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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

GRANDES SUCESSOS DO CINEMA BRASILEIRO ESTÃO DISPONÍVEIS NO TELECINE

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Filmes brasileiros que foram grandes sucessos recentes, já podem ser conferidos nas plataformas da rede Telecine – além dos canais a cabo, o streaming Telecine Play
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Confira:
Bacurau
Dirigido por Kleber Mendonça Filho – de outro grande sucesso nacional: Aquarius (2016) -, em parceria com Juliano Dornelles, Bacurau foi o filme brasileiro mais comentado de 2019.

Misturando elementos do surrealismo de David Lynch com a ultra violência estilizada de Quentin Tarantino, sem esquecer as questões sociais tão importantes em nossas obras, o filme aborda uma pequena cidade do nordeste que misteriosamente desaparece dos mapas, e o povo do vilarejo que tenta compreender a enigmática situação. No elenco, a ótima Bárbara Colen e a veterana Sônia Braga.

Minha Fama de Mau
Biografia do Tremendão Erasmo Carlos, o filme mostra as origens do cantor fã de rock n roll na década de 1970, e seu relacionamento de amizade com Roberto Carlos e outras figuras da música nacional que viriam a formar a Jovem Guarda.

O filme é dirigido por Lui Farias, filho do diretor Roberto Farias – que comandou os filmes de Roberto e Erasmo na década de 1960 - ou seja, a produção não poderia estar mais “em casa”.

Chay Suede protagoniza como Erasmo e Gabriel Leone é Roberto Carlos.

Simonal
Outra biografia de um músico de sucesso no Brasil, este considerado mais polêmico.

Wilson Simonal foi um dos maiores artistas negros de grande amplitude da música popular nacional ainda na década de 1960, mas viu sua carreira cair em desgraça após ser acusado de colaborar com os militares entregando colegas perseguidos durante a ditadura.

Esta biografia reúne a dupla de outro filme com ligação musical, Faroeste Caboclo (2013), baseado na canção da Legião Urbana: Fabrício Boliveira e Isis Valverde.

Benzinho
A síndrome do ninho vazio é o tema deste drama nacional de sucesso, que fez boa carreira em festivais internacionais, como Sundance e Rotterdam.

Escrito pelo ex-casal da vida real, Karine Teles e o diretor Gustavo Pizzi, na trama ele vive a matriarca de uma família, preocupada com a viagem de intercâmbio de seu filho adolescente, e sua mudança para outro país.

Ao mesmo tempo, ela precisa lidar com o caso de abuso doméstico de sua irmã – papel de Adriana Esteves.

Ferrugem
Outro drama nacional de enorme prestígio, Ferrugem também esteve em Sundance e em outros eventos internacionais.

O foco aqui é em uma trama mais sombria e dramática, abordando o bullying da geração online, cujo celular muitas vezes serve como arma.

A obra possui fortes ecos do potente mexicano Depois de Lúcia (2012).

O Doutrinador
Filme de super-herói brasileiro, O Doutrinador é baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha, e foca em um policial que sofre uma grande tragédia em sua vida quando seu filho é alvejado por uma bala perdida.

No melhor estilo O Justiceiro e Batman, o sujeito decide usar uma máscara e uma fantasia para combater o crime, focando principalmente na fonte dos problemas, os políticos e poderosos corruptos do país.

Chacrinha
Cinebiografia que reutiliza ideias de um espetáculo teatral sobre o mesmo personagem, reciclando inclusive o protagonista Stepan Nercessian na pele do apresentador icônico.

No filme, Stepan divide o papel com Eduardo Sterblitch, que interpreta Chacrinha na juventude e início de carreira no rádio.

Para quem viveu a época, mesmo que na infância, é uma muito bem-vinda viagem ao passado, com direito a abacaxis, buzinas e o eterno bordão: “Terezinhaaaaaa… uh uh”.

Coração de Cowboy
A popularidade da música sertaneja nunca esteve tão em alta.

Aproveitando o gancho, aparece este drama muito eficiente com roteiro e direção do talentoso Gui Pereira.

O jovem músico e ator Gabriel Sater, filho do cantor Almir Sater, protagoniza seu primeiro longa e tira de letra, tendo muito em comum com o personagem, um cantor voltando às raízes em busca de inspiração.

Em sua pequena cidade, ele tenta se reconectar com o pai turrão (papel de Jackson Antunes) e se apaixona por uma atraente mulher espirituosa (Thaila Ayala).

O longa conta com participação da dupla Chitãozinho e Xororó.

As Boas Maneiras
Filmaço de terror brasileiro, As Boas Maneiras é dirigido pela dupla de especialistas, os colaboradores usuais Marco Dutra e Juliana Rojas – que estão por trás de algumas das produções nacionais mais renomadas do gênero.

No longa, os cineastas se utilizam de questões sociais – como a relação de patroa e empregada – para contar uma história sobre amores maternais diferentes.

Ana (Marjorie Estiano) está grávida, mas tudo indica que o pai de seu bebê é uma lenda do folclore: um lobisomem.

Assim, cabe à empregada doméstica da mulher, Clara (Isabél Zuaa), a criação do menino Joel (Miguel Lobo), até que seus instintos também comecem a aflorar.

Real: O Plano por Trás da História
Aqui temos uma curiosa investida, uma biografia não de um personagem, mas um retrato de como nosso país conseguiu se reerguer no início da década de 1990, após uma das maiores crises já vistas por aqui, que por pouco não quebrou o Brasil.

Quem viveu a época acompanhou o terror de perto; após o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, nossa inflação atingiu 40% mensais, os preços de produtos mudavam de forma diária.

Assim, o ministro Fernando Henrique Cardoso alista um grupo de brilhantes economistas – entre eles o controverso Gustavo Franco (papel de Emílio Orciollo Netto) – para arquitetar um plano de emergência a fim de salvar o país da falência.

O roteiro brilhante é assinado por Mikael de Albuquerque.

Dona Flor e Seus Dois Maridos
Nova versão de um dos maiores clássicos de nosso cinema, que por sua vez é baseado no icônico texto de Jorge Amado.

Nesta refilmagem, a bela e talentosa Juliana Paes é quem protagoniza no papel imortalizado por Sônia Braga, o da fogosa Dona Flor.

A personagem é uma mulher feliz no casamento com Vadinho, tirando o fato de que além de não contribuir para o sustento da casa, o sujeito ainda pega o suado dinheiro que ela conquista para jogar.

Após a morte do malandro, ela se casa de novo – com o responsável e bonzinho Teodoro - mas sente tanta falta do primeiro marido, que ele termina se materializando novamente na forma de um fantasma para a mulher.

Na nova versão, Marcelo Faria interpreta Vadinho (antes vivido por José Wilker), e Leandro Hassum faz Teodoro (antes papel de Mauro Mendonça).

O filme original foi indicado ao Globo de Ouro de produção estrangeira em 1979.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

'O DOUTRINADOR': CENAS DE AÇÃO DE TIRAR O FÔLEGO E SÃO PAULO TRANSFORMADA EM GOTHAM ENTREGAM UM DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS DO ANO


SINOPSE:

Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira.

A história do homem por trás do disfarce de "Doutrinador" envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos.

CRÍTICA:

Nenhum outro lançamento nacional de 2018 foi tão ansiosamente aguardado como 'O Doutrinador', que finalmente estreia nesta quinta, 01.

Afinal, é a primeira grande produção nacional de super-herói baseada em uma HQ produzida no Brasil, acompanhando uma tendência hollywoodiana que, ano após ano, faz a alegria dos espectadores de cinema.

E o melhor: a proposta do filme reflete os sentimentos sociais de uma nação que atualmente vai da desconfiança ao puro nojo por seus líderes políticos.

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Kiko Pissolato é o protagonista Miguel Montessant - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Paris Filmes
Baseado na série de quadrinhos homônima, de Luciano Cunha, temos aqui um filme de ação competente, uma obra tecnicamente bem realizada e bem acabada, com uma rara sofisticação técnica no cenário brasileiro.

Ao mesmo tempo, o roteiro simples até se esforça para ser menos maniqueísta, oferecendo explicações para as atitudes do protagonista, mas oferece pouca reflexão.

Apesar de ambos os filmes partirem de um pessimismo para com as instituições públicas e dialogarem com o cinema policial norte-americano, esqueça a comparação com 'Tropa de Elite', já que a adaptação dirigida por Gustavo Bonafé (codiretor do bom 'Legalize Já - Amizade Nunca Morre') tem a política como tema.

Na prática, é raso o comentário que o filme traz sobre a imoralidade com a coisa pública.

A obra é sintomática ao simbolizar um retrato da insatisfação do brasileiro médio, mas não parece interessada em articular um discurso que seja mais do que um mero espelho de indignações.

No filme, Kiko Pissolato interpreta o policial Miguel Montessant, que integra uma divisão altamente treinada da polícia empenhada em enquadrar políticos corruptos, uma espécie de Operação Lava Jato conduzida por agentes da SWAT.

Quando a investigação consegue chegar ao inescrupuloso governador Sandro Corrêa (Eduardo Moscovis), o político se esquiva da prisão com ardileza e ainda anuncia sua candidatura à Presidência da República.

Mesmo inconformado, o protagonista segue sua vida.

Pai divorciado, Miguel decide levar sua filha pequena para assistir um jogo da seleção brasileira (ecoando a atmosfera de euforia que precede a crise do Brasil dos anos dos grandes eventos) até que a menina é atingida por uma bala perdida em uma cena que pesa mais a mão no melodrama do que deveria.

Ao se deparar com a fatal precariedade de um hospital público, que sofreu com o desvio de verbas de Corrêa, Miguel se radicaliza e encontra refúgio na violência - é o episódio que transforma Miguel no Doutrinador.

O Doutrinador : Foto
Miguel em sua identidade secreta do Doutrinador
Assim quando a violência entra em cena, Bonafé acerta ao retratar a cena da maneira chocante, mostrando que fazer justiça com as próprias mãos é, literal e figuradamente, sujá-las.

Para proteger sua identidade, Miguel usa uma máscara de gás que alude aos manifestantes na linha de frente dos protestos de junho de 2013.

É normal que personagens de HQs tenham seus traços de personalidades hiperbolizados, mas o retrato cartunesco e sem muitas nuances dos vilões pouco contribui para o filme.

Como bem ensinaram as melhores produções de heróis, os antagonistas importam e muito. A

construção de muitos diálogos sustentados em chavões também não ajuda.

Ao menos Miguel é eficiente em matar.

Mas o melhor que o filme entrega são suas cenas de ação: bem dirigidas, dão à trama um bem vindo e necessário dinamismo.

Mesmo o espectador que não é chegado em quadrinhos vai notar que Bonafé constrói muitos planos com o esmero de quem se preocupa com a estética da imagem, com a posição de cada elemento no quadro.

O cineasta usa movimentos de câmera bem executados, demonstra cuidado com questões de design de produção e figurino e filma cenas de ação que vão convencer um eventual espectador com ressalvas em relação ao cinema nacional de que é possível fazer no Brasil um filme do gênero nos padrões de Hollywood.

Totalmente filmado em São Paulo, mas ambientado na fictícia Santa Cruz, os esforços de pós-produção transformam a cidade em uma metrópole com ares proto-distópicos numa alusão ao estilo consagrado por 'Blade Runner'.

Com anúncios de néon invasivos, imponentes arranha-céus e uma atmosfera de decadência pautada em tons de azul e roxo, o filme tem sua cidade como uma das personagens do filme, sua própria Gotham entre os trópicos.

O Doutrinador : Foto
São Paulo aparece espetacularmente fotografada por Rodrigo Carvalho
O que dizer da cena do nosso Theatro Municipal transformado em palácio do governo?  Sensacional.

Neste sentido, a fotografia de Rodrigo Carvalho também é espetacular.

O protagonista também de destaca: Pissolato tem o físico que seu personagem demanda e se sai muito bem nas cenas de luta e demais cenas de ação.

Mesmo quando usa a máscara, o ator é capaz de manter uma postura imponente típica de protagonista de adaptação de HQ.

Já no lado dramático, o ator não acrescenta muito ao arquétipo do homem bruto traumatizado sem muitas expressões e, mais uma vez, as frases de efeito do roteiro ("o que você chama de assassinato eu chamo de justiça") não ajudam.

Tainá Medina ('A Casa de Cecília') interpreta Nina, uma jovem hacker que colabora com o Doutrinador após ser detida e reconhecer Miguel na delegacia.

O ótimo registro de Medina tem mais densidade dramática e varia entre um cinismo cool e uma certa vulnerabilidade que humaniza a personagem e aproxima o espectador dos riscos de todas aquelas situações vividas por Miguel e ela.

O Doutrinador : Foto
Tainá Medina em cena como Nina
O policial Edu, vivido por Samuel de Assis, oferece um contraponto moral para Miguel.

Entre os demais nomes do elenco, os destaques de atuação ficam para Moscovis (vivendo mais um personagem sórdido depois de 'Berenice Procura') e Natália Lage (que interpreta a ex-esposa de Miguel).

O Doutrinador : Foto
Du Moscovis é o político Sandro Corrêa 
Ao contrário do que acontece nas HQs originais, o longa evita usar o nome de políticos reais (embora evoque figuras como Sérgio Cabral e Aécio Neves) para que ao menos algum afastamento em relação à realidade seja possível.

Contudo, não existe texto sem contexto.

O fato do anti-herói do filme agir sem motivações político-ideológicas é quase um desafio à suspensão de descrença do espectador ciente de que vive em um país cada vez mais polarizado.

Especialmente quando o filme chega ao circuito comercial de sala após o término da campanha eleitoral mais violenta da Nova República.

Sendo assim, o esforço por apresentar uma presumida "ideologia neutra" não configura, por si só, um posicionamento ideológico?

O discurso final de Nina dá a entender que ao menos Miguel está fazendo alguma coisa contra tudo isso que está aí.

Fora das telas, uma figura como o anti-herói vivido por Pissolato, que mata primeiro e investiga depois, não seria exatamente alguém a quem exaltar.

Por fim, o filme tem um grande potencial enquanto entretenimento e mostra um alto grau de competência enquanto exercício de cinema de gênero.

Após a exibição no cinema, o projeto vira uma minissérie, que será exibida pelo canal Space.

Vale a ida ao cinema.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'O DOUTRINADOR'
Título Original:
O DOUTRINADOR
Gênero:
Ação
Direção:
Gustavo Bonafé
Elenco:
Carlos Betão, Eduardo Chagas, Eduardo Moscovis, Eucir de Souza, Gustavo Vaz, Helena Luz, Helena Ranaldi, Kiko Pissolato, Lucy Ramos, Marília Gabriela, Natália Lage, Natallia Rodrigues, Nicolas Trevijano, Ricardo Dantas, Samuel de Assis, Tainá Medina, Talita Tilieri, Tuca Andrada
Roteiro:
Bia Crespo, Denis Nielsen, Gabriel Wainer, Guilherme Siman, L.G. Bayão, Luciano Cunha, Mirna Nogueira, Rodrigo Lages
Produção:
Bruno Wainer, Marcio Fraccaroli, Sandi Adamiu
Fotografia:
Rodrigo Carvalho
Montador:
Federico Brioni
Estúdio:
Paris Entretenimento, canal Space
Distribuidora:
Downtown Filmes, Paris Filmes
Ano de Produção:
2018
Duração:
108 min.
Estréia (Brasil):
01/11/2018
Classificação Indicativa:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

'O DOUTRINADOR': AGUARDADO LONGA NACIONAL GANHA CENA DE FUGA

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O anti-herói teve uma nova sequência divulgada pela Downtown Filmes onde o Doutrinador é perseguido
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Assista:


Na trama de crime e suspense dirigida por Gustavo Bonafé, o vigilante é alter-ego de Miguel (Kiko Pissolato), um agente federal altamente treinado que vive num Brasil corrupto e uma tragédia pessoal o leva a agir.

O elenco ainda conta com Samuel de Assis, Tainá Medina, Marília Gabriela, Du Moscovis, Helena Ranaldi e Natalia Lage, entre outros.

Com lançamento nos cinemas marcado para 1º de novembro, 'O Doutrinador' também terá uma versão em série para TV, que será exibida pelo canal Space em março de 2019.

sábado, 15 de setembro de 2018

'O DOUTRINADOR': NOVO VÍDEO MOSTRA INVASÃO AO PALÁCIO DO GOVERNO

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Na cena, vemos que não adianta fugir do vigilante sombrio que caça corruptos, vivido por Kiko Pissolato
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Assista:

Um vigilante mascarado (Kiko Pissolato) surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira.

A história do homem por trás do disfarce de "Doutrinador" envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos.

Gravado simultaneamente com a série que trará o mesmo nome e está prevista para 2019, o filme terá foco na vida do personagem, na sua tragédia pessoal e no momento onde assume a identidade do Doutrinador.

Já o seriado promete aprofundar as histórias dos personagens secundários - tudo em tom divertido e com o intuito de entreter.

A direção do longa é dividida por Gustavo Bonafé e Fabio Mendonça.

No elenco, além de Pissolato, veremos Du Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Samuel de Assis e Tuca Andrada no elenco.

A produção é da Paris Entretenimento e a distribuição, da Downtown Filmes.

'O Doutrinador' chega aos cinemas em 01 de novembro.