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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

'CONQUEST': SÉRIE PRODUZIDA E ESTRELADA POR KEANU REEVES RODA CENA DECISIVA NA AV. PAULISTA

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Cena foi rodada no domingo (1)
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Cenário emblemático de São Paulo, a Avenida Paulista tem abrigado manifestações, passeatas, protestos.

Num domingo, digamos, comum, é aquele lugar, fechado ao tráfego, em que as famílias passeiam, artistas apresentam suas performances, artesãos vendem seus produtos.

Mas no último domingo (1) foi diferente: várias quadras ficaram fechadas – mesmo -, tivemos movimentação de seguranças, helicóptero, um tanto de tiroteio, mas calma.

Será tudo ficção. Nada de guerra, nem de fim de mundo.

A Paulista abrigou a produção de Conquest, a série que Keanu Reeves grava em São Paulo.

Astro de Matrix, John Wick e Velocidade Máxima, Keanu Reeves estava bem longe, em casa, mas ele já esteve aqui, há quatro meses.

Foi fotografado com o prefeito Bruno Covas e a diretora da Spcine, Laís Bodanzky, assinando o acordo com a São Paulo Film Comission que trouxe à cidade a produção de Conquest.

Grandes cenas já foram gravadas no Anhangabaú e na própria Paulista.

Numa noite dessas, alta madrugada, a energia foi desligada e o Anhangabaú ficou totalmente às escuras para uma cena de Conquest.

O curioso é que não adianta falar com Laís Bodanzky, nem com Andréa Barata Ribeiro, da O2 Filmes - eles não revelam nada sobre a série.

A legislação exige que produções estrangeiras contratem os serviços de produtoras locais, e a O2, de Fernando Meirelles, está fazendo a prestação de serviços.

Veja:


Andréa já filmou, aqui mesmo em São Paulo, uma grande produção internacional – Ensaio sobre a Cegueira, que Meirelles dirigiu, a partir do romance de José Saramago, para uma produtora do Canadá.

Ela explica:
“São Paulo é uma metrópole, uma grande cidade que tem um viés futurista, mas tem uma São Paulo oculta, que nem os paulistanos conhecem. Isso é muito bom, essa riqueza, essa diversidade, para quem filma. A cidade tem infraestrutura hoteleira e de serviços, aeroportos. A equipe de Conquest descobriu que a cidade pode ser um paraíso para filmar.”

Andréa sabe muitas coisas sobre Conquest.

Afinal, cabe à equipe da 02 organizar tudo para que cenas grandiosas como a de domingo deem super certo.

Na direção da Spcine há quatro meses, Laís Bodanzky conta que o primeiro contato da produção de Conquest com a São Paulo Film Comission começou há oito meses.

“É uma história de sedução. Há muitas cidades no mundo que adorariam sediar um filme desses. Então, a gente tem de atrair, seduzir. O que eles podem trazer é muito forte – visibilidade, dinheiro injetado na economia, empregos. Mas a gente também tem de mostrar que tem condições. Fizemos muitas reuniões com secretarias de Estado e do município para mostrar que São Paulo está aparelhada como centro audiovisual.”

Em três anos de atuação, de maio de 2016 a maio de 2019, 2,8 mil obras audiovisuais foram filmadas na cidade, gerando mais de 69 mil postos de trabalho e uma movimentação financeira de pelo menos R$ 1,3 bilhão.

Por ano, a cidade recebe cerca de mil produções, entre filmes, séries e publicidades, em mais de três mil diárias de filmagens. 

Somente em 2019 foram atendidas 644 obras e emitidas 997 autorizações de filmagem que geraram 15,2 mil postos de trabalho.

“As solicitações são tantas que outro dia tivemos três filmes sendo feitos no centro e o cuidado era evitar que um set interferisse no outro”, diz Laís.

Ela conversa com o repórter pelo telefone e, de repente, dá uma parada para pegar uma informação com um assessor.

“Agora mesmo, enquanto estamos conversando, entrou no ar o Instagram da Spcine com informações práticas e curiosidades de filmagem para compartilhamento de quem se interessa em acompanhar o movimento do cinema na cidade.”

A série se passa num mundo distópico e tem a ver com refugiados e os riscos de desumanização do mundo.

Vamos aguardar.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

FESTIVAL DE GRAMADO: 'COMO NOSSOS PAIS' LEVA KIKITO DE MELHOR FILME

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Vencedores foram anunciados no último sábado
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Terminou nesse sábado (16) a 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

Como já era esperado, o longa 'Como Nossos Pais', de Laís Bodanzky ('Bicho De Sete Cabeças'), foi o grande vencedor da noite com seis Kikitos, incluindo os de "melhor filme", "melhor direção", "melhor ator" e "melhor atriz".

Na trama, Rosa (Maria Ribeiro) passa por uma fase muito complicada de sua vida.

Aos 38 anos, ela tenta se dividir entre as obrigações diárias com a família e a carreira sem deixar de lado seus sonhos e anseios pessoais.

Um dia, após uma notícia impactante vinda de sua mãe - ela é filha de um romance fortuito dela - Rosa decide deixar as regras de lado e descobre que a vida pode proporcionar muitas coisas boas.

A cerimônia foi marcada por discursos políticos fervorosos, com atenção especial ao veto do presidente Michel Temer à renovação da Lei do Audiovisual, que rendeu até petição dos participantes.

Confira o trailer do ganhador:


Outro longa que brilhou na premiação foi o drama 'As Duas Irenes', de Fábio Meira, que levou os troféus de "melhor roteiro" e "melhor direção de arte", além do prêmio da crítica.

Já o prêmio de "melhor filme estrangeiro" ficou com o argentino "Sinfonía para Ana", dirigido pela dupla Virna Molina e Ernesto Ardito.

Confira a lista dos vencedores de Gramado 2017 por categoria:

Longa-metragem brasileiro

Melhor filme: "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky
Melhor direção: Laís Bodanzky, por "Como Nossos Pais"
Júri Popular: "Bio", de Carlos Gerbase
Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, por "Bio"
Troféu Cidade de Gramado, prêmio do Júri: Eliane Giardini e Paulo Betti
Melhor ator: Paulo Vilhena, por "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky
Melhor atriz: Maria Ribeiro, por "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky
Melhor roteiro: Fábio Meira, por "As Duas Irenes"
Melhor direção de arte: Fernanda Carlucci, por "As Duas Irenes", de Fábio Meira
Melhor atriz coadjuvante: Clarisse Abujamra, por "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky
Melhor ator coadjuvante: Marco Ricca, por "As Duas Irenes", de Fábio Meira
Prêmio da Crítica: "As Duas Irenes", de Fábio Meira
Melhor fotografia: Fabrício Tadeu, por "O Matador", de Marcelo Galvão
Melhor trilha musical: Ed Côrtes, por "O Matador", de Marcelo Galvão
Melhor desenho de som: Augusto Stern e Fernando Efron, por "Bio", de Carlos Gerbase
Melhor montagem: Rodrigo Menecucci, por "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky

Longa-metragem estrangeiro

Melhor filme: "Sinfonía para Ana" (Argentina), de Virna Molina e Ernesto Ardito
Melhor direção: Federico Godfrid, por "Pinamar" (Argentina)
Melhor filme, pelo Júri Popular: "Mirando al Cielo" (Uruguai), de Guzmán García
Prêmio Especial do Júri: "Los Niños" (Chile/Colômbia/Holanda/França), de Maite Alberdi
Prêmio da Crítica: "Pinamar" (Argentina), de Federico Godfrid
Melhor roteiro: Joel Calero, por "La Ultima Tarde" (Peru)
Melhor ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por "Pinamar" (Argentina), de Federico Godfrid
Melhor atriz: Katerina D'Onofrio, por "La Ultima Tarde" (Peru), de Joel Calero
Melhor fotografia: Fernando Molina, por "Sinfonía para Ana" (Argentina), de Virna Molina e Ernesto Ardito

Curta-metragem brasileiro

Melhor filme: "A Gis", de Thiago Carvalhaes (SP)
Melhor direção: Calí dos Anjos por "Tailor" (RJ)
Melhor filme, pelo Júri Popular: "A Gis", de Thiago Carvalhaes (SP)
Melhor ator: Nando Cunha, por "Telentrega", de Roberto Burd (RS)
Melhor atriz: Sofia Brandão, por "O Espírito do Bosque", de Carla Saavedra Brychcy (SP)
Prêmio 150 Anos Canadá Para Jovens Cineastas: Calí dos Anjos por "Tailor" (RJ)
Prêmio Canal Brasil: "O Quebra-cabeça de Sara", de Allan Ribeiro (RJ)
Prêmio Especial do Júri: "Cabelo Bom", de Swahili Vidal (RJ)
Júri da Crítica: "O Quebra-cabeça de Sara", de Allan Ribeiro (RJ)
Melhor roteiro: Carolina Markowicz, por "Postergados" (SP)
Melhor fotografia: Pedro Rocha, por "Telentrega", de Roberto Burd (RS)
Melhor desenho de som: Fernando Henna e Daniel Turini, por "Caminhos dos Gigantes", de Alois Di Leo (SP)
Melhor trilha musical: Dênio de Paula, por "O Violeiro Fantasma" de Wesley Rodrigues (GO)
Melhor direção de arte: Wesley Rodrigues, por "O Violeiro Fantasma" (GO)
Melhor montagem: Beatriz Pomar, por "A Gis" de Thiago Carvalhaes (SP)