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segunda-feira, 13 de maio de 2013

HUGH DANCY: O BUNITO DA SÉRIE 'HANNIBAL' QUE FAZ CLAIRE DANES PASSAR MUITO BEM



O ator Hugh Dancy nasceu na cidade inglesa de Staffordshire em 19 de junho de 1975.

É filho de uma editora e um professor universitário de Filosofia e estudou Língua e Literatura Inglesa em Oxford  - fala francês fluentemente.

O bunito começou a atuar sob a direção de nada menos que o Oscarizado Sam Mendes.

Depois, apareceu em alguns programas de televisão - como 'Dangerfield' e 'Cold Feet' - e as minisséries 'Trial & Retribution II'.

Ficou conhecido do grande público em 'Hallmark Hall of Fame', uma produção de David Copperfield.

Em 2000, estrelou 'Young Blades' e apareceu em um episódio de 'Relic Hunter'.

Voltou às telonas  em filmes muito legais - como 'Falcão Negro em Perigo' (2001), 'Rei Arthur' (2004), 'Os Delírios de Consumo de Becky Bloom' (2009) e 'Adam' (2009) - mas conquistou todos os olhares e uma legião de fãs com o personagem Lee Fallon na ótima série 'The Big C'.

Desde setembro de 2009, Hugh Dancy é casado com a atriz Claire Danes - estrela da ótima série 'Homeland'.

Eles se conheceram no set de 'Ao Entardecer' (2007) e já tem um filho - Michael Christopher - que nasceu em dezembro passado e fez com que durante a gestação, Claire tivesse de fazer várias de suas cenas da segunda e premiada temporada de 'Homeland' só em close, já que sua personagem não estava grávida.

Hugh Dancy e Claire Danes, no red carpet do Globo de Ouro 2013 - foto: Getty Images
Atualmente com 37 anos, Dancy vem arrebentando tudo como o agente Will Graham na também acima da média série 'Hannibal', que estreou recentemente no canal AXN.

Hugh Dancy como o agente Will Graham, na  série 'Hannibal' - Divulgação/AXN
Ainda será visto nas telonas em 'Dorothy of Oz', segunda visita neste ano ao mundo criado por F.Frank Baum.

Pelas fotos abaixo, dá pra ver por quê Claire Danes está sempre sorridente, né?































 








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Fotos dessa postagem:
Advocate magazine, IMdB, Blog Mad About Suis, The Hollywood Reporter, BBC News, NBC,  AP, Divulgação AXN, Trumbl e site - HughDancy.net - do Ator, Just Jared, Vogue Hommes Magazine, GQ Magazine e People Magazine

quinta-feira, 4 de abril de 2013

'HANNIBAL': SÉRIE COM FÍGADOS E CARNE DE QUADRIL HUMANOS AO ESTILO GOURMET ESTREOU BEM NOS EUA AGORA POUCO



O criador e produtor executivo Bryan Fuller diz que a série "Hannibal" - que estreia estreia hoje nos Estados Unidos - tem diversas homenagens ao diretor britânico Stanley Kubrick.

Uma delas, no primeiro episódio, relembra a cena do banheiro de "O Iluminado" (1980), clássico de suspense do diretor.

Fuller disse em entrevista à revista "Entertainment Weekly" que sua adolescência foi guiada pelos filmes de Kubrick.

"O "Iluminado" teve um impacto maior sobre mim como um contador de histórias do que o livro. Enquanto minha família celebrava, eu ficava no porão escondido assistindo filmes dele sozinho".

Por causa das lembranças, ele sempre sonhou em refilmar a cena em que os personagens estão num banheiro todo vermelho.

"Eu sempre tive vontade de fazer a cena do banheiro. Tentei recria-la diversas vezes em "Pushing Daisies". Foi a cena que mais me impressionou, essa narrativa psicológica".

Acima, cena de 'O Iluminado'; abaixo, cena de 'Hannibal' - fotos: Divulgação

O vermelho do banheiro é só o começo, já que fígado e carne do quadril são servidos ao estilo gourmet, jovens mulheres são espetadas em galhadas e cogumelos brotam de corpos em decomposição em outras cenas da série, a primeira sobre o canibal criado por Thomas Harris em seu livro de 1981 "Dragão Vermelho", e tornado famoso por Sir Anthony Hopkins no longa  "O Silêncio dos Inocentes" (1991) - papel que rendeu ao ator britânico um Oscar na categoria principal.

Hannibal Lecter, sempre eleito um dos vilões mais assustadores do mundo da ficção, está de volta, e dessa vez ele não está preso, mas é um psiquiatra respeitado, com um apetite para arte, roupas finas, boa comida e vinho tinto e escondendo um segredo sombrio, lógico, a sua predileção por carne humana.

Depois de cinco filmes de Hannibal Lecter e quatro romances, a nova série de TV é baseada apenas nas cinco páginas iniciais de "Dragão Vermelho", e serve como uma introdução ao livro e à lenda de Hannibal Lecter no cinema.

Combina a resolução de um crime sangrento semanal com o passado de Lecter e de sua nêmese no FBI, Will Graham.

"Como alguém que leu os livros e foi realmente um estudante de Thomas Harris, sentia que definitivamente havia aspectos da literatura que não haviam sido explorados", disse Fuller à Reuters.

"Havia um grande capítulo da vida de Hannibal Lecter que não vimos em nenhum dos filmes nem em nenhum dos livros. Nós o vimos encarcerado e como jovem, e eu achava que a parte mais interessante da vida dele era quando ele era um psiquiatra ativo e um canibal ativo e quem ele era antes do encarceramento", acrescentou Fuller.

O ator dinamarquês Mads Mikkelsen - conhecido do grande público por interpretar o vilão Le Chiffre no filme de James Bond "Cassino Royale" (2006) e melhor ator no Festival de Cannes em 2012 por conta do longa "A Caça" - assume o papel de Lecter, levando um lado sofisticado e atraente para o psicopata.

O acima da média Mads Mikkelsen em cena como o Dr. Hannibal Lecter na série - foto: Divulgação

"Não me senti endividado com o modo como ele era visto nos filmes... eu sabia que esse Lecter tinha que ser sexy, tinha que ter uma sensualidade porque ele é um homem que aprecia a beleza", disse Fuller.

Mas foi o personagem de Graham - interpretado por Hugh Dancy - o policial hiper-sensível que faz perfis criminosos, quem primeiro intrigou Fuller.

O ator Hugh Dancy, em cena como o policial Graham - foto: EW

"Will Graham sempre foi visto como um investigador competente e estoico. O que me atraía é que ele é na verdade muito vulnerável como ser humano porque precisa se imaginar como esses assassinos. Achei que era uma oportunidade de realmente ver os efeitos sobre a psique humana de estar exposto a uma violência terrível", explicou Fuller.

O primeiro episódio de "Hannibal" é inspirado em duas breves cenas de "Dragão Vermelho", nas quais Graham lembra seu colapso emocional por causa de sua investigação e morte de um serial killer chamado Minnesota Shrike.

A primeira temporada da série de TV, assim como as quatro temporadas seguintes planejadas, mostra o que acontece antes de "Dragão Vermelho", e anos antes de "O Silêncio dos Inocentes".

Concentra-se na angústia mental de Graham e em sua amizade e confiança crescentes com Lecter, a quem procura em busca de apoio emocional e psicológico.

Bryan Fuller escreveu o roteiro do episódio-piloto e vai produzir a série ao lado de Martha De Laurentiis (esposa do produtor que levou Dr. Lecter ao cinema, o falecido Dino De Laurentiis).

David Slade ('Eclipse', '30 Dias de Noite') será o diretor.

Diferente de outras negociações entre emissora e roteirista, a série não passou pela fase de aprovação do episódio-piloto - recebendo logo da rede NBC uma encomenda de 13 episódios para a primeira temporada.

Confira o trailer 1 da série:

Confira o trailer 2 da série:

Confira o trailer 3 da série:

Confira o trailer 4 da série:

E não é que a série estreou bem? 

 Segundo informações do TV Line e do TV by the Numbers, os primeiros números divulgados agora a pouco apontam para uma audiência total de 4,3 milhões de telespectadores e 1,6% do público-alvo de adultos de 18 a 49 anos. 

 Apesar de não parecerem muito expressivos, lembro que estamos falando da NBC, rede que vem lutando nos últimos anos com uma audiência baixa e geralmente bem atrás dos outros três grandes canais abertos dos estados Unidos (CBS, Fox e ABC). 

 Esta audiência dos adultos de 18 a 49 anos conseguida por 'Hannibal' é 60% a mais da média que a NBC vinha conseguindo neste horário nesta temporada — e ainda é a melhor performance entre o público-alvo em mais de um ano, desde março de 2012.

 
O elenco de 'Hannibal' - foto: Divulgação/NBC

Então, podemos dizer que a NBC deve estar comemorando uma estreia razoável para os níveis do canal.

O 'The Hollywood Reporter' classificou a estreia como "suave, mas não pobre" e o TV by the Numbers, como "decente", em termos de audiência.

No entanto, 'Hannibal' ficou abaixo da estreia de 'Awake' - já cancelada, que neste mesmo horário conseguiu 6,2 milhões de telespectadores e 2% do público-alvo - mas ainda foi melhor do que a estreia de 'Do No Harm' (3,1 milhões e 0,9%), também cancelada enquanto ocupava este horário.

'Hannibal' ficou bem abaixo das concorrentes 'Scandal' (ABC, com 8,1 milhões e 2,7%) e 'Elementary' (CBS, 10,3 milhões e 2,1%).

"Hannibal" já foi vendida para o Canadá, Grã-Bretanha, vários países europeus e Brasil - onde estreia no próximo dia 16 de abril, às 22h, no canal AXN.

Vamos aguardar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

'HISTERIA': COMÉDIA SOBRE INVENÇÃO DO VIBRADOR NA ERA VITORIANA TRAZ MÃOS MELADAS, XOXOTOLOGIA E MUITOS RISOS


Comédia coproduzida por Inglaterra, França, Alemanha e Luxemburgo, "Histeria" finalmente estreia hoje aqui no Brasil  - depois de ser muito bem falada nos festivais europeus de cinema desse ano -  contando a história, aparentemente verídica, de como um médico na era vitoriana, uma das mais caretas de todos os tempos, inventou o vibrador e fez com que a mulherada, chamadas de histéricas na época, finalmente relaxassem e gozassem.

Dirigido pela norte-americana Tanya Wexler, o filme acompanha as desventuras de um médico jovem e idealista, Mortimer Granville (Hugh Dancy) - que, justamente por disso, vive entrando em choque com seus empregadores.

Demitido, volta para o lar de seus ricos pais adotivos e, lá, reencontra a amizade de uma espécie de irmão mais velho, o lorde Edmund St.John-Smythe (Rupert Everett) - um apaixonado pela eletricidade e cujas invenções logo serão muito úteis a Mortimer.

Fotos dessa Postagem: Divulgação - Imagem Filmes
O inventor Edmund St.John-Smythe (Rupert Everett)e seu amido, dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy)

Assim,  logo dr. Mortimer vai trabalhar como assistente de um famoso ginecologista, dr. Robert Dalrymple (Jonathan Pryce), cuja sala de espera sempre lotada nos mostra que ele acredita piamente que a "massagem vulvar", desenvolvida por ele, é o segredo para curar os males decorrentes daquilo que se chamava genericamente  - e, com mais preconceito machista do que base científica - de "histeria", reconhecida a partir de sintomas tão distintos como ansiedade, depressão, ninfomania ou frigidez.

dr. Robert Dalrymple (Jonathan Pryce) mostra ao dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy)como funciona sua "massagem vulvar"

Se um suposto alto índice de cura garante o retorno ad eternum das satisfeitíssimas pacientes, o talento do dr. Mortimer para a técnica, aliado à sua beleza,  só faz aumentar as filas da mulherada à porta do consultório, cada vez mais lucrativo.

Além de ganhar bem, o jovem médico também fica de olho grande na filha caçula de seu patrão, Emily (Felicity Jones), mas sua irmã mais velha, Charlotte (Maggie Gyllenhaal), uma precursora feminista, defensora da educação e da liberdade sexual para as mulheres, além de ativista a favor dos pobres e marginalizados, entra na história para jogar areia, tanto no tal "tratamento" como na cabeça de Mortimer - que claro, fica apaixonado por ela.

Não querendo o destino previsto para moças de sua classe, Charlotte esnoba o casamento e investe todo o dinheiro que consegue levantar num centro comunitário, que funciona como uma espécie de creche, onde ela atua como um misto de professora, assistente social e enfermeira - tudo para desgosto de seu aristocrático pai.

Mortimer Granville (Hugh Dancy)e Charlotte (Maggie Gyllenhaal)

A felicidade de Mortimer sofre um contratempo quando ele começa a ter cãibras nas mãos - doença profissional que suas ávidas clientes não vão tolerar.

É aí que Edmund, seu amigo inventor, constrói um aparelho que a princípio seria usado como espanador elétrico.

Quando Mortimer conhece a engenhoca e seu formato, logo descobre um novo potencial para a invenção - a masturbação feminina sem as mãos humanas - que podem falhar ou se cansar.

Assim que vê a invenção de Edmund, Mortimer já imagina um outro uso para ela

A atração entre Mortimer e Charlotte é acidentada, tem as tensões inerentes aos grandes romances, mas caminha para um final feliz.

A partir de uma ideia original do também produtor Howard Gensler e roteiro do casal Stephen e Jonah Lisa Dyer, com uma direção segura, elenco perfeito e uma senhora direção de arte, fotografia e figurinos - maravilhosos -, o longa, sem pretender falar sério demais sobre os temas que aborda, faz o público rir durante e sair sorrindo dos cinemas.

Afinal, mãos meladas, mulheres gemendo ou gozando são sempre diversão garantida.

Confira o trailer do filme:

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"HISTERIA"
Título Original:
Hysteria
Diretor:
Tanya Wexler
Elenco:
Maggie Gyllenhaal, Hugh Dancy, Jonathan Price, Felicity Jones, Rupert Everett, Ashley Jensen, Sheridan Smith
Produção:
Tracey Becker, Judy Cairo, Sarah Curtis
Roteiro:
Jonah Lisa Dyer, Stephen Dyer
Fotografia:
Sean Bobbitt
Trilha Sonora:
Christian Henson, Gast Waltzing
Duração:
100 min.
Ano:
2011
País:
Reino Unido/ França/ Luxemburgo/ Alemanha
Gênero:
Comédia Romântica
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imagem Filmes
Estúdio:
Informant Media
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FESTIVAL DE TORONTO: NA QUINTA, 'HYSTERIA' - QUE CONTA A HISTÓRIA DOS VIBRADORES - ROUBOU A CENA


Os vibradores foram o assunto do dia ontem (15) no Festival de Cinema de Toronto - TIFF, após a estreia de Hysteria, filme que aborda de maneira clara, real e divertida a invenção do consolo.

 Protagonizado pela acima da média Maggie Gyllenhaal e tratado como uma comédia romântica pela diretora americana Tanya Wexler, o filme narra a verdadeira história de como dois médicos de Londres - interpretados por Hugh Dancy e Jonathan Pryce - auxiliados por um amigo fascinado por máquinas - Rupert Everett - chegaram a inventar o vibrador elétrico para tratar mulheres que, aparentemente, sofriam de histeria nos anos 1880.

Fisicamente esgotados com as massagens pélvicas que faziam em suas pacientes para aliviá-las de dores abdominais, eles inventaram um aparelho motorizado com o protótipo de um espanador giratório para acelerar o clímax.

Sem querer, o resultado contribuiu também para a independência sexual das mulheres.

A diretora Wexler disse, durante entrevista coletiva, que durante as filmagens, a maioria das mulheres do elenco e a equipe tinham sua própria história sobre vibradores.

"Foi estranho que todas dissessem que ficaram tímidas na primeira vez", contou a cineasta, em entrevista à France Presse.

Aaron Vincent Elkaim/Associated Press
Os atores Jonathan Pryce, Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal e a diretora Tanya Wexler, na entrevista coletiva de "Hysteria"

Inicialmente vendido como um dispositivo médico ou eletrodoméstico -  em lojas como Sears ou através de revistas como Good Housekeeping - o vibrador logo se tornaria um brinquedo sexual e passou a ganhar nomes como a varinha mágica Hitachi ou coelho, tornando-se disponível em sex shops.

"Agora é mais comum", contou Wexler.
"Ainda assim, fazer piada sobre o vibrador é muito mais subversivo do que pornografia na internet", acrescentou.

Durante as filmagens, Wexler disse ter presenteado todos no set com vibradores, e contou que os presentinhos provocaram um certo constrangimento no funcionário de controle de bagagens do aeroporto londrino de Heathrow.

"O oficial disse, 'você tem 20 ou 30 pequenos dispositivos eletrônicos na bagagem' e eu respondi, 'sim, são vibradores', ao que ele declarou, 'Siga adiante'", lembrou a cineasta.

Maggie Gyllenhaal contou que, ao final das filmagens, ganhou um monte de vibradores de presente dos amigos.

Confira o engraçadíssimo trailer de "Hysteria":

Segundo Dancy, o que provocou mais risadas no filme foi "o fato de que os médicos (em 1880) diagnosticavam a sério uma doença não existente (a histeria) e faziam o que faziam sem nenhuma preocupação e sem ver nada de sexual nisso".
"É assombroso", completou ela.

O filme lembra ainda que os médicos continuaram diagnosticando mulheres com histeria ou excesso emocional difícil de lidar até 1952, quando a doença foi retirada dos textos médicos.

Pelo trailer, parece que o filme é muito bom.