quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

JARED PADALECKI E JENSEN ACKLES: OS IRMÃOS MAIS GOSTOSOS DA TELINHA!


Pessoal:
Muitas amigas e amiguettes pediram uma postagem especial, com os dois gostosos da série "Sobrenatural".
Vocês pedem, eu faço"!

Jared (esquerda) e Jensen (direita) os irmãos Winchester de "Sobrenatural"


JARED PADALECKI

Jared Tristan Padalecki nasceu em San Antonio, Texas, em 19 de julho de 1982, e é o filho do meio - de pai polonês e mãe americana.

Essa mistura resultou nesse homem belíssimo, de 1,92 metro e 27 anos.

Até se tornar ator, morou em sua cidade natal, onde começou a ter aulas de teatro aos 12 anos.

Em 1999 se inscreveu na competição ‘Claim to Fame’ que foi organizada e patrocinada pelo Teen Choice Awards. E ganhou!

Chamou a atenção de todo mundo, e foi bastante assediado por agências de talentos e a de modelos. Surpreendentemente, ele optou por voltar para casa e terminar o colegial. Logo que se formou ,ele se mudou para Los Angeles, para tentar ser ator.


Um dos seus primeiros trabalhos foi em A Little Inside em 1998, aos dezessete anos.

Em seguida, vieram mais trabalhos sendo que os mais marcantes foram: Cry Wolf - como Tom. Também fez pequenas participações em filmes como "O anel da Luz eterna", em 2002 - como Zachary Gray; O Voo da Fênix,em 2004 - como Davis; Doze é Demais, em 2003 - como Bully; "New York Minute", com Ashley e Mary Kate Olsen, em 2004 - como Trey Lipton; e A Casa de Cera, de 2005 - como Wade .


No meio desses trabalhos para as telonas, ganhou o papel de ‘Dean Forrester’ no seriado de sucesso da Warner, Gilmore Girls, onde ficou por cinco temporadas.


Outras participações de Jared na telinha incluem, "Room 401", da MTV - produzido por Ashton Kutcher- e uma participação na série "ER", em 2001.


Mas o seu papel mais importante ainda estava por vir: Desde 2005 ele é Sam Winchester, na ótima série "Superrnatural/Sobrenatural".


Paralelamente à série, continua aparecendo nas telonas.

Seus mais recentes trabalhos são: "Thomas Kinkade's Home To Christmas" filmado em 2008; uma biografia do conhecido pintor americano, onde Jared fez o papel do proprio pintor, Thomas Kinkade; e em 2009, interpretando o protagonista Clay no terror Friday the 13th.

Atualmente vive em Vancouver, Canadá, onde a série "Sobrenatural" é filmada.


JENSEN ACKLES

Jensen Ross Ackles também é texano - nasceu em Dallas, em 1 de março de 1978 , e também é o filho do meio - tem um irmão mais velho e uma irmã mais nova, igual ao Jared!

Sua ascendência inglesa, escocesa e irlandesa deu a ele um rosto que fotografa muito bem, e um corpo maravilhoso, distribuído em 1,85m. Atualmente, tem 31 aninhos.


Quis ser médico especializado em medicina esportiva, mas a carreira como ator falou mais alto.


Até 1996, era modelo.

Depois, começou a concentrar-se na carreira de ator, onde apareceu em vários papéis pequenos, como em Mr. Rhodes, Sweet Valley High e Cybill, antes de se juntar ao elenco da novela da NBC "Days of Our Lives", no papel de Eric Brady, em 1997.


No ano seguinte, ganhou o Soap Opera Digest Award , como Ator Revelação Masculino, e ainda foi foi nomeado por mais três vezes - 1998, 1999 e 2000 - para o Daytime Emmy Award , como o Mais Jovem Ator numa Série de Drama por seu trabalho em "Days of Our Lives", série que deixou em 2000 para participar da mini-série "Blonde", sobre a vida de Marilyn Monroe.


Ele também disputou o papel do jovem Clark Kent em "Smallville", que ficou com o ator Tom Welling.

Participou como convidado na série de televisão "Dark Angel" na FOX, em 2001 - como Ben/X5-493, o psicopata, serial killer "irmão" da personagem principal Max/X5-452 interpretada por Jessica Alba- .

Sua personagem morreu , mas Ackles retornou à série na segunda temporada como o clone de Ben, Alec/X5-494. Ele permaneceu na série até seu cancelamento, em 2002.

Em 2003, já na Warner Bros, fez diversas aparições na série "Dawson's Creek" no papel de C.J..

Em 2004, entrou na quarta temporada de "Smallville", interpretando a personagem Jason Teague, assistente do treinador de futebol e também namorado da Lana Lang de Kristin Kreuk. Sua personagem era filho da vilã Genevieve Teague, interpretada por Jane Seymour.

Voltou à televisão - e à Warner em 2005 - , para atuar em "Supernatural/Sobrenatural", no papel do politicamente incorreto Dean Winchester ao lado de Jared Padalecki, que interpreta seu irmão mais novo, Sam.

Os dois irmãos passam todos os episódios viajando pelos Estados Unidos, primeiro à procura do pai, John Winchester - interpretado por Jeffrey Dean Morgan -, e depois em busca de respostas sobre a morte sobrenatural de sua mãe, já que o negócio deles três - pai e filhos - é eliminar demônios, fantasmas e outras criaturas sobrenaturais.

No caminho, topam com zumbis, anjos, metamorfos e toda a sorte de criaturas estranhas. É uma das séries atuais da telinha que eu mais gosto!

Também atuou no filme "Devour" (Adoradores do Diabo), no qual contracena com seu pai. Seu filme mais recente é "My Bloody Valentine 3-D". O gostoso também está na lista dos Homens mais Sexys do Mundo.

E apesar da série ser toda filmada em Vancouver - Canadá, ele só vai para lá pra filmar, pois continua morando em Los Angeles.

A saga dos irmãos Winchester é a série mais assistida pelos jovens no mundo, desbancando até então favorita "Smallville".

Ambas são produzidas pela Warner.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

GRETTA STTAR: NOSSA CANÇÃO



A Diva da Noite Paulistana, em mais uma apresentação de babar!


PROPAGANDAS LEGAIS!


Pessoal:

Todas elas são muito legais, vale a pena assistir.

Continuem mandando, que eu publico, aqui e no YouTube!

Veja:



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PAÍS PUTEIRO!

Pessoal:

Os temas abordados hoje são:

1. A CAIXA PRETA DA GRANA DAS CAMPANHAS

2. SÃO PAULO FAZ ANIVERSÁRIO, SEM TER MUITO O QUE COMEMORAR
Veja:

AS MELHORES CHARGES DE POLÍTICA DA "FOLHA DE S.PAULO" NA SEMANA

Pessoal:
Das enchentes ao aniversário de São Paulo .
Do 'terrorismo tucano' à imagem do brasil no exterior.
Os artistas da "Folha de S.Paulo" aproveitam tudo!
Veja:





domingo, 24 de janeiro de 2010

SERIADOS AMERICANOS OCUPAM O HORÁRIO NOBRE DA TV ABERTA

Pessoal:

Pra quem gosta de seriados americanos como eu, a partir de amanhã a tv aberta será um prataço!

Com estreias na Record e no SBT, o horário nobre da telinha voltou a exibir bons seriados americanos, de olho na audiência acima dos dez pontos.

Desde setembro , quando colocou diariamente no horário nobre a minissérie "Harper's Island - O Mistério da Ilha", o SBT viu sua audiência no horário crescer bastante.

Mas se deu bem mesmo quando resgatou da alta madrugada a série "Supernatural/Sobrenatural" -em parte pegando carona em "Crepúsculo" e "True Blood" - em parte porquê a série é muito boa, e os dois protagonistas são muito gatos!

Só que amanhã, o canal do Seu Silvio vai sentir a concorrência. Primeiro porque estreia um novo seriado no horário: "Gossip Girl - A Garota do Blog" tem um perfil adolescente, diferente da faixa entre os 18 e os 34 anos que assiste a saga dos irmãos Winchester, sempre às voltas com demônios, anjos, bruxas, fantasmas e uma infinidade de forças ocultas.

Elenco de "Grossip Girl"

Para confundir ainda mais a concorrência, desde sábado a emissora vem exibindo chamadas dizendo que fará uma pré-estreia da quinta temporada de "Sobrenatural" na segunda, após "Grossip Girl". Muito legal, mas a gente só espera que o pessoal do SBT não jogue novamente essa ótima série para o limbo da madrugada.

Jared Padalecki é Sam e Jensen Ackles é Dean: os irmãos Winchester, protagonistas de "Sobrenatural"

O outro motivo é que a Record - a emissora que mais perdeu audiência no horário em que as séries do SBT são exibidas, 21h - vai no embalo e passa a reprisar, também diariamente, às 22h, a série "CSI Las Vegas" desde a primeira temporada, como o SBT fez com "Sobrenatural"!

Da esquerda para a direita - Gary Dourdan, Jorja Fox, William Petersen, Marg Helgenberger, George Eads e Paul Guilfoyle.O elenco de "CSI" - 1ª temporada

"CSI Las Vegas " está atualmente no décimo ano, e já teve vários protagonistas substituídos, principalmente o personagem chefe da equipe, 'Gil' Grissom (William Petersen), na primeira temporada ainda bem magrinho e enfrentando uma surdez progressiva. No mundo real, Petersen se tornou o produtor executivo da série a partir do terceiro ano, e optou por dar sua contribuição só atrás das câmeras.

E para quem curte a faixa da meia-noite na Record - como eu! - vale o aviso: a emissora manterá nesse horário seus outros seriados: "CSI: NY", às segundas; "CSI: Miami",às terças;"House", às quartas e uma temporada inédita de "Monk" ocupando o horário de "CSI Las Vegas" às sextas."Mulher Biônica" segue no domingo, após "A Fazenda".

Mafran Dutra, presidente do comitê artístico da Record, falou que "CSI Las Vegas" é "uma das séries mais assistidas no mundo, e com o final de 'A Fazenda', no dia 7, decidimos ocupar esse horário com séries. Estamos nos antecipando em duas semanas para o público se acostumar com o horário antes do término do reality show."
Ele conta que houve uma pesquisa de mercado para escolher a série.

Se a Record imitar mesmo o SBT, e apresentar "CSI Las Vegas" todos os dias, levaria sete meses para chegar aos episódios inéditos na TV aberta.

Alguns já acham que é tempo demais para ter uma série americana ocupando a faixa normalmente reservada a novelas e produções nacionais.
Mas eu pergunto: o que a tv aberta tem nesse horário, das 21 às 23 h? A novela da Globo, "Viver a Vida", é muito ruim, arrastada e me dá um baita sono. A Record passava a sua versão de "Bela, a Feia", também muito irregular. a Rede TV! tem o programa trash da mulher do dono, e a Band tem o R.R. Soares e sua pregração à base de golpel contry music! Só se salva o programa do Ronnie Von, na Gazeta, que sempre tem pautas e convidados interessantes, mas atinge um público muito qualificado.

O que os fãs - eu inclusive - presisamos saber é se não seremos frustrados se interromperem os episódios. Afinal, a Record muda a sua programação mais vezes que o Bispo Macedo fala a palavra "Jesus"!

Enquanto isso, na Globo, a faixa das séries infelizmente se mantém na alta madrugada. A quinta temporada de "Lost" tem ficado com oito pontos de média até o último dia 20 -e a emissora confirma que vai comprar a última temporada para 2011. No próximo dia 1º, começa a sétima temporada de "24 Horas", com o intrépido Jack Bauer - vivido magistralmente por Kieffer Sutherland - num caso que se passa inteiramente na cidade de Nova York. Só que começam muito tarde, por volta da 1, uma e meia da manhã! Não tem trabalhador que aguente.

Jack Bauer, personagem de Kieffer Sutherland em "24 Horas"

A Band tem alguns bons seriados - como "Las Vegas" e "Shield" - e diz que também vai exibir seriados no horário nobre. Só que ainda não definiu qual programa vai estrear primeiro, nem as datas. Só quer pegar a onda e surfar junto com SBT e Record.

Michael Chiklis, que também interpreta o super-herói A COISA nos filmes do "Quarteto Fantástico", é o Detetive Vic Mackey em "The Shield"


Os fãs dos bons seriados na tv aberta agradecem!

sábado, 23 de janeiro de 2010

ENTREVISTA: TERRY GILLIAM


Por
SÉRGIO DÁVILA - repórter especial da Folha de S.Paulo
enviado especial a Toronto

O cineasta Terry Gilliam deu a seguinte entrevista na última quinta-feira, durante o festival de Cinema de Toronto, onde seu filme, "The Imaginarium of Dr. Parnassus", foi exibido:

O cineasta Terry Gilliam

FOLHA - O sr. pode começar explicando por que "Brazil", o título, em "Brazil", o filme?

TERRY GILLIAM - Nos anos 40, nos EUA, época em que eu cresci, havia todas aquelas músicas que vinham do sul da fronteira com o México [cantarola "Aquarela do Brasil", que está na trilha de seu filme de 1985], pareciam vir de um mundo romântico lá na América do Sul, onde o amor florescia e tudo era lindo...

Eu cresci em Minneapolis (Estado de Minnesota), era frio, não tínhamos dinheiro, mas em algum lugar do mundo existia esse lugar paradisíaco, e era isso o que Brasil significava para mim. Era isso também para o personagem do filme, o oposto de tudo o que ele vivia. Nunca estive no país, mesmo depois do filme, acredita?

FOLHA - O sr. parece o mais não-americano dos diretores americanos, no sentido de que foge a convenções seguidas pela maior parte de seus pares.

GILLIAM - Não é meu plano, é por acaso. No caso de "Parnassus", por exemplo, pensei só no começo do filme, uma carruagem antiga com uma trupe exibindo um espetáculo antigo, ao qual ninguém presta atenção, uma forma de arte completamente ignorada. Aos poucos, a coisa toda cresce.

Eu gostaria de fazer um filme com efeitos especiais incríveis, como os outros diretores, mas não tenho dinheiro, então eu limito os momentos em que isso acontece no filme. Como? Em "Parnassus", você tem de passar por um espelho mágico e só quando está lá dentro as coisas são fantásticas. Assim eu controlo o orçamento. Dentro do espelho, efeitos especiais; fora do espelho, realidade. Mas só isso seria chato, então resolvemos complicar um pouco a trama. Aí entrou a questão da livre escolha, que permeia o filme, entre Parnassus e seu rival.

FOLHA - O que o sr. acaba de falar sobre uma forma de arte ignorada, a que não se presta atenção, pode ser metáfora para seu próprio trabalho, não? Quão autobiográfico é o filme?

GILLIAM - Tem um pouco de tudo, na verdade. A cena em que Parnassus perde tudo e vai pedir esmola remete um pouco a quando eu fiz "Tideland" (2005), meu último filme antes desse, que é ignorado até hoje. Então, eu fui às ruas de Nova York pedir dinheiro para completar o filme, literalmente. Ou seja, é sempre tudo fantasia e imaginação, mas sempre com um pé na realidade.

FOLHA - Quão difícil é ser o sr. nessa indústria?

GILLIAM - Eu não tenho escolha, então só sou. Vivo na Inglaterra há 42 anos e não perdi meu sotaque norte-americano, ou seja, fui formado em algum momento assim e assim fiquei. Mas não sou otimista em relação à indústria. Hoje, você só pode fazer um filme com orçamento de US$ 200 milhões ou de US$ 2 milhões. Não há nada no meio-termo, e eu estou no meio-termo, meus filmes custam entre US$ 20 milhões e US$ 40 milhões. "Parnassus" custou US$ 30 milhões.

É como no resto da sociedade americana nos últimos anos: os ricos ficaram mais ricos, os pobres, mais pobres, e a classe média está sendo varrida do mapa. Os filmes que atualmente são feitos refletem isso, de uma maneira estranha. O que me aborrece, porque é significativo da atmosfera para o cinema hoje em dia. Imagine: eu tinha o próximo filme de Heath Ledger depois de ele fazer o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", que todo o mundo sabia que seria um dos maiores sucessos de todos os tempos, e ainda assim ninguém me dava dinheiro! É uma loucura.

FOLHA - É uma sensação ambígua ver o filme pronto sem o ator principal por perto?

GILLIAM - Ah, sim... Eu adoraria ver o filme que planejei fazer com ele. É o mesmo filme, poucas coisas mudaram depois da morte dele, quer dizer, além da óbvia grande mudança. Ele me disse que gostaria de ver o filme pronto, eu gostaria que ele visse também, nenhum de nós teve o desejo realizado.

FOLHA - Em uma das cenas, feitas já depois da morte dele, o personagem encontra barquinhos com as fotos da Princesa Diana e dos atores Rudolph Valentino e James Dean, numa referência aos que morreram jovens e no auge. O sr. acha que Heath Ledger foi vítima da cultura de celebridades atual?

GILLIAM - Não, Heath era muito centrado. Eu não sei o que aconteceu exatamente, ou ele tomou muitas pílulas para tentar dormir, acordou e esqueceu que já tinha tomado, sei lá, mas todas as histórias que cercam sua morte são bobagens. Não havia neurose nele, e isso é que torna tudo trágico.

FOLHA - De onde veio o personagem que ele interpreta, Tony Liar (Tony Mentiroso)?

GILLIAM - Ah, ele é escorregadio, não é? Tudo começou com [o ex-primeiro-ministro britânico] Tony Blair. Ele foi tão escorregadio, empolgado e bom de convencer as pessoas das coisas mais ridículas, como a Guerra do Iraque. Quer dizer, uma coisa era o presidente Bush mentir a respeito, mas Blair era um sujeito basicamente decente. Ele me intriga.

FOLHA - O sr. estudou na mesma escola que Barack Obama, Occidental College, em Los Angeles, embora em épocas diferentes. O sr. votou nele?

GILLIAM - Não pude, porque abri mão de minha cidadania americana em 2006. Mas eu teria votado. Finalmente poderia ter escolhidos um dos 'mocinhos' num meio de bandidos. O fato de ele ter sido eleito me dá um pouco mais de esperança em relação aos EUA, mas, cara, eles estão dando uma surra nele, não estão? Mas ele é bom, e eu espero que ele se cerque das pessoas certas e acho que tem a firmeza de caráter para sobreviver a isso.

FOLHA - Seu próximo projeto é a biografia de Dom Quixote, abandonada em 2000. É seu 'Fitzcarraldo', no sentido de sonho impossível de realizar?

GILLIAM - Se você vai filmar a vida de Dom Quixote, é bom que o projeto seja um sonho impossível! [Risos] Mas é engraçado, porque eu briguei com advogados por sete, oito anos para conseguir os direitos do roteiro de volta, venci e falei, "agora vai". Mas aí eu li o texto e achei que não era muito bom. Reescrevi e está muito melhor! É quase uma sorte o filme ter sofrido o colapso que sofreu.

FOLHA - Então, o sr. não acredita no que a indústria chama de "a maldição de Gilliam"?

GILLIAM - Não, não acredito... Acho que é quase o oposto, eu sou quase sortudo. Não acho que foi a "maldição de Gilliam" que matou Heath nem que matou o filme de Quixote. Os deuses do cinema gostam de tornar as coisas mais difíceis para mim, mas acho que o resultado são filmes melhores, porque foram tão difíceis de ser feitos. Já me acostumei a encontrar dificuldades, que dão soluções interessantes na tela.

FOLHA - As restrições financeiras o forçam a ser mais criativo, de certa maneira?

GILLIAM - Sim, claro. Dão um equilíbrio interessante, de eu não ter o tanto de dinheiro que queria para fazer, mas o tanto que eu deveria gastar. Caso contrário, se eu tivesse total liberdade, seria ridículo. Eu não saberia me concentrar e quereria tudo. Assim, é mais simples: de seis coisas eu posso ter duas. E pronto.
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HOPE FOR HAITI NOW! VOCÊ AINDA PODE - E DEVE - AJUDAR!


Eu simplesmente adoro esse cara!

Mesmo tendo feito o pior filme de todos os tempos do meu herói favorito - o pavoroso Batman & Robin - eu não consigo deixar de gostar de George Clooney.

Nesses dias ele está com uma superexposição na mídia, porquê seu filme "Up in the Air/Amor sem Escalas" é cotadíssimo ao Oscar de melhor filme - o filme já levou o Globo de Ouro de melhor roteiro de cinema.

Clooney é um cara esperto. E aproveitou sua esperteza, superexposição e livre trânsito no show business para reunir uma constelação de amigos, num show que a tv americana exibiu ao vivo ontem à noite, para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti.

George Clooney, ontem à noite

O evento de duas horas "Hope for Haiti Now" - Esperança para o Haiti Agora - foi organizado pelo ator e pelo rapper Wyclef Jean, nascido no país caribenho.

O Hope for Haiti Now foi belo e emotivo na medida exata, e diversos artistas internacionais se apresentaram para ajudar as vítimas do país devastado, entranto ao vivo de Los Angeles, São Francisco, Nova York e Londres.

Beyoncé interpretou Halo. Rihana subiu ao palco ao lado de Jay-Z e Bono Vox, cantando música inédita composta pelo líder do U2 para os haitianos.


Taylor Swift também fez a sua parte ,cantando magnificamente BreahtLess, e Justin Timberlake fez um dueto com Matt Morris, interpretando Hallelujah.


Justin Tinberlake, no 'call center'

Durante o programa, os telespectadores puderam ligar para fazer doações. A ligação era atendida - num call center montado no palco de Los Angeles - por celebridades como Jennifer Aniston, Leonardo DiCaprio, Sigorney Weaver,Steven Spielberg, Sarah Jessica Parker, Timm Robbins, Jack Nicholson, Robert de Niro e muitos outros astros e estrelas.

Robert de Niro, Jack Nicholson, Drew Barrymore, Leonardo DiCaprio e Ellen Barkin, se divertindo no 'call center'

Era a oportunidade do público fazer uma boa ação e conversar com uma delas.

Isso aconteceu com Angélica. A apresentadora brasileira postou no Twitter que ligou pra doar e foi atendida pela atriz Michele Pfeiffer!

Na apresentação, nos diferentes palcos, passaram nomes como Morgan Freeman, Denzel Washington, Bill Clinton, Ben Stiller e Brad Pitt.

As apresentações musicais, realizadas em Nova York, Los Angeles e Londres, foram transmitidas ao vivo pelas principais redes de TV americanas. O evento contou também com retransmissão para o mundo todo pela internet. Aqui no Brasil, a MTV transmitiu na íntegra.

Separei para vocês as duas apresentações que mais me comoveram:

Madonna, que cantou uma de suas músicas mais conhecidas, Like a Prayer, em arranjo acústico e com um maravilhoso coral de belas vozes negras. Momento mais que emocionante, dando pra perceber no final o quanto a diva estava lutando pra controlar a emoção.

Veja:


Agora, fazia tempo que eu não via Stevie Wonder ao vivo. Sua interpretação de Bridge Over Troubled Water - para mim, uma das músicas mais lindas de todos os tempos - me fez chorar que nem criança, sózinho, aqui na sala de casa.

Veja:


Além das doações recebidas dos telespectadores durante o programa e pelo site http://www.hopeforhaitinow.org/ , as músicas apresentadas durante o show estão sendo vendidas pelo site http://www.itunes.com/ .

Todos os lucros obtidos com a produção serão revertidos para fundos de ajuda para o Haiti.

"Há um grande mundo lá fora, e todos nós temos muita responsabilidade de cuidar das pessoas que não podem cuidar delas mesmas. Então o que podemos fazer é primeiramente e principalmente arrecadar doações", disse durante o programa George Clooney."Se eu achasse que nós pudéssemos todos pegar em pás e ir para lá para ajudar sem atrapalhar, acho que muitas pessoas fariam isso", completou o ator, que doou US$ 1 milhão.

Leonardo Di Caprio também deu um cheque de US$ 1 milhão para o Clinton/ Bush Haiti Fund, criado em conjunto pelos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush a pedido do atual presidente americano, Barack Obama.

Como sei que muitas pessoas querem doar mas não tem cartão de crédito internacional, recomendo para vocês uma Ong séria, e que faz um trabalho excelente não só no Haiti, mas em todo lugar que deles precisam: É a organização MÉDICOS SEM FRONTEIRAS.

Se você quiser doar para o povo do Haiti, basta acessar o site deles, aqui do Brasil:
http://www.msf.org.br/haiti/formulario/index.html


No site, você pode doar por várias formas, até por boleto bancário! Basta imprimir e pagar em qualquer banco.Tenha a certeza de que sua ajuda será muito bem empregada.

Os demais shows, de artistas como Rihana, Cristina Aguilera, Beyonce e muitos outros, você pode ver no site da MTV, no link:

http://popline.mtv.uol.com.br/hope-for-haiti-now-madonna-rihanna-u2-taylor-swift-aguilera-beyonce-justin-timberlake-assista/

Em Tempo:

Os organizadores do evento divulgaram nesse domingo - 24.1 - já ter arrecadado US$ 57 milhões (cerca de R$ 104 milhões).
O montante arrecadado já é o maior da história para um evento beneficente do tipo.

Continuem doando. O povo do Haiti precisa muito!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

HEATH LEDGER: ÚLTIMO FILME DO ATOR ESTRÉIA HOJE NOS EUA!


Pessoal:
"O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus" estreia hoje nos Estados Unidos, quase dois anos depois da morte do ator australiano Heath Ledger, lembrado com emoção por seus companheiros de equipe.

Heath Ledger, em cena do filme

"Sentimos saudades", disse o diretor do filme, Terry Gilliam. "Era uma pessoa extraordinária, com um talento infinito, e com os pés no chão. Sempre lembrarei sua grandeza e sua forma de ser. Não tinha medo de nada".

Gilliam teve de terminar o filme com a ajuda de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, amigos pessoais de Hedger e que se revezaram e o substituíram em seu papel.

"Chamei pessoas próximas a ele e todos aceitaram. Demos a eles um DVD com o que Heath tinha gravado e eles ensaiaram. Johnny gravou suas cenas em três horas e meia. É um gênio, assim como Jude e Colin. Estiveram brilhantes", disse o diretor.

O filme conta a história do Doutor Parnassus - interpretado pelo inglês Christopher Plummer - de "A Noviça Rebelde", entre outros - e seu mundo imaginário, e se passa em uma Londres contemporânea em forma de teatro ambulante.

O contador de histórias que é Parnassus oferece a possibilidade de entrar em seu mundo imaginário através de um espelho, uma habilidade que obtém mediante um pacto com o diabo (encarnado por Tom Waits, em uma brilhante e irônica interpretação do mal) que o tornou imortal, embora a um alto preço.

Ao grupo se incorpora um farsante (Tony, o papel de Ledger-Depp-Law-Farrell) que ajuda Parnassus a cumprir os termos de um fatal pacto diabólico para evitar o desaparecimento de sua filha (Valentina, interpretada por Lily Cole).

O filme faz referências ao ex-primeiro ministro britânico Tony Blair e à morte do "banqueiro de Deus", Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano e que apareceu enforcado, após ser condenado por crimes financeiros.

Referências político-criminais à parte, o que a imprensa internacional quis saber mesmo foi saber como o diretor lidou com a falta de Ledger.

Hedger, em outra cena do filme

"Todos trabalharam muito e durante mais tempo porque gostavam dele", disse Gilliam, revelando que a família do ator falecido, que encorajou o diretor a continuar o projeto apesar da morte de Ledger, ainda não viu o trabalho póstumo do ator.

O diretor Terry Gilliam

A mutação de Ledger em Depp, depois em Law e finalmente em Farrell funciona magicamente como consequência do uso do elemento espelho que é decisivo na ação, e não pela contribuição de uma manipulação com técnicas digitais, o que dá continuidade à história.

"É seu filme", reconheceu Gilliam ao falar de Christopher Plummer, veterano ator canadense, e de quem o diretor sempre sonhou trabalhar junto.


"Parnassus representa quase qualquer artista", disse o cineasta. "Entusiasma as pessoas, faz com que observem o mundo com um olhar fresco. Mas ninguém presta atenção nele. Esse é o destino da maioria dos artistas".


E a crítica gostou!

O diretor já tinha trabalhado com Ledger em "Os Irmãos Grimm" (2005), e conta que o ator australiano era uma pessoa com muita energia, uma mente "com muita experiência" presa em um corpo jovem.

"Era muito divertido e todo o mundo podia perceber um alma velha e sábia em seu interior. Tinha uma experiência de vida muito maior do que podíamos imaginar por sua idade", disse o cineasta.

Cole e Troyer também disseram :"Deu tudo pelo papel e ajudava seus companheiros com qualquer detalhe", disse Troyer. "Era uma pessoa incrível", acrescentou.


Já Cole ressaltou a "aprendizagem", tanto profissional quanto pessoal, que adquiriu após trabalhar com o Ledger."Aprendi muito observando como atuava, mas, sobretudo, aprendi como pessoa", disse a modelo britânica de 21 anos, em sua estréia nas telonas. "Me chamou a atenção sua extraordinária força vital, sua energia e generosidade. Era alguém capaz de inspirar os demais, o que fazia ia além de qualquer técnica de interpretação", acrescentou.

O filme deve estrear em breve nas telonas brasileiras.

De minha parte, eu aguardarei ansiosamente!


Veja o trailer do filme:




DOIS ANOS SEM O TALENTO, A BELEZA E A PRESENÇA DE HEATH LEDGER


Pessoal:

Há quase dois anos, fiz aqui no blog uma postagem especial, sobre esse estupendo ator que foi HEATH LEDGER, que morreu no auge da carreira de modo estúpido - overdose acidental de medicamentos controlados.

A Última Ceia - 2001

Morreu sem saber da imensa repercussão do seu último papel - o Coringa de Batman: The Dark Knigth, e sem completar as filmagens do filme em que atuava pela segunda vez sob a direção de Terry Gilliam.

Como o Coringa, em Batman: The Dark Night, que lhe deu o Oscar de ator coadjuvante


O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus - 2010

Jovem, muito bonito, excelente ator, excelente cara.


The Order - 2003

É assim que, quase dois anos após sua morte, eu me lembro de Heath Ledger.

Tenho TODOS os seus filmes em dvd, e não me canso de reve-los.

Casanova - 2005

Cada trabalho é especial, cada cena é mágina, ele é daqueles atores que preenchem todos os espaços - da tela, da sala de projeção, dos olhos, das mentes e dos corações.

Candy - 2006

E é pelo papel do cowboy Dennis Del Mar, de "Brokeback Mountain" (2005) - para mim o melhor filme de Ang Lee - é que eu mais me lembro dele.

Ali, num personagem que mal fala, ele se revela um dos melhores atores a que eu tive o prazer de ver. É uma história difícil, mas é uma das mais belas histórias de amor que o cinema já mostrou.

Com Jake Gyllenhaal, em Brokeback Mountain - 2005

Fiz um clipe com cenas que contam a história do filme, ao som de "Come What May", trilha sonora de outro filme de que gosto muito, "Moulin Rouge".


Espero que gostem. Eu adorei fazer, e fiquei, mais uma vez, muito emocionado com as imagens:




O cinema procurava um novo James Dean, desde 1955.

O encontrou nos 90, para perde-lo novamente em 2008.

Coração de Cavaleiro - 2001

Hoje, estreia nos EUA seu último trabalho, "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus".

É o filme que ele começou a filmar, e foi substituido na maioria das cenas pela trinca de amigos - Johnny Deep, Jude Law e Colin Farrell. (veja postagem sobre o filme) .

Só por ter as suas últimas imagens, vai fazer sucesso.

Se todos nós poderemos conferir finalmente um trabalho inédito dele, é na magia do cinema, que tal como fez com Marilyn, Dean,Valentino,Garbo,Gable, e tantas outras estrelas, que ele ficará fixado para sempre, no nosso imaginário e nas nossas emoções.


Afinal, estrelas do cinema nunca se apagam.

São eternas.

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PEQUENA BIOGRAFIA

Heath Andrew Ledger nasceu em 4 de abril de 1979 , na Austrália. Depois de papéis na televisão durante os 90, foi para Hollywood, onde estrelou sucessos de público e crítica .


Em 2007, interpretou o papel que mudaria a sua - e nossa! - vida: o vilão Coringa , em Batman: The Dark Knight, sequência de Batman Begins.

Pela estupenda interpretação, Ledger recebeu o Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator coadjuvante, entregues postumamente - Heath foi o segundo ator a ganhar um Oscar póstumo. O primeiro foi Peter Finch na categoria de Melhor Ator por Network/Rede de Intrigas, em 1977- .

Os Imãos Grimm - 2005

No Festival de Berlim de 2008, disse que guardava ansioso a estréia de The Dark Night - filme que se tornou o mais importante da sua filmografia.

No Festival de Berlim - 2008

Afinal, todo mundo que tinha tido acesso, ou às filmagens, ou à pós produção, diziam, com todas as letras, que seu desempenho como o Coringa era uma das melhores performances nas telonas dos últimos 30 anos.

The Four Feathers - 2002

Já estava filmando - com a direção de Terry Gilliam, que já o tinha dirigido em "Irmãos Grimm" - "O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus". Mas não chegou a concluir esse trabalho, já que morreu em Nova York - após uma dose acidental de remédios controlados- em 22 de janeiro de 2008.

Seus amigos Johnny Deep, Jude Law e Colin Farrell completaram seu trabalho (veja postagem sobre o filme!)

Com Orlando Bloom, em Ned Kelly - 2003



Principais prêmios e indicações

Academy Awards(Oscars)
2009: Melhor ator coadjuvantepor The Dark Knight (vencedor)
2006: Melhor ator principal por Brokeback Mountain (indicado)


Australian Film Institute Awards
2006: Melhor ator principal por Candy (indicado)
2005: Prêmio internacional de melhor ator por Brokeback Mountain (vencedor)
2003: Melhor ator principal por Ned Kelly (indicado)
1999: Melhor ator principal por Two Hands (indicado)

Não estou Lá - 2007

BAFTA Film Awards
2009: Melhor ator coadjuvante por The Dark Knight (vencedor)
2006: Melhor ator principal por Brokeback Mountain (indicado)

Golden Globe Awards
2009: Melhor ator coadjuvante por The Dark Knight (vencedor)
2006: Melhor ator em filme dramático por Brokeback Mountain (indicado)

Independent Spirit Awards
2008: Prêmio Robert Altman por I'm Not There (vencedor, dividido com elenco e equipe técnica)
2006: Melhor ator principal por Brokeback Mountain (indicado)


MTV Movie Awards
2009: Melhor vilão por The Dark Knight (vencedor)
2006: Melhor beijo por Brokeback Mountain (vencedor, dividido com Jake Gyllenhaal)
2002: Melhor beijo por A Knight's Tale (indicado, dividido com Shannyn Sossamon)
2002: Melhor seqüência musical por A Knight's Tale (indicado, dividido com Shannyn Sossamon)
2000: Melhor seqüência musical por 10 Things I Hate About You (indicado)

Satellite Awards
2006: Melhor ator em filme dramático por Brokeback Mountain (indicado)


Screen Actors Guild Awards
2009: Melhor ator coadjuvante por The Dark Knight (vencedor)
2006: Melhor ator principal por Brokeback Mountain (indicado)
2006: Melhor performance de um elenco em um filme por Brokeback Mountain (indicado, dividido com elenco)

Scream Awards
2008: Melhor ator fantasiado por The Dark Knight (vencedor)
2008: Melhor vilão por The Dark Knight (vencedor)