quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PERFIL: DILMA ROUSSEFF

Pessoal:
Com as eleições gerais se aproximando, resolvi criar uma nova postagem aqui no blog, trazendo principalmente matérias especiais da nossa grande mídia.
A primeira delas, que vocês lerão abaixo, é um perfil da candidata do PT, Dilma Rousseff, publicado na Folha de S.Paulo.

Ilusões armadas

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DA FOLHA DE S.PAULO EM BRASÍLIA


Numa viagem recente a Belo Horizonte, Dilma Rousseff encontrou uma velha amiga do colégio Sion, escola na qual cursou o ensino fundamental a partir de 1955 na capital mineira. "Ela me disse que só uma aluna da minha turma era psiquiatra, tirando também outras duas que eu conheço e seguiram carreira profissional." E o restante? "As outras todas eram donas de casa."
O Sion era um colégio de freiras. Só para meninas. Eram educadas para debutar nos bailes de 15 anos. Não que fosse uma escola fácil. Quando Dilma chegou com o uniforme azul marinho para o primeiro dia de aula, aos 7 anos, a professora escreveu um texto no quadro negro e ordenou: "Copiem".
"Eu tinha feito o jardim de infância no Isabela Hendrix. E lá não se ensinava a escrever. A gente pintava. Eu entrei no primeiro ano completamente analfabeta. E tinha uma porção de meninas de um colégio chamado 12 de Dezembro. Todas sabiam escrever. E eu, não. Minha mão suava, borrava o caderno. Eu tentava copiar como se fosse desenho sem saber o que estava copiando."
A partir desse episódio, Dilma diz ter desenvolvido "uma vontade de aprender a ler que era um horror". Foi incentivada pelo pai, o búlgaro naturalizado brasileiro Pétar Russév -cujo nome depois foi aportuguesado para Pedro Rousseff. "Ele foi uma pessoa que teve forte vínculo com todos os movimentos de transformação europeus", relatou a ministra da Casa Civil em uma das sessões de conversa que concedeu à Folha desde janeiro deste ano.
Primeiro, foram livros infantis, "uma coleção da Melhoramentos, uns livrinhos desse tamanhozinho, assim", diz Dilma, indicando que eram edições de bolso. Depois, os contos dos irmãos Grimm, os alemães que popularizaram fábulas como Cinderela, Branca de Neve e João e Maria. Mas logo as leituras foram mudando de tom. "Eu li "Germinal" aos 14 anos", diz, citando o mais famoso romance do francês Émile Zola, de 1885, conhecido pela descrição naturalista, bem crua, das condições de trabalho sub-humanas de mineiros de carvão.
"Ela teve uma formação intelectual precoce. Lia muito, de histórias em quadrinhos até Marcel Proust e Jean-Paul Sartre. Sou cinco anos mais velho, mas lembro-me dela no movimento secundarista já dando aula para futuros vestibulandos", diz Claudio Galeno Linhares, 67, que foi casado com a ministra nos anos 60.

Família
O pai de Dilma, Pedro Rousseff, veio para a América Latina na década de 30 do século passado. Viúvo, deixara um filho, Luben, na Bulgária. Passou por Salvador, Buenos Aires e acabou se instalando em São Paulo. Fez negócios na construção civil e com empreitadas para grandes empresas, como a Mannesmann.
Já estava havia cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva, nascida em Friburgo (RJ), mas radicada em solo mineiro. Casaram-se e tiveram três filhos. Igor nasceu em janeiro de 1947, Dilma, em dezembro do mesmo ano, e Zana, em 1951. A família escolheu Belo Horizonte para morar.
Levavam uma vida confortável. Passavam férias no Espírito Santo ou no Rio. Às vezes, viajavam de avião. Não era uma clássica família tradicional mineira. Os filhos não precisavam ter uma religião. Escolhiam uma fé se assim desejassem. O pai frequentava cassinos, gostava de fumar e beber socialmente.
Quando morreu, em 1962, Pedro deixou a família numa situação tranquila. Cerca de 15 bons imóveis garantem renda para a viúva Dilma Jane até hoje. Um dos apartamentos fica no centro de Belo Horizonte.
Foi exatamente esse apartamento o usado por Dilma Rousseff no final dos anos 60 para fazer reuniões com colegas militantes de esquerda e preparar ações a favor da luta armada contra a ditadura militar.
Ao terminar o ginásio, em 1963, Dilma prestou concurso para fazer o clássico em ciências sociais (um dos ramos do ensino médio daquela época). Em 1964 começou no Colégio Estadual Central. "Esse era "o" colégio de Belo Horizonte. Ali acontecia toda a agitação política estudantil da cidade", recorda-se Fernando Pimentel, 58, ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008) e também ex-aluno do Estadual Central -no qual frequentava uma célula política comandada pela pré-candidata do PT ao Planalto.
Quando começou o clássico, em 1964, Dilma teve contato com militantes da esquerda organizada. "Foi a primeira vez que eu soube que as pessoas iam presas por crime de opinião", recorda-se. Em 31 de março daquele ano, o país sofreu um golpe de Estado. Uma ditadura militar se instalou.
Ao se aproximar dos grupos de esquerda, Dilma recebeu um texto para ler. "Era um livrinho. Chamava-se "Acumulação primitiva". Era um dos capítulos mais vitais do "Capital", do Marx. Li e não entendi. Aí eu perguntei o seguinte: "afinal de contas, ele é a favor dos trabalhadores ou não?'"
É raro Dilma tratar de temas mais filosóficos e não inserir uma citação literária. Sobre religião, por exemplo, fala dos romances de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), permeados do conceito de que, "se Deus não existe, tudo é permitido". Ao ser presa acusada de subversão pela ditadura militar, em 1970, sua ficha preenchida pela polícia paulista continha a inscrição "não tem religião" em um dos campos.
Hoje, a ministra contemporiza. Numa sabatina na Folha, em 2007, disse: "Fiquei durante muito tempo meio descrente. Acredito que as diferentes religiosidades são fundamentais para as pessoas viverem. A gente não pode achar que existe aquele seu Deus". Mas ela acredita em Deus? "Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há? Eu me equilibro nela."

Militância
Egressa do Sion, Dilma tinha facilidade não apenas com literatura, mas também com matemática. No movimento estudantil secundarista, entre reuniões para discutir política e como seria a próxima passeata de protesto, a simpatizante da Polop dava aulas particulares. A Polop era como todos se referiam à Organização Revolucionária Marxista Política Operária. Mais tarde, em 1967, o grupo virou Comando de Libertação Nacional (Colina).
"O Zé Aníbal estudava no colégio Marconi e lá não tinha boa formação em matemática. Então fui eu estudar matemática com ele, na minha casa, todos os dias", diz Dilma. O Zé Aníbal que estudou com Dilma em 1966 é o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), à época também um simpatizante da Polop em Belo Horizonte. Os dois passaram no vestibular e entraram juntos para a Face (Faculdade de Ciências Econômicas) da UFMG.
O futuro deputado tucano teve a ajuda da futura petista não só para aprender matemática. Na primeira semana de aula, em 1967, a Polop estava tentando destronar um pouco o grupo político de esquerda AP (Ação Popular), ligado à Igreja Católica, então dominante no movimento estudantil.
Zé Aníbal foi escolhido para ser candidato a representante dos primeiranistas. "A Dilma fez muita campanha para mim. Trabalhou como cabo eleitoral. Ganhei por um voto de diferença contra o candidato da AP", relata o hoje deputado federal pelo PSDB paulista.
Ser da Polop era estar por dentro do que se passava nas principais rodas políticas e culturais de Belo Horizonte. "A Polop misturava de tudo. Tinha Lênin, Marx, Rosa de Luxemburgo e uma pitada de Trotsky. Era o grupo mais intelectualizado. O pessoal da AP rezava o dia inteiro. Os do PC do B só liam Mao Tse-Tung. A Polop era um movimento iluminista", descreve Apolo Heringer, 67, um dos gurus da esquerda belo-horizontina nos anos 60.
Não era um grupo numeroso. Basta dizer que um dos principais veículos a conduzir os militantes para cima e para baixo era um Volkswagen sedã verde abacate. O Fusca foi o presente que Zé Aníbal ganhou do pai ao entrar na faculdade. Dilma andou muito naquele fusquinha.
A verdade é que as conversas eram sobre revolução e exploração dos trabalhadores, mas "pobre, mesmo, não tinha muitos, não". A lembrança é do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. "Todos eram, pelo menos, de classe média".
Foi numa sessão de cinema, "possivelmente um filme italiano, do [Federico] Fellini", que começou o namoro entre Dilma e o jornalista Cláudio Galeno de Magalhães Linhares.
Galeno já havia estado preso e tinha habilidade com produtos químicos. Seu pai era farmacêutico. "Andaram falando que eu fabricava bombas. Não tem nada disso. Fabriquei alguns protótipos de uma caixa com um dispositivo eletroquímico. Era para guardar documentos secretos. Se a repressão abrisse, a caixa entraria em combustão", diz. Só duas dessas engenhocas foram fabricadas. Uma acabou nas mãos da polícia. Não pegou fogo. O dispositivo não estava armado.
O casamento foi em setembro de 1967, só no civil. Familiares e amigos compareceram ao cartório. "Eram 30 ou 40 pessoas. Muitos já eram procurados. Se a polícia baixasse ali levaria alguns", diz Galeno, 25 anos à época. A noiva tinha 19.

"Aparelho"
Foram morar no apartamento da família Rousseff, no centro de BH. Eram tantas as reuniões políticas que o local era considerado quase um "aparelho" da Polop e do Colina -"aparelho" era o jargão para designar os endereços para encontros das organizações proscritas pela ditadura militar.
Foi nesse apartamento que Dilma e Galeno tiveram seus últimos dias antes de cair na clandestinidade. Jorge Nahas e outros militantes foram presos em janeiro de 1969, num confronto com a polícia. Morreram dois policiais. Os organismos de repressão mineiros começaram a caçar ostensivamente os militantes de esquerda -os subversivos, como se dizia.
O casal passou a dormir em locais diferentes. "Mas daí nos disseram que alguém havia escondido microfilmes nas caixas dos interruptores de quarto do apartamento. Eram fotos de locais usados em nossos treinamentos militares", disse Galeno à Folha em entrevista neste mês, em Belo Horizonte.
Com todo cuidado, entraram a pé pela garagem. Galeno descreve: "Olhamos pela janela e vimos uma caminhonete C14 e um Aero Willys, os dois de cor preta, da polícia. Ficamos em silêncio total, sem acender as luzes. Encontramos os microfilmes que nem eu nem a Dilma sabíamos da existência. O problema era como destruí-los".
Jogar no vaso sanitário e dar a descarga faria barulho. Queimar produziria fumaça. A solução foi desenrolar um cabide de arame enfiar os microfilmes nos ralos do apartamento. "Mas você imagine a tensão... Eles não sabiam que estávamos lá. Um policial subiu e tocou a campainha. Nós vimos que era um policial pela fresta de baixo da porta, com todo cuidado. Ele usava coturnos", relata Dilma.
Foi uma noite em claro. Galeno se lembra de terem levado colchões para a sala, em frente à porta. "Era uma espécie de barricada. Se entrassem atirando nós teríamos alguma proteção inicial mínima." Por volta das 6h do dia seguinte, um barulho no corredor externo chamou a atenção. Dilma relata: "Era a empregada do vizinho esperando o elevador. Pelo olho mágico deu para ver que ela levantou a saia, coçou a coxa e ajustou a meia. Uma mulher só faria aquilo no corredor se soubesse que estava sozinha. Olhamos pela janela e os carros da polícia não estavam lá."

Clandestinidade
Era o momento da troca de turno. "Eu disse: vamos nessa", conta Galeno. Dias depois os dois já estavam no Rio, clandestinos, usando nomes falsos e pulando de casa em casa. O casamento também estava chegando ao final. Dilma ficou no Rio. O marido foi para o Rio Grande do Sul, atendendo a um chamado do Colina. No dia 1º de janeiro de 1970, ele participou de um sequestro de um avião em Montevidéu, no Uruguai, e refugiou-se em Cuba.
O ano de 1969 foi intenso para Dilma. Ela usou vários codinomes, entre os quais Luiza, Wanda, Marina, Estela, Maria e Lúcia. Conheceu seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Quando se viram pela primeira vez, ele tinha 31 anos. Dilma estava com 21. "Sou 9 anos e 10 meses mais velho que a Dilma", calculou Araújo numa das conversas que teve com a Folha em Porto Alegre, onde mora e trabalha até hoje.
Era um comunista que conhecia União Soviética, Polônia, Checoslováquia. Havia militado ao lado de Francisco Julião nas Ligas Camponesas, no Nordeste. Algumas semanas depois de se conhecerem, no início de 1969, Araújo e Dilma já estavam vivendo juntos. "Foi uma paixão. Ela era muito linda. Ela era uma mulher muito bonita. Mesmo usando óculos." Dilma tinha 9 graus de miopia. Hoje, usa lentes de contato.

VAR-Palmares
Naquele final de anos 60, a hoje ministra participou de reuniões secretas em São Paulo e no Rio nas quais as organizações de esquerda armada iam se fundindo ou rachando conforme a ideologia do momento. "O livrinho do Régis Debray, "A revolução na revolução", colocou fogo em todos. O texto chegou mimeografado para nós, contrabandeado do Uruguai. Muitos acharam que o foquismo era a solução. Por um momento, a Dilma achou isso também", diz Apolo Heringer.
Pensador de esquerda francês, Debray morou em Cuba, conheceu Fidel Castro e Che Guevara. Difundiu a teoria do foco. Heringer, hoje um pacifista e ambientalista, descreve: "Era a tese da coluna móvel estratégica. Seria o organizador coletivo para movimentar as massas, como um motor. Atuava-se nas cidades e refugiava-se nas florestas, derrotando o Exército aos poucos, a cada combate, conquistando adesão das massas. Não tinha a menor base na realidade brasileira".
Deu-se então a fusão do Colina, de Dilma e Araújo, com a Vanguarda Popular Revolucionária, de Carlos Lamarca. A nova organização, criada em meados de 1969, chamava-se Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
O novo grupo falava em combater a ditadura, mas a alternativa não era propriamente democracia. Em 1970, um militante foi preso em Goiânia com um estatuto da organização. A VAR-Palmares se definia como instituição "político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo".
Quem descumprisse o cânone interno ficava sujeito a sanções de "censura, verbal ou escrita", "expulsão" e até "justiçamento" -essa pena de morte seria "aplicada por um tribunal revolucionário", e infrator poderia ou não "estar presente ou tomar conhecimento" da pena.

Treinamento militar
A associação entre Colina e VPR durou poucos meses. Lamarca queria aprofundar as ações armadas. Outros divergiam. Racharam antes do final de 1969. Mas ainda deu tempo para Dilma ir ao Uruguai clandestinamente ser treinada em técnicas militares -ela não precisa o momento exato.
Em março de 2009, à Folha, Dilma havia negado esse treinamento de forma categórica: "Nunca fiz nem treinamento no exterior nem ação armada".
Confrontada com a contradição, alega que, à época, não queria falar de atos envolvendo outros países. Resolveu fazer a revelação depois da eleição de José Mujica, ex-guerrilheiro da organização Tupamaros, que lutou contra a ditadura militar uruguaia. "O presidente Mujica está ali e sabe como é que foram os anos 70", diz Dilma.
A seguir, seu relato, inédito, sobre o treinamento militar -e não de "guerrilha", diz ela.
"Era perto daqui, no Uruguai. Geralmente a gente fazia numa fazenda. Era mais seguro você fazer na fronteira. Eu estava no Rio e fui a Porto Alegre. Foi do lado de lá da fronteira. Ia pouca gente. Na minha vez foram cinco ou seis pessoas. Eu usava uns óculos com lentes bem grossas. Eu nunca tive pontaria, mas pegava bem. Era uma ótima limpadora. O meu treinamento foi muito simplório. Não se atirava muito. Montava-se e desmontava-se [armas]. Também [havia treinamento] de segurança. Você olha como é que faz para não ser seguido. Eles chamavam de treinamento de inteligência."

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Matéria publicada na FOLHA DE S.PAULO EM 21.2.2010

BISCATES EM DESFILE!

Lula no lugar errado, mas na hora certa. A Convenção petista e a novela do Distrito federal em seu enésimo capítulo!
Acompanhe agora o que de mais importante aconteceu na política brasileira, nesta semana:
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E ELE SÓ QUERIA RENOVAR O ESTOQUE DE CIGARRILHAS...

O Luiz Inácio visitava ontem, da maneira festiva de sempre, o EL COMA ANDANTE Fidel Castro em Havana. Queria se despedir da múmia cubana, porquê é a última visita que ele faz como presidente do Brasil.A morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, 42,que estava em greve de fome a 85 dias, jogou água no rum da festança.

Pior: ao lado do ditador cubano de plantão, Raul Castro - irmão do Fidel -, Lula teve de ouvir do véio Raul, em alto e bom som, que em Cuba não existe liberdades e que a imprensa não é livre mesmo. Raúl foi sincero, como poucas vezes eu vi em palavras saídas da boca de um ditador sanguinário do naipe dele. Lula, de ladinho, ficou roxo.

Segundo grupos de direitos humanos, mais de 30 oposicionistas foram presos ou mantidos em suas casas por agentes de segurança, só para não ir ao enterro de Zapata. É triste a gente ver, em pleno 2010, um Governo agir assim com seu povo. Mais triste ainda o presidente do Brasil estar lá, se calar sobre o fato e se prestar a esse triste papel.
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NÃO SOBROU NINGUÉM?

Governador da vez no DF após a renúncia de Paulo Octávio, o deputado Wilson Lima (PR) tem anotada na sua capivara um projeto que alterou em 2006 o Plano Diretor do Gama, liberando terrenos residenciais para construir postos de gasolina. Relator do projeto, foi acusado de mudar o texto para beneficiar amigos sem nem mesmo informar à Câmara.

Responde ainda pela prática de nepotismo e pelo desvio de servidores para um instituto que leva seu nome.
Será que não sobrou ninguém com lisura pra governar o DF? Impressionante!
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O QUE PO REALMENTE TEM MEDO

Paulo Octavio não queria largar o osso, por duas razões: a primeira é que fora do cargo, ele pode ter seus bens arrestados pela Justica. E a segunda: suas empresas, que tem negócios milionários com o Governo do DF, seriam muito prejudicadas.

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INTERVENÇÃO JÁ APARECE NO HORIZONTE


As bancadas do Congresso já estão intranquilas: uma intervenção no Distrito Federal impediria a votação de emendas à Constituição. Na fila, estão a PEC das 40 horas da jornada de trabalho e a que cria o piso dos policiais militares.
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AGORA FOI!
Paulo Octávio, aquele que foi, vortô, e foi de novo - dessa vez pra sempre - tinha escrito duas versões da carta de desfiliação ao DEM. Uma era dura e cobrava lealdade da sigla, citando sua desistência de disputar o governo, em 2006, para compor com Arruda. Como é ainda um menino de juízo, PO mandou mesmo a versão mais enxuta, que apenas comunicou a partida. Quem tem...
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ATÉ A ÚLTIMA GOTA
Pouco antes da desfiliação, seguida da renúncia ao governo, "PO" ainda tentou uma última conversa para obter apoio dos "radicais" Ronaldo Caiado e Demóstenes Torres. Sem sucesso.
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CUSCUZ PLANALTINO

Numa operação abafa, a direção do DEM mandou que Alberto Fraga deixe a Secretaria de Transportes do DF e reassuma o mandato de deputado. Querem assim silenciar o ardoroso defensor de Arruda e "PO". Os Democratas (!) também querem tirar de cena Osório Adriano, suplente de Fraga cujo nome anda rondando o escândalo.
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KASSAB NA TV: SÓ DEU ELE!

Destroçado pelo panetonegate e pela ameaça de cassação de Bolinha Kassab, o DEM prepara um "encontro nacional" em desagravo ao prefeito paulistano, que nessa semana, foi a estrela da TV aqui em Sampa.

Em um único intervalo comercial na terça, da série "CSI" na Record, Bolinha somou mais de três minutos de exibição da mesma propaganda, onde ele aparece em meio ao lixo e aos estragos das chuvas de SP, dizendo que "está trabalhando como nunca". Nada como ter o fiofó na mão pela cassação pra passar a trabalhar, né?
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ZÉ DIRCEU, O CAPITALISTA?

Zé Dirceu é um comunista muito esquisito. Saiu do Governo e tem ganho uma bala como "consultor de empresas". Sei.

O Companheiro, que recebeu ao menos R$ 620 mil do grupo empresarial que será beneficiado no caso de reativação da Telebrás, tem dito que pretende parar com todas as consultorias e se dedicar exclusivamente à política. Depois dessa, dá pra parar mesmo, né?
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SERÁ QUE AGORA A PUTARIA SINDICAL ACABA?

Diante da perspectiva de perder no Supremo Tribunal Federal a batalha pela manutenção da contribuição sindical obrigatória, as centrais sindicais não pensam apenas no dinheiro que deixarão de ganhar. As centrais podem ser obrigadas a devolver o que o governo já lhes repassou.

No ano passado, as seis reconhecidas pelo Ministério do Trabalho receberam R$ 64 milhões.
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DILMA,PAZ E AMOR VEM AÍ!

O discurso de Dona Dilma no congresso do PT não se prendeu em comparações com o governo - da tia véia e invejosa- FHC. Houve apenas a indireta "não sucumbimos a modismos ideológicos" e a ironia a respeito de "mudar a regra no meio do jogo", esta em referência à emenda da reeleição de FHC.
O Planalto não desistiu da estratégia plebiscitária, lógico.
Mas o núcleo da campanha considera que a tarefa de bater nos tucanos deve ficar a cargo de Lula e do partido -além, é claro, de Ciro Gomes (PSB). Nenhum deles perde nada se a tucanada revidar.
Mas a candidata, que já tem fama de brava e passa por um processo de "paz-e-amorização", precisa ser preservada.
O discurso da candidata nunca foi planejado para ser curto, mas cresceu turbinado pelas emendas à esquerda aprovadas no documento do PT, na tentativa de marcar diferenças entre programa de partido e programa de governo.
E a roupitcha vermelha dela? Foi o marqueteiro João Santana quem sugeriu a Dilma usar a mesma blusa vermelha que ela vestiu no mais recente comercial do PT e na foto do painel instalado no palco do congresso.Tadinho, vai ter trabalho...
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QUANDO O PAI LULA FALA...

Embora a fala de Lula sobre os perigos dos palanques duplos tenha incluído bronca "na moral" no PT de Minas - dividido entre dois pré-candidatos enquanto um peemedebista nada de braçada liderando as pesquisas - o PMDB - nosso querido partido prostituta - já viu nas palavras do Luiz Inácio um recado aos seus candidatos, principalmente ao ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que insiste em enfrentar na Bahia Jaques Wagner, um governador não apenas petista, mas assim com o hómi.
Puta véia, o PMDB viu nas entrelinhas recado também na ameaça de Lula de não ir aonde houver encrenca. Aí, o recado seria para o carioca Sérgio Cabral, que ainda está espumando pelos encontros de petistas e Dona Dilma com Garotinho.
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BICICLETA COM RODINHAS

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, deu a melhor definição da candidatura da Dona Dilma: "Ela é uma bicicleta com rodinha. Vamos ver se, tiradas as rodinhas (Lula), ela passa da segunda pedalada".

SEN-SA-CIO-NAL!
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FRASE DA SEMANA:

"As vezes, é preferível ser uma relva no campo do que um bonsai no palácio".
De Marina Silva, em vídeo colocado pelo PV na internet, sobre a decisão de abdicar da cadeira de senadora e concorrer à Presidência.
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Até Quinta!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

SBT: ESTRÉIAS E MUITAS NOVIDADES NA PROGRAMAÇÃO


O SBT resolveu finalmente dar uma sacudida geral, e anunciou boas novidades na sua programação.

A partir de segunda - 1/3 - novas atrações entram na telinha do seu Silvio, e a primeira delas é novela do autor Tiago Santiago, "Uma Rosa Com Amor", e vai ao ar de segunda a sábado, às 20h15, horário em que nenhuma concorrente apresenta novelas atualmente.

"Uma Rosa com Amor" tem a direção de Del Rangel e atores como Betty Faria, Edney Giovenazzi, Lúcia Alves, Jussara Freire, Toni Garrido, Etty Fraser, Isadora Ribeiro, Luciana Vendramini, Gisele Fraga, Rubens Caribé e Clarisse Abujamra.
É um "remake" de uma novela escrita em 1972 para a Globo por Vicente Sesso,e que tinha como par romântico Marília Pêra e Paulo Goulart. Nessa nova versão, o casal principal será formado por Carla Marins e Cláudio Lins.

O elenco da novela "Uma Rosa com Amor"

A história - sim, meus amigos, eu me lembro muito bem dela! - é ótima, a produção parece ser bem cuidada e o elenco, muito bom. Tem tudo pra ser um sucesso, principalmente pelo horário alternativo.

Na quinta-feira - 4/3 - , às 22h15, estreia o programa investigativo "Conexão Repórter", de Roberto Cabrini, ótimo jornalista,de volta ao SBT.Cabrini faz reportagens como nenhum outro jornalista na tv brasileira, atualmente. O programa deve render.

Aos sábados, a partir do dia 6 de março, às 22h25, entra no ar o "Aventura Selvagem", com Richard Rasmussen, biólogo que vai viajar o mundo para mostrar aspectos ambientais, culturais e históricos de diversos países.Bichos são sempre audiênbcia garantida, e Rasmussen, que o SBT "roubou" da Record, é um craque em transformar "biologês" numa linguagem fácil de ser entendida, principalmente pelas crianças, público alvo do programa.

Será também a partir de março que novos filmes serão exibidos. E é aí que o seu Silvio, na minha modesta opinião, tem tudo pra arrebentar! Graças aos polpudos acordos da rede com a Warner e Paramount, veremos
"Harry Potter e a Ordem da Fênix", "Batman, o Cavaleiro das Trevas", "Hairspray", "Agente 86" e "Speed Racer" estão entre os títulos.

E mesmo sem data definida, é certo que novos programas serão lançados, como "Romance no Escuro", "O Grande Desafio", "Solitários 2", "Jogo das Loiras", "Pegue seu Dinheiro e Corra", entre outros.

O SBT mostrou as armas. Aguardemos as outras redes fazerem o mesmo.

HOLLYWOOD SE RENDE À MULEKADA: CASAL DE "CREPÚSCULO" VAI APRESENTAR PRÊMIO NO OSCAR!


Taylor Lautner
e Kristen Stewart- o Jacob Black e a Bella Swan dos filmes da série "Crepúsculo" - vão apresentar pela primeira vez o vencedor em uma das categoria do Oscar.

Kristen Stewart e Taylor Lautner, de "Crepúsculo" Foto:Joel Ryan/Nina Prommer

O anuncio foi feito oficialmente pelos produtores da cerimônia, que vamos ver no próximo dia 7 de março.

Lautner está nas telonas atualmente, no filme "Idas e Vindas do Amor". Já Stewart será vista em setembro no filme "The Runaways", ainda sem título em português. Ambos já terminaram de rodar suas participações no filme "Eclipse", o terceiro da saga "Crepúsculo".

Além dos dois, outros astros adolescentes estarão na cerimônia. A intérprete de "Hannah Montana", Miley Cyrus, e o astro dos filmes da franquia "High School Musical", Zac Efron, fazem sua segunda aparição numa festa do Oscar.

Miley Cyrus, a "Hanna Montana" e Zac Efron, de "HighSchoolMusical" Foto:AP/Efe/Divulgação


É Hollywood se rendendo aos apelos - e ao talento - da mulekada!



FOTOGRAFIA: UMA NOVA MANEIRA DE VER - E SENTIR - CIÊNCIA!


Pessoal:


Harvard University

Vamos ver se vocês adivinham o que seja a foto acima...

Difícil, né? É uma esfera verde microscópica envolta por fibras de polímeros com diâmetros equivalentes a 1/500 de um fio de cabelo!

Essa foto foi a grande vencedora de um concurso anual promovido pela revista Science e pela Fundação Nacional da Ciência, dos Estados Unidos, para premiar imagens científicas.

Os autores da foto, batizada de "Save our Earth. Let’s Go Green" (Salve a nossa Terra. Vamos nos tornar verdes), dizem que ela pode ser uma representação da necessidade de cooperação entre pessoas de todas as áreas para lidar com as questões mais importantes do planeta.

Segundo um dos autores, o pesquisador Sung Hoon Kang, da Universidade Harvard, cada minúscula fibra pode representar uma pessoa. No conjunto, elas são capazes de sustentar a esfera (ou a Terra).

Entre os premiados com menções honrosas pelo concurso “International Science & Engineering Visualization Challenge” na categoria fotos estão uma imagem de cristais de um sal coletado no Vale da Morte, na Califórnia, uma imagem semelhante a flores coloridas formada por uma experiência com células e uma foto que mostra o processo de auto-fertilização de uma flor.

Na categoria ilustrações, uma das imagens vencedoras mostra uma representação gráfica das forças exercidas por células pulmonares ao formarem vasos capilares. A imagem tridimensional faz parte de um projeto para apresentar dados científicos de maneiras novas e criativas.

Outra ilustração, que recebeu uma menção honrosa, mostra um hipotético hambúrguer de água-viva. A criação de uma cientista marinha e de um ilustrador gráfico tinha como objetivo alertar para os perigos da pesca excessiva e das mudanças climáticas para a vida marinha.

Segundo os criadores da imagem, o aquecimento dos oceanos reduzirá os estoques de peixes, mas permitirá a multiplicação de espécies agressivas como as águas-vivas.

O concurso premiou ainda concorrentes nas categorias gráficos e pôsteres de informação, games interativos e mídia não interativa.

Os premiados foram anunciados na última edição da revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

Veja mais fotos:

"Flower Power": esta imagem foi criada por acaso com o colapso de células sobrepostas a pilares de polímeros com 10 micrômetros de altura. Os cientistas estudavam as forças exercidas pelas células e foram surpreendidos pelo aparecimento das formas. A imagem recebeu menção honrosa.
University of North Carolina at Chapel Hill

"Self-fertilization": esta imagem, também menção honrosa, mostra um processo de auto-fertilização da flor da espécie 'Arabidopsis thaliana'. Os autores pintaram de azul os grãos de pólen e os ovários da flor. Tallinn University of Technology

Branching morphogenesis": esta imagem, primeiro prêmio na categoria ilustração, mostra as forças exercidas por células pulmonares ao formar capilares. A imagem faz parte de um projeto para apresentar bases de dados grandes e complexas em novas formas. University of Pennsylvania's Sabin + Jones Lab Studio


"Jellyfish Burger": a ideia dos autores desta imagem de um hambúrguer de água-viva era usar uma imagem absurda para advertir sobre os riscos da pesca excessiva e das mudanças climáticas sobre a fauna marinha. Com o aquecimento dos oceanos, as águas vivas se tornariam mais comuns. University of British Columbia

"Microbe vs. Mineral": esta foto, que recebeu menção honrosa, foi tirada por um cientista da Universidade de Wisconsin e mostra cristais comprimidos de um sal coletado no Vale da Morte, na Califórnia. Ao pingar água sobre os cristais, micróbios começaram a ganhar vida. As cores são produzidas pela luz que passa pelos cristais. University of Wisconsin - Stevens Point

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

AUSSIEBUM: LINHA 2010!

Pessoal:

A partir de agora, o blog conta também com o prestígio de uma das mais famosas marcas masculinas de moda íntima, moda praia, moda surf, moda casual,moda esportiva, moda louge e acessórios do mundo.

Tanks, AussieBum!

"ÈTERNELLE DALIDA": ESPETÁCULO FAZ SUA ÚLTIMA APRESENTAÇÃO EM SP!

Pessoal:

Marcela Volpe está terminando suas apresentações do espetáculo "Èternelle Dalida" aqui em SP.

Na primeira apresentação abaixo, Marcela interpreta uma das 10 músicas da Diva que ela personifica no espetáculo . "Laissez-Moi Danser" - foi feita na mesma NOSTRO MONDO onde ela vai se apresentar amanhã, 24.2.

O espetáculo começa pontualmente às 23h., tem a participação especialíssima da Diva Gretta Sttar, e o ingresso custa só R$ 10,00.

É a última oportunidade dos brasileiros verem esse espetáculo maravilhoso!


Vejam:




E nesse segundo vídeo, fiz uma edição de uma apresentação da Dalida, de 1995, com a apresentação da Marcela.

Espero que vocês gostem!



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A SEMANA ILUSTRADA!

Pessoal:
Temos o rescaldo de carnaval, a convenção do PT, Arruda ainda no xadrez, e a simpatia esfuziante dos candidatos Dona Dilma e Serra!
Vejam: