sábado, 6 de novembro de 2010

SALÃO DO AUTOMÓVEL SP 2010: SONHANDO ACORDADO

Na companhia do meu incrível amigo chileno Alvaro Bravo - que está aqui em Sampa para também ver o GP de F1 - passei horas enfiado na "sauna anhembi" só para me acotovelar com milhares de pessoas para ver automóveis de sonho.

Apesar do desconforto, do calorão e da multidão, valeu a pena, principalmente pelo Chrysler 300C esportivo, as Aston Martin, maravilhosas, e do Suzuki Jimmy.
Uma de minhas maiores paixões são carros, principalmente os esportivos, e lá, tinha para todos os gostos.

Confira primeiro um vídeo, já postado no YouTube:



Agora, as imagens:


Fotos: Cláudio Nóvoa

Eu, na entrada do Anhembi: sauna pra nominar aquilo é pouco!

Ingresso caro (R$ 40) e o povo tratado como gado.


Logo da minha marca favorita


detalhe da Aston Martin DB9


Astin Martin DB9 Cabrio


Astin Martin DBS


detalhe da roda da DBS


Detalhe da DBS


Interior da DBS


lateral da DBS: O estande da marca inglesa era o único que não tinha aquelas mulheres cadavéricas, com quilos de maquiagem e roupas horrorosas.

Aqui, tinha um "James Bond" ao lado de cada modelo! A-DO-RO!


Aston Martin DBS


Aston Martin Rapide


Aston Martin Vantage V8 Cabrio


Aston Martin Vantage V8 Cabrio


Eu e as Aston Martin: sonho realizado


Aston Martin: nessa hora, minhas pernas estavam tremendo!


Audi R8 Spyder - interior


Audi R8 Spyder


Audi R5


Bentley Supersports


Bentley Supersports


BMW Z4, no estande da Pioneer


BMW Z4 , no estande da marca


Bugatti


Chevrolet Camaro


Chevrolet Camaro



Chevrolet Camaro do filme "Transformer ", visto por tras


Chevrolet Camaro do filme "Transformer "


Chevrolet Camaro


Chevrolet Conceito


Eu, e outro sonho meu: o Chrysler 300C GT8


Citroen Conceito


Citroen Conceito


Dodge Challenger


Dodge Challenger Police Patrol


Eu e o "Bibby", mascote dos pneus Michellin! A-do-ro!!

(ah, só pra constar, o gordinho de laranja sou eu, o Bibby é o de branco...)

Ferrari Califórnia, o mais novo modelo do mito italiano


Ferrari Califórnia


No caminho a pé para o Anhembi, topei com essa Ferrari GTB na rua!


Ma-ra-vi-lho-sa!


Ótima surpresa


Pena que ele não me deu bola...


Outra surpresa: se o novo Fiat Uno já é bem bunitinho, imagine esse carrinho em versão cabriolet!


Fiat Uno Cabrio, no detalhe


Fiat Uno Cabrio : muito legal!


Ford Conceito


Ford Fusion Híbrido


Ford Fusion Híbrido: essa grade é d+!


Ford Mustang Shelby Viper - lateral


Ford Mustang Shelby Viper


Ford Mustang Shelby Viper - detalhe


Ford Mustang Shelby Viper


Jaguar XF V8


Jaguar XKR


Jeep Grand Cherokee: outra linda surpresa.


Kia Optima: carrão!


Lotus F1, usada por Ayrton Senna, merchandising de um Banco...


Mercedes CLK: eu quero!


Mercedes Concept Shooting Break


Mercedes Concept Shooting Break


Mercedes E63 AMG Designo


Mercedes E350


O brasileiro Pagani, o carro mais caro do salão: R$ 10 milhões.

Para mim, não vale tudo isso...


Pagani


Peugeot RCZ: esportivo com jeitão de Audi TT


Porsche


Porsche - detalhe da roda


Porsche R2


Porsche


Renaut F1 2010


Roda maravilhosa da Colonial


Smart: lindinho!


Suzuki Jimmy: jipinho muito legal.

Alto, tração 4x4 e dois lugares.

JILL CLAYBURGH, ATRIZ AMERICANA

Jill Clayburgh foi uma excepcional atriz americana, que se especializou em interpretar mulheres independentes que saíam da sombra dos homens.

Ela concorreu ao Oscar de melhor atriz por seus desempenhos na comédia de Paul Mazursky, "An Unmarried Woman/Uma mulher Descasada" (1978) e pelo seu papel na comédia
"Starting Over/Encontros e Desencontros" (1979), onde atuou ao lado de Burt Reynolds.

Em "Uma mulher descasada" - no papel de Erica, uma esposa e mãe que morava em Manhattan - vê seu mundo desmoronar quando seu marido, sem mais nem menos, a abandona por uma mulher mais nova.

A personagem começa sua volta por cima quando começa um relacionamento com um artista - interpretado por Alan Bates -, mas também descobre sua própria força interior, sua voz e sua independência.

Por sua atuação brilhante, Clayburgh ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Cannes, no mesmo ano, e ficou conhecida mundialmente.

Seus papéis na década de 1970 e no início dos anos de 1980, refletiram as mudanças e desafios que as mulheres enfrentaram naquela época.

"Acho que as pessoas olham para mim e pensam que sou um personagem bem feminino", disse ela ao Times em 1982.
"Mas não é o que faço melhor. Me dou melhor com personagens que estão desmoronando."

A atriz também atuou frequentemente na Broadway e na televisão, onde foi indicada ao Emmy por sua atuação como uma prostituta no telefilme "Hustling" (1975) e em 2005, por sua atuação no seriado "Nip/Tuck".

Ela também arrebentou como a mãe da personagem título do seriado premiado "Ally McBeal".

Seu último filme "Bridesmaids", ainda não foi lançado.

A atriz morreu na sexta-feira, aos 66 anos,de leucemia, em sua casa de Connecticut.

Jill perdeu sua batalha para a doença de mais de duas décadas, de acordo com o Times, que citou o marido, o dramaturgo David Rabe.

Em sua homenagem, fiz um vídeo exclusivo com imagens e cenas dos filmes
"Uma Mulher Descasada" e "La Luna", dois trabalhos excepcionais dessa grande atriz.

Confira:



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Com Agências Internacionais e "The New York Times"

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"JOGOS MORTAIS - O FINAL" É TERROR EM ALTO GRAU

Quando foi lançado, em 2004, como uma alternativa ao cinema de terror mais visto na década de 1990 - como "Pânico" -, ninguém previu que "Jogos Mortais" se tornaria uma franquia tão longa: com uma média de um filme por ano desde então, a saga chega ao seu sétimo capítulo, agora em 3D, estreando em circuito nacional.

Para entender a trama desta produção - "Jogos Mortais: O Final" - é preciso voltarmos ao início.

Tudo começa quando Jigsaw ou John - Tobin Bell, de "Mississipi em Chamas" - elabora um psicótico plano para fazer desconhecidos darem valor à própria vida - na mente doentia de John, as reais transformações só acontecem quando a vida das pessoas é posta à prova.

Daí a criação dos tais jogos, armadilhas sangrentas, cuja superação é sinônimo de renascimento.
A motivação do John é contada nas sequências desta macabra história: como ele está morrendo de câncer, acredita estar fazendo uma boa ação para suas vítimas.

Mas nem sua morte - no terceiro filme - inibiu os planos de John, já que o psicopata deixou de herança não apenas sua missão, como também recursos para seus dois capangas, Amanda -Shawnee Smith - e o policial Hoffman -Costas Mandylor -, seguirem com o "trabalho".

E o que se vê nesta sétima produção são as últimas tarefas passadas de John para Hoffman.
Aqui, ele fará Bobby Dagen - Sean Patrick Flanery - passar pela experiência, depois que o rapaz ganhou dinheiro e notoriedade fazendo-se passar como sobrevivente dos jogos de Jigsaw.

Curiosamente, há um grupo de apoio dos que passaram pela experiência, tal como o Dr. Gordon - Cary Elwes -, do primeiro filme.

Foto: DivulgaçãoCena do filme
Intencionalmente perturbador, é difícil não se impressionar com o horror e os litros de sangue atirados na tela, tudo potencializado pela versão em 3D.

Há uma engenhosidade perversa em "Jogos Mortais", que agrada um público mais jovem e um tanto sádico - e que eu, mesmo véinho, também gosto.

Diferentemente do que diz o título em português, não há indícios de que se trata da conclusão da franquia.
Aliás, o desfecho indica o contrário, e resta saber se o filme fará bilheteria suficiente para manter o atual ritmo de produção.

Enquanto terror, tem roteiro, direção e elenco acima da média.

Assista ao trailer do filme:



"JOGOS MORTAIS - O FINAL"
Título original:
Saw 3D
Diretor: Kevin Greutert
Elenco:
Tobin Bel
Costas Mandylor
Betsy Russell
Cary Elwes
Sean Patrick Flanery
Chad Donella
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 90 min, que não pesam
Ano: 2010
Data da Estreia: 05/11/2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos
País: Canadá, EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

"SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO": FELIZ TRANSPOSIÇÃO DE UM GAME PARA AS TELONAS

O diretor e roteirista Edgar Wright - de "Chumbo Grosso" - foi muito feliz em encontrar o tom certo entre o visual estilizado do videogame e o caldeirão de influências pop para fazer o esperadíssimo "Scott Pilgrim Contra o Mundo", uma adaptação da graphic novel do canadense Bryan Lee O'Malley, frebre entre adolescentes.

O filme - que estreia apenas em São Paulo - situa-se claramente dentro de um cenário de videogame - com direito a lutas em que adversários são pulverizados e o herói pode ganhar uma vida extra.

Nem por isso o roteiro - de Wright e Michael Bacall - deixa em segundo plano a composição dos personagens, que mais consistentes do que a média das adaptações do gênero, e, assim, dá para simpatizar bastante com as emoções do protagonista Scott Pilgrim - o ótimo Michael Cera, de "Juno".

Músico, 22 anos, integrante da banda Sex Bob-Ombs, em busca do sucesso, Scott se interessa por uma garota de 17, Knives Chau - a bElleoa surpresa Ellen Wong.

Por se envolver com uma menininha mais nova, vira alvo das piadas dos colegas da banda, Kim - Alison Pill - e Stephen - Mark Webber -, mas quem mais extrapola é o seu colega de quarto, Wallace - Kieran Culkin.

Logo a situação se complica, com a chegada da bela Ramona Flowers -Mary Elizabeth Winstead: moderna, descolada, mudando a cor do cabelo a cada semana e mais adulta e sensual do que Knives, ela logo se torna a fixação de Scott - que não tem coragem de romper com Knives.

Foto: DivulgaçãoMichael Cera e Mary Elizabeth Wintstead, em cena do filme


O que Scott não espera é que, além de ser dificílima de conquistar, Ramona traz uma fila de ex-namorados rancorosos e maus na sua cola, e que ele terá que derrotar um a um.

Magrinho, Scott multiplica suas forças para dar conta de um obsessivo Matthew Patel -Satya Bhabha; do ator metido e valentão Lucas Lee - Chris Evans, o futuro "Capitão América" das telonas ; e do fortão Todd Ingram - Brandon Routh, em seu primeiro bom papel desde que estrelou o fracasso "Superman Returns" -, que para piorar, está envolvido com sua ex, Envy Adams - Brie Larson - , outra movida a vingança.

Com uma série de lutas bem coreografadas e com vários efeitos, o filme aposta num humor que remete aos seriados de TV, criando situações genuinamente divertidas entre os integrantes da banda de Scott, dele mesmo com seu colega de quarto gay, e de toda a legião de ex-namorados e namoradas.

Muito bem dirigido, elenco bem escalado e bom roteiro.

Diversão garantida.

Assista ao trailer do filme:



"SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO"
Título original:
Scott Pilgrim vs. the World
Diretor: Edgar Wright
Elenco:
Michael Cera
Mary Elizabeth Winstead
Alison Pill
Mark Webbe
Johnny Simmon
Ellen Wong
Kieran Culkin
Brie Larson
Anna Kendrick
Aubrey Plaza
Gênero: Aventura, Comédia, Fantasia, Romance
Duração: 112 min, que passam muito rápido
Ano: 2010
Data da Estreia: 05/11/2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA, Reino Unido, Canadá
COTAÇÃO DO KLAU:



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CHER, ONDE ELA MAIS GOSTA DE ESTAR

Se você não leu a postagem anterior - trechos da entrevista da Diva Cher para "Vanity Fair" de dezembro, leia, está imperdível!

E aproveite e veja a estrela onde ela mais gosta de estar: no palco.

A DIVA CHER, NA CAPA DA "VANITY FAIR" DE DEZEMBRO

A Diva das Divas Cher é a capa da edição de dezembro da "Vanity Fair", que estará disponível nas bancas de Nova York e Los Angeles hoje, e nacionalmente e no IPAD na próxima terça-feira, 9 de novembro.

Foto: Norman Jean Roy para "Vanity Fair" A Diva das Divas se prepara para subir ao palco em Las Vegas

Em uma longa entrevista à editora Krista Smith ela diz que não pode acreditar que "Sonny e eu ainda não estamos no [Rock and Roll] Hall da Fama".

Sobre o ex-marido, ela declara que ele "só parece um pouco rude. Sonny era um bom escritor, e começamos algo que ninguém estava fazendo. Nós éramos hippies, antes não havia um nome legal para ele, enquanto os Beatles usavam doces palavras e ternos de colarinho redondo .... Nós influenciou toda uma geração, e é assim: Que mais você quer?"

Quanto à sua filha Chaz, que agora, depois de uma cirurgia de mudança de sexo virou filho, Cher diz: "Se eu acordar amanhã, no corpo de um rapaz, gostaria apenas de chutar e gritar e chorar e roubar a porra de um banco, porque eu não posso me ver como qualquer coisa que não seja uma menina. Eu não teria a coragem que Chaz tem".

Cher continua a ser uma mãe orgulhosa, e admite a Smith que ainda fica confusa:
" Ela é uma menina muito inteligente, quero dizer, menino! Aí é onde eu fico em apuros. Pronomes são fudidos. Eu ainda não me lembro de ligar para ela e dizer 'ele'. "

Perguntada sobre o segredo para se manter no centro das atenções da mídia nas últimas cinco décadas, Cher diz:
"Eu me sinto como um carrinho 'bate e volta'. Se eu bater em uma parede, já estou dando ré e indo em outra direção. E eu bati em muitas paredes de merda na minha carreira. Mas eu não vou parar. Eu acho que talvez essa seja a minha melhor qualidade. Eu só não vou parar "

Cher fala sobre seus sentimentos por Sonny e seu casamento tumultuado, dizendo que o ex-marido "me disse quando estávamos juntos: 'Um dia você vai me deixar. Você estará indo para seguir em frente e fazer grandes coisas.' ... Eu não teria saído se ele não tivesse deixado."

Cher diz que Sonny a tratou "mais como um ganso de ouro do que como esposa .... Eu o perdôo, eu acho. Ele me machucou em muitas maneiras, mas havia algo. Ele era muito mais do que um marido, um terrível marido, mas um grande mentor, um grande mestre .... Se ele tivesse concordado em desmantelar apenas a Cher Empresas e começar tudo de novo, eu teria aceitado, mas ele nunca deixou; bastava dividi-la ao meio, 50-50. "

Outros destaques do artigo incluem a opinião da Diva sobre:

Sarah Palin e Jan Brewer:

"Eu fiquei tão obcecada com [C-SPAN] que era uma espécie de interferência em minha vida. Sarah Palin - ex candidata a vice presidente pelo Partido Republicano - veio, e eu pensei: Oh, fudeu, este é o fim. Porque uma mulher burra é uma mulher burra."

Sobre a governadora cristã fundamentalista do Arizona, Jan Brewer, Cher diz:
"Ela era pior do que Sarah Palin, se isso é possível. Esta mulher era como um cervo à frente dos faróis."


Sobre sua família e drogas:

"É estranho, porque meus dois filhos tiveram problemas com as mesmas drogas dos meus pais. Meu pai era um viciado em heroína, e o pai da minha irmã era alcoólatra.
Eu não uso drogas por causa de questões morais. Eu tentei uma pá de drogas, mas eu nunca senti algo bom, algo que eu pudesse controlar.
Tenho a constituição de uma mosca de fruta. Eu não posso fazer o café, mas o que posso fazer Dr. Pepper?"

Sobre o envelhecimento:

"Eu acho que o que a Meryl [Streep] está fazendo é ótimo. A vadia estúpida faz melhor do que todos nós! (risos). Mas eu não gosto. Está ficando no meu caminho. Eu tenho um trabalho a fazer, e isso está tornando meu trabalho mais difícil. "

"Eu estive todo o tempo gritando a plenos pulmões para a minha família: Exercite-se! Exercite-se! A velhice está chegando! Em algum momento você vai precisar de força."

Sobre parentalidade e se seus filhos ainda estão irritados com ela:

"Eu acho que Chaz é muito bonito, muito determinado, e acho que Elia tem um pouco mais de chão para percorrer, mas sinto que ambos realmente me amam muito. Mas é difícil. "

"Uma vez, quando Chaz era pequena, estávamos em uma viagem ao campo e ela disse, 'Eu estou tão chateado, mãe. Você nunca pode não ser Cher, nunca podemos apenas fazer alguma coisa.' Então, os seus filhos pagam. Fiz o melhor que eu podia fazer, e ainda assim estava definitivamente ausente."

Sobre pagar impostos:

"Eu estaria disposta a pagar muito mais impostos, porque eu faço um monte de dinheiro com meu trabalho, mas eu não quero dar-lhes (ao governo) mais, foda-se. Realmente pessoas como eu devem se preocupar e se reunir e fazer coisas para ajudar as pessoas neste país.
Se você não está se preocupando com a forma de colocar comida na sua mesa, você [deve] se preocupar com outras pessoas, porque não têm comida na mesa deles.
Lembro-me de um grande América onde fizemos tudo isso.
Houve um momento em que a única coisa que você tinha do Japão era um rádio transistor barato, ruim mesmo, que alguma tia lhe deu de Natal. "
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Tradução: Cláudio Nóvoa

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

RICKY MARTIN: LINDO, TALENTOSO, FELIZ E FINALMENTE EM PAZ CONSIGO MESMO

Enrique Martin Morales, o astro pop Ricky Martin, nasceu em 24 de dezembro de 1971, em Hato Rey – Porto Rico.

Aos doze anos ele se tornou mundialmente famoso por sua atuação na "boy band" Menudo.

Anos depois, já em carreira solo, Ricky Martin ganhou a atenção do público norte-americano, primeiramente pelo seu trabalho como ator, incluindo o papel de Marius no musical "Le Miserábles", na Broadway, e na novela "General Hospital".

Mas a verdadeira ‘Rickymania’ começou quando “La Copa De La Vida” foi a música tema da Copa do Mundo de 1998, na França, e alcançou o topo das paradas musicais em mais de 30 países.

Poucos meses depois, ele foi ovacionado pela interpretação ao vivo de “The Cup Of Life”, na cerimônia de entrega dos prêmios do 41° Grammy Awards, em fevereiro de 1999.

Na mesma festa, Ricky ganhou o Grammy de Melhor Performance Pop Latina pelo disco "Vuelve", abocanhando também dois prêmios Billboard de Música Latina: Álbum do ano e Hot Latin Track do ano - ambos também por "Vuelve" -, além dos dois prêmios do MTV Video Music Awards, por “Livin’ La Vida Loca”.

Prêmios, sucesso, semanas a fio no topo das paradas musicais do mundo e turnês lotadas pelo mundo afora, Ricky Martin é o superstar internacional que detonou a explosão da música pop latina.

Sua discografia tem mais de uma dezena de discos e trabalhos com produtores como Robi Rosa - seu amigo desde os tempos do Menudo -, Walter Afanasieff, Desmond Child, George Noriega, Emilio Estefan, Jr, Randall Barlow, Steve Morales, Mark Taylor e KC Porter.

Até hoje, seus discos somam a impressionante quantia de mais de 30 milhões de álbuns e mais de dez milhões de singles vendidos no mundo.

Engajadíssimo, Ricky participa ativamente de várias causas sociais, como a Fundação Pediátrica da AIDS, os concertos para angariar fundos "Luciano Pavarotti & Amigos”, o Carrossel da Esperança e a Fundação em prol da Floresta Tropical.

Pessoalmente, ele cuida de seu próprio projeto social - o People For The Children -parte da Fundação sem fins lucrativos que o astro mantém em Porto Rico - a Ricky Martin Foundation -, que ajuda uma grande quantidade de instituições focadas na assistência à infância.
O trabalho humanitário da fundação rendeu ao cantor o prêmio Billboard Spirit Of Hope Award.

Na semana passada, Ricky Martin uniu forças com o astro inglês Elton John, e ambos manifestaram seu apoio em um vídeo para uma campanha liderada por sua colega americana Cindy Lauper pelo fim da violência contra homossexuais nos Estados Unidos,
promovida pela fundação True Colors, conduzida pela cantora, que fornece apoio à comunidade gay, lésbica, bissexual e transexual.

O projeto foi criado depois que foram reportados recentemente vários casos de suicídio entre jovens americanos homossexuais, por não conseguirem suportar o assédio, e também inúmeros ataques em locais onde membros dessa comunidade frequentam em Nova York, inclusive no bar-ícone Stonewall, berço do ativismo GLBT.

"A cada hora, um desses atos de violência e intimidação ocorre neste país. Está na hora das coisas mudarem", diz Ricky Martin no vídeo.

O cantor assumiu publicamente sua homossexualidade em março.

E é sobre essa luta pessoal que durante anos travou contra si mesmo para reconhecer sua homossexualidade que o astro aborda em "Yo" - "Eu" - livro autobiográfico lançado em todo o mundo ontem, sete meses após assumir que é gay.

Divulgaçãocapa do livro

"Desde minhas lembranças mais remotas, sinto uma atração muito forte pelos homens, e embora possa dizer que também cheguei a sentir atração e química por mulheres, é o sexo masculino que no final das contas desperta meu instinto animal",
escreve Ricky no nono capítulo.

O interesse foi tamanho, que alguns fãs já estavam numa enorme fila, de madrugada, no centro comercial de San Juan, capital de Porto Rico, para comprá-lo.

No livro, Ricky - "Kiki" para os íntimos -, retrata sua relação familiar, sua experiência na 'boy band' Menudo, a fase no México e sua luta pelos latinos nos Estados Unidos, mas é a batalha pessoal para se aceitar enquanto homossexual que toma grande parte das 292 páginas.

"Já não podia viver mais sem encarar a minha verdade. Por isso senti a necessidade de acabar com um segredo que guardava durante muitos anos: tomei a decisão de revelar ao mundo que aceito a minha homossexualidade e celebro este presente que a vida me deu", diz na introdução referindo-se ao que publicou na internet no dia 29 de março útimo.

No livro, Ricky escreveu que perdeu a virgindade com uma mulher enquanto fazia parte dos Menudos, e que se relacionou com muitas outras.
Durante esta fase, chegou a ser considerado o maior "conquistador" de todos da banda.

Aos 38 anos, relatou que após assumir ser gay, se sente mais forte e livre que nunca, em uma introdução na qual destaca como marcos de sua vida a etapa Menudos, o sucesso da música "Livin La Vida Loca", sua primeira viagem à Índia e o nascimento de seus filhos Matteo e Valentino.

Na adolescência, que coincide com sua época na boy band, faz a primeira revelação de caráter sexual no capítulo "De Menino a Homem", quando explica sem detalhes que teve sua primeira relação com uma mulher, pressionado pelos colegas da banda musical.

O astro assegura que nessa etapa descobriu "a sensação tão intensa que envolve o sexo entre um homem e uma mulher", e continuou experimentando enquanto viveu no México por cinco anos.
Nesta última fase, ele destaca uma mulher à qual chama de sua "Coco Channel", personagem que a imprensa portorriquenha identifica como a apresentadora mexicana Rebecca de Alba.

É no capítulo "Ao Encontro do Destino" onde, após afirmar que saiu com todas as mulheres que cruzaram o seu caminho, fossem "solteiras, casadas, viúvas ou divorciadas", que reconheceu, sem grandes detalhes, que teve relações com homens.

"No decorrer desses anos, também tive alguns encontros com homens, claro, isso também fez parte da minha vivência, mas nunca foram relações que perdurassem ou que marcassem minha vida significativamente", relata Martin.

Ele revela ter mantido um romance com um locutor de rádio de Los Angeles e, apaixonado, chegou a pensar em largar tudo para viverem juntos em qualquer lugar do mundo.

A relação não deu certo, e acabou gerando uma crise de identidade que o levou a decidir fazer uma longa viagem à Índia, onde se entregou de corpo e alma como voluntário nos projetos sociais de Madre Tereza de Calcutá.

Ricky também relata em "Yo" a luta de anos em defesa dos latinos nos EUA, após contar como discriminaram seu sotaque, e explicar o pouco conhecimento que ainda havia nos EUA na década de 90 sobre a América Latina e suas particularidades nacionais.

No capítulo "Paternidade", ele discorre sobre o processo que levou ao nascimento de Matteo e Valentino, por meio de uma "barriga de aluguel".
Getty Images
com os filhos Matteo e Valentino

O livro termina com um trecho intitulado "Meu Momento", no qual confessa: "no fundo, sempre soube que sou gay, no entanto, passei anos e anos tratando de esconder isso de mim mesmo".

Em uma ótima entrevista na noite de ontem ao programa de Oprah Winfrey, Ricky disse que chorou "como um bebê" após abrir sua sexualidade ao público.

"Eu não podia mais suportar, Oprah, era muito doloroso. Mas eu acho que a parte mais importante foram meus filhos. Quando eu olhava para eles, eu pensava: 'o que estou ensinando para essas crianças? A mentir?' Antes de decidir me tornar pai, eu já havia aceitado quem eu era e era feliz assim. Mas foi aí que eu decidi contar para o mundo".

"Eu me senti anestesiado. Anestesiado",
disse, sobre o que sentiu.
"Eu fiquei sozinho no meu estúdio, então meu assistente entrou e eu comecei a chorar como um bebê. Comecei a chorar e ele teve que me abraçar".

Esse é Ricky Martin, um dos artistas mais talentosos, bonitos e sexys que eu já tive o prazer de ver.

Para terminar essa postagem, um bônus muito legal: Ricky nu em um vídeo, usado para promover sua “Black & White Tour”, em 2007.

O vídeo, de dois minutos, foi dirigido pelo amigo de Ricky, Dago Gonzales.

Confira:



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Fontes: site Sony BMG, Oprah Winfrey Show , Agências Internacionais e blog www.coliriosdepimenta.com

Redação Final: Cláudio Nóvoa

PRECONCEITO FATAL


DISCRIMINAÇÃO LEVA JOVENS HOMOSSEXUAIS AO SUICÍDIO

Eu sempre fui o melhor em tudo", diz Geraldo*, 19.

Aluno dedicado e filho comportado, o garoto entrou em crise quando descobriu que é gay.
"Vi que não seria o melhor em alguma coisa", diz.

De tanto ouvir que sua vida estava errada, ele acreditou.
Há um ano, injetou ar no braço, à espera da morte.
Foi socorrido no hospital.

A história de Geraldo é semelhante à de quatro adolescentes norte-americanos que se mataram em setembro passado, alertando o país inteiro para um tipo de preconceito que pode ser fatal.

As mortes levaram o presidente Barack Obama a gravar um vídeo para o site It Gets Better (isso melhora, em português).
A campanha - veja em bit.ly/itgets - reúne depoimentos cuja mensagem é simples: ser gay não é errado.

Ainda assim, os homossexuais são uma minoria que sofre discriminação.
Às vezes, a níveis insuportáveis.

Foi assim com o estudante de biologia Henrique Andrade, 21, que no dia 22 foi chamado de "bicha" durante uma comemoração de alunos da USP.
"Falaram que eu estava manchando a festa."
Ele levou chutes e socos.

"A homofobia está na sociedade e faz com que o gay ache que ele vale menos do que os outros", explica Lula Ramires, coordenador do Grupo Corsa - corsa.wikidot.com - , que defende a diversidade sexual.

A discriminação surge como ingrediente-chave nas pesquisas que apontam para a relação entre homossexualidade, juventude e suicídio.
O bullying pode causar o que os psicólogos chamam de "egodistonia" -alguém não gostar de como é.
"É um sofrimento muito grande se sentir fora da norma", diz Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas.
"A discriminação, para alguém que é humilhado em casa, por exemplo, pode se tornar insuportável."

A aceitação ou não dos pais é um fator de peso, segundo Miguel Perosa, professor de psicologia da PUC-SP.
"O jovem pode sentir que não pertence a esse mundo que o discrimina", afirma.

"Suicídio passa pela minha cabeça todos os dias, está cada vez mais difícil", desabafa o técnico em farmácia Caio*, 22.
Demitido na semana passada, ele diz que foi dispensado porque é gay.
Nos corredores, ouvia colegas o chamarem de "veado".
"Me faz querer dar um fim a isso", diz.
"Eu respiro fundo, mas o pensamento é forte."
Há três anos, ele tomou veneno. Mas sobreviveu.

Psicólogos recomendam que jovens com ideias suicidas busquem ajuda profissional imediatamente.
Amigos devem ficar por perto.

Outra sugestão é procurar entidades como o GPH - Grupo de Pais de Homossexuais, www.gph.org.br -, que faz reuniões quinzenais para ouvir jovens gays.

Apesar de nunca ter tentado se matar, Paulo Souza, 20, participou desses encontros.
Há quatro anos, ele perdeu o namorado e amigo de infância que, aos 19 anos, pulou do sétimo andar.
"Ele achava que não tinha futuro sendo gay", conta.

Foto: Eduardo Knapp/ FolhapressO namorado de Paulo, 20, pulou do sétimo andar

Sucesso e felicidade, no entanto, independem de orientação sexual.
Entre gays assumidos da atualidade, estão Sir Ian McKellen - o Gandalf de "O Senhor dos Anéis" e o vilão Magneto de "X-Men" -, um dos mais premiados atores britânicos, o cantor Ricky Martin e o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit.

Arquivos do Klau
O premiado ator britânico Sir Ian McKellen


O ator brasileiro e gay assumido Evandro Santo, 35, diz que nunca pensou em suicídio.
Famoso pelo papel de Christian Pior no "Pânico na TV", ele foi expulso de casa quando era adolescente.
"Sobrevivi por um sentimento de vingança. Queria ficar vivo para as pessoas verem que eu seria famoso."

A organização do It Gets Better calcula que os vídeos da campanha já tenham sido vistos 15 milhões de vezes.
"Estamos decolando!", comemora o coordenador Scott Zumwalt, que trabalhou na campanha de Obama - e conseguiu a assinatura da republicana ex-primeira dama Laura Bush para a petição contra o bullying.

Segundo o Folhateen apurou, está sendo negociado um domínio brasileiro na internet para uma possível versão em português do site.

*Nomes fictícios

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EQUAÇÃO DA MORTE

Em 2008, 711 brasileiros entre dez e 19 anos se suicidaram; não há números específicos sobre gays.

Suicídio é a quarta maior causa externa de morte de jovens entre 15 e 19 anos - a primeira é homicídio.

Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes.

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FATORES INTERLIGADOS

Pesquisas americanas mostram uma relação entre adolescência, homossexualidade e suicídio.

Jovens gays são de duas a três vezes mais propensos a tentar o suicídio quando comparados a jovens heterossexuais.

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ÓDIO NA ESCOLA

Alunos que concordam com as seguintes afirmações:

26,6%
"Eu não aceito a homossexualidade"

25,2%
"Pessoas homossexuais não são confiáveis"

23,2%
"A homossexualidade é uma doença"

21,1%
"Os alunos homossexuais não são alunos normais"

17,6%
"Os alunos homossexuais deveriam estudar em salas separadas"

Fonte: Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em estudo de maio de 2009 realizado em 500 escolas públicas brasileiras

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QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Sugestões para lidar com o bullying homofóbico:

1 - Há situações em que é melhor não mencionar que você é gay.
Se você pressente uma reação negativa, avalie se vale a pena se abrir.

2 - Em caso de bullying na escola, procure o diretor ou um professor.
Denuncie a discriminação. É difícil, mas necessário.

3 - Ser gay não é bom nem ruim.
Não determina caráter.

4 - O autopreconceito pode ser pior do que o preconceito dos outros.

5 - Amigos devem acolher, compreender, aceitar e respeitar sua sexualidade.

Fontes: André Fischer (do portal Mix Brasil), Miguel Perosa (professor de psicologia daPUC-SP), e Alexandre Saadeh (psiquiatra do Hospital das Clínicas)

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Matéria do repórter Diogo Bercito, publicada no caderno "Folhateen", da "Folha de S.Paulo" de 01.11.2010

Redação Final: Cláudio Nóvoa

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AS CHARGES DA "FOLHA DE S.PAULO" DOS ÚLTIMOS DIAS

Os artistas da "Folha" deram show em criatividade, na semana que antecedeu o segundo turno, no domingo da votação, e no dia seguinte também!

Confira:

25 de outubro - Jean

26 de outubro - Angeli


27 de outubro - Jean


28 de outubro - Angeli


29 de outubro - Benett


30 de outubro - João Montanaro


31 de outubro - Jean


01 de novembro - Jean

NORDESTE FOI FUNDAMENTAL PARA A ELEIÇÃO DE DONA DILMA


Pessoal:

Em 23 de agosto, aqui nesse mesmo espaço, não só disse, como coloquei como título da postagem, a frase:
"DONA DILMA JÁ ESTÁ ELEITA".

Falava sobre as pesquisas de então, que davam 17 pontos de vantagem, em média, para a candidata do Luiz Inácio, e previ que ela ganharia no primeiro turno, de lavada.

Minha previsão não se confirmou: Dona Dilma e Serra Nomuro protagonizaram um segundo turno repleto de baixarias e atos que ficariam melhor na era medieval, e eu passei a receber, como nunca antes recebi da net, uma saraivada de críticas, a maioria da tucanada xiita de plantão.

Separei alguns comentários desses discípulos da Soninha Francine, para que vocês tenham uma idéia do que andei lendo:

"danielarroz
2 semanas atrás
Trouxa, fica aí lambendo as botas dessa boneca inflável do Lula, dizendo que serra perderia de lavada... Agora as pesquisas já dão empate técnico, e olha que são quase todas pesquisas encomendadas pelo PT, tão confiáveis como as do primeiro turno. Agora por mais que a dilma ganhe, a gente sabe que quase metade da população não a aprova. Cade os oitenta e tantos porcento de aprovação do lula???"

Dani, você só esqueceu de dizer que eleição em segundo turno, quem ganha tem um pouco mais de 50% dos votos válidos, e quem perde tem um pouco menos.

"RiekaardVDB
2 semanas atrás
Trouxa. apoia ladrões e estelionatarios
Apoia Erenice, Dirceu e outros descarados."

Meu caro, se você lesse ou assistisse às postagens anteriores, veria que eu não apoiei nem apoio, nem a Erenice, nem o Zé Dirceu, nem "outros descarados".

"passeador20000
2 semanas atrás
tanto trabalho pra errar suas previsões.. sinto muito"


Errei, e reconheço que errei.
Mas acertei que Dona Dilma levaria com margem de mais de dois dígitos.

"Paalermoo
4 semanas atrás
Quebrou a Cara.
Segundo turno Serra x Dilma.
kkkkkkkk..
Eu votei Marina agora sou SERRA.
FORA DILMA, FORA PT."

Meu querido palerma, quero dizer, "Paalermoo":
No PV, só a Tia Marina Silva ex-Malafaia não apoiou o Nomuro.
Todos, do presidente do partido, José Luiz Penna ao candidato ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, apoiaram o Nomuro no segundo turno.
O PV sempre foi, e vai continuar sendo um partidozinho satélite da tucanada, essa é a triste verdade.

Mas o comentário que eu mais gostei foi esse:

"eliaschagas82
6 dias atrás
vídeo de merda!!!"

Adorei!

Agora, quanto ao resultado final do segundo turno, se não foi uma vitória de lavada, também não foi uma vitória apertada, como ainda acreditavam alguns poucos tucanos na véspera.

Dona Dilma ganhou com folga, com 12 milhões de votos de vantagem.

E se o Congresso terá composição mais governista do que o atual, as eleições revelaram que ainda há, sim, e por mais incrível que pareça, uma oposição neste país, já que só os tucanos governarão oito Estados, entre eles São Paulo e Minas.

Vocês podem até pensar que não houve, afinal, a lavada de que falei.
Não houve, em termos.

O "recado das urnas" veio principalmente do Nordeste, onde Dona Dilma obteve vitória esmagadora sobre Serra Nomuro.

Lá, a petista ultrapassou os 70% dos votos - uma vantagem de 41 pontos sobre o tucano, a quem derrotou em todos os Estados da região.

Em números, isso representa 10,7 milhões de votos a mais que do que Serra Nomuro teve, só no Nordeste.

É quase toda a diferença obtida no país.

O resultado foi diferente no restante do país, onde Dona Dilma teve 52%, e Serra Nomuro , 48%.

Sabia-se que Minas tinha importância estratégica e peso simbólico, como sabia-se que Serra Nomuro deve ter lá suas razões para espinafrar Aécio Neves, que por sua vez deve ter ainda mais razões para não mover um palito por Serra Nomuro, porquê as razões do fiasco tucano vão muito além do fato de que Dona Dilma derrotou Serra Nomuro por 58% a 42% no segundo maior colégio eleitoral do país.

Mas, mesmo que o tucano tivesse batido a petista com 80% dos votos em Minas, ainda assim ela teria vencido a eleição.

Foi o Nordeste que fez a diferença.
A votação de Dona Dilma na região foi inferior à de Luiz Inácio em 2006 (77%), mas superior a que ele teve em 2002 (61%).

O recado das urnas nordestinas é claríssimo, e espelha o novo protagonismo e a autoestima de um pedaço do país que historicamente serviu de cartão postal das nossas piores desigualdades sociais, e que agora, pelo legítimo instrumento do voto, finalmente passa a se fazer ouvir.

Até segunda.

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Você pode conferir também essa postagem em vídeo HD, já postado no YouTube e no UOL: