quinta-feira, 3 de novembro de 2011

'FORÇA TAREFA': ESTREIA DA NOVA TEMPORADA TEVE AÇÃO, HISTÓRIA BOA, DIREÇÃO PERFEITA E MURILO BENÍCIO EXCEPCIONAL


A série  Força-Tarefa  reestreou agora a pouco na Globo em grande estilo. 

O texto, de Fernando Bonassi e Marçal Aquino, sob a direção primorosa de Rogério Gomes e José Vilamarim - do núcleo de José Alvarenga Jr.  - resgatou todo o clima do 'thriller policial', com ação, densidade e realismo.

Murilo Benício, agora Capitão Wilson, protagoniza toda a trama com excepcional desempenho . 
O seu Wilson é enérgico, intenso e cheio de conflitos psicológicos - características que o ator  acima da média consegue mostrar com naturalidade, sem exageros, num episódio cinematográfico  no melhor dos sentidos, alternando cenas fortes e de muita ação com pausas de tensão muito verdadeiras e que amarram o desenvolvimento dramático.

O episódio de estreia da terceira temporada começou com Wilson - Benício, novamente fora de forma e com entradas na testa que o envelhecem para compor melhor o personagem -  comemorando a sua promoção com colegas em um bar aberto.
No curto momento em que ele vai ao banheiro, passa um carro disparando tiros em direção ao pessoal e quatro colegas seus morrem na hora. 

Wilson fica arrasado e a partir daí começa a beber além da conta

Alex Carvalho/Tv Globo
O agora capitão Wilson - Murilo Benício - e Tenente Demétrio - Eucir de Souza - em cena do episódio de estreia do terceiro ano de "Força Tarefa"

"Aquelas balas eram pra mim", ele diz  para o seu informante Samuca - Nando Cunha. "Vai ficar aí se remoendo de pena de si mesmo?", lhe pergunta Samuca. 
"Não é pena, é raiva!", responde Wilson, que momentos antes foi acordado pela mulher, Jaqueline - Fabíula Nascimento - num hotel de quinta, onde tinha dormido com uma mulher igualmente de quinta, que tinha catado, bêbado, num bar, também de quinta.

E foi pela prisão de um policial corrupto, o Sargento Guedes - Fábio Ock -, que Wilson recebera a promoção a Capitão e, conseqüentemente, a sua tentativa de extermínio - 
sob o pretexto de patrulhas em comunidades do Rio, o Sargento Guedes se apropriava de bens de todo o gênero das famílias indefesas. 

Ao ser preso por Wilson, Guedes declara com frieza: "você não sabe com quem tá mexendo. Você tá morto!". 
Logo em seguida, ele perde os quatro colegas na chacina do bar onde comemorava a sua promoção.

O Coronel Caetano - Milton Gonçalves, sempre brilhante - tenta dissuadi-lo da idéia de perseguição em relação ao Sargento Guedes, mas o Capitão Wilson se mostra irredutível: o sargento está preso, mas Wilson acredita que ele está diretamente envolvido na morte dos seus colegas.

O quadro piora ainda mais quando o próprio Capitão Wilson sofre um atentado no estacionamento de um shopping e, logo depois, quando vai buscar o seu filho Bruno Felipe - Gabriel Palhares - na escola. 
Jaqueline o culpa veementemente por ter colocado a vida do seu próprio filho em perigo.

Para atormentar um pouco mais a vida do Capitão, lhe aparece de vez em quando o fantasma de seu ex-colega Jonas - Rogério Trindade - que alimenta ainda mais a sua culpa.

Não bastasse tudo isso, Wilson tem que se adaptar a sua nova equipe de trabalho na corregedoria: o perito Léo - Sérgio Cavalcante ; a Sargento Lidiane - Naruna Costa, linda -  e o implicante Tenente Demétrio - Eucir de Souza.

Em reunião com a equipe, Wilson recebe um telefonema da escola do filho avisando que Jaqueline não apareceu para buscá-lo, como tinha ficado combinado.

Logo depois entra na sala da reunião um colega para dar a notícia que o Sargento Guedes fugiu da cadeia. 

Assim, o Capitão Wilson junta sua nova equipe e corre para a casa da mulher de Guedes, que  tenta despistá-lo com a presença de um novo marido.

Só que Wilson é o protaginista dessa bagaça, e, por uma fresta da porta, percebe que há três copos de cerveja na mesa da sala. 

Avisa os comparsas que vão atrás do sargento Guedes, que  foge pela janela dos fundos e dá de cara com a arma do Capitão Wilson! 

Aí, surge o aviso na telinha: continua no próximo episódio.

Mais uma ótima opção em se tratando de boas séries e entretenimento da maior qualidade. 

FORÇA TAREFA
Onde: Globo
Quando: Quintas
Horário: 23:15h
Cotação do Klau:

A SEMANA NA TV


Confira o que você vai saber, só aqui:
OLIVER STONE VAI DIRIGIR TELEFILME PARA A HBO
***
'DEXTER' - SEXTA TEMPORADA TEM NOVAS FOTOS PROMOCIONAIS
***
CONFIRA PRÉVIA DO PRÓXIMO EPISÓDIO DE 'SUPERNATURAL' NOS EUA
***
OITAVA TEMPORADA DE 'HOUSE' ESTREIA HOJE NO BRASIL
***
HOJE TAMBÉM ESTREIA A NOVA TEMPORADA DE 'FORÇA TAREFA'
***
GLOBO QUER SÔNIA BRAGA NA NOVA VERSÃO DE 'GABRIELA'
***
'O ASTRO' TROUXE TEMAS ADULTOS E INTERPRETAÇÕES ACIMA DA MÉDIA PARA A TELA DA GLOBO
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Agora, saiba:

OLIVER STONE VAI DIRIGIR TELEFILME PARA A HBO

A HBO convidou o premiado diretor Oliver Stone para dirigir The Power Broker, filme baseado no livro de mesmo nome do ganhador do Pulitzer Robert Caro,publicado em 1974.

Getty Images
O diretor Oliver Stone

The Power Broker é a biografia de Robert Moses, engenheiro responsável por mudar a cara de Nova York na primeira metade do século 20 - Moses também chegou a propor um projeto para o metrô de São Paulo.

Além de dirigir, Oliver Stone também vai co-produzir o longa, que tem roteiro de outro craque das telonas: Nicholas Meyer.

'DEXTER' - SEXTA TEMPORADA TEM NOVAS FOTOS PROMOCIONAIS

O serial killer mais fofo das telinhas, interpretado pelo Excepcional Michael C.Hall -  já está em ação na sexta temporada nos EUA.

Enquanto ele não chega por aqui, vamos curtir mais imagens promocionais, divulgadas pelo Showtime?

Imagens: Divulgação/Showtime





CONFIRA PRÉVIA DO PRÓXIMO EPISÓDIO DE 'SUPERNATURAL' NOS EUA

Amanhã (4) vai ao ar nos Estados Unidos o episódio The Mentalists.

São os irmãos Winchester  - os irmãos mais gostosos da telinha, Interpretados por Jared Padalecki e Jensen Ackes - novamente em ação contra um monte de seres sobrenaturais nesta sétima temporada de Supernatural - Sobrenatural.

Veja:

Logo logo, essa temporada estreia por aqui.

OITAVA TEMPORADA DE 'HOUSE' ESTREIA HOJE NO BRASIL

A série House, que nos últimos sete anos solucionou dezenas de mistérios médicos, começa sua oitava temporada hoje no Brasil, desafiando fãs com o pior dos enigmas: será que ela vai acabar?

No final da temporada anterior, saiu Lisa Edelstein, que interpretava Lisa Cuddy, administradora do hospital e par romântico de House - Hugh Laurie.

Logo depois, Laurie declarou que provavelmente deixará a série em 2012 e, depois disso, nenhuma posição oficial foi dada sobre o destino do programa.

Divulgação
Hugh Laurie, em cena de "House"

Vale lembrar que a sétima temporada não acabou nada boa para House: com ciúme de Cuddy, ele perde a cabeça e invade a casa da ex-namorada com seu carro.

A consequência é que seu registro médico é suspenso, e House é condenado à prisão.

O novo ano da série vai mostrar que, mesmo atrás das grades, House não tem limites: já no primeiro episódio, ele arrisca a possibilidade de obter a liberdade condicional para provar que está certo ao tentar diagnosticar a doença de um dos presos, luta para controlar seu temperamento e manter alianças que garantam sua sobrevivência.

Confira trailer da oitava temporada:

HOUSE
Estreia da nova temporada
Quando: hoje
Horário: 22h.
Onde: Universal
Classificação: 12 anos

HOJE TAMBÉM ESTREIA A NOVA TEMPORADA DE 'FORÇA TAREFA'

Quando Força-Tarefa foi ao ar pela primeira vez, em 2009, o tenente Wilson - interpretado por Murilo Benício - era um profissional incorruptível e não queria nada sério com a namorada Jaqueline - Fabiúla Nascimento.

O tempo passou e o agora capitão Wilson já tem filho com Jaqueline e continua vendo fantasmas.

Em sua terceira e última temporada, a série policial volta hoje (3) à grade de programação da Globo, às 23h15.

Para esta edição, o diretor José Alvarenga Jr. aposta em investigações ao estilo Law and Order  para tentar recuperar a boa média de 23 pontos conquistados no primeiro ano - na reestreia, em abril de 2010, alcançou 17,6 pontos no ibope, o pior índice até então.

Philippe Lima /AgNews
Murilo Benicio em cena da nova temporada de "Força Tarefa"

Logo no primeiro episódio, Wilson perde seus colegas da corregedoria da Polícia Militar em uma ação.

Ao reestruturar a equipe, ele opta por uma linha mais inteligente para investigar agentes infratores - o coronel Caetano - vivido por Milton Gonçalves - continuará à frente do comando.

Assim como o capitão Nascimento em Tropa de Elite 2, Wilson também terá sérios problemas com o filho Bruno Felipe - Gabriel Palhares - e continuará vendo o fantasma do ex-colega Jonas - Rogério Trindade - a todo instante.

"Ele está perturbado porque se sente responsável pela morte de sua equipe", diz Murilo, que entre uma temporada e outra da série, interpretou Victor Valentim, um dos costureiros protagonistas da novela Ti-ti-ti.

FORÇA TAREFA
Quando: Hoje
Horário: 23:15h.
Onde: Globo

GLOBO QUER SÔNIA BRAGA NA NOVA VERSÃO DE 'GABRIELA'

A Globo não vai medir esforços para contar com uma participação especialíssima da Diva Sônia Braga - que interpretou Gabriela no folhetim original (1975) - na nova versão do romance de Jorge Amado.

A produção, que irá ao ar na faixa das 23 horas - horário consagrado por O Astro - em 2012, será adaptada por Walcyr Carrasco e terá direção de Roberto Talma.

Para a definição do elenco, que deve acontecer ainda este mês, a Globo pretende investir em novos artistas baianos e Carrasco pretende contar com nomes como Regina Duarte - entre outros do primeiro time da dramaturgia da emissora - para misturar com os novatos.

Adriano Vizoni/Folhapress
Sônia Braga desfila meses atrás no Rio de Janeiro

Para a adaptação, Carrasco está relendo o romance Gabriela, Cravo e Canela, pois não pretende fazer um remake da novela, mas uma nova versão do livro.

Juliana Paes, apesar dos invejosos de plantão, é o nome mais forte para interpretar Gabriela.

'O ASTRO' TROUXE TEMAS ADULTOS E INTERPRETAÇÕES ACIMA DA MÉDIA PARA A TELA DA GLOBO

O remake da novela O Astro, que reinaugurou o horário de novelas das 23h na Globo, terminou na última sexta (28), quando finalmente o público soube que a assassina de Salomão Hayalla (Daniel Filho) foi sua viúva Clô (Regina Duarte), com ajuda involuntária de Inácio (Pascoal da Conceição), que trocou os remédios por veneno, e Youssef (José Rubens Chachá), que deu a coronhada na cabeça do empresário a mando de sua mulher Nádia (Vera Zimmermann) - Clô deu o chamado "tiro de misericórdia" e empurrou o marido.

Quase todos os suspeitos da morte de Salomão acabaram na cadeia, mas a cena destaque foi aquela em que Clô Hayalla conta que matou o marido para vingar o sofrimento causado ao filho Márcio, internado e dopado pelo pai nos primeiro capítulos.

Em uma interpretação soberba, a Diva Regina Duarte imprimiu mais um personagem marcante a sua carreira de 50 anos com frases como “eu faço questão das algemas” e “estou pronta para o escárnio da opinião pública”.

E a opinião pública, no Twitter, vibrou a cada frase e a cada careta de sua histriônica e bipolar Clô.

"Sim, inspetor... o senhor não precisa investigar mais nada. Fui eu que matei Salomão", confessou com alívio e altivez Clô.

Madura, controlando cada movimento seu, trazendo a sua alma aos grandes olhos expressivos, Regina Duarte comprovou, na cena do seu depoimento, à família que a rodeava e aos policiais que tentavam acuá-la, que quem foi rainha jamais perde a majestade.

A cena se desenvolvia na sala da casa de Clô, onde o inspetor Eustáquio - no melhor estilo Hercule Poirot, dos filmes de Agatha Christie, apresentava o grande painel de suspeitos elaborado por suas investigações.

Como de praxe, todos os envolvidos teriam motivos para matar Salomão Hayalla - até mesmo Samir - Marco Ricca -, que não estava presente por ter sido preso momentos antes.

E para ficarmos mais afeitos ao clichê dos filmes policiais, o mordomo Inácio - Pascoal da Conceição, numa boa participação - foi o primeiro a ser apontado como culpado - culpado só do primeiro passo, pois rocou os remédios de Salomão, que o fez passar mal, mas não o matou.

Em seguida Youssef - José Rubens Chachá -, a mando da mulher - Vera Zimermann  - vai até o quarto e, ao invés de ajudar Salomão, lhe desfere uma coronhada na cabeça que o fere muito, mas ainda não o mata.

É quando chega Clô ,e aproveita a zonzeira em que o marido se encontra e desabafa tudo o que estava trancado em sua garganta, especialmente o mal que Salomão causou ao seu amado filho Márcio, dopando-o e internando o rapaz numa clínica para desequilibrados - só porque ele pensava diferente do pai.

Reprodução
Clô faz cara de satisfeita, após matar seu marido Salomão

"Desde aquele dia eu ficava fantasiando como seria a morte do Salomão", confessa Clô com a tranqüilidade de quem fez o que tinha que ser feito.
Sem exageros, sem economia de emoção: com a alma lavada de uma mãe que defenderia o seu filho até as últimas conseqüências.

Naquele corpo frágil e mignon da atriz, os olhos de leoa soltavam faíscas ameaçadoras cuja mensagem era muito clara: "matei sim, pra defender meu filho!". "Pode me prender, inspetor,estou pronta. Não esqueça as algemas", disse juntando os pulsos.
"Faço questão das algemas", concluiu firme e com certa ironia.

Não deve ser à toa que "Regina" é "Rainha" em italiano.

A revelação levou a trama a 26 pontos de média no Ibope - cada ponto no equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo.

Apesar da cena de Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi) virando um pássaro, que encerrou o capítulo da quinta, O Astro foi sucesso de público e crítica, com diálogos adultos, literários, cenas de sexo e até uma polícia à CSI.

A média da audiência da novela toda foi na casa dos 20 pontos no Ibope, o dobro do reality show A Fazenda, da Record, exibido no mesmo horário.

O sucesso foi tão grande que a Globo já encomendou sua próxima produção para a faixa das 23h: Gabriela - leia acima.

“O mais importante desse trabalho é que conseguimos fidelizar a audiência no horário”, disseram o ator Marco Ricca e um dos autores da adaptação, Geraldo Carneiro, em entrevista.

Quando a Globo encomendou a novela das 23h, tinha como intenção acabar com a flutuação da audiência no horário, que variava muito de acordo com o seriado exibido.

Fora isso, o diretor Mauro Mendonça Filho apontou uma preocupação da emissora em produzir uma ficção “mais adulta”, em que temas mais polêmicos pudessem ser tratados de forma realista.

Além da revelação do assassinato de Salomão, o último capítulo exibiu os desfechos de outros personagens da trama: Samir (Marco Ricca) terminou como “a boneca” da cadeia, conforme havia adiantado seu intérprete; Neco (Humberto Martins) tenta estuprar Lili (Alinne Moraes), mas leva um tiro fatal de dona Consolação (Selma Egrei); Tia Magda (Rosamaria Murtinho), após dizer a Clô que sempre a invejou, é expulsa de casa e termina se suicidando, uma cena rara nas novelas do horário nobre; Amin (Tato Gabus) foi indiciado como cúmplice de Samir na morte de Valéria (Ellen Roche); e o “astro” Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi) termina como na primeira versão, em um país latino-americano como assessor de um ditador.

Ele manda buscar sua amada Amanda (Carolina Ferraz), trajada como uma Evita Perón moderna, e os dois têm mais uma das cenas de sexo que deixaram a audiência à flor da pele.

Amanda pega as mãos de Herculano, põe em seus seios e diz que está grávida.

Logo depois, revolucionários do país atiram em Herculano, que aparentemente morre, mas aparece depois e fica com Amanda e o filho, felizes para sempre em uma ilha deserta.

A noite foi mesmo das mulheres - e os homens do elenco que me perdoem - todas brilharam.

No final de O Astro, as estrelas formaram uma grande constelação.

*****
Até +!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CLÁUDIA RAIA BRILHA NO PALCO COMO SALLY BOWLES, O PAPEL DE SUA VIDA, NO MUSICAL 'CABARET'


A Diva Claudia Raia estreou no último dia 28 o musical Cabaret no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, e está muito animadíssima com a grandiosidade do novo trabalho.
"É um sonho. O aproveitamento de cenário é impressionante. Somos uma equipe de 70 pessoas. A gente fez a nossa versão, mas mexeu em tudo: cenário, figurino, humor".

Há muitos anos a Diva tinha vontade de interpretar Sally Bowles no teatro, mas os caminhos das duas não se cruzavam.
"Foi uma brincadeira de Tom e Jerry, eu e a Sally Balls. Começou há anos, não conseguimos comprar os direitos, daí fiz Sweet Charity, e fui lutando pelos direitos. Eu chamei o Sandro Chaim [produtor] e falei: 'A gente tem que ir atrás desse Cabaret, ele tem que ser meu, antes que eu fique velha e de cadeira de rodas", relembrou.


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Claudia raia como Sally: papel da sua vida

Porém, hoje ela vê que a maturidade que adquiriu nos últimos anos é importante para a nova fase profissional.
"Mas acho que talvez eu não estaria pronta para este papel".

O diretor José Possi Neto ressaltou a diferença da versão brasileira, que não está muito ligada ao clássico da Broadway.
"Quando você compra os direitos, existem condições. O cenário vem de fora, a coreografia vem de fora, os arranjos vem de fora. Mas existe a outra forma de comprar o coração do musical e você pode dar sua montagem. Cabaret é um clássico. Por isso, optamos por dar nossa releitura", contou ele, que está em seu primeiro trabalho com Raia.


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O figurino é um dos pontos altos de "Cabaret"

"A gente namora há 20 anos", disse, sendo completado pela amiga.
"E agora a gente casou, essa é a bomba da entrevista", brincou ela, que não consegue escolher qual das artes dramáticas gosta mais de fazer.
"Uma coisa não compensa a outra. Televisäo é bem diferente. Sinto prazer na TV e sinto prazer no teatro".

Claudia está muito feliz com a conquista da personagem, mas não se acha parecida com ela. "Referência nenhuma eu tenho, porque não bebo uma gota de álcool. Sally é uma doida que não consegue ser feliz e que se boicota o tempo todo".


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Jarbas Homem de mello interpreta o Mestre de Cerimônias do Cabaret

Para interpretar Sally, ela procurou se distanciar de si mesma.
"Eu tentei tirar a Claudia Raia e aprisioná-la. Tem essa coisa que a pessoa se confunde com o personagem, mas eu tentei tirar ao máximo", comentou, revelando que também não buscou inspiração na Diva das Divas Liza Minnelli, que viveu Sally nas telonas nos anos 70.
"Saí da Liza, que é minha musa. Ela é meu grande ícone, mas quis fazer a peça de outro lugar. Então, fiz a minha Liza, com as minhas cores. Eu sou uma atriz muito física, quando não derrubo as coisas...Mas preciso do figurino, da máscara, da maquiagem, do cabelo. Devo muito ao figurinista".

Com um corpão em ótima forma, devido a anos dedicados ao balé, ela volta a ter a oportunidade de atuar e dançar no mesmo trabalho.

Em meio aos exaustivos ensaios, Claudia recebeu a notícia que não teria mais Reynaldo Gianecchini como seu parceiro no palco - o ator teve que deixar o elenco para tratar um linfoma não-Hodgkin, tipo raro de câncer.

Gianne foi substituído por Guilherme Magon, que deixou o elenco de outro musical - Mamma Mia - para se dedicar ao novo desafio.


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Claudia em cena com Guilherme Magon: papel seria de Giannechini

O jovem ator de 25 anos foi muito bem recebido na produção e é só elogios para a parceira.
"A Claudia preza pela qualidade, entrei por teste".

E ela também não fica atrás ao falar dele.
"Ficamos encantados com ele, logo de cara. Ele é um belo ator, tem 25 anos de idade, mas costumo dizer que ele tem 25 anos de maturidade".

O diretor adorou a boa relação que os dois estão construindo.
"Ele teve uma química imediata com a Claudia, de faísca, que é tudo que esse personagem precisa".

Um dos colegas de elenco da atriz é o ator Jarbas Homem de Mello, que interpreta o Mestre de Cerimônias do Cabaré - personagem que deu o Oscar de Coadjuvante ao ator Joel Grey.
"É o papel da vida do Jarbas e é o papel da vida da Claudia", disse o diretor musical e vocal Marconi Araújo, que não precisou mudar nada na voz deles.

Claudia interrompeu e brincou.
"Aff...então vamos ter que fazer esse papel para o resto da vida".

Ela também comentou o trabalho de Miguel Falabella, que fez a tradução da peça.
"É um trabalho lindo do Miguel. Ele é um ótimo versionista, mas eu acho que com 'Cabaret' a luz divina caiu em cima dele. As melhores versões dele estão em 'Cabaret'", revelou.
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Matéria da Caras Online

'HOMOFÓBICO, VAI LÁ E CHAMA DE VEADO"


Os lutadores do UFC Anderson Silva e Rodrigo Minotauro viraram, sem querer, protagonistas de uma campanha contra a homofobia no Facebook.

Em uma foto, os campeões brasileiros aparecem se beijando.

E aê, vai encarar?

Campanha com Anderson Silva e Rodrigo Minotauro contra homofobia (Reprodução/Facebook

CONFIRA O QUE DE MAIS IMPORTANTE ACONTECEU NA 2ª CONFERÊNCIA ESTADUAL LGBT DE SP


De sexta (28) a domingo (30), aconteceu aqui em São Paulo a 2ª Conferência Estadual LGBT , e  algumas moções que foram aprovadas mostram que uma parte do movimento LGBT está no caminho acertado da independência partidária.

Afinal, na luta pelos direitos humanos e das minorias não existe partido e sim união, frente, e se deve pontuar acima desses símbolos.
Nesse sentido, tomar partido é fechar as diversas possibilidades críticas do que é ser homossexual.

É interessante que muitas as moções de repúdio apresentadas não deixam partidos importantes -  tanto de esquerda como de direita -  de fora na crítica necessária para que os direitos civis dos gays sejam verdadeiramente respeitados.


Confira algumas das moções aprovadas:

* 1 *
Moção de repúdio ao PSC - Partido Social Cristão -, pela propaganda partidária homofóbica e conservadora que apresenta um único modelo de família possível e ainda afirma, com suposta base científica, que uma sociedade “unissexual” estaria fadada à extinção.
Adendo: indicação da Conferência para que o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual investiguem possíveis violações ao princípio da dignidade humana, fundamento da República - art. 1º, inc. III, da Constituição Federal.

* 2 *
Moção de repúdio à presidenta Dilma Rousseff, pela suspensão do Programa Escola Sem Homofobia e requisição de uma retratação pública pelo uso da expressão “propaganda de opções sexuais”.

*3 *
Moção de repúdio ao Congresso Nacional por legislar contra o Estado laico - art. 19, inc. I, da Constituição Federal -, impondo um fundamentalismo religioso a toda sociedade, sendo exemplos execráveis o projeto de lei que impede adoção por casais do mesmo sexo e a chantagem bem-sucedida que conseguiu a suspensão do Projeto Escola Sem Homofobia.

* 4 *
Moção de repúdio à Prefeitura de São Paulo - PSD - e ao Governo do Estado de São Paulo - PSDB -, pela constante criminalização de movimentos sociais e pela utilização de armas “não-letais” para atacar manifestações pacíficas, sendo exemplos a Marcha da Maconha e as manifestações do Movimento Passe Livre - MPL.

* 5 *
Moção de repúdio ao 4º Distrito Policial da cidade de São Paulo pelo tratamento dado ao cidadão Guilherme Rodrigues, quando ele foi registrar boletim de ocorrência relativo à lesão corporal motivada por homofobia, por:
1 - exigir que declarasse seus dados pessoais - como endereço e telefone - na frente dos agressores
2 - recusar constar no BO a motivação homofóbica, mesmo depois de expressamente solicitado pela vítima, e
3 - não oferecer nenhum tipo de proteção quando ele saiu da delegacia, liberando-o junto com os agressores.

Essa última moção indica que seria interessante criar, do mesmo modo que existe uma Delegacia da Mulher, uma delegacia para crimes e delitos cometidos contra a orientação sexual que não a heteronormativa, já que essa não é a primeira e nem será a última que a polícia é displicente com agressores homofóbicos assim como se comportava de forma ambígua quanto aos estupradores.

Mas o mais importante, realmente, é a liberdade de não estar vinculado a nenhum partido político, tornando a questão ainda mais política, sem amarras e sem preceitos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

'MELHOR É IMPOSSÍVEL': SHOW DE INTERPRETAÇÃO DE JACK NICHOLSON , GREG KINNEAR E HELEN HUNT, AGORA EM DVD


Melhor é Impossível (1997) surpreende pela profundidade do tema tratado com muito talento, naturalidade e humor, e que consegue no final arrancar sorrisos de alívio e amarrar uma boa história.

A lenda Jack Nicholson interpreta Melvin Udall, um talentoso escritor que sofre com transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, e vive uma vida mau humorada e tipicamente repetitiva - afinal, se algo sair de sua ordem, ele simplesmente surta.

Em seu rotineiro cotidiano, dois personagens contribuem - para o bem e para o mal - em alimentar seus estranhos comportamentos: o vizinho homossexual - brilhantemente interpretado por Greg Kinnear - dono de um simpático cachorrinho que Melvin vai zoar logo no começo da história, e a garçonete - Helen Hunt, na época estrela da série Mad About You - que serve seu almoço todos os dias.

Tudo corre bem, dentro de uma normalidade imaginária, até que uma série de eventos promove uma dança de cadeiras, fazendo com que a garçonete pare de ir trabalhar, o cachorro do vizinho passe a morar com Melvin e ele se sinta invadido por diversos sentimentos que não sabe e não tem o menor interesse em controlar.

A resposta imediata é forçar a barra para que tudo volte a ser como era antes o mais rápido possível, e é aqui que o roteiro mostra sua inteligência e ganha o público.

O Melvin de Nicholson extrapola os limites do bom-senso, e percebe-se que ele usa sua compulsão como desculpa para ser um egoísta aproveitador.

Chega a hora, enfim, em que Melvin consegue entender toda sua canalhice, e rapidamente busca consertar os estragos feitos, ao mesmo tempo em que começa a controlar algumas de suas manias e a se relacionar sem maiores problemas com as pessoas de quem gosta.

O filme não faz piada da doença - apesar de cenas, hilárias, de Nicholson  "exercendo" suas compulsões.

Ao contrário, mostra como é importante, antes de tudo, reconhecê-la, para então enfrentá-la, e o papel dos amigos e família também é fundamental, já que são eles primeiramente que ajudam a desmascarar o sujeito que passa a se fazer de coitado dado ao seu problema.

As interpretações - brindadas com os Oscar de melhor ator e atriz - e os diálogos afinados constroem uma ótima comédia que mostra que a vida também tem seu drama, e vice-versa.

Filmaço.

Melhor É Impossível
MELHOR É IMPOSSÍVEL
Título Original: As Good As It Gets
Diretor: James L. Brooks
Elenco: Cuba Gooding Jr., Greg Kinnear, Hellen Hunt, Jack Nicholson
Estúdio: Sony Pictures
Tipo de mídia: DVD
Quantidade de discos: 1
País de produção: EUA
Duração: 139 minutos
Formato de tela: Widescreen Anamórfico e Fullscreen
Sistemas de som: Dolby Digital 5.1 e Dolby Digital 2.0
Preto e Branco/Colorido: Colorido
Classificação indicativa: 14 anos
Idiomas: Inglês, Português, Espanhol
Legendas: Inglês, Português, Espanhol, Francês
Extras: Comentários
Quanto: R$19,90
Onde Comprar: Livraria da Folha
Cotação do Klau: