terça-feira, 1 de novembro de 2011

SELTON MELLO, SOBRE SEU FILME 'O PALHAÇO': 'NÃO QUIS AGREDIR A INTELIGÊNCIA DO ESPECTADOR'


Foi uma noite histórica no Festival de Cinema de Paulínia - em julho - quando foi exibido o segundo filme dirigido por Selton Mello, O Palhaço, que entrou no circuito nacional na última sexta (28).

O longa bateu o recorde de maior público que o evento já teve – tanto que foi necessário fazer uma segunda projeção após a exibição oficial, devido à grande demanda - 1.800 pessoas assistiram à primeira sessão, enquanto cerca de outras mil acompanharam a segunda.

“Não podia ter sido uma recepção melhor do que essa”, disse o ator e diretor em entrevista.
“Mas precisamos tomar isso com cautela, afinal, o filme foi rodado no Polo cinematográfico de Paulínia e conta com um carinho especial da população”.

AGNews
O ator e diretor Selton Mello, durante entrevista no festival de Paulínia, em julho

No longa, o próprio Selton é o personagem-título, um palhaço de circo mambembe que está meio deprimido e não acha graça em nada na vida – sua única obsessão é comprar um ventilador.

A lenda Paulo José interpreta o dono do circo, pai do protagonista, e também trabalha como palhaço - os dois têm uma relação um tanto delicada.

Selton estreou na direção de longas com Feliz Natal, premiado no 1o Paulínia Festival de Cinema, em 2008.

Agora mais maduro, o diretor explica que teve uma ‘sensação de liberdade reconfortante’. “Busquei inspiração em Jacques Tati, nas pinturas de Chagal, em Macunaíma. Foi em tanta coisa, mas se amarras, sem obrigações”.

Para ele, o que importava mesmo era fazer um filme que não agredisse a inteligência do espectador.
“Eu queria fazer um filme que se comunicasse com todos os tipos de público – desde aqueles que gostam de cinema mais popular até aos que preferem filmes de arte. Pensei muito nisso porque o cinema brasileiro tem feitos filmes lindos, mas poucos vistos. Por isso eu queria fazer um filme profundo, mas simples. O cinema é arte de dizer muito com pouco”.

Para Selton, o personagem do pai não podia ser feito por outro ator que não Paulo José.
“Para mim, ao lado de José Dummont, ele é o maior ator brasileiro de todos os tempos. Foi um interlocutor de alto nível, que me inspirou muito”.

Já para viver o protagonista, Selton  chegou a convidar dois outros atores que não puderam fazer o filme, então ele mesmo acabou assumindo o papel.
“Durante as filmagens, minha preocupação era a direção. Para fazer o Benjamim [seu personagem], eu só colocava a roupa e entrava em cena.”

Selton, que também assina o roteiro - coescrito com Marcelo Vindicatto - conta que foi buscar nas memórias de sua infância personagens e atores.
“Muito do protagonista vem do Didi Mocó [famoso personagem de Renato Aragão], e muito veio de outras lembranças”.

Tanto, que no elenco estão ícones dos da televisão brasileira, como o humorista Jorge Loredo, o eterno é Zé Bonitinho, o garoto-propaganda Ferrugem, e o cantor e apresentador Moacyr Franco , cuja participação hilária em O palhaço foi aplaudida de pé durante a projeção em Paulínia e acabou levando o prêmio de ator coadjuvante do Festival.

A outra homenagem, essa não tão explicita, é à cidade mineira de Passos, terra natal de Selton. 
Seu personagem sonha em ir para lá, encontrar uma moça que conheceu depois de uma apresentação do circo de seu pai.
“Não sei se homenageei ou denegri a cidade”, brinca o ator se referindo ao destino de seu personagem quando chega lá.

Mas apesar de todas essas referencias e homenagens, ele conta que o filme não tem nada de autobiográfico.
“Se fosse minha biografia, eu mesmo sairia na metade”.

“Costumam me perguntar se eu passei por uma crise. Na verdade, eu trabalho desde os oito anos de idade – tenho 38, são 30 anos fazendo isso – e eu digo que essa crise eu tenho há 30 anos. Há 30 anos eu acho que eu deveria desistir e há 30 anos eu descubro algo lindo, que me põe pra frente. Eu estou sempre desistindo, não tem a ver com momento em que veio esse filme”, disse Selton, durante a coletiva de imprensa do filme, já durante a Mostra de Cinema de SP, no último dia 24.10.

Uma parte do encanto de O Palhaço está na química entre Selton e Paulo José: os dois são vizinhos no Alto da Gávea, no Rio, e se conhecem desde 1991, quando Selton participou de uma montagem de Romeu e Julieta no Tablado, ao lado da filha de Paulo, Ana Kutner, mas nunca tinham trabalhado juntos.

“Tenho muita admiração pelo Selton. Acho o mais talentoso da geração dele. Opera em todas as pontas. Escreve, tem argumento, tem roteiro, tem produção, direção, atua e ainda monta o filme”, elogiou Paulo.

UOL
A lenda Paulo José, na coletiva de imprensa em SP

“O Selton finge ser bonzinho, mas tem por dentro um bicho. Ele não é obsessivo, mas é teimoso, determinado. Diretor não tem que ser bonzinho. Diretor bonzinho é uma porcaria. Tem o dever, a obrigação, de ser duro. O Selton é intransigente. Tem que ser”, contou o ator, ao ser questionado sobre como é ser dirigido por Selton.

Selton voltou ao ar ontem com a série A Mulher Invisível, da Globo, em que também assina a direção de alguns episódios, mas ainda não tem novos projetos para o cinema.
“Como diretor, tem que ser algo que eu queira muito dizer, porque vai demorar três anos – ou mais – entre a ideia e a realização. Foi assim no ‘Feliz Natal’ e foi assim nesse. Então, eu estou esperando esse insight”, diz.

Confira o trailer de "O Palhaço":

UOL - Como surgiu a ideia para “O Palhaço”?
Selton Mello - Vontade de falar da nossa vocação, do que a gente escolhe para fazer na vida. E o tempo todo a gente está colocando em xeque essa escolha. Vontade de falar disso, de destino, da nossa estrada. Veio daí o desejo de construir esse filme.

Era um desejo de mostrar esse questionamento a partir do ponto de vista do artista?
Do artista, como princípio, porque é mais genuíno – quando eu falo de um artista, eu falo de uma maneira mais genuína, porque eu sou um – mas o dilema é universal. Poderia ser um filme passado numa redação de um jornal, que conta a história de um jornalista jovem, filho de um grande editor chefe, e ele está achando que não está fazendo aquilo bem. Seria o mesmo filme, em outro ambiente. A figura do palhaço me pareceu a mais lírica. Achei que era a possibilidade do filme ficar mais rico cinematograficamente.

 O filme tem muitas referências pessoais – tem seu irmão, Danton, que faz uma participação, tem a sua cidade, Passos. É uma história pessoal?
É um dilema muito pessoal. Não é um filme autobiográfico, mas é um dilema que me toca. E é exatamente por isso que toca as pessoas também. Porque quando você faz algo com verdade, essa verdade chega às pessoas. Eu sei do que eu estou falando ali. Acho que é por isso que chega tão claramente assim nas pessoas.

Você ofereceu o papel do Bejamim ao Wagner Moura e ao Rodrigo Santoro antes de decidir assumi-lo. Por que não quis fazê-lo logo de saída?
Por um momento eu achei que eu deveria passar essa bola para a frente, que eu deveria cuidar só da direção. Mas quando eles recusaram, não puderam fazer, eu falei “Então eu vou fazer. Eu escrevi esse roteiro junto com o Marcelo Vindicatto, eu sei o que eu quero desse personagem, eu sei como eu quero que ele se comporte. Vai ser até mais fácil eu fazer”. E foi realmente. Eu sabia qual era o tom desse personagem. Então, eu botava a roupa e fazia. Eu estava ligado mesmo na direção. Fazer o Benjamim era fácil. Claro que a parte do palhaço, do Pangaré, exigiu ensaio para descobrir aquelas gags físicas. Aquilo foi uma pesquisa com o palhaço Cochicho [do circo Beto Carreiro], que foi quem nos treinou, quem nos ensinou. Mas o Benjamim, que é a maior parte do filme, eu sabia exatamente como eu queria que ele se comportasse. Foi simples.

Você e o Paulo José se conhecem há muito tempo. Já tinham trabalhado juntos antes? Como foi trabalhar com ele?
 Não. É a primeira vez que trabalhamos juntos. Foi lindo. Ele é um dos maiores atores brasileiros, um cara adorável de se lidar. Trabalhar com o Paulo foi ótimo. Ele foi muito generoso com os outros atores, sem ser professoral.

Pesou para você o fato de dirigir um ator tão experiente?
No começo sim. Eu me senti um pouco intimidado de dirigir o Paulo. Depois, essa barreira vai se quebrando e tudo vai ficando bacana.

Como ator, você já fez filmes mais populares, como “A Mulher Invisível” (2009) e também mais difíceis, como “O Cheiro do Ralo” (2007). O que te interessa fazer como diretor?
Eu vou dizer o que eu queria fazer com “O Palhaço”. Eu tinha um interesse muito grande em fazer uma coisa que eu não vejo as pessoas fazendo – um caminho do meio. Eu acho que ele é um filme popular, de claro entendimento, que todo mundo ri, se emociona, mas cheio de camadas sensíveis de entendimento. E é refinado cinematograficamente e na carpintaria do roteiro também. É um filme que não é explicativo, você não fica explicando o tempo todo o que está acontecendo. Nada é explicativo, mas tudo é entendido. Então, é um filme claro, mas refinado também. Meu sonho era um caminho do meio, um filme que fosse visto por muita gente, mas sem perder esse refinamento estético.

É esse o tipo de filme que você pretende continuar fazendo?
Eu acho que sim. Vamos ver como ele se comporta. Já está indo muito bem. O público adora, as reações são lindíssimas, tenho recebido um retorno muito bonito. Mas vamos ver que próximo assunto é esse de que eu vou falar e como ele vai se configurar.

Quais diretores inspiram e influenciam seu trabalho?
Eu adoro Kubrick, mas acho que não tem nada de Kubrick nesse filme. Adoro Chaplin, Scorsese. E diretores com quem eu trabalhei e que foram muito importantes na minha formação são o Guel Arraes e o Luiz Fernando Carvalho. São dois diretores que me dirigiram, com quem eu aprendi muito. Eles fazem parte de uma forma muito importante da minha formação como diretor.

Você sentiu alguma diferença entre dirigir “Feliz Natal” e “O Palhaço”?
Eu me senti mais livre, mais seguro, mais tranquilo para fazer. Porque o primeiro tem essa coisa “preciso fazer um filme”. O segundo já vem mais tranquilo.

 Você divide a direção da série “A Mulher Invisível”. É muito diferente o trabalho de direção no cinema e na TV?
É. A grande diferença é o tempo. É mais rápido na TV. Exige um exercício mental maior para resolver as coisas de uma maneira mais rápida.


Você pode conferir a matéria do Blog de Klau sobre o filme, com crítica, fotos e ficha técnica, clicando aqui.

A SEMANA NO CINEMA


Confira o que você vai ver nessa postagem:
TOP 10 BILHETERIAS - EUA
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TOP 10 BILHETERIAS - BRASIL
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EM COMUNICADO AGRESSIVO,  HOLLYWOOD PEDE LIBERTAÇÃO DE CINEASTAS PELA DITADURA IRANIANA
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ÚLTIMO FILME DE RIVER PHOENIX SERÁ LANÇADO 19 ANOS APÓS SUA MORTE
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ZÉ DO CAIXÃO BRILHA EM REPORTAGEM DO 'NEW YORK TIMES'
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MATT DAMON ESTREIA NA DIREÇÃO EM 2012
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PRIMEIRA IMAGEM OFICIAL DE 'OS TRÊS PATETAS' É DIVULGADA
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CONFIRA O PRIMEIRO PÔSTER E SPOT PARA TV DE 'J.EDGAR'
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ERIC BANA É O PRÓXIMO A INTERPRETAR ELVIS NAS TELONAS
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NOVO TRAILER DE 'MISSÃO IMPOSSÍVEL:PROTOCOLO FANTASMA' FOI DIVULGADO
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DIVULGADO NOVO CLIPE DE 'OS MUPPETS'
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JOHNNY DEPP CRITICA VAMPIROS MODERNOS, E PROMETE SER UM CHUPADOR DE SANGUE CLÁSSICO, EM 'DARK SHADOWS'
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E POR FALARMOS EM TIM BURTON, CONFIRA DUAS IMAGENS DIVULGADAS DA SUA NOVA ANIMAÇÃO
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DIVULGADAS NOVAS FOTOS DE HENRY CAVILL EM 'SUPERMAN: MAN OF STEEL'
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CONFIRA TRÊS VÍDEOS DE AÇÃO DE 'SHERLOCK HOLMES: UM JOGO DE SOMBRAS'
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Agora, veja:

TOP 10 BILHETERIAS - EUA
01. GATO DE BOTAS
02. ATIVIDADE PARANORMAL 3
03. O PREÇO DO AMANHÃ
04. FOOTLOOSE (2011)
05. THE RUM DIARY
06. GIGANTES DE AÇO
07. OS TRÊS MOSQUETEIROS 3D
08. TUDO PELO PODER
09. MONEYBALL
10. COURAGEOUS

A animação -  da DreamWorks -  Gato de Botas estreou neste final de semana e já garantiu o primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas ao arrecadar US$ 34 milhões. 

Distribuído pela Paramount, o filme é protagonizado por Antonio Banderas e Salma Hayek, que interpreta a feroz heroína Kitty Softpaws. 

 No Brasil, o filme tem estreia marcada para 4 de novembro.

Atividade Paranormal 3 ficou com o segundo lugar, arrecadando US$ 18,5 milhões. 
O longa de terror, que teve um orçamento de apenas US$ 5 milhões, já faturou US$ 81,3 milhões desde sua estreia mundial  (21/10).

Com arrecadação de US$ 12 milhões, o longa de ficção científica O Preço do Amanhã, estrelado por Justin Timberlake, ficou com o terceiro lugar. 
Na trama, ninguém envelhece além dos 25 anos. 
Todos nascem com uma espécie de cronômetro gravado na pele e a contagem regressiva marca quantos dias de vida cada um tem. 
A maneira de escapar da morte é comprar tempo.

TOP 10 BILHETERIAS - BRASIL
1. Gigantes de Aço
2. Atividade Paranormal 3
3. Os Três Mosqueteiros 3D
4. O Zelador Animal
5. Amizade Colorida
6. Winter, o Golfinho
7. Sem Saída
8. Eu Queria Ter a Sua Vida
9. O Filme dos Espíritos
10.Qual Seu Número?

Aqui no Brasil, o longa que mostra lutas de robôs e protagonizado por Hugh Jackman continua em primeiro lugar, seguido de perto pelo terror Atividade Paranormal 3.

A comédia romântica Amizade Colorida, protagonizada por Mila Kunis e Justin Timberlake continua levando muitos brasileiros ao cinema, e fechou o final de semana num honroso quinto lugar.

EM COMUNICADO AGRESSIVO,  HOLLYWOOD PEDE LIBERTAÇÃO DE CINEASTAS PELA DITADURA IRANIANA

Algumas  das organizações mais importantes de Hollywood - de roteiristas, diretores, atores e dos responsáveis pela entrega do Oscar - emitiram nessa semana um comunicado agressivo, expressando apoio aos cineastas iranianos que estão presos pela ditadura do Irã.

O comunicado refere-se às detenções em setembro de 2011 do produtor Katayoun Shahabi, dos diretores Naser Saffarian, Hadi Afarideh, Mojtaba Mirtahmasb e Shahnam Bazdar e do documentarista Mohsen Shahrnazdar por trabalhos que eles teriam realizado para a BBC.

Segundo o Daily Variety, Safarian e Shahrnazdar já foram libertados, mas ainda não se sabe o destino dos outros.

Os grupos também apontaram para a situação do aclamado diretor Jafar Panahi, que está em prisão domiciliar, e da atriz Marzieh Vafamehr, que foi condenada a 90 chicotadas por autoridades iranianas.

Divulgação
A atriz Marzieh Vafamehr em cena do filme "My Tehran for Sale", de Granaz Moussavi

"Nós nos unimos aos colegas em todo o mundo para pedir a segurança, a libertação e o retorno desses cineastas ao trabalho", afirmou no comunicado a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que entrega o Oscar, o prêmio mais importante da indústria de cinema dos EUA.

Entre os outros grupos que apoiaram o comunicado estavam o Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos - Directors Guild of America -, o Sindicato dos Atores - Screen Actors Guild -, o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos - Producers Guild of America -, o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos - Writers Guilds of America -, o Sindicato dos Editores - American Cinema Editors - e a Sociedade Americana de Cinematógrafos.

"Esperamos que o governo iraniano liberte esses cineastas e reconheça que seus trabalhos criativos podem apenas fortalecer e enriquecer a sociedade iraniana", disse o Sindicato dos Diretores.

A ditadura iraniana e sua perseguição ao bom cinema feito no país é atualmente uma das piores coisas deste mundo.

ÚLTIMO FILME DE RIVER PHOENIX SERÁ LANÇADO 19 ANOS APÓS SUA MORTE

O último filme em que o ator River Phoenix trabalhou  - Dark Blood, filmado em 1993 - será lançado 19 anos após sua morte - em 2012 - informa o site Hollywood Reporter.

O longa estava em produção quando Phoenix morreu, e o projeto foi então engavetado pelo diretor George Sluizer, que revelou agora estar trabalhando no material guardado e diz que precisará apenas de novas gravações de voz - segundo o site, ele pretende pedir ao irmão de River, Joaquin Phoenix, para emprestar sua voz - "os dois tem vozes muito parecidas", disse Sluizer.

Na época, o diretor escondeu o material já filmado com medo de que tudo fosse destruído.

Arquivos do Klau
O ator River Phoenix, em uma de suas últimas fotos

Em Dark Blood, River interpreta um eremita em um local de testes nucleares enquanto aguarda o fim do mundo.
Quando um casal de Hollywood - interpretados por Judy Davis e Jonathan Price - chega procurando um abrigo, o eremita começa um conturbado relacionamento com a mulher.

A produtora Eyeworks, da Holanda,, irá ajudar o diretor a terminar o filme e a lidar com as questões legais do lançamento.
A empresa disse que algumas reivindicações de direitos autorais podem resultar na mudança do nome do filme.

River Phoenix era um dos mais promissores atores de Hollywood, quando morreu em 31 de outubro de 1993, em frente ao clube noturno The Viper Room, do amigo Johnny Depp, em Beverly Hills, aparentemente de overdose de drogas, aos 23 anos.

Em cerca de dez anos de carreira, trabalhou em filmes que marcaram a história do cinema nos 80 e 90, como Conta Comigo (1986), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) - onde interpretou o protagonista quando jovem - e Garotos de Programa (1990), de Gus Van Sant - onde dividiu o estrelato com Keanu Reeves - para mim, é o seu melhor papel.

Bonito e muito talentoso, chegou inclusive a ganhar uma música em sua homenagem, composta e interpretada por Milton Nascimento.

ZÉ DO CAIXÃO BRILHA EM REPORTAGEM DO 'NEW YORK TIMES'

O New York Times publicou no domingo (23) um extenso perfil sobre José Mojica Marins, 75, o Zé do Caixão - o jornal exibiu dias antes uma versão da reportagem em seu site.

Na matéria, o NYT diz que Mojica  é como uma "versão sul-americana de Roger Corman, um autor de filmes B cuja filmografia contém referências a Nietzsche e Dante".

"O personagem Zé do Caixão - em inglês ele é Coffin Joe - é um coveiro sádico e louco que sempre aparece de uniforme de preto, com cartola, capa e unhas horríveis", descreve o repórter Larry Rohter.

Segundo a reportagem, a obra de Mojica, entre eles À Meia-Noite Levarei sua Alma e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver serão relançados em DVD com extras e novas legendas.

Os filmes, diz o NYT, "fizeram dele uma figura de culto para os fãs e os criadores do gênero horror em todo o mundo".

A reportagem lembra ainda da perseguição sofrida por Mojica durante a ditadura militar: os censores teriam ficado chocados com a "mistura de sangue, sexo e blasfêmia", sobretudo em uma cena de À Meia-Noite Levarei sua Alma, em que Zé do Caixão zomba de uma procissão da Sexta-Feira Santa.

Folhapress
José Mojica Marins, o Zé do Caixão

"Como resultado, vários dos filmes foram mutilados", comenta o crítico da Folha André Barcinski, biógrafo e diretor de um documentário sobre o cineasta.

"As pessoas confundem muito ele com seu personagem, e é culpa dele. Ele usou o personagem para ganhar a vida por 20 ou 30 anos e isso faz com que ele seja um imã para que pessoas estranhas se aproximem dele em qualquer lugar",  completa Barcinski.

José Mojica Marins merece todas as honras e todas as glórias.

É considerado um gênio do cinema de terror em todo o mundo, menos aqui no Brasil, que nunca lhe deu o reconhecimento merecido.

MATT DAMON ESTREIA NA DIREÇÃO EM 2012

Matt Damon deve estrear na direção em um drama escrito por ele em parceria com o ator John Krasinski, da série The Office - ambos também irão atuar no longa.

O projeto ainda não tem nome, mas pode começar a ser filmado ainda no primeiro semestre de 2012, informa o site Hollywood Reporter.

Pouco se sabe sobre o roteiro, que seria centrado em um vendedor que tem a vida transformada ao chegar em uma cidade pequena.

Chris Pizzello/Associated Press/France Presse
O ator, roteirista e futuro diretor Matt Damon

Ator acima da média, Damon está de olho em outros projetos para dirigir.

Ele estreou como roteirista - com Ben Affleck - em Gênio Indomável (1997) - a dupla venceu o Oscar de melhor roteiro original em 1998 pelo filme, que também protagonizaram.

Divulgação
Affleck e Damon, em cena de "Gênio Indomável"

Ainda nessa semana, o site da revista Variety confirmou que Damon e Affleck vão estrelar e produzir uma cinebiografia do gângster americano Whitey Bulger, que foi preso há cinco meses, para a Warner.

Damon interpretará o mafioso e Affleck - que vem ganhando respeito como cineasta especialmente após Atração Perigosa (2010) - também vai dirigir o filme.

O roteiro será escrito por Terence Winter - criador da série Boardwalk Empire.

PRIMEIRA IMAGEM OFICIAL DE 'OS TRÊS PATETAS' É DIVULGADA

Confira a primeira imagem oficial do longa que trará o trio mais biruta de volta às telonas

Divulgação
Da esquerda para a direita: Curly, Moe e Larry

O filme tem Sean Hayes como Larry, Will Sasso como Curly e Chris Diamantopoulos no papel de Moe. 


Também estão no elenco Sofía Vergara, Jane Lynch, Craig Bierko, entre outros, e seguirá o mesmo formato das produções do passado: será dividido em três segmentos diferentes de 27 minutos cada.

A história vai mostrar os personagens - Larry, Moe e Curly - a partir do momento em que vão parar num orfanato, até chegar até a idade adulta, com roteiro de Mike Cerrone.

Os personagens de Os Três Patetas surgiram em 1922 em uma série de curtas-metragens.

Apenas para a Columbia, o trio fez por volta de 190 filmes deste tipo e também se deram muito bem mais tarde, quando as produções passaram a ser exibidas na TV.
Moses Horwitz (o Moe), Louis Fienberg (o Larry) e Jerome Lester Horwitz (o Curly) são os atores da formação mais famosa e os que são mais conhecidos no Brasil também - eles se mantiveram na ativa até 1970.

O filme dirigido pelos irmãos Farrelly estreia em 2012.

CONFIRA O PRIMEIRO PÔSTER E UM DOS SPOTS PARA TV DE 'J.EDGAR'

Foram divulgados hoje o pôster brasileiro e o trailer legendado de J. Edgar, novo filme de Clint Eastwood estrelado por Leonardo DiCaprio.

Divulgação
Pôster do filme J. Edgar, dirigido por Clint Eastwod, com Leonardo Dicaprio
O Pôster brasileiro de "J.Edgar"

O longa é uma biografia de J. Edgar Hoover (1895-1972), figura polêmica no cenário político norte-americano, que foi diretor do FBI por quase 50 anos e promoveu uma verdadeira cruzada contra comunistas e subversivos de todos os tipos - o filme também aborda controvérsias de sua vida privada, como a homossexualidade de Hoover.

No spot abaixo, é possível ver DiCaprio envelhecido e calvo, nos últimos anos da vida de seu personagem.

Confira:




Com Naomi Watts e Dame Judi Dench no elenco, J. Edgar estreia em 9 de novembro dos Estados Unidos e deve chegar às telonas brasileiras em janeiro de 2012.

ERIC BANA É O PRÓXIMO A INTERPRETAR ELVIS NAS TELONAS

Entre o time de atores que já interpretaram a lenda Elvis Presley nas telonas, estão Harvey Keitel, Kurt Russel, Jonathan Rhys Meyers e Steve Martin.

Agora, a compilação contará com Eric Bana, que vai interpretar o Rei do Rock em Elvis & Nixon - Presley e Nixon se encontraram na Casa Branca em dezembro de 1970, a pedido do cantor.

Bana, que também irá produzir o filme, deve contracenar com Danny Huston interpretando o único presidente norte-americano a ter renunciado, devido a um escândalo político.

Divulgação/American Movie Classics/Reuters
Eric Bana (à esquerda) vai interpretar Elvis Presley em drama sobre encontro com Nixon

O filme será dirigido pelo ator Cary Elwes em seu primeiro trabalho atrás das câmeras - como ator, ele é conhecido por seus papéis na franquia Jogos Mortais.

Ainda não há previsão para o início das filmagens.

NOVO TRAILER DE 'MISSÃO IMPOSSÍVEL:PROTOCOLO FANTASMA' FOI DIVULGADO

Foi divulgado nessa semana o 1º trailer completo de Missão Impossível: Protocolo Fantasma, franquia estrelada por Tom Cruise.

Em meio às intensas cenas de tiroteio e explosão, Cruise aparece escalando o Burj Khalifa, edifício mais alto do mundo localizado em Dubai.

Como novidade, o trailer é apresentado pelo diretor do longa, Brad Bird - mesmo diretor da animação Os Incríveis.

Veja:

O longa tem no elenco, além de Cruise como Ethan Hunt, Simon Pegg - como Benji Dunn -, Jeremy Renner, Paula Patton, Vladimir Mashkov, Michael Nyqvist e Josh Holloway, entre outros.

Missão Impossível: Protocolo Fantasma estreia em 30 de dezembro de 2011 no Brasil e Cruise confirmou que voltará ao país -  com Katie Holmes e Suri  na bagagem -  para o lançamento do filme, informou o jornal O Dia.

DIVULGADO NOVO CLIPE DE 'OS MUPPETS'

Na história, Gonzo é contratado para fazer um filme só que acontece um problema: ele gasta todo o orçamento num único dia.

Por isso, tem de dar um jeito de terminar as filmagens sem dinheiro e contando apenas com seus amigos.

Confira:

Os Muppets tem roteiro de Jason Segel e Nicholas Stoller, a direção é de James Bobin e o elenco também tem atores reais além dos bonecos, como Amy Adams, Rashida Jones e Chris Cooper, entre muitos outros em pequenas, mas especialíssimas participações.

O filme - primeiro da turma de Kermit e Miss Pigg sob a batuta da Disney - estreia no Brasil no dia 2 de dezembro.

JOHNNY DEPP CRITICA VAMPIROS MODERNOS, E PROMETE SER UM CHUPADOR DE SANGUE CLÁSSICO, EM 'DARK SHADOWS'

Johnny Depp parece incomodado com a maneira como o cinema e a TV vem tratando os vampiros nos últimos anos e promete que, em Dark Shadows, vai voltar ao estilo clássico.

“Ninguém se parece com um vampiro”, queixou-se Depp, ao comentar os mais recentes filmes e seriados sobre o assunto, em  entrevista ao MTV News.

Ele lembrou ainda de como sempre gostou de assistir produções com retratos mais tradicionais da criatura.
“Eu adorava Drácula, ainda adoro. Adoro todos esses maravilhosos filmes de terror.Fazer 'Dark Shadows'foi uma oportunidade de meio que entrar em algo que não existe mais realmente nas telas, que é a clássica maquiagem de monstro e o clássico personagem de monstro”, justificou.

Por tudo isso, Depp prometeu que Barnabas Collins, seu personagem no filme dirigido por Tim Burton, será uma homenagem fiel a esse estilo -  e a julgar pelas primeiras imagens do set, ele não está exagerando.

Empire
Tim Burton orienta Johnny Depp nas filmagens de "Black Shadows"

“A lembrança que eu tenho de assistir a essa série quando era criança é de Jonathan Frid. E o que ele fazia com o personagem foi certamente a minha maior fonte de inspiração”, acrescentou, referindo-se ao ator que interpretava Barnabas na série de TV dos anos 60 na qual o filme é baseado.

A trama de Dark Shadows começa em 1752, quando o casal Joshua e Naomi Collins, junto com o filho Barnabas - Depp - viaja de Liverpool, na Inglaterra, para os Estados Unidos. 
Duas décadas depois, Barnabas é o homem mais poderoso da cidade de Collinsport, no Maine, mas sua sorte muda quando ele parte o coração de Angelique Brouchard - Eva Green -, uma bruxa que o transforma em vampiro e enterra vivo.

A história sofre um novo salto, desta vez de 200 anos, quando Barnabas é acidentalmente libertado, em 1972.
Ao "acordar", ele descobre que sua imensa propriedade se transformou em ruínas, mas os descentes dos Collins continuam por ali, cercados por segredos obscuros.

Moram no local a matriarca Elizabeth Collins Stoddard  -Michelle Pfeiffer -, seu irmão, Roger  - Johnny Lee Miller -, sua filha, a adolescente rebelde Carolyn  -Chloe Moretz - e seu sobrinho de dez anos de idade, o precoce David  -Gulliver McGrath.

Além deles, Elizabeth contrata e leva para lá uma psiquiatra familiar, a Dra. Julia Hoffman - Helena Bonham Carter -, o caseiro Willie Loomis  - Jackie Earle Haley - e uma babá para David, Victoria Winters - Bella Heathcote.

Dark Shadows tem lançamento marcado para 11 de maio de 2012.

Antes, Depp poderá ser visto em O Diário de Um Jornalista Bêbado, que estreia no próximo dia 28.

E POR FALARMOS EM TIM BURTON, CONFIRA DUAS IMAGENS DIVULGADAS DA SUA NOVA ANIMAÇÃO

Foram divulgadas, nesta semana as duas primeiras imagens dos protagonistas do novo filme de animação de Tim Burton.

Frankenweenie conta a história de um jovem cientista,Victor, cujo cão, Sparky, morre tragicamente.

O garoto, no entanto, consegue trazê-lo de volta a vida por meio dos seus experimentos científicos.

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O cão Sparky

A fábula, que teria tudo para ser feliz, toma rumos trágicos quando Victor se torna alvo de perseguição em sua pequena cidade.

A história de Frankenweenie foi concebida por Burton em 1984 e, à época, foi realizada como um curta em "live action".

Divulgação
O jovem cientista Victor

Mais de duzentos bonecos foram criados para o filme e o elenco terá as vozes de atores que já trabalharam com Burton, como Winona Ryder, Catherine O'Hara, Martin Short e Martin Landau.

A animação estreia em 5 de outubro de 2012.

DIVULGADAS NOVAS FOTOS DE HENRY CAVILL EM 'SUPERMAN: MAN OF STEEL'

Saíram mais imagens das filmagens do novo longa do Super-Homem, onde o protagonista Henry Cavill aparece barbudo, sem camisa e rasgado, contracenando com a tela verde - que serve para receber os efeitos especiais mais tarde.

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Superman:Man of Steel tem no elenco, além de Cavill como Clark Kent/Super-Homem: Michael Shannon no papel do vilão General Zod; Amy Adams como Lois Lane; Antje Traue interpreta Faora; Kevin Costner como Jonathan Kent e Diane Lane como Martha Kent, pais adotivos de Clark; Russell Crowe como Jor-El e Ayelet Zurer como Lara, pais biológicos de Kal-El; Laurence Fishburne, como o editor Perry White.

Com direção de Zack Snyder e produção de Chistopher Nolan, a estreia mundial acontece em 14 de junho de 2013.

CONFIRA TRÊS VÍDEOS DE AÇÃO DE 'SHERLOCK HOLMES: UM JOGO DE SOMBRAS'

No novo filme, Holmes - interpretado por Robert Downey Jr. - enfrenta seu terrível inimigo, o Professor Moriarty  -Jarred Harris -, que se rivaliza com o detetive em inteligência mas com sua mente voltada para o mal.

A história começa quando o príncipe da Áustria é encontrado morto e tudo aponta para um suicídio, mas Sherlock chega à conclusão de que ele foi assassinado e esse fato é apenas a ponta do iceberg criado por Moriarty.


Assim, o detetive parte atrás de pistas em todos os lugares, até num clube masculino onde Mycroft Holmes - irmão de Sherlock vivido por Stephen Fry - curte a despedida de solteiro do Dr. Watson - Jude Law.

E aí que o detetive conhece Sim - Noomi Rapace -, uma cigana que prevê o futuro e que sabe mais do que está falando. 
Isso faz dela o próximo alvo do assassino e sua vida é salva por Sherlock - em troca, ela passa a ajudá-lo de maneira relutante.


A busca de Holmes o leva  - junto de Watson e Sim - até a França, Alemanha e Suíça, mas o vilão Moriarty está sempre um passo à frente e continua sua trilha de morte e destruição.
Tudo isso é feito como parte de um grande plano que, se funcionar, mudará o curso da história.

Sherlock Holmes: Um Jogo de Sombras tem direção novamente de Guy Ritchie, com produção de Joel Silver, Lionel Wigram, Susan Downey e Dan Lin e roteiro de Michele Mulroney e Kieran Mulroney.


Além dos já citados, o elenco tem ainda Eddie Marsan como o Inspetor Lestrade, Kelly Reilly no papel de Mary Morstan - noiva de Watson - e Geraldine James vivendo Mrs. Hudson.

O lançamento acontece no dia 13 de janeiro no Brasil.
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