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segunda-feira, 20 de maio de 2013

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA PRESTA DESSERVIÇO AO PAÍS AO BARRAR MÉDICOS ESTRANGEIROS



Mais um crime corporativo em curso nesse Brasil- zil que vai proteger só os deles.

E a população que se lasque.

Agora , o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA – CFM quer barrar médicos portugueses, espanhóis e cubanos de trabalharem nas periferias e lugares distantes do país.

O Conselho diz que, pra isso, eles teriam de fazer o mesmo ‘exame de avaliação’ que os médicos formados aqui tem de fazer.

Primeira pergunta:
QUE EXAME? 
Sim, porquê esse exame AINDA NÃO EXISTE, e se existisse, evitaria que a população fosse submetida a toda sorte de procedimentos açougueiros de médicos formados em faculdades de quinta.

E cá entre nós: se até o meu CU-nhado, que é um advogado formado numa faculdade de quinta, conseguiu passar no exame da ultra corporativa OAB, esse examezinho do CFM, quando for criado, também vai pro mesmo caminho, com toda certeza.

Segunda pergunta:
Se os estrangeiros não podem ir pra periferia e lugares distantes do país, QUEM VAI ? VOCÊS, FILIADOS AO CFM?

Médico brasileiro é assim: rala seis anos - o que é legal - mas vai fazer residência e montar clínica em 90% dos casos no circuito PAULISTA/AUGUSTA/JARDINS/MORUMBI.

Nem pagando quase o dobro prefeituras, estados e União conseguem levar médicos pra periferia e para regiões mais distantes do país.

Hospitais brasileiros superlotados - colagem: Blog de Klau sobre fotos de internet

O CFM faria melhor se, em vez de ficar de palhaçada, primeiro dar boas vindas e receber com banda de música os profissionais que SE DISPÕE A IREM TRABALHAR NAS PERIFERIAS e LUGARES DISTANTES.

Isso faria com que a população fosse tratada perto de casa, evitando superlotação dos hospitais mais conhecidos e mais centrais das cidades.

Depois, baixar norma para que seus associados tenham de obrigatoriamente clinicar no mínimo três anos em periferias e lugares distantes para só então poderem ser considerados médicos de verdade.

Porquê, do jeito que a saúde brasileira está, não dá, né?

E meus parabéns ao Governo Federal que tem um grupo de trabalho indo de país e país e recrutando médicos pra vir pra cá.

São de ações como essa que a saúde brasileira precisa – de palavras e ameaças toscas, a população já está pela tampa.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS: VOCÊ JÁ FEZ SEU TESTE DE HIV? SABIA QUE NO ESTADO DE SP ELE É FEITO DE GRAÇA?


Amanhã, 1 de dezembro, é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids e também é o último dia do mutirão de testes de detecção do HIV da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que começou no dia 24 de novembro com o objetivo de realizar pelo menos 100 mil testes de sorologia em 500 cidades do estado.

“A campanha visa disseminar que os testes são disponibilizados à população gratuitamente em toda a rede pública de saúde. É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o exame para descobrirem se são ou não portadoras do vírus HIV”, afirma a coordenadora do Programa Estadual DST/AIDS de São Paulo, Maria Clara Gianna.

William Pereira / Band
O laço vermelho, que representa a luta contra a Aids, foi colocado nesta quarta-feira em São Paulo   / William Pereira
O obelisco do Ibirapuera exibirá o laço vermelho, símbolo mundial da luta contra a Aids, até sábado (3)

A Dra. Maria Clara está certíssima.

Afinal, sabemos faz tempo que quanto mais cedo se sabe ser soropositivo, mais cedo o tratamento pode ser iniciado, o que poupa o organismo dos muitos efeitos colaterais quando o tratamento já pede o uso de anti-retrovirais.

É justamente isso - toda a problemática do tratamento e seus difíceis efeitos colaterais - que  jovens gays de 13 a 19 anos parecem ter se esquecido: nessa faixa de idade e de sexualidade, o índice de novas contaminações subiu muito nos últimos anos aqui no Brasil.


Mesmo que você não faça o teste amanhã, você pode fazê-lo, DE GRAÇA, quando quiser.

Para saber o ponto de testagem mais próximo de você é só ligar gratuitamente para o Disque DST/AIDS - no número 0800-16-25-50 (diariamente das 7h às 19h) - ou consultar a página do CRT na internet .

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PACIENTE TERMINAL DECIDIRÁ SOBRE MORTE



ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Médicos de pacientes em estado terminal devem respeitar a decisão deles de não continuar o tratamento e poderão lançar mão de procedimentos que amenizem o sofrimento dos doentes.
Essa é uma das determinações do novo código de ética médica, que entra em vigor amanhã em substituição à versão anterior, de 1988. Desde então, surgiu uma série de inovações tecnológicas que permitem que se prolongue cada vez mais a sobrevida de pacientes com doenças incuráveis.
Como o código de ética anterior não entrava nesse assunto, muitos médicos se viam compelidos a realizar procedimentos que apenas prolongavam a dor do paciente, no que se pode chamar de "obstinação terapêutica", diz Roberto Dávila, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina).
Para aprofundar ainda mais o direito de escolha do paciente, o órgão trabalha na elaboração de uma resolução que, até o final do ano, criará a figura do chamado "testamento vital", já existente em países como Portugal e Espanha. Trata-se de um documento que qualquer cidadão poderia registrar em cartório dizendo quem, se ele estiver inconsciente, poderá decidir questões relativas à saúde em seu lugar e quais os procedimentos que autoriza ou não. A resolução deve estar pronta no final do ano.
O novo código também inova ao permitir a responsabilização de médicos que ocupem cargos administrativos em hospitais e secretarias de Saúde. Antes, as regras só se aplicavam ao profissional que estivesse no exercício da atividade médica. Agora, gestores podem ser responsabilizados, por exemplo, se não oferecerem condições dignas de trabalho para os médicos -e estes também terão o direito de não trabalhar em locais sem a mínima estrutura.

A partir da entrada em vigor das novas regras, o presidente do CFM afirma que irá confrontar hospitais públicos que tenham "dupla fila", uma para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) e outra para clientes de planos de saúde.
Para Dávila, essa é uma forma de discriminação financeira. "A ordem de atendimento ao paciente tem que ser estabelecida em função da gravidade da patologia", afirma. A "dupla porta", confrontaria o artigo que proíbe a discriminação.
Na era da judicialização da saúde, para evitar processos, o código também determina que o médico peça o consentimento do paciente para todos os procedimentos que realizar. O texto, no entanto, não explicita se isso deve ser feito por escrito.
Outra novidade é a incorporações de questões trazidas pelo desenvolvimento da reprodução assistida. O médico não poderá escolher o sexo do bebê.
O documento incorpora uma série de regras que anteriormente eram abordadas em resoluções do CFM. Por exemplo, médicos não poderão participar de propagandas nem vender ou receber participação pela venda de medicamentos.
As penalidades do código de ética vão desde a advertência à abertura de processo de cassação do registro profissional.