sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

'TRANSFORMERS - O ÚLTIMO CAVALEIRO' GANHA NOVOS COMERCIAL E SINOPSE

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Michael Bay diz que pode abandonar franquia
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A Paramount Pictures revelou nova sinopse e também o novo comercial  do longa, que será exibido no Super Bowl.

Assista:


A nova sinopse:

"O último Cavaleiro destrói os mitos relacionados a franquia Transformes e redefine o que é ser um herói. Humanos e Transformers estão em guerra, Optimus Prime se foi. A chave para salvar nosso futuro se esconde nos segredos do passado, na história escondida dos Transformers na Terra. A tarefa de salvar o planeta depende de uma aliança inesperada: Cade Yeager (Mark Wahlberg); Bumblebee; um Lorde inglês (Sir Anthony Hopkins); e uma professora de Oxford (Laura Haddock). Há um momento na vida de todos em que nós precisamos fazer a diferença. Em Transformers: O último Cavaleiro, os caçados se tornarão heróis e os heróis se tornarão vilões. Apenas um mundo sobreviverá: O deles, ou o nosso".

O diretor Michael Bay falou nessa semana sobre o futuro da franquia:

"Eu estou nessa franquia há 10 anos já. Para Transformers: O último Cavaleiro, nós criamos uma sala de roteiristas para expandir nossa mitologia e integrar todos os nossos filmes de uma maneira nova. Todos os filmes terão uma ligação entre si".

O cineasta também indicou que pode abandonar a série em breve:

"É um assunto complicado para mim. Todos os filmes dessa franquia eu disse que seriam meus últimos. Eu já vi mais de 120 milhões de fãs ao redor do mundo que amam os filmes, as grandes filas para o parque temático e as crianças da Make-A-Wish [organização] que visitam meu set, de alguma forma tudo isso me traz de volta. Eu amo fazer esses filmes. Esse em especial foi muito divertido de filmar. Mas dessa vez talvez seja a última."

O elenco conta com Mark Wahlberg, Josh Duhamel, Jerrod Carmichael, Stanley Tucci e Sir Anthony Hopkins.

O roteiro é de Akiva Goldsman.

'O Último Cavaleiro' chega aos cinemas em 22 de junho.


'VIGILANTE DO AMANHÃ': NOVO COMERCIAL TEM APARIÇÃO DE VILÃO


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Adaptação do mangá de Masamune Shirow ganhou um comercial especial para o SuperBowl
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No vídeo, podemos ver o vilão vivido por Michael Pitt pela primeira vez.

Assista:


A trama acompanha a equipe da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, Seção 9, da qual faz parte a policial cibernética Motoko Kusanagi (Scarlett Johansson), que luta para levar justiça para as ruas de sua cidade.

Com direção de Rupert Sanders, o longa está previsto para estrear em 30 de março aqui no Brasil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

'ESTRELAS ALÉM DO TEMPO': INCRÍVEL HISTÓRIA DE MULHERES NEGRAS CRUCIAIS PARA O SUCESSO DOS EUA NO ESPAÇO TEM DIREÇÃO SEGURA E DESEMPENHOS NOTÁVEIS


SINOPSE:

Em 1961, plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros.

Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar à parte.

É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

CRÍTICA:
'Estrelas Além Do Tempo', em exibição em 240 salas em todo o Brasil,  mostra a incrível história de mulheres negras da NASA em plenos anos 60, auge da busca pelos direitos civis nos EUA, e como elas enfrentaram preconceitos e lutaram contra o sistema para ajudar a colocar o primeiro norte-americano no espaço e serem reconhecidas por isso.

Se só esse fato já faz essa obra obrigatória, melhor ainda o filme ter um roteiro redondo e estar repleto de grandes atuações.

O longa acompanha Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), três mulheres brilhantes responsáveis por quebrar importantes barreiras sociais e científicas, cada uma à sua maneira.

Estrelas Além do Tempo : Foto Janelle Monáe, Octavia Spencer, Taraji P. Henson
As três protagonistas Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Twentieth Century Fox
As três atrizes formam o coração do filme, com atuações fortes e autênticas, porém sem exagerar para o melodrama ou se tornarem caricatas.

A narrativa flui bem enquanto foca as conquistas dessas três mulheres ao longo dos anos, sem pesar no drama e mantendo uma constante sensação positiva em relação à sua história.

O roteiro dá mais espaço para Katherine e aborda também sua vida pessoal, mas nunca deixa Dorothy e Mary realmente de lado.

A amizade das três é uma constante do começo ao fim e uma impulsiona a outra para alcançarem seus objetivos.

É claro que a história dessas incríveis mulheres foi alterada para caber de forma perfeita em um filme Hollywoodiano, e, assim, certos acontecimentos parecem coincidência demais.

Mas essa foi a forma encontrada pelos roteiristas Allison Schroeder e Theodore Melfi para adaptar o livro de Margot Lee Shetterly de forma agradável e contundente.

Exemplo disso é o personagem interpretado por Kevin Costner, que na verdade é a combinação de três pessoas reais, mas o resultado é alguém rico e importante para a trama.

Estrelas Além do Tempo : Foto Kevin Costner
Kevin Costner, em cena do longa
Detalhes como esse garantem narrativa fluida e divertida sem perder a relevância necessária para o tema.

O drama é construído ao redor de suas protagonistas e é por isso que a atuação delas e também do elenco de apoio é crucial para o sucesso do filme.

Kirsten Dunst está sensacional e muito segura como a chefe que tenta barrar o avanço do trio de protagonistas.

Jim Parsons, grande ator em 'The Big Bang Theory', funciona bem como cientista resistente a mudanças.

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Jim Parsons, em cena do longa
Mahershala Ali aparece bem como interesse romântico de uma das garotas e Glen Powell manda bem como a lenda do espaço, John Glenn.

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Mahershala Ali é o interesse romântico de uma das moças
Enfim, dá  para ver em cada cena que todos estão determinados a dar o seu melhor, garantindo humor e peso emocional na medida certa.

O longa, soberbo, ainda tem uma boa trilha sonora, capaz de engajar o espectador nas mudanças de humor do filme, sem exagerar no lado emocional.

São elementos bem balanceados em torno de uma boa história que fazem dessa obra algo tão interessante de ser vista, capaz de manter a atenção do espectador mesmo durante diálogos mais técnicos.

O filme é leve, educativo, socialmente relevante e divertido na medida certa e merece todos os prêmios e indicações que tem recebido.

(Crítica de Daniel Reininger - site CineClick)

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

SAG Awards - ganhou - Melhor Elenco
Oscar - indicado a Melhor Filme
Oscar - indicado a Melhor Atriz Coadjuvante - Octavia Spencer
Oscar - Indicado a Melhor Roteiro Adaptado

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'ESTRELAS ALÉM DO TEMPO'
Título Original:
HIDDEN FIGURES
Gênero:
Drama
Direção:
Theodore Melfi
Roteiro:
Allison Schroeder, Margot Lee Shetterly, Theodore Melfi
Elenco:
Aldis Hodge, Ariana Neal, Donna Biscoe, Glen Powell, Janelle Monáe, Jim Parsons, Ken Strunk, Kevin Costner, Kimberly Quinn, Kirsten Dunst, Kurt Krause, Lidya Jewett, Mahershala Ali, Octavia Spencer, Olek Krupa, Taraji P. Henson
Produção:
Donna Gigliotti, Jenno Topping, Peter Chernin, Pharrell Williams, Theodore Melfi
Fotografia:
Mandy Walker
Montador:
Peter Teschner
Trilha Sonora:
Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer, Pharrell Williams
Duração:
127 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
02/02/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Fox Film
Estúdio:
Chernin Entertainment / Fox 2000 Pictures / Levantine Films
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

'JACKIE': GRANDE ATUAÇÃO DE NATALIE PORTMAN COMO A EX-PRIMEIRA DAMA AMERICANA TORNA O LONGA IRRESISTÍVEL


SINOPSE:

O filme conta a história da viúva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, Jacqueline Kennedy (Natalie Portman).

Focado nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, a trama mostra como ela lida com os traumas gerados por algo que ficou marcado na história.

CRÍTICA:

'Jackie', em exibição em 56 salas em todo o Brasil, mostra o drama da mais famosa primeira dama dos Estados Unidos diante da morte de seu marido, o icônico John F. Kennedy.

Histórias sobre os bastidores do poder são válidas para entendermos melhor certos eventos, mas, mesmo diante desse caso tão norte-americano, a grande atuação de Natalie Portman transforma essa narrativa em algo universal, afinal a protagonista é retratada sem filtros, algo raramente visto em obras do tipo.

A atriz está incrível, segura e determinada a criar a mais fiel e humana versão de Jackie Kennedy que o cinema já viu.
Jackie : Foto Natalie Portman
Natalie Portman interpreta Jackie Kennedy - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Bac Films
Ela domina o filme e acompanhar sua intensa jornada é hipnotizante, independentemente da personagem ser ou não uma grande figura histórica.

A forma como mostra insegurança, firmeza, tristeza e força é marcante e mostra que Portman, de fato, é uma das grandes intérpretes do cinema atual.

A trama começa semanas após o assassinato de JFK com uma entrevista de Jackie a um repórter (Billy Crudup).

Ela revive aquelas momentos sem medo de mostrar sua dor e insegurança ao jornalista, mas sem permitir que esses fatos cheguem ao público.

O ponto principal era justificar a necessidade que sentiu de transformar o funeral do marido em um grande espetáculo para elevar seu nome ao status de lenda, algo que, 54 anos depois, podemos concluir que de fato aconteceu.

O chileno Pablo Larraín ('O Clube') reconta, de forma marcante, o momento do assassinato, as horas imediatamente seguintes e o impacto sobre Jackie quando ela se dá conta da realidade.

Com flashbacks, a trama nos leva a momentos da vida do casal na Casa Branca, à gravação do famoso programa de TV em que a primeira dama apresenta sua residência oficial ao povo americano, mas o foco está mesmo nos eventos após o fatídico crime.

O elenco de apoio faz um grande trabalho, especialmente Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy e Billy Crudup como jornalista com a tarefa de ultrapassar as barreiras emocionais de Jackie e vislumbrar a verdadeira mulher por trás do ícone.

Jackie : Foto Natalie Portman, Peter Sarsgaard
Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy 
Esses atores proporcionam a base para Natalie Portman encarar esse personagem de forma tão poderosa.

Apesar do bom trabalho dos coadjuvantes, o mérito é da atriz, capaz de convencer mesmo nos momentos de maior desespero ou descontrole, sem deixar de recriar a presença impactante da figura conhecida pelo público.

Não por acaso, Portman segue como a favorita em levar para casa o Oscar de Melhor Atriz.

Larrain mantém a câmera próxima a Natalie em todos os momentos para aumentar o impacto emocional, especialmente quando a atriz circula pelos quartos vazios da Casa Branca, ligeiramente bêbada e usando vestidos extravagantes ao som de discos antigos - a trilha sonora de Mica Levi é realmente muito boa.

Jackie : Foto
Billy Crudup como o jornalista que fez histórica entrevista com Jackie
Dito isso, algumas cenas parecem coreografadas demais e as discussões de Jackie com o padre interpretado por John Hurt parecem fora de contexto e tiram parte da imersão por sua falta real de propósito.

Fora essas pequenas falhas, Jackie desafia os padrões de biografias ao mostrar sua protagonista de forma muito mais crua do que poderíamos esperar.

Portman encarna a personagem de maneira impressionante, a ponto de sentirmos suas dúvidas e sua dor ao longo de toda a obra.

Embora a narrativa não traga nada novo do ponto de vista histórico, é o drama e a atuação de Portman que fazem dessa obra algo impactante, não por se tratar de Jackie Kennedy, mas por mostrar uma mulher forte e sempre tão segura de si diante de sua maior provação.

(Crítica de Daniel Reininger - CineClick)

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:
Oscar - Melhor Atriz - Natalie Portman
Oscar - Melhor Figurino
Oscar - Música (Original Score)

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'JACKIE'
Título Original:
JACKIE
Gênero:
Biografia
Direção:
Pablo Larraín
Roteiro:
Noah Oppenheim
Elenco:
Beth Grant, Billy Crudup, Caspar Phillipson, Corey Johnson, David Caves, Don Whatley, Georgie Glen, Greta Gerwig, John Hurt, Lindsay Dyan Epp, Marla Aaron Wapner, Matthew Bowerman, Max Casella, Natalie Portman, Nathan Ferguson, Neal McNeil, Peter Sarsgaard, Richard E. Grant, Sunnie Pelant, Yann Bean
Produção:
Ari Handel, Darren Aronofsky, Juan de Dios Larraín, Mickey Liddell, Pascal Caucheteux, Scott Franklin
Fotografia:
Stéphane Fontaine
Montador:
Sebastián Sepúlveda
Trilha Sonora:
Mica Levi
Duração:
100 min.
Ano:
2016
País:
Chile / Estados Unidos / França
Cor:
Colorido
Estreia:
02/02/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Diamond Filmes
Estúdio:
Jackie Productions / Jackie Productions (II)
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:


'ATÉ O ÚLTIMO HOMEM': MEL GIBSON DIRIGE COM MÃO PESADA MELHOR DESEMPENHO DE ANDREW GARFIELD NA TELONA


SINOPSE:

Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército  Desmond T. Ross (Andrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas.

Porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado - o que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

CRÍTICA:

À primeira vista, 'Até o Último Homem', em exibição em 120 salas em todo o Brasil, parece combinar a estrutura típica do cinema de guerra com o mecanismo tradicional do cinema religioso.

O protagonista representa uma fusão de ambos: Desmond Doss (Andrew Garfield) é ao mesmo tempo um jovem pacifista, temente a Deus, e um soldado destinado a salvar pessoas no campo de batalha da Segunda Guerra Mundial.

Sua única condição: jamais tocar em uma arma, devido a traumas de infância.

Como ser um pacifista em meio à guerra? Como lutar contra inimigos armados sem possuir instrumentos de defesa?


Até o Último Homem : Foto Andrew Garfield
Como Desmond T. Ross, Andrew Garfield tem o melhor papel da sua carreira - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Cross Creek Pictures Pty Ltd / Mark Rogers
Desmond sublinha a contradição do heroísmo americano: por um lado, não tirar a vida de uma pessoa é percebido como virtude, por outro lado, tirar a vida de inimigos que nos atacam é considerado um ato de bravura.

De que modo se concilia o mandamento “Não matarás” com o patriotismo guerreiro?

Até o Último Homem fornece uma leitura didática, mas interessante, deste paradoxo.

A primeira solução é retirar a humanidade do inimigo: os soldados mais sangrentos enxergam nos japoneses uma figura satânica, portanto digna de ser combatida com violência.

A segunda é se isentar de culpa pelo alter ego de grupo: não existe problema matar se isso for praticado por todos, como uma ordem direta dos superiores.

Os soldados não se sentem responsáveis por cumprirem o que se espera deles.

Talvez por isso a decisão do personagem principal soe como ofensa tão grande: ele quebra o acordo tácito de que matar é algo defensável, contanto que todos os façam.

O drama questiona a violência dos “homens de bem”, a incompatibilidade entre amar o próximo como a si mesmo e amar apenas o próximo, mas não o diferente.

Este seria um debate relevante não apenas em tempo de guerras oficiais, mas também em momentos de proliferação de crimes homofóbicos, chacinas em prisões, ladrões amarrados a postes etc.

A lógica individualista permite que pessoas boas apliquem violência contra as ruins as- m quem está autorizado a distinguir as primeiras das segundas?

O prelúdio da barbárie social é sintetizado pela figura martirizada de Desmond  - e Andrew Garfield faz questão de interpretá-lo como um tipo quase autista, um novo Forrest Gump.

De longe, é o seu melhor desempenho na telona, o que vem dando ao jovem ator muitas indicações aos mais importantes prêmios da temporada.

Sua inaptidão social rivaliza apenas com sua ingenuidade e sua integridade durante o combate.

Este é o homem disposto a ajudar qualquer um, mesmo os soldados que o maltratam e um inimigo ferido.


Até o Último Homem : Foto Andrew Garfield, Teresa Palmer
Teresa Palmer também gtem boa presença no longa
Felizmente, o longa não defende a postura do protagonista como única possível, já que o diretor Mel Gibson sugere que a conduta do oficial pacifista possui seu espaço no confronto, porém não exclui a necessidade de figuras centralizadoras como o sargento Howell (Vince Vaughn) ou o corajoso soldado Smitty (Luke Bracey), que maneja uma arma como ninguém.

No entanto, quando estes homens são feridos ou têm seus membros destroçados por uma granada, é Desmond quem corre para fazer torniquetes e aplicar morfina.

Existe espaço para a paz em meio à guerra, sugere o filme, assim como existe espaço para a religião enquanto homens se matam selvagemente.

A cena em que o batalhão espera pelo fim de uma prece antes de atacar o inimigo simboliza a ideia de que é possível matar e permanecer puro aos olhos de Deus.

Gibson mais uma vez dirige com mão pesadíssima e faz questão de ressaltar que, embora a postura do jovem seja uma exceção, esta história realmente aconteceu.

Como em muitas cinebiografias preocupadas em atestar sua veracidade, o longa se conclui com trechos documentais, nos quais antigos membros do exército e o próprio Desmond reafirmam passagens que o espectador acaba de ver na ficção.

Apesar de respeitar a veracidade de fatos, o cineasta não se preocupa em humanizar a guerra no que diz respeito à estética cinematográfica.

Até o Último Homem : Foto Andrew Garfield, Vince Vaughn
Direção de arte, iluminação e figurinos primorosos
Quando entram em cena as longuíssimas batalhas, Gibson se deleita com imagens de corpos dilacerados em câmera lenta, sangue jorrando por todos os lados e a luz amarelada das explosões contrastando com a paisagem cinzenta da colina Hacksaw - de fazer seu filme sobre Jesus parecer história pra criança.

Assim, Desmond pode até questionar o prazer belicista dos colegas, mas Gibson joga no time dos demais soldados.

O espetáculo da violência é visível em cada fotograma deste projeto que não teme ser exagerado, mesmo kitsch em suas composições (os chroma keys no final são particularmente falsos, enquanto o banho redentor do herói coberto de sangue beira a telenovela), retratando o inimigo sem o mínimo sinal de humanidade ou personalidade.

A direção reproduz a contradição de seu personagem principal, sem solucioná-la.

Por um lado, o filme se orgulha de ser uma grande produção de guerra, repleta de cenas viris e impactantes, por outro lado, pretende ser piedosa e tolerante como pediriam as escrituras religiosas.

Talvez o sincretismo entre o herói guerreiro e o herói cristão não se opere tão facilmente assim.

(Crítica de Bruno Carmelo - AdoroCinema)

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

Oscar 2017:
Indicado na categoria Melhor Ator (Andrew Garfield)
Indicado na categoria Melhor Diretor (Mel Gibson)
Indicado na categoria Melhor Edição (John Gilbert)
 Indicado na categoria Melhor Edição de Som (Robert Mackenzie, Andy Wright)
Indicado na categoria Melhor Filme
Indicado na categoria Melhor Mixagem de Som (Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie, Peter Grace)

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'ATÉ O ÚLTIMO HOMEM'
Título Original:
HACKSAW RIDGE
Gênero:
Biografia
Direção:
Mel Gibson
Roteiro:
Andrew Knight, Robert Schenkkan
Elenco:
Andrew Garfield, Ben O'Toole, Benedict Hardie, Firass Dirani, Goran D. Kleut, Hugo Weaving, James Mackay, Luke Bracey, Luke Pegler, Matt Nable, Milo Gibson, Nathaniel Buzolic, Ori Pfeffer, Rachel Griffiths, Richard Roxburgh, Robert Morgan, Ryan Corr, Sam Worthington, Teresa Palmer, Vince Vaughn
Produção:
Bill Mechanic, Brian Oliver, Bruce Davey, David Permut, Paul Currie, Terry Benedict, William D. Johnson
Fotografia:
Simon Duggan
Montador:
John Gilbert
Trilha Sonora:
Rupert Gregson-Williams
Duração: 
139 min.
Ano:
2016
País:
Austrália / Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
26/01/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Diamond Films
Estúdio: 
Argent Pictures / Cross Creek Pictures / Demarest Media / Hacksaw Ridge Production / Icon Productions / Pandemonium / Permut Presentations / Vendian Entertainment
Classificação:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

HBO PRODUZIRÁ DOCUMENTÁRIO SOBRE OS BASTIDORES DE 'O PODEROSO CHEFÃO'

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Peter Bart, que participou da produção do filme, será consultor
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A HBO anunciou que produzirá um documentário sobre os bastidores do clássico 'O Poderoso Chefão/The Godfather' (1972), de Francis Ford Coppola.

Intitulado "Francis & The Godfather", o filme vai explorar o processo de criação e execução do longa-metragem e terá Mike Marcus, Doug Mankoff e Andrew Spaulding como produtores.

O filme de Coppola é considerado um dos principais longas americanos de todos os tempos e foi estrelado por Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Richard Castellano, Robert Duvall, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte e Diane Keaton.

Marlon Brando como Don Vitto Corleone, em cena do longa - Paramount Pictures

Conta a história da família mafiosa Corleone, de 1945 até 1955 e teve duas sequências: 'O Poderoso Chefão - Parte II', em 1974; e 'O Poderoso Chefão - Parte III' em 1990.

Peter Bart será o consultor do documentário.

Além de participar ativamente das filmagens do longa, ele é amigo de Mario Puzo, autor do livro que inspirou o filme.

'O Poderoso Chefão' foi vencedor de 3 Oscars: Melhor filme, melhor ator (Marlon Brando) e melhor roteiro adaptado (Puzo e Coppola), além de muitos outros prêmios na temporada de 1973.

MELHOR FILME BRASILEIRO DE 2016, 'AQUARIUS' É ELEITO O "MELHOR FILME ESTRANGEIRO" PELA CRÍTICA FRANCESA

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Longa estrelado por Sonia Braga também foi indicado ao César, o prêmio máximo do cinema francês
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'Aquarius', de Kleber Mendonça Filho, conquistou os franceses e foi eleito pelos críticos do país como o "melhor filme estrangeiro" de 2016.

O drama nacional também foi indicado ao Cesar Prix 2017, a mais alta honraria do cinema francês.

O resultado será revelado na cerimônia, que acontece em 24 de fevereiro.

Relembre o trailer de 'Aquarius':


A União Francesa de Críticos de Cinema também elegeu 'Elle' como o melhor filme do ano.

O longa ficou de fora da competição do Oscar, mas a protagonista Isabelle Huppert foi indicada na categoria "melhor atriz" - ela já levou o Globo de Ouro pelo papel.

Outro indicado pela Academia, a animação 'A Tartaruga Vermelha', também foi destaque e levou o prêmio de "Melhor DVD/Blu-ray Recente".

'THE WALKING DEAD' TERÁ MARATONA COM CAPÍTULOS ACELERADOS EM 30%


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O Canal Fox decidiu inovar e fará uma maratona acelerada de 'The Walking Dead'
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Serão duas temporadas e meia em apenas 1 dia, com episódios acelerados em 30%.

A FOX será o primeiro canal no mundo a oferecer esta experiência, que acontece no sábado, dia 11 de fevereiro, a partir das 23h30.

"Gostamos de arriscar e tentamos transformar a maneira como nossas mentes conseguem perceber as pessoas, o tempo, o espaço e as emoções", disse Cristiano Lima, Diretor de Programação da FOX Networks Group Brasil.

Cena da atual temporada da série - Fox

São 35 horas de conteúdo da quinta, sexta e sétima temporada (parte 1), exibidas em pouco mais de 24 horas.

Ao final da maratona acelerada, os fãs da série poderão conferir o episódio de estreia da 2ª parte da sétima temporada.

'BATES MOTEL': VEJA RIHANNA COMO MARION CRANE NO TRAILER DA QUINTA TEMPORADA

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Série é prelúdio do longa 'Psicose', onde Marion foi vivida por Janet Leigh
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A quinta e última temporada de 'Bates Motel' ganhou um novo trailer, que apresenta Rihanna como Marion Crane, a clássica vítima do filme 'Psicose', clássico que Alfred Hitchcock dirigiu em 1960 .

A série é um prelúdio do filme, e mostra o protagonista Norman Bates (Freddie Highmore) se tornando o psicopata assassino que conhecemos do longa.

Assista:


O quinto ano será um remake do filme e o criador e showrunner Carlton Cuse já prometeu uma versão diferente do clássico dirigido por Alfred Hitchcock.

"Queremos introduzir este papel icônico em uma abordagem contemporânea, redefinindo-o de uma maneira nova, emocionante e significativa", disse Cuse.

Os novos episódios de 'Bates Motel' retornam em 20 de fevereiro.

No Brasil a série é transmitida às quintas pelo canal pago Universal Channel, às 22h.