sexta-feira, 26 de abril de 2019

'DOR E GLÓRIA': NOVO LONGA DE ALMODÓVAR GANHA TRAILER NACIONAL

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A Universal Pictures divulgou o trailer do novo drama de Pedro Almodóvar e que tem Antonio Banderas como protagonista
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Confira:


A trama narra uma série de reencontros de Salvador Mallo, um diretor de cinema em declínio.

Alguns físicos, outros de suas lembranças: sua infância nos anos 60, quando ele emigrou com os pais para Paterna, uma cidade de Valência em busca de prosperidade, o primeiro desejo, seu primeiro amor adulto e em Madrid, nos anos 80, a dor do fim desse amor, quando ele ainda estava vivo e pulsante, a escrita como a única terapia para esquecer o inesquecível, a descoberta precoce do cinema e do vazio, o vazio imensurável diante da impossibilidade de seguir.

O pôster, você confere aí em cima.

Escrito e dirigido por Pedro Almodóvar, o longa tem no seu elenco, além de Banderas, Asier Exeandia, Sbaraglia Leonardo, Nora Navas, Penelope Cruz, Cecilia Roth, Julieta Serrano, Susi Sánchez e Julián López.

Dor e Glória será lançado nos cinemas nacionais no dia 13 de junho.

'VELOCIPASTOR': TERROR TRASH MOSTRA PADRE SE TRANSFORMANDO EM VELOCIRAPTOR

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Quando você pensa que já viu de tudo...
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O trailer do trash 'VelociPastor' traz um padre que se transforma em um Velociraptor!

Confira:


Na trama, depois de uma devastadora tragédia familiar, um padre viaja para a China para se encontrar espiritualmente, mas ao em vez disso é dotado de uma habilidade antiga que permite que ele se transforme em um dinossauro.

A princípio, ele fica horrorizado com seu poder recém-descoberto, mas uma prostituta local o convence a usar seu novo dom para combater o mal – e os ninjas.

O pôster, você confere aí em cima.

Escrito e dirigido por Brendan Steere, o longa tem no elenco Claire Hsu, Nicholas M. Garofolo e Alyssa Kempinski no elenco e ainda não tem data de estreia agendada.

'ALLADIN': A PAIXÃO ESTÁ NO AR EM NOVO COMERCIAL

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A Walt Disney divulgou um comercial de Aladdin, com foco na relação do casal principal
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Assista:


Alladin estreia em 23 de maio no Brasil.

'BOND 25': PROJETO E ELENCO SÃO OFICIALMENTE ANUNCIADOS NA JAMAICA

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Diretamente de GoldenEye, a casa na Jamaica onde Ian Fleming escreveu todos os livros de James Bond, foi anunciado nesta quinta, 25, o elenco de Bond 25, que ainda não teve o seu título revelado mas já conta com Rami Malek (Bohemian Rhapsody) como o vilão
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Em Bond 25, James Bond terá “A missão de resgatar um cientista sequestrado acaba sendo muito mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond para a trilha de um misterioso vilão armado com uma nova e perigosa tecnologia”, segundo comunicado.

A produtora Barbara Broccoli revelou que Bond começa o filme na Jamaica.

“Bond não está em serviço ativo. Ele está se divertindo na Jamaica“, afirmou a filha do lendário produtor 'Cubby' Broccoli.

O elenco feminino de Bond 25 - Divulgação
As novidades no elenco, além de Rami Malek, são Ana de Armas (Blade Runner 2049), Lashana Lynch (Capitã Marvel), Dali Benssalah (Maniac), Billy Magnussem (Maniac) e David Dencik.

A presença de Jeffrey Wright mostra que teremos o retorno do agente da CIA Felix Leiter, que estava fora da franquia desde 007 – Operação Skyfall.

Daniel Craig posa com o elenco de 'Bond 25' em GoldenEye, a casa na Jamaica onde Ian Fleming escreveu todos os livros de James Bond - Divulgação

Rami Malek, o vilão do longa, não estava presente no anúncio - está filmando em Nova York - mas apareceu em um vídeo, falando sobre o projeto.

Veja:

“É uma honra fazer parte da icônica franquia”, afirmou, prometendo que “Mr. Bond não terá uma vida fácil dessa vez”.

Em entrevista ao jornalista Lizo Mzimba da BBC, a produtora Barbara Broccoli revelou mais detalhes da produção de Bond 25.

Questionada sobre o ainda não divulgado título, Barbara afirmou que Shatterhand e Eclipse nunca foram títulos considerados para o filme.

Ela também disse que o personagem de Rami Malek tem uma conexão com outro personagem do filme sem ser Bond, e que o ator também já gravou cenas na Noruega.

A entrevista de Barbara ao jornalista Lizo Mzimba da BBC - Divulgação

Assim como foi dito durante o anúncio ao vivo, a produtora reafirmou que o filme começa com Bond na Jamaica, e que a escritora inglesa Phoebe Waller-Bridge (da série Killing Eve) trabalhou em diálogos específicos e no alívio cômico do roteiro.

Além disso, sobre o tão falado retorno do compositor David Arnold para a trilha sonora do longa, Barbara não confirmou, mas também não negou, se limitando apenas a dizer que não tinham nenhuma novidade no momento que pudesse ser revelada.

Arnold compôs cinco trilhas para a franquia, e após Thomas Newman assumir o cargo em 007 – Operação Skyfall, fãs do mundo todo pedem o compositor de volta.

Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli posam ao lado do protagonista Daniel Craig - Divulgação
Foi confirmado também que a equipe do MI6 está de volta com Ralph Fiennes (M), Naomie Harris (Moneypenny), Rory Kinnear (Bill Tanner) e Ben Whishaw (Q), ao lado de Léa Seydoux, que interpretou a psicóloga Madeleine Swann em 007 Contra SPECTRE.

Foram revelados também banners individuais do elenco.

Confira:





Divulgação
O diretor Cary Fukunaga revelou que Daniel Craig é seu Bond preferido e prometeu um grande filme.

“Quero que Bond 25 se torne um capítulo inesquecível da franquia”, afirmou.

Com direção de Cary Fukunaga e roteiro escrito por Neal PurvisRobert WadePhoebe Waller-Bridge Scott Z. BurnsBond 25 tem estreia marcada para o dia 3 de abril de 2020, no Reino Unido, e 8 de abril nos demais países, incluindo o Brasil.

'VINGADORES: ULTIMATO': SPOILERS, TEMPO DE TELA, QUEM MORRE E MAIS!


Estreou ontem, 25, o último capítulo da saga dos Vingadores nos cinemas.

E como muita gente já foi aos cinemas assistir ao filme em uma das inúmeras sessões de pré-estreia e estreia, vamos fazer aqui a crítica COM SPOILERS.

Se você ainda não assistiu, corra para o cinema mais próximo e passe longe deste texto, ok?

CRÍTICA COM SPOILERS

Tudo começou com um homem preso em uma caverna.

Há 11 anos, Tony Stark criava uma armadura de ferro e um legado cinematográfico inacreditável.

Agora, mais de uma década e várias franquias depois, o Homem de Ferro se despede dos cinemas em um filme de proporções épicas, referências sutis e com uma legião de fãs desolados.

Afinal, tudo na vida chega ao fim, até mesmo nossos heróis.

Vingadores: Ultimato é uma obra-prima do cinema e o grande Épico desta geração.

Sequência direta de Vingadores: Guerra Infinita, Ultimato é uma espécie de antítese de seu antecessor.

Enquanto Guerra Infinita buscava dar sentido e humanizar o vilão, dando a ele uma motivação crível, Ultimato é construído para mostrar o caos que seus atos criaram e como isso afetou os heróis.

Se Guerra Infinita era um filme sobre Thanos, Ultimato é legitimamente um filme dos Vingadores sobre Os Vingadores.

Pode ser exagerado, mas Thanos só não é irrelevante no filme por conta do terceiro ato.

A prova disso é sua morte logo no início. Agora, sem os heróis, nada seria possível.

Ver como o mundo reagiu ao Estalar de Dedos do Titã é uma experiência triste.

A Terra não prosperou e uma grande depressão se instaurou no mundo.

O filme começa alguns minutos após os eventos de Guerra Infinita, com a Capitã Marvel chegando na Terra para ajudar os heróis a encontrar o vilão.

Nebula revela saber onde ele está, e os heróis partem para confrontá-lo mais uma vez.

Fraco, Thanos revela que usou as Joias do Infinito para destruir as Joias do Infinito, deixando os heróis desesperados e sem saída.

Revoltado, Thor finalmente tem uma atitude certa e arranca a cabeça de Thanos.


Cinco anos se passam...

O Capitão América passa a trabalhar num grupo de ajuda àqueles que perderam amigos e família no evento, enquanto os outros Vingadores, espalhados pela Terra e pelo Universo, tentam descobrir uma forma de reverter a catástrofe.

E tem aqueles que não souberam lidar com a derrota.

Clint, desolado pela morte da família, passa atuar como o Ronin, matando todo tipo de criminoso que encontra pela frente.

Thor, agora Rei da Nova Asgard, passa seus dias isolado, bebendo, jogando e engordando.

E comprar a ideia de todas essas reações distintas passa diretamente pelos atores - todos estão em sua melhor forma e entregam atuações críveis.

O roteiro sabe o que quer te entregar e sabe como fazer isso.

A história fecha o ciclo dos Vingadores originais, exceto o do Thor, e abre portas muito animadoras para o futuro, inclusive para as séries do Disney +, serviço de Streaming da Disney.

As referências são maravilhosas e remetem a filmes das Fases Um, Dois e Três do estúdio

Seja com diálogos retirados dos longas anteriores – como a conversa entre Steve e Bucky antes do Capitão voltar no tempo, com situações já sugeridas anteriormente – como o Capitão erguendo o Mjölnir, ou até mesmo revisitando vários eventos marcantes, o roteiro aquece o coração de qualquer pessoa que já tenha visto ao menos um filme da Marvel.

E mostrar os bastidores da Batalha de Nova York foi um acerto gigantesco.

Tem gente reclamando de conveniência de roteiro na fuga do Homem Formiga do Reino Quântico.

Grandes épicos têm disso.

Nem tudo é perfeito, mas se a Estrela da Morte pôde ser destruída atirando em um buraco gigante desprotegido e as Águias salvaram Frodo e Sam sem afetar a experiência dos filmes, a conveniência de Ultimato é um rato acidentalmente acionando a máquina de novo.

Outro grande acerto é a direção.

Os Irmãos Russo já provaram serem grandes fãs da Marvel ao inserirem várias referências certeiras em seus filmes.

É claro que eles fariam o mesmo no último adeus aos ícones que estamparam camisas, cadernos e lancheiras na última década, e como fizeram bem feito!

Eles souberam usar os cortes a seu favor e, mais uma vez, estruturaram o filme em núcleos para deixar a trama mais dinâmica e fluida.

Eles evoluíram bastante na direção desde sua estreia na Marvel, com Capitão América: O Soldado Invernal - e nos entregaram a cena definitiva de batalha de heróis contra vilões.

Eles tiveram de lidar co centenas de personagens e o fizeram com maestria.

E saber como tratar o fim de várias franquias é uma missão árdua. Mas eles conseguiram.

 Agradaram aos fãs do Homem de Ferro, do Capitão América e deram um baita personagem para James Gunn trabalhar.

Os fãs da Viúva Negra sofrerão muito com seu desfecho neste filme.

A cena de sua morte é bem feita e mostra a relação que ela sempre teve com o Gavião.

É um fim pesado e heroico para a Vingadora, que sempre foi o contraponto mais humano dos Vingadores.

Desde o começo, a personagem vivia um dilema interno sobre quem ela era na verdade, e seu desfecho vai deixar a plateia aos prantos.

Trata-se do momento em que a audiência percebe que todas as cartas estão na mesa e todos os nossos heróis correm perigo real.

É uma das cenas mais impactantes e emotivas de todo o MCU.

Enfim, é um filme que vai levar o fã do riso às lágrimas e já desponta como o maior filme estrelado por super-heróis da história.

Ultimato é uma carta de agradecimento aos fãs por se manterem fiéis nos últimos 11 anos.

E um aviso para o público: vem mais por aí.

O fim de uma Era cinematográfica não poderia vir de forma melhor.

CENA FINAL É UMA HOMENAGEM AO PRIMEIRO VINGADOR

Depois de anos carregando a foto de Peggy Carter no seu bolso, Steve Rogers encontra em Vingadores: Ultimato a oportunidade de viver o romance que nunca pode.

Sabendo que teria que voltar no tempo para devolver todas as Joias do Infinito que ele e os outros heróis tiraram do lugar, o Capitão América decide fazer mais do que apenas evitar a criação de outras linhas temporais.

Ele aproveita a viagem para seguir o conselho de Tony Stark e começar a “viver um pouco”.

Assim, vencido o embate contra Thanos, o último capítulo da Saga do Infinito se encerra com o casal em clima romântico, dançando ao som de jazz, em meados do século XX.

Mas a cena apaixonada não é só o reencontro do herói com o amor da sua vida.

A dança é um símbolo do romance de Rogers e Carter em Capitão América: O Primeiro Vingador.

Quando Steve era apenas um homem magrelo, ele revela à oficial sua insegurança diante das mulheres.

“Elas não gostam de dançar com homens em quem possam pisar”, o soldado conta, enquanto os dois se encaminham para o experimento que mudaria a vida dele por completo.

“Nos últimos anos, não importava mais. Resolvi esperar [...] pela parceira certa”.

Embora o momento tenha encantado Peggy, ela só vai ter sentimentos românticos por Rogers mais para frente, quando ele deixa o comodismo de ser apenas uma atração e se prova um verdadeiro herói.

Em uma festa em que os dois não tiram os olhos um do outro, ela volta a tocar neste assunto.

“Quando tudo isso acabar, acho até que vou dançar”, diz flertando.

Questionada por Bucky sobre o que a está impedindo, ela repete o que ouviu do antigo soldado: “o parceiro certo”.

Neste cenário, quando o romance está tão próximo de ser consolidado, o herói descobre que se sacrificar é a única esperança para salvar Nova York.

"Peggy, precisarei adiar aquela dança", diz segundos antes de afundar o avião e impedir a explosão dos mísseis.

Por isso, as últimas palavras de Steve para a agente Carter no final de O Primeiro Vingador são tão emocionantes: os dois sabiam que esta vontade nunca poderia se tornar realidade.

Relembre a cena:


Esta dança assombrou o Capitão América por muito tempo.

Em Vingadores: Era de Ultron, sob o efeito dos poderes da Feiticeira Escarlate, ele se vê em um baile com Peggy, mas mesmo naquela ocasião ele reconhece que há algo de errado.

Apesar de ela dizer “a guerra acabou, Steve. Podemos ir para casa”, ele sabe que isso não seria possível.

Assim, quando o Capitão América tem a chance de voltar no tempo e reescrever sua própria história, ele não pensa duas vezes.

Vive o amor com a qual sonhou durante tantos anos, constrói uma família e chega no presente envelhecido, disposto a passar seu escudo adiante.

Depois de tantos sacrifícios, Steve Rogers se vê realizado tanto como herói, quanto como um homem comum.

Este é o encerramento perfeito para um personagem cuja trajetória inspirou fãs durante toda a existência do MCU.

Se tem alguém que merece esse final feliz é o Capitão América - o Primeiro Vingador.

O TEMPO DE TELA DE CADA HERÓI

O jornal The Sun cronometrou o tempo de tela de cada personagem de 'Vingadores: Ultimato' e os heróis que mais aparecem são: Capitão América, Homem de Ferro e Thor.

Confira o ranking completo, com o tempo de tela, em minutos, de cada personagem:
Capitão América – 66 minutos
Homem de Ferro – 62 minutos
Thor – 45 minutos
Nebula – 41 minutos
Hulk – 40 minutos
Homem-Formiga – 38 minutos
Gavião Arqueiro – 37 minutos
Rocket – 36 minutos
Máquina de Combate – 35 minutos
Viúva Negra – 33 minutos
Capitã Marvel – 15 minutos
Valquíria – 8 minutos
Groot – 7 minutos
Shuri – 7 minutos
Drax – 7 minutos
Okoye – 6 minutos
Mantis – 6 minutos
Wong – 6 minutos
Loki – 2 minutos

O DESTINO DE CADA HERÓI

1 - Quem morre de fato:
Cena de Vingadores - Ultimato
Homem de Ferro (Tony Stark)

Cena de Vingadores - Ultimato
Viúva Negra (Natasha Romanoff)

Thanos em Vingadores - Guerra Infinita
Thanos, exército e seus capangas

2 - Quem morreu em Vingadores: Guerra Infinita e não voltou à vida:
Visão em Vingadores: Guerra Infinita
Visão

Loki
Loki

3 - Quem se aposentou:
Cena de Vingadores - Ultimato
Capitão América (Steve Rogers) - Ele fica no passado com Peggy Carter e passa escudo de Capitão para Falcão

Gavião Arqueiro em Vingadores: Ultimato
Gavião Arqueiro (Clint Barton)

4 - Quem morreu antes do estalar de dedos de Thanos em Vingadores: Guerra Infinita, mas retorna:
Gamora em guerra infinita
Gamora - A filha de Thanos retorna em uma versão do passado

5 - Quem deixou seu passado para trás:
Cena de Vingadores - Ultimato
Thor - Ele deixa os sobreviventes de Asgard com Valquíria, agora rainha, e se junta aos Guardiões da Galáxia

quinta-feira, 25 de abril de 2019

'VINGADORES: ULTIMATO': PRIMEIROS DEZ ANOS DO MARVEL STUDIOS SÃO FECHADOS DE MANEIRA ÉPICA


SINOPSE:

Após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos.

Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanova (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

CRÍTICA:

Vingadores: Ultimato é a cereja do bolo dos 10 anos de sucesso do Marvel Studios, trazendo uma ótima maneira de vermos como as fantasias de super-heróis representam o nosso medo de lidar com a morte.

Os personagens possuem poderes excepcionais, que a princípio garantiriam uma chance de sobrevivência superior àquela dos seres humanos comuns - mas são ameaçados o tempo inteiro, enfrentando adversários igualmente poderosos.

Assim como no universo dos quadrinhos, também na telona os heróis morrem a todo instante – e também ressuscitam com frequência, graças a magias e novos desenvolvimentos tecnológicos, lidando ao mesmo tempo com a vida eterna – Thor (Chris Hemsworth) tem mais de 1000 anos, por exemplo – e a necessidade de estar pronto para a morte a qualquer instante.

O superpoder dos personagens é o que os torna atraentes, ídolos, mas também alvos privilegiados.

Ultimato começa e termina sob o signo da morte, por retomar a trama vinte e dois dias após o ataque de Thanos (Josh Brolin), que exterminou a metade da população mundial.

Encontramos os protagonistas de luto, sem perspectivas de futuro.

Eles ainda combatem, porém não conseguem aceitar a perda de seus colegas.

Rumo ao final desta longa aventura, outras vidas serão sacrificadas em nome de um bem maior, como se esperaria de um enfrentamento com o temido antagonista.

Por estarmos dentro de uma trama com personagens que manipulam o tempo, navegam em reinos quânticos e detêm joias do infinito previstas para alterar realidades, espera-se que pessoas possam alterar o passado.

De certa maneira, dribla-se a mortalidade - como diria um personagem, “nada é definitivo”.

Ao concluir uma franquia com dezenas de filmes, a Marvel sabia que tinha uma imensa responsabilidade - por se tratar de um projeto caríssimo, que certamente superou os US$ 250 milhões investidos nos títulos anteriores e pela necessidade de fornecer o desfecho de alguns personagens, que existem em planetas e épocas distintas, acenando para o futuro de cada um, atando os amores desfeitos e unindo familiares distantes.

Se os fãs são os mais fáceis de agradar, por ficarem em êxtase diante da presença de seus heróis favoritos, por outro lado, são bastante exigentes no que diz respeito à fidelidade aos quadrinhos, à importância de cada personagem, aos poderes específicos.

Existe uma mitologia a ser desenvolvida e respeitada, e desenvolvê-la constitui uma iniciativa ao mesmo tempo arriscada e prazerosa.

Assim, uma produção deste porte precisa se comunicar tanto com os geeks fervorosos quanto com aqueles que jamais assistiram a um filme da Marvel, precisa cativar os adolescentes e os adultos, além de funcionar como ação, humor, drama, fantasia.

Com todas essas enormes exigências, a possibilidade de riscos fica limitada.

Os diretores Joe Russo e Anthony Russo, além do produtor Kevin Feige, têm ampla noção das exigências, fornecendo um produto muito bem sucedido em suas distintas necessidades.

Não há estripulias narrativas ou grandes transformações na estética consagrada até então.

Mesmo assim, o filme está saturado de humor apropriado para menores de idade, na vertente mais juvenil de Guardiões da Galáxia (inclusive exagerando no que diz respeito ao Thor), além de trazer batalhas bem coreografadas e frenéticas - como nos Vingadores anteriores ou em Capitão América: Guerra Civil - momentos de tragédia e melodrama como convém a um filme de despedidas, além de dezenas de referências às produções anteriores.

Mais do que trazer easter eggs e pontuar a narrativa com fan service, o filme é um fan service, concebido de modo a garantir que os produtores não se esqueceram de nenhum personagem, não abandonaram nenhum filme, nem deixaram pontas soltas na Fase 3 do MCU.

Cada herói tem direito ao seu momento para brilhar e toda cena permite um equilíbrio de tom: piadas aparecem no meio de um funeral, revelações tristes ocorrem em plena batalha, um momento de ação irrompe durante uma tirada cômica.

Embora Ultimato não surpreenda pela proposta de cinema, trazendo música nos lugares esperados e reservando o grande confronto para o clímax, ele surpreende pelo refinamento do produto que oferece.

O resultado é extremamente competente dentro das regras que a Marvel criou para si mesma, trazendo imagens polidas, atuações marcantes (de Robert Downey Jr., em especial), efeitos visuais e sonoros impecáveis, além de uma montagem de tirar o fôlego.

Se o longa honra o patriotismo americano, também se abre à noção de fraternidade internacional; coloca os heróis masculinos no centro da trama, mas inclui um pequeno aceno à liderança feminina; fomenta histórias de amor entre heróis e suas amadas, mas cita com naturalidade um romance gay; privilegia os personagens brancos, porém não esquece de destacar a importância de Don Cheadle, Anthony Mackie e o elenco de Pantera Negra.

Por fim, o resultado deve ser menos lembrado por suas reviravoltas e suas lutas – que, vistas separadamente, não diferem tanto de cenas equivalentes dos filmes anteriores – do que pelo culto criado em torno das marcas Vingadores e Marvel.

A Disney conseguiu criar um fenômeno cultural, uma produção “inevitável”, como Thanos gosta de descrever a si mesmo. C

om certa regularidade, a empresa apresenta filmes que precisam ser vistas dentro do cinema, preferencialmente em salas IMAX – algo importante para o faturamento recorde -, porque depois todos os colegas já terão visto, os spoilers estragarão o prazer e qualquer pessoa que ainda não tiver descoberto os rumos dos super-heróis se sentirá ultrapassada.

Os estúdios criaram uma moda, um produto de consumo, além de um prazer cinematográfico.

Vingadores: Ultimato não é apenas a conclusão de dezenas de filmes, mas também o veículo de sustentação de uma marca poderosa, despertando um senso de necessidade no espectador que raramente ocorre com outros filmes.

Esse traz aquilo que se espera dele – o confronto dos heróis com Thanos, a inclusão de Capitã Marvel (Brie Larson) no confronto, a recuperação das joias do infinito, o retorno de alguns personagens.

Os Vingadores converteram seu público em “seguidores”.

Justamente por isso, ninguém aqui quer ouvir falar de spoilers: e este blog vai fechar a boca até a próxima semana, ok?

Por sinal, depois do reiterado pedido dos diretores, foi a vez do elenco pedir que spoilers não sejam revelados;

Veja:



Dentro da sessão de imprensa, que costuma ser menos emotiva do que as exibições ao público, os jovens jornalistas choravam, riam, comemoravam, gritavam “É isso aí!”, “Agora sim!”.

No final, um acontecimento inédito: dezenas de críticos corriam para comprar baldes do Thanos e cartazes em miniatura do filme, sacando seus cartões de crédito no instante em que saíam sala e se depararam com os brindes.

Estes jornalistas também se transformam em consumidores, colecionadores da marca preciosa da cultura contemporânea.

Eles são os verdadeiros enfeitiçados - o encantamento opera do outro lado da tela.

Este é o aspecto mais curioso do filme: sua inserção social, seu impacto extra-filme.

Ultimato fascina sobretudo enquanto objeto de adoração e encerra, com toda honra e toda glória os primeiros 10 anos de sucesso do Marvel Studios.

Com a adição dos personagens que pertenciam à Fox - como os altamente populares e rentáveis X-Men - o Universo Cinematográfico da Marvel não terá mais limites - nem o céu, nem o universo, já conquistados com Ultimato.

FOTOS:
















TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
VINGADORES - ULTIMATO
Título Original:
AVENGERS: ENDGAME
Gênero:
Ação
Direção:
Anthony Russo, Joe Russo
Elenco:
Brie Larson, Chadwick Boseman, Chris Evans, Chris Hemsworth, Dave Bautista, Don Cheadle, Evangeline Lilly, Floyd Anthony Johns Jr., Gwyneth Paltrow, Hiroyuki Sanada, Jeremy Renner, Jon Favreau, Josh Brolin, Karen Gillan, Mark Ruffalo, Paul Rudd, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Terry Notary, Ty Simpkins
Roteiro:
Christopher Markus, Jack Kirby, Jim Starlin, Stephen McFeely
Produção:
Kevin Feige, Mitchell Bell
Fotografia:
Trent Opaloch
Trilha Sonora:
Alan Silvestri
Estúdio:
Marvel Studios
Distribuidora:
Disney
Ano de Produção:
2019
Duração:
181 min.
Estréia (Brasil):
25/04/2019
Classificação Indicativa:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU: