade" (2007) e "Atração Perigosa" (2010).

Cena de "Argo", com Affleck ao centro

"Argo" é um thiller acima da média , já recebeu elogios da crítica especializada e boa recepção em festivais de cinema - como os do Rio de Janeiro e  Toronto - e chega até aqui como um dos favoritos à 85ª edição do Oscar - em fevereiro de 2013 - para alegria, tanto de Affleck, quando do produtor principal do longa, o também ator e diretor George Clooney.

Filmaço.

Confira o trailer do filme:

*****
"ARGO"
Título Original:
Argo
Diretor:
Ben Affleck
Elenco:
Bryan Cranston, Ben Affleck, John Goodman, Taylor Schilling, Kyle Chandler, Alan Arkin, Tate Donovan, Clea DuVall, Adrienne Barbeau, Rory Cochrane, Kerry Bishé, Richard Kind
Produção:
George Clooney, Grant Heslov, David Klawans
Roteiro:
Chris Terrio
Fotografia:
Rodrigo Prieto
Duração:
120 min.
Ano:
2012
País:
EUA
Gênero:
Thriller Dramático
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
GK Films / Smoke House / Warner Bros. Pictures
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau: