























O filme "5X Favela - Agora por Nós Mesmos" é resultado de uma criação coletiva, a partir de oficinas realizadas em diversas comunidades cariocas.
Cena do episódio "Fonte de Renda"
Os temas das cinco histórias lançar um olhar sobre questões sociais explosivas, como o dilema do jovem calouro de direito - Silvio Guindane, protagonista de "Fonte de Renda", de Manaíra Carneiro e Wavá Novais - que é tentado pelo tráfico para dar conta de pagar as mensalidades da faculdade, coisa que o seu emprego numa padaria não está cobrindo. E a participação especialíssima do ícone das telonas brasileiras, Hugo Carvana, só aumenta o nosso prazer de ver esse episódio.
As diferentes escolhas diante do crime também são o pano de fundo do drama "Concerto para Violino", de Luciano Vidigal, que registra interpretações sólidas do trio Thiago Martins - de "Era uma Vez" - Cíntia Rosa e Samuel de Assis.
O humor permeia os outros três episódios, especialmente o ótimo "Arroz com Feijão", de Rodrigo Felha e Cacau Amaral, que acompanha as aventuras de uma dupla de garotos - Juan Paiva e Pablo Vinicius - para conseguir dinheiro para comprar um frango para o pai de um deles - Flávio Bauraqui.
A participação do veterano cineasta Ruy Guerra - "Os Cafajestes", "Os Fuzis" - no elenco é mais uma ligação com o Cinema Novo.
"Deixa Voar", de Cadu Barcellos, coloca em primeiro plano o risco corrido por um garoto - Vitor Carvalho - ao entrar numa favela "inimiga" para buscar uma pipa perdida.
E o episódio final, "Acende a Luz", de Luciana Bezerra - do grupo Nós do Morro - imagina os desdobramentos engraçadíssimos de uma longa falta de luz no morro, em pleno Natal.
Sem partir da mesma intenção política do filme de 1961, esse agora realiza uma das principais intenções dos sete diretores, anunciadas em todas as suas entrevistas dadas em festivais: fornecer um contraponto a filmes celebrados sobre a favela - especialmente "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles - mas ressaltando sentimentos diferentes, principalmente o humor.
Esse contraponto, sem dúvida, foi conseguido, e, além de contar claramente suas histórias, escaparam do risco de fazer um simples "filme ONG".
É um filme por inteiro, e para mim, é uma das boas surpresas do cinema brasileiro neste ano.
Assista ao trailer do filme:
5X FAVELA-AGORA POR NÓS MESMOS
Título original: 5X favela - Agora por nós mesmos
Diretores:
Cacau Amaral
Cadu Barcelos
Luciana Bezerra
Manaira Carneiro
Rodrigo Felha
Wagner Novais
Luciano Vidigal
Elenco:
Silvio Guindane
Juan Paiva
Pablo Vinicius
Gregorio Duvivier
Hugo Carvana
Ruy Guerra
Flavio Bauraqui
Dila Guerra
Roberta Rodrigues
Fátima Rodrigues
Produção: Luz Mágica/Cacá Diegues - Globo Filmes
Distribuição: Sony Pictures
Gênero: Drama, Humor
Duração: perfeitos 96 mins.
Ano: 2010
Data da Estreia: 27/08/2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: Brasil
COTAÇÃO DO KLAU:
Encarar a direção do remake “Karate Kid” parecia, desde o início, uma missão árdua.
O diretor Harald Zwart instrui Jackie Chan e Jaden Smith (deitado) em cena de
"Karate Kid" (2010)
UOL CINEMA - Havia uma expectativa sobre este filme, sobretudo pelo sucesso que foi o original “Karate Kid”, dos anos 1980. Como você encarou as comparações entre as produções?
HARALD ZWART - Quando nós começamos, muitas pessoas acharam que estávamos pisando sobre uma espécie de “tesouro nacional”. Engraçado como as pessoas se lembram do filme como algo melhor do que realmente é. Alguns críticos às vezes adicionam uma credibilidade, um fator honorífico ao original, como se ele não pudesse ser melhor. Eu só posso dizer pelo que eu notei do público. Aprendi que depois dos dez minutos iniciais as pessoas esquecem que estão vendo um remake e mergulham na história. E eu realmente acredito no filme, acho que temos algo fantástico.
UOL CINEMA - As habilidades marciais de Jackie Chan já são bem conhecidas. Mas como você diria que é trabalhar com ele como ator, especialmente nas cenas dramáticas?
ZWART - Em filmes chineses você vê este lado dele [como ator dramático], mas não muito nos filmes ocidentais. Antes de ele se juntar ao elenco, nós discutimos até que ponto iríamos com o personagem. Quando fui para China e o encontrei pela primeira vez, falamos sobre a vida em geral e tocamos no assunto de um terremoto em que ele havia se envolvido em ajudar as pessoas, em doações e, falando neste assunto, ele se comoveu. Quando voltei para Los Angeles e estávamos fazendo o roteiro pensei: “Podemos ir longe com este cara, ele pode colocar coisas para fora”. Foi então que começamos a explorar o lado intenso do personagem.
UOL CINEMA - E no set, ele te surpreendeu?
ZWART - Fizemos muitos ensaios para as cenas mais emotivas. No dia, quis acalmar o set para que ele se sentisse à vontade. Mas me lembro de ter sido cativado pela primeira tomada. Foi algo muito autêntico e emocionante. Nós, dos bastidores, nos olhávamos emocionados (risos). Lembro-me de ter ido muito além do que eu esperava.
UOL CINEMA - E Jackie é muito popular na China...
ZWART - Sim. Andar nas ruas com Jackie era como viver a “beatlemania”. E eu tinha Jackie e Will [Smith], então, imagine... (risos) Eu dizia que eles tinham que usar disfarces para conseguirmos trabalhar. Fizemos um plano de Jackie andando na rua, e assim que as pessoas o viram o lugar estava tomado, tivemos que sair de lá.
UOL CINEMA - Há uma cena em que Mr. Han (Jackie Chan) briga contra um grupo de garotos que tentam bater em Dre (Jaden Smith). Houve uma cautela para não mostrá-lo agredindo garotos?
ZWART - Esta cena teve alguns truques. Espero que tenhamos comunicado nesta cena que ele não bate nos garotos, mas que faz com que eles batam uns nos outros, bloqueando-os ou usando os braços deles mesmos. E, no final da cena, Jaden diz: “Você não bateu neles, fez com que batessem uns nos outros”, só para garantir que as pessoas tenham entendido o ponto. Este momento foi cuidadosamente coreografado.
UOL CINEMA - Como foi ter Will Smith como produtor? Ele te deu liberdade criativa?
ZWART - Ele e Jada (Smith, mulher de Will e mãe de Jaden, também produtora do filme) são ótimos produtores, eles acreditaram nas pessoas que fizeram o filme. Acho que tiveram uma tarefa mais difícil no papel de pais de Jaden (risos). Claro que eles queriam o melhor para o filme, mas algumas vezes eu dizia: “Podemos fazer outro plano?”. E eu via o lado deles como pais aflorar: “vamos deixar ele descansar...” (risos) Mas equilibraram estas duas funções muito bem. Eu gostava de tê-los por perto, por que são pessoas animadas, que motivam. Algumas vezes você tem algumas ideias no set e eles são o tipo de pessoa que diz: “ok, vamos tentar”. E, sabe, quando Will Smith diz sim, você sabe que pode fazer.
UOL CINEMA - Quais foram os principais desafios das filmagens?
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FONTE: UOL CINEMA - REPÓRTER THAÍS FONSECA
A grande dúvida que aparece no novo "Karate Kid" é por que a palavra 'karate' está no título.
Jackie Chan e Jaden Smith, em cena do filme














