sábado, 29 de janeiro de 2011

DOCUMENTÁRIO SOBRE A MUDANÇA DE SEXO DA FILHA DE CHER E AYRTON SENNA SÃO DESTAQUES EM SUNDANCE


A violência contra manifestantes iranianos, a forma como grandes empresas infiltram o sistema de justiça dos EUA, um retrato do piloto Ayrton Senna - todos esses são temas de documentários que estão conquistando fãs em Sundance 2011.

Mais de duas dúzias de filmes de não ficção estão sendo exibidos nesta semana no Festival Sundance de Cinema, em Park City, Utah.

O ator, ativista e promotor de Sundance, Robert Redford, está ajudando a fazer do festival um lugar crucial para documentaristas de todo o mundo.

Quatro dos documentários indicados ao Oscar nesta semana -- "Gasland", "Restrepo", "Lixo Extraordinário" e "Exit Through the Gift Shop" -- fizeram suas estreias em Sundance 2010, e, quando Oprah Winfrey anunciou seu novo clube de documentários de sua rede de TV OWN, escolheu o festival Sundance deste ano para fazê-lo.

Com influências tão poderosas, o fato é que, quando um documentário é exibido em Sundance, as pessoas notam.

Alguns dos filmes de não ficção deste ano são movidos pela fama de seus temas: é o caso de "Troubadours" - sobre os cantores Carole King e James Taylor -, e "Becoming Chaz" - que mostra como a filha da Diva, atriz e cantora Cher mudou de sexo -, e "Reagan" - que examina as contradições do ex-presidente americano, pouco antes do centenário de seu nascimento, 6 de fevereiro.

Divulgação

Documentário ''Becoming Chaz'' acompanha a mudança de sexo de Chaz Bono, filha da atriz e cantora Cher

Documentário ''Becoming Chaz'' acompanha a mudança de sexo de Chaz Bono, filha da atriz e cantora Cher

Outros filmes, como "The Greatest Movie Ever Sold", de Morgan Spurlock, e "Project Nim", do premiado com o Oscar James Marsh, atraíram plateias devido à notoriedade de seus diretores, mas houve alguns que ganharam fãs à maneira antiga: comovendo corações e mentes e expondo injustiças.

"Senna" levou seis anos para ser feito e foi condensado a partir de 5.000 horas de imagens iniciais - o filme eletrizou a plateia com seu retrato trágico e inspirador da famosa batalha do piloto brasileiro de Fórmula 1 contra seu eterno inimigo, o francês Alain Prost.

O filme oferece ao espectador uma visão eletrizante do que o três vezes campeão mundial, considerado por muitos o maior piloto de F1 que já existiu, enxergava na pista, e como o carismático esportista inspirou os brasileiros durante tempos econômicos difíceis - há planos para lançamento do documentário em partes da Europa e Ásia.

"The Green Wave", o relato mais direto já feito do levante iraniano que se seguiu à eleição presidencial de 2009, integra imagens reais de manifestantes com visualizações animadas de depoimentos de blogueiros sobre como foram brutalmente presos e espancados.

O filme oferece imagens animadas abstratas que acompanham depoimentos sobre medo e em alguns casos tortura, incluindo o relato de um jovem de 21 anos sobre como foi enfiado em uma cela lotada cujos integrantes foram todos espancados, vários deles até a morte.

"The Last Mountain", sobre os efeitos devastadoras da extração de carvão em montanhas, foi elogiado por ambientalistas. "The Redemption of General Butt Naked", sobre um brutal senhor de guerra liberiano que se tornou evangélico, destaca um personagem fascinante.

Mais detalhes sobre os documentários podem ser encontrados no site oficial do evento, em inglês.

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Reportagem de Christine Kearney

Redação final: Cláudio Nóvoa

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FESTIVAL DE SUNDANCE LANÇA OLHAR SOBRE VIDAS SECRETAS NO IRAQUE E NO IRÃ


Um relato fictício sobre o filho egomaníaco de Saddam Hussein e um filme sobre duas adolescentes iranianas fazendo experimentos com sua sexualidade estão entre os vários filmes estrangeiros que estão conquistando a plateia de Sundance.

O Festival Sundance de Cinema ainda é conhecido principalmente por seus longas e documentários americanos, mas vem aumentando constantemente sua ênfase sobre filmes estrangeiros, tendo chegado a lançar uma competição de cinema mundial seis anos atrás para elevar o perfil de diretores de outros países.

FOTOS DO FESTIVAL

Os filmes estrangeiros deste ano, além dos trabalhos de diretores americanos que ambientam seus filmes em terras estrangeiras, são de países como Espanha, França, Itália, Canadá, México, Japão, Bélgica e muitos outros. Mas dois filmes especialmente vêm suscitando interesse, um sobre o Iraque e o outro ambientado no Irã.


O DEMÔNIO NO IRAQUE

"The Devil's Double" (Sósia do Diabo) vem atraindo elogios da crítica. É um drama de ação fascinante, uma versão fictícia da história verídica de um tenente do Exército iraquiano que tornou-se sósia do notório filho mais velho de Saddam Hussein, Uday Hussein.

Ambientado no final dos anos 1980, o filme começa com imagens do Iraque não devastado pela guerra e mostra Latif Yahia sendo chamado para ser o sósia, ou "fiday", de Uday Hussein. Ele é forçado a passar por cirurgia plástica e a abandonar sua vida antiga.

Fotos: Divulgação

Dominic Cooper e Ludivine Sagnier contracenam em "The Devils's Double"

Yahia passa a acompanhar Hussein por toda parte e descobre que o instável filho mais velho de Saddam consome cocaína e álcool constantemente, faz farras em boates e, arrogante, faz sexo com qualquer mulher que escolher, incluindo colegiais e uma noiva no dia do casamento dela. Em muitos casos, ele as estupra - protegido por um exército de guarda-costas.

"A realidade foi muito mais cruel do que qualquer coisa que pudéssemos mostrar", contou o diretor neozelandês Lee Tamahori, que ficou conhecido por "O Amor e a Fúria" (1994) antes de começar a fazer filmes para Hollywood - entre eles "007 - Um Novo Dia para Morrer" (2002) - falando ao público na noite de estreia.

DOCUMENTÁRIOS EXIBIDOS EM SUNDANCE

O britânico Dominic Cooper foi ovacionado em pé por sua atuação nos dois papéis -do instável Uday Hussein e do moralmente fraco Yahia, que vive em um mundo de ternos de grife, mas cercado por violência e tortura.

    Cena do filme "Circumstance", sobre duas jovens iranianas ousadas

"Circumstance" também vem ganhando elogios por sua visão da sexualidade, da expressão pessoal e das barreiras culturais no Irã, onde duas adolescentes ricas fazem experimentos com música, clubes clandestinos e, finalmente, os sentimentos sexuais que nutrem uma pela outra.

Curta feito com miniaturas é premiado em Sundance

A diretora Maryam Keshavarz disse que espera penetrar em terreno novo no cinema iraniano. "O filme trata de muitos temas que ainda não foram tratados no cinema iraniano, principalmente a sexualidade, além da religião, do fanatismo e da obsessão", ela disse à Reuters.

Matéria de Christine Kearney, de PARK CITY, EUA, para a Reuters

Redação Final: Cláudio Nóvoa

"UM LUGAR QUALQUER": STEPHEN DORFF DIRIGIDO POR SOFIA COPPOLA MOSTRA QUE É UM DOS MELHORES ATORES DE SUA GERAÇÃO

A primeira cena de "Um Lugar Qualquer" já dá a dica do que vamos ver: um homem, numa Ferrari preta, dá diversas voltas numa pista circular; depois de um tempo, ele pára, desce da máquina, olha em volta redor com cara de "onde estou?".
A resposta vem com o título do filme, que aparece em seguida.

Ele é o astro de cinema Johnny Marco - interpretado por Stephen Dorff - e a transformação pelo qual ele passa é direcionado para sua filha de 11 anos, Cleo - Elle Fanning, de "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Johnny mora no Chateau Marmont - um dos hoteis mais famosos de Hollywood, que serve de abrigo a muitas celebridades.

Mais tarde, depois de passar um tempo cuidando da filha, a mesma Ferrari da primeira cena terá outro significado.

Vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2010, Sofia Coppola - que assina roteiro e direção - nos direciona ao seu filme mais famoso, "Encontros e Desencontros" (2003) - aqui, ela lida com os temas que são constantes em sua obra: a solidão, o amadurecimento, os relacionamentos familiares - mas nem por isso ela se repete.

DivulgaçãoStephen Dorff e Elle Fanning, em cena do filme


Grandes cineastas dirigirem o mesmo filme várias vezes, isto é, tem o talento de contar a mesma história por diversos ângulos, e Sofia, legítima herdeira do pai Francis Ford, faz um cinema que ao mesmo tempo vai contra e enfrenta os padrões norte-americanos atuais, onde tudo deve ser muito explicado e acontecer de forma rápida, muito rápida.

Seus filmes têm um ritmo próprio, e "Um Lugar Qualquer" baixa o nível da adrenalina e encadeia sua narrativa de forma pausada e nada arrastada ou monótona, apoiado no relacionamento dos personagens centrais.

O que conduz a trama é o estreitamento dos laços entre pai e filha: ela entra no mundo dele, mas leva consigo o dela.

A vida de Johnny no famoso hotel é cercada de regalias e marasmo: entre a promoção de um filme e a rodagem de uma cena para outro, ele leva Cleo à aula de patinação no gelo, ou brinca com seu "guitar hero", ou se entedia diante do show particular de duas strippers.

Se a vida do ator é um vazio existencial, a de Cleo parece ter tudo no lugar: ela é uma espécie de subversão das personagens femininas de Sofia, que, em projetos anteriores, apareciam perdidas no mundo e em constante crise.

A identidade da garota ainda está em formação mas, mesmo assim, ela parece muito mais segura e confiante do que o pai, e tem suas dúvidas - todas pertinentes à sua idade e amadurecimento.

Sofia Coppola cresceu cercada pelo seu clã - onde se tem cineastas, atores e músicos -e amigos da família.

Pôde, assim, sempre observar de perto como agem, reagem e se movem artistas e celebridades, e essa foi sua inspiração para três de seus quatro longas - o tema está presente além deste, em "Encontros e Desencontros" (2003) e "Maria Antonieta" (2006).

Mas essa não é uma questão que limita em sua obra, já que é como se ela usasse esse vazio existencial das celebridades para falar da crise interna que atinge qualquer pessoa, em qualquer idade ou lugar no mundo.

Para investigar a vida interior que atazana nossas vidas reais, Sofia não precisa de muitos diálogos ou ações: seus filmes, em especial "Um Lugar Qualquer", encontram força em suas imagens, em seus sons, nas trilhas sonoras que tanto dizem sobre os personagens.

Nesse, há uma canção dos Strokes chamada "I'll try anything once", que começa dizendo "Dez decisões dão forma à sua vida e você se dá conta de umas cinco", e é exatamente nessa fissura que está Johnny: decisões que não foram tomadas por ele, mas, mesmo assim, ele precisa lidar com elas.

Em companhia da filha, Johnny viaja à Itália, onde receberá um prêmio, e a partir daí o filme dialoga com a obra de Michelangelo Antonioni, investigando o vazio da vida das personagens que dizem pouco, mas tentam, a todo custo, sobreviver à miséria existencial que as consome, e o recado é que é preciso deixar de lado a pessoa pública, o astro, e reencontrar o ser humano.

"Um Lugar Qualquer" é uma ave rara no cinema norte-americano atual, que tanto privilegia grandiloquência e um clímax arrebatador.

Aqui, Sofia faz um estudo de personagens delicado e complexo, o que transforma "Um Lugar Qualquer" num filme raro - daqueles capazes de fazer as pessoas felizes.

E eu, que já tinha declarado minha admiração à beleza e ao talento de Stephen Dorff desde que o vi interpretando o vampiro vilão Deacon Frost em "Blade" (1998), confirmo aqui que ele se tornou um dos melhores atores de sua geração - Dorff está com 36 anos, e ainda tem muita lenha pra queimar.

"Um Lugar Qualquer" é um filme carregado de sentimentos, que vale cada centavo do ingresso.

Confira o trailer do filme:


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"UM LUGAR QUALQUER"
Título original:
Somewhere
Diretora: Sofia Coppola
Produção: Focus Features
Distribuição: Universal Pictures
Elenco: Stephen Dorff
Elle Fanning
Chris Pontius
Michelle Monaghan
Gênero: Drama
Duração: Nada Cansativos 97 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 28/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

"O AMOR E OUTRAS DROGAS": ROTEIRO FRACO E QUÍMICA PERFEITA DO CASAL PROTAGONISTA

"O Amor e Outras Drogas" nos dá um casal de atores jovens, muito talentosos e com pouca roupa durante boa parte do tempo: Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway, que já haviam formado um par secundário "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005), aqui são promovidos ao centro da trama, nesse filme dirigido por Edward Zwick - de "Um Ato de Liberdade"(2008) e "Diamante de Sangue"(2006) - a partir de um fraco roteiro coescrito por ele mesmo, e baseado no livro de memórias de um dos maiores vendedores de Viagra do mundo.

Gyllenhaal é Jamie, ovelha-negra de uma família de médicos.
Ele tem jeito mesmo para ser vendedor e arranjar encrencas.
Enquanto trabalha como representante comercial da Pfizer, ele coleciona conquistas - secretárias de médicos - e inimigos - médicos e concorrentes -, até conhecer Maggie - Hathaway -, jovem artista que sofre de Parkinson precoce.

Divulgação/Fox FilmsHathaway e Gyllenhaal: muita química pra pouca história

Eles resolvem viver um caso com muito sexo, algum romantismo e nenhuma ligação emocional.
Quando se descobrem apaixonados, cada um reage de uma forma.

Maggie não quer criar vínculos por causa de sua doença - ela crê que em pouco tempo estará totalmente debilitada, apesar dos fortes remédios que toma.

Jamie se esforça para ser o namorado perfeito, mas é difícil conseguir quando sua amada está tentando se livrar dele.

O filme se passa em 1996 - apenas 15 anos atrás e já parece parece cinquenta -, quando a Internet ainda não era tão presente em nossas vidas, e o Viagra surgia para causar uma espécie de segunda revolução sexual.

Jamie torna-se o maior vendedor do comprimido azul, o que lhe garante status e situação financeira privilegiada.
A doença de Maggie, no entanto, agrava-se cada vez mais.

Quando o foco recai sobre os dois personagens, o filme funciona melhor.

A relação de Jamie com seu irmão - Josh Gad, de "Quebrando a Banca" - é sem graça, e a personagem, absolutamente desnecessária.

Já os pais do protagonista - George Segal e Jay Clayburgh, em seu último trabalho no cinema - têm pouco tempo em cena - e seriam personagens bem mais interessantes se fossem melhor explorados.

Combinando humor - às vezes, no limite do bom gosto -, romance e melodrama, Zwick se contenta em fazer uma releitura rasteira de "Love Story", com direito a olhos marejados e uma doença como o grande vilão intrometido numa paixão que poderia ser perfeita.

Diferentemente do casal que estreou na semana passada - Angelina Jolie e Johnny Depp - que salva mesmo aqui é a química perfeita entre Gylenhaal e Hathaway, cujos talentos, em vários momentos, se sobressaem na composição de seus personagens, e o filme vale ser visto pelos dois, somente pelos dois.

Confira o trailer do filme:


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"AMOR E OUTRAS DROGAS"
Título original:
Love and Other Drugs
Diretor: Edward Zwick
Produção: Regency Films
Distribuição: Fox Film
Elenco:
Jake Gyllenhaal
Anne Hathaway
Oliver Platt
Hank Azaria
Josh Gad
Gênero: Comédia Romântica, Comédia Dramática
Duração: Bons 112 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 28/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"TRAUMA": SÉRIE É MINHA NOVA MANIA... E A DE MUITA GENTE TAMBÉM!

A Record fez um intervalo nas séries noturnas, como "CSI: Miami" e "House", e, na sequência da minissérie "Sansão e Dalila", estreou a série "Trauma", para ocupar esse espaço na programação.

Fotos: Divulgação NBCO elenco principal da série

Em San Francisco,Califórnia - cidade que conta com aproximadamente 200 chamadas de emergência todos os dias - uma equipe de socorristas e paramédicos, também conhecida como EMS – Emergency Medical Services - se esforça para atender os casos, como um serviço de primeiros socorros.

A série aborda justamente este aspecto: mostrar como são feitos os trabalhos na rua, antes dos feridos chegarem às emergências dos hospitais.

A rede de televisão NBC - associada à Universal Studios - gastou US$ 3 milhões (R$ 5 milhões) para produzir cada um dos 18 episódios da primeira e única temporada até agora, e usou um helicóptero em quase todos eles.

Aliás, foram os altos custos que causaram o cancelamento da série - depois de uma bem sucedida primeira temporada, os fãs, aos milhares mundo afora, cobram da emissora uma segunda.

É no helicóptero de resgate que vemos um dos principais personagens de "Trauma": "Rabbit" Palchuk - interpretado por Cliff Curtis - foi o único sobrevivente de uma explosão durante um resgate há um ano, repetindo a experiência de quase morrer queimado como o pai, quando tinha doze anos de idade.
Inconscientemente, passa a correr riscos desnecessários, por acreditar poder superar tudo.
Reuben “Rabbit” é um daqueles caras que você não tem certeza se é um gênio ou um maluco.
Considera-se indestrutível,e como não poderia deixar de ser, também é um grande conquistador de mulheres.
Depois de várias pisadas de bola, na vida profissional e na afetiva, ele finalmente se rende à análise, mesmo sem deixar de ser passional.

Cliff Curtis interpreta Reuben "Rabbitt", uma das personagens mais legais da série

A parceira - e piloto do helicóptero - de Rabbit é Marisa Benez - interpretada por Aimee Garcia - uma veterana de guerra que aparenta não sentir nada por ninguém.

Mas por trás dessa fachada existe uma pessoa que tem muita fé, e um ciúme extremo de seu helicóptero.

Pequenina no tamanho, mas grande atriz: Aimee Garcia é a piloto Marisa

Nancy Carnahan - interpetada por Anastasia Griffith - possui um dom natural para a medicina.
Formou-se para deixar seu pai - médico renomado - orgulhoso, porém mudou seu foco antes do período de residência, tornando-se paramédica.
Profundamente abalada pelo acidente que matou seu parceiro - o mesmo que Rabbitt conseguiu sobreviver - age como ele, agora seu namorado, sem medo de se machucar.

Anastasia Griffith dá vida a Nancy

Cameron Boone - Derek Luke - é o único negro do time.

Muito dedicado à família e ao seu trabalho, fez com que seu parceiro socorrista estudasse e também se tornasse um paramédico.

Deve ser o próximo capitão do time, cargo que já ocupou interinamente por diversas vezes.

O bom ator Derek Luke dá vida a Cameron

Kevin Rankin interpreta Tyler Briggs, o parceiro de Cameron.

Prestativo e desencanado, garante bons momentos de humor em meio aos dramas.

Logo nos primeiros episódios, revelou ser gay para Cameron; afinal, estamos em São Francisco!

Kevin Rankin vive Tyler, o único personagem gay

Dr Joseph Saviano - o estupendo Jamey Sheridan - é o médico chefe da unidade de emergência do hospital para onde os pacientes são encaminhados pelos paramédicos.

É do tipo que vê tudo e nunca esquece de nada, não deixa nenhum paciente afetá-lo pessoalmente, mas se o problema é com algum integrante de seu time, o assunto torna-se imediatamente prioritário.

Tem um carinho especial por Nancy e por Rabbit - acha que ele poderia vir a ser um extraordinário médico se não fôsse tão maluco.

Jamey Sheridan já brilhou em "Lei & Ordem", e agora brilha em "Trauma"

Na emergência temos também a média residente Diana Van Dine - interpretada por Scottie Thompson.


Tímida e insegura, ela resolve continuar na traumatologia, e ainda levou de brinde o gato Gleen.

Scottie Thompson é Diana

Gleen Morrison - interpretado por Taylor Kinney - é o novo parceiro de Nancy, o novato do time.


Apesar de ingênuo e atrapalhado, cativa e acalma sua parceira nos momentos difíceis, como quando eles tem de resgatar um ferido no fundo de um bueiro, e Nancy tem uma crise de claustrofobia.

Pegador, já pegou todas as mulheres da emergência do hospital, e parece ter sossegado com a Dra. Diana.

Taylor Kinney é o novato Gleen

Apesar dos roteiros um pouco fracos, a série entrega o que promete: dramas humanos, com boas interpretações e efeitos especiais de primeira.

É um achado no fim de noite - cada vez mais enfadonho - da nossa TV aberta.

Confira um vídeo especialíssimo, feito por um fã da série:


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"TRAUMA" - Primeira temporada
QUANDO:
de terça à sexta, à meia noite
ONDE: RECORD
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
SITE OFICIAL: http://www.nbc.com/trauma
COTAÇÃO DO KLAU:

"CHICO XAVIER" NA TV É MAIS PESSOAL, E, POR ISSO, MELHOR QUE O FILME

Nada mais elucidativo sobre a tendência do cinema nacional em reproduzir o estilo e a linguagem da televisão que a transformação de um filme em série de TV sem provocar nenhum tipo de estranhamento no espectador.

"Chico Xavier", e "O Bem Amado" - experiência similar exibida na semana passada - são exemplos disso.

No caso da história do médium, a produção dos dois formatos foi praticamente indistinta.
"Sabíamos que tínhamos um número maior de cenas, mas eu ainda não sabia o que estaria no filme e o que estaria na minissérie", diz o diretor Daniel Filho, que há cinco anos foi convidado para fazer um filme baseado no livro "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior.

Ique Esteves/TV GloboLaura Cardoso e Nelson Xavier - que interpreta Chico adulto - em cena da minissérie

Ao receber um roteiro de cem páginas, o diretor, expoente do cinema "padrão Globo", percebeu que ele renderia mais que duas horas para um filme comercial, e propôs o segundo produto.

Filme e série só se separaram na edição: Daniel optou por centrar o longa na entrevista que Chico Xavier deu ao célebre programa "Pinga Fogo" da extinta TV Tupi, e numa história dramática poderosa: a do casal - vivido por Tony Ramos e Christiane Torloni - que perde o filho e consegue esclarecer circunstâncias da sua morte numa carta psicografada pelo médium.

O material excedente, de cerca de uma hora, trazia um mergulho mais aprofundado na infância e na vida pessoal de Chico e foi muito bem incorporado à série.
"Será uma transposição mais fiel à biografia", diz Daniel.

A série mostrou melhor as relações com a madrinha - interpretada por Giulia Gam - que o maltratava, e com a mãe morta, o primeiro espírito que Chico vê e interage - vivida por Letícia Sabatella.

O filme teve 3,4 milhões de espectadores, o que permite esperar ibope melhor que o de outras experimentações no horário pós-"BBB", como "Amor em 4 Atos", que teve 21 pontos na estreia.

A emissora bancou parte da produção com um valor não revelado, e o diretor também teve uma ajudinha do poder público: do total de R$ 12 milhões, ao menos R$ 5,3 milhões vieram de mecanismos federais de incentivo e de um edital da Prefeitura de Paulínia.

No cinema, o filme já faturou R$ 30 milhões.

Nos capítulos já exibidos, o destaque ficou com o ator Ângelo Antonio, que interpreta Chico Xavier jovem.

Ator meticuloso, Antonio transpira bondade em todas as cenas em que aparece, a essência da personalidade do médium mais conhecida, e a cena do pedido de bênção para sua nova e dedicada vida ao próximo, que Chico pede de joelhos ao padre que é seu amigo e confessor desde a infãncia - interpretado magistralmente por Pedro Paulo Rangel - é, desde já, uma das melhores cenas da TV neste ano.

Estou gostando mais dessa história na telinha do que na telona, o que confirma que o projeto é, sim, feito muito mais para a TV do que para o cinema.

"CHICO XAVIER"
QUANDO:
de terça (25) a sexta (28), após o "BBB"
ONDE: Globo
COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TEM DADO EM CASA?

É por isso que a Luana e todas as outras apanham...

Paa aguentar - e manter - essa jeba, só mesmo saindo no tapa, né mesmo?

Impressionante!

Blog da Katylene
temdado

"bbb11": DIVULGAÇÃO DA DIVERSIDADE SEXUAL OU PROPAGAÇÃO DA VIOLÊNCIA?

Minha amiga Yonne Fonseca me mandou esse corajoso artigo, que explicita muito bem, e com base em estatísticas e estudos, o desserviço que programas tipo "bbb" representam aos LGBT.
Leiam com atenção, pois vale a pena:

"A TV Globo se vangloria por seus programas terem um “compromisso social” ao discutirem temas relevantes para a sociedade, como o uso de drogas, gravidez na adolescência, entre outros.
Em seu reality show, o BBB 11, com o pretexto de trazer ao debate o tema da diversidade sexual, mostrou ao vivo como a grande mídia, a serviço da ideologia dominante, pode disseminar e propagar o preconceito.

A falsa ideia de oferecer oportunidade a todos de estarem no BBB encobre a realidade.
Entre homens e mulheres brancos bonitos e malhados que estão no BBB 11, também foram convocados a negra passista de escola de samba, a lésbica, o negro gay, o velho gay e a transexual.
Se tais pessoas são algo além destes estereótipos construídos socialmente e utilizados e reafirmados pelo programa, isso não sabemos e nunca saberemos se depender da Globo.

A pessoa que mais fomentou discussões dos telespectadores sobre o referido programa é a Ariadna, a transexual.
As edições do programa somente levam ao ar as cenas que vão manter o estereótipo dos personagens que o BBB constrói.
Omitindo tudo que a Ariadna é, o que ela construiu, o que ela gosta, toda a sua subjetividade é reduzida a um único elemento, estigmatizada, ela deixa de ser a Ariadna (e tudo que isso representa) para ser a transexual do BBB.
Longe de ter as mesmas condições que os demais na casa, cenário do programa, de ganhar o enorme prêmio em dinheiro, a Ariadna é a transexual que dança de forma oferecida, a que se insinua, a que é desbocada, a que se prostituiu, um estigma preconceituoso que leva o telespectador a ter asco da Ariadna e dos demais transexuais.

A preocupação desta emissora de TV é discutir temas de relevância social, ou é aumentar a sua audiência a qualquer custo?

Quem assistiu o programa do dia 18/01 não tem dúvida, o BBB explorou a condição sexual da Ariadna para aumentar sua audiência, como de costume, e a tratou como uma aberração de circo, onde os telespectadores ansiosamente esperavam na platéia que ela se revela-se transexual, com direito a contagem regressiva, esperando o momento dela “se assumir”.

Muitas mensagens na internet de homens indignados manifestavam seu repúdio à transexual que “enganava” os homens do programa, expressando seu medo de um dia saírem com um transexual sem saber.
Foi esta mesma reação que o Big Brother, Igor, que flertava com a Ariadna na casa teve, quando soube que ela é transexual repetiu muitas vezes, mas “ela não parecia”, se justificando.

O preconceito e a imposição ao padrão hegemônico de normalidade, que geram a intolerância ao diferente se mostraram presente na formação do primeiro paredão, que contou com as “minorias” do programa, a negra passista, o negro gay e a transexual.
Como a corda estoura sempre para o lado mais fraco, o resultado deste paredão já era previsto e a “aberração” foi tirada da casa pelo público.

Sabemos que a tática de dividir para governar nunca sai de moda e cumpre seu papel de segregar e dividir a classe trabalhadora.
Entre a população LGBT os transexuais são ainda mais oprimidos e excluídos que os gays, lésbicas e bissexuais.
Além de toda sua luta para conseguir a cirurgia reparatória e a mudança de nome, tem que encarar as demais batalhas, conseguir um emprego (na maioria das vezes em telemarketing, pois a pessoa não precisa se expor fisicamente), ser aceito pela família, terminar os estudos.

Considerando o nível de escolaridade da população LGBT, vemos um significativo contraste. Enquanto apenas 23,5% do(a)s transgêneros declaram ter mais de 11 anos de estudo (ensino superior completo ou incompleto), o número de homens homossexuais na mesma situação mais que duplica, subindo para 54,5%.
Se 23% dos homens homossexuais afirmam ter ensino superior completo, apenas 2,9% dos transgêneros pudem dizer o mesmo.
Muito mais perto do perfil de escolaridade dos homens homossexuais, situam-se as mulheres homossexuais.

A justificativa dada pelo integrante do BBB para votar na Ariadna foi à falta de afinidade com ela.
Esta construção social que exclui e segrega quem é diferente do padrão normal se propaga em todas as esferas.
A pesquisa "Juventude e Sexualidade", realizada pela UNESCO em 2004, revela que 28% dos alunos do ensino fundamental e médio de São Paulo não gostariam de ter um homossexual entre os colegas de classe, tal percentual aumenta para 41% se consideram apenas os meninos, em outra palavras, não tem “afinidade” com homossexuais.
Como vemos, o BBB só ilustra e propaga, o preconceito social difundido.

Este apelo da Globo por audiência ocorre justamente quando aumentam os ataques físicos a população LGBT.
O Pesquisador Luiz Mott, Grupo Gay da Bahia, aponta que nunca se matou tanto homossexual como hoje, entre janeiro e dezembro de 2010 ocorreram 235 assassinatos de homossexuais, além dos que não foram contabilizados, isso significa quase uma morte por dia.
Esta situação da ao Brasil o título de campeão mundial de crimes de ódio levados ao óbito de gays, lésbicas, travestis e transexuais.

Se a homossexualidade é tolerada pela mídia é porque o preconceito está tão arraigado que não ameaça o status quo, mostrar homossexuais da TV.
Falar contra o preconceito de gênero e de raça ganhou um teor de “politicamente correto” e mesmo que eles continuem a existir (e continuarão até o fim do capitalismo) há uma preocupação social em velá-lo.
O preconceito com a população LGBT é escrachado.
Uma escola particular fez uma brincadeira que atribuía um filme para cada um de seus professores e para um deles o classificou como Bambi, uma brincadeira infelizmente “normal”, pois se lhe caracterizassem como “neguinho”, ou “escravo” algum professor iria questionar, mas “viadinho” pode.
O preconceito contra a população LGBT é muito intrínseco na educação do Brasil, graças as igrejas.
A baixo uma mensagem online de um leitor do Estadão, do dia 06/12/10:
“Não sou contra a homossexualidade. Tenho amigos gays, admiráveis. Inteligentes, dignos, bem resolvidos. O que me irrita profundamente é a vi-a-da-gem.”

Como mostra esta fala, a violência vai muito além de agressões físicas.
A Coordenadoria de Diversidade Sexual (Cads) de São Paulo divulgou um estudo baseado nas denúncias que receberam entre julho de 2006 e dezembro de 2009 que revela que 78% da violência que atinge a população LGBT é simbólica (sem agressão física).
Este tipo de violência além de destruir a vida das pessoas normaliza uma situação de opressão que por ser aceita leva o ódio contra a diversidade sexual até as últimas consequências, como estamos assistindo de camarote no Brasil o enorme número de homicídios de LGBT.

É somente esta a contribuição da TV Globo, aplicar a violência simbólica, normalizar a situação de opressão. Isso só vai mudar quando dissermos que somos mais do que gays, lésbicas, bi e transexuais, somos homens e mulheres, jovens, negros, somos trabalhadores que sabemos na pele o que é ser oprimido e explorado".

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Artigo de Mariana Cristina Moraes da Cunha - tcristinalara@uol.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O MELHOR DO ANIVERSÁRIO DE SP: BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE FINALMENTE REINAUGURADA


Quando chegarem à sala de atualidades, onde acontecerá a reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade na tarde de hoje, os convidados serão recebidos pelo semissorriso do poeta modernista que criou as bases da política pública de cultura da cidade de São Paulo.

O retrato do poeta Mário de Andrade (1893-1945) que está pregado na entrada da sala de chão brilhante e janelas com vista para a praça Dom José Gaspar tem sentidos que ultrapassam os da mera homenagem.

Andrade foi, ao lado do crítico literário Sérgio Milliet (1898-1966) e do poeta Paulo Duarte (1899-1984), um dos idealizadores do Departamento de Cultura de São Paulo, criado em 1935.

Foi essa instituição que, ao definir os livros como um dos eixos de sua atuação, transformou a biblioteca paulistana nesse raro bem que a cidade terá finalmente de volta.

Após anos de goteiras, cupins e descaso, o segundo maior abrigo de livros do país - só atrás da Biblioteca Nacional, no Rio - renascerá com 3,3 milhões de itens.

O prédio, inaugurado em 1943, foi fechado para uma ampla reforma em 2007.

A biblioteca circulante, que passara anos "vivendo de favor" em outros endereços, havia sido reaberta em julho de 2010 - e é um dos lugares da cidade onde eu mais gosto de ir - mas foi guardada para hoje a festa com pompa, autoridades e shows.

Mateus Bruxel/Folhapress
Entrada para o saguão principal da Biblioteca Mário de Andrade, dona do segundo maior acervo de livros do Brasil
Entrada para o saguão principal da Biblioteca Mário de Andrade, dona do segundo maior acervo de livros do país



FICHÁRIOS

Na última sexta-feira, era grande o corre-corre para que nada ficasse fora do lugar - havia de tudo no prédio: de andaimes e furadeiras a tesouras para recortar os papelinhos que ordenam os velhos fichários de A a Z.

Apesar de inadequado ao silêncio que se espera de uma biblioteca, o burburinho pré-festa não parecia perturbar os visitantes, que, desde julho, circulam por um dos espaços do vasto edifício.

A biblioteca circulante está aberta a quem deseja folhear periódicos ou pegar emprestado algum dos 42 mil títulos disponíveis.

Na última sexta-feira, na larga mesa de madeira renovada depois do restauro, "O Livro de Areia", de Jorge Luis Borges (1899-1986), descansava sozinho, enquanto, ao seu lado, um volume sobre neurociência cognitiva era devorado por um jovem.

Já o mezanino, com vista para a rua da Consolação, se mostrava um refúgio perfeito para quem, à espera da chuva que as nuvens anunciavam, buscava "um minuto de paz", como descreveu a leitora que folheava um atlas.

Editoria de Arte/Folhapress

CLASSIFICADOS

A diretora da Mário de Andrade, Maria Christina Barbosa de Almeida, diz que a biblioteca circulante tem recebido, diariamente, cerca de 700 pessoas.

"Estamos conquistando, além dos leitores habituais, um público de pequenos comerciantes da região", diz.

Para atrair os novos frequentadores, a biblioteca oferece, por exemplo, títulos sobre marketing e administração de empresas. Outra estratégia é abrir as portas às 8h30. "Assim, quem entra às 9h no emprego tem tempo de dar uma passadinha por aqui antes", explica ela.

De acordo com Almeida, às segundas-feiras, quando o Centro Cultural São Paulo está fechado, o movimento é maior: "Vem muita gente ler o jornal do final de semana para procurar emprego".

Agora, será possível, após ler o jornal, cruzar a biblioteca circulante e pisar no mármore da entrada principal. Ali, a estátua "A Leitura", de Caetano Fraccaroli, impassível, reitera o sonho modernista de Mário de Andrade.
Para mim, a Mário de Andrade é um dos equipamentos culturais mais importantes para a minha formação enquanto Ser Humano.
Cada vez que passava pelo imponente prédio, e o via fechado, ficava profundamente triste, porquê foi ali que conheci Julio Verne, Robert Lous Stevesson, Descartes, Platão, Scott Fritzgerald, Cortázar, Plínio Marcos, Jorge Amado, tantos outros...
E eu fiquei muito emocionado quando lá voltei, em agosto passado, adentrei a Biblioteca Circulante - que já estava funcionando novamente - e constatei que minha ficha de sócio, aberta em agosto de 1974 - eu tinha treze anos na época - estava lá, inteira - só que agora digitalizada.
Olhando para aquela foto do Cláudio menino, um filme - dos bons - passou pela minha cabeça.
Chorei eu, chorou a prestativa funcionária - de quem agora não lembro o nome.
Benvinda!

Matéria da jornalista Ana Paula Sousa, da "Folha de S.Paulo", com pitacos meus

*****

REINAUGURAÇÃO DA MÁRIO DE ANDRADE
QUANDO: hoje, a partir das 11h
ONDE: r. da Consolação, 94, tel. 0/ xx/11/ 3814-4832
QUANTO: grátis
FUNCIONAMENTO: de segunda a sexta, das 8h30 às 20h30; sábados, das 10h às 17h

OS INTRÉPIDOS BÁRBARA PAZ E FAFAEL PRIMOT APRESENTAM CURTAS PREMIADOS NA TV, DE UMA MANEIRA MUITO ESPECIAL

Os atores Rafael Primot e Bárbara Paz se conheceram numa oficina do diretor Antunes Filho, já faz 15 anos.

Primeiramente nos palcos, a parceria já foi parar no cinema, e agora chega à TV - mas de uma maneira muito especial.

Primot e Paz estão à frente de programa que abre espaço para a exibição de filmes de curta metragem no Canal Brasil - o "Curta na estrada" - que trará, além dos 25 curtas metragens selecionados, 13 filmetes, estrelados pela dupla.

"Esse programa foi a desculpa que eu e Bárbara achamos para trabalharmos juntos de novo. Cada edição traz de dois a três curtas. Mas a gente não queria apresentar esses títulos de uma forma convencional. Por isso fizemos os filminhos para termos algo diferenciado" - explicou Primot para a coluna de Zean Bravo, da "Revista da TV" do jornal "O Globo - a dupla dirigiu todos os episódios.

Divulgação Rafael Primot e Bárbara Paz, em cena de um dos filmetes

O programa é um "spin-off" do "Curta São Paulo" - segue o mesmo formato do projeto criado e apresentado por Bárbara, também no Canal Brasil, em 2009.

"Este ano, o "Curta São Paulo" foi para estrada e virou essa nova atração. Selecionamos 25 dos melhores curtas nacionais e a novidade é que agora divido a parceria com o Rafael" - conta Bárbara - a atriz poderá ser vista em breve na telinha da Globo, na próxima novela das sete, "Morde e Assopra", de Walcyr Carrasco.

Diretor do premiado curta "Manual para atropelar cachorro", Rafael Primot assinou o roteiro de todos os filmetes, e atua em nove deles - o ator está em cartaz no teatro com "Inverno da Luz Vermelha", e a peça chegará aos palcos cariocas em março.

O programa terá 13 episódios divididos em temas: o de estreia, "I love sapatos", traz dois curtas sobre calçados.

No primeiro, "Os sapatos de Aristeu", de René Guerra, um travesti é enterrado como homem pela família, que proíbe as amigas do falecido de participarem do velório - o travesti morto é "interpretado" pela Diva das noites paulistanas, Gretta Sttar.

Arquivos do KlauA Diva Gretta Sttar "interpreta" um morto, no curta que será exibido hoje


"Ímpar par", o segundo filme da noite, é uma fábula dirigida por Esmir Filho, do elogiado longa "Os famosos e os Duendes da Morte".

Os filmetes feitos por Bárbara e Primot serão exibidos sempre no começo de cada edição para apresentar o tema dos episódios, e além dos minicurtas produzidos pela dupla, o programa traz uma espécie de documentário, também feito por eles, na parte final.

"Entrevistamos o sapateiro mais antigo de São Paulo para exibir no encerramento do programa de estreia", entrega Primot.
"Não tivemos muita verba para a produção dos nossos curtas. Nossa vontade era chamar um diretor diferente a cada episódio, mas não deu" - admite o ator.

Entre os filmes selecionados para a atração, estão ainda títulos como "Morte", de José Roberto Torero; "Quando o tempo cair", de Selton Mello; "Dona Cristina perdeu a memória", de Ana Luiza Azevedo; e "A origem dos bebês segundo Kiki Cavalcanti", de Anna Muylaert.

"Temos muitos bons títulos sendo produzidos, mas esse formato de curta duração ainda é pouco explorado pela televisão. Esses filmes têm conseguido espaço em outros meios e começaram a ser mais vistos na internet, por exemplo, através do YouTube" - finaliza Rafael.

Divulgação Cena de outro filmete produzido pela dupla

Exibir curtas na TV é uma tentativa mais do que válida para popularizar o formato no Brasil, onde pequenas obras primas são exibidas somente para poucos expectadores e iniciados.

Toda sorte do mundo à Bárbara e ao Rafa - e a minha torcida é que esse programa seja comprado por uma grande rede de TV aberta, para que o público agraciado com essa preciosa seleção seja cada vez maior.

"CURTA NA ESTRADA"
O QUE É:
Seleção de curtas metragens, separadas por temas, com apresentação diferenciada
APRESENTADORES: Bárbara Paz e Rafael Primot
ONDE: Canal Brasil
DIA: Terças
HORÁRIO: Meia Noite
COTAÇÃO DO KLAU:

OSCAR: CONFIRA TODOS OS INDICADOS

Os indicados ao Oscar 2011 foram divulgados na manhã desta terça-feira (25), em apresentação transmitida ao vivo pelo site oficial da premiação.

O anúncio foi feito pelo presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Tom Sherak, e pela atriz Mo'Nique -vencedora da categoria melhor atriz coadjuvante em 2010 por sua atuação em "Preciosa".

"O Discurso do Rei" recebeu 12 indicações, e "Bravura Indômita" - faroeste dos irmãos Coen -, ficou com 10.

A temporada de premiações - como o Globo de Ouro e as dos sindicatos da indústria de cinema - já adiantava alguns dos destaques do Oscar, mas ainda havia ansiedade por alguns títulos, como em relação a "Toy Story 3", finalmente confirmado entre os indicados a melhor filme - além de ser indicado na categoria animação.

Alguns dos atores principais indicados eram tidos como certos, com destaque para os vencedores do Globo de Ouro deste ano: Colin Firth, por "O Discurso do Rei", e Natalie Portman, por ''Cisne Negro".

Por outro lado, alguns nomes bem cotados ficaram de fora, entre eles o de Mila Kunis, que não entrou na lista de melhor atriz coadjuvante por "Cisne Negro" - e Christopher Nolan - que não entrou na lista de melhor direção, embora seu "A Origem" tenha sido indicado indicado a melhor filme.

Entre os documentários, houve pouca surpresa, com a confirmação de títulos como “Exit Through the Gift Shop” - de Banksy e Jaimie D'Cruz - e de "Lixo Extraordinário" - de Lucy Walker e Angus Aynsley, sobre o trabalho do artista brasileiro Vik Muniz com os catadores de lixo.

A cerimônia de entrega dos prêmios acontece em 27 de fevereiro no Kodak Theatre, nos EUA, e os anfitriões deste ano serão James Franco e Anne Hathaway.

Confira todos os indicados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood:

Melhor filme

"Cisne Negro"
"O Vencedor"
"A Origem"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"O Discurso do Rei"
"127 Horas"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
" Bravura Indômita"
" Inverno da Alma"

Melhor ator coadjuvante

Christian Bale ("O Vencedor")
Geoffrey Rush ("O Discurso do Rei")
Mark Ruffalo ("Minhas Mães e Meu Pai")
Jeremy Renner ("Atração Perigosa")
John Hawkes ("Inverno da Alma")

Melhor atriz coadjuvante

Melissa Leo ("O Vencedor")
Helena Bonham Carter ("O Discurso do Rei")
Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita")
Amy Adams ("O Vencedor")
Jacki Weaver ("Reino Animal")

Melhor diretor

Darren Aronofsky ("Cisne Negro")
David Fincher ("A Rede Social")
Tom Hooper ("O Discurso do Rei")
Joel and Ethan Coen ("Bravura Indômita")
David O. Russel ("O Vencedor")

  • Divulgação

    A atriz Natalie Portman interpreta uma bailarina no drama psicológio "Cisne Negro"

Melhor atriz

Nicole Kidman ("Reencontrando a Felicidade")
Natalie Portman ("Cisne Negro")
Jennifer Lawrence ("Inverno da Alma")
Annete Benning ("Minhas Mães e Meu Pai")
Michelle Williams ("Blue Valentine")

Melhor ator

Javier Bardem - "Biutiful"
Jeff bridges - "Bravura Indômita"
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Horas"

Roteiro original

"A Origem"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"O Discurso do Rei"
"Another Year"
"O Vencedor"

Roteiro adaptado

  • Divulgação

    Personagens do filme ''Toy Story 3", da Pixar

"127 Horas" - Danny Boyle, Simon Beaufoy
"Toy Story 3" - Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton, Lee Unkrich
"Bravura Indômita" - Joel Coen, Ethan Coen
"Inverno da Alma" - Debra Granik, Anne Rosellini
"A Rede Social" - Aaron Sorkin

Animação

"Como Treinar Seu Dragão"
"O Mágico"
"Toy Story 3"

Direção de arte

“Alice no País das Maravilhas” - Diretor de Arte: Robert Stromberg; Decoração de Set: Karen O'Hara
“Harry Potter e as relíquias da Morte” - Diretor de Arte: Stuart Craig; Decoração de Set: Stephenie McMillan
“A Origem” - Diretor de Arte: Guy Hendrix Dyas; Decoração de set: Larry Dias and Doug Mowat
“O Discurso do Rei” - Diretor de Arte: Eve Stewart; Decoração de Set: Judy Farr
“Bravura Indômita” - Diretor de Arte: Jess Gonchor; Decoração de Set: Nancy Haigh

Fotografia

“Cisne Negro” - Matthew Libatique
“A Origem” Wally - Pfister
“O Discurso do Rei” - Danny Cohen
“A Rede Social” - Jeff Cronenweth
“Bravura Indômita” - Roger Deakins

Documentário

“Exit through the Gift Shop” - Banksy and Jaimie D'Cruz
“Gasland” - Josh Fox and Trish Adlesic
“Trabalho Interno” - Charles Ferguson and Audrey Marrs
“Restrepo” - Tim Hetherington and Sebastian Junger
“Lixo Extraordinário” - Lucy Walker and Angus Aynsley

Filme estrangeiro

“Biutiful” (México)
“Dogtooth” (Grécia)
“Em um Mundo Melhor” (Dinamarca)
“Incendies” (Canadá)
“Outside the Law (Hors-la-loi)” (Argélia)

Maquiagem

“Minha Versão do Amor” - Adrien Morot
“The Way Back” - Edouard F. Henriques, Gregory Funk and Yolanda Toussieng
“O Lobisomem” - Rick Baker and Dave Elsey

Trilha sonora original

“Como Treinar seu Dragão”- John Powell
“A Origem” - Hans Zimmer
“O Discurso do Rei” - Alexandre Desplat
“127 Horas”- A.R. Rahman
“A Rede Social” - Trent Reznor and Atticus Ross

Canção original

“Coming Home” de “Country Strong” (Música e letra de Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsey)
“I See the Light” de “Enrolados” (Música de Alan Menken e letra de Glenn Slater)
“If I Rise” de “127 Hours” (Música de A.R. Rahman e letra Dido and Rollo Armstrong)
“We Belong Together” de “Toy Story 3" (Música e letra de Randy Newman)

Curta-metragem de animação

“Day & Night” - Teddy Newton
“The Gruffalo” - Jakob Schuh and Max Lang
“Let's Pollute” - Geefwee Boedoe
“The Lost Thing” - Shaun Tan and Andrew Ruhemann
“Madagascar carnet de voyage (Madagascar, a Journey Diary)” - Bastien Dubois

Curta-metragem

“The Confession” - Tanel Toom
“The Crush” Michael - Creagh
“God of Love” - Luke Matheny
“Na Wewe” - Ivan Goldschmidt
“Wish 143” - Ian Barnes and Samantha Waite

Edição de som

“A Origem” - Richard King
“Toy Story 3” - Tom Myers and Michael Silvers
“Tron: o Legado” - Gwendolyn Yates Whittle and Addison Teague
“Bravura Indômita” - Skip Lievsay and Craig Berkey
“Incontrolável” - Mark P. Stoeckinger

Mixagem de som

“A Origem” - Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
“O Discurso do Rei” - Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
“Salt” - Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan e William Sarokin
“A Rede Social” - Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten
“Bravura Indômita” - Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

Efeitos visuais

“Alice no País das Maravilhas” - Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
“Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1” Tim Burke, John Richardson, Christian Manz e Nicolas Aithadi
“Além da Vida - ” Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
“A Origem” - Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb
“Homem de Ferro 2” - Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright e Daniel Sudick

Figurino

“Alice no País das Maravilhas” - Colleen Atwood
“I Am Love” - Antonella Cannarozzi
“O Discurso do Rei” - Jenny Beavan
“The Tempest” - Sandy Powell
“Bravura Indômita” - Mary Zophres

Documentário (curta)

“Killing in the Name”
“Poster Girl”
“Strangers No More”
“Sun Come Up”
“The Warriors of Qiugang”

Edição

“Cisne Negro” - Andrew Weisblum
“O Vencedor” - Pamela Martin
“O Discurso do Rei” - Tariq Anwar
“127 Horas” - Jon Harris
“A Rede Social” - Angus Wall and Kirk Baxter