terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DANIEL CRAIG FALA SOBRE O NOVO 007, "SKYFALL" " TINTIM" E 'MILLENNIUM"

Daniel Craig pode relaxar: interpretar James Bond não arruinou sua carreira.

Seu segredo é a flexibilidade. 
Dê ao ator de 43 anos uma arma, uma garota e um martini, e ele se transforma em um 007 sen-sa-cio-nal. 
Mas basta tirá-los e ele se torna um homem comum igualmente convincente.

Estas últimas características foram exigidas em  “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, que estreou na última sexta no Brasil e onde Craig interpreta Mikael Blomkvist, um jornalista sueco envolvido na caçada de um assassino em série. 
Suas habilidades investigativas, e não seus músculos, são a chave para seu sucesso.

“Eu usaria alegremente a palavra ‘cara comum’ para descrever Blomkvist, mas ele não é exatamente comum”, diz Craig, falando por telefone de Londres à jornalista Nancy Mills , da Hollywood Watch.
 “Eu o vi como um jornalista que provavelmente passa tempo demais diante das câmeras dando sua opinião sobre as coisas. No início do filme, seu ego é a sua ruína.”
Divulgação
Daniel Craig em cena de “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, de David Fincher 



Baseado no best-seller internacional de Stieg Larsson, em "Milleniun"  a atriz Rooney Mara interpreta Lisbeth Salander, a hacker socialmente problemática mas altamente eficaz, que se torna parceira de Blomkvist em sua investigação.
Pelo papel, Mara foi indicada ao Oscar, o que não aconteceu com Craig, apesar de o ator ter nesse filme o seu melhor desempenho nas telonas, disparado.

“Eu gostei de Blomkvist por causa de seu idealismo, sua honestidade, seu amor pelas mulheres, sua crença no combate à injustiça e seu relacionamento com Salander”, diz Craig
“Ele é complexo o suficiente para torná-lo interessante.”

Blomkvist é o anti-James Bond?

“Talvez”, diz Craig após pensar um instante. 
“Não foi uma escolha deliberada de minha parte torná-lo assim.”

“Ele é um homem muito seguro de si. Não é um sujeito que sai por aí batendo no peito. Ele não finge ser algo que não é.”

“Eu gostei da ideia de que a certa altura ele precisa ser salvo por uma mulher jovem. Eu espero que o público esqueça a comparação [com Bond] quando eu estiver pendurado no teto.”

No meio de sua investigação, Blomkvist se associa a Salander, e é o relacionamento deles que move a história.


O diretor David Fincher não tinha dúvidas de que Craig era o ator certo para interpretar Blomkvist.

“Eu precisava de alguém que fosse extremamente viril e também bastante modesto”, disse o diretor em entrevista. 
“Nós encontramos Mikael em um momento de sua vida em que ele levou um duro chute no estômago. Ele precisava ser alguém sem um pingo de autojustificação e defensividade.”

“Mikael é um jornalista pós-Watergate”, prossegue Fincher. 
“Ele é inspirado pela ideia do homem pequeno fazendo a diferença. Apesar de levar a sério o que faz, ele também cometeu um erro crasso.”

Quando o filme começa, Blomkvist está saindo de um tribunal, após ter sido condenado em um processo por difamação. 
Precisando de dinheiro, ele aceita o trabalho de escrever a biografia de um magnata dos negócios aposentado - Christopher Plummer - mas seu verdadeiro trabalho é descobrir o que aconteceu com a sobrinha do magnata, que desapareceu décadas atrás.

“Eu precisava que uma garota se apaixonasse por Blomkvist por vários motivos diferentes. Os mais importantes são por ele ser um bom ouvinte, por estar sempre presente, não ser um sujeito narcisista, com a mente sempre em outro lugar.

“Como conheço Daniel socialmente, eu sabia que ele era encantador e atencioso. Eu também sabia que ele tinha uma presença formidável na tela.”

Montagem: Cláudio Nóvoa  - Fotos: Divulgação

Montagem/UOL
Daniel Craig, em cena dos filmes "007 - Skyfall", "As Aventuras de Tintim" e "Cowboys & Aliens"
O ano de 2011 foi marcante na carreira de Daniel Craig: além de “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, ele foi visto emCowboys & Aliens,A Casa dos Sonhos e emprestou sua voz ao vilão Sacarine, do primeiro desenho animado de Steven Spielberg - “As Aventuras de Tintim.

“Eu interpreto um pirata e um bandido”, ele diz.
 
Craig está atualmente no meio das filmagens de seu terceiro 007, “Skyfall”, que ele diz ser “tão 007 quanto é possível”.

“Nós não estamos buscando algo profundo e significativo. Não é um grande estudo de personagem. Ele vai começar da forma como os filmes de Bond sempre começam e vai terminar da forma como sempre terminam, com tudo o que há entre isso.”

Depois disso ele poderá voltar como Blomkvist em “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” - histórias que deram continuidade à trama de "Os Homens que não Amavam as Mulheres".

“Ele não aparece muito no segundo livro”, diz Craig, “de modo que talvez seja um trabalho mais fácil”. 

SUNDANCE FILM FESTIVAL 2012: CONFIRA TODOS OS GANHADORES

 Principal festival de cinema independente do mundo, o Sundance Film Festival divulgou a lista dos vencedores de sua 64ª edição. 
No total, foram exibidos 120 filmes - 58 na mostra competitiva.

"Beasts of the Southerm Wild", do diretor Benh Zeitlin foi o grande vencedor. 

Divulgação
Cena de "Beasts of the Southerm Wild", de Benh Zeitlin

A história de uma menina de seis anos que mora sozinha com o pai, doente terminal, em uma pequena cidade do interior dos EUA comoveu a bancada e lhe rendeu o Grande Prêmio do Júri na categoria ficção.

Na categoria documentário, o prêmio do júri foi para "The House I Live In", do diretor Eugene Jarecki, que já recebeu um prêmio em Sundance 2005
O filme aborda um tema delicado, o racismo existente na luta do governo americano contra as drogas.

A escolha do público presente na mostra foi bem diferente e premiou "The Surrogate" - de Bem Lewin, na categoria ficção -  e "The Invisible War" de Kirby Dick, na categoria documentário.

O longa  "A Cadeira do Pai", estrelado por Wagner Moura, era o único representante brasileiroo na disputa, mas não levou nenhum prêmio.

O grande homenageado da noite foi o produtor Bingham Ray,  um dos grandes incentivadores do cinema independe e que morreu na segunda (22), 
aos 57 anos, vítima de um derrame .

Confira a lista dos premiados na edição de 2012:

Grande Prêmio do Júri 
Melhor Longa de Ficção/Drama - Beasts of the Southern Wild, de Benh Zeitlin
Melhor Documentário - The House I Live In, de Eugene Jarecki
Melhor Filme Estrangeiro Ficção/Drama - Violeta se fue a los cielos, de Andrés Wood (Chile)
Melhor Documentário Estrangeiro - The Law in These Parts (Shilton Ha Chok), de Ra'anan Alexandrowicz (Israel)

Prêmio do Público 
Melhor Longa de Ficção/Drama – The Surrogate, de Ben Lewin
Melhor Documentário - The Invisible War, de Kirby Dick
Melhor Filme Estrangeiro Ficção/Drama - Valley of Saints (Índia)
Melhor Documentário Estrangeiro - Searching for Sugar Man (Suécia)

The Best of NEXT 
Prêmio do Público - Sleepwalk With Me, de Mike Birbiglia

Diretores
Melhor Diretor (Ficção/Drama) - Ava DuVernay por Middle of Nowhere
Melhor Diretor (Documentário) - Lauren Greenfield por The Queen of Versailles
Melhor Diretor Estrangeiro (Ficção/Drama) - Mads Matthiesen por Tedy Bear
Melhor Diretor Estrangeiro (Documentário) - Emad Burnat por 5 Broken Cameras (Palestina)

Prêmio Waldo Salt de Roteiro
Melhor Roteiro - Safety Not Guarenteed
Melhor Roteiro Estrangeiro - Young & Wild (Chile)

Montagem
Melhor Montagem (Documentário) - Detropia
Melhor Montagem em Filme Estrangeiro - Indie Game: The Movie

Fotografia
Melhor Fotografia (Ficção/Drama) - Beasts of the Southern Wild
Melhor Fotografia (Documentário) - Chasing Ice
Melhor Fotografia em Filme Estrangeiro - My Brother the Devil (Reino Unido)
Melhor Fotografia em Documentário Estrangeiro - Putin's Kiss (Dinamarca)

Prêmio Especial do Júri
Prêmio Grace Under Pressure (Documentário) – Love Free or Die, de Macky Alston
Prêmio Spirit of Defiance (Documentário) - Ai Weiwei: Never Sorry, de Alison Klayman
Prêmio Artistic Vision – Can, de Rasit Celikezer (Turquia)
Prêmio Celebration of the Artistic Spirit (Documentário Estrangeiro) - Searching for Sugar Man, de Malik Bendjelloul (Suécia)

OSCAR 2012: CONFIRA IMAGENS DA EDIÇÃO ESPECIAL DE 'VANITY FAIR': THE HOLLYWOOD PORTRAIT 2012

"Vanity Fair" foi e sempre será o melhor sinônimo de glamour, em se tratando de mídia americana.
Vanity Fair - Divulgação
Reprodução
A capa da edição especial de "Vanity Fair"
A revista enviou para o BLOG DE KLAU agora a pouco a capa e o recheio de sua edição anual de Hollywood, que terá as "novas estrelas 2012" - entre as escolhidas pelo impacto que tiveram em filmes recentes estão as indicadas ao Oscar Rooney Mara e Jessica Chastain.
 by Brigitte Lacombe for the January 2010 
Meryl Streep, nomeada a Melhor Atri  por "A Dama de Ferro" 
Recebi também os links para imagens individuais dos  astros e estrelas nomeados ao Oscar 2012.
by Peggy Sirota for the December 2005
Michelle Williams, nomeada a Melhor Atriz por "Sete Dias com Marilyn"

STEVE  Granitz-WireImage  
file
Bérénice Bejo, nomeada para melhor atriz coadjuvante por  "O Artista" 
"Estamos procurando atrizes que estejam fazendo um excelente trabalho nas telas. E se elas são jovens e bonitas, bom, isso também não machuca", disse a editora de reportagem da "Vanity Fair", Jane Sarkin
no e-mail que acompanhou as fotos. 

Patrick Demarchelier
Jessica Chastain, nomeada para melhor atriz coadjuvante, por  "Histórias Cruzadas" 

A maioria das mulheres estão na casa dos 20 anos - a mais velha é Paula Patton, com 36 anos.
STEVE GRANITZ/WIREIMAGE
Janet McTeer, nomeada a Melhor Atriz Coadjuvante, por "Albert Nobbs"

As 11 estrelas escolhidas junto com Mara - de "Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" - e Chastain - "Histórias Cruzadas" - para a prestigiosa matéria de três páginas incluem Jennifer Lawrence -  indicada para melhor atriz no Oscar do ano passado, e Mia Wasikowska - de "Albert Nobbs".
STEVE GRANITZ/WIREIMAGE
Melissa McCarthy, nomeada a Meljhor Atriz Cpadjuvante por "Missão Madrinha de Casamento"

JASON LAVERIS/FILMMAGIC
 
Demián Bichir, nomeado a Melhor Ator por "Uma Vida Melhor" 
Junto às estrelas já citadas, estão na capa a atriz Elizabeth Olsen -  de "Martha Marcy May Marlene" -, Shailene Woodley - estrela revelação de "Os Descendentes" -, Paula Patton - de "Missão Impossível: O Protocolo Fantasma" - Lily Collins - de "Sem Saída" -, Adepero Oduye - de "Pariah" -, o escritor-ator Brit Marling e Felicity Jones -  de "Like Crazy".
FRAZER HARRISON/GETTY IMAGE
Octavia Spencer, nomeada a Melhor Atriz Coadjuvante por "Histórias Cruzadas"
by Annie Leibovitz for the February 2012 Styled by Jessica Diehl
George Clooney, nomeado a Melhor Ator por "Os Descendentes"
O ensaio  é caprichadíssimo, em estilo art-déco, com as estrelas  usando vestidos em tons pastéis com plumas e peles -  inspirados na era do Jazz dos anos 1920 e 1930 - e foi feito pelo famoso fotógrafo Mario Testino.
by Annie Leibovitz for the April 2009  Styled by Jessica Diehl 
O (esquerda), nomeado a Melhor Ator Coadjuvante, por "O Homem que Mudou o Jopo"
BY STEPHEN LOVEKIN/GETTY IMAGES
Max von Sydow, nomeado a Melhor Ator Coadjuvante por "Tão Forte e Tão Perto"
BY JASON LAVERIS/FILMMAGIC
Gary Oldman, nomeado a Melhor Ator por "O Espião que Sabia Demais"
STUART WILSON/GETTY IMAGES
Kenneth Branagh, nomeado a Melhor Ator Coadjuvante por "Sete Dias com Marylin"
by Mark Seliger for the March 2004  
Christopher Plummer, nomeado a Melhor Ator Coadjuvante por "Toda Forma de Amor"
BY PASCAL LE SEGRETAIN/GETTY IMAGES 
Jean Dujardin, nomeado a Melhor Ator por "O Artista"


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A SEMANA ILUSTRADA


A ovação do Kassab, Dilma em Cuba, o novo elenco são paulino, Val Marchiori, touro gay, testemunhas de jeová e muito mais!

Confira:
















NOVO LIVRO DESNUDA O RELACIONAMENTO MUITO ESPECIAL E ATÉ AGORA OBSCURO ENTRE MARILYN MONROE E FRANK SINATRA

Em "A Vida Secreta de Marilyn Monroe", escrito pelo biógrafo de celebridades J. Randy Taraborrelli, a história da Diva é contada não somente sob a luz dos holofotes e dos escândalos amorosos, mas agrupa acontecimentos dramáticos, como a esquizofrenia de sua mãe e o próprio declínio mental de Marilyn durante o processo.

Segundo o autor, suas fontes de referência e consulta foram historiadores, chamados de "verdadeiros especialistas": atores, atrizes e até mesmo agentes do serviço secreto americano.

Arquivos do Klau - Bert Stern
Foto de Marilyn Monroe, de Bert Stern, vai integrar exposição em museu no Rio
Uma das fotos que Bert Stern clicou da diva, no Hotel Bel Air em L.A, em julho de 1963, dois anos antes da morte de Marilyn

Biógrafo de personalidades como Michael Jackson, Madonna, Grace Kelly, Diana Ross, Elizabeth Taylor e Frank Sinatra, Taraborrelli também consultou notas e matérias da década de 1950 para construir um relato preciso e muito esclarecedor sobre uma das mulheres mais comentadas do século 20.

Um deles é sobre a convivência entre Marilyn e Frank Sinatra.

Misto de profunda amizade, amor e alta temperatura sexual -  até hoje muito pouco citada -, nesse livro  vemos uma atriz que se esforçava em chamar a atenção de um homem que havia acabado de perder a mulher que mais amou na vida - outra Diva de Hollywood, Ava Gardner - mas percebemos também um artista completo - um ator e cantor  excepcional que tentava lidar com a impotência sexual dividindo o mesmo teto com um dos símbolos sexuais de Hollywood.

Arquivos do Klau - Bert Stern
Marilyn Monroe é fotografada dois meses antes da morte, em 1962
Outra das magníficas fotos de Bert Stern

Aqui ficamos sabendo que Marilyn, que tinha o costume de andar nua no apartamento que dividia com Frank, perdeu aos poucos o hábito, influenciada pelo próprio cantor.

Confira o trecho:

"Quando passaram a morar juntos, Frank e Marilyn admitiram que ainda eram apaixonados pelos ex-parceiros. 
Portanto, por um tempo, não houve nenhuma ligação sexual entre eles. 
Apenas dividiam uma vasta solidão comum aos dois. 
Frank não estava interessado em nada além disso, embora fosse difícil para os amigos dele entenderem que, mesmo tendo no apartamento uma das estrelas do cinema mais assediadas, não havia nada entre eles.

O que se conta é que Marilyn havia adquirido o hábito de não se vestir quando estava em casa. 
Todos que a conheciam bem sabiam dessa mania.
 Sempre dizia que preferia ficar nua; amigos e criados estavam acostumados a vê-la au naturel. 
Quando se hospedou com Frank nessa época, Marilyn não alterou seus hábitos. 
Certa manhã, de acordo com um amigo de Sinatra, ele acordou, foi para a cozinha vestindo apenas um short, e encontrou Marilyn parada diante do refrigerador aberto, com o dedo mínimo na boca, tentando decidir se bebia suco de laranja ou de grapefruit. 
Estava nua. 
"Oh, Frankie", teria dito, provavelmente fingindo constrangimento. 
"Não sabia que você acordava tão cedo."

"Esse foi o fim de tudo que havia de platônico entre eles", relatou Jimmy Whiting. 
"Ele me contou que fez sexo com ela ali mesmo, na cozinha, contra a porta do refrigerador. 
'Homem', ele comentou, 'nunca havia feito sexo daquele jeito. É uma mulher fantástica'.

Na verdade, Frank enfrentava problemas de impotência naquele tempo. Muita bebida. O álcool estava arruinando sua vida sexual. Estava ficando velho demais para beber daquela maneira e ainda esperar uma boa performance na cama. E estava frustrado com isso, porque uma coisa de que Frank sempre se orgulhara era da habilidade de satisfazer uma mulher."

Assim, conforme o livro, Marilyn curou Sinatra de sua impotência - pelo menos por um tempo.

Ela disse que não se importava com o tempo necessário para isso; estava decidida a se divertir na cama com ele, já que os dois eram sexualmente inovadores.

Arquivos do Klau - Bert Stein
Diva Marilyn Monroe exibe os seios em imagem feita pelo fotógrafo Bert Stern em 1962
Outra das fotos do ensaio de Stein, mostra a Diva com os seios nus

De acordo com amigos de Sinatra, ele e Marilyn transavam selvagemente, à noite, no telhado do Sands Hotel, em Las Vegas - um memorando datado de 30 de maio de 1959 e assinado por Jack Entratter, gerente geral do hotel, para a equipe de segurança confirma essa história.
"Permissão integral ao senhor Frank Sinatra para ir ao telhado do Sands Hotel nas 24 horas do dia. O senhor Sinatra se compromete a ser discreto ao entreter qualquer outro hóspede nesse local. Obrigado".

Sen-sa-cio-nal!

"O que ouvi no escritório foi que Marilyn e Frank tiveram uma discussão quando ela, bêbada, confessou que, enquanto tentava curá-lo da impotência, frequentemente 'fingia', não tendo obtido ela mesma satisfação sexual", lembrou Wesley Miller da Wright, Wright, Green and Wright.
"Frank ficou muito aborrecido com a revelação e, aparentemente, disse: 'Jesus, se não posso satisfazê-la, então que diabos estou fazendo com ela? Por que ela tinha de me dizer isso? Precisava saber? Inferno, não, não precisava'."

Frank considerou a confissão de Marilyn uma afronta à sua masculinidade, mas outros que a conheciam bem afirmavam que ela raras vezes sentia prazer durante as relações sexuais, e que o problema era consequência dos inúmeros problemas psicológicos.

Arquivos do Klau
A Diva e o ídolo: amizade e romance finalmente desvendado

Apesar de todos os problemas que tinha com ela, Frank sempre achara Marilyn inteligente, espirituosa, sexy e excitante.
"Frank dizia que Marilyn era como um meteoro", observou a atriz Esther Williams, "e era impossível não ficar fascinado com sua jornada. Sabia-se que ela ia se chocar e se queimar, mas não se sabia como. Mas era certo que a jornada seria cintilante e incrível. A única razão que impedia Frank Sinatra de assumir um relacionamento mais sério com Marilyn, declarou, era o sofrimento que ainda experimentava com a perda de Ava. Era cedo demais. Além disso, nunca mais se envolveria com outra atriz. Prometera a si mesmo."

Mesmo se entendendo muito bem, Frank e Marilyn discutiam de vez em quando.

Uma vez, ela apareceu distraída e nua em um jogo de pôquer de Frank com os amigos, algo que o enfureceu.
"Leve esse traseiro gordo de volta para o quarto", explodiu, mas não conseguia ficar zangado com ela por muito tempo.

De fato amava Marilyn - embora não estivesse apaixonado por ela - e entendia suas fraquezas.
Era frágil e delicada, características que Frank não apreciava em uma mulher.

Jamais permitiria a nenhuma de suas mulheres o luxo da vulnerabilidade, mas, com Marilyn, era diferente, era especial.

Depois daquele jogo de pôquer, quando os amigos foram embora, Sinatra voltou para o quarto dela e, segundo recordações de Marilyn, "beijou-me no rosto, e fez que me sentisse muito especial. Daquele dia em diante, sempre me vesti para ele, mesmo que não houvesse mais ninguém em casa".

Livro gostosíssimo, de se ler de um fôlego só - o meu eu li em 3 dias!

"A Vida Secreta de Marilyn Monroe"
Título Original: The Secret Life of Marilyn Monroe
Autor: J. Randy Taraborrelli
Editora: Planeta
Edição: 1
Ano: 2010
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 464 páginas
Quanto: R$ 39,90
Onde Comprar: Livraria da Folha
Cotação do Klau:

LIVRO COM IMAGENS DOS BASTIDORES DE "OS DESAJUSTADOS" (1961) - COM MARILYN MONROE, MONTGOMERY CLIFT E CLARK GABLE - É QUASE TÃO BOM QUANTO O FILME

Três grandes estrelas de Hollywood - Marilyn Monroe, Clark Gable e Montgomery Clift -, um diretor não menos famoso, John Huston, e a agência de fotografia Magnum.

Todos eles estavam reunidos na filmagem de "Os Desajustados/The Misfits" (1961), e esse resultado pode ser visto agora em um livro com 200 belíssimas imagens.

Henri Cartier-Bresson, Eve Arnold, Bruce Davidson, Elliott Erwitt, Ernst Haas, Cornell Capa, Inge Morath, Erich Hartmann e Dennis Stock foram os responsáveis pela cobertura fotográfica de uma filmagem cheia de problemas, tanto dos cenários escolhidos por Huston quanto das circunstâncias pessoais de seus intérpretes.

Arquivos do Klau
Montgomery Clift - de camisa clara - Marilyn Monroe e Clark Gable, no set de "Os Desajustados"

A situação difícil fica clara nas imagens reunidas de "The Misfits. Story of a Shoot", que pode ser comprado no site da Amazon.

O livro resume em 200 imagens o esgotamento de Marilyn Monroe, a crise com o então marido Arthur Miller - roteirista do filme -, a fragilidade física de Clark Gable e a inevitável decadência de Monty Clift.

Fotografias em preto e branco capazes de expressar o abalo de atores que transferiram para seus personagens todo o peso existencial que os afligia na época da rodagem, acompanhadas de textos do diretor da Filmoteca Francesa e ex-diretor da revista
 "Cahiers du Cinema", Serge Toubiana, recheiam a obra.

Também está no livro uma entrevista com Arthur Miller, que conta como decidiu escrever o roteiro depois que sua mulher sofreu um aborto em 1957 - que a impediria de ficar grávida novamente - e para que pudesse mostrar aos chefes dos grandes estúdios seu talento para os personagens mais dramáticos.

Arquivos do Klau - Bruce Davidson
Marilyn, nos bastidores de "Os Desajustados" ao lado do marido, Arthur Miller, também estão no livro

Embora o papel de Roslyn, a jovem divorciada que se transforma em objeto de desejo de todos os personagens masculinos da história, demonstrou o talento de Marilyn, as filmagens serviram para evidenciar a enorme distância que o casal vivia na época - uma foto de Bruce Davidson  - acima - mostra a atriz sentada, enquanto retocam seu penteado, e ao seu lado um Arthur Miller com olhar vazio, ausente, totalmente alienado do que ocorre ao seu redor.

Imagens que demonstram a separação do casamento, e outras que escancaram a fragilidade da atriz, como a que mostra uma Marilyn exausta, dormindo em uma cama improvisada, ao sol, no meio da filmagem, e a que a exibe, concentrada e sozinha, no deserto, preparando-se para o papel.

A Diva é, sem dúvida, a protagonista do livro - assim como foi no filme, onde viveu um espírito rebelde, como lembrou a fotógrafa Inge Morath:
"Era claramente visível que Marilyn estava causando problemas. Sempre chegava tarde, o que não era divertido para os demais, e o filme estava atrasando muito. Mas quando chegava, todos ficavam encantados de vê-la!".

"Tomava remédios para dormir e para despertar de manhã... Parecia estar desnorteada na metade do tempo. Mas quando era ela mesma, podia ser maravilhosamente competente. Não estava atuando, não simulava as emoções, era algo real" - relata John Huston em sua biografia.

Apenas 19 meses depois, Marilyn morreu em circunstâncias não esclarecidas até hoje.
Não teve tempo para finalizar o filme seguinte - tinha filmado poucas cenas - e é por isso que "Os Desajustados" entrou para sua filmografia como sua última obra completa.

Foi também o último filme da vasta filmografia de Clark Gable - que sofreu um infarto e morreu dez dias após o fim das filmagens, em 16 de novembro de 1961.

A rodagem foi fisicamente muito dura para o veterano ator e uma das maiores lendas de Hollywood, como mostram algumas das fotos do livro.

Embora teve momentos tranquilos com Marilyn, seu cansaço vital se refletia em fotos como a tirada por Eve Arnold, com um primeiro plano de um Gable exausto com seu cavalo ao fundo.

Montgomery Clift também não ficou livre dos problemas: o terceiro protagonista do filme teve sua participação a perigo já que a companhia de seguros não queria incluí-lo na filmagem.

No entanto, Huston conseguiu que fosse aceito e, mesmo tendo problemas com bebidas e drogas, sua parte se desenvolveu em uma "anormal normalidade"- o diretor relatou em sua biografia.

Apesar de ser aparentemente o mais frágil, Clift sobreviveu mais que seus dois companheiros, embora não por muito tempo, já que morreu em julho de 1966 - cinco anos depois.

Uma filmagem árdua, que foi realizada no deserto de Nevada, sob condições bastante incomuns para três estrelas que marcaram uma época e que respondiam com bastante exatidão ao título do longa, porque poucas vezes o título de um filme refletiu também não só a história narrada, mas inclusive os atores que a interpretaram.

"The Misfits" - o título original - é, literalmente, "Os Desajustados".

Reprodução
"The Misfits. Story of a Shoot"
Imagens por: Henri Cartier-Bresson, Eve Arnold, Bruce Davidson, Elliott Erwitt, Ernst Haas, Cornell Capa, Inge Morath, Erich Hartmann e Dennis Stock
Idioma: inglês
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2000
Número de páginas: 192
Quanto: US$ 39,99
Onde Comprar: Amazon
Cotação do Klau:

*****

Na Livraria da Folha,  duas caixas com o melhor da filmografia de Marilyn Monroe serão lançadas em 23 de fevereiro, mas já estão em pré venda.

Em  "Marilyn Monroe - Coleção Diamante - Volume 1", os filmes selecionados são:
"Nuca Fui Santa/Bus Stop" (1956)
 "Torrentes De Paixão/Niagara" (1953)
"Os Homens Preferem As Loiras/Gentlemen Prefer Blondes" (1953)
"Quanto Mais Quente Melhor"Some Like it Hot" (1959)
"O Rio Das Almas Perdidas/River of No Return" (1954)
"Almas Desesperadas/Don't Broker to Knork" (1952), além do documentário


Já em   "Marilyn Monroe - Coleção Diamante - Volume 1", os filmes selecionados -  e que acompanham "Os Desajustados/The Misfits" (1961) na caixa - são:
"Como Agarrar Um Milionário/How to Marry a Millionaire" (1953)
"O Mundo Da Fantasia/There's no Business, Like Show Business (1954)
"O Pecado Mora Ao Lado/The Seven Year Itch" (1955)
"O Inventor Da Mocidade/Monkey Business" (1952)
"Adorável Pecadora/Let's Make Love" (1960)

Cada box está em pré venda no site da Livraria da Folha por R$ 89,80 cada.