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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

'GOTHAM': SÉRIE OUSA AO ESCANCARAR PAIXÃO DO PINGUIM PELO CHARADA

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Só resta saber se paixão do agora prefeito de Gotham será correspondida pelo futuro Charada
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A terceira temporada da série 'Gotham' realmente não para de nos surpreender.

Se no episódio exibido nessa segunda (24) pela Warner aqui no Brasil a situação foi apenas insinuada, no episódio exibido na mesma noite pela Fox nos EUA - e que veremos na segunda que vem - a paixão do Pinguim pelo Charada foi escancarada.

No episodio americano, Oswald Cobblepot/Pinguim, disse estar apaixonado por Edward Nygma/Charada - e isso já fez alguns fãs da série pularem da cadeira.

No episódio, chamado ”Follow the White Rabbit”, o personagem interpretado por Robin Right Taylor, que agora foi eleito prefeito de Gotham City, admite estar apaixonado por Edward (Cory Michael Smith), que ele nomeou seu chefe de gabinete.

“Eu encontrei alguém, mas amar apenas de um lado não é uma coisa boa. Eu vou confessar para Ed o que sinto por ele”, disse o Pinguim, com todas as letras.

O casal mais improvável de 'Gotham' - o Pinguim e o Charada - Screenrant
Logo depois da exibição do episódio na Fox americana, o site Screenrant conversou com os dois atores para descobrir o que está realmente acontecendo com seus personagens.

No episódio, vemos Cobblepot assumir seu papel como prefeito apenas para enfrentar uma nova nova gangue do Capuz Vermelho, que é secretamente comandada pelo seu ex-braço direito, Butch.

Butch espera que isso o trará de volta às boas graças de Cobblepot e devolvê-lo ao posto de 'amigo mais confiável'. que Nygma lhe tirou.

No entanto, Nygma descobre o plano de Butch e engana-o para expô-lo - agora, é Nygma quem está marcando seu território e desde que reapareceu, só demonstra que ele está empenhado em ser o maior parceiro de Cobblepot.

Mas as coisas ficaram ainda mais interessantes quando Nygma e Cobblepot compartilham um momento íntimo em casa.

Com os dois refletindo sobre Butch, Nygma diz a Cobblepot:

 "Eu espero que você saiba, Oswald, que eu faria qualquer coisa para você."

Em troca, Cobblepot abraça Nygma e acaricia suavemente suas costas.

Um close-up de sua intimidade física é mostrado, mas esta não é a primeira vez que estes dois têm mostrado carinho neste episódio.

Os dois compartilham um momento genuíno quando Cobblepot embala e acaricia o rosto de Nygma, quase perto o suficiente para beijá-lo, depois de saber a verdade sobre o plano de Butch.

Robin Lord Taylor reconhece a ligação especial entre Cobblepot e Nygma dizendo:

"Bem, eles são ambos párias em sua própria maneira e de uma forma que realmente complementa o outro. Oswald é mais emocional, enquanto Edward é muito cerebral e ambos perderam todos em suas vidas. "

Da série, é fácil ver que Cobblepot aprecia profundamente a companhia de Nygma e que este último tenta ajudar Pinguim através de seus problemas.

Taylor admite:

"Eles não têm ninguém e eles realmente aprendem a confiar uns nos outros - e ter confiança na cidade de Gotham é extremamente raro".

Quanto ao futuro desta dupla romântica do mal, Taylor reconhece:

"Há uma afeição mútua lá, creio eu, mas sim vamos ver como vai ser".

Já Cory Michael Smith brincou sobre as qualidades do estranho casal:

"Sim, eles são um casal estranho, de duas pessoas dementes".

Taylor é rápido em acrescentar:

"Sim, é um pouco estranho esses dois tão próximos" - sugerindo que os telespectadores vão ter que esperar e ver até onde o romance vai.

Mas já teve o Pinguim se confessando apaixonado!

A Marvel e a DC tem incluído personagens gays nas suas animações e HQs, mas quando um personagem já conhecido como o Pinguim se assume gay, a coisa muda de figura e os fãs estranham.

Nos quadrinhos, os dois jamais ficaram juntos, mas agora, a premissa da série me parece interessante quando lembramos que Hera Venenosa e Arlequina se assumiram como casal e quase todo mundo gostou.

Infelizmente, casais gays masculinos ainda sofrem muita resistência no meio nerd, mas agora, só nos resta esperarmos para conferirmos como os roteiristas de 'Gotham' vão desenvolver essa situação.

Ainda mais que, se o Pinguim se declarou, Edward, o mais manipulador dos personagens da série, até onde vimos nada demonstrou.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DIVERSIDADE: DNA GAY, CIA CONTRATA, PPLC 122 TEM NOVO RELATOR, CASAMENTO GAY EM SP, CURA GAY E INDENIZAÇÃO DA UNIÃO POR HOMOFOBIA


Para essa semana, separei sete matérias muito interessantes:

MODELO PROPÕE QUE MARCAÇÕES NO DNA LEVARIAM À HOMOSSEXUALIDADE
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C.I.A QUER CONTRATAR HOMOSSEXUAIS, TRANSEXUAIS E BISSEXUAIS
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PLC 122, QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA, DEVE SER VOTADA EM 2013, SINALIZA NOVO RELATOR
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TJ OBRIGA CARTÓRIOS PAULISTAS A REGISTRAR UNIÃO HOMOSSEXUAL
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TRATAMENTO PARA "CURAR" GAYS VIRA BATALHA JUDICIAL NOS EUA
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AQUI NO BRASIL, PROJETO DE "CURA GAY" AVANÇA NO CONGRESSO
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UNIÃO INDENIZARÁ GAY DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR "INCAPACIDADE MORAL"
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Confira:

MODELO PROPÕE QUE MARCAÇÕES NO DNA LEVARIAM À HOMOSSEXUALIDADE

Segundo o jornalista Marcos Varella, em colaboração para a Folha de S.Paulo de hoje, uma equipe de cientistas está propondo um novo modelo biológico para explicar a existência da homossexualidade usando a epigenética -ou seja, alterações na maneira como os genes são lidos, e não no próprio DNA.

Divulgação

A proposta é que a homossexualidade seria consequência da transmissão, para os filhos, de marcadores responsáveis pela ativação de genes que direcionam o desenvolvimento sexual.

O estudo teórico foi publicado neste mês na revista científica "The Quarterly Review of Biology". 
William Rice, da Universidade da Califórnia, é o autor principal.

Continue lendo a matéria - no link: http://goo.gl/80Y8o 

C.I.A. QUER CONTRATAR HOMOSSEXUAIS, TRANSEXUAIS E BISSEXUAIS

Segundo o jornal DN de Portugal, que publica noticia a agência Efe, a CIA - Agência de Inteligência norte-americana quer contratar pessoal não heterossexual e escolheu Miami Beach para procurar candidatos.

A reunião foi convocada para o Centro de Visitantes LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero] de Miami Beach, com a pergunta: 
 "Alguma vez você pensou em fazer carreira na Agência Central de Informações?".

Divulgação
Saguão de entrada da C.I.A, em Langley, Virgínia

Durante o encontro foram apresentados diversos postos de trabalho nos serviços de espionagem norte-americanos.

Na reunião, realizada na semana passada, com entrada gratuita e serviço de aperitivos e cocktails, estiveram presentes dirigentes de várias áreas da CIA, que nitidamente procura mudar de imagem e a ampliar o perfil dos seus empregados.

Ótima idéia.

PLC 122, QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA, DEVE SER VOTADA EM 2013, SINALIZA NOVO RELATOR

Segundo o blogueiro Victor Ângelo, do Blogay, o senador Paulo Paim (PT-RS) é o novo relator do PLC 122/06, projeto que criminaliza a homofobia, na CDH (Comissão dos Direitos Humanos ) do Senado.

Ele se autonomeou (Paim é presidente da CDH) em nome da conciliação em reunião realizada na segunda (17) em Brasília.

Divulgação - Ag.Senado
O senador Paulo Paim (PT-RS)

Em entrevista para o Blogay hoje, ele explica que militantes LGBTs queriam que a relatoria do projeto ficasse com a senadora Lídice da Mata ((PSB-BA) e fundamentalistas desejavam Magno Malta (PR-ES) como relator.

Leia a entrevista com o senador, no link: http://goo.gl/VyHHp

TJ OBRIGA CARTÓRIOS PAULISTAS A REGISTRAR UNIÃO HOMOSSEXUAL

A Folha informa que o Tribunal de Justiça determinou anteontem que todos os cartórios do Estado de São Paulo serão obrigados a registrar o casamento civil de homossexuais sem a necessidade de um pedido judicial anterior.

A nova norma foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça e entra em vigor em 60 dias.

Divulgação

Com a medida, o casal gay não precisa mais registrar a união estável antes de pedir o casamento.

Também não será mais necessário recorrer à Justiça para pedir o casamento ou a conversão da união estável.

Mais uma vitória dos gays paulistas.

TRATAMENTO PARA "CURAR" GAYS VIRA BATALHA JUDICIAL NOS EUA

Conforme matéria da Agência EFE, publicada pelo site Terra, e considerados potencialmente prejudiciais pela comunidade médica, os chamados "tratamentos reparadores" para reverter a homossexualidade lutam por sua existência nos tribunais dos Estados Unidos, avalizados pelos testemunhos de pessoas que foram "curadas" e atacados por aqueles que sofreram com tais práticas.

No dia 1º de janeiro - se os juízes não impedirem - a Califórnia se tornará o primeiro estado do país que proibirá qualquer tratamento destinado a mudar a orientação sexual de um menor de 18 anos.

Neste dia, entrará em vigor a Lei SB-1172, denominada "Sexual Orientation Change Efforts", aprovada pelo governador Jerry Brown em 30 de setembro e promovida pelo senador Ted Lieu, que foi classificada como "histórica" por uns e como uma "flagrante violação de liberdade" por outros.

Os críticos da medida, liderados pela organização conservadora Liberty Counsel, recorreram à normativa em uma corte federal de Sacramento, capital do estado, onde será realizada uma audiência para votar se é procedente suspender a aplicação da lei temporariamente.

"Acho que temos um caso sólido", assegurou à Agência EFE o fundador da Liberty Counsel, Matthew Staver, para quem a SB-1172 esconde uma motivação "política que não tem nada a ver com ciência".

Os detratores dessa lei insistem que ela se trata de uma intromissão no direito dos cidadãos ao impedir que as pessoas que "experimentam de forma indesejada uma atração por pessoas do mesmo sexo" possam receber uma assessoria de acordo com suas "crenças morais e religiosas".

O pilar fundamental da nova lei é um relatório elaborado pela American Psychological Association (APA) em 2009 no qual são citadas a depressão, a tendência suicida e a ansiedade como efeitos negativos dos "tratamentos reparadores".

O comitê encarregado de redigir o estudo não ocultou sua frustração pela ausência de dados rigorosos que permitissem determinar, sem dúvidas, até que ponto ou não esses tratamentos são prejudiciais, ao mesmo tempo em que constatou a existência de pacientes que deixaram de se relacionar com pessoas do mesmo sexo e continuaram a vida como heterossexuais.

Em suas conclusões, no entanto, a APA não incentivou a prática desses tratamentos por considerar que há "evidências insuficientes" que as justifiquem e devido ao fato que a homossexualidade "não é uma doença mental", mas uma variação "positiva" da sexualidade do ser humano.

Staver não concorda com o relatório que, de acordo com seu ponto de vista, foi realizado por pessoas favoráveis à homossexualidade, por isso que o resultado do mesmo "estava predeterminado".

O advogado Christopher Stoll, que representa o National Center of Lesbian Rights em defesa da SB-1172, insistiu que os tratamentos contra a homossexualidade "não funcionam" e representam um "risco sério,  especialmente para os jovens".

Segundo explicou, os menores têm uma probabilidade oito vezes maior do que o resto da população de se suicidar quando encontram rejeição familiar e esses "tratamentos lhes dizem que há algo errôneo nele e têm que mudar".

Divulgação
Charge ironiza a "cura" como lavagem cerebral

Várias instituições nos EUA, além da APA, questionaram a validade das práticas para "curar" a homossexualidade, entre elas a divisão regional americana da Organização Mundial da Saúde (PAHO), que em maio qualificou esses tratamentos como uma ameaça para a saúde e carentes de justificativa médica.

Sem passar adiante, na semana passada quatro homens gays apresentaram um processo por danos em um tribunal de Nova Jersey contra o centro de assessoria Jews Offering New Alternatives for Healing (JONAH) por práticas enganosas e fraude ao consumidor.

Em entrevista coletiva, os litigantes contaram que pagaram milhares de dólares por tratamentos que "não funcionaram" destinados a erradicar sua homossexualidade, que incluíam estar nus e se tocarem, assim como ataques físicos e verbais ou falar mal de suas mães.

"Não discuto com essa gente. É possível que eles sejam gays de nascimento, se é assim nada podem fazer para facilitar a mudança. Também pode ser que tivessem maus terapeutas", comentou David H. Pickup, um "ex-homossexual" confesso que tem em Los Angeles sua própria clínica de "tratamento reparador".

Em seu caso, segundo relatou, ele sofreu abusos sexuais quando era uma criança e já adulto se submeteu ao tratamento que "salvou sua vida". 
"Minha identidade sexual e minha insegurança diminuiu. Minha autoestima cresceu e como consequência minha atração pelas mulheres aumentou 100%", contou Pickup, que não sabe ainda o que fará com seu negócio se a Lei SB-1172 entrar finalmente em vigor na Califórnia.

AQUI NO BRASIL, PROJETO DE "CURA GAY" AVANÇA NO CONGRESSO

Segundo o site da revista A Capa, do portal Vírgula, o projeto de "cura gay" avançou no Congresso Nacional.

O deputado federal - e pastor evangélico -  Roberto Lucena (PV-SP), relator do projeto e jegue da vez, deu parecer favorável à proposta para acabar com a resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que afirma ser ilegal a tentativa de cura e tratamento da homossexualidade - dessa forma, o Projeto de Decreto Legislativo de autoria do deputado João Campos (PSDB - GO), continua tramitando no Congresso.

O parecer do relator do projeto foi publicado no último dia 10.

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Deputado Lucena, o jegue da vez

"Fundamentalmente, a proposta se sustenta na alegação de que o Conselho Federal de Psicologia, nestes dispositivos referidos, estaria prejudicando o direito ao livre exercício do trabalho dos 2 profissionais, alegando o conhecimento que já houve punição de profissional, e cerceamento do direito das pessoas de receberem a orientação profissional solicitada aos profissionais, quando desejam deixar a orientação sexual homossexual egodistônica, ou seja, quando a orientação sexual homossexual não se encontra em sintonia com o eu da pessoa", diz o texto do deputado Roberto Lucena, que continua, dizendo que "existe um número indeterminado de pessoas que, exercendo o livre arbítrio, escolheram interagir sexualmente com pessoas do sexo oposto, abandonando o comportamento sexual com pessoas do mesmo sexo. Se tal decisão existencial tem por fulcro o direito fundamental à liberdade, ou seja, liberdade quanto às preferências afetivas e sexuais, é nula a Resolução do Conselho, porquanto impede que cidadãos brasileiros busquem auxílio de profissionais da Psicologia".

O avanço do projeto já gerou polêmica.

O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo já recolheu mais de 15 mil  assinaturas virtuais contra a proposta.

Assine você também o abaixo-assinado, clicando AQUI.

UNIÃO INDENIZARÁ GAY DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR "INCAPACIDADE MORAL"

O site Migalhas reporta que a União terá que pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais a um homossexual, por ter colocado em seu certificado de isenção do serviço militar que ele era "moralmente incapaz para ingressar no Exército em razão de sua orientação sexual".

A decisão da 4ª turma do TRF da 4ª região entendeu que o documento feriu direitos fundamentais do autor, que mora em Tubarão/SC e que conta que só tomou conhecimento do fato quando precisou confirmar o número do atestado de reservista, em 2003, para pleitear uma vaga de estágio.
“Percebi que carregava há 22 anos um atestado de incapacidade moral”, disse o autor em seu depoimento à Justiça.

Conforme o relator do processo, juiz Federal João Pedro Gebran Neto, convocado para atuar na corte, a Constituição proíbe discriminação por motivo de sexo.
“A administração efetivamente desrespeitou aos princípios constitucionais de promoção do bem de todos”, afirmou.

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"Incapacidade Moral" é o fim...

Segundo o magistrado, houve ofensa ao patrimônio moral do autor, trazendo-lhe sentimentos auto-depreciativos e angustiantes.
“O documento representou desprestígio e descrédito à sua reputação, expondo-lhe à humilhação”, observou em seu voto.

Apesar de confirmar a condenação da União, Gebran diminuiu em R$ 20 mil o valor da indenização estipulado em primeira instância.

Segundo ele, deve ser levado em conta o princípio da proporcionalidade para evitar o enriquecimento sem causa - o valor deve ser acrescido de juros e correção monetária.
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Até +!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

DIVERSIDADE: CASAMENTO GAY NO URUGUAI, LÉSBICA FAVORITA Á PREFEITURA DE NY, CARLA BRUNI EM DEFESA DOS LGBTs E OS 'FORTÕES DA PAULISTA'


Para essa semana, separei três textos e um artigo muito legais:

CASAMENTO IGUALITÁRIO É APROVADO NO URUGUAI
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LÉSBICA É FAVORITA À PREFEITURA DE NY
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CARLA BRUNI DEFENDE OS DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS
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ARTIGO: 'O FORTÃO DA PAULISTA'
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Confira:

CASAMENTO IGUALITÁRIO É APROVADO NO URUGUAI

O grupo Dignidade e Jornalista Donizeti Costa reportam que a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou hoje, por uma grande maioria, o projeto de lei do casamento igualitário, que autoriza e equipara em nome, direitos e obrigações as uniões de casais homossexuais às celebradas entre heterossexuais.

Após um longo e intenso debate, a lei foi aceita com 81 dos 87 votos possíveis depois que o projeto do governista Frente Ampla, que tem maioria na Câmera Baixa, alcançou o apoio de vários legisladores dos partidos opositores Nacional e Colorado.

A norma aprovada minutos após a meia-noite deverá ser ratificada pelo Senado, onde o Governo também tem maioria, e depois promulgada pelo Executivo, o que pode acontecer no início de 2013.

O projeto, que consta de 29 artigos, assinala expressamente que o Código Civil considerará como casamento "a união permanente entre duas pessoas do mesmo ou de diferente sexo", pelo que aos casais formados por dois homens ou duas mulheres serão aplicadas as mesmas normas que aos integrados por um homem e uma mulher.

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Fachada da Câmara uruguaia

"Esta lei alcança uma verdadeira igualdade entre todos os cidadãos e afirma essa igualdade, já que todos somos diversos e todos somos iguais diante dela", indicou o deputado da Frente Ampla Julio Bango, encarregado de apresentar o projeto.

O aspecto mais chamativo da nova norma será a regulamentação sobre a ordem dos sobrenomes dos filhos, o que afetará também os casais heterossexuais.

Em vez de o sobrenome paterno ser colocado em primeiro lugar, a lei prevê a possibilidade de os casais heterossexuais optarem por qualquer ordem, assim como farão os homossexuais.

Entre os críticos da iniciativa está a Igreja Católica uruguaia, segundo a qual a palavra "casamento" só pode referir-se à "união estável entre homem e mulher, capazes de ato conjugal com transmissão da vida e baseado no contrato de mútua pertinência", como indicou a hierarquia eclesial nos últimos dias.

Como no Uruguai as igrejas não apitam nada, a pequena nação sul americana continua seguindo na vanguarda dos direitos e diversidade.

Parabéns aos uruguaios.

LÉSBICA É FAVORITA À PREFEITURA DE NY

Segundo matéria publicada pelo jornal DN, de Portugal, a Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nova York, Christine Quinn,  lésbica militante, surge em primeiro lugar na pesquisa que aponta os candidatos favoritos à prefeitura da cidade nas próximas eleições.

No estudo da Universidade Quinnipiac, Quinn, do Partido Democrata, aparece com 32% das intenções de voto nas primárias previstas para setembro de 2013, mais do que a soma dos seus quatro adversários.

O candidato democrata, seja ele qual for, ganharia frente aos republicanos apontados como candidatos à presidência da Câmara de Nova York, revela a mesma sondagem.

Michael Bloomberg, independente desde 2007 depois de ter sido republicano, é prefeito da cidade desde janeiro de 2002 - reeleito duas vezes, não pode disputar um quarto mandato.

Divulgação
A democrata Christine Quinn

Apesar de nenhum ser oficial, fala-se numa dúzia de possíveis candidatos à sua sucessão, entre democratas e republicanos.

Quinn é a favorita do lado democrata e Ray Kelly, o chefe da polícia da cidade, de 71 anos, é o republicano com mais intenções de voto.

Seria simplesmente sensacional ter uma lésbica como prefeita de uma das maiores e mais importantes cidades do mundo.

CARLA BRUNI DEFENDE OS DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS

Segundo matéria da revista "Caras", já que agora não é mais a primeira-dama francesa, Carla Bruni decidiu falar mais abertamente acerca de determinados assuntos que antes não abordava.

E foi em entrevista à "Vogue" que a cantora e atriz manifestou a sua opinião acerca dos direitos dos homossexuais.

"Sou a favor do casamento homossexual e da adoção. Tenho muitos amigos, homens e mulheres, que estão nessa situação e não vejo nada de instável nem de perverso nas famílias com pais do mesmo sexo", assegurou a mulher do ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Divulgação - revista Caras
A ex-primeira dama francesa Carla Bruni

Bruni, que regressou agora à sua vida profissional, não quis comentar os rumores que falam da possibilidade do marido regressar à vida política.

"A aventura foi bonita, mas agora quero voltar a viver como uma cidadã igual às outras. Este mundo enriqueceu-me muito em termos humanos, abriu-me os olhos e o espírito, mas no fundo não é o meu", afirmou.

Carla diz ainda que não é “militante feminista” e assume o seu lado burguês.

“A minha geração já não tem necessidade de ser feminista, as pioneiras já abriram esse caminho. Adoro a minha vida familiar, de fazer as mesmas coisas todos os dias, de ter um marido. Sou uma verdadeira burguesa”.

A ex primeira-dama vai lançar o seu quarto álbum em 2013 e, enquanto isso, acaba de voltar à sua carreira de modelo, protagonizando uma campanha publicitária.

ARTIGO: 'O FORTÃO DA PAULISTA'

O jornalista Marcelo Coelho escreve todas as sextas no caderno "Ilustrada" da Folha de S.Paulo.

Em seu último artigo, ele abordou os ataques a homossexuais na Av.Paulista - confira:

"O trânsito ali sempre é complicado, mas à noite, com as decorações natalinas, fico pensando se não seria o caso de interditar a avenida Paulista de uma vez.

Estando todos avisados que depois de certo horário só a circulação de pedestres é permitida, pelo menos diminuirá o número dos desesperados que, dentro do carro, esperavam chegar em tempo a seu destino, sem saber que a rua se tornou mais uma atração turística do que um meio racional de circulação.

O passeio pode ser simpático. Puseram árvores de luzinhas que fogem ao esquema habitual. Em vez de troncos com as lâmpadas chinesas enroladas em volta, surgiram espetos de tamanho médio, que durante o dia não se percebem muito, mas à noite se ganham o aspecto de magra e invernal vegetação iluminada.

Crianças pequenas tiram fotos com os pais, passadas as 23h. Adultos descansam sentados em parapeitos, a meio do longo trajeto. Andando por ali, tive sentimentos contraditórios.

Nunca passei o Natal fora do país, mas aquilo podia até ser parecido com Nova York, ou quem sabe Milwaukee. Estava tudo bem até eu ver três garotões de preto, cheios de tachinhas e pulseiras, sem o menor ar de admiração pelos trenós e presépios em volta.

Reprodução - TV Record
Grupos de rapazes são agredidos por homofóbicos com lâmpada fluorescente na Av. Paulista

Sosseguei ao ver que havia um carro de polícia estacionado logo ali. Pensei melhor, identificando os garotos mais com alguma vertente punk do que com neonazistas ou assassinos de homossexuais.

Bem à minha frente, dois jovens japoneses pareciam tomar conhecimento com a Paulista pela primeira vez, e temi pelo que pudesse acontecer com eles.

Algo está certamente errado com um lugar onde, ao mesmo tempo, crianças pequenas apontam para imagens de Papai Noel e homossexuais podem ser espancados e mortos à vista de todo mundo -das crianças inclusive.

Certamente, ataques aos gays existem em qualquer parte da cidade, mas não é casual que episódios desse tipo tenham acontecido várias vezes na avenida Paulista.

Provavelmente, o homofóbico faz questão de tornar especialmente pública a sua ação. Viu que na Paulista, na passeata do orgulho gay, existem muito mais membros dessa tribo do que ele próprio pensava.

O poder de centenas de milhares de gays o intimida. Se existem tantos, que será de mim? É claro que, lá no fundo, ele pensa: "quando chegará a minha vez?".

Pois bem, passado o trauma da multidão, ele gostaria que a avenida voltasse ao normal. Um dia de tolerância aos gays não quer dizer que no resto do tempo a homossexualidade esteja permitida.

É como o machão que, certa vez na infância, no campinho de futebol, bem, você sabe... Mas ele é totalmente heterossexual, claro.

Dizem os alemães que uma vez é igual a vez nenhuma: "einmal ist keinmal". Certo, um dia por ano admite-se a festa do orgulho gay. Cabe ao homofóbico destruir, então, qualquer vestígio do que aconteceu.

Não inovo ao dizer que o fortão da avenida Paulista quer destruir, acima de tudo, o seu próprio medo de ter desejos homossexuais. Procura ingerir a heterossexualidade junto com os anabolizantes.

Deveria pensar que a heterossexualidade, como a dimensão dos músculos, é uma questão de grau.

Um dos sujeitos mais heterossexuais que conheci considerava que, depois dos 40 anos, ter barriga é desejável. Mais do que isso, a ausência de barriga chegava a lhe parecer um bocado suspeita.

Há quem vá além. Soube de um cidadão que, mesmo nos transes da adolescência, nunca teve interesse em se masturbar. "Meu negócio é mulher", dizia ele. E o onanismo, pensando bem, não deixa de ser uma forma de obter prazer com alguém do mesmo sexo.

Que dizer, ademais, de um homem que faz questão de sair com mulheres bonitas? É o que quer a maioria; enquanto isso, muitas mulheres não ligam para a feiura dos companheiros.

Concluo que as mulheres, provavelmente, são mais heterossexuais do que os homens -tão ligados, afinal, em frescuras estéticas, enjoamentos, exigências e minúcias.

Como é que aquele gay, pensa o homofóbico da Paulista, pode ser mais bonito do que eu? Surge o impulso agressivo. Ele volta, depois, à academia de ginástica. O espelho, ali, reflete a sua imagem. Ele é a madrasta de Branca de Neve. Que as luzes do Natal não iluminem seu desfile pela Paulista."
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Até +!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

PRESIDENTE FRANCÊS CUMPRE PROMESSA DE CAMPANHA SOBRE GAYS, TRANSEXUAL INGLESA ESTRELA DOCUMENTÁRIO E O QUE DEVERÍAMOS VER REALMENTE NUM FILME DE TEMÁTICA HOMO


Para essa postagem, separei duas matérias e um artigo - sobre cinema  de temática gay - muito bons.

APESAR DE FORTE OPOSIÇÃO, NOVO GOVERNO FRANCÊS APRESENTA LEI SOBRE HOMOSSEXUAIS
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TRANSEXUAL AOS 16 ANOS, AGORA ESTRELA DE DOCUMENTÁRIO INGLÊS
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ARTIGO: "É PRECISO SUBVERTER O FILME GAY"
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Confira:

APESAR DE FORTE OPOSIÇÃO, NOVO GOVERNO FRANCÊS APRESENTA LEI SOBRE HOMOSSEXUAIS

Segundo a Agence France Presse, o projeto de lei sobre o casamento e a adoção homossexual - primeira grande reforma da sociedade francesa impulsionada pelo governo socialista de François Hollande - será apresentado na hoje ao Conselho de ministros, apesar da forte oposição das igrejas e da direita.

Seis meses depois de sua vitória nas eleições presidenciais de maio, Hollande cumpre uma de suas principais promessas eleitorais: dar aos casais homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais, já no começo de seus cinco anos de governo.

A legislação, que "estenderá às pessoas de mesmo sexo o atual acordo sobre o casamento e permitirá a adoção aos casais homossexuais", vão muito além do Pacto Civil de Solidariedade (PAC), que regula a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo.

Aprovado em 1999, sob o governo socialista de Lionel Jospin, o PAC não permite nem a adoção, nem os direitos a herdar nem a receber pensão do cônjuge, o que está contemplado no projeto de lei que chegará ao Conselho de Ministros em algumas horas.

Divulgação

O projeto também provoca hesitações nos setores de esquerda - algumas associações homossexuais o reprovam por não abordar algumas questões que julgam prioritárias, como a reprodução assistida.

Evidentemente, a proposta animou a cólera dos setores mais conservadores da França e tanto líderes religiosos como políticos da direita não hesitaram em afirmar que a iniciativa favorecerá a "poligamia", a "pedofilia" e o "incesto".

Há dúvidas e até hostilidade em boa parte da opinião pública da França - país onde a homossexualidade era crime há 30 anos e considerada doença mental até 1992.

Segundo pesquisa publicada no fim de semana, o número de franceses favoráveis ao casamento entre homossexuais diminuiu no último ano, passando de 63% em 2011 a 58% em 2012.

Até a França está encaretando, que horror!

TRANSEXUAL AOS 16 ANOS, AGORA ESTRELA DE DOCUMENTÁRIO INGLÊS

Um filme de uma hora que documenta a tentativa da transexual inglesa Jackie Green, 19 anos, de se tornar Miss Inglaterra, será exibido no Reino Unido.

A transmissão do documentário "Transsexual teen, beauty queen"/ "adolescente transexual, rainha da beleza", foi anunciada pelo canal de TV inglês BBC Three para o 19 de novembro.

O documentário de observação também mostra as dificuldades que ela passou desde criança até se tornar, aos 16 anos, "a mais jovem transexual do mundo", de acordo com o site oficial do canal.

Divulgação: BBC Three
Jackie Green, hoje

"A garota de 18 anos [hoje aos 19], nascida um garoto chamado Jack, quer se tornar um modelo de comportamento para a comunidade trans, e espera que competir no concurso de beleza vai inspirar outros jovens a lidar com problemas de identidade de gênero. Mas como ela vai se sair ao lado de algumas das garotas mais bonitas do país?", descreve o site oficial do canal.

"O filme se aprofunda no passado difícil de Jackie: de ouvir em primeira mão como ela se deu conta que estava presa em um corpo de garota e o efeito disso em sua família unida, e como ela fez a transição social de garoto a garota, com apenas oito anos, até como o bullying no colégio a levou perto do suicídio e como sua vida foi mudada por um médico americano que interrompeu sua puberdade masculina", completa o site.

Divulgação: BBC Three
Jackie, em várias fases de vida

Jackie Green chegou às semi-finais do concurso, mas não o venceu, segundo reportagem neste domingo (4) do tablóide inglês "Daily Mail".

Ela disse ao jornal que, aos quatro anos, falou para sua mãe, Susan:
 "Deus cometeu um erro, eu deveria ser uma garota".

Descontente com seu corpo, Jack forçou uma overdose aos 11 anos e cometeu outras seis tentativas de suicídio aos 15, além de tentar mutilar sua genitália.

Os pais apoiaram a sua mudança de sexo aos 16 anos.
"No Reino Unido, a mudança de sexo não pode ser feita até que o paciente faça 18 anos, mas Susan descobriu um cirurgião na Tailândia que aceitou fazer a cirurgia em Jackie aos 16 (desde então, a Tailândia adotou o padrão internacional de 18)", diz o "Daily Mail".

Jackie contou ao jornal que namora há dois anos um garoto da mesma idade que a sua e trabalha de hostess em uma loja de roupas e acessório em Londres.

ARTIGO: "É PRECISO SUBVERTER O FILME GAY"

Confira o artigo de Bruno Carmelo, editor do blog Discurso-Imagem e também publicado no site Outras Palavras:

Divulgação
Cenas de filmes relacionados abaixo

Por que o cinema gay comercial está tão contaminado pelo amor romântico, com homens belos em tramas açucaradas?

A situação anda complicada para o cinema gay nos cinemas recentemente.
Por “cinema gay”, termo vago e contestável, entenda filmes que têm como foco central personagens homossexuais e/ou questões específicas aos indivíduos homossexuais.
Em muitos casos, são filmes reservados ao gueto, que passam em cinemas específicos de grandes capitais.

Nestes últimos anos, Verão em L.A., Shelter e Weekend passaram em circuito comercial, enquanto produções como The Love Patient, Deixe a Luz Acesa e eCupid passaram em festivais gays, ou sessões gays de festivais de cinema.
Em comum, os filmes acima têm uma abordagem plenamente idealizada do amor e do próprio indivíduo homossexual: estas seis histórias tratam de amores românticos entre jovens gays, todos belos, musculosos, brancos, sedutores, de classe média alta.

Seus conflitos são ligados apenas ao amor, figura fantasmática (“ele me ama, mas não podemos ficar juntos porque somos diferentes”, ou “eu o amo, mas ele não quer compromisso sério”, ou ainda “eu o amo, mas ele não me quer”).
O relacionamento torna-se uma finalidade em si, neste mundo-bolha de pessoas bonitas e disponíveis, onde as mulheres servem apenas como mães, irmãs ou amigas dos protagonistas – já que a grande maioria dos “filmes gays” retrata a homossexualidade masculina.

No final, todos estes produtos parecem o mesmo, que seja em qualidade cinematográfica ou em discurso. É interessante que o espectador gay possa se identificar com estes amores utópicos, que parecem extraídos de propagandas de margarina ou páginas de revista de moda.
Um exemplo foi particularmente surpreendente: Deixe a Luz Acesa, premiado em vários festivais e recebido com críticas muito favoráveis. A fórmula é a mesma dos demais, mas com elementos dramáticos: um dos amantes é viciado em drogas (nunca se vê este homem usando o que quer que seja), o outro teme estar infectado com o HIV (mas é só um susto).

Se estes atores fossem trocados por Reese Whitherspoon e Gerard Butler, ou Hugh Grant e Julia Roberts, teríamos uma comédia romântica heterossexual qualquer, dessas que os críticos adoram detestar.
Mas por serem dois homens, ou ocasionalmente duas mulheres, a proposta parece “subversiva”, “alternativa”.
Como as garotinhas que sonham com o astro da revista teen, os diretores e produtores (muitas vezes gays) do cinema gay acham que os homens comuns precisam é sonhar com os galãs das fotos acima.

O público acaba sendo infantilizado, reduzido ao desejo sexual primário – supõe-se que uma produção com um amor realista, vivido por pessoas comuns, não seja vendável no mercado.
Não é questão aqui de solucionar a dúvida da oferta e da procura (são os gays que querem ver estes filmes, ou são estes os únicos filmes oferecidos aos gays?), mas simplesmente de dizer que este sistema se retro-alimenta.
Ele não indica nenhuma tendência de se transformar, até porque são estes filmes idealizados que acabam sendo selecionados nos maiores festivais e recompensados pelos prêmios gays - como o Teddy em Berlim.

Logicamente, nem todos os filmes seguem a estética publicitária do amor perfeito. Kaboom retratava de maneira despojada a plurissexualidade adolescente, Fucking Different XXX ousou mostrar o sexo sem pudores, e sem padrões, Tomboy explorou a identidade de gênero na infância, com grande naturalidade.
Mas a razão pela qual falamos destas produções é justamente por constituírem exceções.

Ora, chegou o momento de um verdadeiro debate ser feito nos festivais, e de os gays se manifestarem quanto ao conteúdo que consomem.
Não basta o festival selecionar um filme pela simples temática, independentemente da qualidade que ela propõe.
Em outras palavras, não basta um filme ser gay para ele ser interessante, ele precisa propor uma maneira diferente de retratar o amor, as pessoas.
A comunidade homossexual não pode se limitar a copiar os códigos do amor idealizado heterossexual, ele precisa achar sua estética e sua cultura próprias.

Nesse semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro, começa o Festival Mix Brasil, com mais de cem filmes sobre o gênero.
Vamos torcer para os curadores terem selecionado, e que o público prestigie, apenas as produções que propõem um olhar diferente, questionador, provocador e reflexivo sobre a cultura gay.
Vamos torcer para que os filmes parem de ser histórias conformistas e apolíticas, para um público alienado, querendo sonhar com o homem ideal e o relacionamento perfeito.
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Até +!