quinta-feira, 3 de agosto de 2017

'PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA': ANDY SERKIS ESPETACULAR FECHANDO DIGNAMENTE A TRILOGIA DE MATT REEVES


SINOPSE:

Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente.

César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson).

Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança.

À medida em que a jornada finalmente os coloca cara a cara, César e o Coronel se enfrentam em uma batalha épica que determinará o destino de suas espécies e o futuro do planeta.

CRÍTICA:

Muito mais contemplativo do que de ação, 'Planeta Dos Macacos: A Guerra', que estreia hoje em 598 salas em todo o Brasil, é uma boa obra de Matt Reeves, um grande clímax para a trilogia do macaco César (Andy Serkis), mas ainda não supera o filme anterior, o ótimo 'Planeta Dos Macacos: O Confronto'.

Dessa vez, vemos os resultados da guerra entre os humanos e os macacos iniciada no final do filme anterior e o massacre de ambos os lados é terrível.

Além disso, a humanidade enfrenta uma nova ameaça, uma mutação do vírus símio que agora ataca a mente humana.

Planeta dos Macacos: A Guerra : Foto Andy Serkis, Terry Notary
Andy Serkis - à frente - na captura dos movimentos para interpretar o macaco César, sempre espetacular - Fotos dessa Postagem - Fox Film do Brasil/Divulgação
Diante desse cenário caótico, César e seus macacos precisam enfrentar um ataque desesperado dos humanos, que esperam alcançar a sobrevivência eliminando os oponentes óbvios.

O grande trunfo do filme é novamente Andy Serkis, simplesmente espetacular no papel do líder dos macacos, que interpreta por captura de movimentos.

E, assim como em seu antecessor, o foco do novo filme é César e seus companheiros símios, o que faz com que essa obra se destaque tanto pelo ponto de vista da evolução dos personagens quanto do ponto de vista técnico.

Confira a incrível transformação de Andy Serkis em César:

Considerando que os macacos criados com captura de movimentos foram inovadores já nos anteriores, nesse filme os efeitos visuais da Weta Digital são tão perfeitos que quase esquecemos que nada daquilo é real - a maioria das cenas foi captada com fundo verde e praticamente tudo foi criado digitalmente.

Planeta dos Macacos: A Guerra : Foto
César, em cena do longa
O elenco todo é muito bom, o que ajuda muito nesse ponto, e vale dizer que Serkis realmente merecia, ao menos, uma indicação ao Oscar por sua performance em 'A Guerra'.

Entretanto, como filme de grandes orçamentos e grandes fracassos recentes revelaram, nada disso importa se os espectadores não se interessam pela história.

Felizmente, o longa alcança esse objetivo graças a elementos como a adição do Coronel vivido por Woody Harrelson, com sua cabeça raspada, pintura de rosto de camuflagem e métodos incomuns de liderança, que traçam paralelos com outros personagens clássicos - como o Coronel Walter E. Kurtz, vivido por Marlon Brando em 'Apocalypse Now'.

Planeta dos Macacos: A Guerra : Foto Woody Harrelson
Woody Harrelson, em cena do longa
Com boas sacadas para proporcionar leveza, o longa consegue diluir o clima opressivo da situação de César e seu seguidores, mas sem perder impacto, o que ajuda a trama.

Além disso, a chegada de Macaco Mau, um novo personagem interpretado por Steve Zahn, traz humor na medida certa (na maioria das vezes), além de ajudar a expandir o mundo - afinal, César percebe que outros não tiveram a mesma sorte que ele.

O personagem é uma bem vinda adição ao elenco.


Planeta dos Macacos: A Guerra : Foto
Steve Zahn como o macaco Mau
A jornada de César se torna ainda mais incrível nesse longa, porque ele enfrenta os mesmos dilemas que Koba, personagem que inicia a guerra entre humanos e macacos, enfrentou no filme anterior.

No passado, César não o compreendeu, mas agora passa precisa lidar com sentimentos similares e a forma como decide fazer isso aprofunda ainda mais esse grande personagem.

O filme se arrasta um pouco, a sequência na prisão se alonga demais e, eventualmente, parece um pouco sem sentido e o filme funcionaria melhor com mais ritmo nessas horas.

Mesmo assim, o longa consegue surpreender, empolgar e emocionar e as cenas de ação são boas.

Interessante também é a forma como o longa relembra a série clássica ao introduzir uma menina humana muda chamada Nova, personagem do filme de 1968.

Outro pecado do longa são as obviedades.

O longa acaba exagerando um pouco em seu final em momentos forçados de emoção e nos clichês hollywoodianos básicos, mas são detalhes que atrapalham, mas não tiram o brilho dessa trilogia magnifica.

'Planeta Dos Macacos: A Guerra' é um fechamento digno e o mundo criado aqui é tão rico que pode render muitos outros filmes sem grande esforço, pois existem diversas histórias para contar.

Pessoal que vota no Oscar: uma indicação para Andy Serkis, por favor!

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:
'PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA'
Título Original:
WAR FOR THE PLANET OF THE APES
Gênero:
Ação
Direção:
Matt Reeves
Roteiro:
Mark Bomback, Matt Reeves
Elenco:
Aleks Paunovic, Alessandro Juliani, Amiah Miller, Andy Serkis, Chad Rook, Gabriel Chavarria, James Pizzinato, Judy Greer, Karin Konoval, Max Lloyd-Jones, Mercedes de la Zerda, Michael Adamthwaite, Sara Canning, Steve Zahn, Terry Notary, Timothy Webber, Woody Harrelson
Produção:
Amanda Silver, Dylan Clark, Peter Chernin, Rick Jaffa
Fotografia:
Michael Seresin
Montador:
William Hoy
Trilha Sonora:
Michael Giacchino
Duração:
140 min.
Ano:
2017
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
03/08/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Fox Film do Brasil
Estúdio:
Chernin Entertainment
Classificação:
14 anos
Informação complementar:
Sequência de 'Planeta Dos Macacos: O Confronto'

COTAÇÃO DO KLAU:

'PLANETA DOS MACACOS': ENTENDA A CRONOLOGIA DA FRANQUIA

<>
A saga dos símios no cinema começou nos anos 1960 - entenda a relação entre os filmes
<>

'Planeta Dos Macacos' é um sucesso - afinal,  a clássica franquia da Fox Film ganhou força novamente com os filmes focados em César (Andy Serkis) e essa postagem tenta entender a cronologia dessa distopia que atrai tanta gente. 

Tudo começou mais de meio século atrás com 'La Planète des Singes', livro francês de Pierre Boulle sobre astronautas que pousam num planeta dominado por macacos inteligentes. 

A série, famosa pelas questões políticas e sociais, voltou com tudo em 2011 com 'A Origem'.

O reboot mudou algumas coisas da linha do tempo da franquia e tenta criar um mundo coeso,  já que  existem muitos buracos deixados pelos longas dos anos 60 e 70. 

Como o próprio diretor Matt Reeves disse ao site IO9 que sua cinessérie pretende chegar no futuro visto no longa de 1968, vamos tentar entender melhor a ordem dos filmes e a relação entre eles:

Os clássicos

Planeta dos Macacos (1968)

No cinema, tudo começou em 1968 com o lançamento do filme estrelado por Charlton Heston no papel do astronauta George,  que cai em um planeta governado por macacos. 

George faz amizade com os cientistas  símios Zira (Kim Hunter) e Cornelius (Roddy McDowall), que chamam o protagonista de "olhos brilhantes" enquanto o mantém como cobaia de laboratório. 

Na trama, ele deixa a Terra em 1972 e pousa em 3978 - sabemos disso graças às informações presentes em sua nave espacial, a Ícaro – lembre desse nome.

Só que George só percebe que está na Terra em um futuro muito distante, no qual os símios governam o planeta após a destruição da humanidade, na icônica cena final do longa, uma das mais impactantes da história do cinema em todos os tempos.

Veja:


De Volta ao Planeta dos Macacos (1970)

Na primeira sequência de 'Planeta dos Macacos', um grupo de resgate vai atrás da nave Ícaro. 

No mundo dos símios, os astronautas descobrem um pequeno grupo de super-humanos com poderes psíquicos que vivem no subsolo e adoram uma ogiva nuclear. 

Eventualmente, há uma enorme batalha entre macacos e humanos do subterrâneo e isso resulta na destruição do mundo (de novo). 

O filme aparentemente se passa logo depois do original, mas o ano é 3955 – o que pode ser simplesmente um erro de continuidade.

Veja:


Fuga do Planeta dos Macacos (1971)

Na nova sequência, Zira e Cornelius, do primeiro filme, escapam do apocalipse nuclear e usam a nave espacial Ícaro (de novo) para viajar de volta no tempo até 1973. 

Os macacos falantes tornaram-se celebridades, mas logo são capturados e torturados para fornecerem informações sobre o futuro. 

Eles têm um filho chamado....César, que é escondido para crescer em segurança. 

A partir daí, a linha do tempo da franquia muda bastante. 

Não que houvesse de fato uma lógica respeitada pelos roteiristas, mas as coisas ficam ainda mais estranhas.

Veja:


A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)

Nessa nova linha do tempo, acompanhamos a vida de César vinte anos após a morte de seus pais. 

Após um vírus dizimar a maioria dos cães e gatos na Terra, macacos são adotados como bichos de estimação pelos humanos. 

Rapidamente os macacos deixam de ser amigos e passam a ser usados como escravos. 

César, eventualmente, lidera uma rebelião e liberta sua raça.

Veja:


A Batalha do Planeta dos Macacos (1973)

'A Batalha do Planeta Dos Macacos' é outra continuação do filme de 1968 e se passa 10 anos após os acontecimentos de 'A Conquista Do Planeta Dos Macacos', embora comece 600 anos no futuro com um macaco sábio contando a história dos eventos que definiram seu mundo. 

Esse mundo é claramente diferente do filme original estrelado por Heston - aqui, seres humanos e símios vivem em relativa harmonia. 

Na trama, vimos o surgimento da civilização de macacos e como César ensina seus seguidores a não escravizar e brutalizar humanos. 

É um futuro alternativo em relação àquele dos pais de César, no qual os macacos dominavam o mundo e os seres humanos eram reduzidos a animais.

Veja:


Série de TV (1974)

A série não faz muito sentido com os filmes, mas os eventos do programa televisivo provavelmente antecedem o filme original de 1968 e, ao mesmo tempo, seguem os eventos de 'Fuga do Planeta dos Macacos', de 1971. 

Ambientada em 3085, astronautas caem na Terra futurista, da mesma forma que no longa original, só que 900 anos antes do personagem de Charlton Heston. 

O motivo para isso nunca fica claro, mas pode ser devido às mudanças da linha do tempo, o que explicaria as alterações significativas no planeta e as diferenças de datas.

Veja:



O remake

Planeta dos Macacos (Remake de Tim Burton) (2001)

Estrelado por Mark Wahlberg, este é um remake direto do original de 68. 

Desta vez, o astronauta sai da Terra em 2029 e viaja até o ano 5021 e, fora isso, não existem muitas surpresas. 

No final, o protagonista retorna à Terra de 2001 e descobre que ela está dominada por macacos, algo semelhante ao que acontece no romance francês. 

O longa acrescenta pouco e na verdade é melhor esquecer que ele existe, diferente do ótimo reboot de 2011 - confira a seguir.

Veja:


O reboot

O Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

Esse filme reimagina a franquia e cria uma linha de tempo completamente nova. 

Embora tenha semelhanças com 'A Conquista do Planeta dos Macacos' (1972), não pode ser chamado de remake, pois tudo é muito diferente, inclusive a ascensão dos macacos no presente. 

César - já interpretado brilhantemente por Andy Serkis através da captura de movimentos -  e seus seguidores têm a capacidade cognitva aumentada por um um vírus usado como terapia genética e começam uma revolução para conseguirem a liberdade. 

Outra grande mudança é que o César deste filme tem uma relação melhor com humanos e até evita matá-los.

Veja:


Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)

O longa se passa dez anos após 'A Origem'. 

Ele continua a acompanhar César, mas as coisas estão ainda mais sombrias. 

De certa forma, o longa pode ser comparado a 'A Batalha do Planeta dos Macacos', pois mostra as duas raças coexistindo. 

Novamente as diferenças são tantas que não permitem chamá-lo de remake. 

Na trama, um vírus acabou com a humanidade. 

Os macacos inteligentes seguidores de César vivem nas florestas próximas a São Francisco e viram a humanidade se extinguir aos poucos. 

As coisas se complicam quando sobreviventes encontram os símios e desentendimentos banais podem gerar guerra entre as raças.

Veja:


Planeta dos Macacos: A Guerra (2017)

As ações de Koba iniciaram a guerra entre símios e humanos e César se torna um líder em tempo de guerra. 

Dois anos se passam desde 'Planeta Dos Macacos: O Confronto' e a guerra é terrível para ambos os lados. 

César quer acabar com a matança, mas um coronel desequilibrado quer exterminar os símios a todo custo. 

Sem entrar em detalhes para evitar spoilers, esse filme tenta direcionar ainda mais a linha do tempo para o que conhecemos do filme de 1968.

Veja na próxima postagem a crítica do filme.

Veja:

ENTREVISTA: NO BRASIL, ANDY SERKIS FALA SOBRE 'PLANETA DOS MACACOS' E OSCAR

<>
Andy Serkis, astro de 'Planeta Dos Macacos: A Guerra', participou de um evento em São Paulo para promover o filme
<>

Na produção dirigida por Matt Reeves ('O Confronto'), o ator volta ao papel de César, líder dos símios, que deve proteger sua raça na guerra contra as tropas do coronel McCullough (Woody Harrelson).

Além de César, o ator é reconhecido por dar vida a outros personagens icônicos por meio da captura de movimentos, como Gollum de 'O Senhor Dos Anéis', Líder Snoke em 'Star Wars: O Despertar Da Força' e 'King Kong'.

"Precisamos contar histórias e falar sobre a condição humana. Vivemos em tempos ideologicamente confusos e sabemos que a resposta para isso está na simplicidade. Esse filme é sobre a importância da empatia", destacou Serkis, na coletiva e no bate papo com o pessoal do site brasileiro Cineclick.

O ator britânico falou sobre a técnica de captura de movimentos, que para ele deve trabalhar a favor da interpretação.

"É uma tecnologia. Não é um gênero", afirmou.

Ele também falou sobre as mudanças pelas quais a técnica passou desde que viveu o icônico Gollum em 'O Senhor Dos Anéis: A Sociedade Do Anel'.

"Antes, com Gollum, não tínhamos a habilidade de captar expressões faciais. A primeira vez que fizemos foi em 'King Kong' (2005). A grande mudança foi com 'O Planeta Dos Macacos: A Origem': a interação entre atores era filmada apenas uma vez, sem necessidade de duplicar as cenas em um estúdio separado posteriormente", explicou o ator.

O ator ainda comentou sobre como as premiações ignoram as atuações por captura de movimentos, mas acredita que chegou a hora desses personagens serem reconhecidos.

"É preconceito e ignorância não reconhecer os atores que trabalham com motion capture. Os membros mais antigos da academia se recusam a aceitar. Atuar é o que acontece no set, com outros atores. Basta ver as cenas de bastidores. Se eu me maquiasse as pessoas aceitariam melhor, mas como coloco um macacão cinza, eles não consideram. É frustante".

Confira a incrível transformação de Andy Serkis em César:

"O tema desse filme e de todos os demais é empatia. Vivemos em um mundo em que as pessoas perderam a habilidade de se colocar no lugar do outro. E ainda assim é um grande entretenimento. Isso é o melhor de trabalhar numa grande franquia: poder trazer entretenimento e fazer as pessoas refletirem. Contar histórias é uma das formas de nos salvar", disse o ator.

"O mundo está sofrendo com lideranças simplistas. É uma boa metáfora com os macacos. Não há vilões ou mocinhos por completo. Cesar é um personagem nobre, mas tem falhas. É cheio de ódio e raiva, mas é capaz de olhar nos olhos de quem quer matar e sentir empatia", conta o ator britânico

Sobre o novo filme, comenta:

"Há uma sensação de estar vendo uma grande história, não tem nada de previsível. Todos sabemos que as sequências tendem a se repetir e isso não acontece em Planeta dos Macacos. Vai mexer com as pessoas emocionalmente, educar as pessoas a não serem tão julgadoras".

O ator ainda falou sobre as dificuldades de dar voz aos macacos.

"No segundo filme tivemos o desafio de tornar crível que macacos falassem. Eles não construíam sentenças como nós, é como se procurassem palavras, um jeito próprio de falar, era o nascimento da língua. Há uma diferença entre os dois filmes em termos de articulação", explicou Serkis, antes de demonstrar as diferentes formas de César falar.

O astro ainda citou Nelson Mandela como inspiração para o personagem, um líder que luta pela liberdade na obra.

"Esse é um filme de guerra, mas todo bom filme de guerra é sobre as pessoas que sobrevivem. Também é como uma história bíblica, é a história de um Moisés procurando a terra prometida", comparou.

Confira a entrevista em vídeo:

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

RIP: SAM SHEPARD, ATOR, ROTEIRISTA E DRAMATURGO


<>
Ele sofria de esclerose lateral amiotrófica
<>

O ator, roteirista e dramaturgo Sam Shepard nasceu em Fort, Illinois - em 5 de novembro de 1943 - e morreu em Midway, Kentucky, em 27 de julho último.

Conhecido por atuar em filmes como 'Falcão Negro em Perigo' e 'Os Eleitos' (pelo qual foi indicado ao Oscar de "melhor ator coadjuvante"),  Shepard morreu aos 73 anos.

Segundo o porta-voz do ator, ele sofria de esclerose lateral amiotrófica e estava cercado de sua família em seus momentos finais.

Além do cinema, Shepard também tinha uma extensa carreira nos teatros como autor e assinou mais de 40 peças.

Dentre seus destaques na Broadway estão "La MaMa" e "Caffe Cino".

Em cena de 'Os Eleitos' - Divulgação

Em 1979, recebeu o prêmio Pulitzer de Melhor Drama por "Buried Child" e em 2009, foi agraciado com o PEN/Laura Pels International Foundation for Theater Award por excelência em drama.

Foi descrito pela New York Magazine com um dos maiores dramaturgos de sua geração.

No cinema, também foi um consagrado roteirista, de filmes como 'Zabriskie Point' (1970), 'Paris, Texas' (1984) e 'Loucos por Amor' (1985).

Em 1983, Sam conheceu a atriz Jessica Lange no set do filme 'Frances'.

Divorciado em 1984 da atriz O-Lan Jones, Jessica e Sam se apaixonaram à primeira vista, viveram juntos por 30 anos e tiveram dois filhos, Hannah Jane (nascida em 1985) Samuel Walker Shepard (nascido 1987).

O casal era considerado um dos mais longevos de Hollywood, quando se separou, em 2009.

Jessica e Sam, em 2005 - People Magazine

Seu filho mais velho, Jesse, escreveu um livro de contos em 2003, onde Sam escreveu o prefácio.

Seu último trabalho como ator foi na série da Netflix "Bloodline" (2015), em que viveu o personagem Robert Rayburn.

Shepard nos deixa o inédito longa "Never Here", exibido no festival de Los Angeles, mas sem data para ser lançado.

RIP: JEANNE MOREAU, A MAIOR MUSA FRANCESA DO CINEMA

<>
O cinema francês perdeu um de seus maiores ícones
<>

A atriz e cantora Jeanne Moreau, musa da nouvelle vague e estrela de clássicos como 'Jules & Jim', 'Uma Mulher Para Dois', 'A Noite' e 'Duas Almas em Suplício', foi encontrada já morta em sua casa em Paris, segundo a agência France Presse.

Jeanne Moreau nasceu em Paris - em 23 de janeiro de 1928 - e morreu também na capital francesa, no último dia 31 de julho, aos 89 anos.

Durante seus 65 anos de carreira, Moreau trabalhou com diversos cineastas consagrados como François Truffaut, Orson Welles, Michelangelo Antonioni e Roger Vadim.

Ao todo, a Diva nos presenteou com mais de cem filmes.

Confira a Diva em cena de 'Jules & Jim' (1962):

A atriz também estrelou a produção brasileira "Joanna Francesa", de Cacá Diegues, em que interpretou a dona de um bordel que acaba se envolvendo com um cliente.

Além de musa das telonas, ela também ficou conhecida por seu engajamento político e social, além de ser uma figura exemplo de liberdade feminina por seu comportamento independente em uma época conservadora.

Confira Moreau em cena de "Joanna Francesa" (1973):

A causa da sua morte ainda não foi revelada.

Moreau deixa um filho, Jérome Richard, de 68 anos.

Grande presença nas telonas, fará muita falta.

'MULHER-MARAVILHA': DE OLHO NO OSCAR, WARNER PLANEJA CAMPANHA MASSIVA

<>
Estúdio quer que o longa da amazona seja indicado às principais categorias na premiação
<>

De acordo com a Variety, a Warner Bros. tem grandes planos para 'Mulher-Maravilha' no Oscar 2018.

O estúdio quer que o longa seja a primeira adaptação de quadrinhos a ser indicada na categoria "melhor filme" e não medirá esforços financeiros para que isso aconteça.

A publicação afirma que a campanha terá grande investimento e consistirá em algumas táticas semelhantes as feitas pelo próprio estúdio em 2009 quando tentou emplacar a candidatura de 'Batman - O Cavaleiro Das Trevas', de Chris Nolan.

Na época, os esforços não surtiram o efeito esperado, mas a empresa estaria mais focada e confiante dessa vez.

A Warner também pretende alavancar uma indicação para a diretora Patty Jenkins.

Patty Jenkins e Gal Gadot, durante as filmagens de 'Mulher-Maravilha' - Variety

'Mulher-Maravilha' já arrecadou perto de US$ 800 milhões ao redor do mundo e teve sua sequência confirmada para 2019.

Jenkins e Gal Gadot retornam - os rumores apontam que a trama se passará nos anos 1980, em plena guerra fria entre EUA e União Soviética.

A cerimônia do Oscar 2018 acontecerá em 4 de março e será novamente apresentada por Jimmy Kimmel.

'BOND 25': DANIEL CRAIG SERÁ 007 MAIS UMA VEZ

<>
Ator deve se despedir do personagem no 25º filme da cinessérie
<>

Agora é oficial!

Após inúmeros rumores, Daniel Craig foi novamente confirmado como James Bond no 25º longa da franquia.

Ao que tudo indica, esse será o último dele no papel do agente 007.

O filme terá roteiro da dupla Neal Purvis e Robert Wade, responsáveis por outros títulos da saga estrelados por Craig: 'Cassino Royale', 'Quantum Of Solace', '007 - Operação Skyfall' e '007 Contra Spectre'.

O impasse sobre o novo James Bond começou na época do lançamento de '007 Contra Spectre' (2015), época em que Craig afirmou que tinha finalizado sua participação na franquia.

De lá para cá, rumores diziam que o ator poderia voltar, enquanto outros apontavam possíveis sucessores, como Idris Elba, Tom Hiddleston e até uma atriz.

Mas como Bond, Craig segue imbatível.

Confira os melhores momentos de Daniel Craig como 007:

Craig interpreta o personagem mais famoso do cinema de todos os tempos desde 2006 e agora está prestes a superar os números de Pierce Brosnan, que também já viveu Bond quatro vezes.

O recordista segue sendo Sir Roger Moore: o ator, morto recentemente, interpretou 007 por seis vezes.

O longa ainda não tem diretor contratado.

Segundo o Deadline, Denis Villeneuve, diretor de 'A Chegada' e do inédito 'Blade Runner 2049', pode comandar o novo filme.

Já a Variety aponta o francês Yann Demange ('Criminal Justice') e o britânico David Mackenzie ('A Qualquer Custo') como possíveis candidatos da Sony Pictures.


Segundo a publicação, Christopher Nolan ('Dunkirk') e Edgar Wright ('Em Ritmo De Fuga') também foram cogitados, mas são opções descartadas até o momento.

A produção da Eon Productions e Sony Pictures/MGM chegará aos cinemas americanos em 8 de novembro de 2019, mas com estreia antecipada no Reino Unido e em outros países.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

BILHETERIA BRASIL: 'TRANSFORMERS' CONTINUA LÍDER E 'DUNKIRK' ESTREIA EM QUARTO LUGAR

<>
Longa de Michael Bay faturou mais R$ 7.6 milhões
<>

'Transformers: O Último Cavaleiro'(Paramount Pictures) pode não ter se saído bem nas bilheterias ao redor do mundo, mas pelo menos aqui no Brasil o filme está se garantindo.

O quinto filme da franquia idealizada por Michael Bay levou 455 mil brasileiros aos cinemas e arrecadou R$ 7.6 milhões, de um acumulado de R$ 30 milhões no país.

Relembre o trailer do Top 1:

Subindo do terceiro para o segundo lugar em relação à semana anterior, encontramos a animação 'Meu Malvado Favorito 3' (Universal Pictures), com R$ 6.3 milhões.

O longa teve sua estabilidade garantida graças as férias de julho.

Relembre o trailer do Top 2:

'Homem-aranha: De Volta Ao Lar' (Sony Pictures) caiu da segunda para a terceira posição, arrecadando nessa semana mais R$ 6 milhões.

O longa que marca a volta do cabeça de teia ao universo cinematográfico da Marvel já arrecadou R$ 94 milhões no Brasil.

Relembre o trailer do Top 3:

Se o drama de guerra 'Dunkirk' (Warner Bros.) liderou pela segunda semana a Bilheteria EUA, no Brasil o novo filme de Christopher Nolan, um dos melhores da filmografia do diretor, aliás, não engrenou como esperado, estreando na quarta posição, com R$ 5.1 milhões arrecadados.

Relembre o trailer do Top 4:

'Carros 3' (Disney) fecha o Top 5 com tímidos R$ 3.4 milhões arrecadados na semana, um valor bem abaixo do que os filmes da Pixar costumam faturar.

Confira o Top 10 Brasil, segundo a Comscore:
1. Transformers: O Último Cavaleiro – R$ 7.6 milhões

2. Meu Malvado Favorito 3 – R$ 6.3 milhões

3. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar - R$ 6 milhões

4. Dunkirk - R$ 5.1 milhões

5. Carros 3 - R$ 3.4 milhões

Em Ritmo de Fuga : Poster
6. Em Ritmo De Fuga - R$ 3.3 milhões

Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) - O Filme : Poster
7. Detetives Do Prédio Azul - O Filme – R$ 2.4 milhões

7 Desejos : Poster
8. 7 Desejos – R$ 1.4 milhão

Monsieur & Madame Adelman : Poster
9. Monsieur & Madame Adelman – R$ 232 mil

Como se Tornar um Conquistador : Poster
10. Como Se Tornar Um Conquistador – R$ 220 mil

BILHETERIA EUA: 'DUNKIRK' MANTÉM A LIDERANÇA

<>
O drama de guerra de Christopher Nolan continua na primeira posição da lista, apesar das estreias
<>

'Dunkirk' (Warner Bros.) continua indo muito bem na bilheteria EUA, continua na primeira posição, apesar das estreias  - e arrecadou US$ 28,1 milhões no último final de semana, segundo o BoxOffice Mojo.

Relembre o trailer do Top 1:

Em segundo lugar aparece a animação 'Emoji - O Filme' (Sony Pictures), que mesmo destruída pela crítica especializada, ainda assim conseguiu faturar US$ 25,6 milhões em sua estreia.

Confira o trailer do Top 2, que estreia em 31 de agosto aqui no Brasil:

A comédia 'Girls Trip' (Universal Pictures) caiu do segundo para o terceira lugar nessa semana

O longa estrelado por Queen Latifah e Jada Pinkett Smith arrecadou US$ 20 milhões e deixou para trás a aguardada ação 'Atômica' (Universal Pictures), estrelada pela Diva Charlize Theron, que ficou com a quarta posição, ao embolsar US$ 18,5 milhões na sua estreia.

Confira o trailer do Top 3, que ainda não tem data de estreia aqui no Brasil:

O Top 5 fecha com 'Homem-Aranha: De Volta Ao Lar' (Sony Pictures), novo filme do Cabeça de Teia que marca sua volta ao universo cinematográfico da Marvel e arrecadou mais US$ 13,4 milhões.

Ao todo, o longa já acumula US$ 278,3 milhões no país.

Por fim, o destaque da bilheteria mundial fica por conta de 'Mulher-Maravilha'.

Dessa vez, o filme da DC Films/Warner Bros., que ainda aparece em décimo no Top 10 EUA, ultrapassou a bilheteria de 'Deadpool' (Fox) com US$ 788 milhões contra US$ 783 milhões do longa do Mercenário.

Vale lembrar que o primeiro já ultrapassou a bilheteria do segundo nos Estados Unidos.

Confira o Top 10 EUA, segundo o BoxOffice-Mojo:
Dunkirk : Poster
1. Dunkirk - US$ 28,1 milhões

2. Emoji - O Filme - US$ 25,6 milhões

3. Girls Trip - US$ 20 milhões

Atômica : Poster
4. Atômica - US$ 18,5

Homem-Aranha: De Volta ao Lar : Poster
5. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar - US$ 13,4 milhões

Planeta dos Macacos: A Guerra : Poster
6. Planeta Dos Macacos: A Guerra - US$ 10,3 milhões

Meu Malvado Favorito 3 : Poster
7. Meu Malvado Favorito 3 - US$ 7,7 milhões

8. Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas - US$ 6,8 milhões

Em Ritmo de Fuga : Poster
9. Em Ritmo De Fuga - US$ 4 milhões

Mulher-Maravilha : Poster
10. Mulher-Maravilha - US$ 3,5 milhões