quinta-feira, 4 de julho de 2019

CINEMA: CONFIRA AS ESTREIAS DA SEMANA


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Além de 'Homem-Aranha: Longe de Casa', temos um documentário sobre o cineasta Neville D'Almeida, o instigante 'Cézanne e Eu' e 'Um Homem Fiel', longa dirigido e estrelado por Louis Garrel, , entre outros
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Confira todas as estreias:

Um Homem Fiel
4 de julho de 2019 / 1h 15min / Romance, Comédia
Direção: Louis Garrel
Elenco: Laetitia Casta, Louis Garrel, Lily-Rose Depp
Nove anos depois de deixá-lo pelo seu melhor amigo, a agora viúva Marianne (Laetitia Casta) volta para o jornalista Abel (Louis Garrel). Porém, o que parece um belo recomeço logo se mostra bem mais complicado e Abel se vê enrolado em um monte de drama, como as maquinações do estranho filho de Marianne e a questão de afinal o que aconteceu com o ex marido dela.


Boas Intenções
4 de julho de 2019 / 1h 43min / Comédia dramática
Direção: Gilles Legrand
Elenco: Agnès Jaoui, Alban Ivanov, Tim Seyfi
Isabelle (Agnès Jaoui) dedica todo o seu tempo ao trabalho humanitário, ajudando imigrantes, doando roupa, preparando comida e ministrando aulas de francês para estrangeiros. Um dia, quando uma professora mais jovem aparece no mesmo centro onde ela dá aulas, Isabelle começa a se sentir ultrapassada. Enquanto se envolve numa competição com a novata, começa a negligenciar o marido e os filhos, criando outros problemas para solucionar além da miséria no mundo.


Cézanne e Eu
4 de julho de 2019 / 1h 54min / Comédia dramática, Biografia, Histórico
Direção: Danièle Thompson
Elenco: Guillaume Gallienne, Guillaume Canet, Alice Pol
A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne (Guillaume Canet) e o escritor Émile Zola (Guillaume Gallienne). Paul é rico. Emile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro. Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade.


A Árvore dos Frutos Selvagens
4 de julho de 2019 / 3h 08min / Drama
Direção: Nuri Bilge Ceylan
Elenco: Doğu Demirkol, Murat Cemcir, Hazar Ergüçlü
Sinan (Doğu Demirkol) é um jovem apaixonado por literatura que sempre sonhou em se tornar um grande escritor. Ao retornar para o vilarejo em que nasceu, ele faz de tudo para conseguir juntar dinheiro e investir na sua primeira publicação. O problema é que seu pai deixou uma dívida que atrapalhará os seus planos.


Neville D'Almeida: Cronista da Beleza e do Caos
4 de julho de 2019 / 1h 46min / Documentário
Direção: Mário Abbade
Elenco: Neville D'Almeida, Regina Casé, Lima Duarte
Através de entrevistas, raras imagens de arquivo e um vasto material iconográfico, esse documentário busca resgatar a vida e o trabalho do cineasta Neville D'Almeida, desde a era do Cinema Marginal até o presente. Responsável por grandes sucessos como A Dama da Lotação e As Sete Gatinhas e premiado em inúmeros festivais, Neville ainda assim teve muitos problemas com a censura durante o regime militar e também com o que ele chama de "ditadura dos editais".

terça-feira, 2 de julho de 2019

NETFLIX DEVE INVESTIR MENOS EM CONTEÚDO ORIGINAL A PARTIR DE 2020

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Streaming deve focar em maior custo-benefício em suas produções
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A inundação de conteúdo original da Netflix nos últimos anos tem origem no alto investimento feito pela companhia a partir de 2018, quando o valor gasto em séries e filmes próprios chegou a US$ 8 bilhões.

Agora, aparentemente a ordem é colocar o pé no freio.

De acordo com relatório divulgado pelo The Information (via CNBC), o CCO Ted Sarandos falou a executivos e investidores em uma reunião no último mês que a companhia deverá voltar os olhos para produções com maior custo-benefício em relação a números de audiência, a partir da próxima onda de investimentos do serviço de streaming.

Isso significa que a Netflix possivelmente vai priorizar séries e filmes que sejam grandes atratores de audiência condizente com seu público. 

Nada diferente do que qualquer produtora de conteúdo prioriza.

A ideia, portanto, é diminuir as dívidas e evitar fluxo de caixa negativo, que ficou em US$ 380 milhões no primeiro quadrante de 2019.

Na reunião com os executivos, Sarandos chegou a citar a compra do drama Operação Fronteira como um investimento ruim.

O The Information relata que o filme estrelado por Ben Affleck não atraiu público o suficiente para justificar os US$ 115 milhões gastos.

Em contato com o The Information, a Netflix afirmou que "não houve mudança no orçamento ou qualquer alteração nos futuros projetos, tampouco na forma como são autorizados."

'A PEQUENA SEREIA': LIVE ACTION CONFIRMA HALLE BAILEY COMO ARIEL

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Entenda a importância do live action ter como protagonista uma atriz negra
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A Walt Disney Pictures anunciou que a atriz Halle Bailey irá interpretar Ariel no live-action de A Pequena Sereia.

A jovem de 19 anos é conhecida por sua atuação na série Grown-Ish.

Jacob Tremblay já foi confirmado como Linguado, o melhor amigo de Ariel e Melissa Mccarthy está atualmente em negociações para desempenhar o papel da vilã Úrsula. (via CS)

"Depois de uma extensa pesquisa, ficou claro que Halle possui aquela rara combinação de espírito, coração, juventude, inocência e substância - além de uma gloriosa voz cantada - todas as qualidades intrínsecas necessárias para desempenhar esse papel icônico", disse o diretor Rob Marshall.

A atriz Halle Bailey - Variety

Em minutos, a internet foi à loucura por um detalhe: a atriz e cantora de 19 anos é negra, diferente daquela sereia branca, ruiva e de olhos azuis que conhecemos da animação lançada em 1989.

No Twitter, a discussão sobre o tom de pele de Bailey causou um alvoroço entre aqueles que criticaram a escolha, e os que tentavam entender em como isso poderia alterar a história da sereia que sonha em ser humana.

A história que conhecemos pelas mãos do estúdio nada se aproxima daquela original criada pelo dinamarquês Hans Christian Andersen em 1837.

No conto original, Ariel não tem nome, é apenas chamada de sereia.

De forma cruel, o autor relata em detalhes como a Bruxa do Mar - que no filme conhecemos como a maldosa e divertida Úrsula - corta a língua da jovem para que ela perca a voz.

Além disso, suas pernas não são dadas com um passe de mágica, não, lá a sereia tem a cauda rasgada em duas e sangra a cada passo.

A Bruxa exige que Ariel faça o príncipe se apaixonar por ela, ou ficará para sempre sem voz.

A versão original fica ainda mais cruel quando o amado se casa com outra moça, deixando para a jovem um final trágico de morrer pulando de um penhasco.

Obviamente, assim como em quase todas as outras animações, a Disney muda completamente sua abordagem na hora de contar essas histórias.

Nenhum pai ou mãe levaria seus filhos aos cinemas para ver uma coisa macabra como essa, não é?

Portanto, vamos aos fatos: se no conto original Ariel não tinha nome, não era descrita como branca, negra, mestiça, azul ou a cor que fosse, isso de alguma forma alterou a forma com a qual assistimos a animação nas telas?

Então por que trazer uma sereia negra no live-action afetaria de alguma forma a abordagem dos fatos?

Halle Bailey é uma atriz e cantora excelente e a escolha para o papel não veio à toa.

Junto com a irmã gêmea, ela mantém um grupo musical chamado Chloe x Halle e arrasa na atuação na série Grown-Ish.

Trazer a jovem para a história de Ariel é um acerto imenso do estúdio que só passou a inserir personagens negros como protagonistas no final dos anos 2000.

A primeira personagem do estúdio que recebeu o título, vestido e um príncipe encantado sendo negra só veio em 2009 com a chegada de A Princesa e o Sapo.

Seu vestido verde e uma coroa enfeitando seu coque crespo passou a ser sinônimo de alegria para as meninas negras que enfim poderiam se olhar nas telas do cinema e se reconhecerem.

Anos depois, em 2016, veio Moana, outro filme cheio de representatividade que se tornou um fenômeno do estúdio.

Além delas, a Disney tem planos para trazer às telas a história de Sadé, uma princesa africana com poderes que será a primeira personagem feminina de origem africana em um filme do estúdio.

O mesmo posso dizer de Pantera Negra, primeiro herói de origem africana trazido pela Marvel.

O longa se tornou um dos maiores sucessos de bilheteria e traz uma linda homenagem à cultura do continente, detalhando cenários, figurinos e até sotaque dos personagens.

Para os negros, é uma experiência magnífica se "reconhecer" nas telas.

Ir aos cinemas e ver que as crianças negras dessa década verão alguém parecido com elas estampando cartazes e sendo chamado de super-herói ou de princesa.

É questão de representatividade na telona.

Sereias não são reais, portanto a forma como a personagem será retratada em um filme não impacta em nada o rumo da história.

Mas, para quem ainda insiste em dizer que a Ariel precisa ser branca e ruiva, tenho uma notícia BOMBÁSTICA: essa versão dela já existe na animação de 1989...

Rob Marshall comandará o roteiro de David Magee (O Retorno De Mary Poppins), que trará Lin-Manuel Miranda e Alan Menken como criadores de uma mistura de músicas antigas e novas que serão apresentadas no live-action.

'O REI LEÃO': ATORES APARECEM JUNTOS DE SEUS PERSONAGENS EM NOVAS IMAGENS

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A aguardadíssima versão do clássico animado da Disney de 1994, está prestes a voltar aos cinemas, desta vez usando representações mais realistas dos animais vistos no filme original
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O novo filme deve seguir à risca os acontecimentos da animação, mas também é de se esperar algumas surpresas, como foi o caso de Aladdin, que tinha uma nova música cantada pela princesa Jasmine.

O longa terá duas novas canções, uma delas composta por Elton John, também responsável pela trilha do original.

Para manter a expectativa dos fãs lá em cima até o dia da estreia, a Disney está lançando novas imagens e vídeos da produção toda semana.

Desta vez, foram liberadas uma nova série de fotos, mostrando os atores ao lado de seus personagens: Donald Glover, Beyonce Knowles-Carter, Seth Rogen, Billy Eichner, Chiwetel Ejiofor, John Oliver, Keegan-Michael Key, Alfre Woodard, Florence Kasumba, Eric Andre, JD McCray, e Shahadi Wright Joseph próximos às novas versões dos amados e conhecidos personagens do desenho, a quem emprestarão suas vozes no novo filme.

Veja:







A Disney estreia O Rei Leão em 18 de julho aqui no Brasil.

'A GRANDE MENTIRA'; SIR IAN McKELLEN E DAME HELEN MIRREN NO PRIMEIRO TRAILER E PÔSTER DO SUSPENSE

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A Warner Bros lançou o primeiro trailer do suspense baseado no romance de Nicholas Searle
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Assista:


A trama acompanha Roy Courtnay, um artista de carreira que mal consegue acreditar na sorte ao conhecer a viúva bem-sucedida Betty McLeish,  online.

Quando Betty abre sua casa e sua vida para ele, Roy fica surpreso ao descobrir que está se importando com ela, transformando o que deveria ser um sucedido novo golpe na mais traiçoeira corda bamba de sua vida.

O Pôster:


Além de Sir McKellen e Dame Mirren, o elenco conta com Russell Tovey ('Quantico') e Jim Carter ('Downton Abbey').

'A Grande Mentira' tem roteiro de Jeffrey Hatcher e a direção, do premiado roteirista Bill Condon.

A estreia está prevista para 15 de novembro nos EUA.

'TED BUNDY: A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL' GANHA PRIMEIRO TRAILER

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Mais famoso serial killer americano é interpretado por Zac Efron
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Assista:


Lançado no mercado norte-americano pela Netflix, o longa sobre o impiedoso Ted Bundy finalmente será exibido no Brasil.

Baseado numa história real, “Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal” nos apresenta ao serial killer mais famoso dos EUA.

Assassino, sequestrador, estuprador, ladrão e necrófilo, Bundy – interpretado por Zac Efron – lançava mão de seu incontestável charme não só para conquistar as vítimas, como também para manipular entes queridos e a própria opinião pública.

No thriller, sua vida é contada através da perspectiva de sua namorada Elizabeth Kloepfer (Lily Collins), que lutava para aceitar a verdadeira natureza do rapaz.

Estudante de direito, o psicopata confessou ter matado e estuprado 30 mulheres, entre 1974 e 1978.

O número total de assassinatos cometidos por Bundy, no entanto, é desconhecido até hoje.

A direção é de John Berlinger e no elenco, veremos ainda Kaya Scodelario, John Malkovich e Jim Parsons, entre outros.

Hoje, além de divulgar o primeiro trailer, a Paris Filmes também anunciou a estreia nos cinemas nacionais: dia 25 deste mês.

'HEBE - A ESTRELA DO BRASIL': CINEBIOGRAFIA TEM DATA DE ESTREIA ADIADA

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Longa também ganhou seu primeiro pôster nessa semana
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A Warner Bros. adiou a estreia de 'Hebe - A Estrela do Brasil'.

Inicialmente previsto para 15 de Agosto, o filme agora chega aos cinemas em 26 de Setembro.

Relembre o trailer:


A trama se passa na São Paulo dos anos 80.

O Brasil vive uma de suas piores crises e Hebe Camargo aparece na tela exuberante: é a imagem perfeita do poder e do sucesso.

Ao completar 40 anos de profissão, perto dos 60 anos de idade, está madura e não aceita ser um produto que vende bem na tela da TV.

Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes.

Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo o que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesmo na frente das câmeras, dona de sua voz e autora de sua própria história.

Entre o brilho da vida pública e a dor da escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e a mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinário, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

O Pôster:

Andréa Beltrão - pelo que vimos no trailer, encarna Hebe à perfeição.

O elenco conta também com Gabriel Braga Nunes - como Décio Capuano, o primeiro marido, Caio Horowicz - como Marcello, único filho, Marco Ricca como Lélio Ravagnani - último marido de Hebe, Danton Mello - como Cláudio Pessutti, sobrinho e empresário, Cláudia Missura como Nair bello e Karine Teles como Lolita Rodrigues - as melhores amigas da estrela.

Carolina Kotscho ('2 Filhos de Francisco') assina o roteiro.

Maurício Farias é o diretor.

'DEMOCRACIA EM VERTIGEM': DOCUMENTÁRIO EXPÕE MUITAS FERIDAS DO GOLPE DE 2016


SINOPSE:

Documentário sobre o processo de impeachment da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que foi considerado como um dos reflexos da polarização política e da ascensão da extrema-direita para o poder.

O filme conta com imagens internas e exclusivas dos bastidores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Palácio da Alvorada, enquanto ocorria a votação para a queda de Dilma.

CRÍTICA:

Vasta documentação histórica aliada às portas abertas do Palácio da Alvorada compõem o documentário Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa.

O longa chegou recentemente ao catálogo da Netflix para deixar mais um registro definitivo sobre o atual contexto político brasileiro.

Petra conta com sensibilidade pontos essenciais da história recente que levaram o país a um processo de golpe (contra Dilma Rousseff, em 2016) que levou à ascensão da extrema-direita – com a ajuda da classe média alta do país, na qual a diretora se inclui em sua narrativa.

O documentário entra para o panteão daqueles que se dedicam a contar a história do país, ao lado de extensa produção literária e mesmo audiovisual, como a obra par O Processo (2018), da documentarista Maria Augusta Ramos.

Estão ali, explícitos para o público, momentos históricos como a conversa do então senador Romero Jucá (MDB-RR) com o ex-presidente da estatal Transpetro Sergio Machado: “A solução é botar o Michel (…) Num grande acordo nacional, com o Supremo e com tudo”.

Petra faz questão de repetir a fala, como que em um desabafo particular, indignada.

O grande seriado de drama, com toques de terror (tudo muito bem televisionado, espetacularizado), que se transformou a política nacional, explode em seu mais novo capítulo com o escândalo da “Vaza Jato“.

Mesmo não entrando no documentário, os fatos se conversam.

No documentário, Petra apresenta a forma como a Justiça, por intermédio da Operação Lava Jato, com os procuradores do Ministério Público de Curitiba e o então juiz Sergio Moro, tratou o processo contra o ex-presidente Lula.

Provas? Não foram necessárias.

Bastaram convicções e um conluio entre juiz e promotores com a finalidade de prender Lula para impedi-lo de concorrer às eleições do ano passado. Foi a continuidade do golpe.

“Qual o sentido de tirarem a Dilma se eu voltar?”, questiona o ex-presidente.

“A história foi ficando cada vez mais surreal, com pontos de virada inimagináveis”, disse a cineasta em evento de lançamento do documentário em São Paulo. “As viradas continuam”, afirmou, em referência aos novos fatos que comprovam a relação promíscua entre Moro e procuradores (vazamento de diálogos pelo The Intercept Brasil).

Durante o lançamento, Petra foi questionada, inclusive, se seria cabível a produção de uma continuação do longa - e encarou a possibilidade com bom humor, sem sentenciar sim nem não.

Petra tem 35 anos, praticamente a mesma idade da democracia brasileira após o fim da ditadura civil-militar (1964-1985), como observa no filme.

Aos 28 anos, filmou ELENA (2012), que ganhou prêmios de Melhor Documentário pelo Júri Popular, Melhor Direção, Montagem e Direção de Arte no Festival de Brasília.

O documentário se impôs a Petra como um meio de enfrentamento à dor da morte da irmã.

Segundo ela, uma dor tão forte quanto a vivida nos dias atuais, ante o sangramento da utopia democrática – um roteiro que também se obrigou a contar.

A mensagem de Democracia em Vertigem é clara: tão jovem democracia em tão grave risco.

Não foram poucos os relatos de expectadores que caíram nas lágrimas durante o longa.

“Fiquei muito emocionado. Chorei pouco, não como ela”, disse o músico Caetano Veloso, que assistiu em sua casa, ao lado da apresentadora e atriz Mônica Iozzi, que ficou muito abalada.

“É difícil não chorar nada. Tem a perspectiva dela e a histórica, tem os pais dela. A série de coisas é muito nítida a feição dessa história”, completou Caetano.

O ponto de vista da cineasta é muito presente na obra.

Inclusive a crítica frequentemente cobrada do PT, de ter – apesar de ter realizado gestões inclusivas e que levaram a uma taxa elevada de aprovação de Lula, acima de 80% –, falhado no plano ético ao sucumbir aos antigos mecanismos de financiamento de campanhas.

Narrado em primeira pessoa, o documentário trata da família de Petra.

Seu avô, empreiteiro fundador da Andrade Gutierrez; seus pais, ativistas comunistas perseguidos pela ditadura - uma família de contrastes.

Em um desabafo, ela lamenta que parte de seus familiares apoiaram o presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL) – que não esconde seu desejo de que gente como os pais de Petra estivesse mortos após tortura, simplesmente por pensar de outra forma.

Um dos pontos de virada mais importantes da linha narrativa, como não poderia ser diferente, é a votação da aceitação do impeachment na Câmara dos Deputados, em abril de 2016, quando os deputados votaram por Deus, pela família, pela avó, por estradas, por igrejas, contra Dilma.

Sobre o porquê da cassação de seu mandato? Nada.

Apenas a oposição desesperada com o absurdo.

O maior deles veio justamente com Bolsonaro: deputado federal à época, dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador militar reconhecido pela Justiça, inclusive de Dilma Rousseff, quando ela era uma jovem ativista.

Perplexo, o ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) – que atualmente está exilado, após ameaças contra sua vida vindas de grupos bolsonaristas – falou em suas redes sociais sobre o documentário.

“É impressionante como a Petra conseguiu traçar um elo entre nosso passado recente e nosso passado mais distante. E mostrar o que restou do passado distante de mais infeccioso, a ponto de infectar nossa democracia. Petra se implica na história, conta uma história que é dela e também nossa. Eu, envolvido nos fatos, ao vê-los de fora do país, me doeu muito”, disse.

Muitos outros pontos históricos estão lá: a resistência de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC antes da prisão; a morte de sua companheira, Marisa Letícia; o isolamento de Temer no governo Dilma, sua articulação golpista, entre outros.

Por tudo isso, o documentário entrou para a seleta lista de melhores filmes de 2019 do New York Times, um dos principais jornais norte-americanos.

Stephanie Goodman, crítica de cinema, escolheu oito filmes para o ranking: além de Democracia em Vertigem, o documentário Rolling Thunder Revue, no qual Martin Scorsese falou sobre Bob Dylan, também apareceu.

Democracia em Vertigem recebeu diversas críticas positivas, tanto em veículos nacionais quanto internacionais - e é um dos favoritos para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Documentário.

Quem quiser o que acontece com o Brasil de 2016 para cá, é obrigatório.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Gênero:
Documentário
Direção:
Petra Costa
Nacionalidade:
Brasil
Duração:
2h02
Exibição:
Netflix

COTAÇÃO DO KLAU:

segunda-feira, 1 de julho de 2019

BILHETERIA BRASIL: 'TOY STORY 4' CONTINUA NO TOP 1

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'Annabelle 3' estreia em segundo
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Pela segunda semana seguida, a animação Toy Story 4 (Disney) garantiu o primeiro lugar no ranking brasileiro, somando mais R$ 16,8 milhões e já superando os valores do primeiro longa, lançado em 1995.

Relembre o trailer do Top 1:


'Annabelle 3 - De Volta Para Casa' (Warner Bros.) fez sua estreia na última semana, mas ficou em segundo lugar na lista, somando R$ 7,5 milhões.

Relembre o Top 2:


A medalha de bronze ficou com Pets - A Vida Secreta Dos Bichos 2 (Universal Pictures), que somou R$ 5,3 milhões em sua primeira semana em cartaz.

Relembre o trailer do Top 3:


CONFIRA O TOP 10 DESTE FINAL DE SEMANA, SEGUNDO O FILME B:
1. Toy Story 4 - R$ 16,8 milhões

Annabelle 3: De Volta para Casa : Poster
2. Annabelle 3 - De Volta Para Casa - R$ 7,5 milhões

Pets - A Vida Secreta dos Bichos 2 : Poster
3. Pets - A Vida Secreta Dos Bichos 2 - R$ 5,3 milhões

Turma da Mônica - Laços : Poster
4. Turma Da Mônica - Laços - R$ 4,9 milhões

5. Aladdin - R$ 1,7 milhão

6. Mib: Homens De Preto - Internacional - R$ 1,0 milhão

Rocketman : Poster
7. Rocketman - R$ 555 mil

Dor e Glória : Poster
8. Dor e Glória - R$ 407 mil

X-Men: Fênix Negra : Poster
9. X-men: Fênix Negra - R$ 388 mil

Casal Improvável : Poster
10. Casal Improvável- R$ 232 mil

BILHETERIA EUA: 'ANNABELLE' NÃO CONSEGUE TIRAR 'TOY STORY 4' DO TOP 1

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'Ultimato' voltou ao ranking com lançamento de nova versão
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Arrecadando mais de US$ 50 milhões, Toy Story 4 (Disney) se manteve na primeira colocação.

Relembre o trailer do Top 1:


Com isso, a aguardada estreia da semana, Annabelle 3 - De Volta Para Casa (Warner Bros.) fez um pouco mais de US$ 20 milhões e aparece no segundo lugar.

Na trama, quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (McKenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman).

Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren.

Confira o trailer do Top 2:


Outra estreia, a comédia musical dirigida por Danny Boyle, Yesterday (Universal Pictures) arrecadou US$ 17 milhões e aparece em terceiro lugar.

Na trama, após sofrer um acidente, um cantor-compositor (Himesh Patel) acorda numa estranha realidade, onde ele é a única pessoa que lembra dos Beatles.

Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço.

Confira o trailer do Top 3, que estreia em 29 de agosto aqui no Brasil:


Ainda não foi nessa semana que Vingadores - Ultimato bateu Avatar: após os primeiros dias de arrecadação da nova versão do filme, a distância diminuiu para US$ 20 milhões.

CONFIRA O TOP 10 EUA, SEGUNDO O BOX OFFICE MOJO:
1 - Toy Story 4 - US$ 57,9 milhões

2 - Annabelle 3 - De Volta Para Casa - US$ 20,3 milhões

3 - Yesterday - US$ 17 milhões

4 - Aladdin - US$ 9,3 milhões

5 - Pets - A Vida Secreta Dos Bichos 2 - US$ 7 milhões

6 - Mib: Homens De Preto - Internacional - US$ 6,5 milhões

Vingadores: Ultimato : Poster
7 - Vingadores - Ultimato - US$ 5,5 milhões

8 - Brinquedo Assassino - US$ 4,2 milhões

9 - Rocketman - US$ 3,8 milhões

10 - John Wick 3 - Parabellum - US$ 3,1 milhões