segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O VISUAL DOS SUPER-HERÓIS - ANTES E DEPOIS


Convivemos e acompanhamos suas vidas há décadas - alguns estão na estrada há mais de 70 anos.

Com o passar dos - muitos -anos, o visual dos super-heróis foram evoluindo, e alguns ficaram até melhores hoje do que lá no seu começo.

Confira como eram lá atrás e como estão hoje em dia alguns deles:

SUPER-HOMEM

O herói surgiu em 1938 já com o tradicional uniforme azul e vermelho colante.

Naquela época o S no peito era diferente e as botas tinham tranças subindo pela canela, como uma bota de gladiador ou artista de circo.

Foi o Homem de Aço que inaugurou a era da sunga por cima do colante.

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O Superman, ontem e hoje

A DC Comics zerou todas as suas revistas e relançou tudo do início, e além de modificar histórias e origens, a editora também mexeu no uniforme de vários de seus heróis.

Um deles foi o Super-Homem.

Ele usa agora uma espécie de armadura e não mais um colante, e a principal novidade é que ele também deixou de usar a sunga vermelha - visual que o ator Henry Cavill também vem usando nas filmagens de Superman:Man of Steel - e a capa perdeu o S.

BATMAN

O Homem-Morcego nasceu em 1939 e já tinha um estilo sombrio, com uniforme em tons escuros.

A capa já era bem grande e cheia de pontas e ele usava uma luva de cor um pouco diferente.

Note que a elipse amarela em volta do morcego no peito do herói também não existia no início - ela surgiu pela primeira vez na cult série dos anos 60 e, a partir daí, foi incorporado ao seu visual - e os chifres da máscara eram imensos.

Ele já tinha o cinto de utilidades, mas com um design um pouco diferente - e também tinha sunga por cima do colante.

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O Batman, ontem e hoje


Depois de passar por algumas mudanças de estilo ao longo das décadas, o Batman surge hoje na nova DC também com um visual modificado.

A roupa também deixa de ser um colante e também passa a ser uma armadura, como nos filmes.

O estilo atual é bem parecido com a versão original, mantendo inclusive o morcego no peito - agora sem a elipse amarela e maior - e sem a sunga.

CAPITÃO AMÉRICA

O Sentinela da Liberdade surgiu 1941 e já tinha as asinhas nas laterais da máscara e as cores da bandeira americana em todo o uniforme.

A grande diferença era mesmo o escudo, que não tinha o formado circular.

Note que a máscara não envolve todo o rosto de Steve Rogers.

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O Capitão América, ontem e hoje


Atualmente, o uniforme do Capita segue a ideia básica daquele criado em 1941 por Jack Kirby.

A evolução da vestimenta modificou a máscara, que é mais fechada e cobre mais o rosto de Steve Rogers.

As escamas do ombro e peitoral também foram realçadas e, claro, a grande mudança: o escudo é circular.

MULHER MARAVILHA

A amazona era um pouco mais recatada quando surgiu em 1941.

Ela já usava o tomara-que-caia com a águia estampada  só que, na parte de baixo, tinha uma sainha.

Os cabelos eram curtos e cacheados.

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A Mulher-Maravilha, ontem e hoje


A nova fase da DC Comics também modificou bastante o uniforme da heroína.

Ela agora tem um corset vermelho e uma águia estilizada - prateada - na parte de cima.

A amazona também ganhou um colar bem justo no pescoço, os braceletes são bem maiores e a principal mudança foi que agora ela usa calças longas e botas, na mesma cor escura.

Durante anos ela vestia como uniforme uma espécie de maiô muitas vezes cavadíssimo que deixava suas pernas - e o resto - de fora.

Pessoalmente, não gosto desse visual atual, acho muito careta.

HOMEM-ARANHA

O traje de estreia do Aracnídeo, feito pelo desenhista Steve Ditko em 1962, já era bem parecido com o que conhecemos hoje em dia.

As cores azul e vermelha dominam o uniforme e as teinhas já estavam lá.

Note também que o herói tem teias embaixo de seus braços.

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O Homem-Aranha, ontem e hoje


Hoje em dia o Homem-Aranha continua bem parecido com o seu início, as cores são as mesmas e o que está um pouco diferente é o desenho em torno dos olhos.

Ele também não usa mais a teia embaixo do braço - lembrando que ele já teve outros uniformes - como o uniforme negro, por exemplo.

HOMEM DE FERRO

Quem te viu e quem te vê!

Se o Homem de Ferro fosse um carro na época em que foi criado, ele seria um calhambeque.

Pesadão e com a aerodinâmica não muito boa, Tony Stark tinha muito trabalho para manter esta armadura em movimento.

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O Homem de Ferro, ontem e hoje


Muitos anos e inúmeras armaduras depois, o Homem de Ferro está completamente modificado.

Na imagem acima vemos como é a versão século 21 da armadura, muito mais tecnológica e arrojada.

X-MEN

Gostou das roupinhas dos mutantes?

Eram bem tosquinhas, né?

Os velhos colantes de sempre...

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Os X-Men, ontem e hoje


É só comparar com as vestimentas atuais, bem mais classudas e estilosas.

WOLVERINE

Que tal a roupinha da primeira aparição do mutante, em 1974?

Bem próxima do que todo mundo conhece, com a grande diferença na máscara e na textura.

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O Wolverine, ontem e hoje

Wolverine é outro super-herói que já passou por diversas mudanças de uniforme ao longo dos anos, mas atualmente ele usa um muito parecido com o original de 1974, ano em que foi criado.

As cores amarela e azul permanecem lá, mas o cinturão vermelho desapareceu.

De resto, é tudo muito parecido com o antigo.

MULHER MARAVILHA, 70 ANOS


Uma das mais carismáticas super-heroínas das Histórias em Quadrinhos, a princesa Diana de Themyscira - que tem a tem a força de Hercules, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e a velocidade de Hermes - é filha da rainha Hipólyta, que governa uma raça de amazonas que habitam a Ilha Paraíso, escondida do mundo exterior no triângulo das Bermudas.

Desde que foi criada em 1941 por William Moulton Marston - um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo, que ele usaria nas histórias de Diana como o laço mágico que obriga quem é laçado por ele a dizer somente a verdade, e que para escrever os roteiros dos quadrinhos usou o pseudônimo de Charles Moulton - a Mulher Maravilha - Wonder Woman no original - já foi desenhada por grandes desenhistas.

Mesmo agora, que a personagem também passou por uma "zerada" - como todos os heróis da DC Comics - e teve o uniforme recriado, ela continua sendo desenhada por grandes desenhistas.

Nessa postagem, você vai conferir alguns dos visuais mais famosos da heroína, que já teve cabelos curtos, longos, encaracolados e lisos, usou -  ou não - uma tiara dourada com uma estrela,e verá que seu uniforme, que combina bustiê vermelho com uma águia dourada como símbolo, sendo substituída por um duplo "W" nos anos 1980, e que já teve short ou maiô azul com estrelas brancas e botas de cano longo vermelhas e brancas, também mudou bastante.

Só os braceletes, que impedem a heroína ser baleada ou flechada, não saíram dos seus pulsos.

Confira:

Imagens: Internet e Arquivos do Klau
A heroína foi desenhada por Everett Hibbard em sua estreia (1941)

Desenhada por Adam Hughes

No traço do mestre Alex Ross

Brian Bolland, outra fera, também a desenhou

Mais Brian Bolland

No traço de John Byrne

Desenhada pelo brasileiro Mike Deodato

George Perez  deu curvas à heroína em 1987

No traço de Cliff Chiang, a princesa amazona na versão de 2011

Por Jim Lee, a versão 2011 da WW

EXPOSIÇÃO 'EXPERIÊNCIA CSI' EM NY APROXIMA CIÊNCIA DE FÃS DA SÉRIE


Resolver três misteriosos crimes em cenários completamente diferentes com as mais modernas técnicas legistas, ao estilo dos investigadores da famosa série de televisão CSI. 


É o que promete a exposição interativa que o Museu Discovery inaugurou em Nova York.

Divulgação
O logo da exposição
CSI: The Experience foi inaugurada em de 1º de outubro e vai até março de 2012, procura aproximar o público da ciência legista e dos mais modernos procedimentos científicos para resolver assassinatos e outros delitos, e que se baseia na série CSI - há dez anos no ar e com milhões de fãs no mundo todo.

"Mantenha a mente aberta. Lembre-se de que os mortos não falam e de que é preciso escutar o que as evidências dizem". 
Estas são as frases que o visitante escuta no início da exposição interativa e que na série são frequentemente pronunciadas por seu protagonista e principal investigador, Gil Grissom, que foi interpretado por William Petersen até a oitava temporada - atualmente, Petersen só segue como produtor executivo da série.

"A série é conhecida em 180 países de todo o mundo e é uma das que mais sucesso alcançaram, por isso muita gente quer ver a exposição", disse à Agência Efe durante o produtor e comissário da mostra, Christoph Rahofer.

A mostra começou em Las Vegas, passou por Chicago e chegou a Nova York porque "desde que começou, em 2006, estava claro que com este mercado do entretenimento tínhamos que vir aqui", acrescentou Rahofer, que recriou não só três cenários diferentes de crimes nos quais os fãs do doutor Grissom e de sua equipe de detetives e legistas podem desenvolver suas habilidades de investigação, mas também um laboratório muito similar ao da série -  que se passa em Las Vegas (Nevada).

"Como é baseada na primeira versão da série, a de Las Vegas, há um cenário que é um deserto", explicou Rahofer.

Best of NY
O deserto de Nevada é um dos cenários da exposição onde o visitante pode obter evidências

Os outros dois crimes por resolver, no melhor estilo da série, são o assassinato de uma mulher em uma viela dessa cidade e a colisão de um automóvel contra uma casa.

A aventura neste museu, situado no centro de Manhattan, começa com a chegada a uma sala de conferências similar à utilizada por Grissom para distribuir os casos entre os investigadores. 

Lá, o visitante recebe uma folha parecida à que qualquer detetive tem de preencher após ter constatado um crime, e que servirá para ir anotando suas pesquisas.

Best of NY
Nesse cenário, temos na cena de crime uma mulher assassinada

Desta sala o visitante segue para examinar qualquer um dos três cenários, para depois chegar aos laboratórios, onde através de computadores - que dispõem de oito idiomas diferentes - comprovam impressões digitais, comparam fotografias, examinam provas de DNA, fibras de roupa, calibre de balas e exames dentais das vítimas.

"As pessoas estão interessadas na exposição porque gostam de resolver quebra-cabeças. A experiência é como a busca por um tesouro, e no final o mistério é solucionado com a ajuda da tecnologia", disse o comissário da mostra, que também assinalou que "é um processo muito intenso transferir as ideias da série para uma experiência interativa".

A exposição explica a natureza interdisciplinar da ciência legista, na qual há elementos de medicina, química, biologia e física, mas também bom senso e intuição.

Para completar este cenário interativo, que inclui uma ida às salas de autópsias recriadas para a mostra, trabalharam os especialistas do Museu de Ciência de Fort Worth (Texas) e da National Science Foundation, assim como 250 especialistas legistas, explicou Rahofer.

A exposição conclui apresentando o relatório final com a solução do assassinato ao enigmático Grissom em seu próprio escritório, recriado como aparece na série - e onde William Petersen encarnou o personagem por oito anos - e onde comunica ao fã/investigador se conseguiu resolver seu particular Crime Scene Investigation.

Divulgação
A sala de Grissom na criminalística de Las Vegas  foi recriada fielmente para a exposição

Confira vídeo promocional da exposição, feito pelo Discovery Channell:

Como fã, adoraria que a exposição viesse para São Paulo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ENTREVISTA: KERMIT E MISS PIGGY FALAM SOBRE O FILME E SOBRE SEU ROMANCE


Conscientes da necessidade de divulgar o novo filme, Kermit, Miss Piggy e Walter fizeram a obrigatória série de entrevistas em Hollywood. 
Numa manhã de outono, no salão de um hotel de luxo em Beverly Hills, os três responderam animadamente às perguntas da jornalista Ana Maria Bahiana, do UOL - Miss Piggy, como boa diva, chegou quinze minutos atrasada…
Pergunta: O que é ser  um Muppet?

Kermit: Não sei bem. Penso nos Muppets mais como um grupo de amigos maravilhosos. É mais um estado de espírito do que uma coisa, como ser humano. É meio uma espécie… não, não é uma espécie. É mais como uma companhia teatral…



Walter, como foi sua estréia na companhia de seus ídolos?
Walter: No início foi muito intimidante. Super, muito, incrivelmente intimidante. Mas Kermit é um sapo muito gentil e me fez sentir em casa. Trabalhar com Kermit não foi tão complicado quanto trabalhar com Miss Piggy… isso foi intimidante num outro nível… 

Kermit: É, trabalhar com ela é outra história… Ela me intimida até hoje.
Que tal voltar à tela?

Kermit: À tela grande, você quer dizer? Porque estamos em várias telas pequenas, inclusive umas bem pequenas, essa da internet…

Walter:…e dos celulares… 
Kermit: Pois é. Mas é sempre bom ver a turma toda numa tela bem grande.
Kermit, devo dizer que você está ótimo depois desse tempo longe das telas grandes. Qual seu segredo de saúde?

Kermit: Na verdade eu tenho 55 anos. Estou bem, não é? Eu malho. Faço um pouco de ioga. Como bem… moscas, mosquitos, sabe, uma dieta de alta proteína. Se você está procurando uma dieta de ótimos resultados eu recomendo mosquitos. Perde-se peso rapidinho.

 Queria fazer uma pergunta pessoal sobre você, Kermit, e Miss Piggy. Como está o relacionamento de vocês hoje, depois desses 12 anos de ausência?

Kermit: Tivemos nossos altos e baixos. Reve-la reacendeu algo em mim. Com certeza sempre houve um algo mais entre Piggy e eu. Mas eu queria deixar bem claro que não somos casados nem planejamos nos casar. Gosto muito dela, ela tem muito talento.


Divulgação/Disney
Miss Piggy e Kermit, o sapo, em cena de "Os Muppets" (2011)
 Miss Piggy, que bom que você chegou…

Kermit: Onde você estava?

Miss Piggy: Ali atrás… Não se preocupe, agora você pode começar a fazer as perguntas profundas para moi.
 Ok, quais foram os melhores momentos no set?

Miss Piggy: Os meus, é claro. Os mais engraçados eram quando eu contava piadas. Os mais dramáticos eram minhas grandes cenas dramáticas. Momentos difíceis… Não, não tivemos momentos difíceis. Eu pelo menos não tive.

Miss Piggy, o que você tem a dizer sobre o fato de vocês não serem casados? Vocês não se casaram? Eu tenho até a foto do casamento..

Miss Piggy: Essa é uma pergunta complicada…

Kermit: É mais fácil responder quando nós dois não estamos na mesma sala..
Miss Piggy (emotiva): Eu achei que tinha me casado… Mas… Kermit não tinha tirado os documentos. Ele não providenciou os papéis. O casamento não valeu.
 Miss Piggy, sendo editora da Vogue você deve ter muito a dizer sobre moda. Quais são suas dicas de moda?

Miss Piggy: Em primeiro lugar, vista-se. É um pouco constrangedor, por exemplo, o fato de Kermit andar por aí pelado..

Kermit: Eu acho  muito libertador andar pelado. E facilita as coisas na hora de passar pela segurança no aeroporto.
Miss Piggy: Continuando… Eu levo muito a sério o que visto. Além de ser confortável, é claro. Como sou uma pessoa muito especial todos os meus modelos são feitos especialmente para mim. Eu sei que é uma grande responsabilidade ser um ícone da moda. Lady Gaga mal pode esperar para saber o que vou usar na minha próxima aparição. Levo isso a sério.
Com tantas novas tecnologias disponíveis hoje, como motion capture e 3D, o que vocês acham que é o segredo do sucesso dos Muppets?
Miss Piggy: Eu, é claro.

Walter: Eu não ficaria muito feliz sendo digital. Gostei de estar no set e poder tocar Jason e Amy e eles também poderem nos tocar. Acho isso mais legal.
Kermit: Eu adoro todas essas tecnologias. Uma vez eu tentei fazer uma motion capture de mim mesmo. Queria fazer um desses filmes em que eu contraceno comigo mesmo. O problema é que sou verde e não apareceu nada...

ENTREVISTA: JASON SEGEL, PRODUTOR, ROTEIRISTA E ATOR QUE TROUXE 'OS MUPPETS' DE VOLTA ÀS TELONAS


Produtor, roteirista e ator de Os Muppets, Jason Segel diz que foi muito fácil trabalhar com os bonecos do filme: é como se houvesse uma "mágica".

Ele explica: "Trabalhar com eles é mágico. Em cinco minutos, você já se acostuma com eles, são como atores em cena", diz.

Em entrevista ao UOL, Segel falou sobre a inspiração que teve para produzir o filme e do segredo que Os Muppets têm para fazerem sucesso até os dias atuais.

Divulgação/Disney
Jason Segel rodeado pelos bonecos, em cena de "Os Muppets", da Disney

Confira:

Pergunta - Por que você resolveu trazer os Muppets de volta aos cinemas?
Jason Segel - Sempre fui um grande fã dos Muppets e da Disney: quando era criança tinha vários brinquedos deles. 
O meu personagem preferido era o Kermit. 
Estava fazendo "Ressaca do Amor" (2008), em que interpretava um músico e precisava tocar e cantar uma música, daí tive a inspiração para fazer um musical.

Não é difícil contracenar com bonecos? Como era o processo de filmagem?
Não foi nem um pouco difícil, foi ótimo. 
Cada um tinha sua vez de falar. 
Os atores que manipulam os bonecos também fazem as vozes, e muitos deles fazem esses personagens há muito tempo. É muito emocionante.

Os últimos filmes dos Muppets foram lançados entre 1999 (Muppets do Espaço) e os anos 2000 ("The Muppets' Wizard of Oz", de 2005, e "It's a Very Merry Muppet Christmas Movie", de 2002). 
Você acha que as crianças ainda vão se lembrar deles?
Sim, os Muppets atravessaram gerações, e ainda serão lembrados por muito tempo. Por ser um filme voltado para a família, o sinônimo disso são as crianças, então é um filme voltado a elas. Mas nosso objetivo é que ele agrade a todos.

 Há a possibilidade de haver uma continuação?
Vamos ver... 
Estamos esperando para ver como será a recepção dele pelo público e pela crítica. 
(O filme tem recebido boas críticas e é esperado que ultrapasse a bilheteria de "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1" pelo menos nos finais de semana nos Estados Unidos)

Os Muppets foram criados há tanto tempo (entre 1954 e 1955) e ainda continuam encantando as pessoas. 
Qual é o segredo?
Acho que o que eles têm é que eles nunca são maus, e isso é algo bom para os pais mostrarem a seus filhos. 
Eles são bons, puros e ao mesmo tempo muito engraçados, hilários.

'OS MUPPETS': SIMPLES, VINTAGE E DIVERTIDO


Desde o último trabalho para as telonas - que não foi bem de bilheteria - os carismáticos bonecos do Muppet Show - um dos mais queridos e divertidos shows da TV mundial -andavam esquecidos.

Nesse meio tempo, os direitos sobre os personagens criados por Jim Henson - que morreu em 1990 - foram comprados pela Disney - a maior empresa de entreterimento do mundo - e continuaram lá, ainda esquecidos, até que o - bom - ator Jason Segel resolveu apresentar um roteiro que resgatasse os bonecos para as novas gerações - que não os conheciam  - e antigas gerações - que os adoravam e estavam morrendo de saudade.

Segel merece todos os aplausos do mundo - especialmente porque o novo filme da trupe de bonecos é diversão do começo ao fim - para adultos e crianças.

Em Os Muppets, dirigido por James Bobin e que estreia hoje em todo o Brasil, a nostalgia aparece, mas o resultado não é melancólico, pois olha para o passado mas não se esquece do presente e do futuro - o que pode revitalizar a franquia para mais filmes e mais programas de TV.

Quem conhece os Muppets de décadas atrás na TV e em alguns filmes vai ficar feliz de poder vivenciar o humor ingênuo, que, por isso mesmo, é capaz de fazer rir, onde os personagens criados por Jim Henson são como crianças, com suas tiradas despidas de ironia ou cinismo.

Isso se deve em grande parte no despojamento deste longa, em que os personagens não apenas riem de si mesmos, mas também do filme, e nem a imposição do estúdio, de trocar o nome do sapo Caco pelo globalizado Kermit - bobagem desnecessária - tira o brilho dessa retomada.

Jason Segel não só assina o roteiro como também atua no filme como o irmão de Walter, que seria um Muppet mas como vive com seu irmão humano, é uma figurinha meio perdida no limbo do existencialismo.

Walter é o fã número um dos Muppets e fica bastante deprimido quando viaja com o irmão e a noiva dele, Mary - Amy Adams,meiga e engraçada -, para a Califórnia, onde pretende visitar o teatro e os estúdios de seus ídolos.

Quando eles descobrem que a trupe não está mais reunida, resolvem procurar Kermit e sugerir uma reunião, até porquê um barão do petróleo - interpretado por Chris Cooper  - quer derrubar o teatro, pois o seu subsolo é rico em óleo.

Para salvar o palco onde foram famosos, os Muppets se reunem novamente e fazem uma espécie de Teleton, para arrecadar dinheiro e impedir o desaparecimento do teatro.

Divulgação/Disney
Kermit, Amy Adams e Jason Segel, em cena do filme

Com essa história bem simples, o diretor Bobin e o elenco, de humanos e bonecos, conseguem tirar algumas lições de vida - nada chato ou panfletário como "Happy Feet 2" - e muitas, muitas risadas.

O reencontro de alguns personagens é o que chamo de "cenas inesquecíveis": o urso "stand-up comedy" Fozzie trabalha num show de segunda, que imita os verdadeiros Muppets; Miss Piggy tem a posição que merece: é a editora da revista Vogue francesa, mora em Paris e rivaliza com a interpretação de Merryl Streep em O Diabo veste Prada - sen-sa-cio-nal! - o que resulta num dos melhores momentos do filme: sua secretária é vivida por Emily Blunt, praticamente repetindo seu papel no filme que revelou ao mundo o talento de Anne hathaway.

O elenco de humanos também inclui Jack Black, Zach Galifianakis, Selena Gomez e Whoopi Goldberg.

Longe dos efeitos digitais que enchem sem medidas o cinema infantil, Os Muppets é divertidamente vintage e encontra diálogo com adultos e crianças - não necessariamente pelos mesmos motivos.

A trilha sonora, com versões para músicas de Paul Simon, Nirvana e Jefferson Starship não é o que se esperaria para um filme infantil - mas, e daí? Os Muppets nunca foram convencionais e certinhos mesmo!

Confira um making-off com a banda OK Go, que fez uma nova versão para o tema dos Muppets:

Tomara que Os Muppets não encaretem nunca.
Seus fãs - eu incluso - vão agradecer.

Confira o trailer do filme:

*****
OS MUPPETS
Título Original:
The Muppets
Diretor:
James Bobin
Elenco Humano:
Amy Adams, Jason Segel, Chris Cooper, Rashida Jones, Alan Arkin, Bill Cobbs, Zach Galifianakis, Ken Jeong, Jim Parsons, Eddie Pepitone, Kristen Schaal, Sarah Silverman, Eddie Piolin
Elenco Muppets:
Kermit, Miss Pigg, Fozzie, Cozinheiro, Coral de Galinhas, Walter e toda a turma
Produção:
David Hoberman, Todd Lieberman
Roteiro:
Jason Segel, Nicholas Stoller
Fotografia:
Don Burgess
Trilha Sonora:
Christophe Beck
Duração:
98 min.
Ano:
2011
País:
EUA
Gênero:
Comédia
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Disney
Estúdio:
Mandeville Films / Walt Disney Pictures / Muppets Studio
Classificação:
Livre
Cotação do Klau:

'ISTO NÃO É UM FILME' MOSTRA A BRUTALIDADE DE UMA DITADURA PARA CERCEAR A PALAVRA DE UM ARTISTA


Apesar de toda a pressão e falta de liberdade que vem sofrendo pelo ditadura iraniana, o cineasta Jafar Panahi conseguiu  no começo de 2011 romper o círculo de silêncio com um novo filme, ironicamente chamado Isto Não É um Filme, título que ao mesmo tempo parodia a famosa obra do pintor surrealista René Magritte - Ceci n'Est Pas Une Pipe/Isto Não É um Cachimbo - bem como ironiza sua própria condição.

O filme, que estreia nesta sexta apenas em São Paulo é magistral, de guerrilha, auto-documentário feito com a cumplicidade indispensável de um colega e compatriota, o codiretor Mojtaba Mirtahmasb, também preso e acusado de "espionagem" no Irã.

Divulgação
O cineasta iraniano Jafar Panahi

Este manifesto visual saiu do Irã clandestinamente - num pendrive escondido num bolo - em maio passado, rumo a Cannes, o primeiro de uma série de festivais que o exibiram mundo afora, retrata o cotidiano solitário e claustrofóbico do diretor de O Balão Branco, O Círculo - Leão de Ouro em Veneza -, Ouro Carmim e Fora de Jogo.

Proibido de sair de seu apartamento por causa da prisão domiciliar e desfrutando da companhia insólita de Igi, o iguana de sua filha, Panahi conversa com o colega que o filma, com parentes, amigos e com a advogada, pelo telefone - procurando saber suas perspectivas no apelo que fez a um tribunal para suspender sua sentença - foi condenado a seis anos de prisão, mais 20 de proibição de filmar, escrever roteiros, falar com a imprensa e sair do país.

Dois contatos pessoais são acidentais: o primeiro, com uma vizinha que tenta convencê-lo a tomar conta de seu cachorrinho, o que acaba dando errado; o segundo, com um rapaz que veio buscar o lixo, um estudante de arte fazendo um bico e com quem o cineasta solitário puxa conversa e até dá uma pequena saída no elevador, até o pátio de entrada de seu prédio - pequena e documentada transgressão ao seu cárcere privado.

O segmento mais comovente é quando Panahi tenta encenar algumas partes de um roteiro que não pode filmar, e quando ele constrói com uma fita o cenário do quarto da protagonista e descreve a situação de opressão da personagem - uma menina que entrou na faculdade de arte, mas é trancada pelos pais para não se matricular.

Impossível não pensar na situação do próprio diretor, condenado por "agir contra a segurança nacional" e "criar propaganda contra o regime".

Divulgação
O iguana da filha faz companhia ao cineasta, na sua prisão domiciliar

Poucos meses depois do filme, em outubro, e depois de uma campanha que mobilizou artistas pelo mundo todo, a sentença do diretor foi confirmada por um tribunal em primeira instância, restando agora como última esperança de uma reversão um apelo à Suprema Corte do Irã, quadro com poucas esperanças no curto prazo, já que existem vários outros cineastas, jornalistas, artistas e ativistas presos naquele país, bem como alguns que procuraram o exílio, caso de Mohsen Makhmalbaf, convidado da recente Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Ditadura que calou um dos mais instigantes artífices da direção deste século.

Confira o trailer do filme:

*****
ISTO NÃO É UM FILME
Título original:
In film nist Poster
Diretor:
Jafar Panahi, Mojtaba Mirtahmasb
Produção:
Jafar Panahi
Roteiro:
Jafar Panahi
Fotografia:
Mojtaba Mirtahmasb
Duração:
75 min.
Ano:
2011
País:
Irã
Gênero:
Documentário
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imovision
Estúdio:
Jafar Panahi Film Productions
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

UNIVERSAL LANÇA MALETA COM TODAS AS TEMPORADAS DE 'HOUSE'


Visando claramente proporcionar um ótimo presente de natal para os fãs da série House, a Universal Pictures lançou uma edição especialíssima da série.

A coleção, em tiragem limitada, traz em uma maleta de médico todas as sete temporadas do programa, além de uma camiseta.

Atualmente, a Universal exibe a oitava temporada de House, que estreou em 2 de novembro - o programa  vai ao ar às quintas, às 22h.

A série mostra o dia a dia do médico Gregory House- interpretado por Hugh Laurie - especialista em medicina diagnóstica e que tem temperamento difícil e arrogante.


House é uma das séries de maior sucesso no mundo, e a maleta é um presente imperdível.

Título: Maleta House - 1ª a 7ª Temporada
Elenco: Hugh Laurie, Jennifer Morrison, Jesse Spencer, Lisa Edelstein, Olivia Wilde, Omar Epps, Robert Sean Leonard
Autor do Texto Original: David Shore
Estúdio: Universal Pictures
Tipo de mídia: DVD
Quantidade de discos: 40
Região: DVD Região 4 - América do Sul e Oceania
País de produção: Estados Unidos
Duração: 1035 minutos
Formato de tela: 1º Temp: 4:3 LetteBox, 2º Temp: 4:3 Full Screen, 3º Temp: 1.78 Anamórfico Widescreen, 4º Temp: 1.78 Anamórfico Widescreen, 5º Temp: 1.85:1 Anamórfico Widescreen, 6º Temp: 1.85:1 Anamórfico Widescreen e 7ª Temp 16:9 WideScreen
Sistemas de som: 1º Temp: 5.1 DD Inglês; 2.0 DD Português, 2º Temp: 5.1 DD Inglês; 2.0 DD Português, 3º Temp: 5.1 DD Inglês; 2.0 DD Português, 4º Temp:5.1 DD Inglês; 2.0 DD Inglês; 2.0 DD Português , 5º Temp: 5.1 DD Inglês; 2.0 DD Português, 6º Temp: 5.1 DD Inglês; 2.0 DD
Preto e Branco/Colorido: Colorido
Classificação indicativa: 14 anos
Idiomas: Português e Inglês
Legendas: Português e Inglês
Quanto: R$549,90
Onde Comprar: Livraria da Folha

Cotação do Klau:
1º Temporada - 2º Temporada - 4º Temporada

Cotação do Klau:
3º Temporada - 5º Temporada - 6º Temporada