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quarta-feira, 26 de junho de 2013

UNIDADE DO AROUCHE DO INSTITUTO DR ARNALDO É PERVERSA, ESTRESSANTE E COM PACIENTES PESSIMAMENTE ACOMODADOS


É perverso e inadmissível que pacientes que devem passar por consulta com a Dra. Brigitte na unidade Largo do Arouche, 66 do INSTITUTO DO CÂNCER DR ARNALDO VIEIRA DE CARVALHO fiquem mais de seis horas aguardando, pessimamente acomodados, sem banheiros decentes e sem água para beber.

Hoje, 26.6, cheguei com minha mãe de 80 anos às 7:10h., vi quando a Dra. Brigitte chegou - às 7:25h - e ela só foi atendida às 13:20h - seis horas e dez minutos de espera.

A Dra. – que a atendeu em menos de dois minutos, eu fiz questão de cronometrar - disse que trabalhou sozinha, sem residentes ou outros médicos.

NÃO SERIA A HORA DE ALOCAREM MAIS MÉDICOS NA UNIDADE PARA QUE OS PACIENTES NÃO SOFRAM MAIS E NÃO SE ESTRESSEM TANTO?
Afinal, lá é ou não uma unidade ligada à SANTA CASA DE SP, um hospital-escola?

Fachada do prédio onde está instalados consultórios do Instituto no largo do Arouche - foto: Google Maps

Tanto no térreo, quanto no primeiro andar, vemos uma profusão de funcionários que, ou nada fazem, ou ficam batendo cabeça uns com os outros todo o tempo:
*Não tem chefia - se tem, não parece que tem.
*Não tem nenhum treinamento para lidar com um público especial - como é o que vai lá.
*Não tem método de trabalho algum - todos fazem a mesma coisa, o mesmo serviço, atrapalhando uns aos outros.
*Até o porteiro passa muitas informações erradas, a fila é mal dirigida e a entrega de senhas é caótica.
*Por um erro de uma das moças do térreo – que marcou todos os exames de minha mãe para quinze dias antes da data da consulta – ela, depois de ter ficado aguardando na semana passada também por cerca de quatro horas e meia com minha irmã, teve de voltar ontem e fazer novo exame de sangue antes de ontem - tudo isso para que a Dra. Brigitte a atendesse por menos de dois minutos para prescrição da quimioterapia.

Quanto às instalações, lembro que no prédio funcionava um hotel, e ele atualmente é apertado, feio, tacanho para o mar de pacientes que lá vão, com banheiros sujos o tempo todo, sem água para beber no terceiro andar e sem copos para toma-la no primeiro.

Conforto? Zero.

Pela bagunça, descaso, cansaço, sofrimento e estresse, absolutamente desnecessários para quem está passando por uma difícil fase de vida, estou pensando seriamente em tratar minha mãe em outro lugar, ao menos mais humano e pro ativo.

Do jeito que está, o INSTITUTO DO CÂNCER DR ARNALDO VIEIRA DE CARVALHO do Largo do Arouche, 66 só serve para acelerar a morte dos pacientes.

Tanto quanto o câncer, estresse, descaso e pacientes serem tratados como gado também matam.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA PRESTA DESSERVIÇO AO PAÍS AO BARRAR MÉDICOS ESTRANGEIROS



Mais um crime corporativo em curso nesse Brasil- zil que vai proteger só os deles.

E a população que se lasque.

Agora , o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA – CFM quer barrar médicos portugueses, espanhóis e cubanos de trabalharem nas periferias e lugares distantes do país.

O Conselho diz que, pra isso, eles teriam de fazer o mesmo ‘exame de avaliação’ que os médicos formados aqui tem de fazer.

Primeira pergunta:
QUE EXAME? 
Sim, porquê esse exame AINDA NÃO EXISTE, e se existisse, evitaria que a população fosse submetida a toda sorte de procedimentos açougueiros de médicos formados em faculdades de quinta.

E cá entre nós: se até o meu CU-nhado, que é um advogado formado numa faculdade de quinta, conseguiu passar no exame da ultra corporativa OAB, esse examezinho do CFM, quando for criado, também vai pro mesmo caminho, com toda certeza.

Segunda pergunta:
Se os estrangeiros não podem ir pra periferia e lugares distantes do país, QUEM VAI ? VOCÊS, FILIADOS AO CFM?

Médico brasileiro é assim: rala seis anos - o que é legal - mas vai fazer residência e montar clínica em 90% dos casos no circuito PAULISTA/AUGUSTA/JARDINS/MORUMBI.

Nem pagando quase o dobro prefeituras, estados e União conseguem levar médicos pra periferia e para regiões mais distantes do país.

Hospitais brasileiros superlotados - colagem: Blog de Klau sobre fotos de internet

O CFM faria melhor se, em vez de ficar de palhaçada, primeiro dar boas vindas e receber com banda de música os profissionais que SE DISPÕE A IREM TRABALHAR NAS PERIFERIAS e LUGARES DISTANTES.

Isso faria com que a população fosse tratada perto de casa, evitando superlotação dos hospitais mais conhecidos e mais centrais das cidades.

Depois, baixar norma para que seus associados tenham de obrigatoriamente clinicar no mínimo três anos em periferias e lugares distantes para só então poderem ser considerados médicos de verdade.

Porquê, do jeito que a saúde brasileira está, não dá, né?

E meus parabéns ao Governo Federal que tem um grupo de trabalho indo de país e país e recrutando médicos pra vir pra cá.

São de ações como essa que a saúde brasileira precisa – de palavras e ameaças toscas, a população já está pela tampa.