quinta-feira, 1 de setembro de 2016

'STAR TREK: SEM FRONTEIRAS': PARECIDO COM UM CAPÍTULO DA SÉRIE CLÁSSICA, LONGA TEM ROTEIRO, ELENCO E DIREÇÃO ARREBATADORAS E COMEMORA COM SOBRAS OS 50 ANOS DA FRANQUIA


SINOPSE:

Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da USS Enterprise já estão no terceiro ano da missão de exploração do espaço, prevista para durar cinco anos, em busca de novas culturas e novas civilizações.

Kirk começa a questionar o motivo de se juntar à frota estelar e Spock também passa por uma crise existencial.

Enquanto ambos tomam atitudes para mudar o rumo de suas vidas em breve, eles recebem um pedido de socorro que acaba levando-os ao maléfico vilão Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do líder da nave.

A Enterprise é atacada e eles acabam em um planeta desconhecido, onde o grupo acaba sendo dividido em duplas.

CRÍTICA:

'Star Trek'  é das franquias mais bem-sucedidas da cultura pop e há 50 anos nos encanta, com sua espaçonave e tripulação icônicas desbravando os confins do universo.

Para comemorar o 50º aniversário da série de TV que originou a mania trekker no mundo, a Paramount Pictures criou 'Star Trek: Sem Fronteiras', em exibição em 514 salas em todo o Brasil e que completa a trilogia iniciada por J.J. Abrams em 2009.

Star Trek: Sem Fronteiras : Foto Zachary Quinto
Spock (Zachary Quinto) em cena do longa - Fotos dessa Postagem; Divulgação/Paramount Pictures do Brasil
Se é muita responsabilidade para um só longa comemorar meio século de aventuras, porém os fãs podem ficar tranquilos, já que que a obra cumpre seu papel, é divertida e se torna, desde já uma das mais perfeitas traduções do universo trekker em todos os tempos.

É que, para a alegria dos fanáticos trekkers, o longa mais parece um capítulo da série clássica (1966-1968), já que a trama se limita a acompanhar uma das aventuras da tripulação, sem ter o futuro da humanidade ou da Federação em suas mãos, um bem vindo respiro numa franquia que não sobrevive apenas com situações extremas e precisa desenvolver tramas mais contidas para garantir a diversidade de suas histórias.

Aliás, isso é o que mais encanta os fãs desde que a série clássica estreou.

Star Trek: Sem Fronteiras : Foto Chris Pine
Kirk (Chris Pine), com o novo uniforme da tripulação, em cena do longa
Aqui, vemos que já se passaram três anos da lendária missão de cinco anos da USS Enterprise, com o Capitão James T. Kirk (Chris Pine) começando a questionar o motivo de se juntar à Frota Estelar e passando a refletir sobre deixar a exploração espacial de lado.

Por sua vez, Spock (Zachary Quinto) também passa por uma crise existencial após a triste notícia da morte do embaixador Spock, versão do futuro interpretada pelo falecido Leonard Nimoy, lembrado com belíssima homenagem nesse filme, o primeiro após a partida definitiva da lenda.

Essa triste novidade faz com que Spock queira voltar junto ao seu povo e ajudar a reconstruir sua raça, dizimada após a destruição do planeta Vulcano (no filme de 2009).

Com isso, o romance dele com a tenente Uhura (Zoe Saldana) é abalado e ele precisa tomar uma difícil decisão.

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Spock e Uhura (Zoe Saldana): romance em crise
Enquanto Kirk e Spock tomam atitudes para mudar o rumo de suas vidas em breve, um pedido de socorro os obriga a sair em uma última missão, mas com consequências desastrosas.

Para os fãs, nada pior do que acompanharmos as cenas (belíssimas, por sinal) da USS Enterprise abatida e sua tripulação feita refém.

Agora, cabe aos protagonistas acharem um jeito de salvar a todos e a partir daí, a trama é muito simples e direta: Kirk precisa reunir sua equipe, fugir do planeta e impedir o plano do vilão Krall (Idris Elba, simplesmente sensacional).

Entretanto, a produção se destaca não apenas visualmente e pelas ótimas cenas de ação, marcas do currículo do diretor  Justin Lin - famoso pela franquia 'Velozes E Furiosos' - mas também pelo desenvolvimento dos personagens, humor e capacidade de aprofundar questões emocionais.

Esses elementos são alcançados, em parte, ao dividir os personagens de forma inusitada, como colocar Spock e Dr. McCoy (Karl Urban), que vem se bicando há 50 anos, juntos, enquanto lutam por suas vidas em um planeta hostil.

O resultado, hilário, ficou irresistível e sensacional.

Star Trek: Sem Fronteiras : Foto Zachary Quinto
Spock e McCoy  (Karl Urban): dupla mais que improvável é responsável por momentos hilários do longa
Chama a atenção também o sólido e inspiradíssimo roteiro - de Doug Jung e Simon Pegg, atual intérprete de Scooty - e atuações espetaculares.

A produção introduz ainda uma nova personagem, Jaylah, uma alien cheia de habilidades e que ajuda a tripulação da Enterprise.

A atriz Sofia Boutella (de 'Kingsman - Serviço Secreto') está encantadora no papel, mesmo com sua personalidade não sendo aprofundada e alguns clichês aparecerem quando ela está em cena.

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Jaylah (Sofia Boutella) e Scooty (Simon Pegg), em cena do longa
Já Idris Elba, irreconhecível debaixo de tanta maquiagem, dá show como o vilão Krall, exagerado, caricato e com o tom dramático típico dos antagonistas da franquia, de lembrar o lendário Khan de Ricardo Montalban.

O público, encantado, nem percebe que as motivações do vilão são fracas demais, que falta explicação e algumas cenas para aprofundá-lo e transformá-lo em alguém realista e não apenas um vilão clichê, para entendermos realmente como o personagem chegou ao ponto em que se encontra.

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Idris Elba, como o vilão Krall: sensacional
Mesmo assim, o longa faz jus à criação de Gene Roddenberry ao tratar de assuntos sociais relevantes para 2016 e além disso, o clímax ao som de Beastie Boys é absurdo, mas muito divertido e faz sentido com a ideia da série, de soluções fora do comum para resolver grandes problemas.

Assim, o novo longa deve agradar tanto aos fãs de longa data quanto aos novos públicos e comemora muito bem, até com sobras, 50 anos da franquia.

Filmaço.

Pena que Anton Yelchin não tenha vivido para curtir mais esse sucesso da saga: o intérprete de Checov morreu em um acidente na porta da sua casa, em 19 de junho, aos 27 anos - foi prensado pelo seu carro.

O longa traz algumas homenagens a Yelchin, desde a citação nos créditos finais ("Para Anton") até uma cena na qual o capitão Kirk faz um brinde aos amigos ausentes, imediatamente seguido por uma imagem de Chekov.

Yelchin (à direita): homenagens no filme
TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'STAR TREK: SEM FRONTEIRAS'
Título Original:
STAR TREK BEYOND
Gênero:
Ação, Aventura, Ficção Científica
Direção:
Justin Lin
Roteiro:
Doug Jung e Simon Pegg, baseados na criação de Gene Roddenberry
Elenco:
Adam DiMarco, Anton Yelchin, Ashley Edner, Chris Pine, Christian Sloan, Deep Roy, Fiona Vroom, Idris Elba, Jake Foy, Jason Matthew Smith, Jodi Haynes, Joe Taslim, John Cho, Joseph Gatt, Karl Urban, Lydia Wilson, Natalie Moon, Priya Rajaratnam, Rebecca Husain, Simon Pegg, Sofia Boutella, Thomas Cadrot, Zachary Quinto, Zoe Saldana
Produção:
Bryan Burk, J.J. Abrams, Roberto Orci
Fotografia:
Stephen F. Windon
Montador:
Dylan Highsmith, Greg D'Auria, Kelly Matsumoto
Trilha Sonora:
Michael Giacchino
Duração:
122 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
01/09/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
Bad Robot / Paramount Pictures / Skydance Productions
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

'AQUARIUS': BELO ESTUDO SOBRE O BRASIL ATUAL E SUA CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA, LONGA É O MELHOR BRASILEIRO DE 2016



SINOPSE:

Aos 65 anos, Clara (Sonia Braga) é uma jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos.

Ela mora em um apartamento defronte para o mar, na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida.

Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram comprar todos os apartamentos do prédio - menos o dela.

Agora, por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

CRÍTICA:

Nos últimos anos, nossos cinemas ficaram lotados de comédias brasileiras, estreladas pelos mesmos Leandro Hassum e Ingrid Guimarães de sempre.

Todas são sucesso de bilheteria - o que não quer dizer que sejam bons filmes, muito ao contrário, a esmagadora maioria é ruim de dar dó.

Nesse deserto de bons longas, é de se louvar o que o estado de Pernambuco tem feito, entregando sempre os melhores filmes brasileiros da atualidade e surpreendendo ao se tornar referência de vanguarda, com produções como 'Febre Do Rato', 'Baixio Das Bestas', 'Cinema, Aspirinas E Urubus' e 'O Som Ao Redor', bem-sucedido suspense de Kléber Mendonça Filho.

Agora, Mendonça Filho retorna com 'Aquarius', em exibição em 80 salas em todo o Brasil, muito elogiado no último Festival de Cannes e que vem ganhando importantes prêmios em outros festivais mundo afora.

Aquarius : Foto
Sonia Braga é a protagonista Clara - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imagem Filmes
Se causou polêmica no festival francês, depois do elenco protestar contra o presidente golpista Michel Temer com cartazes perante a mídia global presente, o tema não é o foco do longa, mesmo com a crítica social ainda muito presente.

Em seu melhor papel no cinema em anos, Sonia Braga faz aqui uma interpretação madura, carismática, muito segura e sensível da jornalista e crítica musical Clara, viúva que vive sozinha num apartamento do prédio Aquarius, à beira-mar da capital pernambucana .

Foi nesse imóvel que ela teve as melhores lembranças de sua vida, onde criou seus três filhos - hoje já adultos - e superou um câncer de mama.

Entretanto, o prédio é cobiçado por uma empreiteira, que quer modernizá-lo, mas Clara se nega a vender o apartamento, se tornando a única moradora do condomínio e travando uma batalha contra a empresa.

Ela é uma mulher à frente de seu tempo, em todos os sentidos: se recusa a abaixar a cabeça para a vida, seja quando se nega a vender seu apartamento, seja quando enfrenta o discurso conservador dos filhos, uma bem vinda personificação de resistência nesses tempos bicudos do Brasil.

Aquarius : Foto
Cena do longa
Na juventude, ela deixou os filhos com o pai para focar em sua carreira - tabu até para os dias de hoje - e agora, viúva, ela faz questão de ter uma vida social e sexual ativa, contratando até os serviços de um garoto de programa.

O longa não se resume apenas ao talento de Sonia e à valorização da memória.

Assim como fez em 'O Som ao Redor', o diretor espalha vários comentários e situações ácidas que tão bem representam a hipocrisia existente na convivência diária entre classes sociais no país.

O próprio conceito de ética é também trabalhado em relação ao mercado, pela forma como os representantes da construtora se comportam a partir das seguidas recusas de Clara.

Há ainda o olhar absolutamente natural sobre a sexualidade, como algo decorrente da existência humana - inclusive, chama a atenção o contraponto criado da primeira memória sexual surgir justamente durante uma pacata reunião familiar.

Aquarius : Foto
Cena do longa
Com um olhar extremamente afetuoso em Clara e a partir dela, o filme ainda brilha pela trilha sonora, repleta de referências emocionais e históricas ao que é ser brasileiro.

A fotografia solar também merece destaque, ressaltando as várias fases e a beleza da praia de Boa Viagem e também a amplitude do apartamento em que Clara vive.

Além disto, há certos enquadramentos que impressionam, seja por criar falsas expectativas sobre o que está por vir ou simplesmente pela sequência de eventos tão díspares exibidos com um mero movimento de câmera.

Lidando com a linha tênue entre a nostalgia e a memória, o longa é um belíssimo estudo sobre o Brasil atual e suas idiossincrasias, apontadas com olhar clínico e sem lantejoulas pelo diretor, muitas vezes de forma bastante política.

O melhor exemplo é a discussão ocorrida sobre a falta de caráter humano, de uma importância abissal para a própria vida e que poderia ser facilmente encaixada em vários outros absurdos cotidianos do nosso país.

No longa, Kléber opta por uma narrativa linear e bastante clara, dividindo-a em três partes e abusando do recurso do flashback em sua composição.

A marcação temporal se dá nas roupas, no visual e no tom da fotografia, com exceção da vitrola, que se mantém presente, mesmo dividindo espaço com o MP3 e o streaming, provando que a moderno e o antigo, como o próprio edifício Aquarius, podem coexistir no mesmo espaço.

Aquarius : Foto
Cena do longa
Em uma das cenas, após sua filha se referir ao prédio como velho, Clara a questiona:

"Quando você gosta é vintage, mas quando não gosta é velho?"

O filme acabou recebendo classificação etária de 18 anos, com todos tendo a certeza de que o governo golpista fez isso justamente para retaliar o longa, seu diretor e seu elenco pelo protesto em Cannes.

A Vitrine Filmes, distribuidora do longa, chegou a entrar com um recurso para diminuir a idade, mas esse primeiro pedido foi negado, levando o elenco e demais membros da classe artística a protestarem.

No site do órgão, a classificação do filme tinha sido justificada pelas cenas de "uso de drogas" e "sexo explícito".

Entretanto, as escassas cenas de sexo e a ausência de palavrões fazem com que essa decisão fosse descabida.

Depois da chiadeira geral, finalmente na tarde desta quinta (1), o ministério da Justiça foi obrigado a voltar atrás e reduziu a idade permitida para 16 anos - menos mal.

No longa, tudo deixa a impressão de que não se trata apenas de um embate entre o mais forte e o mais fraco, sistema e oprimido.

É, sim, um questionamento sobre modernização ser sinônimo de apagarmos o passado.

Filme simples, catalizador, que conta uma boa história, bem dirigido, com fotografia inspirada e direção e elenco absolutamente seguros.

Lógico, não vai ter a mesma bilheteria dessas comediazinhas sem vergonha, que semana sim, semana também, ocupam, mal, o já escasso espaço do cinema brasileiro nas salas de cinema - hoje estreia mais uma, pavorosa, com a onipresente Ingrid Guimarães.

Mas é zilhões de vezes melhor.

Um filme marcante e necessário, especialmente para uma época sombria de relações humanas tão degradadas.

Melhor filme brasileiro de 2016, disparado.

PRÊMIOS RECEBIDOS ATÉ AGORA:

Festival de Sidney - Melhor Filme
Festival de Transatlantyk - Melhor Filme
Festival de Lima - Prêmio do Júri e Melhor Atriz (Sonia Braga)
Festival de Amsterdã - Melhor Filme

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
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'AQUARIUS':
Gênero:
Drama, suspense
Direção e Roteiro:
Kleber Mendonça Filho
Elenco:
Buda Lira, Carla Ribas, Daniel Porpino, Fernando Teixeira, Humberto Carrão, Irandhir Santos, Julia Bernat, Maeve Jinkings, Paula De Renor, Pedro Queiroz, Rubens Santos, Sonia Braga, Thaia Perez
Produção:
Emilie Lesclaux, Michel Merkt, Saïd Ben Saïd
Fotografia:
Fabrício Tadeu, Pedro Sotero
Duração:
142 min.
Ano:
2016
País:
Brasil / França
Cor:
Colorido
Estreia:
01/09/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Vitrine Filmes
Estúdio:
Cinemascópio Produções / SBS Productions
Classificação Etária:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

'STAR TREK - SEM FRONTEIRAS': O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O NOVO FILME QUE ESTREIA AMANHÃ COMEMORANDO OS 50 ANOS DA FRANQUIA


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Lembrar detalhes de filmes e séries da franquia, que comemora agora 50 anos, pode ajudar na hora de ver 'Star Trek: Sem Fronteiras', que estreia amanhã aqui no Brasil
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Fotos: Paramount Pictures/NBC

'Star Trek: Sem Fronteiras' é o terceiro filme da retomada da saga no cinema e acompanha uma linha do tempo paralela ao seriado de TV original, que foi ao ar primeiramente em setembro de 1966.

A produção tinha como estrelas principais William Shatner (Capitão Kirk), Nichelle Nichols (Uhura) Walter Koenig Checov), George Takei (Sulu), Leonard Nimoy (Sr. Spok), DeForest Kelley (Dr. McCoy) e James Doohan (Scooty)  - foto acima.



A jornada completa de 'Star Trek' conta com seis séries de TV, uma animada, (são 727 episódios), doze longas-metragens, inúmeros livros, quadrinhos e games.

Em breve a sétima série será lançada, 'Star Trek: Discovery'.


Sob a direção de Justin Lin ('Velozes e Furiosos'), 'Star Trek: Sem Fronteiras' é o terceiro filme da nova franquia.

J.J. Abrams dirigiu os dois primeiros filmes - 'Star Trek' (2009) e 'Além Da Escuridão - Star Trek' (2013) - mas você não precisa saber em detalhes a trama dos filmes anteriores para acompanhar as aventuras da tripulação da Enterprise no novo filme.

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O elenco principal dois dois primeiros retorna nesse terceiro: Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock), Karl Urban (Doutor McCoy), Simon Pegg (Scotty), Zoe Saldana (Uhura), John Cho (Sulu) e Anton Yelchin (Chekov) - o último, à esquerda da foto acima, interpreta o jovem navegador russo pela última vez, já que morreu recentemente, aos 27 anos.

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O ator Chris Pine (em foto do longa, acima) diz o que acha da franquia:

"O apelo de 'Star Trek' é mostrar que os seres humanos são criaturas sociais que têm o desejo de ficar juntas, trabalhar juntas e lutam por isso. A franquia traz arquétipos sociais profundos do desejo de Humanidade. Há sempre uma batalha entre o ego, a cobiça e o egoísmo de uma lado, e a compaixão e entrega pela vida coletiva do outro."


O ator George Takei, que interpretou o Sulu na série original (esquerda), se assumiu gay em 2005.

Como forma de homenagear o ator, em 'Star Trek: Sem Fronteiras', o Sulu interpretado por John Cho (foto à direita) também assumirá sua homossexualidade.

"O universo de 'Star Trek' sempre foi inclusivo, por isso achamos importante ter um personagem gay. Há homossexualidade em todas as espécies, isso não deveria ser uma questão hoje. Eu não sei qual é sua orientação sexual, e isso não importa", disse Simon Pegg, um dos roteiristas do longa e atual intérprete de Scooty.


Conhecer a nave USS Enterprise (prefixo NCC-1701) é importante para acompanhar 'Star Trek: Sem Fronteiras'. 

Na série original, a tripulação embarca na nave (foto acima, à esquerda), segundo a icônica narração, "numa missão de cinco anos, para explorar novos mundos, procurar novas vidas e novas civilizações, para audaciosamente ir aonde nenhum homem jamais esteve".


Em 'Star Trek' (2009), a Enterprise ganhou uma versão redesenhada e mais moderna (foto acima, à direita), mas seguindo seu desenho básico.


"Kelvin" é o nome da nova linha do tempo da franquia. 

O nome é uma homenagem à nave USS Kelvin (acima), comandada por George Kirk, pai de James Kirk, que foi destruída por Nero, o Romulano que volta ao passado junto com Spock, na trama de 'Além Da Escuridão' e muda muito do que sabemos sobre 'Star Trek'.



Conhecer George Kirk (interpretado por Chris Hemsworth no longa de 2009, cena acima)  é importante para entender 'Star Trek: Sem Fronteiras'. 

Na trama original, o primeiro oficial da nave da Federação ordena uma evacuação total da Kelvin, incluindo sua esposa Winona, que está grávida. 

Para proteger as naves auxiliares, Kirk se sacrifica ao colocar a Kelvin em rota de colisão com a Narada, nave Romulana de Nero. 

Segundos antes do impacto, George e Winona concordam em nomear o filho recém nascido com o nome do pai de Winona—James.



James Tiberius Kirk, ou simplemente Capitão Kirk, nasceu em Riverside, Iowa, em 2233. 

Apesar de ter nascido na Terra, Kirk morou por um tempo em Tarsus IV, onde ele foi um dos nove sobreviventes do massacre de 4.000 colonos por Kodos, o Executador. 

Podemos andiantar que em 'Star Trek: Sem Fronteiras', que se passa três anos depois do início da lendária missão de cinco anos da USS Enterprise, Capitão Kirk (Chris Pine) começa a questionar o motivo de se juntar à frota estelar e passa a refletir sobre deixar a exploração espacial de lado.


Spock (Zachary Quinto) também terá uma difícil tarefa em 'Sem Fronteiras'. 

Uma triste novidade o faz querer voltar ao seu povo e ajudar a reconstruir sua raça, dizimada após a destruição de seu planeta natal,  Vulcano (no filme de 2009).

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Essa novidade também poderá trazer complicações para o romance entre Spock e Uhura (Zoe Saldana).

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Para quem quiser saber tudo que aconteceu nestes 50 anos de Star Trek, a Netflix já anunciou que no final do ano incluirá em seu catálogo toda a saga. 

Na programação está a série original "Star Trek" (1966 - 1969) e as que vieram depois:
 "A Nova Geração" (1987 - 1994); "Deep Space Nine" (1993 - 1999); "Voyage" (1995 - 2001) e "Enterprise" (2001 - 2005), além da série animada e todos os longas feitos para o cinema.

Um presente e tanto para os trekkers!.



ESPECIAL 'STAR TREK': NA SEMANA DE ESTREIA DO LONGA QUE COMEMORA OS 50 ANOS DA FRANQUIA, ENTENDA A CRONOLOGIA


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Trilogia atual dos cinemas segue uma linha do tempo diferente, mas considera eventos do passado
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'Star Trek' - também conhecida no Brasil como 'Jornada nas Estrelas' - é uma das franquias mais bem-sucedidas da cultura pop há 50 anos, encantando o mundo e seus fãs, chamados 'trekkiers', com filmes, séries, animações, livros e outras mídias, mostrando histórias de corajosos aventureiros espaciais encarregados de desbravar os confins do universo.

A saga começou em 8 de setembro de 1966, quando uma série de ficção científica criada por Gene Roddenberry, produzida pela Desilu Productions (mais tarde pela Paramount Television) e exibida pela NBC até 3 de junho de 1969 estreou, transformando seu elenco original em lendas.

Por onde quer que vão, William Shatner (Capitão Kirk), Nichelle Nichols (Uhura) Walter Koenig Checov) e George Takei (Sulu) são reverenciados como lendas vivas, como também foram reverenciados em vida os atores que já nos deixaram: Leonard Nimoy (Sr. Spok), DeForest Kelley (Dr. McCoy), James Doohan (Scooty) e mais recentemente, Anton Yelchin, o jovem Checov da retomada.

Só que nesse meio século muita coisa mudou, em especial com os três filmes mais recentes.

O diretor J.J. Abrams criou uma nova linha do tempo para a saga com seu filme de 2009 ao fazer o Spock original, interpretado por Leonard Nimoy, voltar no tempo do ano 2387 até 2258, mudando os eventos da franquia de forma significativa.

Com isso, a nova fase nos cinemas teve liberdade para explorar os amados personagens clássicos, como o próprio Spock, 'Magro' McCoy e James T. Kirk, agora interpretados por Zachary Quinto, Karl Urban e Chris Pine respectivamente, sem precisar pisar em ovos tentando navegar pela mitologia já existente desde os anos 60.

Spock original (Leonard Nimoy) em banner promocional do longa 'Star Trek' (2009) - Paramount Pictures

Essa nova linha do tempo se chama oficialmente "Kelvin" - no começo do longa de 2009, a nave USS Kelvin, comandada pelo pai de James Kirk, George Kirk (Chris Hemsworth, que voltará à franquia), é destruída por Nero, o Romulano que volta ao passado junto com Spock (apesar desse último chegar alguns anos depois) nos eventos do filme de 2009 e muda tudo que conhecemos da franquia.

Claro que isso pode confundir um pouco, ainda mais com os longas e séries da franquia clássica seguindo a cronologia até o ano 2387 (alguns jogos vão até além disso).

Entretanto, essa liberdade criativa proporcionada pela nova linha do tempo permite muitas novas histórias nos cinema e será particularmente útil para a série de TV 'Star Trek: Discovery', que estreia em 2017 e se passa 10 anos antes da série original.

O programa chega em janeiro e acompanhará a tripulação do USS Discovery e sua exploração de novos mundos.

Já no terceiro longa, 'Star Trek: Sem Fronteiras (2016)', continuação direta de 'Além Da Escuridão - Star Trek' (2013), e de 'Star Trek (2009)', a trama já ambientada na nova trilogia e cronologia, finalmente vemos a Enterprise e sua tripulação em sua famosa missão de cinco anos de exploração pela Via Láctea, a mesma da série dos anos 60, e, até por isso, o novo longa tem um incrível feeling de episódio do programa clássico.

Não custa lembrar que a série clássica migrou para o cinema e teve filmes interessantíssimos, como o primeiro, chamado 'Star Trek: The Motion Picture' (1979), dirigido pela lenda Robert Wise e 'Jornada Nas Estrelas - A Ira De Khan' (1982), com todo o elenco principal da série e a presença de Ricardo Montalban repetindo o vilão Khan que já tinha interpretado num episódio da série clássica.

Khan é um vilão tão bom, tão icônico, que retornou em 'Além Da Escuridão - Star Trek' (2013), interpretado por Benedict Cumberbatch.

Tivemos também bombas do tamanho de 'Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira' (1989), filme tão ruim que até hoje William Shatner pede desculpas por te-lo dirigido.

Depois tivemos a ótima série e os filmes da 'Nova Geração', ambientados anos depois e que mostram a nave Enterprise comandada por Capitão Picard (Patrick Stewart, famoso por viver Professor Xavier nos filmes dos X-Men), em longas como 'Jornada Nas Estrelas - Primeiro Contato' (1996) e 'Jornada Nas Estrelas: Nêmesis' (2002).

E somente depois temos a trilogia atual, com Zachary Quinto e Chris Pine nos papéis de Spock e Kirk e uma nova linha do tempo, a partir de 'Star Trek' (2009).

Para entender melhor os eventos do universo Star Trek e sua cronologia completa nestes 50 anos da franquia, a linha do tempo com os principais acontecimentos, abaixo, te ajudará a entender mais - em azul, vemos a linha criada com a nova trilogia:

LINHA DO TEMPO:

1969 – Astronauta Neil Armstrong é o primeiro homem a andar em outro mundo: a lua terrestre

1977 - A primeira nave espacial chamada Enterprise é lançada pela NASA

2049–2053 – Acontece a Terceira Guerra Mundial

2054–2079 - Época do horror pós-guerra nuclear

2063 - Primeiro Contato com a espécie Vulcanos (filme 'Jornada Nas Estrelas - Primeiro Contato', de 1996)

2103 - Planeta Marte é colonizado

2151–2161 - Enterprise (NX-01) é a primeira nave a explorar o espaço profundo (Série Enterprise, exibida entre 2001 e 2005)

2156-2160 - Guerra entre Terra e Romulanos

2161 - Fundação da Federação dos Planetas Unidos, da qual a Terra, de Kirk, e Vulcano, planeta de Spock, fazem parte

2164 - Nave USS Franklin desaparece

2233 – Romulano Nero chega ao passado e destrói a nave terráquea USS Kelvin (Filme Star Trek, de 2009) NOVA LINHA DO TEMPO É CRIADA (Linha do tempo Kelvin)

2245 - 2250 - Nave USS Enterprise (NCC-1701) é lançada sob o comando do Capitão Christopher Pike para uma missão de 5 anos no espaço

2254 - Sob o comando do Capitão Christopher Pike, a tripulação da USS Enterprise responde a um chamado de socorro (Primeiro Episódio piloto feito para série clássica, em 1965)

2258 - Spock volta no tempo. Kirk assume comando da Enterprise (NCC-1701) e o planeta Vulcano é destruído (Filme Star Trek, de 2009)

2259 - 2260 - Khan faz ataques contra a Federação e o Capitão Kirk e a tripulação da Enterprise precisam pará-lo a todo custo (Filme Além Da Escuridão - Star Trek, 2013)

2263 – Após 3 dos 5 anos de sua missão de exploração no espaço, a Enterprise encontra um novo perigo que ameaça a tripulação da nave e também a população de uma estação espacial da fronteira da galáxia controlada pela Federação (Filme Star Trek: Sem Fronteiras, de 2016)

2265 - A Enterprise, comandada por James T. Kirk, está em missão exploratória quando encontra a SS Valiant, nave terráquea perdida há 200 anos (Segundo Episódio piloto feito para série clássica, em 1965)

2266–2269 - Na linha do tempo clássica, a USS Enterprise (NCC-1701) explora a galáxia sob comando do Capitão Kirk (Série clássica, exibida entre 1966 e 1969)

2285 - Spock morre após enfrentar Khan, mas a tripulação da Enterprise descobre um jeito de trazê-lo de volta. (Filmes Jornada Nas Estrelas - A Ira De Khan, de 1982, Jornada Nas Estrelas III - À Procura De Spock, de 1984)

2286 - A tripulação precisa voltar à Terra para enfrentar julgamento por suas ações (Jornada Nas Estrelas IV: A Volta Para A Terra, de 1986)

2293 - A Enterprise precisa impedir o meio irmão de Spock, Sybok, de acordar uma criatura poderosa (Filme Jornada Nas Estrelas V: A Última Fronteira, de 1989)

2293 - Capitão Picard encontra o aposentado (e supostamente morto) Capitão Kirk e juntos eles pecisam parar um maníaco que pretende destruir um planeta inteiro (Filme Jornada Nas Estrelas - A Nova Geração, de 1994)

2364 - 2370 - Uma nova USS Enterprise (NCC-1701-D) explora as regiões próximas da Via Láctea sob comando do Capitão Picard (Série A Nova Geração, exibida entre 1987 e 1994)

2369 - A Estação Deep Space Nine passa a ser administrada de forma conjunta pela Federação dos Planetas Unidos (Série Deep Space Nine, exibida entre 1993 e 1999)

2371 - 2378 - Nave Voyager explora os confins da Via Láctea (Série Star Trek: Voyager, exibida entre 1995 e 2001)

2373 – Alienígenas Borgs, espécie de organismos cibernéticos que vive de assimilar outras raças, atacam a Terra e tentam mudar a linha do tempo para dominar o planeta antes de ele se tornar uma potência galáctica, mas Capitão Picard volta com a Enterprise para salvar a humanidade (Filme Jornada Nas Estrelas - Primeiro Contato, de 1996)

2375 - A Federação conspira contra os habitantes de um planeta e Capitão Picard se rebela, junto com a tripulação da Enterprise, para fazer justiça (Filme Jornada Nas Estrelas: Insurreição, de 1998)

2379 – Enterprise (NCC-1701-E), nave comandada por Picard, vai até o sistema Romulano para um suposto tratado de paz (Filme Jornada Nas Estrelas: Nêmesis, de 2002)

2387 – Planeta Rômulo é destruído e Nero e Spock entram numa singularidade e voltam no tempo até 2233 e 2258 respectivamente e criam uma nova linha do tempo (Filme Star Trek, de 2009)


Confira o trailer de Star Trek: Sem Fronteiras (2016):


O trailer de 'Além Da Escuridão - Star Trek' (2013):


Trailer de 'Star Trek' (2009):


Trailer de Jornada Nas Estrelas - Primeiro Contato (1996):


E o trailer de Jornada Nas Estrelas - A Ira De Khan (1982):

Texto Base: Daniel Reininger - site Cineclick
Texto e arte finais: Blog de Klau