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sexta-feira, 6 de abril de 2018

MICHAEL CAINE JUNTA-SE À LISTA DE ATORES QUE SE RECUSAM A TRABALHAR COM WOODY ALLEN

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Michael Caine é mais um grande nome na crescente lista de atores que se recusam a trabalhar com Woody Allen novamente
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Embora Caine tenha ganhado um Oscar por sua participação com o diretor no filme “Hannah e Suas Irmãs” (1986), ele diz não se arrepender da colaboração, mas aparentemente, a relação de trabalho acabou.

Allen foi acusado de abuso sexual por sua filha adotiva Dylan Farrow - então Caine decidiu não colaborar mais com o diretor:

“Eu sou parte da NSPCC [Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças, por sua sigla em inglês] e tenho opiniões muito fortes sobre pedofilia “, disse o ator britânico, em uma entrevista para o “The Guardian”.

Michael Caine em cena de “Hannah e Suas Irmãs”: dirigido por Allen, longa lhe deu um Oscar - Fox Film

“Eu não posso fazer a pazes com as acusações. Amei Woody muito, eu o apresentei a Mia [Farrow]. Não me arrependo de ter trabalhado com ele, o que fiz com total inocência, mas não o faria novamente, não. ”

Caine se junta a outros atores como Colin Firth, Greta Gerwig, Rebecca Hall e Ellen Page, entre muitos outros, o que causou uma certa incerteza para o próximo filme de Allen - afinal, quem vai querer trabalhar com um diretor caindo em desgraça?

Fotos do Topo: Montagem/Variety

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

DIANE KEATON DEFENDE WOODY ALLEN: "ELE É MEU AMIGO E CONTINUAREI ACREDITANDO NELE"

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Atriz voltou a defender o diretor em público
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Diane Keaton é uma amiga de longa data de Woody Allen e já trabalhou por diversas vezes com o diretor - incluindo o premiado 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'.

Por isso, não hesita em defendê-lo quando o assunto são as acusações de abuso sexual contra ele.

A atriz já deu diversas declarações reafirmando a inocência de Allen, mas com as novas declarações feitas por Dylan Farrow, filha do ator, ela resolveu tocar novamente no polêmico assunto.

"Woody Allen é meu amigo e continuarei acreditando nele. Talvez seja do interesse de vocês assistirem a entrevista que ele fez para o '60 Minutes', em 1992, e tirarem suas próprias conclusões", escreveu no Twitter.

Na entrevista a que Keaton se refere, Woody faz uma veemente defesa de si mesmo sobre o caso de abuso contra sua filha.

Relembre:


Recentemente, Alec Baldwin, que trabalhou com o cineasta em 'Para Roma Com Amor' e 'Blue Jasmine', disse que a condenação a Allen é algo "injusto e entristecedor".

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

WOODY ALLEN: FILHA ADOTIVA REITERA ABUSOS E UM DOS MELHORES DIRETORES DE TODOS OS TEMPOS FINALMENTE É RENEGADO POR HOLLYWOOD

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Rumoroso caso de abuso sexual praticado por Allen quando sua filha adotiva tinha sete anos finalmente dá mostras de um desfecho - diretor se defende
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A estocada final só podia ter partido de Oprah Winfrey.

Rodeada por algumas das mulheres mais poderosas de Hollywood na atualidade, as mesmas que conceberam a plataforma Time’s Up, a apresentadora (e possível aspirante à presidência em 2020) liderou uma mesa redonda exibida pela rede CBS em que foi debatido o futuro desse movimento de combate ao assédio sexual.

Quando Winfrey perguntou às presentes se “a época de Woody Allen já passou”, coube à ganhadora do Oscar, Natalie Portman, proferir a sentença:
“Eu acredito em você, Dylan”.

As demais – incluindo Reese Witherspoon, Shonda Rhimes, Nina Shaw, America Ferrera e Tracey Ellis Ross – concordaram em uníssono.

Oprah e sua mesa redonda, exibida pela CBS - Divulgação

Não são as únicas.

Seus nomes se somam a uma lista que não para de crescer nos últimos dias.

Na era pós-Weinstein e do #MeToo, como a indústria lida com um aclamado cineasta sendo denunciado por abusar sexualmente de sua filha adotiva, Dylan Farrow, quando esta mal havia completado 7 anos?

Como poderá aceitar seu universo depois que um jornalista do The Washington Post qualificou recentemente toda a sua obra de “misógina” e concluiu, numa reportagem incisiva, que Woody Allen “é obcecado por adolescentes e meninas”?

Como fazer isso quando a suposta vítima continua escrevendo em diversas publicações suas demolidoras acusações contra o diretor e contra as ambiguidades morais de Hollywood?

A julgar pela rápida expansão na lista de personalidades que renegam Allen, a tendência é que se retirem em manada para não associar seu nome ao do cineasta.

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Dylan Farrow, hoje - LA Times
Há quem se arrependa de ter trabalhado com ele:

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Mira Sorvino
“Sinto muito, Dylan! Não posso nem imaginar como você se sentiu durante todos estes anos enquanto via como todos – incluindo a mim e incontáveis personalidades de Hollywood – elogiavam repetidamente aquele que você havia acusado por lhe machucar quando menina”.

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Ellen Page
“O maior arrependimento da minha carreira”

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Evan Rachel Wood
“Trabalhei com ele anos antes de ler a carta de Dylan, não voltarei a fazê-lo”

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Greta Gerwig
“Se soubesse o que sei agora, não teria feito o filme”

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Dave Krumholtz
“Trabalhar com Woody Allen foi um erro desanimador”

Fotos: Zimbio, EW, PopSugar, The Ultimate Rabbit

Há os que juram que jamais trabalhariam com ele (Jessica Chastain, Susan Sarandon), e quem opte por doar o cachê de seus próximos filmes com ele para a plataforma Time's Up, que presta assistência jurídica a mulheres em casos de discriminação por assédio (Rebecca Hall, Timothée Chalamet e Griffin Newman).

Isso sem contar a longa lista de atrizes que estão manifestando publicamente seu apoio a Dylan Farrow.

Até a mãe de Selena Gomez, que atua no novo filme dele, já disse pelas redes sociais que tentou demover a filha de participar de qualquer obra de Allen.

O caso dos supostos abusos a Dylan Farrow é público há mais de 20 anos.

Allen sempre alegou que as acusações são falsas, e dois inquéritos terminaram sem apontar o diretor como suspeito de nada.

A polícia investigou o caso em 1992, mas a apuração foi encerrada quando, no julgamento sobre a custódia, Mia Farrow se contentou em proibir que Allen visitasse seus dois filhos adotivos (Dylan e Moses) e seu filho biológico Satchel.

Em 2014, Dylan Farrow argumentou, em uma rude carta acusatória publicada no The New York Times, que se Mia Farrow não foi adiante e não apresentou acusações penais contra Allen foi porque o promotor levou em conta “a fragilidade da menor” e os riscos à sua integridade psicológica se o caso seguisse pela via penal.

O que está provado é que o diretor, durante a investigação policial, alterou várias vezes seu depoimento sobre os supostos abusos cometidos na cobertura do prédio onde vive.

Primeiro negou ter ido ao local, mas depois mudou sua declaração quando um fio de cabelo dele foi achado ali.

Finalmente, o juiz que o privou da custódia dos filhos, Elliott Wilk, escreveu em sua sentença de 33 páginas que o comportamento de Allen com Dylan “foi gravemente inapropriado” e que era preciso “tomar medidas para protegê-la”.

O mesmo juiz também observou que “não havia provas críveis que corroborem as declarações do senhor Allen: que Mia Farrow tinha treinado Dylan e agia com desejo de vingança contra ele por seduzir Soon-Yi [outra filha adotiva de Farrow, com quem Allen se casou, ainda adolescente e com quem vive até hoje].

Mas só agora, um quarto de século depois, Hollywood declara quase em uníssono – embora com muitas ausências notáveis – esse “Dylan, eu acredito em você”.

É bastante significativo, aliás, como o renegam em peso os principais atores do novo filme de Allen, 'A Rainy Day in New York' (título provisório do filme, cuja rodagem terminou quando o escândalo Weinstein estourou e que estreia nos festivais em 2019).

Griffin Newman foi o primeiro, anunciando já em outubro que doaria todo o seu cachê a uma organização que assiste mulheres vítimas de abuso.

Rebecca Hall, que volta a trabalhar com o diretor depois de 'Vicky Cristina, Barcelona', emitiu um comunicado explicando sua decisão de entregar integralmente o seu cachê à plataforma Time's Up:

“Um dia depois de as acusações contra Weinstein estourarem, eu estava rodando para o último filme de Woody Allen em Nova York […]. Sou muito agradecida por ele ter me dado o meu primeiro papel importante em um filme […], [mas] depois de ler e reler as declarações de Dylan Farrow feitas alguns dias atrás e as antigas […] vi que minhas ações contribuíram para que outra mulher se sentisse silenciada e vencida […]. Faço um gesto pequeno, que não acredito que sirva para compensar, mas doei meu salário à Time's Up”.

Decisão idêntica foi tomada pelo jovem ator Timothée Chalamet, uma estrela em ascensão em Hollywood por suas interpretações em 'Me Chame Pelo Seu Nome' e 'Lady Bird'.

Ele publicou nas redes sociais uma nota informando que por razões contratuais não poderia responder a perguntas sobre o que o levou a trabalhar com Allen, mas que “não quer se beneficiar” do filme, razão pela qual doará todo o seu rendimento à Time's Up, ao centro LGTB de Nova York e à ONG RAINN (Rede Nacional de Estupro, Abuso e Incesto).

“Isso ficou muito claro para mim nos últimos meses, sendo testemunha de um movimento poderoso que deseja acabar com a injustiça, a desigualdade e, acima de tudo, o silêncio”, observa a nota.

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 O ator Timothée Chalamet - Zimbio
“A Rainy Day in New York trata de um homem de meia-idade (Jude Law, 45) perseguindo uma menina de 15 anos (Elle Fanning, 19). Ver como será recebido ao estrear será um importante teste sobre como nos tornamos na era pós-Weinstein”, escrevia Chitra Ramaswamy no The Guardian há alguns dias.

A julgar pelos acontecimentos, a promoção do filme, com parte do elenco recusando qualquer vinculação econômica com ele, promete não ser nada fácil.

Texto base: Noemia Ramirez - El Pais
Edição e redação final: BlogdeKlau

O CONTRADITÓRIO: WOODY ALLEN SE DEFENDE NOVAMENTE

Diante das novas acusações da filha adotiva, nesta quarta (17)  Woody Allen emitiu um comunicado oficial onde se defende das acusações e diz já ter sido inocentado:

"Essa acusação foi feita há 25 anos e foi investigada pela Clínica de Abuso Sexual Infantil de Yale e pelo Serviço Social de Nova York. O processo durou meses e a conclusão foi negativa para o abuso. Eles inclusive acreditam que uma criança vulnerável pode ter sido condicionada a contar essa história por um adulto".

"Apesar da família Farrow estar usando esse momento de denúncias de forma oportunista, repetindo uma acusação que já foi desmentida, ela não passa a ser mais verdadeira do que no passado. Eu nunca abusei da minha filha e todas as investigações já feitas décadas atrás comprovam isso".

O Cineasta Woody Allen - Getty

Um dos mais antigos casos de assédio sexual - o mais antigo é o de Roman Polanski, até hoje proibido de pisar em solo norte-americano - de Hollywood parece finalmente estar chegando ao fim.

Woody Allen pode ter sido um gênio - seus últimos filmes, vocês já leram nas nossas críticas, entregam sempre mais do mesmo - mas não só Hollywood, como o mundo em geral não tolera mais casos escabrosos desse tipo.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

'RODA GIGANTE': WOODY ALLEN CUMPRE TABELA, REPETE AUTORREFERÊNCIAS E ENTREGA MAIS DO MESMO



SINOPSE:

A atriz Ginny (Kate Winslet), casada com Humpty (James Belushi), acaba se apaixonando pelo salva-vidas Mickey (Justin Timberlake).

Mas quando sua enteada, Carolina (Juno Temple), também cai de amores pelo rei da praia, as duas começam uma forte concorrência.

CRÍTICA:

Todo filme de Woody Allen que se preze precisa ter algum desses elementos: humor sarcástico, personagens cínicos e niilistas, romances complexos e belas paisagens,que se tornam quase um protagonista à parte.

Apesar das fórmulas, não dá para dizer que todos os filmes do diretor são iguais.

Dentre obras marcantes como 'Manhattan', 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa' e 'Blue Jasmine', temos longas descartáveis como 'Homem Irracional' e 'Café Society'.

As linhas que definem um bom filme de Allen de um ruim são bem tênues, pois, afinal, todos possuem características em comum que fazem parte do que vemos na sua filmografia.

Entretanto são nos pequenos detalhes que ocorrem os grandes deslizes.

Roda Gigante : Foto Justin Timberlake, Kate Winslet
Kate Winslet e Justin Timberlake, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imagem Filmes
Continuando sua missão de lançar um filme por ano, Allen buscou em 'Roda Gigante', que estreia hoje aqui no Brasil, um tom mais visceral com a tragicomédia sobre uma dona de casa, infeliz com o casamento e à beira de um ataque de nervos, que encontra alento nos braços de um belo rapaz.

O longa pode ser considerado uma evolução em relação ao infeliz 'Café Society' - a falta de química do casal formado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart, entretanto está longe de ser o que esperamos do diretor.

Allen ama explorar cidades como se fossem um personagem próprio.

Aqui, a escolhida foi a vibrante, colorida e nostálgica vizinha de Nova York, Coney Island, que tinha nos anos 1950 (onde a trama se passa) cores vibrantes,  parques de diversões concorridos e letreiros luminosos gigantes.

Esse aparente lugar dos sonhos se torna um verdadeiro inferno para Ginny (Kate Winslet) e aumenta ainda mais suas crises de enxaqueca, já não bastasse o estresse com seu marido Humpty (James Belushi), alcoólatra e chauvinista e seu filho piromaníaco.

Amargurada por ter abandonado o sonho de ser atriz para trabalhar como garçonete, ela acaba se envolvendo com o jovem e vistoso Mickey (Justin Timberlake), salva-vidas da praia local.

A relação oferece a ela uma espécie de escapismo e lhe dá uma nova perspectiva sobre o futuro.

Roda Gigante : Foto Juno Temple, Justin Timberlake
Juno Temple e Justin Timberlake, em cena do longa
Entretanto, o romance recebe um banho de água fria depois que o salva-vidas caí de amores por Carolina (Juno Temple), a jovem enteada de Ginny que veio a Coney Island para fugir de seu ex-marido mafioso.

Isso acaba despertando sentimentos de inferioridade e inveja na garçonete e intensifica os conflitos entre as duas.

Winslet incorpora bem o papel de mulher neurótica e Temple também convence com o ar ambíguo de ninfeta conquistadora e mulher madura.

Pena que Timberlake é artificial - e o peso de narrar toda a história não lhe cai tão bem.

Boas atuações (e algumas más) à parte, o longa deve ter um dos piores diálogos da carreira de Allen.

Roda Gigante : Foto James Belushi, Justin Timberlake
James Belushi e Justin Timberlake, em cena do longa
No longa não faltam frases de efeito ruins e um roteiro cheio de subtramas, que acabam sem desfecho.

A impressão que temos é a de que Allen está só cumprindo tabela durante os 100 minutos de filme.

O filme conta com personagens extremamente impopulares, com os quais não conseguimos nos identificar ou simpatizar - além de um roteiro banal.

Mas nem tudo está perdido.

A presença da dupla Tony Sirico e Steve Schirripa, gângsters da série 'Os Sopranos' que também interpretam mafiosos no filme, é uma ótima jogada cômica e quase um easter egg para aqueles que acompanharam o seriado.

Resultado de imagem para Tony Sirico Steve Schirripa WONDER WHEEL
Tony Sirico e Steve Schirripa, em cena do longa
Enfim, 'Roda Gigante' é a maior prova de que Allen não tem mais o fôlego de antes.

Apesar do legado inquestionável, o cineasta parece ter entrado um mais do mesmo de autorreferências, que já não funciona mais.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'RODA GIGANTE'
Título Original:
WONDER WHEEL
Gênero:
Drama
Direção:
Woody Allen
Elenco:
Bobby Slayton, Danielle Ferland, David Krumholtz, Debi Mazar, Ed Jewett, Geneva Carr, Gregory Dann, Jack Gore, Jacob Berger, Jenna Stern, Jim Belushi, John Doumanian, John Mainieri, Juno Temple, Justin Timberlake, Kate Winslet, Maddie Corman, Max Casella, Michael Striano, Michael Zegarski, Nico Petrosino, Robert C. Kirk, Steve Schirripa, Tom Guiry, Tommy Nohilly, Tony Sirico, Ziada Zienna
Roteiro:
Woody Allen
Produção:
Edward Walson, Erika Aronson, Letty Aronson
Fotografia:
Vittorio Storaro
Montador: 
Alisa Lepselter
Estúdio:
Amazon Studios, Gravier Productions, Perdido Productions
Distribuidora:
Imagem Filmes
Ano de Produção:
2017
Duração:
101 min.
Estreia no Brasil:
28/12/2017
Classificação Indicativa:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

'RODA GIGANTE': NOVO LONGA DE WOODY ALLEN GANHA TRAILER OFICIAL

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Longa é estrelado por Kate Winslet e Justin Timberlake
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Assista:


Na trama, Ginny (Kate Winslet) é a esposa de um operador de carrossel, Humpty (Jim Belushi), que trabalha em um parque na praia de Coney Island, Nova York.

Ela conhece Mickey (Justin Timberlake), um salva-vidas que também trabalha na praia e acaba se apaixonando por ele.

Quando uma filha (Juno Temple) de seu marido volta para casa e também se apaixona por Mickey, a roda dos desejos começa a girar.

A Imagem filmes lança o longa em 28 de dezembro aqui no Brasil.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

'RODA GIGANTE': NOVO LONGA DE WOODY ALLEN TEM PRIMEIRO TRAILER DIVULGADO

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Longa é protagonizado por Kate Winslet e Justin Timberlake
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Assista:


O filme é ambientado na Coney Island dos anos 50 e conta a história de quatro personagens, cujas vidas se entrelaçam: uma ex-atriz que trabalha como garçonete (Kate Winslet) e seu marido, operador de carrossel (Jim Belushi), a enteada que precisa se esconder de gângsteres (Juno Temple) e um jovem salva-vidas com sonhos de se tornar um dramaturgo (Justin Timberlake).

A fotografia é de Vittorio Storaro, o mesmo do último filme de Allen, 'Café Society', e uma série de outros filmes notáveis - como 'O Último Tango Em Paris'.

'Roda Gigante' chega aos cinemas em 1 de dezembro.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

'CAFÉ SOCIETY': MESMO SE REPETINDO NOVAMENTE, WOODY ALLEN ENTREGA UM DOS MAIS BELOS FILMES DO ANO


SINOPSE:

Anos 1930.

Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles.

Lá, ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um produtor que conhece a elite de Hollywood.

Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil.

Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart), a secretária particular de seu tio - só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.

CRÍTICA:

Woody Allen tem atualmente 80 anos, 48 longas no currículo e uma média de um filme por ano há décadas.

Segue filmando porque ama o que faz e porque, como ele mesmo diz: "tem uns loucos que topam me bancar".

Entretanto, por mais que a sua paixão pelo cinema ainda fale alto, nos últimos anos, ele tem se repetido.

É o que novamente acontece em 'Café Society', em exibição em 104 salas em todo o Brasil, onde vemos aqui e ali lembranças de 'Poderosa Afrodite', 'Tiros na Broadway' e até mesmo 'Meia Noite em Paris'.

O problema não é propriamente a repetição, mas para quem acompanha a sua carreira, fica a desagradável sensação de que ele já fez isto antes - e melhor.

Ao menos aqui, Allen mostra uma opção pouco usual: nesse, temos seguramente três 'filmes dentro do filme'.

Café Society : Foto Jesse Eisenberg, Kristen Stewart
Kristen Stewart e Jesse Eisemberg, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imagem Filmes
O primeiro deles, que toma cerca da metade da duração, é uma escancarada comédia romântica.

Situada na Los Angeles da década de 1930, essa parte tem bela fotografia em tons azulado e sépia para retratar visualmente a divisão de classes sociais na hierarquia cinematográfica de Hollywood e apresenta um cuidado extremo em como a personagem de Kristen Stewart, Vonnie, é apresentada.

Sua primeira aparição, por volta dos 15 minutos, é em meio a um brilho intenso, a luz na vida dos homens que a rodeiam.

Seus trejeitos e o modo de se vestir dão à personagem uma certa sensualidade casta, própria da época, que imediatamente remete aos filmes estrelados por Greta Garbo - que, não por acaso, possuíam uma série de restrições em relação ao comportamento feminino.

Se Kristen não é Garbo, ela até aparece bem nos momentos mais românticos e de sedução.

Já Jesse Eisenberg, em seu melhor papel no cinema em muito tempo, se sai bem como a nova persona do diretor (que Allen tem colocado nos seus filmes desde Kenneth Branagh em 'Celebridades'), interpretando de forma convincente a figura do ingênuo romântico.

Já Steve Carell, também muito bem, dá uma certa humanidade a um personagem que poderia facilmente cair no lugar comum.

O trecho de Los Angeles é o mais bem resolvido da trama: ágil, bem pontuado e com piadas divertidas, ela flui com facilidade, mesmo aparentemente sendo até previsível.

Café Society : Foto Steve Carell
Steve Carell: humanidade a personagem
A segunda parte, ambientada em Nova York, entrega um outro filme, mais sofisticado e com uma pitada de melancolia que o longa até insinua, através de frases soltas sobre o sentido da vida, típicos da filosofia do diretor.

Só que, por mais que tragam os mesmos personagens, o salto brusco de tom provoca uma certa ruptura, agravada pelo fato da subtrama novaiorquina não ser tão interessante e também pelo desaparecimento da personagem de Blake Lively, recurso já usado por Allen abteriormente,  bem como o próprio desenvolvimento desta fase do filme, envolvendo paixões.

Por mais que Allen aqui queira passar ao espectador a verdade de que que a vida não é um conto de fadas, a transição fica superficial.

Café Society : Foto Jesse Eisenberg, Kristen Stewart
Casal com boa química
O terceiro "filme dentro do filme" foca em outros personagens, como o irmão gângster de Bobby e sua família, soltos dentro da história como um todo, muito pouco para inserir tantos personagens e uma subtrama com tamanho peso.

Irregular, contando com alguns bons momentos graças à habilidade de Allen em escrever sequências onde o diálogo é ótimo, especialmente na metade inicial, o longa tem enquadramentos interessantes, mesmo recorrendo ao clássico plano/contraplano.

Temos aqui o filme de maior apuro estético de Allen, desde 'Meia Noite em Paris', especialmente em relação à fotografia - de Vittorio Storaro - figurino - de Suzy Benzinger - e direção de arte - de Santo Loquasto.

Nessa fase de vida, fica evidente que o cineasta quer soluções fáceis para problemas mais complexos, talvez por comodidade ou pela pressa auto-imposta para que possa logo começar seu próximo projeto.

No mais, é diversão de primeira - e eu aposto que Jesse Eisenberg deve levar alguns prêmios pela sua soberba atuação.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'CAFÉ SOCIETY'
Título Original:
CAFE SOCIETY
Gênero:
Comédia Dramática
Direção e Roteiro: 
Woody Allen
Elenco:
Anna Camp, Armen Garo, Blake Lively, Corey Stoll, Craig Walker, Don Stark, Edward James Hyland, Gregg Binkley, James Thomas Bligh, Jeannie Berlin, Jesse Eisenberg, Judy Davis, Kaili Vernoff, Kelly Rohrbach, Ken Stott, Kenneth Edelson, Kristen Stewart, Lev Gorn, Liz Celeste, Max Adler, Parker Posey, Paul Schackman, Paul Schneider, Raymond Franza, Richard Portnow, Richard R. Corapi, Sari Lennick, Saul Stein, Sebastian Tillinger, Shae D'lyn, Stephen Kunken, Steve Carell, Steve Rosen, Steve Routman, Tom Kemp, Tony Sirico
Produção:
Edward Walson, Letty Aronson, Stephen Tenenbaum
Fotografia:
Vittorio Storaro
Montador:
Juliet Taylor, Patricia Kerrigan DiCerto
Duração:
96 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
25/08/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Imagem Filmes
Estúdio:
Gravier Productions
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 12 de maio de 2016

FESTIVAL DE CANNES 2016: EVENTO COMEÇA COM SEGURANÇA REFORÇADA E BRASILEIRO NA DISPUTA

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Café Society', drama de Woody Allen, abriu a mostra
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A 69º edição do Festival de Cannes começou nesta quarta (11).

A cerimônia de abertura no Palais des Festivals, sede do evento, contou com a exibição de 'Café Society', novo drama de Woody Allen estrelado por Kristen Stewart e Jesse Eisenberg.

Com cartaz homenageando o cineasta francês Jean-Luc Godard - com uma imagem de "O Desprezo" (1963) estampada, acima - o evento desse ano terá segurança reforçada para evitar ameaças terroristas, como a que esvaziou a sede oficial na última terça(10), e não atrapalhar a tradicional festa, que terá destaques do cinema do mundo todo.

O trailer de 'Café Society':


O evento também marca o retorno do Brasil à disputa da Palma de Ouro, com 'Aquarius', filme do diretor Kleber Mendonça Filho.

Concorrendo ao seu lado estão 'Julieta', de Pedro Almodóvar, 'Personal Shopper', de Olivier Assayas e 'Juste la fin de Monde' de Xavier Dolan.

Confira cena de 'Aquarius', com Sônia Braga e Irandhir Santos:


O drama de Almodóvar - responsável por clássicos como 'Mulheres À Beira De Um Ataque De Nervos', 'Tudo Sobre Minha Mãe' e 'Volver', narra a vida de uma mulher que fica à beira da loucura após perceber que sua vida agitada e festeira mudou completamente a medida em que ela envelheceu.

Esses 30 anos de história são retratados com muita sensibilidade pelo cineasta, que tenta vencer a Palma de Ouro pela quinta vez.

O trailer de 'Julieta':


Já 'Personal Shopper' traz Kristen Stewart no papel de uma jovem americana que mora em Paris e trabalha como "personal shopper", uma espécie de compradora profissional, para uma famosa artista.

Mas a garota manifesta dons sobrenaturais que a permitem conversar com o mundo dos mortos.

Um teaser de 'Personal Shopper':


O canadense Xavier Dolan apresenta no evento o drama 'Juste la fin de Monde', em que retrata o reencontro do escritor Louis (Gaspard Ulliel) com seu passado após passar doze anos longe de casa.

O trailer de 'Juste la fin de Monde':


O festival ainda conta com reincidentes, como é o caso dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, que já venceram a Palma de Ouro por duas vezes e agora retornam à competição com 'La fille inconnue', drama sobre uma médica que nega atendimento a uma garota, que é encontrada morta logo depois.

Acometida pela culpa, ela tenta a todo custo descobrir a identidade da garota e localizar sua família.

Cena de 'La fille inconnue', de  Luc e Jean-Pierre Dardenne - Divulgação
Se tem algum nome que seja sinônimo de esperança, esse é o do americano Jim Jarmusch, que já está em sua décima tentativa com 'Paterson', que traz Adam Driver - o Kylo Ren de 'Star Wars: O Despertar Da Força' - como um motorista de ônibus que gosta de escrever poesias.

Um teaser de 'Paterson':


O grande vencedor da Palma de Ouro, prêmio máximo em Cannes, será escolhido após o veredito do júri, presidido neste ano por George Miller - diretor de 'Mad Max: Estrada Da Fúria' - e composto por mais quatro homens e quatro mulheres.

A competição também contará com "I, Daniel Blake", de Ken Loach, "Toni Erdmann", de Maren Ade, "Ma'Rosa", de Brillante Mendoza, e "The Fast Face", do americano Sean Penn.

A edição desse ano também contará com uma homenagem à Lenda americana Robert De Niro, por sua brilhante trajetória no cinema, que inclui sete indicações ao Oscar e duas estatuetas - por 'Touro Indomável' e 'O Poderoso Chefão II'.

Seu último longa, o drama 'Hands of Stone', onde De Niro interpreta um treinador de boxe e acompanha a trajetória do lutador panamenho Robert Duran (Edgar Ramirez), entre as décadas de 70 e 80,  foi confirmada fora da categoria competitiva,

Quem já viu, diz que a atuação de De Niro pode garantir mais uma indicação ao Oscar para seu já consagrado currículo.

O trailer de 'Hands of Stone':


Fora da categoria competitiva, também se destacam 'Jogo do Dinheiro', de Jodie Foster, 'O Bom Gigante Amigo', de Steven Spielberg, 'La forêt de Quinconces', de Grègoire Leprince-Ringuet e 'Gimme Danger', documentário sobre os Stooges.

Quem já viu 'O Bom Gigante Amigo', garante: Spielberg fez para a Disney seu melhor filme infanto-juvenil desde que fez 'E.T' para a Universal Pictures.

O trailer de 'O Bom Gigante Amigo':


O Festival de Cannes acontece até dia 22 na bela cidade balneária francesa e pela primeira vez, terá o vencedor da Palma de Ouro como filme de encerramento.