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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

'HUNTERS': PRIMEIRAS IMPRESSÕES DA NOVA SÉRIE DA AMAZON PRIME

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Chegou nesta sexta (21) ao Amazon Prime Video a mais nova série original da plataforma: 'Hunters'
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SINOPSE:

Jonah Heidelbaum (Logan Lerman) é um um geek judeu que vende drogas para tentar sobreviver junto à sua avó nos EUA.

Só que muitas coisas dão errado e ele acaba inserido em um esquema hereditário de vingança.

Junto a Meyer Offerman (Al Pacino), Jonah descobre que há dezenas de oficiais nazistas vivendo nos Estados Unidos como se não tivessem feito nada no passado.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES:

Estrelada por Logan Lerman e Al Pacino, Hunters explora os Estados Unidos no final dos anos 70, mas, diferentemente da maioria das abordagens costumeiras em séries da época, os vilões não são a máfia ou o soviéticos: a grande ameaça da vez são os nazistas.

Sob novas identidades, alguns oficiais da SS vivem suas vidas tranquilamente, enquanto outros usam suas novas personas para influenciar diretamente nos rumos do país e do mundo.

Ultrajado com a situação, Meyer dedica seus recursos e tempo a caçar esses nazistas junto a um grupo de judeus dispostos a dar fim aos criminosos.

Assim, por forças do destino, Jonah passa a integrar esse tipo de “Vingadores Judeus” e deve impedir a ascensão do Quarto Reich.

A série é muito impactante e se percebe, de cara, que o Prime Video não poupou despesas.

O piloto possui 1h30 de duração e apresenta praticamente toda a história.

Por ser protagonizada por um geek, a direção usa uma narrativa visual muito similar a de uma graphic novel, dando um ritmo e aparência bem característicos.

Os personagens são muito interessantes e, curiosamente, são interpretados por atores vindos, em grande maioria, de franquias de humor - além, claro, de contar com um show à parte chamado Al Pacino.

Assinada por Jordan Peele – diretor de Corra! e Nós – a produção é impecável, o que não é novidade nas séries do Prime Video, como The Man In The High Castle e The Boys, por exemplo.

A fotografia é fantástica, passando a sensação de clausura, ação, diversão e desespero que a trama pede.

Os figurinos são simples, mas interessantes e a direção não está nem um pouco preocupada em chocar os espectadores - asequência de abertura da série é um exemplo disso.

Lançada no primeiro dia de carnaval, Hunters é a grande pedida para o integrantes do Bloco do Sofá.

A primeira temporada completa está disponível no Amazon Prime Video.

GALERIA DE IMAGENS:








TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
HUNTERS
Título original:
Hunters
Gênero:
Drama
Criado por:
David Weil
Elenco:
Logan Lerman, Jerrika Hinton, Lena Olin, Saul Rubinek, Carol Kane, Josh Radnor, Greg Austin, Tiffany Boone, Louis Ozawa, Kate Mulvany, Dylan Baker, Jeannie Berlin, Al Pacino
País:
Estados Unidos
Temporada:
1
Nº de episódios:
10
Duração:
57-90 minutos
Produção:
Jerry Kupfer, Kris Baucom, Glenn Kessler, Mark Bianculli
Estúdios:
Monkeypaw Productions, Sonar Entertainment, Big Indie, Black Mass Productions, Amazon Studios
Exibição:
Amazon Prime Video

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

'CORAÇÕES DE FERRO': DESEMPENHO ACIMA DA MÉDIA DOS ATORES SUPERA POUCA AÇÃO E ROTEIRO FRACO



SINOPSE:

Durante o final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de cinco soldados americanos é encarregado de atacar os nazistas dentro da própria Alemanha.

Apesar de estarem em quantidade inferior e terem poucas armas, eles são liderados pelo enfurecido Wardaddy (Brad Pitt), sargento que pretende levá-los à vitória, enquanto ensina o novato Norman (Logan Lerman) a lutar.

CRÍTICA:

'Corações de Ferro' - em exibição em 145 salas em todo o Brasil - não mostra nenhuma batalha vital para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial, muito menos a evolução gradativa do conflito.

Apenas segue uma tripulação de tanque ( o 'Fury' do título original) totalmente abalada pela violência, enquanto cada um deles tenta sobreviver aos últimos dias do evento mais sangrento da Humanidade.

Embora a paz esteja próxima, a resistência nazista é pesada e os veículos americanos não são páreo para os blindados alemães.

Como consequência, o perigo para a tripulação do blindado americano continua tão grande quanto no auge dos combates, e essa tensão, combinada com a ansiedade pela volta para casa, conduz o filme.

Corações de Ferro : Foto Brad Pitt
Brad Pitt como o comandante Collier, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Sony Pictures
Don "Wardaddy" Collier (Pitt) lidera uma tripulação veterana que atravessou a África e a Europa no tanque Fury e é a escolha de mostrar a história desses homens sem tom épico foi das mais acertadas.

Conhecemos a equipe logo após um de seus membros ser morto, todos discutem, um joga a culpa no outro enquanto tentam voltar à segurança de sua base - o que nos mostra personagens complexos e destruídos pelo terror do combate.

O restante da equipe é composta por Trini Garcia (Michael Peña), o motorista beberrão, Boyd Swan (Shia Labeouf), um soldado temente a Deus, e Grady Travis (Jon Bernthal), o mecânico valentão e bastante agressivo.

Corações de Ferro : Foto Brad Pitt, Logan Lerman, Michael Peña, Shia LaBeouf
O esquadrão reunido
Os traumas de seus dias de batalha estão marcados em seus rostos e, por isso mesmo, não levam nada bem o fato do exército obrigá-los a suportar Norman Ellison (Logan Lerman), novato sem experiência em combate que substitui seu companheiro morto - é pelos seus olhos que conhecemos melhor a tripulação.

O filme funciona, em grande parte, devido às boas atuações - destaque para Pitt, ótimo como a muito não se via como o comandante obrigado a tomar decisões difíceis para manter seus homens vivos, convencendo ao dar ordens a soldados e se tornando interessante mesmo quando o vemos como um combatente exausto e sem propósito além da vida no tanque.

Jon Bernthal também está bem, sabe como intimidar seus companheiros e, aos poucos, entendemos melhor os motivos do personagem agir dessa forma.

Até mesmo o jovem Logan Lerman consegue segurar o protagonismo do seu Ellison.

Corações de Ferro : Foto Logan Lerman
Logan Lerman como  Ellison
O maior problema do filme é o roteiro, com batalhas não muito empolgantes e algumas cenas que simplesmente não funcionam, longas demais e fora de propósito.

O longa também não mostra nada novo sobre a guerra, uma sensação de que "já vimos tudo isso antes".

O acerto está no desenvolvimento dos personagens e no realismo do conflito, mesmo que este seja completamente ignorado na batalha final - quando a vontade de produtores se faz valer e o filme ganha ares de longa de super-heróis, o que apenas deixa clara a necessidade de Hollywood de criar situações épicas e exageradas mesmo quando a narrativa tenta fazer o oposto durante 90% de sua duração.

Tirante esse final, o longa é uma boa diversão

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'CORAÇÕES DE FERRO'
Título Original:
FURY
Gênero:
Ação
Direção:
David Ayer
Roteiro:
David Ayer
Elenco:
Alicia von Rittberg, Anamaria Marinca, Brad Pitt, Brad William Henke, Christopher Maleki, Daniel Betts, Edin Gali, Jason Isaacs, Jim Parrack, Jon Bernthal, Kevin Strom, Kevin Vance, Laurence Spellman, Logan Lerman, Michael Peña, Scott Eastwood, Shia LaBeouf, Xavier Samuel
Produção:
Bill Block, David Ayer, Ethan Smith, John Lesher
Fotografia:
Roman Vasyanov
Montador:
Dody Dorn
Trilha Sonora:
Steven Price
Duração:
134 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
05/02/2015
Distribuidora:
Sony Pictures
Estúdio:
Columbia Pictures / Crave Films / Grisbi Productions, Le / Huayi Brothers Media / LStar Capital / QED International
Classificação:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

'NOÉ': DESPERDÍCIO DE TEMPO, DINHEIRO, ELENCO - E DARREN ARONOFSKY COMEÇA A DESCER A LADEIRA


A história Bíblica de Noé é curta e qualquer cineasta que se propusesse a leva-la para as telonas teria de preencher lacunas.

Foi o que topou fazer o diretor Darren Aronofsky ('Cisne Negro'): apaixonado pelo texto desde a adolescência,  ele juntou-se ao produtor Ari Handel para transformar o conto bíblico na super produção  'Noé' - que estreia hoje em 611 salas em todo o Brasil, seis dias após a estreia americana.

Pena que o filme é longo, chato, cansativo, com um protagonista (Russell Crowe) no piloto automático e com elenco estelar absolutamente desperdiçado.

Está lá nos textos sagrados para judeus e cristãos que Deus decidiu eliminar a humanidade - porque se arrependeu de sua obra - e escolheu Noé, o último homem justo, para construir uma arca e salvar a ele, sua família e um casal de cada espécie animal, avisando que iria inundar tudo.

Mais: Deus, vejam vocês, deu uma de arquiteto e forneceu a Noé especificações técnicas sobre o tamanho da embarcação.

Russell Crowe é Noé - fotos dessa postagem: Divulgação/Paramount Pictures Brasil

Se o texto bíblico não entra em muitos detalhes, Aronofsky e Handel tiveram de tomar decisões e liberdades as mais diversas, algumas felizes, outras não.

Se o texto sagrado não conta como Noé construiu a arca sozinho ou com a ajuda de alguém além dos filhos, nem como foram os dias de convívio dele com milhares de animais dentro da embarcação, nem como os alimentou e impediu que não comessem uns aos outros - e isso mesmo supostamente tendo vivido séculos, pois quando a arca ficou pronta Noé tinha 600 anos - a dupla resolve o problema com uma solução tão absurda quando a da bíblia: 'transformers' de pedra, chamados de guardiões, são uma espécie de equipe de marceneiros de Noé, anjos amaldiçoados por Deus presos em corpos feito de rocha na Terra.

Absolutamente ninguém engole isso, principalmente quando, mais adiante, os guardiões são usados para botar ação na história, numa cena de batalha campal que retira o espectador de um épico bíblico e o joga num universo de ficção científica.

Jennifer Connelly como Noéma, mulher de Noé

Nesse momento, eu - que mesmo não tendo religião nenhuma sempre adorei aquele tom solene e épico que Cecil B. DeMille soube imprimir nos anos 40 e 50, em filmes como 'Os 10 Mandamentos' e 'Sansão e Dalila' me senti logrado, por ter comprado gato e estar lá, com cara de tonto, vendo lebre.

E por falarmos em animais: se a empatia que a fábula de Noé tem com o público sempre esteve relacionada com os animais - de todas as espécies, chegando aos pares para embarcar na arca - e se a cena está no filme, criada inteiramente por computação gráfica (o que irritou Russell Crowe, que os queria reais), é justamente aí que o filme tem seu melhor achado pois, como é difícil imaginar milhares de animais dentro uma embarcação à deriva sem alimentação e convivendo pacificamente, opta-se por mostrar que, embarcados, eles logo hibernam.

Uma ideia inteligente, mas que deixa no espectador a sensação de que os bichos mereceriam mais destaque.

Emma Watson como Ila, filha adotiva de Noé

Mas para um filme longo como esse, precisamos de mais encheção de linguiça e como a Bíblia não traz nenhuma descrição de como foi o dia-a-dia de Noé à deriva, Aronofsky e Logan tratam de desenvolver um conflito entre o patriarca e sua família: Jennifer Connelly como Noéma, sua mulher; Sir Anthony Hopkins como Matusalém, o avô; Emma Watson como Ila,  sua filha adotiva  - além de  Logan Lerman como Cam, Douglas Booth como Sem e Leo McHugh Carroll como Jafé , filhos de Noé.

Leo McHugh Carroll, Jennifer Connelly, Douglas Booth e Emma Watson em cena do longa

Essa situação poderia ter sido melhor aproveitada se propusesse uma reflexão sobre a decisão que Noé se vê impelido a tomar, mas o longa não explora o conflito interior do personagem, mas aposta no seu embate com a mulher, filhos e nora para, no final, vermos uma cena idiota e desprovida de emoção, envolvendo Noé e dois bebês, encerrando o conflito.

Sir Anthony Hopkins como Matusalém, o avô de Noé

A interpretação de Russell Crowe tampouco ajuda: o ator neozelandês faz aqui a sua pior performance na telona, disparado.

Quando finalmente o aguaceiro acaba e a arca encontra terra firme no topo do Monte Ararat, atual Síria, o espectador, absolutamente exausto após excessivos 134 minutos de projeção, finalmente tem certeza de que o filme está prestes a acabar, sem que tenhamos tido um único momento de mergulho emocional na história ou nos seus personagens - apesar de toda a água que vemos.

Um desperdício de dinheiro, de elenco e principalmente, do tempo de Darren Aronofsky: depois da maravilha que nos deu com 'Cisne Negro', parece agora que o diretor começa a descer a ladeira criativa, o que é uma pena.

Confira o trailer do longa:

*****
'NOÉ'
Título Original:
NOAH
Gênero:
Drama Épico
Direção:
Darren Aronofsky
Roteiro:
Ari Handel, Darren Aronofsky
Elenco:
Anne Bergstedt Jordanova, Sir Anthony Hopkins, Ariane Rinehart, Barry Sloane, Dakota Goyo, Douglas Booth, Emma Watson, Finn Wittrock, Frank Langella, Jennifer Connelly, Kevin Durand, Logan Lerman, Madison Davenport, Mark Margolis, Marton Csokas, Nick Nolte, Ray Winstone, Russell Crowe, Sami Gayle, Saoirse Ronan
Produção:
Darren Aronofsky, Mary Parent, Scott Franklin
Fotografia:
Matthew Libatique
Montador:
Andrew Weisblum
Trilha Sonora:
Clint Mansell
Duração:
137 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor: 
Colorido
Estreia no Brasil:
03/04/2014
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
Disruption Entertainment / New Regency Pictures / Protozoa Pictures
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

'PERCY JACKSON E O MAR DE MONSTROS': REPLETO DE CLICHÊS, LONGA VAI AGRADAR SÓ AOS ADOLESCENTES E ALGUNS POUCOS PAIS


Baseado na obra de Rick Riordan, e assim como 'O Ladrão De Raios', o longa 'Percy Jackson e o Mar dos Monstros' - que estreia hoje em 440 salas aqui no Brasil - não tenta surpreender, com humor leve e batalhas animadas.

Mais fiel ao livro do que o primeiro filme, a continuação proporciona uma aventura muito menos consistente e  sem ritmo.

O diretor Thor Freudenthal ('Diário De Um Banana') evita aprofundar os personagens desta aventura infanto-juvenil e o longa perde oportunidades de sair da mesmice.

Logo no começo Percy (Logan Lerman) se mostra ressentido com seu pai, não saber lidar com a fama de herói, começa a se questionar e se por um tempo, parece que o personagem se tornará mais interessante,tudo é esquecido quando o acampamento Meio-Sangue é atacado.

Logan Lerman interpreta Percy Jackson - fotos dessa postagem: Divulgação/Fox Film

Se o combate inicial funciona, a revelação do verdadeiro vilão é feita cedo demais e acaba com qualquer suspense.

Tanto que, a partir daí, começa a missão para salvar a árvore encantada que protege o acampamento - tarefa, óbvio, que recai sobre Percy e seus amigos, Annabeth (Alexandra Daddario), Grover (Brandon T. Jackson) e seu meio-irmão ciclope Tyson (Douglas Smith).

Por todo tempo, a impressão passada pela versão cinematográfica é a de que ser um semideus - Percy é filho dos deus dos mares, Poseidon - não é grande coisa nesse mundo, já que os únicos seres com capacidade de fazer algo realmente útil são os protagonistas.

O longa perde muito nos efeitos visuais, artificiais demais e criativos de menos, que não funcionam e não fazem o espectador esquecer em nenhum momento que os atores estão, na verdade, lutando contra uma bola de tênis diante de um fundo verde.

Ainda se a trama inovasse,o longa poderia resultar melhor, mas somos confrontados o tempo todo com clichês, tipo "você é o escolhido" e "existe uma profecia que precisa ser seguida" – algo totalmente batido no gênero fantasia - o que não causa admiração com locações ou criaturas, coisa que 'O Ladrão de Raios' consegue fazer, principalmente pelos elementos modernos misturados com os antigos.

Brandon T. Jackson, como Grover

Os fãs mais fanáticos vão gostar de duas grandes novidades: a primeira é Tyson, um ciclope gentil que adora seu meio-irmão - e o fato de não haver rivalidade entre eles é mais que bem vindo.

A segunda, e mais interessante, é Clarisse, a competitiva filha do deus da guerra Ares que literalmente bota fogo em tudo.
Clarisse é intepretada por Leven Rambin como uma versão mais infantil de sua personagem Glimmer em 'Jogos Vorazes' - e tem potencial para crescer na franquia.

Douglas Smith é Tyson

Para adolescentes, o longa funciona e até alguns poucos pais devem se divertir.

Se franquia não tentasse ir além disso, seria possível criar algo muito melhor, simplesmente seguindo os livros e investindo um pouco mais em personagens.

Leven Rambim é Clarisse

Tem mais livros de Rick Riordan para serem filmados - então, vamos aguardar.

Confira o trailer do filme:


*****
'PERCY JACKSON E O MAR DE MONSTROS'
Título Original:
PERCY JACKSON AND THE OLYMPIANS: THE SEA OF MONSTERS
Gênero:
Aventura
Direção:
Thor Freudenthal
Roteiro:
Larry Karaszewski, Marc Guggenheim, Scott Alexander - baseados na obra de Rick Riordan
Elenco:
Alexandra Daddario, Anthony Head, Brandon T. Jackson, Daniel Cudmore, Derek Mears, Douglas Smith, Grey Damon, Jake Abel, Leven Rambin, Logan Lerman, Missi Pyle, Nathan Fillion, Robert Maillet, Sean Bean, Stanley Tucci
Produção:
Chris Columbus, Karen Rosenfelt, Michael Barnathan
Fotografia:
Shelly Johnson
Montador:
Mark Goldblatt
Trilha Sonora:
Andrew Lockington
Duração:
108 min.
Ano:
2013
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
16/08/2013
Distribuidora:
Fox Film
Estúdio:
Fox 2000 Pictures / Second Line Stages / TCF Vancouver Productions / Trireme Productions
Classificação:
Livre
Cotação do Klau:

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

'OS TRÊS MOSQUETEIROS': AVENTURA DE PRIMEIRA, COM EXATO USO DO 3D


Juntando-se às incontáveis versões cinematográficas do famoso romance de 1844 do francês Alexandre Dumas, Pai no cinema, Os Três Mosqueteiros 3D, do diretor inglês Paul W. S. Anderson - de Alien vs. Predador - toma o máximo de liberdade em relação ao texto original ao investir mais em inusitadas batalhas aéreas do que em duelos de capa e espada.

O filme estreou em circuito nacional no feriado de quarta (12),em versões convencionais e 3D, em cópias dubladas e legendadas.

Para encaixar as batalhas aéreas em pleno século 17 - época em que se passa a história, e onde nem balão havia - os roteiristas Alex Litvak e Andrew Davies foram buscar inspiração nos projetos pioneiros de Leonardo Da Vinci.

Assim, logo no começo do filme, acompanhamos uma intensa movimentação numa cripta, para a captura do projeto de uma máquina de guerra voadora de Da Vinci - para a qual se unem os três mosqueteiros, Athos - Matthew Macfadyen -, Porthos - Ray Stevenson - e Aramis - Luke Evans -, sempre ajudados pela espiã Milady de Winter - Milla Jovovich, cada dia mais boa atriz, e aqui gostosíssima - por quem Athos é apaixonado.

Twitter da Atriz
 Milla Jovovich como a  Milady de Winter - má, gostosa e boa atriz

Essa sequência,ambientada em Veneza, é uma das melhores do filme, mas logo acontece a traição de Milady, que está na realidade a serviço do cardeal Richelieu - Christoph Waltz, sen-sa-cio-nal -, uma espécie de Zé Dirceu de sua época e que está por trás do trono francês, ocupado naquele momento por um ingênuo garoto, Louis 13 - Freddie Fox.

Como na França ninguém sabe da verdadeira agenda do traiçoeiro Dirceu, quero dizer, Richelieu, o fracasso dos Mosqueteiros sai muito caro: o trio é jogado para escanteio, até que chega do interior o pretendente a quarto membro da trupe, o jovem D'Artagnan - o acima da média Logan Lerman, que brilhou em Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Divulgação
Matthew Macfadyen, Logan Lerman, Ray Stevenson e Luke Evans , em cena do filme

Cheio de garra e vontade de lutar, o garoto traz sangue novo ao trio veterano, e ainda ganha a simpatia do rei, a quem D'Artagnan dá até conselhos amorosos, ensinando-o como se aproximar mais da rainha Anne - Juno Temple, com espartilho apertadíssimo, e os peitos que parecem sempre prontos a a saltar pra fora.

O grande desafio dos Mosqueteiros começa mesmo com a visita do enviado da Inglaterra, o Duque de Buckingham - Orlando Bloom, afetadíssimo - supostamente para negociar um armistício com a França - Buckingham desembarca a bordo de um navio voador, a máquina projetada por Da Vinci, que foi construída para a supremacia militar britânica, dotada de vários canhões.

Divulgação
Orlando Bloom - à frente - e Christoph Waltz - atras - em cena do filme

Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan vão ter que se deslocar para a Inglaterra, não só para capturar a máquina de guerra e os seus planos, como também uma joia roubada da rainha - que, por tramoia do cardeal, foi parar entre as coisas de Buckingham, só para intriga-la com o rei.

Como acontece quase sempre neste tipo de aventura, os melhores momentos do filme são protagonizados pelos vilões - um deles é o braço direito do cardeal, Rochefort - o ator dinamarquês Mads Mikkelsen, de Depois do Casamento - que dá duro especialmente para cima de D'Artagnan, que, tadinho, vai ter que lutar muito por sua vida diante deste sujeito malvado - e que parece gostar muito disso.

Divulgação
Christoph Waltz e Mila Jovovich, em cena do filme

Com foco total nas sequências aéreas, os efeitos especiais dominam boa parte do filme, que procura manter do texto original alguma noção de honra e patriotismo dos Mosqueteiros - ironia numa produção Alemanha/França/Inglaterra/EUA e falada em inglês.

Para não deixar de fora o público feminino, toda esta ação, que visa valorizar o 3D - aqui muito bem empregado - é constantemente pontuada com tramas românticas, envolvendo o rei e a rainha, Athos, Milady e Buckingham e até o jovem D'Artagnan com uma ama real, Constance - Gabrielle Wilde.

Com tantas peripécias, o filme é movimentado, muitas vezes divertido, sem ser original ao texto de Dumas Pai, porquê, com batalhas de navios - mesmo trocando os mares pelos céus - e Orlando Bloom no elenco, fica impossível não lembrarmos de Piratas do Caribe.

Para mim, que assisti a várias versões da história para as telonas, essa foi uma grata surpresa.

Confira o trailer do filme:

*****
OS TRÊS MOSQUETEIROS 3D
Título original:
The Three Musketeers
Diretor:
Paul W.S. Anderson
Elenco:
Logan Lerman
Milla Jovovich
Orlando Bloom
Matthew Macfadyen
Christoph Waltz
Luke Evans
Ray Stevenson
E Grande Elenco
Produção:
Robert Kulzer, Jeremy Bolt, Paul W.S. Anderson
Roteiro:
Andrew Davies, Alex Litvak, baseado na obra de Alexandre Dumas, Pai
Fotografia:
Glen MacPherson
Trilha Sonora:
Paul Haslinger
Duração:
110 min.
Ano:
2011
País:
Alemanha/França/Inglaterra/EUA 
Gênero:
Aventura
Cor:
Colorido
Distribuidora:
PlayArte
Estúdio:
Impact Pictures
Classificação:
10 anos
Cotação do Klau: