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quinta-feira, 23 de julho de 2020

COMIC CON@HOME: CONFIRA OS DESTAQUES DA QUINTA

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Começou a San Diego Comic-Con 2020 que, pela primeira vez, é realizada online - principais painéis da quinta foram os de STAR TREK, THE BOYS e NOVOS MUTANTES
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O evento de cultura pop que reúne milhares de fãs e jornalistas anualmente em julho, teve sua edição física cancelada por conta da pandemia do coronavírus.

No entanto, rapidamente os organizadores anunciaram a versão online, que conta com painéis, em sua maioria gravados, disponibilizados no YouTube.

No primeiro dia, os maiores destaques foram os painéis das séries do Universo de Star Trek, dos Novos Mutantes, filme da Fox/Disney, e The Boys, sobre a 2ª temporada da atração da Amazon Prime.

PAINEL 'STAR TREK'

Se Star Trek: Picard foi a grande atração do painel, o público também pode conferir conteúdos de Star Trek: Discovery, além das novatas Star Trek: Strange New Worlds e Star Trek: Lower Decks.

Patrick Stewart, Alison Pill, Michelle Hurd e outros nomes do elenco de Picard analisaram a primeira temporada da série e discutiram como ela evoluiu em relação a The Next Generation.

Já Discovery reuniu seu elenco, incluindo Sonequa Martin-Green, Michelle Yeoh, Doug Jones e alguns atores de Strange New Worlds, para a leitura do roteiro da finale da segunda temporada.

CONFIRA O PAINEL NA ÍNTEGRA:


Por fim, a animação Star Trek: Lower Decks apresentou um clipe estendido do seu episódio de estreia.

Confira:


PAINEL 'THE BOYS'

Após chegar ao Amazon Prime Video fazendo um sucesso estrondoso, The Boys ganhou uma legião de fãs, graças à sua abordagem violenta e pessimista sobre os super-heróis que se tornaram tão populares na última década.

A adaptação da polêmica HQ de Garth Ennis e Darrick Robertson deixou uma série de questões para resolver em sua 2ª temporada, que foi tema de um painel especial durante a versão virtual da San Diego Comic Con.

Com aproximadamente uma hora de duração, o bate-papo revelou algumas pistas sobre o que vem por aí na série.

Ao lembrar sobre o final do primeiro ano da série, é quase natural pensar em Billy Butcher.

O líder da equipe teve seu sonhado confronto contra o Homelander, mas as coisas desandaram e ele acabou raptado pelo falso herói, descobrindo que sua esposa Becca (Shantel VanSanten) não apenas está viva como está criando o filho que teve com o líder dos Sete.

Para Karl Urban, o grande conflito de seu personagem no novo ano será interno.

“Se a primeira temporada era Butcher buscando vingança pela sua esposa, agora é sobre salvá-la, resgatá-la, e quão longe ele pode ir para fazer isso”, disse o ator.

É curioso que essa reflexão fará Billy tomar uma atitude realmente inesperada: pedir ajuda à um dos supers.

Urban revelou que o carniceiro precisará unir forças com Starlight, heroínas dos Sete vivida por Erin Moriarty.

“Eu realmente gostei de trabalhar com Erin, Starlight, no segundo ano, que é uma dupla muito improvável. Acho que isso a segunda temporada faz muito bem, ela joga personagens improváveis juntos e você vê como isso funciona".

Não é exagero dizer que Starlight é uma das personagens que mais se desiludiu com os eventos da primeira temporada.

Para Moriarty, a conturbada trajetória de sua personagem a mudou profundamente no segundo ano, mas a vontade de fazer o bem permanece.

"Seu objetivo é o mesmo, sua moral, mas ela é forçada a se adaptar ao mundo que ela se inseriu e seus meios para chegar nesses objetivos mudaram completamente”.

Uma das novidades está em sua dinâmica com Hughie, que se torna um aliado necessário, mesmo tendo partido seu coração.

“O único modo que os dois conseguem atingir seus objetivos é superar isso e trabalhar pelos seus objetivos juntos”, afirma.

Por falar em Hughie, é justo dizer que a segunda temporada marca seu momento de emancipação - mesmo que forçada.

Para o intérprete Jack Quaid, esse momento de independência cai como uma luva para a evolução interna do garoto.

"Na primeira temporada ele meio que se prende a muitas pessoas que o dizem o que fazer. Na segunda temporada ele está começando perceber como ele consegue fazer isso sozinho, quem ele realmente é por dentro, o que ele quer fazer, independentemente do Butcher, do Boys ou até de Starlight".

Do lado dos vilões - que ironicamente se disfarçam como heróis - um tema muito forte para o novo ano é a busca por um lugar no mundo.

Para Anthony Starr, esse será um momento de transição para o seu personagem, Homelander, que precisará enfrentar o mundo sem Stillwell (vivida na primeira temporada por Elizabeth Shue).

Aparentemente matá-la será motivo de arrependimento para ele, já que o herói buscará formas pouco ortodoxas de se reconectar com ela.

"A segunda temporada é mais interna, e não há nada mais interno do que leite, como um jeito de conectar os pontos da sua vida", comentou sobre a cena que aparece no trailer em que Homelander é visto bebendo leite materno.

"Ele encontra traços da Stillwell, e se reconecta deste modo. Este é um modo de conexão pura entre Stillwell e Homelander na segunda temporada".

Além de Homelander, que nas palavras de seu intérprete é “o homem mais forte, fisicamente, mas é o mais fraco internamente”, outro falso herói em busca de se entender é o Deep.

Segundo Chance Crawford, seu personagem “ainda quer fazer parte dos Sete", mas essa busca o leva a experiências inesperadas: “Ele sai em algumas jornadas para encontrar amor e conexão, com algum humor espalhado por aí".

Mais do que colocar seus personagens de volta ao jogo após os eventos do primeiro ano, a nova temporada de The Boys vai dedicar um tempo especial para estudar seus traumas passados.

É o caso de A-Train, velocista dos Sete, que será obrigado a confrontar seus demônios já que não pode mais correr por conta dos efeitos colaterais do uso do Composto V, revela o ator Jesse T. Usher.

"Tem tantas coisas das quais ele está fugindo, que chegou o momento em que ele precisa encará-las. (...) Todo lugar para onde olha ele se sente traído, ou odiado".

Para o ator, a motivação para estar sempre a frente de tudo será ponto fundamental da jornada do herói no novo ano.

"Ele tem muito medo das coisas que poderiam acontecer, de seus próprios pesadelos, eles o assombram e o levam a fazer coisas realmente loucas".

Se do lado dos falsos heróis o passado vai se fazer importante, o mesmo pode ser dito do lado dos Boys.

Tomer Capon afirmou que seu personagem, Frenchie, será devidamente apresentado nessa nova temporada.

"Veremos um pouco de sua história de origem. Eu amo essas coisas, a chance de conhecer um personagem. Você verá como Frenchie entrou no The Boys, e como outros entraram, e vamos revelar até o nome dele!"

Além de toda a evolução dos personagens, o painel deixou bem claro que os fãs podem esperar muita ação no próximo ano.

Uma cena inédita foi mostrada no início da apresentação e ela simplesmente mostra o grupo explodindo uma baleia após uma perseguição marítima.

Em meio a gargalhadas, o elenco relembrou os bastidores dessa cena, em que Karl Urban realmente teve a honra de pilotar o barco e que acabou com uma leve lesão para Jack Quaid.

“Todo o elenco ria de mim por reclamar sobre ficar coberto de sangue na primeira temporada… Ninguém está rindo mais disso. Todos entendem”.

O TEASER DA BALEIA:


Além de toda a ação, o novo ano de The Boys vai tocar em questões sociais.

O criador Erick Kripke relembrou que assim como a primeira temporada abordou o Me Too e a indústria armamentista, a segunda temporada tocará em temas como supremacia branca e racismo sistêmico.

“Continuaremos fazendo isso, provavelmente ficando ainda mais afiados”.

Essa abordagem pode ter relação com a apresentação de Stormfront, heroína vivida por Aya Cash, que nas HQs é um personagem abertamente nazista.

Para a atriz estreante, debater problemas sociais é um dos pontos mais importantes da ficção.

“Nos permite ver problemas atuais com maior distância, então podemos ouvir e aprender coisas novas”.

Depois de todas as declarações do elenco, o painel na San Diego Comic-Con introduziu a presença dos produtores Seth Rogen e Evan Goldberg, que apareceram para confirmar a renovação da série já para sua 3ª temporada.

Com muito a ser revelado, e uma nova temporada já garantida, agora é só esperar para ver de que novas maneiras The Boys pode nos surpreender nos novos episódios.

CONFIRA O PAINEL NA ÍNTEGRA:


PAINEL NOVOS MUTANTES

Novos Mutantes, o filme de terror dos X-Men, teve sua cena de abertura divulgada no painel virtual da San Diego Comic-Con.

O trecho mostra Danielle Moonstar (Blu Hunt), a Miragem, fugindo da sua casa em chamas no meio da noite.

Além do diretor, Josh Boone, o painel contou também com o elenco composto por Maisie Williams, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton, Alice Braga, Blu Hunt e Henry Zaga.

O grupo reafirmou que a estreia será em 28 de agosto e também revelou que haverá uma sessão antecipada presencial para fãs, mas não divulgou data e nem local.

Boone apenas pediu: “Usem máscara!”.

Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos em um local contra a sua vontade.

Eles lutam para escapar de seus erros do passado e de si mesmos.

A brasileira Alice Braga interpreta a Dra. Cecilia Reyes.

CONFIRA O PAINEL NA ÍNTEGRA E VEJA O TEASER, A PARTIR DE 24m11s 
(ATIVE AS LEGENDAS PT-BR):


A San Diego Comic-Con @Home vai até o domingo, 26 de julho, com painéis e anúncios disponibilizados para o público pela internet.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

'STAR TREK:PICARD': FILMAGENS DA 2ª TEMPORADA SÃO ADIADAS INDEFINIDAMENTE

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Anteriormente previstas para começar em junho deste ano, as filmagens da 2ª temporada de ‘Star Trek: Picard’ foram adiadas por tempo indeterminado devido à pandemia do novo coronavírus
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Em entrevista ao Collider, o co-criador da série, Akiva Goldsman, revelou que os planos iniciais mudaram.

“Nós não iremos gravar. Iríamos começar em junho, o que garanto que não vamos fazer a não ser que o mundo abra amanhã. Tínhamos quebrado a temporada e tínhamos escrito metade dela. Sabe, vamos começar assim que o mundo reabrir. A preparação terá que continuar, e então nós vamos começar”.

Recentemente, o astro Sir Patrick Stewart, que retorna mais uma vez como o personagem-titular, comentou que o próximo ciclo terá eventos bastante surpreendentes.

“Tudo está se juntando, sim. Por causa de como estamos vivendo, não há reuniões de roteiristas, é claro. Mas todos estão escrevendo e estão me deixando a par do que está acontecendo”, disse, em entrevista ao site Goldderby.

“Há eventos surpreendentes previstos para a 2ª temporada. Estou muito animado para eles, porque vai continuar exatamente de onde paramos na 1ª temporada. Não vamos cobrir as mesmas coisas. Será extraordinário”.

O showrunner Michael Chabon também comentou em recentes entrevistas acerca do que se pode esperar do futuro da série, deixando claro que a perspectiva narrativa será diferente.

“Será diferente de alguma maneira. Definitivamente iremos em direções que não vimos na primeira temporada. Acho que estávamos envoltos de várias formas pela popularidade do show. Eu só fiz isso uma vez, mas imagino que é provavelmente verdade para vários shows televisivos, especialmente nesta era: a 1ª temporada foi, de muitos jeitos, sobre aprender a fazer ‘Star Trek: Picard’. Tanto em termos de produção quanto em termos de narrativa, e quem é o nosso elenco, como esses personagens formaram elos surpreendentes e se uniram uns aos outros”.

A primeira temporada de Star Trek: Picard está disponível no catálogo da Amazon Prime Video.


segunda-feira, 20 de abril de 2020

'DISCOVERY' E 'PICARD': JONATHAN FRAKES FALA SOBRE OS CRÍTICOS DAS SÉRIES

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Jonathan Frakes tornou-se novamente parte importante do universo Star Trek como diretor de Picard e Discovery
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Na ultima semana, Frakes foi convidado do show GalaxyCon Live, onde falou sobre sua história com Star Trek e para onde está dirigindo a franquia.

O GalaxyCon Live foca em convenções de fãs e Frakes relembrou várias histórias de suas décadas como Riker.

Ele começou contando a dificuldade de enfrentar a resistência dos fãs, após a estréia de Star Trek: The Next Generation :

"O público era muito fã da série original . Eles eram céticos. Eles estavam desconfiados. Eles geralmente não estavam muito interessados ​​e não estavam familiarizados com o novo Star Trek, que tinha um capitão inglês careca com nome francês e um elenco totalmente novo. Eles queriam a Jornada de Kirk, Spock e Magro".

Em seguida, o diretor recordou quanto tempo foi necessário para que os fãs aceitassem a nova série:

"Eu acho que não foi até o segundo ou terceiro ano em que A Nova Geração ficou realmente boa. E lembre-se de que fizemos 26 (episódios) por ano, então isso é muito. Foram 50 ou 60 shows. Eles perceberam que havia espaço em seu mundo para as duas séries".

Frakes então contrastou essa evolução dos fãs antigos com as recentes reações a Star Trek: Discovery e Picard :

"Com Discovery, do qual tive o privilégio de fazer parte e ainda faço, era uma vibe semelhante quando esse programa saiu. Eles não queriam encontrar espaço em seus corações para outro Star Trek, o que claramente existe. Uma das razões que não foi um fator no lançamento de Picard, foi que os fãs mais hardcore amam o Picard e estão inclinados a esperar o show e a tê-lo e a qualquer história. Porque eles o conheciam e sabiam quem ele era. Eu acho que a familiaridade com todos os fãs é tão importante. É como o cânone desses shows… eles querem um ponto de contato. E, é importante, e claramente funcionou, porque Picard é maravilhoso".

Quando perguntado sobre os fãs que continuam sendo críticos de Star Trek: Picard, Frakes fez uma observação:

"Mas eles estão assistindo! (…) Eles estão assistindo para ter certeza que odeiam!"

Jonathan falou como Star Trek se tornou uma parte tão grande de sua vida novamente, com mais por vir:

"Foi uma bênção ter minha carreira reavivada pelas novas séries de Star Trek. Não doeu aprender a fazer outro ofício. A direção foi fantástica para mim. Como Discovery deu certo e Picard deu certo, agora haverá uma nova e outra".

Ao falar sobre o que ele tem feito recentemente, Frakes confirmou quantas séries de Star Trek ele está fazendo atualmente (juntamente com um novo projeto fora do universo trekker):

"Eu tenho três episódios de Discovery (terceira temporada) que ainda não foram ao ar. Acabei de terminar esta nova ação e aventura chamada The Astronauts , que é maravilhosa. E estou ansioso para voltar para Picard".

Sir Patrick Stewart e Jonathan Frakes, em cena de 'Picard' - CBS All Access

Embora se sentisse confiante em seu trabalho como diretor, Frakes revelou que estava nervoso por retornar ao papel de Riker em Picard :

"Foi uma emoção ser convidado de volta como ator; estressante, mas uma emoção. Eu pensei que Marina [Sirtis] estava surpreendente quando Patrick veio à nossa casa em “Nepenthe“. Espetacular!"

quinta-feira, 9 de abril de 2020

'STAR TREK: PICARD' - APÓS FINAL DA PRIMEIRA TEMPORADA, CONFIRA O QUE O ELENCO DISSE


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Showrunner diz que 2ª temporada terá um rumo diferente - Brent Spiner diz que nunca mais interpretará Data - Intérprete de Raffi, Michelle Hurd comenta sobre 1ª temporada
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A primeira temporada de ‘Star Trek: Picard’ chegou ao fim nesta última semana com a exibição de “Et in Arcadia Ego, Part 2′.

Agora, cabe aos fãs sonhar com as próximas aventuras de Jean-Luc Picar (Patrick Stewart) no segundo ano, já confirmado pela CBS All Access.

E, enquanto não há previsão de estreia para o novo ciclo, o showrunner Michael Chabon comentou um pouco sobre o que podemos aguardar no futuro, deixando claro que a perspectiva será diferente.

"Será diferente de alguma maneira. definitivamente, iremos em direções que não vimos na primeira temporada. Acho que estávamos envoltos de várias formas pela popularidade do show. Eu só fiz isso uma vez. mas imagino que é provavelmente verdade para vários shows televisivos, especialmente nesta era: a primeira temporada foi, de muitos jeitos, sobre aprender a fazer 'Star trek: Picard', tanto em termos de produção, quanto em termos de narrativa e quem é o nosso elenco, como esses personagens formaram elos surpreendentes e se uniram uns aos outros".

Depois de um longo tempo distante dos olhos dos fãs, Data (Brent Spiner) retornou em Star Trek: Picard, com a produção preparando o retorno e a despedida de icônico personagem de uma forma muito especial.

Dessa vez, o andróide morto em Star Trek Nemesis ganhou um lar digital e pode interagir, por alguns momentos, com o Capitão Picard (Patrick Stewart), quando morreu e a mente estava sendo transferida para um novo corpo.

A cena marcou o adeus mais digno entre os personagens, mas segundo o ator Brent Spiner, também foi a última vez que todos irão ver um dos filhos cibernéticos do Dr. Soong em ação.

Em uma entrevista à TV Guide, Spiner expressou surpresa pelo final que Data teve em Star Trek Nemesis, aos olhos dos fãs.

Por conta disso, ele ficou grato pela cena que Michael Chabon escreveu para o final de Picard, o que possibilitou uma saída de cena melhor.

“Foi uma cena incrível e escrita lindamente. Foi Chabon no seu melhor. Tanto Patrick quanto eu, pensamos: “Isso é fantástico”, e nós dois ficamos realmente emocionados. Foi maravilhosamente escrito, e acho que a intenção era amenizar o golpe de Nemesis e dar a Data uma saída mais gentil do que no filme. Quando ele explodiu em Nemesis, eu nunca esperava receber a reação de muitos fãs. Eu pensei: “Bem, esse é um grande final emocional, e ele está se sacrificando por seus amigos” e foi isso apenas. Mas não parecia tão bem assim para muitas pessoas".

“Foi um dia inteiro de filmagens, desde o minuto em que Picard acorda nesse espaço estranho até os últimos momentos de Data, e tudo foi feito em um dia. Foi um dia longo e emocionante. Tivemos o maravilhoso Akiva Goldsman, que é uma escritor e diretor brilhante, dirigindo. Talvez seja estranho dizer isso, mas Patrick [Stewart] e eu achamos realmente agradável, pelo menos eu, estarmos envolvidos novamente em uma longa cena de diálogo entre Picard e Data. Foi realmente satisfatório”.

Patrick Stewart e Brent Spiner, numa das cenas finais do último em 'Picard' - CBS All Access

Spiner disse que sugeriu que seu novo personagem, o Dr Alton Soong, estivesse durante o funeral metafórico de Data.

“Não era estranho para mim fazer isso porque Data já havia morrido uma vez antes. Mas acho que quando a cena foi originalmente escrita, Alton não estava lá e perguntei se ele poderia estar lá, porque ele era, afinal, irmão de [Data] e ele queria estar lá para o final”.

Agora que Data conseguiu um final melhor e esperado pelos fãs de Star Trek, Spiner deixa claro que realmente é o fim.

“Quero dizer, houve apenas uma pequena quantidade de tempo em que pude ser o Data novamente, mas não importa o que digam, acho que fizemos isso em tão poucas sequências que foi bom fazê-lo e me senti bem com isso. Mas eu realmente não aceitaria a ideia de fazê-lo novamente, porque simplesmente não acho que seria realista. Então, me pareceu certo dar-lhe essa despedida mais gentil, e me pareceu certo no contexto de toda a temporada de Picard e o que o próprio Picard estava passando por causa da perda do Data. Acho que isso também permite que ele se sinta bem com isso. Então pareceu a coisa certa a fazer”.

Mesmo que Spiner tenha aparecido brevemente como Data, Star Trek: Picard estava muito centrado no personagem e no legado dele. 

O programa encontrou uma maneira de Spiner continuar em Star Trek, agora interpretando Altan, o filho do Dr. Noonian Soong.

Data diria que “isso é aceitável”, mas para os fãs de Star Trek, esse será o maior ganho que terão na franquia, além de toda uma nova geração de seres sintéticos.

Por fim, para os fãs de Star Trek, o termo “JL” pode não ter caído muito bem, mas para a oficial de operações Tenente Comandante Raffaela “Raffi” Musiker (Michelle Hurd) mostrava apenas o nível de intimidade profissional entre ela e o então capitão da USS Verity, Jean-Luc Picard (Patrick Stewart).

Hurd falou ao Entertainment Tonight e ao site TrekCore sobre sua relação com Stewart, elenco e produção, além de sua jornada pessoal ao entrar para Star Trek e o que ela espera explorar na segunda temporada.

“Foi uma experiência incrível. Eu sabia que quando eu conseguisse o emprego, seria diferente de tudo que já havia experimentado antes”, disse Hurd sobre sua experiência na franquia.

Sobre sua relação com Patrick Stewart, ela disse:

“Pessoalmente, egoisticamente, eu estava extasiada e empolgada por ter a oportunidade de trabalhar com Patrick Stewart. Eu realmente não sabia o que o mundo de Raffi seria com Picard e o que Michelle deveria ser com Patrick. E durante a jornada uma constatação: “Uau, ela e ele têm um relacionamento realmente único. Eles tiveram história. Eles voltam. Eles lidam um com o outro de maneira diferente, do que qualquer outro personagem com Picard”. E eu me senti assim, então, nem sei qual é a palavra. Eu diria mimada, porque passo meus dias trabalhando com Patrick Stewart em um personagem que é tão complexo, em camadas e, no entanto, muito mais verdadeiro e humano do que eu. Estou trabalhando com produtores que eu amo e eles me amam e respeitam, e eu os amo e os respeito. E diretores que são tão bons, que dirigiram alguns episódios. Foi incrível assistir. A primeira vez que vimos a série inteira foi quando fomos ao Cinerama Dome [em janeiro] e fizemos nossa exibição. Foi como um filme de duas horas e ver o que Hanelle [Culpepper] havia feito. Ela dirigiu lindamente. Eu, egoisticamente, esperava que essa fosse a experiência que foi, e fiquei tão agradavelmente surpreendida por ter superado tudo o que eu esperara superar e muito mais nesta jornada”.

Em cena com Sir Patrick Stewart
Sobre sua interação com os fãs:

“Adoro o fato de fazer parte de uma série que tem sido tão respeitosa e inclusiva de pessoas de diversas culturas e inclusões, e certificando-me de que os outros não sejam de fora, mas de dentro, de quem conta a história. Isso é diferente de tudo que eu já experimentei antes. E para interagir com os fãs; são tão gentis, generosos, protetores. Eu entrei na página de fãs que não é oficial. É tão maravilhoso ouvi-los fazendo hipóteses, tirando conclusões e conectando pontos, e de vez em quando você recebe uma pessoa aleatória que diz: “Isso é péssimo” ou algo assim. E para ver como os fãs reagem, eles protegem. Eles são como, “Olha, cara. Se você não gosta disso, saia desta página. Esta é uma família. Estamos falando de coisas que amamos e se você não ama, então saia”. Estou honrada por fazer parte disso”.

Começamos a conhecer a personagem Raffi nos quadrinhos “Star Trek: Picard – Countdown”, que faz uma espécie de prequel da série e dos acontecimentos de Musiker com Jean-Luc Picard. 

Para Hurd, foi uma surpresa ao saber que já estava sendo apresentada antes do primeiro episódio ir ao ar.

“Isso foi loucura, certo? Eu não sabia de nada! Jonathan Del Arco, na verdade, me enviou uma mensagem [me avisando]. Eu com meus sobrinhos fiquei tipo, ‘Oh meu Deus, pessoal, olhem! Estou em uma história em quadrinhos!”

“Então, minha irmã mais velha, que é uma Trekkie total, foi a quatro lojas de quadrinhos diferentes. Todos esgotaram em horas – ela disse a todos os proprietários: ‘Quando você conseguir outra cópia, me ligue! Raffi da minha irmã!”

Fazendo teste para entrar na série:

O teste de Hurd para o papel começou com uma audição remota de última hora, que nem ela tinha certeza de que iria funcionar.

“Eu não sabia de nada. Eles nunca dizem que é Star Trek. Quando recebi a leitura para teste, era para um self tape (gravação feita pelo próprio ator). Eu estava no meu apartamento em Nova York e seria para o dia seguinte, e eu iria fazer uma operação no pé no dia seguinte. Eu fiquei pensando, “Esqueça isso! Isso não vai acontecer”, disse a atriz ao EW.

Segundo disse Hurd ao TrekCore, ela recebeu por email um roteiro para teste contendo 11 páginas, como numa cena de cinco minutos.

“Pensei: ‘Vamos ser uma boa atriz …’ e li um pouco mais. A descrição do personagem foi muito completa, como um humano real, pensado e desenvolvido, em algo que eu realmente conseguia aprofundar. Enviei duas tomadas – gostei do começo de uma, não gostei do fim da outra. Eu fiquei meio que, ‘Dane-se, apenas envie. Veremos o que acontece’. Então eu fiz.”

Depois de conseguir o papel, Hurd compartilhou a notícia com sua família que amava Star Trek.

“É um programa em que crescemos assistindo, você sabe, eu voltei no tempo naquele dia. Eu sou biracial, e meu pai um ator negro, e foi uma das únicas séries que fomos encorajados a assistir juntos porque ela representava pessoas que eram iguais. Então, eu estou em êxtase”.

A cena da morte de Picard:

“Foi bonito e nós realmente trabalhamos bastante nisso porque queríamos ter certeza… É uma coisa interessante, especialmente quando você está contando uma história em filme porque pessoalmente, existem nuances simples que podem ser entendidas. Quando você faz isso no filme, tem que ter muito cuidado… Quando ela diz “eu te amo”, lembro que tivemos que parar e tivemos que trabalhar em falar de outra forma, porque eu disse: “Eu não quero que as pessoas nos vejam como se fossem amantes”. Mas é importante que esses dois indivíduos adultos digam essas palavras um ao outro por tantas razões, porque é o momento em que alguém em sua vida o ajuda de maneiras que você nem sabia que poderia ser ajudado, e é o momento em que você conseguiu amadurecer o suficiente e se perdoar o suficiente, estenda a mão e diga: “Obrigado. Obrigado por me ajudar”. E é isso que realmente queríamos transmitir, que houve um crescimento de ambos os lados e também para todos nós, especialmente neste período louco, para aproveitar esses momentos e dizer: “Obrigado”. Diga “eu te amo”. Diga essas coisas porque nem sempre estamos garantidos amanhã. Eu acho que é por isso que Raffi realmente precisava dizer o que ela precisava dizer”.

A cena final de Raffi com Sete de Nove:

“Primeiro de tudo, o pensamento que eu tive de trabalhar com Jeri Ryan… Isso será legal. Então a primeira temporada é passar um tempo com Patrick Stewart, a segunda com Jeri. Eu aceito”, disse Hurd sobre a possibilidade de contracenar novamente com Jeri Ryan.

Jeri Ryan e Michelle Hurd, na cena final de suas personagens em 'Star Trek: Picard'
“Mas, não tenho ideia do que a segunda temporada vai trazer. No entanto, esse foi um momento muito divertido e acho que posso dizer… Foi engraçado porque estávamos todos na San Diego Comic-Con [em 2019], e estávamos todos saindo. Eu acho que foi Jonathan Del Arco quem tirou uma foto de Jeri e eu. Estávamos juntas. Eu estava de macacão branco, ela estava de macacão vermelho e nos abraçamos, e ele tirou uma foto. Você conhece aquelas fotos em que a iluminação é boa e tudo funciona para as duas pessoas? Por acaso, foi uma ótima foto, e ele literalmente disse: “Oh meu Deus. Olhe isso!”. Fomos até nossos produtores que estavam sentados juntos, Akiva [Goldsman], Alex [Kurtzman] e Michael [Chabon], e acho que poderia estar Kirsten [Beyer] também, e Jonathan disse “Veja isso. Olhe para essa foto”. Eles olharam para a foto, todos se entreolharam. Foi por acaso que aconteceu dessa maneira. Não sei o que vai avançar, mas vou lhe dizer o que eu adoraria, porque Star Trek é muito bom nesse tipo de coisa. Eu adoraria poder introduzir sem esforço, nem mesmo apresentar, mas revelar sem esforço uma sexualidade sem rótulo para todos. Não seria adorável? Nós já sabemos que Raffi tem um filho, então sabemos que ela já se entregou ao homem, mas não seria ótimo se de alguma forma pudéssemos realmente trazer isso para essas histórias, abraçá-lo e não rotulá-lo, não torná-lo tabu , mas capacitá-lo? Torná-lo quase fluido. Se você pensar sobre isso, Raffi e Sete, isso seria bem legal. Elas se dariam totalmente. Raffi ficaria obcecado com o que Sete faz. Primeiro de tudo, homem, mulher, qualquer que seja, ficaria em êxtase se a Sete olhasse para eles? Então, sim, estou empolgada com isso”.

A foto citada pela atriz, tirada na Comic Con
O que gostaria de ver em Raffi na nova temporada:

“A segunda temporada, não faço ideia. Eu não conversei com nenhum escritor, mas ficaria realmente empolgada em ver como esse grupo heterogêneo se reúne, ou melhor, como esse grupo heterogêneo pode continuar trabalhando junto e como lidamos com situações, porque nem todos estamos juntos como um todo, unidade, ainda até o último momento, se você pensar sobre isso. Todos nós: Sete, Soji, Elnor, todos nós… Seria legal, apenas um episódio, ver se todos realmente trabalham bem juntos ou não. Eu também adoraria ver o que acontece com Sete e Raffi. E estou curiosa para ver o que os próximos passos possíveis podem acontecer com Raffi e seu filho [Gabriel]. Uma das coisas que realmente me empolgou com essa história é permanecer fiel ao mundo de um viciado e realmente entender os altos e baixos, e as coisas que acontecem. Mas eu queria ser incrivelmente respeitosa com os filhos de viciados, porque existe esse conceito de que quando um viciado está pronto para voltar para casa, eles pensam: “Estou pronto, venha me abraçar”. E isso não é justo para as crianças, para as pessoas que sofreram durante esse vício, e eu pensei que era realmente importante dizer o ponto de vista do filho, que ele tem o direito de dizer: “Não, você não é permitido estar na minha família. Talvez em algum momento posterior, mas você não basta aparecer dez anos depois e dizer que estou pronto para uma família”. As pessoas no Facebook e no Twitter disseram:”Obrigado por contar essa história, porque essa é a minha história. Eu não estava pronta para ter meus pais voltando depois que eles nos abandonaram”.

Além de Sir Patrick Stewart retornando ao papel que o transformou em lenda, o elenco conta com Alison Pill (‘The Newsroom‘), Harry Treadaway (‘Penny Dreadful’), o australiano Evan Evagora e Isa Briones (‘American Crimes Story: Versace‘).

Os dez episódios da primeira temporada de Star Trek: Picard estão no catálogo da Amazon Prime Video. 

sábado, 22 de fevereiro de 2020

'STAR TREK: PICARD': EVAN EVAGORA COMENTA SOBRE ELNOR, SEU PERSONAGEM NA SÉRIE

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Ator australiano é um dos destaques da nova série trekker
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O quarto episódio de Star Trek: Picard, “Absolute Candor”, apresentou a estreia do personagem Elnor, que se junta ao elenco regular da série.

Elnor é interpretado pelo ator Evan Evagora, que também faz sua primeira aparição na TV americana.

Natural de Melbourne, Austrália, Evan iniciou sua carreira no esporte, depois passou a ganhar a vida como modelo, antes de entrar na escola de cinema.

Em 2019, ele apareceu como ator de fundo em um episódio da série australiana Secret City.

Aos 23 anos, Evagora contou ao site TrekCore como entrou para a franquia Star Trek.

O ator e modelo, em foto de Mikey Whyte
“Tive a sorte de ter minha mãe, uma nerd muito grande de ficção científica”, disse Evagora durante a turnê de imprensa de Picard, em janeiro.

“Ela foi na estréia comigo – e ficou maluca quando descobriu que eu estava fazendo Star Trek e depois vibrou novamente quando descobriu que eu estava trabalhando com Jeri Ryan!”

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Evan, sua mãe e a atriz Jeri Ryan, na première de 'Picard' - Variety

Confira Evan Evagora em cena como Elnor:


Ser filho de uma fã de Star Trek ajudou Evagora a conhecer mais do universo da franquia e seus colegas de série.

“Eu cresci assistindo os filmes da série original, e alguns de A Nova Geração. Minha memória mais antiga de Star Trek é realmente The Search for Spock (A Procura de Spock), mas o meu episódio favorito, apenas porque eu assisti-lo outro dia – e porque eu finalmente cheguei a conhecer Jonathan Del Arco – Eu diria que é “I, Borg” só para ver de onde de Hugh vem; senão, “Tapestry”.

Evagora estava filmando nas ilhas Fiji a versão para o cinema da cult série A Ilha da Fantasia, quando os produtores da série procuravam internacionalmente por um ator para viver Elnor.

“Eles me encontraram na última hora”, disse ele.

“Voltei para casa em Melbourne, e fiquei por lá umas duas semanas entre as filmagens, e recebi esse script – páginas grandes -, mas o detalhamento de meu personagem foi muito pequeno. E tudo o que foi dito para mim era que tinha Sir Patrick Stewart, um novo Star Trek e se chamava ‘Drawing Room’ [título inicial de trabalho].

“Comecei a ler, foi isso que me atraiu, a escrita. Eu fiz o teste, acho que não consegui, voltei para Fiji – e então recebi um telefonema dos produtores que disseram: ‘Gostaríamos que você re-gravasse [sua leitura] com estas notas’. Eu refiz o teste e enviei”.

evan evagora elnor estrela trek picard
Evan. na foto oficial do seu personagem, Elnor - CBS All Access
Ainda sem saber se havia passado no teste, Evagora voltou ao trabalho.

“Quando, então, recebi uma ligação dois dias depois: ‘Sim, você conseguiu a série’. Eram cinco da manhã, eu acabara de terminar as filmagens, estava exausto e disse a eles: ‘Sim, tudo bem, legal’.

Evagora disse ter vibrado muito com a oportunidade de fazer Star Trek.

Após duas semanas, ele já estava desembarcando em Los Angeles.

Para ir fundo no personagem, o ator teve que aprender o significado de ser romulano – especialmente um que vive depois do desastre da supernova.

Evagora continuou descrevendo Elnor:

“Ele é muito bom com uma espada; tem cabelos compridos. A equipe de produção também foi muito colaborativa, especialmente quando se tratava do design dessa arma, porque precisava ser útil – mas também precisava parecer legal, e eles estavam muito abertos à minha opinião, o que foi muito bom”.

“Em termos de criar uma compreensão do meu personagem, como eu tenho cinco irmãs e também sou o mais novo – então eu sei exatamente como é viver com uma família de mulheres! É muito mais um matriarcado na minha casa”.

evan evagora underwear por mike whyte
Modelando para uma marca de cuecas - Instagram do ator
Na trama, Elnor formou um relacionamento com Jean-Luc Picard durante sua infância em Vashti, mas o desaparecimento do almirante trará desdobramentos ao jovem órfão romulano.

“Eu diria que sou muito leal e dedicado a Picard”, explicou o ator.

“Eu diria que ele é quase como uma figura paterna, quase. Eu o conheci – nos encontramos – quando eu era mais jovem, e a história de Star Trek: Picard retoma depois de não se verem por um tempo; ele retoma esse relacionamento e a história lá também.”

Fazer parte do legado de Star Trek é algo que Evan Evagora diz estar pronto para trilhar.

“Sou um grande fã de ficção científica e fantasia, graças à minha mãe, lendo e assistindo, e agora sinto que é aqui que estou mais em casa. Eu amo isso, e agora estamos fazendo esta série – então é como um sonho tornado-se realidade.”

Os episódios de Star Trek: Picard são exibidos às quartas no CBS All Access nos EUA e no CTV Sci-Fi Channel no Canadá, e nas quintas na Amazon Prime Video em todo o mundo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

'STAR TREK: PICARD' IMPULSIONA AMAZON PRIME NO BRASIL

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Em entrevista, o ator e diretor Jonathan Frakes contou como foi retornar à saga trekker com 'Discovery' e 'Picard'
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Produzida pela CBS All Access e distribuída no Brasil pelo Amazon Prime Video, 'Star Trek: Picard' vem ganhando destaque no mercado nacional

De acordo com levantamento do Parrot Analytics divulgado nessa semana, a audiência da série aqui no Brasil está 3.3 vezes acima da média de audiência de seriados no país, patamar que só é atingido por aproximadamente 8.6% dos programas.

A pesquisa também revela que, nos últimos 30 dias, o interesse pela série escalou 546.4% em relação ao período de 30 dias anterior.

Outro dado que impressiona é o de que o seriado estrelado por Sir Patrick Stewart está com uma demanda maior que 82% das séries de ação e aventura no circuito nacional.

Porém, o Brasil ainda não é um dos mercados mais fortes da série: a demanda de Picard em território brasileiro é de 16% em relação aos Estados Unidos enquanto esse número supera a casa dos 70% em regiões como Reino Unido e Alemanha.

O Parrot Analytics utiliza um índice chamado demand expressions, que mede a demanda do público por um título em redes sociais, blogs, compartilhamento de arquivos, entre outros.

Sir Patrick Stewart e Jonathan Frakes, nas filmagens de 'Picard' - CBS All Access

Ainda nessa semana, Jonathan Frakes falou sobre como é dirigir Picard e Discovery.

Frakes viveu por sete temporadas e quatro filmes de A Nova Geração, interpretando o comandante William Riker.

Hoje, como diretor, Frakes está em Toronto, Canadá, dirigindo episódios para a terceira temporada de Star Trek: Discovery, além de ter atuado e dirigido Star Trek: Picard.

Numa entrevista ao Newsday, Frakes teceu comentários a respeito de seu trabalho nas duas séries do universo trekker.

Pergunta: A história da franquia Star Trek tem sido de resiliência, repleta de finais aparentemente finais e renascimentos improváveis. Quão surpreso você ficou com a recente série Picard?

Frakes: “Fiquei surpreso quando Patrick apareceu pela primeira vez em Las Vegas, há alguns anos, em uma convenção para anunciá-la. Ele havia deixado bem claro que isso era algo com o qual estava tristemente, mas decididamente encerrado … Eles o convenceram de que poderiam encontrar uma nova história para contar e uma que ele realmente ficasse bastante intrigado. Tive o privilégio de dirigir alguns desses episódios iniciais, e depois atuei com ele no final da temporada, e ele sempre foi muito bom. Ele está absolutamente arrasando com essa nova versão, essa versão mais antiga, mais sábia e mais complicada do Capitão Picard”.

Vimos você nos trailers. Qual o papel que você teve nessa produção?

Frakes: “Dirigi os episódios quatro e cinco e atuei no episódio sete … Obviamente, é um privilégio, mas foi realmente divertido ver Patrick no topo de seu jogo novamente e sentir a empolgação dos fãs sobre o que está por vir”.

Pelo que você viu até agora, o que você acha que os fãs mais gostarão?

Frakes: “Eu acho que eles irão gostar de quão complicada e densa é a história. É a complexidade do passado de Picard, sua vulnerabilidade, seus sonhos, suas assombrações. Como ele disse em uma das entrevistas que li recentemente, é Picard – um personagem forte, sólido, decisivo e bem-sucedido – e 20 anos depois, esse é um homem mais vulnerável e, portanto, mais interessante e mais complicado …

Eu acho que eles irão se adaptar – não tenho certeza se irão gostar – do fato de não haver Enterprise, ele não é mais o capitão Picard, mas há temperos do familiar. A presença de Jeri Ryan como Sete de Nove, acho que será um enorme sucesso. Ela é fabulosa na série e melhor do que nunca. Todo mundo está ansioso para ver [Brent Spiner como] Data – ele é provocado no trailer”.

Eu entendo que há um novo número 1 na vida de Picard.

Frakes: “É um Pitbull!”

Você já foi provocado sobre isso?

Frakes: “Todo dia”.

O desafio enfrentado pela equipe criativa não é diferente do que o criador de Star Trek, Gene Roddenberry, enfrentou quando lançou A Nova Geração em 1987 – crie algo novo que atrairia novos fãs sem desrespeitar a base de fãs dedicada a você. Agora já tem.

Frakes: “Bem, não foi fácil na época, e não foi fácil para Discovery, após o sucesso dos filmes de JJ, depois dos dois primeiros filmes Star Trek de JJ Abrams. Eu acho que o que estou experimentando, se não me engano, é que o público está muito, muito inclinado a abraçar “Picard” de uma maneira que eles não fizeram em A Nova Geração e não fizeram em Discovery”.

Você acha que Discovery e agora Picard estão à altura desse desafio?

Frakes: “A escrita é espetacular. Os escritores são brilhantes, inteligentes, criativos. As histórias são inventivas e em camadas, e os personagens de Discovery são de todas as esferas da galáxia – há muita coisa acontecendo nas duas séries… Discovery é muito a jornada de Michael Burnham, nas mãos incrivelmente capazes de Sonequa Martin- Green e Picard, obviamente, será a jornada de Picard. E acho que isso fornecerá o nível de continuidade e conforto para novos fãs de boa escrita e fãs antigos de todas as coisas de Star Trek e todos os demais”.

Você conheceu o criador de Star Trek, Gene Roddenberry. Como você acha que ele veria o trabalho que está acontecendo hoje?

Frakes: “Eu acho que ele ficaria emocionado ao ver que suas histórias ainda estão sendo contadas”.

A terceira temporada de Discovery salta tão longe no futuro que eles realmente foram aonde ninguém havia ido antes. O que você acha do que foi filmado até agora?

Frakes: “Primeiro de tudo, o cliffhanger foi ótimo … e no retorno, direi que não se deve perder os primeiros episódios de Discovery nesta temporada”.

Ao longo de sete anos de episódios e quatro filmes, você e seus colegas do elenco de A Nova Geração desenvolveram não apenas uma ótima química, mas também grandes amizades e um apreço compartilhado por fazer travessuras no set.

Frakes: “O elenco de Discovery me lembra muito o elenco / família de A Nova Geração na maneira como eles se tratam e no cuidado que eles têm um pelo outro … Isso me lembra de nós”.

E isso nem sempre acontece, acontece?

Frakes: “Oh não (risos). Oh não, não acontece”.

Agora que você passa a maior parte do tempo do outro lado da câmera, algum arrependimento sobre a maneira como vocês torturaram alguns diretores de “A Nova Geração”?

Frakes: “Arrependimentos? Eu fui torturado. Você tem que ter uma pele grossa”.

Como ter atuado ou dirigido episódios das séries de Star Trek, criadas desde a série original o ajudaram como diretor?

Frakes: “A vantagem que tenho, se é que tenho, é que passei muito tempo como ator na ponte da grande nave, e acho que é particularmente útil para mim com outros atores, atores maravilhosos que dizem: ‘Oh meu Deus! Deus, o que eu faço? Diga-me onde eu devo sentar. O que eu faço” – e parece simples, mas poucos de nós gastamos tempo nessas gloriosas naves espaciais. É um lugar em que estou estranhamente confortável e posso compartilhar isso”.

Um dos filmes que você dirigiu, “Star Trek: First Contact” pode ser o melhor filme produzido pela franquia. É do trabalho que você mais se orgulha?

Frakes: ” Certamente. Foi o melhor roteiro, a Enterprise tinha acabado de sair de uma maravilhosa série. Era meu para estragar tudo”.

Existe um programa ou filme de Star Trek na sua cabeça que você gostaria de trabalhar? Nunca vimos “Os Rikers no Espaço”.

Frakes: “Eu sei – a maravilhosa comédia de meia hora para câmera única, “Os Rikers no Espaço”. O maluco Tio Data e seu cachorrinho, Worf. Ainda há tempo.”

Star Trek: Picard chegou ao seu terceiro episódio, “The End is The Beginning”, ontem, 6.

O episódio já está disponível no Amazon Prime.